Foi tão ruim assim?

Já começou o show anual de “Esse foi o pior campeonato de enterradas de todos os tempos“.  Não que esse que vimos ontem à noite tenha sido uma experiência transcendental, e talvez até tenha sido o pior para algumas pessoas que não viram todos, mas será que é pra tanto drama? O que me incomoda é que todo ano falam que foi o pior e sempre tem muitas coisas erradas que devem mudar. Será que só piora mesmo? O sistema sem uma final parece ter sido um avanço, por exemplo. Acho que as pessoas se importam demais com essa brincadeira que é o Campeonato de Enterradas.

E por incrível que pareça, acho que é essa importância toda que tem prejudicado a competição. Por que razão LeBron James evitaria a competição? Simples, se ele não fizer algo do nível de Michael Jordan e Vince Carter irão esmagá-lo com críticas e azucrinações. E, pior, e se perde para um mané mais ou menos como um Chase Budinger da vida? O campeonato de enterradas parece ter virado algo tão importante que ao invés de ir lá e se divertir, LeBron apenas corre riscos. E LeBron é um exemplo, o mesmo vale para qualquer outro jogador de nome. Acaba indo quem não tem fama e nada a perder.

As exceções nos últimos anos foram Dwight Howard e Blake Griffin. Dwight é um caso à parte porque ele é uma criança brincalhona, tanto que até aceitou que o Nate Robinson, seu adversário, pulasse por cima dele em uma das enterradas. Isso é deixar muito o ego de lado e entrar na brincadeira, algo que não existe em nenhuma outra estrela da liga atualmente. Já Blake Griffin não estava tão certo de ir no ano passado, foi, venceu e agora nem cogita ir de novo. É como se tivesse cumprido uma obrigação, atendido ao chamado popular e agora já tirou o peso dos ombros. Enquanto o campeonato de enterradas for mais obrigação do que diversão nada vai fazer as estrelas voltarem. E sejamos sinceros, o que precisa melhorar não é o formato, apenas precisam ir os melhores.

Curioso que a solução, eu acho, seria que uma das estrelas tomasse a inciativa. Lembra quando o LeBron James chegou a garantir que iria participar logo depois daquela vitória do Dwight Howard? Foi tudo tão engraçado e legal com a história da capa do Super-Homem que o LeBron até chegou a imaginar que era um lugar para fazer algo divertido e ser feliz, mas retomou a consciência antes do ano seguinte e não aceitou o convite. Alguém teria que superar essa barreira, mostrar que não tem problema ir lá e eventualmente perder e aos poucos convencer mais gente a participar.

Sinceramente não acho que o de ontem foi tão ruim. Paul George teve 3 boas enterradas (nenhuma fora de série), Derrick Williams apenas pecou por demorar para acertar aquela que veio da zona morta, Chase Budinger impressionou muito com aquela vendado (e de costas!) e Jeremy Evans foi 8 ou 80. Duas enterradas horríveis e uma das mais legais e difíceis que eu já vi, a da foto lá em cima. No fim das contas os 4 seriam bons e respeitáveis coadjuvantes em um torneio de enterradas que tivesse uma estrela que chamasse a atenção de todos. Faltou o Griffin.

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E outra coisa. O que vocês acham das papagaiadas nas enterradas? Tipo, enterrar no escuro, motos, carros, corais, bolo com vela, adesivos e etc.  Gostei muito da ideia da capa do Super-Homem alguns anos atrás, mas aos poucos parece que tudo tem se tornado mais importante que a enterrada em si. Lembro que no ano passado, acompanhando o torneio no Twitter, elogiei muito o Blake Griffin por não fazer palhaçada nas enterradas dele. Logo depois o safado me aparece com um carro da Kia, patrocinador da NBA, e um coral (CORAL!). Prefiro me enganar e acreditar que foi um exagero proposital que no fundo dizia “Vamos parar com essa merda”.

>Perda

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“Isso, Yao! Chineses não votam mas
também têm dedos indicadores!”

O Greg Oden não consegue evitar: onde quer que ele vá, existem contusões. Todo mundo se lembra que ele se contundiu em casa, antes da sua primeira temporada começar, simplesmente levantando do sofá. Outras tantas contusões vieram, Oden nunca ficou saudável em sua vida, e agora que finalmente está em plenas condições de jogo, contusões se limitam a acontecer ao seu redor, como se ele emanasse uma aura de lesões. Na noite de ontem, Dikembe Mutombo deu o azar de estar perto do Greg Oden por alguns minutos enquanto Yao Ming descansava um pouco. O resultado? Mutombo, contundido de forma aleatória marcando Greg Oden sem muito contato, passou longos minutos literalmente chorando no chão.

