O estilo Scott Brooks

O estilo Scott Brooks

O técnico Scott Brooks teve uma passagem inegavelmente vitoriosa pelo Oklahoma City Thunder, ganhando o prêmio de Técnico do Ano em sua primeira temporada completa no comando da equipe ao levar um elenco improvável aos Playoffs e, nas quatro temporadas seguintes, alcançando as Finais da Conferência Oeste duas vezes e as Finais da NBA uma vez. O problema é que nunca ficou evidente quanto desse sucesso do Thunder era, de fato, responsabilidade de Brooks. O time contava com Kevin Durant, Russell Westbrook e, em parte do tempo, com James Harden, o que facilitaria a vida de qualquer técnico. Além disso, em suas cinco temporadas no comando da equipe, o Thunder sempre sofreu com uma notória falta de criatividade ofensiva, ataques estagnados, pouco poder de variação nos momentos decisivos e uma dificuldade incrível de colocar seus melhores jogadores em condições adequadas para que pontuassem. A fama de Scott Brooks como um técnico que não sabia usar seu elenco – ou, no mínimo, um técnico que não sabia levar seu elenco “ao máximo” – foi se consolidando aos poucos na NBA. Na primeira temporada em que o time verdadeiramente escorregou, graças a uma lesão grave em Kevin Durant e a consequentemente não-classificação para os Playoffs com uma nona colocação nos critérios de desempate, Scott Brooks foi demitido para que assumisse Billy Donovan.

Os primeiros sinais de que Scott Brooks talvez não fosse o responsável pela estagnação da equipe vieram na primeira temporada de Donovan como técnico, já que o Thunder apresentou as mesmas limitações e não foi capaz de expandir seu arsenal de jogadas significativamente. Entrevistas de Kevin Durant e Russell Westbrook davam a entender que a ausência de jogadas elaboradas era e sempre havia sido PROPOSITAL, resultado da enorme capacidade dos dois jogadores de decidir qualquer ataque contra seus marcadores. O estilo de Scott Brooks e sua real capacidade de liderar equipes teria que esperar, portanto, a próxima experiência dele como técnico. Só assim teríamos possibilidades de comparar seus resultados e ver como seu modo de jogo ajusta-se a diferentes estilos de jogadores.

[Resumo da Rodada] Wizards viajantes; Warriors invencíveis

Ainda de ressaca do Jogo 7 da Série de Todas as Séries, partimos para o primeiro dia da segunda rodada, que estranhamente parecia como um passeio amistoso no parque comparado com a tensão da noite anterior. Não ajudou em nada que o dia tenha começado com a série menos interessante desta fase, o duelo entre Washington Wizards e Atlanta Hawks.

Para nossa sorte, porém, o Wizards, de alguma forma, venceu a partida em Atlanta e se manteve invicto nos Playoffs, colocando uma pimenta nessa série. Como diz o clichê (nível “clássico é clássico”) dos esportes americanos, uma série só começa quando alguém vence fora de casa. Essa começou cedo pra ver se dá alguma graça.

Mais novatos

Há alguns anos nós tínhamos o hábito de fazer posts analisando a performance dos novatos. Embora fosse uma ideia muito divertida, ela tinha algumas coisas que hoje em dia eu não gosto mais. No fim dos posts a gente brincava de futurologia e tentava imaginar o que ia ser do resto da carreira desses atletas, embora tentássemos justificar com fatos todas as previsões, não sei o quanto de valor elas realmente tinham.

Hoje prefiro fazer diferente. Foi o que tentei no último post sobre o Anthony Davis. Analisei sua temporada até agora (boa, mas discreta) e dei pontos a serem analisados na continuação de sua carreira, mas em nenhum momento quis prever se ele será o novo Tim Duncan ou o novo Kwame Brown. Não custa lembrar que há poucos anos teve um outro jogador que teve um primeiro ano bom-mas-discreto, James Harden. E sabe quem foi espetacular num primeiro ano, com protagonismo e jogo completo? Emeka Okafor. Analisar o primeiro ano não é dar uma sentença de futuro.

