Grizzlies sobrevive; Bulls assume a liderança

Vocês perceberam como a disputa entre Miami Heat e Milwaukee Bucks está sendo completamente ignorada pelas TVs? Não só no Brasil, mas nos EUA, os jogos do atual campeão da liga estão sendo jogados nos piores horários e não passam em rede nacional na TNT ou ESPN. Desrespeito? Não, acho que é excesso de respeito. Todo mundo quer assistir às séries mais disputadas e esse time do Heat é tão bom, tão bom, que ninguém crê na mínima chance de um jogo realmente disputado contra o Bucks.

Ontem o time dos veadinhos até que tentou, fez bom primeiro tempo e chegou a liderar o jogo, mas alguém realmente acreditou? A defesa do Miami Heat deu mais uma aula na noite de ontem e bastou que o time esquentasse um pouco no ataque para que disparasse na frente. Curiosamente ontem o ataque subiu de nível quando Ray Allen, Udonis Haslem e, veja só, Chris Andersen entraram em quadra. Allen quebrou o recorde histórico de número de bolas de 3 na carreira em Playoffs, Andersen fez muitas cestas em cortes para a cesta, recebendo ótimos passes e logo a diferença beirou os 20.

Mas impressionante mesmo foi a defesa. Nessas horas que eu queria acesso a vídeos e um bom computador para editá-los. A defesa do Miami Heat na noite de ontem merecia ser analisada jogada a jogada, desde as inúmeras dobras na marcação sobre Monta Ellis ou Brandon Jennings ainda longe da cesta, até toda a recuperação para que essa dobra não significasse alguém livre, terminando em todos se fechando no garrafão quando alguém tentava atacar a cesta. Coisa linda, coisa de time entrosado, treinado e com jogadores capacitados em todas as posições.

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Em Chicago, o Bulls conseguiu vencer de novo e assumiu a liderança sobre o Brooklyn Nets. O resultado foi até surpreendente se você lembrar daquele Jogo 1, quando o Nets fez seu melhor jogo na temporada e destroçou o Bulls. Ontem o time de Tom Thibodeau fez um excelente

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3º período para abrir mais de 10 pontos de frente e carregar a vitória dali.

Mas se no Jogo 2 o Bulls tinha atacado feio e dependido muito de seus reservas, ontem a movimentação de bola foi mais fluida e as estrelas do time apareceram para jogar. Não significa que o placar ou o aproveitamento foram altos, claro, mas nossos olhos doeram menos. Carlos Boozer foi espetacular com 22 pontos e 16 rebotes, Luol Deng conseguiu 21 pontos e 10 rebotes e juntos eles conseguiram suprir o péssimo aproveitamento de 3/15 bolas de 3 pontos. O Bulls marcar só 79 num jogo não é tão surreal, é o jeito e as limitações deles, mas segurar o Nets a 76 foi fora de série.

Pelo Nets, mais uma vez Deron Williams foi empacado pela defesa exemplar de Kirk Hinrich e pela cobertura de garrafão perfeita de Joakim Noah. Sem ele para criar jogadas, o Nets ficou claramente mais limitado e dependendo dos arremessos de longa distância, que novamente não caíram: 5/21 nas bolas de 3 pontos. A pior delas foi na última jogada, quando o Nets heroicamente se recuperou no jogo, cortou a diferença para 3 pontos no minuto final e teve a bola do empate nas mãos de CJ Watson, que deu um airball. Gosto de quando uma defesa dobra a marcação no melhor arremessado adversário (no caso, Joe Johnon) e obriga ele a passar a bola. Melhor Watson arremessando sem marcação do que JJ no mano a mano.

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No último jogo da noite, o Memphis Grizzlies tinha que vencer o Los Angeles Clippers para não ficar num buraco de 3-0, e eles conseguiram com uma atuação espetacular da dupla Zach Randolph e Marc Gasol, que tinha sido discreta nos jogos de Los Angeles. O nosso gordinho favorito, Randolph, teve 27 pontos e 11 rebotes, 6 deles ofensivos. Gasol fez 16 e pegou 8 rebotes, além da defesa que o fez merecer o prêmio de melhor defensor da temporada .