Apesar de ter jogado pouco na temporada regular, Mutombo havia jogado bem contra o Blazers na partida anterior e nitidamente estava sendo poupado para os playoffs, uma força imponente e importante para o sucesso do Houston Rockets na pós-temporada. Quando ele caiu, minha primeira preocupação egoísta foi a falta que faria nessa série, tornando o garrafão do meu Houston mais baixo e menos defensivo. Mas quando as lágrimas de Mutombo começaram a escorrer enquanto ele socava o chão em nítida agonia, me senti um idiota e tive que conter minhas próprias lágrimas. Mais do que um dos melhores pivôs de todos os tempos, com seus tocos inacreditáveis e o dedinho característico dizendo “não” para o infeliz que fosse rejeitado, mais do que um mentor para Yao Ming nos fundamentos defensivos e na utilização de emoção em quadra, mais do que um péssimo falante da língua inglesa incapaz de ser compreendido com sua voz rouca de desenho animado, Mutombo é um ser humano que se importa com outros seres humanos. Não pretendo entrar nos méritos de seus projetos de caridade na África e discutir se esse tipo de política ajuda ou prejudica o continente, o que importa é que Dikembe Mutombo tenta utilizar sua grana e sua fama em algo que não seja 4 jatinhos (aposto que ele tem apenas dois). Se o basquete é uma aberração que permite que um punhado de seres humanos com problemas de altura enfiem dinheiro nas orelhas, então que ao menos alguém perceba o absurdo e não gaste tudo em 40 banheiros. O que o Mutombo fez pode ser pouco, pode ser tolo para alguém exageradamente milionário, pode até mesmo ser prejudicial em alguma forma, mas não tem como não achar louvável essa presença caridosa bizarra em meio a uma cultura do excesso em que o Ben Gordon quer 200 milhões ao invés de meros 180 milhõezinhos. Sua presença destoa até mesmo em quadra, com seu tradicional bom-humor e irreverência no dedinho erguido após cada toco. Na temporada passada, quando Yao Ming se contundiu pela milésima vez, Mutombo tornou-se titular e simplesmente chutou traseiros, garantindo rebotes e desviando arremessos o tempo inteiro, como se sempre tivesse sido titular – tudo com mais ou menos uns 70 anos nas costas. Ainda tinha fôlego para o dobro disso, toda hora dizia que iria se aposentar mas todo mundo sabia que era só charminho. Pode ser que ele tivesse que descansar um pouquinho mais aqui, um tequinho mais ali, mas ainda havia aquela certeza constante de que ele iria produzir, jogar para a equipe, correr de um lado para o outro. O Mutombo só iria se aposentar quando o basquete fosse jogado por robôs no século XXIII, era em que o supercomputador conhecido como “David Stern 8000” proibirá os tocos para tentar aumentar a pontuação das partidas. Mas aí tinha que surgir a aura de contusões do Greg Oden, sempre trazendo pânico e miséria por onde passa. Após as lágrimas, Mutombo anunciou que não voltaria ao basquete ainda no vestiário, alegando que a contusão foi séria mas agradecendo os maravilhosos 18 anos de carreira que teve na NBA. Deveria é ter anunciado que ia dar uns cascudos no Oden, isso sim.

A partida entre Houston e Blazers até perdeu a graça depois da contusão do Mutombo. É sempre muito triste que alguém abandone aquilo que fez por toda a vida graças a um acaso inesperado, mas pensando melhor, que modo melhor de abandonar o esporte do que literalmente no meio de uma partida? Nada planejado, calculado, frio: Mutombo se aposentou no calor do jogo, tentando marcar Greg Oden mesmo quando nitidamente seu joelho tinha virado farofa. Foi um lutador até o último segundo, tentando desesperadamente se agarrar a qualquer vestígio de basquete, mas por fim teve que permitir que seu corpo fosse ao chão. Deve ter doído pra burro e nunca é legal ver um marmanjo desses chorar (ainda mais eu que lacrimejo com cortes de papel nos dedos), mas foi um final digno para um dos maiores de todos os tempos naquilo que fazia de melhor. Foi um final de carreira tão espontâneo quanto seus dedinhos que, penso nisso com vergonha pela humanidade, tanto tentaram evitar.

Muito se falou sobre ser um ato de desrespeito, humilhante, e ele passou a ser proibido de direcionar seu dedinho para qualquer jogador. Foi obrigado, então, a direcionar para a torcida – e ainda assim recebia uma falta técnica por isso volta e meia. Completamente incompreendido, seu ato remete à luta-livre, à intimidação, à animação da platéia, nos mesmos moldes daquilo que o Artest faz e eu tanto aprecio. A NBA perde também, portanto, um animador, além de um excelente jogador. O Houston perde uma força no garrafão que nunca parecia estar velho demais. Mas ninguém perde o homem que o Mutombo é, suas ações na África e seu papel como embaixador do esporte não vão desaparecer por causa de uma contusão aí. Ainda mais ele, que não deve se afastar do basquete nunca (vale lembrar que ele é sempre o cara mais empolgado da platéia de todos os campeonatos de enterrada e All-Star Games por aí). Ele é um apaixonado, e disso a NBA vai sentir falta, confesso. A porcentagem de jogadores chatos, agora que o Mutombo se aposentou, acaba de aumentar em 50%.