Tudo isso para começar a analisar o começo de carreira de outros novatos, pedido que foi feito por alguns leitores no post do Monocelha. Bora lá?

 

1. Anthony Davis (New Orleans Hornets)

Anthony Davis

Como já disse antes, bom-mas-discreto. Não chama o jogo em um time de campanha fraca, poderia se arriscar mais, mas prefere ficar mais de lado e só fazer o que sabe. Essa consciência do que sabe e não sabe fazer pode ser sua maior qualidade num futuro próximo, muitos demoram uns 10 anos pra ter esse discernimento, mas é bom ele aumentar seu repertório também.

Outra boa solução é o time se adaptar a algumas de suas qualidades. Sabiam que Anthony Davis tem 76% de aproveitamento em jogadas de transição e contra-ataque? É a 4ª melhor marca de toda a NBA! Uma pena que elas só significaram 56 arremessos tentados por ele na temporada, menos de uma vez por jogo. Pode-se pensar em um time que joga mais rápido no próximo ano para usar esse talento e velocidade de Davis. Mas que isso não faça ele abandonar uma offseason de intenso treinamento de costas para a cesta. Ainda é um pirralho, fez 20 anos no meio dessa temporada, bom ter paciência com ele. Talento não falta.

 

2. Michael Kidd-Gilchrist (Charlotte Bobcats)

Michael Kidd-Gilchrist

No fundo, lá no fundo, todo mundo sabia que ele não era uma superestrela pop da NBA. O Charlotte Bobcats dizia estar escolhendo um jogador que daria uma nova cara para a franquia, mais séria, defensiva, de dedicação e profissionalismo. Isso tudo aconteceu, Kidd-Gilchrist é pura raça, defesa e foco. Mas eles continuam perdendo uma atrás da outra.

Mas não vamos deixar as derrotas nos enganar. Kidd-Gilchrist ainda é uma das grandes forças nominais da liga e defende muito. Em jogadas de mano a mano, as famosas ISOs, o novato segurou seus adversários a apenas 29% de aproveitamento! Defesa fenomenal. Ele também tem números bons marcando o pick-and-roll, o que já o torna um dos melhores defensores de perímetro da liga. Difícil que isso nem sempre apareça em um time com elenco tão fraco, do mesmo jeito que seu desempenho pífio no ataque fica ainda mais exposto.

 

3. Bradley Beal (Washington Wizards)

Bradley Beal

A média de pontos de Bradley Beal na temporada é de 13 pontos por jogo, mas para entender seu ano é legal ver as médias mês por mês: 11 pontos por jogo em Novembro, 13 em Dezembro, 15 em Janeiro, 17 em Fevereiro, 15 em Março. Beal começou o ano sofrendo, era um novato em um time sem entrosamento e que tinha perdido sua mair estrela, o armador John Wall. Caíram na cabeça do pirralho responsabilidades de armar o jogo em alguns momentos, pontuar, criar situações para outros jogadores. Não deu lá muito certo.

Mas aos poucos ele foi ficando mais confortável em quadra e quando Wall voltou, Beal explodiu. Sua média de aproveitamento de arremessos de 3 pontos saltou da casa dos 20% nos dois primeiros meses e saltou quase 50% desde a volta de Wall. Sem as responsabilidades de armar o jogo, até seus erros diminuíram. Nada como ter um grande armador do lado para a transição para o basquete profissional parecer fácil. A dupla tem futuro.

 

4. Dion Waiters (Cleveland Cavaliers) – Não sei o que dizer. Comento do Waiters do bem, capaz de costurar defesas e acertar arremessos de todos os cantos de uma quadra de basquete? Ou o Waiters do lado negro da força, que se acha um Ricky Davis contemporâneo? Gosto da coragem de Waiters e de sua força física nas infiltrações, mas ele precisa aprender muito sobre basquete nos próximos anos para poder ajudar mais do que atrapalhar o Cavs. De qualquer maneira, foi uma grata surpresa.