Foram 3 as chaves para essa vitória do Grizzlies: (1) Seguraram Chris Paul a míseros 8 pontos, 4 assistências e, preparem-se, 5 turnovers! Fui pesquisar e descobri que nessa temporada foi apenas a segunda vez que Paul teve mais desperdícios de bola que assistências, a outra vez foi numa derrota para o Dallas Mavericks quando ele deu 5 assistências e cometeu 7 turnovers. Na temporada passada, sua primeira pelo Clippers, também só aconteceu uma vez. É coisa rara, mermão. (2) Rebotes ofensivos, o Grizzlies pegou 17 rebotes de ataque contra apenas 5 do Clippers! O ataque do Grizzlies não é tudo isso e é nessas bolas, os Z-bounds, que eles fizeram o maior estrago. (3) Quincy Pondexter, o ala veio do banco, marcou quase todos seus 13 pontos na etapa final e fez bolas importantíssimas todas as vezes que o Clippers ameaçava cortar a vantagem para menos de 5 pontos.

Segurar Chris Paul é o mais difícil de se repetir entre esses feitos. Mike Conley defendeu bem demais ontem, mas até aí já vimos Chris Paul superar defesas espetaculares outras vezes. De qualquer forma a defesa do pick-and-roll foi muito bem feita e pode dar resultados em outros jogos. O que eles não podem se dar ao luxo de não repetir, especialmente nos jogos em casa, são os rebotes de ataque. É dentro do garrafão que esse time funciona e sem isso não tem chance contra o Clippers ou mesmo qualquer outro time.

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Podcast Bola Presa – Edição 13

Será que teremos azar na edição 13? Bom, misticismo e superstição não foram assuntos tratados no Podcast 13 do Bola Presa.

Nesta semana falamos de como o Miami Heat está zoando com a cara da NBA ao continuar a vencer jogos mesmo quando descansa todos seus principais jogadores ao mesmo tempo. Também falamos sobre o jogo surreal entre Orlando Magic e Milwaukee Bucks ocorrido na última quarta-feira. Sabiam que foi a primeira vez desde 1967 que dois jogadores do mesmo time conseguiram pelo menos 30 pontos e 19 rebotes em um jogo? E esses caras foram nada menos que o novato Tobias Harris e o segundo anista Nikola Vucevic, o maior jogador de todos os tempos.

Depois brincamos de previsões para os Playoffs. Quais os melhores matchups para cada time? E que séries divertidas e emocionantes deveríamos torcer para acontecer? Eu e o Danilo tentamos criar cenários fantasioso onde nossos times, Lakers e Rockets, possam pelo menos passar da primeira rodada. No Both Teams Played Hard falamos sobre o ENEM, triple-doubles, Coréia do Norte e escritores convidados no Bola Presa.

Love, Lawson e Lou na hora da decisão

Estava outro dia mesmo comentando das dificuldades do Philadelphia 76ers em fechar jogos. E ontem foi só mais um jogo para confirmar a teoria. Dessa vez perderam para o Milwaukee Bucks, que contou com 25 pontos e 10 rebotes de Drew Gooden e 33 pontos de Brandon Jennings. O Sixers chegou a perder de bastante no último quarto, mas como sempre soube manter a cabeça no lugar, impôr uma defesa sólida e aos poucos cortar a vantagem até empatar o jogo a 1:11 do final. Mas aí não marcaram mais nenhum ponto, Beno Udrih (que formou dupla de armação com Jennings durante todo o último quarto) fez um arremesso e bastou para o Bucks sair com a vitória.

Num primeiro momento o instinto diz que o Sixers sente falta de uma estrela, alguém para decidir no final, esse papo que todo time muito coletivo escuta de vez em quando. Eu discordo. O técnico Doug Collins não bota o time para jogar do jeito que atuam sempre e aí sim falta uma estrela pra resolver, afinal eles costumam deixar o Louis Williams decidir as jogadas, muitas vezes em isolações. Ou seja, o Sixers o elegeu como estrela e tenta ganhar jogos assim. O problema do time não é não ter um franchise player, mas ter o errado. Concordo com o cara do blog gringo

Hardwood Paroxysm que diz que o Andre Iguodala está na melhor fase da carreira dele em cabeça, enxergar o jogo e saber quando chutar, passar ou infiltrar. Por que não deixar ele cuidando da bola no fim das partidas? Lou Williams pode ser um dos caras que arremessa, claro, mas não precisa monopolizar a partida.