Se eu já não estava triste o suficiente, a derrota do Houston me deixou ainda pior. O Blazers aprendeu um pouco com os outros times providos de um cérebro e colocou uma marcação dupla no Yao Ming – em tempo integral. Enquanto esteve em quadra, Yao foi vítima da famosa “dança do maxixe“, com um homem no meio e duas mulheres fazendo sanduíche. Boa parte do tempo era o Przybilla atrás e alguém, como Odon ou LaMarcus Aldridge, na frente. Basta ver um par de jogos em que a tática é usada para saber que o Yao Ming torna-se imprestável, porque ninguém se atreve a passar a bola para ele. O espaço criado na quadra é usado pelos outros jogadores da equipe, mas em geral essa tática congestiona o garrafão e exige que os jogadores secundários do Rockets tenham uma boa mira para arremessar de fora. Já vi muitos jogos sendo perdidos assim porque ninguém conseguia acertar um simples arremesso livre e, por isso, insisto que a bola deveria chegar no Yao de qualquer jeito porque aí sim a marcação deve deixar o garrafão ou então, como é comum, fazer uma falta. O que o pivô chinês apanhou na partida, com todo mundo se revezando para empurrá-lo para longe do aro e impedir que tocasse na bola, não foi piada. E tudo em vão, porque quanto mais ele lutava por posição, mais era ignorado no ataque. Acabou se tornando uma força desperdiçada até que no segundo tempo o técnico Rick Aldeman colocou o Yao para jogar fora do garrafão. Não durou muito tempo mas foi uma brisa de ar fresco num jogo em que o pivô não viu a cor da bola e, por isso, Ron Artest tinha certeza de que teria que salvar o jogo num zilhão de arremessos ridículos. Mesmo com Oden, Przybilla e LaMarcus Aldridge todos com 5 faltas ainda na metade do último período, o Houston insistiu em não passar para o Yao e não atacar a cesta. É verdade que, graças a arremessos milagrosos do Aaron Brooks no minuto final (foram 3 bolas de três pontos seguidas), quase que o Houston alcançou e empatou a partida, mas sem dúvida alguma o time mereceu perder. Até porque, convenhamos, não era um jogo em que era permitido sorrir – perdemos Dikembe Mutombo, afinal de contas.

O Blazers, por sua vez, está rindo à toa. O Brandon Roy teve uma das atuações mais espetaculares da sua carreira porque marcou 42 pontos apesar de uma marcação mais do que competente de Shane Battier e do pobre do Ron Artest, que foi realmente humilhado. Acho que não tem combinação de crossover seguido por passo para trás e arremesso que seja mais sensacional do que a do Roy, e o movimento é completamente mortal, indefensável e com um alto índice de acerto. Ele chuta traseiros, mas foi LaMarcus Aldridge o diferencial da partida, acertando seus arremessos de fora do garrafão e se aproveitando muito bem do tempo que Scola passou no banco de reservas. Para a próxima partida, será necessário recolocar Yao embaixo da cesta. Mas o jogo terá muito menos graça – faltarão inesquecíveis dedinhos. Só espero que o Greg Oden seja deixado em quarentena, porque não podemos perder Yao Ming vítima de uma aura de macumba.

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Duncan enfrenta o Lakers com a mesma cara de quando pula amarelinha

A gente até se esforça, a gente até tenta, mas não tem mesmo como gostar do San Antonio Spurs. Quando eles estavam fedendo, passando apuros sem Ginóbili e o Parker precisava fazer 50 pontos por jogo pra manter o time competitivo, dava aquela dó – o mundo não tem a mesma graça quando os grandes rivais somem do mapa. Depois o Parker também ficou fora e o Duncan teve que segurar as pontas com um bando de jogadores amadores de ludo que por acaso apareceram na quadra e ganharam uniformes para participar das partida, e aí não tinha como não sentir um carinho pelo esforço frustrado do jogador com mais cara de banana da NBA. Então todas as peças voltaram, o Bowen começou aos poucos a ser aposentado (ou seja, há esperança com a humanidade), Roger Mason trouxe um pouco de juventude à equipe e o Spurs começou a escalar o Oeste. Talvez até seja possível gostar desse time, pensei. Eles se superaram, estão na segunda colocação da conferência, andam jogando demais. Lakers e Spurs tinha tudo para ser um jogo épico entre duas grandes equipes, em boas fases, e dessa vez eu nem iria arrancar meus cabelos toda vez que o time de San Antonio fizesse algo que ofendesse meus princípios. De fato, eu estava certo: o jogo foi lendário, provavelmente o melhor jogo da temporada, e eu consegui não surtar, furar meus olhos ou arrancar meus cabelos – ao menos até os segundos finais. Parece que sempre acontece alguma merda para estragar os jogos do Spurs, seja o Bowen esfaqueando alguém com uma faca de cozinha, seja o Ginóbili fingindo que tomou um beijo da Preta Gil quando na verdade foi um peteleco na orelha, seja a arbitragem dando algum jeito mequetrefe de favorecer Duncan e seus amigos no finalzinho – e o pior, muitas vezes nem era necessário.