5. Thomas Robinson (Houston Rockets) – Novato mais azarado do ano. Caiu num time completamente perturbado, o Sacramento Kings, onde tinha poucas chances e era mal usado. Depois foi para o Houston Rockets, onde seu estilo se encaixa melhor, mas mesmo assim ele joga pouco porque o time está fechado, entrosado e lutando por vaga nos Playoffs. Quem sabe ano que vem.

6. Damian Lillard (Portland Trail Blazers) – Sabiam que Lillard é mais velho que John Wall, que está em sua terceira temporada na NBA? Chegar mais preparado e velho na NBA às vezes dá muito certo. Alguns questionam se isso quer dizer que Lillard está, portanto, mais próximo de seu ápice e que pouco tem a evoluir. Será? De qualquer forma, tá ótimo. Ele pode não melhorar nunca, jogar para sempre como tem jogado esse ano, com quase 19 pontos por jogo, que o Blazers nunc vai reclamar.

Melhor novato da temporada, de longe, mas pode melhorar ainda mais na arte de cavar faltas (exclusividade de veteranos), e com seu bom arremesso dá pra se especializar nos 3 pontos, como fez Derrick Rose após seu ano de novato.

7. Harrison Barnes – Sabiam que o nome completo dele é Harrison JORDAN Barnes? Tem talento escondido aí, galera. É um caso parecido com o de Anthony Davis: apenas 20 anos e apesar de mostrar talento, às vezes passa despercebido em alguns jogos. Mas ele tem motivos mais lógicos para se esconder: seu time luta por boa posição nos Playoffs e ele precisa dividir funções com o espetacular Steph Curry e o promissor Klay Thompson.

8. Terrence Ross (Toronto Raptors) – Ele enterra. Enterra muito. Mas precisa de mais consistência no seu bonito arremesso de longa distância (32% em 3 pontos) e nas suas jogadas mano a mano (31% de aproveitamento) para ganhar mais minutos na próxima temporada. Não à toa nesse ano chegou a perder minutos valiosos para o limitadíssimo Alan Anderson.

9. Andre Drummond (Detroit Pistons) – Ele tinha todas a pinta daqueles jogadores que chegam cedo na NBA porque tem um físico absurdo, mas que demoram para embalar, foi péssimo nas ligas de verão, por exemplo. Mas não, ao invés disso ele surpreendeu e fez ótimo primeiro ano de NBA. Ele é o líder do Detroit Pistons em +/-, que faz o saldo de pontos com o jogador em quadra, e os únicos 3 quintetos do Pistons que conseguem bons números defensivos (menos de 1 ponto sofrido por posse de bola) tem o poeta na formação. Ele está a um entrosamento com Greg Monroe de começar a fazer mais barulho na NBA.

10. Austin Rivers (New Orleans Hornets) – Sem um arremesso confiável e sem ser o cara mais rápido na quadra, todo o coração, força de vontade e liderança de Rivers parecem não fazer tanta diferença assim. Com o surgimento, do nada, de Brian Roberts, assim como a temporada fora de série de Greivis Vásquez tiraram ainda mais espaço do jovem armador. Por fim, também se machucou muitas vezes e perdeu sequência de jogos. Uma temporada para esquecer e, vamos torcer, para aprender. Doc Rivers pode usar seu verão para treinar o filhote.

 

Outros destaques

Valanciunas

Jonas Valanciunas (Toronto Raptors) – O pivô lituano foi selecionado no Draft 2011, mas só foi para a NBA nesta temporada. No começo do ano sofreu horrores na defesa, cometendo faltas bobas e não entendendo o porque. Aos poucos evoluiu, conseguiu passar mais tempo na quadra e não demorou muito para se soltar onde manja, no garrafão ofensivo. Em seus últimos 15 jogos, Valanciunas tem média de 1.2 pontos por posse de bola, é simplesmente a melhor marca de toda a liga!

