Um Joe Johnson a menos

Um Joe Johnson a menos

Quando o Brooklyn Nets mandou Joe Johnson embora a troco de nada (a não ser uma pequena economia, já que Joe Johnson aceitou receber 3 milhões a menos do seu contrato de 24 milhões como “incentivo” para ser liberado), cogitou-se que o time iria afundar de vez. Se o time já era o terceiro pior time da NBA com ele (na frente apenas de Sixers, Lakers e Suns), imagina sem ele. Não que Joe Johnson seja, hoje, uma grande estrela que carregue o Nets nas costas, claro. Seu contrato gordíssimo atual ainda é resquício de uma época em que Joe Johnson era visto como um dos jogadores mais completos da NBA, uma máquina de pontuar que precisava apenas da oportunidade certa para liderar um time rumo a um título. Essa promessa nunca se realizou, seu estilo de jogo nunca foi capaz de decidir jogos sozinho, a oportunidade não se concretizou e Joe Johnson foi rebaixado ao numeroso grupo de jogadores talentosos-porém-esquecíveis – e ao seleto grupo de piores contratos da NBA. Ainda assim, Joe Johnson era um dos últimos bastiões de talento e versatilidade numa equipe completamente carente de qualquer coisa, de um jogador capaz de fazer a diferença, de um futuro, de um chamego. Sem ele, o que restaria?

Quem não se mexeu

Quem não se mexeu

Comentamos todas as trocas da Trade Deadline no podcast dessa semana. Lá tem nossos pitacos sobre Channing Frye no Cavs, Jeff Green no Clippers, Markieff Morris no Wizards e tudo mais. Mas e as trocas que não aconteceram? O time mais comentado da semana, o Atlanta Hawks, acabou não trocando nem Jeff Teague, nem Al Horford. O Boston Celtics não mandou suas 14 milhões de escolhas de Draft para ninguém e o Brooklyn Nets segue na sua rota do fracasso sem mudar nada. Agora é hora de falar de quem não fez negócio.

[Resumo da Rodada – 01/05] Adeus, Nets, não esqueça de escrever

Times baseados majoritariamente em bolas de três pontos estão fadados a ter altos e baixos dentro do mesmo jogo: é natural que mesmo criando arremessos livres, algumas bolas de longa distância simplesmente não caiam e o placar complique até que as bolas voltem a cair e o time recupere a vantagem. É o que a gente esperava do Hawks desde o preview: um confronto parelho com o Nets até que as bolas de três caíssem numa sequência arrasadora e o Hawks vencesse por 20 um jogo com falsa aparência de sofrido.

Resumo da Rodada – 22/4

Antes das lesões arruinarem o Portland Trail Blazers, antes de Kevin Durant ficar fora da temporada, antes do Dallas Mavericks derreter, o que esperávamos de todas as séries de primeira rodada no Oeste é o que estamos vendo entre San Antonio Spurs e Los Angeles Clippers. Mas já que os outros confrontos ficaram no plano das ideias, trataram logo de nos dar um clássico na segunda partida. Horas de batalha depois e tínhamos a única série em 1-1 em todos os Playoffs de 2015.

NBA testa jogo de 44 minutos na pré-temporada

Ontem a NBA fez um experimento estranho, mas divertido. A partida entre Brooklyn Nets e Boston Celtics teve 44 minutos de duração, 4 a menos que um jogo normal. O jogo com quartos de 11 minutos foi feito com dois intuitos em mente: diminuir a duração dos jogos, que às vezes cansam de ver na televisão, e diminuir o desgaste dos jogadores. O resultado do teste pode ser resumido na frase do ala Jeff Green após a partida: “Não senti nenhuma diferença”. Para os jogadores, imagino, a diferença seja mínima mesmo. A maioria dos atletas, especialmente na pré-temporada, nunca chega os 48 minutos em quadra. Alguém que joga 32 minutos num jogo de 48, talvez tenha seus minutos diminuídos para 30 em uma partida de 44. Não é lá grande coisa. No fim das contas, o que cansa mesmo um jogador são as viagens longas e a falta de tempo de recuperação entre um jogo e outro. Se a NBA quer mesmo poupar seus atletas e evitar contusões, precisa acabar com os back-to-backs (jogos em dias consecutivos) e repensar a temporada de 82 jogos entre Novembro e Abril. Essa solução, porém, não é tão fácil. Boa parte do dinheiro dos times vêm do contrato que eles fazem com redes de TV locais, que exibem todos os jogos da equipe da cidade. Com menos jogos no calendário, menos transmissões e menos dinheiro. A renda das partidas (18.000 pessoas pagando ingresso caro) também vai ser cortada. O dinheiro grande da TV (o novo contrato com ABC, TNT e ESPN) até poderia não mudar, já que eles passam os mesmos jogos por semana, que até valeriam mais por serem mais raros. Mas de qualquer forma, menos dinheiro entrando, menos dinheiro que os donos vão dar para os jogadores. Diminuir os lucros nunca é uma opção, claro! Será que os jogadores topam quebrar a tradição dos 82 jogos, correr o risco de ter o salário cortado só para ter mais descanso e menos lesões? Duvido. Teria mais efeito, imagino, começar a temporada no início de Outubro e espaçar mais os jogos. Mas quem em sã consciência abre mão de um mês de férias?

NBA: Preseason-Boston Celtics at Brooklyn Nets

O técnico do Nets, Lionel Hollins, disse que o time já estava cansado no meio do terceiro período e que provavelmente era por causa da viagem da China, de onde voltaram faz pouco tempo. Só comprova o que eu disse acima, apenas com o exagero claro: viagem pra China é mil vezes mais longa que qualquer outra feita durante a temporada. De qualquer jeito, o tempo no avião, ônibus, hotel e etc. cansam mais do que alguns minutos a mais na quadra. Onde o jogo teve mais de sucesso foi em sua duração total. E, sejamos sinceros, era mais nisso que eles estavam pensando com esse teste. Um jogo médio da NBA dura 2 horas e 15 minutos, o de ontem ficou em 1 hora e 58 minutos. Para a televisão isso faz muita diferença! A transmissão fica menos cansativa e mais dentro dos padrões. Talvez por isso possa haver uma pressão para que aconteça uma mudança no futuro, ou pelo menos para que façam mais testes como esse para que estudem as diferenças com uma amostragem maior. Se tem uma coisa onde a NBA acerta mais do que a maioria das outras ligas em qualquer é na falta de medo em testar, e Adam Silver tem ainda menos do que tinha David Stern. Talvez não tenhamos a linha de 4 pontos tão cedo, mas podemos esperar mais novidades ao longo dos próximos anos. O equilíbrio entre a tradição, o “não mexer no que está dando certo” e a ideia de ser uma liga moderna e inovadora é a meta do novo comissário da liga.

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