É a mesma reclamação que eu tenho com o Ginóbili: ele chuta traseiros, joga como poucos, e justamente por isso não precisava utilizar seus recursos de ator de novela mexicana. O Spurs é um timaço, tinha acabado de fazer uma cesta inesquecível das mãos do Roger Mason (pra mim, o novo Stephen Jackson!) com direito a uma falta do Fisher que acabou virando o jogo, e por isso mesmo não precisava que a arbitragem facilitasse as coisas no final.

Aqui dá pra ver os dois lances. Primeiro, a cesta-e-falta do Roger Mason, que deu a liderança para o Spurs. Depois, o Kobe passando a bola para o Ariza que, ao bater para dentro (insira sua opção aqui):

A) sofreu uma falta de Manu Ginóbili, que trombou de frente com Ariza e estava se movimentando

B) recebeu contato de Manu Ginóbili, não faltoso, se atrapalhou e errou o arremesso.

Seja qual for sua escolha, ela não pode incluir uma andada do Ariza (que foi a marcação dos árbitros) e, portanto, na pior das hipóteses o Duncan iria cobrar dois lances livres por pegar o rebote e sofrer falta. O jogo estaria provavelmente encerrado, o Spurs merecia a vitória depois daquele arremesso surreal do Roger Mason, mas por que diabos os jogos do San Antonio não podem acabar naturalmente, numa morte natural, digna, honesta, de cidadão de bem?

Engraçado é que só estamos tendo essa conversa porque Kobe Bryant, que havia acertado uma cesta de três pontos débil mental para empatar o jogo segundos antes, passou a bola decisiva para o Trevor Ariza assim que sofreu a marcação dupla. Quando digo que o Roger Mason é o novo Stephen Jackson, isso se aplica em dois aspectos: o primeiro é que ele é um excelente arremessador de fora como o Stephen era em suas funções reduzidas de sua estadia em San Antonio, e o segundo é suas capacidades defensivas. Foi o Roger Mason o responsável por marcar Kobe Bryant nas bolas decisivas, foi ele quem tomou uma bola na cara que garantiu o empate, e foi ele quem defenderia o Kobe na jogada final – se o Ginóbili não tivesse tomado a decisão de ir ajudar. A decisão de passar a bola não é surpreendente, tendo em vista que o Kobe já conta com uma tradição considerável de envolver seus companheiros, mas desistir da bola final que poderia decidir o jogo para outro companheiro melhor posicionado é um tanto mais incomum, e muito mais alvo de críticas.

Assim que empatou o jogo, Kobe fez a dança “eu tenho um saco de jumentinho” imortalizada pelo Sam Cassell, que para alienígenas seria explicada como um ato metafórico de apontar que o tamanho dos bagos indicaria maior masculinidade, que por sua vez seria sinal de coragem para dar o último arremesso, e estranhamente associado com o sucesso no arremesso, como se o fracasso fosse sinal de menor masculinidade e, portanto, bagos menores. Ah, os alienígenas não têm a menor chance de compreender nossa cultura. Mas bem, se num segundo o Kobe apontou que seus bagos tinham elefantíase, segundos depois seu passe para o Ariza foi apontado como sinal de amarelisse. Como sabemos, Jordan teria arremessado. O Kobe é um impostor, um herege, chamem a Santa Inquisição, ele foi feito no Paraguai!

O Lakers corre o risco de que, quando as coisas apertam, o time inteiro fique parado, covarde, estagnado, esperando o Kobe resolver tudo. O Lamar Odom tomou tanto puxão de orelha do Phil Jackson na temporada passada que hoje em dia jamais se atreveria a arriscar algo como um arremesso decisivo. Às vezes parece que o único com vontade de decidir, além do Kobe, é o Vujacic, que ontem estava machucado. Acho importantíssimo, portanto, que alguns arremessos finais caiam nas mãos de outros jogadores, que o Kobe entre no seu auto-entitulado “modo facilitador” e, ao sofrer marcações duplas, deixe a bola rodar. Esse time precisa aprender a arremessar na hora que importa, é necessário que todos estejam preparados. O elenco é bom demais para que apenas Kobe carregue o fardo da decisão, como LeBron anda carregando lá em Cleveland. Quer dizer, carregando em ano bissexto, porque faz muito tempo desde que um jogo do Cavs teve um momento decisivo, já que todas as partidas andam tão fáceis quanto árbitro decidir jogo para o Spurs. Rá, zoei.

E por falar no Vujacic, que passará uns dias fora com um problema nas costas, o elenco do Lakers é tão forte que até esquecemos que eles sofreram bastante com contusões. O Fisher passa longos minutos em quadra (longos demais para sua idade e para aquela coceirinha que ele sente que lhe faz arremessar o tempo todo) porque Jordan Farmar lesionou um joelho que o arrancou da quadra por 8 semanas. O Vujacic assumiu como armador reserva, mas na sua falta o posto cabe ao Odom, que por sua vez teve um problema no joelho e sentou um bocado. Quando o Trevor Ariza está armando o jogo você sabe que está com problemas. E, como se não bastasse, assim que o Phil Jackson decidiu que seu melhor passador, Luke Walton, seria titular para ajudar na movimentação da bola, ele machucou o pé e só volta em duas semanas. Diabos, se o Houston passasse por uma situação dessas, jamais estaria liderando o Oeste! Estaria em, tipo, sétimo lugar, com, tipo, umas 24 vitórias e 16 derrotas. Hum, acho que sei o que aconteceu com o recorde da minha equipe.