Nos seus últimos 10 jogos ele tem média de 15,5 pontos, 7,7 rebotes, 2 tocos e só 3 faltas por partida. Tudo isso com aproveitamento de 60% nos arremessos. Seu entrosamento com Kyle Lowry no pick-and-roll, desastroso no começo da temporada, também evoluiu demais. Melhora devagar, mas constante para o pivô em seu primeiro ano. Ah, e ele é gigantesco.

13. Kendall Marshall (Phoenix Suns) – Um armador burocrático e ainda se acostumando com a velocidade da NBA. E seu titular era o melhor jogador do time. Mas apesar de tudo muita gente tem esperança no futuro do garoto, continuaremos de olho.

14. Moe Harkless (Orlando Magic) – Pediu para ser chamado de Maurice, mas é novato então não vamos obedecer.

17. Tyler Zeller (Cleveland Cavaliers) – É branquelo demais para compensar erros com capacidade atlética, saltos e tocos mirabolantes. Ele precisa entender o jogo e fazer a coisa certa para fazer a diferença, só ser grande não adianta. Bom sinal é que ele consegue isso às vezes, mau sinal que está longe ainda de alcançar regularidade. Bom reserva para Anderson Varejão e achar bons pivôs reservas não é fácil como parece.

21. Jared Sullinger (Boston Celtics) – Quer scout pré-draft mais preciso que esse? Diziam que ele era bom o bastante para ser Top 10 no Draft, mas que os times tinham medo de possíveis lesões nas costas. O que aconteceu? Era um dos melhores novatos da temporada até ser afastado com uma lesão nas costas.

34. Jae Crowder (Dallas Mavericks) e 35. Draymmond Green (Golden State Warriors) – Dois achados da segunda rodada. Com bom arremesso, excelente defesa e boa noção de espaço de quadra, Crowder impressiona por jogar como veterano. Ajuda nas mesmas coisas que seu companheiro Shawn Marion. Já Green é o especialista em defesa que Mark Jackson coloca em quadra nas maiores furadas que um novato pode enfrentar, e mesmo assim ele tem dado conta do recado.

 

Outros pirralhos tiveram bons momentos na temporada. Orlando Johnson chegou a aparecer bem na rotação do Indiana Pacers na falta de Danny Granger. John Henson é excelente reboteiro e poderia ser mais bem aproveitado pelo Milwaukee Bucks. Tony Wroten

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teria feito mais impacto se o Memphis Grizzlies tivesse menos medo de usar seu banco de reservas. Por fim, o que foi essa última partida de Will Barton? O cara foi a 40ª escolha do Draft, seu máximo de pontos na temporada tinham sido 14 e aí ele mete 22 pontos, 14 rebotes, 6 assistências e 3 roubos de bola em 32 minutos contra o Dallas Mavericks. Dá onde veio isso?! Dá pra entender por que eu desisti da futurologia?

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Os melhores e os piores

Em um post da semana passada analisei números interessantes de times emergentes, equipes que cresceram de produção em relação ao ano passado. Depois pedi que vocês sugerissem equipes para que eu analisasse alguns números também. Entre muitos palpites, senti um padrão: alguns leitores queriam saber dados dos melhores times da NBA (Heat, Spurs, Thunder), outros queriam saber porque os piores são os piores (Wizards, Kings, Magic).

Pensei então em agradar todo mundo. Isso pode significar não agradar ninguém, é verdade. Mas que tal dois de cada grupo?

 

Miami Heat

– Uma estatística que mostra como o Miami Heat é quase insuperável: o time de LeBron James tem 32 vitórias e apenas 3 derrotas em partidas que cometeu menos turnovers que o adversário. Ao mesmo tempo, o Heat é o 4º time que menos desperdiça a bola na NBA!

– O Heat tem outros números que mostram bem seus talentos e até limitações. O time tem 32 vitórias e só 1 derrota quando rouba mais bolas que o adversário; e 26 vitórias e 2 derrotas quando acerta mais bolas de 3 pontos que o outro time.