Os números estranhos do jogo de ontem: Todo mundo sabe que o Evan Turner é um dos melhores reboteiros de sua posição, também que ele não tem jogado tão bem quanto era esperado. Mas 12 rebotes e 1/12 arremessos já é demais, né? Não é assim que ele vai manter a posição de titular sobre o Jodie Meeks. Melhor que Turner nos rebotes só Ersan Gaga Ilyasova, que pegou 18! Do nada ele virou o Dwight Howard e eu não sei explicar o motivo. Mais um número perturbador? O Bucks é o 7º time com mais posses de bola por jogo na NBA, ou seja, um dos times mais velozes da liga. Na temporada passada eles eram o 25º na mesma lista. Não sei o que aconteceu com o Scott Skiles, mas deve ter algo a ver com mulher. Sempre tem.

Outros jogos tiveram finais apertados na noite de ontem. E só pra manter o padrão das últimas semanas, um deles envolvia o Oklahoma City Thunder, que recebeu o Dallas Mavericks. Como vocês devem lembrar, os dois times se pegaram na final do Oeste do ano passado e o Mavs é um dos poucos times que sabem como parar a dupla Russell Westbrook e Kevin Durant, já fizeram isso antes e nessa temporada também. Não foi diferente na noite de segunda-feira, com Westbrook acertando apenas 6/20 arremessos e Durant 6/18. O assustador é que mesmo assim eles venceram a partida!

O jogo ficou feio no final, ninguém acertava nada e o Thunder conseguiu uma bolinha de 3 de Westbrook e lances-livres, a jogada que sempre salva o time. Foram os pontos que bastaram já que do outro lado eles foram excelentes na defesa e conseguiram evitar que Dirk Nowitzki recebesse as bolas que queria. O alemão fez 27 pontos, mas nas posses finais mais assistiu Jason Terry tentar bolas difíceis do que qualquer outra coisa. Não sei se o Mavs ainda tem gás e talento para bater o Thunder nos playoffs, mas parece ser um dos poucos times que sabe como fazê-lo na teoria.

Não ligue ainda, não é só isso, ainda temos muitos jogos decididos na posse de bola final! Um deles foi entre Denver Nuggets e Sacramento Kings. O Nuggets, que teve Danilo Gallinari e Nenê de volta ao time, perdia em casa até o final, estava 6 pontos atrás a 22 segundos do fim do jogo. Mas aí Arron Afflalo virou a Mística e passou a se transformar em outros jogadores. Primeiro virou Tony Parker e conseguiu uma difícil bandeja, depois dos lances-livres do Kings ele resolveu incorporar Ray Allen: passou por alguns bloqueios, recebeu a bola na linha dos 3, virou e acertou. Mais lances-livres do Kings e Afflalo virou uma mistura de Kobe Bryant e Kevin Martin. Kobe porque ele se recusou a passar a bola para Ty Lawson, que estava livre, Martin porque ele cavou uma falta no chute de 3 pontos e empatou o jogo no lance-livre. Prorrogação. No tempo extra foi a vez de Lawson virar imitador, mas dele mesmo. Vejam as bolas da vitória do Nuggets nos últimos dois jogos, contra Spurs ( 1:30 do vídeo) e ontem contra o Kings:

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A vitória do Nuggets foi legal também pela grande atuação de Kenneth Faried, o novato ganhou espaço após a contusão de Nenê e tem mostrado serviço: 20 pontos, 12 rebotes e 2 tocos ontem. Ele e Chris Andersen formam a combinação mais alucinada e hiperativa da NBA.