Boatos dizem que o Yao Ming está de saco cheio do T-Mac nunca estar em condições de entrar em quadra, e o Mutombo falou abertamente que o chinês precisa aprender a dar tocos ao invés de ficar cavando faltas de ataque (“defesa não se joga com o peito!”). O negócio está feio no elenco mais bichado depois do Clippers, e dá aquela invejinha do Lakers que sequer percebe as contusões. Time de verdade é outra coisa.

>O sujo falando do imundo

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“Falta” coisa nenhuma, só não vale puxão de cabelo e dedo no olho!

Eu sou sempre o primeiro cara a reclamar da arbitragem quando estou assistindo (ou jogando) basquete. Em geral, nunca estou satisfeito com os juízes, principalmente se for jogo do Spurs. Assim como, diz a lenda, a mãe do Mutombo acha que seu filho jamais cometeu uma falta sequer em toda sua vida, eu costumo acreditar que o Spurs nunca ganhou uma partida sem ajuda dos árbitros. Claro, é um recurso psicológico similar a dizer “roubando, até eu” para seu irmãzinho que acabou de te derrotar em qualquer coisa. Esquizofrenias à parte, eu realmente acredito em certo favorecimento da arbitragem para o Spurs, mas talvez seja só coisa da minha cabeça ou apenas uma resposta ao estilo de jogo da equipe de San Antonio, em que Bowen e Ginobili se especializam em usar as regras em favor próprio.

Ainda assim, sendo chato, crítico e paranóico, lá no fundo eu compreendo a dificuldade brutal que é apitar um jogo de basquete. Fui juiz em algumas partidas do campeonato interno de basquete do meu colégio há muitos anos atrás e fui duramente criticado e perseguido. Em certo momento, parei de dar faltas técnicas para cada ameaça de morte que eu recebia pois de outro modo não teria jogadores em quadra para terminar a partida. Armadores reclamavam de tapas na mão esquerda quando eu só tinha visão da direita, pivôs reclamavam de empurrões no garrafão em ângulos em que eu jamais poderia perceber. Eu tentava manter um olho na bola, um olho no defensor, um olho no garrafão, um olho no corta-luz, um olho nas meninas na torcida, mas isso é uma caralhada de olhos e ficava meio complicado não sendo mutante. Apitar um jogo sozinho é questão de onipresença.

Foi assim que entendi duas coisas: a primeira é que o juiz não pode ver tudo e, portanto, jogadores com más intenções podem sacanear bastante e mesmo assim saírem impunes. A outra coisa que entendi é que, por precisar de um monte de olhos, basquete tem que ser apitado por um monte de árbitros ao mesmo tempo. Mas o problema que isso cria é o do critério.

Para falar de critério, vale contar umas anedotas. Uma vez estava conversando sobre o filme “O Tigre e o Dragão“, de Ang Lee, inspirado num estilo de filmes clássicos chineses em que os praticantes de artes marciais são criaturas praticamente míticas. Uma garota me disse, então, que havia odiado o filme porque as pessoas “voavam” e que isso não fazia sentido. Nem preciso dizer, fiquei puto da vida. Acho uma besteira dizer que o cinema é a suspensão de toda a realidade, não dá pra engolir algo que não faça sentido algum, mas o que interessa é o possível dentro da obra, não fora dela. Tudo que é preciso é uma constância, um critério. Se numa cena as pessoas voam e na próxima elas não voam mais, tem alguma coisa errada. Se todo mundo voa quando é pertinente, voar se torna a normalidade dentro do filme. O que interessa é o normal dentro das regras da obra, não do mundo real. Outro caso que me recordo é o Denis assistindo “King Kong” no cinema e ouvindo uma garota reclamar, indignada, que o cabelo da mocinha não ficava desarrumado depois de uma cena caótica. Como diabos alguém reclama de um cabelo dentro de um filme com gorilas gigantes enfrentando um dinossauro em pleno século XX? É uma simples questão de verossimilhança.

No basquete, o mesmo se aplica. Cada partida de basquete é, de certo modo, um filme novo. Então em uma partida algumas coisas são permitidas, em outras não. Num dia, empurrar não é falta, no outro marcam falta técnica só de respirar no cangote de alguém. Não tem como impedir isso porque os árbitros são seres humanos com opiniões diferentes, critérios diferentes, olhos diferentes. O que importa mesmo é o critério, a verossilhança, o padrão dentro do mesmo jogo. Se assoprar é falta no começo do jogo, é bom que seja marcada uma falta todas as malditas vezes que alguém der um assopro naquele dia. Mas nós sabemos que isso não ocorre e, no fundo, é até compreensível: são três juízes apitando uma partida, cada um com seu próprio critério, pensando no que vão jantar quando voltarem pra casa.