O primeiro número deixa claro como o Miami Heat arrasa times em contra-ataques. Quando eles conseguem roubar muitas bolas, adeus qualquer chance de bater os campeões. O outro número deixa claro como eles são quase imbatíveis quando estão precisos da linha dos 3 pontos, porém eles só conseguiram acertar mais bolas de 3 pontos em 28 jogos dos 57 que fizeram até agora na temporada. Não é uma área que dominam.

– Mas o que mais me impressiona no Miami Heat é como eles conseguem ser um time que usa a força física e a velocidade na defesa. Falamos muito sobre eles serem imbatíveis no contra-ataque, mas eles também correm com a mesma velocidade de volta para a defesa. Sofrem apenas 11.7 pontos por jogo de contra-ataque, segunda melhor marca da NBA, atrás apenas do Indiana Pacers, o único time que ainda não perdeu do Heat nesta temporada.

– O Pacers teve sucesso porque foi o único time que conseguiu ter paciência, elenco e disciplina para abusar da falta de pivôs do time da Flórida. Os pontos sofridos no garrafão é uma das únicas estatísticas onde o Heat não está no topo do topo, é “apenas” colocado com 40.2 pontos sofridos na área pintada por partida.

– Mas será que em alguma coisa o Miami Heat não é espetacular? Só uma, os rebotes, mas mesmo assim não é nada que eles não consigam contornar. O time é o último da NBA em rebotes por jogo (38.6), antepenúltimo em rebotes ofensivos (8.4), mas compensa porque seus adversário só pegam 10.9 rebotes ofensivos por jogo, 10ª e honesta melhor marca da liga. Um detalhe que talvez explique muita coisa? O Pacers é o líder da NBA em rebotes totais e o 4º em rebotes de ataque.

 

San Antonio Spurs

– O San Antonio Spurs impressiona em quase tudo, difícil escolher o que dizer deles. Mas acho interessante começar falando que de suas 13 derrotas, apenas duas foram em casa (Clippers e Suns, esta última em uma prorrogação bizarra que acabou 5 a 1) e somente três (Pistons, Heat e Knicks) para times do Leste.

– O San Antonio Spurs é o time líder em assistências na temporada (25.3) e nos 24 jogos que conseguiu 26 assistências ou mais, tem 23 vitórias e só uma derrota. A média de assistências cresceu em 2.2 em relação ao ano passado, quando também lideraram a NBA na categoria.

– Somente em 6% de suas posses de bola o San Antonio Spurs finaliza uma cesta em uma jogada de isolação, o clássico mano-a-mano. Como critério de comparação, o Heat faz lances assim em 12% de suas posses de bola, o Lakers em 11%, o Thunder e Knicks em 14%! Ninguém joga mais coletivamente que o Spurs.

– Vocês conhecem o ranking de eficiência usado pela NBA.com? A fórmula é essa: ((Points + Rebounds + Assists + Steals + Blocks) – ((Field goals attempts – Field goals made) + (Free throws attempts – Free throws made) + Turnovers))

Vocês sabiam que em 38 ocasiões o Tony Parker acabou uma partida nesta temporada com eficiência maior do que a do armador do outro time? Só 11 vezes o seu adversário levou a melhor. Isso numa liga que vive sua melhor safra de armadores na história. Engraçado que entre os vencedores estão Chris Paul (que também perdeu uma vez), Russell Westbrook, Jeremy Lin e, por duas vezes, Greivis Vásquez! GREIVIS VÁSQUEZ!

– Melhor que ele só um senhor de idade chamado Timothy Duncan. Ele venceu 29 matchups de eficiência, perdeu apenas 5 (Aldridge, Randolph, Jamison (!), Ryan Anderson e Jeff Green) e empatou 6 vezes.

 

Washington Wizards

– Vocês querem ficar perturbados? Querem receber uma informação que vai fazer vocês não conseguirem dormir à noite? O Washington Wizards tem a 5ª melhor defesa da NBA. Não importa como você olha, se em pontos cedidos por posse de bola ou pontos totais sofridos, o Wizards é o 5º melhor time da liga inteira em defesa. Onde está seu deus agora?