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O último dos jogos decididos no final foi Wolves e Clippers. O vencedor você deve saber, foi o Wolves, claro. Terceira vez que os times se enfrentam na temporada e o Clippers não sabe o que fazer para vencer. No primeiro duelo perderam com a bola de 3 pontos de Kevin Love no último segundo, na seguinte Love saiu machucado e Derrick Williams e Michael Beasley combinaram para 54 pontos. Ontem foi a vez de Love voltar ao papel principal e fazer 39 pontos e 17 rebotes, além de várias cestas difíceis e decisivas no minuto final, todas na cara do Kenyon Martin. Do outro lado coube a Blake Griffin segurar o Clippers no jogo com 26 pontos e 12 rebotes, minha impressão é que dos 26 pontos, uns 45 foram em enterradas. E só pra não perder a mania da Maldição do Bola Presa, Chris Paul sofreu uma falta idiota quando tentava um arremesso de 3 no último segundo, mas errou o 3º lance-livre que empataria o jogo. Tudo só porque dissemos ontem que ele é um monstro nos momentos decisivos da partida. Já estou planejando todos os elogios ao Nacional do Paraguai amanhã.

No resto da rodada, jogos bem menos emocionantes. No Clássico do RPG, Warriors e Wizards, deu guerreiros com sobra, 120 a 100, com 25 pontos de Monta Ellis. Em Portland o Blazers voltou a ganhar, mas ainda conta mesmo quando é contra o Hornets? Nicolas Batum foi o cestinha com 19 pontos para alegria do meu time de fantasy que está nos playoffs. Já o Chicago Bulls atropelou o Indiana Pacers por 20 pontos de vantagem. Sim, o mesmo Pacers que ano passado fez o Bulls suar nos playoffs e que hoje é 3º do Leste. Existe um oceano de diferença entre Heat, Bulls e o resto do Leste atualmente. Alguns times até podem alcançar, mas estão longe.

Pra fechar, mais um joguinho disputado. O Orlando Magic liderou o jogo inteiro contra o Toronto Raptors, mas nunca conseguiu abrir, acabou precisando de uma certeira e difícil bola de JJ Redick a 9 segundos do final para finalmente matar a partida. A frase do dia foi do técnico Stan Van Gundy: “O jogo não poderia ser mais lento e sem energia do que foi. Não é que jogaram mal, mas estavam só caminhando em quadra, ambos os times”.

 

Fotos da Rodada

Ariza gripado: Barcos é o belhor!

 

Se a Isabeli Fontana vê o Faried, apaixona

 

Prefiro não saber onde está indo a mão de Al Harrington

 

the fuck?!

 

Faça outra cara, Asik, essa já encheu (sacaram?!)

 

Psycho-T x Scalabrine > Silva x Sonnen

 

Simplesmente Joakim Noah

>As trocas discretas

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A arte de achar os jogadores trocados na mesma foto

Eu sei que vocês estão esperando a análise da troca do Kendrick Perkins pelo lado do Thunder, mas deixei esse prazer para o Danilo, que está fora no fim de semana. Amanhã esse é o assunto então, certo? Hoje vou falar de duas trocas um pouco menores, que não chamaram a atenção no dia mais movimentado da temporada regular até agora. Mas nem por isso não são assuntos interessantes, muito pelo contrário.

Para ver todas as trocas que ocorreram na data-limite de negociações, clique aqui.

A primeira envolve o Atlanta Hawks e o Wahsington Wizards. Nela o Hawks mandou o Mike Bibby, uma escolha de Draft e os reservas Jordan Crawford e Maurice Evans em troca de Kirk Hinrich e Hilton Armstrong. Essa troca do Hawks foi muito, digamos, Hawks. Desde que contrataram o Joe Johnson em 2005 eles nunca foram um time de fazer loucuras para mudar o elenco, a maior, se vocês pensarem bem, foi gastar uma nota preta na renovação do mesmo JJ justamente com o intuito de não mudar o time. Depois de fracassar por tanto tempo nos anos 90 e no começo dos anos 2000 eles sossegaram agora que estão satisfeitos com a posição que estão: Não são bons o bastante para brigar com Miami Heat, Chicago Bulls, Boston Celtics e Orlando Magic pelo topo, mas ainda estão bem à frente de quem corre atrás como New York Knicks, Indiana Pacers, Milwaukee Bucks e etc.