Na minha curtíssima carreira no basquete universitário, cavei uma falta de ataque bem feita mas o juiz não marcou nada. Fiquei bravo, claro, mas concluí que ele não iria apitar aquele tipo de jogada. Dois minutos depois, um jogador do time adversário fez a mesma coisa que eu e teve uma falta marcada a seu favor. Enchi tanto o saco do juiz que ele até me xingou. Oras, eu não quero que minha opinião sobre as regras seja a verdade universal, eu só quero um maldito critério! Ou as pessoas voam nessa merda ou elas não voam! Mas o juiz não tinha assistido “O Tigre e o Dragão”.

Para mim, a arbitragem da NBA tem problemas graves de critério. As recomendações dadas aos árbitros de proteger os jogadores atacando a cesta e de marcar faltas defensivas no perímetro ao menor toque ou obstrução têm a intenção de aumentar a pontuação nos jogos da NBA, cortesia do gênio desocupado David Stern. Acontece que cada juiz lida com essas recomendações de um jeito e nunca surge um padrão durante a partida. Muitos torcedores exigem que algo seja feito, que os árbitros passem por novos treinamentos, que seja criado um padrão rígido, como no basquete internacional. Rá, tá zoando.

O que vimos nas Olimpíadas foram arbitragens tão ruins quanto qualquer partidinha de NBA, mais uma vez me dando argumento para a afirmação de que é no fundo a mesma merda. Os juízes europeus têm outros enfoques, se importam mais com coisas diferentes, mas não são mais criteriosos ou competentes. Na minha opinião, tudo na mesma. Mas fico um bocado incomodado com algumas afirmações, passeando por aí, de que os árbitros ajudaram a seleção dos Estados Unidos.

O armador contundido da Espanha (e futuro titular do Raptors), Jose Calderon, afirmou que se tivessem sido usadas as regras da FIBA, sua seleção teria vencido. Mas, como os árbitros favoreceram os americanos apitando como se fosse um jogo de NBA, os espanhóis perderam. Os que concordam que me desculpem, mas acho isso uma tremenda besteira. Na verdade, a grande maioria dos jogadores mais físicos da NBA sofreu bastante com a arbitragem olímpica. No primeiro jogo da seleção argentina, Luis Scola e Fabricio Oberto se enrolaram com problemas de faltas por questão de costume: na NBA, os juízes não costumam se importar muito com disputas por bolas soltas, o objetivo é mais proteger quem já tem a posse de bola. Nas regras da FIBA, o enfoque era outro e qualquer trombada de Scola por um rebote virava falta. Levou um tempinho para que eles se acostumassem e o mesmo ocorreu com os americanos, não apenas em contato durante bolas soltas mas também com trombadas no garrafão e faltas de ataque, muitas faltas de ataque.

É tudo uma questão de prioridade. A expressão no rosto de Chris Paul quando um árbitro apitou uma carregada de bola sua foi impagável. Minha impressão era de que ele nunca havia sido punido por carregar a bola antes em toda sua vida. Oras, na NBA ninguém está olhando para isso, existe muito contato, muita penetração, olhar para as mãos do jogador é secundário.

Se o estilo da arbitragem durante o jogo da final entre os Estados Unidos e Espanha foi mais “NBA”, é justamente porque o jogo foi mais físico, duro, brigado, com atletas explosivos capazes de bater para cima da cesta o tempo todo e a tendência da arbitragem é se focar mais nisso. Também há a questão da força e do tamanho dos jogadores, ninguém apita do mesmo modo uma partida entre raquíticos e uma entre halterofilistas, simplesmente porque os impactos parecem diferentes. Já falei disso há muito tempo atrás, criticando arbitragens diferenciadas para Yao Ming e Shaq por causa de seus físicos. Apitar um jogo dos Estados Unidos nas Olimpíadas não é, portanto, a mesma coisa que apitar um jogo do Irã.

Se a arbitragem mudou seu foco durante a final, foi simples consequência da ação envolvida na partida. Mas que fique bem claro que a incompetência, a falta de critério, esteve presente o tempo inteiro e prejudicou os dois lados, principalmente nas faltas de ataque. O resultado do jogo ficou comprometido? Não mais do que ficaria em qualquer outra partida da história da humanidade em que os juízes federam por serem humanos. Na minha opinião, esse papo do Calderon é coisa de perdedor fracassado. E esse lance de admiradores do basquete europeu criticando a arbitragem da NBA é na verdade gente que gosta da arbitragem ruim ao invés da péssima. Sujos reclamando dos imundos.