– Agora uma informação menos surpreendente: o time de Nenê tem o pior ataque da NBA. A equipe é última em pontos por posse de bola, 28ª em turnovers, 29ª em aproveitamento de arremessos, 25ª em lances-livres tentados por jogo, 19ª em assistências e por aí vai até todo o caminho fedido de estatísticas horríveis no ataque.

– Uma guinada começou na temporada do Wizards quando John Wall voltou de lesão. Com o armador em quadra, o Wizards tem boas 14 vitórias em 25 partidas, com 8 vitórias nos últimos 12 jogos.

– A chegada de Wall despertou o novato Bradley Beal, que está transbordando confiança e tem 18 pontos por jogo nos seus últimos 10 jogos. Nos mesmos últimos 10 jogos, Nenê e Emeka Okafor, com 13 pontos por jogo, superam suas médias da temporada em pontuação.

A chegada de especialistas em defesa como Okafor e Trevor Ariza, a melhora de Nenê na defesa, que ficou mais óbvia fora da correria do Denver Nuggets, transformou o Wizards num time difícil de se furar a marcação. E agora, com Wall comandando o ataque o time está equilibrado e jogando bem. John Wall está com 9 assistências por jogo, é o 4º melhor da NBA na categoria.

– Segundo dados da SynergySports, John Wall já finalizou 61 jogadas de isolação nesta temporada, média de 2,44 por partida. Na temporada passada foram 2,7 vezes por jogo e no ano anterior, quando novato, 3,1. A diferença é pequena nos números, mas mostra uma postura diferente do armador ano a ano. Menos individualismo, mais assistências.

 

Sacramento Kings

– Apesar de lanterninha do Oeste, o Kings destrói o Leste na Liga dos Fracassados. O time do incompreendido DeMarcus Cousins tem 8 vitórias e nenhuma derrota contra os 4 piores times do Leste: Magic, Cavs, Wizards e Bobcats.

– O Sacramento Kings é a cara de DeMarcus Cousins. Eles são Top 10 da NBA em duas coisas onde o pivô se destaca: roubos de bola (9º) e, claro, faltas cometidas (7º). Com 1,5 roubo de bola por jogo, Cousins é o pivô mais bem colocado entre os ladrões de bola da liga, ele está na 22ª posição geral, empatado com Jrue Holiday. O próximo pivô da lista é seu contemporâneo Greg Monroe, 34º, com 1,3.

– É difícil o Kings, pior defesa da NBA em pontos sofridos e pontos por posse de bola, ter recorde positivo em qualquer coisa. Mas eles tem singelas 16 vitórias e 13 derrotas nos jogos que conseguem 21 ou mais assistências. Será que era

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a hora de trazer um armador de verdade? Sou Isaiah Thomas sobre Aaron Brooks desde sempre e para sempre.

– Uma outra solução seria usar mais Jimmer Fredette. O meio armador, meio ala, meio mussarela tem incríveis 54% de acerto de 3 pontos, junto com 14 pontos por jogo nas 10 partidas em que atuou por pelo menos 20 minutos.

– O Sacramento Kings é um dos piores times na transição defensiva, eles são o oposto do Miami Heat. O time luta sem entrosamento pelos rebotes de ataque, arrisca muitos roubos de bola e a volta é sempre desorganizada. Não à toa tem a 2ª pior marca da NBA em pontos sofridos em transição, 16 por jogo. Só o LA Lakers, com 16.5, é pior.

Preview 2012/13 – Washington Wizards

Continuamos aqui o melhor preview da temporada já escrito por um blogueiro gordo. Veja o que já foi feito até agora:

Leste: Boston CelticsCleveland CavaliersBrooklyn NetsIndiana Pacers e Atlanta Hawks

Oeste: Memphis GrizzliesSacramento KingsDenver NuggetsGolden State Warriors e San Antonio Spurs

Até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA, todos os times terão sido analisados profundamente aqui no Bola Presa.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time da capital federal, do antigo Bullets, do time da pistola de ouro, o Washington Wizards.