A ambição para ser melhor até existe, mas eles não estão prontos para implodir o time atrás disso, então vão comendo pelas beiradas, pouco a pouco, quando a oportunidade aparece. Foi assim em 2008 quando aproveitaram um momento de reconstrução do Sacramento Kings para trocar por Mike Bibby, o tipo de armador que eles procuravam faz tempo. A chegada dele melhorou o time, mas não durou muito tempo, desde o  fim da temporada passada o jogador tem mostrado sinais de envelhecimento: está lento, defendendo mal e, como eu até mostrei no gráfico do Buraco Negro, hoje até atua mais sem a bola, como um arremessador. Com isso, para a armação o Hawks tinha três shooting guards, Bibby, Joe Johnson e Jamal Crawford. Não é o ideal.

A solução foi negociar com um time que tinha armador sobrando, precisava de arremessadores e queria economizar um pouco. A economia foi pouca para os padrões da NBA, mas é alguma coisa. O Hawks pega o contrato do Hinrich, que ganha 9 milhões nesse ano e 8 milhões na próxima temporada, junto com Hilton Armstrong que ganha menos de 1 milhão esse ano, o último de seu contrato. O Wizards pega o Bibby, que tem contrato ainda por essa e mais uma temporada, ganha 5 milhões nessa e 6 na próxima. Os 2,5 milhões do Maurice Evans fizeram a troca viável, mas o contrato é expirante, acaba ao fim dessa temporada. O Wizards salva uma graninha ano que vem, nada mal.

Com poucos riscos para os dois lados é de se surpreender que tenham deixado a troca pra última hora. O Wizards é um dos piores times em bolas de três pontos mesmo tendo trocado pelo Rashard Lewis há algum tempo, ter o Bibby para atuar alguns minutos ao lado do John Wall é um bom jeito de abrir espaço para infiltrações, além de manter a mesma estratégia de deixar um armador experiente treinando e jogando do lado do garoto. É pouco, claro, mas Kirk Hinrich não estava fazendo muito diferente e na troca eles ainda receberam duas coisas para investir: Uma escolha de Draft, que sempre pode virar alguma coisa, e Jordan Crawford. O cara ficou famoso no mundo todo por ter enterrado na cabeça do LeBron James no infame caso do vídeo confiscado, mas depois disso ainda fez carreira como impressionante pontuador no basquete universitário. Pode acabar virando um bom reserva para o Nick Young, nunca se sabe.

O Hinrich não ajudava muito o Wizards porque para quê serve um cara que defende bem no 1-contra-1 se na cobertura dele está o Rashard Lewis que não se dá ao trabalho de se mexer, o Andray Blatche que está ocupado demais comendo seu Danoninho Ice e o JaValle McGee, que é capaz de cometer 18 erros de rotação seguidos só para conseguir um grande toco que apareça no Top 10 do dia? Era desnecessário ele por lá. E convenhamos, o rapaz merece a chance de jogar em um time melhor. Captain Kirk foi o rosto que simbolizou o Bulls dos últimos 10 anos: Bom, mas longe de ser espetacular. Ele ficou em Chicago por muito tempo sendo o melhor jogador ou pelo menos o líder de equipes que deveriam ser melhores do que foram. Quando eles finalmente conseguem um técnico espetacular, um jogador de garrafão que sabe pontuar (meu deus, depois de uma década pedindo!) o pobre do Kirk é trocado para, lembrem-se, abrir espaço para contratar LeBron James e/ou Dwyane Wade. Se o Bulls hoje é o 6º time que menos gasta com salários, um dos motivos foi por ter se livrado dele.

Por ter sofrido tanto em times ruins ele merece a chance de jogar em uma equipe que tem chance de brigar (o que não quer dizer vencer) com equipes do alto escalão da liga. O técnico Larry Drew desde o começo da temporada tenta implantar um novo sistema ofensivo em que os jogadores se movimentam mais e eles usam menos isolações do Joe Johnson. No começo da temporada eles estavam voando e todos os jogadores elogiando a mudança, mas alguns meses depois e eles, que eram o segundo ataque mais eficiente da temporada passada, são hoje só o 15º. Muito da dificuldade está na criação das jogadas, sem um armador nato eles acabam tendo um ataque estagnado e mesmo tendo dois bons jogadores no garrafão, Josh Smith e Al Horford, marcam mais pontos longe do que perto da cesta. É um time que por mais que tente mudar ainda vive de pontos oriundos de jogadas individuais, ter o Hinrich comandando os pick-and-rolls pode mudar um pouco isso.

