Quem não se mexeu

Quem não se mexeu

Comentamos todas as trocas da Trade Deadline no podcast dessa semana. Lá tem nossos pitacos sobre Channing Frye no Cavs, Jeff Green no Clippers, Markieff Morris no Wizards e tudo mais. Mas e as trocas que não aconteceram? O time mais comentado da semana, o Atlanta Hawks, acabou não trocando nem Jeff Teague, nem Al Horford. O Boston Celtics não mandou suas 14 milhões de escolhas de Draft para ninguém e o Brooklyn Nets segue na sua rota do fracasso sem mudar nada. Agora é hora de falar de quem não fez negócio.

[Resumo da Rodada] Ninguém pode com LeBron James

Quando o Cleveland Cavaliers abriu uma vantagem mais do que confortável e apenas esperava para comemorar a varrida de 4-0 sobre o Atlanta Hawks, reparei no time que o técnico David Blatt mantinha em quadra: Kendrick Perkins, Brendan Haywood, James Jones, Shawn Marion e Mike Miller. Todos veteraníssimos que chegaram com o aval de LeBron James para ajudar o grupo a alcançar o título, tinham sido a segunda parte da montagem do super-time que tinha como base o trio LeBron, Kyrie Irving e Kevin Love. O quanto é impressionante que o time acaba de alcançar a FINAL DA NBA sem nem sequer precisar dos tais veteranos e com duas das estrelas sem jogar?

Sem esses caras, LeBron James atuou ao lado de jovens jogadores ou de caras que chegaram no meio da temporada, e num sistema de jogo que foi se adaptando ao longo do tempo, até nos Playoffs mesmo, dominaram o melhor time da temporada regular no Leste. Isso levou o Twitter ontem a uma pergunta muito interessante: quantos times do Leste o LeBron levaria à final da NBA apenas por integrar o elenco? A mera existência da questão sem ser uma piada já mostra o tamanho do talento do cara, além, claro, de um pouco da mediocridade da conferência.

[Resumo da Rodada] RIP Hawks

Teve um time nessa temporada da NBA que não sabia o que fazia dentro de quadra, era uma confusão onde os jogadores não sabiam para onde ir, para quem entregar a bola, quem deveria armar, arremessar e fazer bloqueios. Foi um desastre. Teve um outro time que conseguiu recordes e mais recordes de eficiência ofensiva, os caras corriam como loucos e tinham poder de fogo e praticamente todas as posições. Um outro time, nos Playoffs, era uma máquina de defender. Com jogadores atléticos em todas as posições, faziam da vida do adversário um inferno, impedindo toda e qualquer movimentação de bola e forçando seus rivais a infinitas e infrutíferas jogadas de mano a mano. TODOS os times eram o Cleveland Cavaliers de 2014-15.

[Resumo da Rodada] A bola mais importante dos playoffs não pera

O Hawks é instável, o Hawks não tem estrelas, o Hawks entrega a paçoca, o Hawks não vai vencer a NBA, o Hawks é o Hawks. Todas essas afirmações são verdadeiras, mas já passou da hora de entendermos o Hawks como um time que sabe vencer adversidades.

Talvez nosso erro tenha sido a irreal expectativa de que o Hawks continuasse a dominar jogos como se ainda estivesse na temporada regular, especialmente com um estilo de jogo que é notoriamente cheio de altos e baixos e que está sendo testado em séries de melhor de 7, com os adversários dissecando sua movimentação ofensiva e explorando as limitações da defesa. É normal que o Hawks oscile, e normal que algumas movimentações ofensivas simplesmente não funcionem com a mesma eficiência depois de 12 jogos de pós-temporada.

[Resumo da Rodada] Hawks se assusta; Warriors passeia

Quatro jogos série adentro, já deixamos pra trás o favoritismo irrestrito dos mandantes de quadra e aprendemos que o Wizards sabe torturar o Hawks quando as bolas de três da equipe de Atlanta não caem, assim como o Grizzlies sabe passar o Warriors no moedor de carne com Tony Allen bebendo sangue de crianças no crânio aberto e macio do David Lee (que aliás tem um crânio bem espaçoso mesmo quando o diminuto cérebro está dentro).

Mas o Jogo 5 das duas séries foi contra todas as nossas expectativas, simplesmente por ter retornado às nossas expectativas iniciais de antes da série começar. Com John Wall de volta ao quinteto titular do Wizards, tivemos um Hawks que cometeu os mesmos erros de sempre – com os arremessos de três pontos mais instáveis desde a programação de tarde do SBT – mas que mostrou ser tão completo e versátil quanto o primeiro lugar do Leste deveria ser. E no Oeste tivemos o Warriors fazendo tudo aquilo que passou a temporada regular inteira fazendo, sem nenhuma dificuldade já que Tony Allen não jogou, lesionado.

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