Washington Wizards

 

 

 

 

 

Poucos times na NBA mudaram tanto de cara nas últimas temporadas. Logo depois de encerrar a era Gilbert Arenas, Antawn Jamison e Caron Butler, o Washington Wizards virou o time que estava fazendo o que o Houston Rockets faz agora, colecionando jogadores novos, talentosos e de grande potencial. Poucos eram consolidados na NBA, mas eles acreditavam que valia a tentativa. Não deu muito certo. JaVale McGee cansou técnico e torcida com suas burradas monumentais, Nick Young tinha mais tesão em arremessar bolas contestadas de 3 pontos do que em ganhar jogos e Andray Blatche estava sempre fora de forma e com seu ar superior e egoísta. Os três foram despachados no meio da última temporada e no meio das negociações chegou o veterano brasileiro Nenê. Poucos meses depois, com a temporada já encerrada, chegaram Emeka Okafor e Trevor Ariza.

A mensagem do Wizards ficou bem clara. Eles aproveitaram o período de experimentação com os jogadores jovens para decidir com quem gostariam de continuar e quem eles queriam longe de John Wall. Blatche, McGee e Young não acrescentavam muito e eram péssima influência, tanto dentro (McGee, Young) quanto fora de quadra (Blatche). Para recompor as perdas, nenhuma super estrela, mas jogadores que traziam o que faltava ao time, experiência e defesa. Dos jovens ficaram o tcheco Jan Vesely, que teve um bom último mês de temporada 11/12 e Jordan Crawford, ótimo pontuador mas que não tem lá muito mais consciência que Nick Young. No Draft chegou Bradley Beal, pontuador veloz que tem boas chances de formar ótima dupla com John Wall na armação.

Apesar de John Wall ser um baita armador, ele não deslanchou como se esperava após sua boa temporada de novato. João Paredão não pareceu melhorar nada em sua segunda temporada, seus números, aliás, são estranhamente idênticos em seus dois primeiros anos de NBA: Em pontos foram 16.4 em 2010/11 e 16.3 em 11/12. Em assistências foi de 8.3 para 8.0, em rebotes de 4.6 para 4.5. Os erros continuaram altos, de 3.8 foi para 3.9. Mudança mesmo só nas bolas de 3 pontos, e para pior. Ele acertou 30% de longa distância como novato, fez 34 de 115 tentativas. No ano passado ele teve somente 7% de acerto, míseras 3 bolas certas em 42 tentativas! Para esse ano a desculpa de um time mal estruturado e cheio de jogadores individualistas não existe mais. E não são só nos números. O jogo de Wall não mudou muito de um ano para o outro, são os mesmos pontos de contra-ataque e a mesma dificuldade no jogo de meia quadra, a mesma necessidade de atacar a cesta e nenhum arremesso de média e longa distância. Um terço da visão de jogo e da manha de Andre Miller e ninguém segura John Wall.

No ano passado o Wizards foi um dos piores times da NBA em algumas coisas básicas para o sucesso de um time de basquete: Bolas de 3 pontos (28º em aproveitamento), lanceslivres (26º), assistências ( 27º) e turnovers (26º) e pontos sofridos (21º) e rebotes (21º). De destaque mesmo só os pontos de contra-ataque, onde eles marcavam 17 pontos por jogo, 4ª melhor marca da liga.