Por outro lado creio que a maior mudança será mesmo no outro lado da quadra, se a defesa deles não é espetacular um dos motivos é que todo armador um pouquinho mais rápido voava pelo Mike Bibby. O Hinrich em compensação é um ótimo marcador e pode dar conta do recado por lá. Eu acho que para ir além da posição que está agora o Hawks deveria trocar Josh Smith e/ou Marvin Williams por um grande pivô, alguém que possa parar o Dwight Howard (provável adversário de primeira rodada e que tem o hábito de almoçar o Hawks com molho da própria carne e purê de maçã) e que deixasse o Al Horford usar seu talento e força para torturar outros alas de força ao redor da liga. Mas acho que isso seria um risco muito grande para o conservador Hawks, talvez na próxima temporada.
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Mark Cuban faz o que melhor sabe: reclamar

A outra troca é praticamente insignificante para o resto da NBA. O New Orleans Hornets mandou o Marcus Thornton em troca do Carl Landry, que estava no Sacramento Kings. A troca é engraçada por um lado porque ela até poderia ter sido relevante se tivesse sido realizada há, sei lá, 10 meses. Nessa época o Landry havia sido trocado do Rockets para o Kings e era um dos líderes da NBA (é sério!) em pontos no quarto período, a sua força e seus insanos rebotes ofensivos era o que muito time por aí queria. Já o Marcus Thornton era, junto com Darren Collison, os pontos positivos de uma temporada desastrosa do Hornets. Ele tinha um arremesso de três preciso e liderou o time em pontos muitas vezes.

Alguns meses depois e o Kings afundou Landry no banco atrás de Jason Thompson, DeMarcus Cousins e até Donte Greene algumas vezes. Uma das peças de troca mais importantes deles foi sabotado pela própria equipe. Coisa parecida aconteceu no Hornets: enquanto trocaram Collison a peso de ouro, Thornton foi para o banco, perdeu espaço para Marco Belinelli e Trevor Ariza e aos poucos foi morrendo na rotação do novo técnico Monty Williams. Com os dois valendo metade do que valiam há pouco tempo, foram trocados um pelo outro.

O Hornets está satisfeito com sua rotação de armadores com Chris Paul, Jarret Jack, Marco Belinelli e Willie Green, fazia sentido trocar por um jogador de garrafão melhor que o Jason Smith para dar uma força vindo do banco. Em compensação o Kings era o oposto, com tanta gente no garrafão era desnecessário ter um cara como o Landry e eles estavam rezando para ter um shooting guard melhor que o Luther Head pra usar quando o Tyreke Evans se machuca, o que tem sido constante nessa temporada. Uma troca que teria sido útil e discreta se não fosse por uma pessoa, Mark Cuban.

O Mark Cuban é dono do Dallas Mavericks, mas também se considera um pouco dono do New Orleans Hornets. E não sozinho, mas junto com os outros 28 donos de times na liga. Como explicamos nesse post, o Hornets foi vendido e agora é gerido pela própria NBA, ou seja, todos os outros times da liga, por fazer parte da Associação, são um pouco responsáveis pelo Hornets até arranjem um novo dono. Cuban se mostrou insatisfeito com a troca porque ela não foi financeiramente boa para o Hornets, que teoricamente está nessa situação por falta de dinheiro. Eles mandaram o contrato de menos de 1 milhão de dólares de Thornton e pegaram o de 3 milhões do Landry em troca, fazendo o negócio funcionar apenas por usar uma daquelas “trade exceptions” que explicamos no post do Carmelo Anthony.