Seria legal ver o Dwyane Wade batendo para dentro e não tendo faltas fantasmas sendo apitadas nele o tempo inteiro? Seria, claro. Mas num jogo em que sujeitos rápidos e fortes pra burro batem para cima uns dos outros, é difícil saber quando houve um contato. Não significa que esses árbitros sejam mais burros só porque os europeus tão de olho pra ver se o Chris Paul tá carregando ou caminhando com a bola. Só podemos ter uma certeza: a arbitragem sempre vai ser uma droga em todo e qualquer lugar e o jeito é aceitar isso. Menos em jogo do Spurs, claro, menos em jogo do Spurs.

>All in

>

David Stern incentiva o jogo

Antes de entrarmos de vez no maravilhoso mundo olímpico, que tal falar de um esporte um pouco menos nobre mas não menos divertido? Estou falando do ápice da programação da ESPN, da melhor parte da faculdade, o jogo do pôquer.

Você deve estar achando que eu estou louco e que estamos ficando sem assunto mesmo nesse ponto do ano onde não tem nada acontecendo na NBA, mas a verdade é que só agora o Danilo achou essa matéria muito legal do jornal Sun Sentinel sobre o jogo de pôquer entre os jogadores da NBA, e como falamos muito em contratos e cifras na offseason, acho que o pôquer é uma boa introdução para mostrar como os jogadores da NBA lidam com seu dinheiro.

A matéria diz que o jogo de pôquer é comum entre os atletas desde sempre, o que não é lá muita novidade, qualquer lugar que tem homens juntos e entediados tem baralho e conversas sobre sexo. Aqui no Brasil nossos atletas preferem o bom e velho truco, na terra do Tio Sam o esquema é pôquer. Aposto que na China, do jeito que eles são um povo vibrante, os jogadores devem fazer campeonatinhos de Uno. Vocês imaginam o Yao nervoso pra diabo porque não tem uma carta verde ou um 2? Dá pra sentir a tensão no ar.

Na faculdade eu, o Danilo e mais uma renca de caras jogávamos pôquer diariamente, eu jogava menos porque sempre fui ruim, o Danilo jogava mais e nosso amigo mais pobre era o mais viciado e o que mais perdia dinheiro. Mas ele não passava necessidades, fiquem tranquilos, as nossas apostas ficavam na casa dos cinco e dez centavos, quando uma rodada passava do um real já tinha gente se amontoando em volta da mesa e duvidando da masculinidade de quem se recusasse a igualar a aposta. Eram bons tempos, pobres mas bons tempos.

Se ganhássemos mais dinheiro, se fossemos um bando de riquinhos, pode ter certeza de que iríamos apostar mais dinheiro, o jogo é um vício desgraçado. O Pat Riley, ex-técnico do Heat e ex-jogador da NBA, disse que no seu tempo eles jogavam pôquer no meio dos aviões comerciais que usavam para ir de um jogo a outro. Eles apostavam cinco ou dez dólares em cada rodada e se divertiam assim.

As coisas mudaram um pouco desde os anos 60, época em que o Pat Riley jogava seu poquerzinho maroto. A primeira mudança é que não são mais aviões comerciais, são particulares, todo time tem o seu. Muda também as notas usadas. Pat Riley disse que no Miami Heat não se usam mais suas notas de cinco e dez, agora são de 20 e 100 doletas. Como a média de salário de um jogador da NBA é de 5,4 milhões de dólares por temporada, 66 mil dólares por jogo, é normal que os jogadores fiquem à vontade para apostar bastante. Mas nem sempre a disputa é justa:

“O Paul Pierce era o jogador de pôquer mais agressivo, porque 100 dólares não era nada pra ele.”

Quem disse isso foi o armador Dan Dickau sobre os tempos de Celtics dele. O Paul Pierce ganhava 16 milhões de dólares por temporada ou 195 mil dólares por jogo de temporada regular. Quando você ganha 195 mil dólares por um jogo acho que não deve ser muito difícil cobrir uma aposta de míseros 100 dólares para descobrir qual é a mão daquele novato mané que quer crescer pra cima de você. O técnico do Magic, Stan Vun Gundy, também fala sobre o assunto:

“Você tem caras que ganham muito dinheiro e que gostam de jogar, eles podem entrar num avião e perder 10 mil dólares. Mas o problema é que tem muito jogador jovem que gosta de jogar com eles, de andar com os veteranos e, bem, 10 mil dólares dóem mais no bolso deles, e aí eles ficam bem mal.”

Ter apostas em 100 dólares não quer dizer que elas paravam por aí, dependendo dos jogadores a coisa poderia ir longe. O armador Derek Anderson disse que já viu gente perder 30 mil dólares em uma mísera viagem de avião:

“Você sai de Chicago e tem 30 mil dólares, você chega em Detroit e não tem mais.”

Não é das coisas mais fáceis para o cidadão comum entender como alguém perde, numa boa, 30 mil dólares em um jogo, mas pretendo ganhar todo esse dinheiro um dia, só pra ver se eu entendo eles, claro . Essa relação, digamos, promíscua, dos atletas da NBA com o dinheiro, vai além das partidinhas de pôquer, é o que dá pra ver em uma matéria do jornal The Star de Toronto.