As novas aquisições podem ajudar em muitas dessas coisas: Trevor Ariza tem bom passe embora seja mais reconhecido pela sua defesa, deve ajudar John Wall a soltar mais a bola e dar melhor passe à equipe, Bradley Beal também pode contribuir nesse aspecto. Nas bolas de 3 pontos Ariza até pode ajudar em alguns jogos, mas ele pode se empolgar e chutar mais do que deveria, lembra dele arremessando sem parar no Houston Rockets? Em compensação o Ariza dos Playoffs de 2009 arremessava bem demais. Beal teve 34% de acerto em bolas de 3 na faculdade, veremos como se sairá nessa temporada. Okafor e Nenê darão mais segurança defensiva e tem tudo para melhorar o rebote defensivo da equipe. Rebotes não são a especialidade de Nenê, mas ele é bom no box out para que outros peguem o rebote. E se ano passado ele sofreu marcando pivôs mais altos que ele, nessa temporada poderá usar sua mobilidade para marcar jogadores mais baixos enquanto Okafor pega os grandalhões. E não vamos esquecer Kevin Seraphin, ninguém dá bola pra ele, mas o cara fez um ótimo fim de temporada há alguns meses e pode ganhar minutos com as frequentes contusões de Nenê.

Um problema desse time é que nenhum dos jogadores que chegaram são geniais, todos tiveram os melhores momentos da carreira quando estavam em um time estável, de sistema tático estabelecido, entrosados e com papeis bem definidos lá dentro. Ninguém é estrela. Os melhores anos de Okafor, por exemplo, foram no Bobcats de alguns anos atrás quando ele contava com um bom time de Gerald Wallace, Raymond Felton e Boris Diaw relativamente magro. E o Wizards de hoje não tem um esquema tático definido, não tem nada de entrosamento e dependerá muito da criação e evolução de John Wall. E pior, Wall machucou o joelho em treinos na offseason e só voltará a jogar no meio de Novembro. Ou seja, perde toda a pré-temporada e training camp, pegará entrosamento com os novos companheiros com a temporada rolando.

 

Temporada Filme Pornô

No melhor dos cenários o Wizards consegue encaixar uma boa defesa nos dois primeiros meses de temporada enquanto o entrosamento não aparece. É possível, o time tem alguns bons defensores no elenco, mas precisarão do melhor lado do imprevisível Trevor Ariza. A defesa atrapalhada do ano passado era boa em uma coisa, forçar erros dos adversários. Se o time conseguir manter isso sem compensar cedendo cestas fáceis, sucesso à vista.

Se o time sobreviver ao começo da temporada poderá começar a ganhar mais lá por Janeiro quando já der tempo de ganhar algum entrosamento. Aí é torcer para John Wall jogar o que se espera dele e o time ser aquele que deslancha depois a parada do All-Star Game. O Bucks já foi esse time, o Bobcats já foi esse time, por que não o Wizards? De qualquer forma, pensar em Playoff pode ser ainda cedo demais para a franquia. Embora a presença de veteranos indique uma vontade de ganhar logo, já seria sucesso o time ganhar uma identidade e rondar a zona de classificação. Assim no ano que vem eles poderiam ser mais pontuais nas contratações para reforçar o ainda fraco banco de reservas.

 

Temporada Drama Mexicano

Essa contusão do João Paredão pode dar mais dor de cabeça do que a gente imagina. O time tem muitas caras novas e esse era o momento de pegar entrosamento, aprender as jogadas e ganhar ritmo de jogo. Claro que dá pra fazer isso aos poucos durante o campeonato, mas lembra ano passado quando nenhum time teve pré-temporada? Foi a temporada com pior aproveitamento de arremessos desde 2005, a pior média de pontos por posse de bola desde 2004 e a maior marca de turnovers por jogo desde 2007. Faz muita diferença não ter um período de preparação bem feito. E  o Wizards faz seus treinos sem Wall e também sem Nenê, que sofre com suas eternas dores na sola do pé. Vai saber as consequências disso ao longo do ano.

O Wizards corre grandes chances de ser nesse ano o que Detroit Pistons foi na temporada passada. Não sei se vocês lembram, mas depois de começar a temporada 11/12 com apenas 4 vitórias em seus primeiros 24 jogos, o Pistons se manteve na casa dos 50% de aproveitamento (21v, 21d) no resto da temporada, o que seria o bastante para fazê-los brigar pela 8ª posição com o Philadelphia 76ers. Mas pouca gente lembra disso porque nos números gerais o Pistons foram péssimos devido ao começo desastroso.

 

Top 10 – Melhores jogadas do Wizards em 2012

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