As trade exceptions fazem a troca funcionar, mas não mudam a questão financeira. A folha salarial e os gastos do Hornets aumentam. Nas palavras do Mark Cuban:

“Se o New Orleans está pagando 2 milhões a mais, o time está perdendo dinheiro e eu sou dono de 1/29 da equipe, vou contra a maré e digo que isso está errado. Eles estavam dispensando jogadores por causa de salário antes de serem vendidos para a gente e agora querem pegar jogadores mais caros. Está errado em todos os sentidos. A NBA deveria criar um orçamento para o time e nunca me ocorreu que esse orçamento diria para eles gastarem ainda mais para trazer novos jogadores.”

O Mark Cuban ainda afirma que outros times tinham interesse no Carl Landry, mas que não o pegaram por causa do salário e que agora esses times, de certa forma, estão pagando para ele jogar em outra equipe. As críticas dele fazem todo o sentido do mundo e começam a mostrar a dor de cabeça que é a NBA ser dona de uma de suas franquias. É torcer para aparecer algum milionário logo para encerrar essa situação que era uma polêmica esperando para acontecer. Quem está certo ou errado nem tem muita importância nessa caso, aposto que a NBA não jogaria dinheiro no lixo, mas o problema é existir essa situação que inevitavelmente vai criar questões difíceis de serem respondidas.

É torcer para acabar logo ou para o Hornets pegar o Dallas na primeira rodada dos playoffs e o Carl Landry fazer uma cesta no último segundo. Só pra ver a entrevista do Cuban depois.

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Aos poucos estou atualizando a nossa planilha de Elencos da temporada com todas essas trocas. Consultem sempre, fica na nossa barra lateral.