Segundo a matéria, a associação dos jogadores da NBA revelou um dado impressionante: 60% dos jogadores da NBA perdem todo seu dinheiro cinco anos depois de sua aposentadoria. Sim, aqueles caras que eu disse acima que ganham em média 5,4 milhões de dólares por ano quebram depois de 5 anos sem receber.

Os motivos, claro, são gastos excessivos e falta de planejamento. Se o Derek Anderson já viu gente perder 30 mil em um jogo de pôquer, o Jason Kapono disse que já jogou com um jogador que tinha em sua garagem 14 carros. Um cara solteiro, que mora sozinho e tem 14 carros só porque pode ter.

O carro é um exemplo, mas todo mundo tem seu luxo diferente, seus hobbies, que são elevados à enésima potência quando o cara tem rios de dinheiro. Uns tem trocentos carros, outros sua própria academia em casa, outros ainda seu próprio cinema, piscinas gigantescas e mais uma enormidade de coisas. O Steve Francis tem até seu próprio barbeiro em casa para não precisar sair do conforto do lar para raspar a cuca. O programa MTV Cribs da MTV americana já mostrou vários jogadores da NBA e suas nada humilde casas, dá pra ter uma idéia, ao ver os vídeos, de como os jogadores não pensam duas vezes antes de decidir morar em castelos.

É só clicar no nome do jogador que você vai ver o vídeo sobre sua casa: Steve Francis, Dwight Howard, Shaquille O’Neal, Paul Pierce e Rasheed Wallace.

Tem também os que se dão mal porque são bonzinhos demais. Existem histórias de jogadores que melhoram de vida ao entrar na NBA e querem que todos à sua volta, todo mundo que ele gosta, mudem de vida também, então o cara compra casas para os amigos de infância, para os tios, primos e outros familiares. Mas aí tem que pagar as contas, tem que pagar um carro pra acompanhar a casa, tem que abastecer a casa e quando o salário acaba essa missão fica mais difícil.

O que a Associação dos Jogadores da NBA tenta fazer é alertar os jogadores para que eles pensem mais antes de gastar seu dinheiro, para que eles possam dividir seu dinheiro entre seus desejos e em algum investimento para o futuro. Como disse o Kapono, o contrato dele garante que ele receba salário até os 30 anos de idade, depois disso ele não sabe se ganhará outro contrato, então se ele viver até os 80 anos ele tem que ter dinheiro guardado para viver esses outros 50 anos entre o fim da sua carreira e o da sua vida.

Quando o assunto é dinheiro não dá pra esquecer do grande Latrell Spreewell. Há alguns anos ele recusou uma proposta de 21 milhões de dólares por três anos do Minnesotta Timberwolves com a desculpa de que “preciso alimentar minha família”. Depois disso o Wolves não ofereceu mais nada e o Spree nunca mais jogou na NBA. Há pouco mais de um ano ele perdeu um iate no valor de mais de 1 milhão de dólares porque não podia continuar pagando por ele.

Mas não é tudo culpa dos jogadores, o que não falta é gente querendo se aproveitar de jogadores que foram pobres a vida inteira, não tem experiência em lidar com dinheiro e que de repente estão ganhando milhões de dólares. Agentes e empresários estão sempre rondando, dizendo que cuidam dos impostos, que arranjam novos contratos e o jogador nem percebe que estão levando o seu dinheiro, como disse o armador Darrick Martin, você vira um alvo dos aproveitadores assim que começa a ganhar dinheiro.

Mas não vamos ficar tristes porque os jogadores da NBA não sabem cuidar de seu rico dinheirinho. Vamos pensar em coisas mais divertidas, como o cara do blog Str8balling, que fez um post genial sobre os 4 jogadores com quem ele não queria jogar pôquer.

Ele escolheu:

1. Kevin Garnett – porque o cara é intenso demais e ia ficar olhando com aqueles olhos esbugalhados enquanto você tenta blefar.
2. Tim Duncan – porque ele tem eternamente aquela “poker-face“, a cara de nada que faz com que você não saiba se ele tem cartas boas ou não na mão.
3. Stephen Jackson – porque não é bom negócio apostar dinheiro contra um cara que tem uma tatuagem de mãos rezando enquanto seguram uma arma de fogo.
4. Kwame Brown – porque ele não ia conseguir segurar as cartas com aquelas mãos pequenas e o jogo não ia rolar.

Eu concordo plenamente com todas as escolhas dele e completo a lista com jogadores com quem eu gostaria, sim, de jogar pôquer:

1. Tony Parker – em algum momento do jogo ele teria que apostar a esposa.
2. Yao Ming – ele é tão bonzinho que não seria capaz de blefar.
3. Lamar Odom – quando sobrarmos só nós dois na mesa ele vai amarelar e me entregar o prêmio de graça.
4. Dikembe Mutombo – só para ouvir aquela voz engraçada dele falando “I check”.

E você, jogaria ou não jogaria pôquer na NBA, e com quem? Ou não jogaria com ninguém porque ficou com medinho de falir em menos de 5 anos?