Resumo da Rodada 4/5 – Superação de Harden e a frustração de Curry

Uma série de Playoff tem alguns Jogos 7 mesmo antes de um possível Jogo 7. Um deles acontece quando um time abre 2-0 e o rival precisa vencer de qualquer maneira o próximo confronto para evitar o 3-0, placar nunca contornado na história da NBA. Essa era a situação deste sábado quando o Houston Rockets recebeu o Golden State Warriors. E com muito suor, um olho sangrando, algumas bolas de três, com um tiquinho de sorte e na prorrogação, o Rockets conseguiu se manter vivo.

O começo de jogo do Rockets, porém, não foi dos mais animadores. Mesmo com a torcida barulhenta, o time começou repetindo os mesmos erros das partidas anteriores. No ataque a bola de 3 pontos não caia por nada (apenas um acerto em oito tentativas no primeiro quarto) e na defesa as trocas e dobras de marcação mal ensaiadas seguiam deixando o Warriors pontuar tranquilamente dentro do garrafão:

Mas pelo menos a reação também foi rápida e curiosamente também foi dentro do garrafão. Eric Gordon conseguiu algumas boas infiltrações e deslanchou o ataque do Rockets, que também teve as bandejas de sempre de James Harden e três rápidos rebotes ofensivos de Clint Capela, que logo transformou as novas oportunidades em cestas. Esse, aliás, foi o jeito que o pivô conseguiu para ser útil nessa série. Enquanto o Warriors continua perfeito em evitar as pontes aéreas, o pivô se focou nos rebotes de ataque e teve sucesso. Ele pegou nada menos que CINCO rebotes ofensivos na partida, PJ Tucker pegou mais CINCO e Nenê contribuiu com mais três (em só OITO minutos!!!) e o Rockets dominou o quesito com DEZESSETE rebotes de ataque, dez a mais que o Warriors.

E não dá pra falar do melhor jogo de Clint Capela na série sem mostrar O TOCO que ele deu para cima de Andre Iguodala, alguém já acostumado a fazer parte de tocos icônicos da história dos Playoffs:

Não é nada fácil ganhar do Warriors em dias como os de ontem. O time de Steve Kerr esteve bem nas bolas de 3 pontos, cometeu apenas oito turnovers, menor marca do time nestes Playoffs, e ainda bateu mais lances-livres que o Rockets. Não é exagero dizer que os rebotes ofensivos de Capela, Nenê e Tucker foram o diferencial para que o time tomasse o controle do placar.

É claro que nada em Houston funciona sem James Harden. Ele estava com um olho de filme de terror, ainda todo vermelho de sangue após a DEDADA de Draymond Green no jogo passado, mas jogou bem quando o time mais precisou. Ao ser perguntado sobre a visão ao fim da partida, respondeu com um simples “eu consigo enxergar!”. É bom se contentar com pouco, né? Mas era o que ele precisava para entrar em quadra e jogar bem: 41 pontos, 9 rebotes, 6 assistências. Com ele no comando e as sempre pontuais bolas de 3 pontos de Eric Gordon (30 pontos), o Rockets chegou a abrir 13 pontos de frente pouco antes do fim do terceiro período.

Até pareceu que seria o bastante para arrancar essa vitória. Depois do bom começo, o Warriors estava sobrevivendo mais pela sua disciplina ofensiva do que por inspiração de suas estrelas. Klay Thompson não conseguiu espaço para participar muito do jogo e Steph Curry estava em um dia pra lá de pouco inspirado. Acertou só duas das NOVE bolas de 3 pontos que tentou, cometeu três dos oito desperdícios de bola do time, errou dois dos três lances-livres que cobrou e errou SETE de dez bandejas. Péssimo. E voltaremos a isso depois…

A vantagem de mais de dez pontos do Rockets sumiu mesmo por causa de Kevin Durant. Em uma sequência SURREAL de partidas desde que falou a icônica frase “Vocês sabem quem eu sou. Eu sou Kevin Durant” no meio da série contra o Clippers, o ala do Warriors se tornou a força mais perigosa da NBA. Ele começou o último quarto fazendo 10 pontos em quatro arremessos seguidos nas primeiras quatro posses de bola do time no período para simplesmente virar o jogo e apagar tudo o que o Rockets tinha feito de certo até então. Imediatamente o técnico Mike D’Antoni pediu um tempo e já colocou PJ Tucker de volta para defendê-lo.

Nervoso como todo simbólico Jogo 7, o fim da partida não foi dos mais brilhantes. Na frente por um ponto, Klay Thompson fez falta boba, ainda no campo de ataque, sobre Chris Paul e deu dois lances-livres de graça ao rival. Depois Andre Iguodala acertou uma improvável bola de 3 pontos da zona morta a poucos segundos do fim para dar a liderança de novo ao Warriors, mas de novo uma falta boba, dessa vez de Curry sobre Harden, deu ao Rockets a chance de empatar. Um arremesso errado de Durant e uma bola presa forçada de Thompson sobre Paul levaram o jogo à prorrogação.

No tempo extra o Warriors conseguiu tudo o que queria: fez James Harden atacar sozinho, sem trocas de marcação, contra o ótimo Andre Iguodala e ainda o obrigou a arremessos muito contestados e a floaters de meia distância. Resultado? Harden transformou tudo isso em cestas e ganhou a partida na marra:

Precisando responder para manter o placar apertado, o Warriors teve duas bandejas livres para Stephen Curry. Na primeira ele errou com a mão esquerda mesmo sem ninguém o incomodar, na segunda ele se torna PIADA MUNDIAL ao tentar uma enterrada e tomar um toco constrangedor do ARO! Provavelmente o pior jogo de Curry na sua carreira nos Playoffs:

Foi tão broxante que o Warriors até poderia cometer faltas para ainda ter uma chance, mas os jogadores só deixaram quieto.

Curry tem feito um bom trabalho desde a série contra o LA Clippers em conseguir fazer o ataque do Warriors funcionar mesmo com o foco do time se tornando as jogadas individuais de Durant. Não é o esquema em que ele pode mostrar suas melhores qualidades, mas ele abre mão do protagonismo em nome do time. Nessa série, porém, ele parece estar cedendo à frustração: alvo dos ataques do Rockets, ele tenta o tempo inteiro provar que é um bom defensor e tem cometidos muitas faltas em todos os jogos por isso. Agora pelo jeito isso parece estar influenciando seu ataque, onde tem errado bolas que sempre acertou. Ao fim da partida, Curry disse que foi para a (rara) enterrada porque estava em velocidade e “porque estava um pouco frustrado com o resto da noite”. Deu pra perceber.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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