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Amém

A reação natural para os torcedores do Bulls depois da decisão de LeBron James de ir para o Miami Heat só pode ser de decepção. Não só porque ganhou um concorrente fortíssimo no Leste pelos próximos cinco anos, mas porque o time estava confiante de que ele poderia ser a bola da vez. O Bulls foi atrás dos três astros do Heat, Wade, Bosh e LeBron, com a esperança de conseguir pelo menos um. Não deu, perdeu os três, mas também não saiu de mãos abanando, contratou mesmo antes de LeBron anunciar a sua decisão um antigo companheiro de Cavs dele, Carlos Boozer. O contrato é de 75 milhões por 5 temporadas.
A segunda reação dos torcedores do Bulls é decepção. De novo. Pra quem sonhava com LeBron, Wade e/ou Bosh, ganhar Boozer não é lá muito espetacular. Mas pense bem, crianças, não é porque você achou que ia ganhar um carro no aniversário de 18 anos que um Playstation 3 não é legal. Eu não acho que o Carlos Boozer revolucione um time na NBA, que vá ter um jogo de 50 pontos nos playoffs e salvar a pele do Bulls contra um time difícil, mas ele vai dar 20 pontos, 10 rebotes, um ótimo posicionamento de quadra, poucos erros e uma boa defesa todos os dias. Lembra como o Bulls foi bom naquela série contra o Celtics quando o Tyrus Thomas acertou uma meia dúzia de arremessos de meia distância? O Boozer faz isso com a mesma dificuldade de respirar ou preparar um miojo.
Já escrevemos muitas vezes (muitas mesmo, é um tema básico do blog, tipo Artest, Yao Ming e Alinne Moraes) sobre como o Bulls peca por não ter um bom pontuador no garrafão. Falamos isso deles desde que o blog nasceu e o problema é ainda anterior a isso. Pensem bem, puxem da memória, qual é o melhor pontuador de garrafão da história recente do Chicago Bulls? Não estou falando jogador de garrafão, já que o Bulls teve bons defensores como o Tyrus Thomas, Joakim Noah e até um restinho mínimo da boa fase do Ben Wallace. Mas quero saber de ataque: Drew Gooden? Hakim Warrick? Malik Allen? O melhor jogador ofensivo da última década foi o Eddy Curry! Sim, o pivô gordo que demorou para embalar na NBA e embalou por tão pouco tempo que deveria tomar remédios para ejaculação precoce.
Essa peça que faltava comprometeu o Bulls em diversos momentos das últimas tentativas do time em ser grande. É difícil demais ganhar jogos, especialmente séries de playoff, sem alguém para pontuar perto da cesta. É um preceito básico do basquete. Alguém no garrafão tenta arremessos de aproveitamento maior e tira a defesa do perímetro, facilitando a vida dos outros jogadores. Pouquíssimos times na história da NBA tiveram sucesso sem uma boa presença ofensiva na área pintada. Uma exceção, curiosamente, foi o próprio Bulls nos últimos três títulos do Jordan. Mas a falta de um jogador nato para isso era compensado pelo próprio Jordan, que atuava mais perto da cesta, mais ou menos como o Kobe fez no começo do ano passado quando o Gasol estava machucado.
O Bulls também pode ficar mais tranquilo porque eles, talvez junto com o Clippers, eram os times menos desesperados por uma mega estrela. Acho que o Knicks sabe que não irá muito longe só com a dupla Amar’e e Gallinari. O Nets já viu muito bem onde chegou com a dupla Devin Harris e Brook Lopez, mas o Clippers ainda tem o Blake Griffin para jogar suas esperanças. Já o Bulls tem as suas esperanças no Derrick Rose, um jogador que parece que muita gente não acredita que pode ser o líder de uma franquia da NBA, mas que vem provando o contrário nos seus dois primeiros anos de NBA. Ele é um armador que sabe jogar em velocidade (é, talvez, o jogador mais rápido da NBA), sabe jogar em meia quadra, sabe criar oportunidades para os companheiros de time e cria seu próprio arremesso. Isso é muito raro e o Bulls tem em mãos. Falta ele melhorar mais o arremesso e a parte de criar arremessos para os outros, é verdade, mas ele ainda está começando e, claro, nunca teve um jogador de garrafão para ajudá-lo. Assim como Boozer deitava e rolava com os pick-and-rolls ao lado de Deron Williams, pode fazer até cansar com Derrick Rose. Uma jogada dessa era tudo o que o time precisava naqueles momentos em que o ataque está estagnado e tem que se apelar para o básico.
Ao lado de Boozer o Bulls já tem o Joakim Noah, que tem melhorado ano a ano e na última temporada se mostrou um dos melhores reboteiros e defensores da NBA. Dá pra deixar o Boozer com a finesse e o Noah com o trabalho sujo. E, por fim, ainda há o Luol Deng, que o Bulls tanto tentou trocar para abrir mais espaço salarial para contratações e hoje deve agradecer aos céus por não ter conseguido. Talvez ele receba mais dinheiro do que deveria, mas é um dos melhores (se não O melhor) arremessadores de meia distância na NBA.
É um quarteto muito bom, com características que se encaixam e eles ainda podem ter uma dupla de jogadores All-Star em Rose e Boozer. O time dos sonhos do Bulls era épico, mas o da realidade está longe de ser motivo de lamentações. Eu estaria feliz demais se torcesse para o Chicago! O Bulls já montou bons times várias vezes nos últimos anos e eu me animei mais do que devia com alguns deles, mas nenhum tinha a perspectiva de dois jogadores nível All-Star e nem um jogador forte no garrafão.
Nesse time com boas perspectivas só há uma coisa a se lamentar: todo o esforço gasto em abrir espaço salarial. Era muito time se desfazendo para poucas superestrelas. E como várias foram para o mesmo time o desastre fica mais evidente. É arriscado demais ficar perdendo jogadores à toa com a esperança vaga de atrair grandes jogadores. Trocar bons jogadores só por contratos expirantes e negar bons atletas só por conta de seu salário é muito arriscado. Queimar anos de NBA pela chance de negociar com um atleta é muito pouco.
O Bulls perdeu os direitos de renovar mesmo extrapolando o teto salarial com John Salmons e Tyrus Thomas trocando-os no ano passado e trocou Kirk Hinrich no dia do Draft junto com a escolha 17. Exagero. Eles poderiam ter mantido Hinrich para ser o segundo armador e especialista em defesa desse novo time do Bulls, além de pegar um sexto homem como Jordan Crawford ou Eric Bledsoe com a escolha 17. Ainda assim sobraria espaço para Carlos Boozer.
Agora para essa ótima contratação do Boozer ser um acerto ainda maior, precisam corrigir os erros. Compensar todas as trocas de talento por vento em contratações que completem o elenco de maneira satisfatória. O elenco do Bulls hoje é assim:
PG: Derrick Rose
SG:
SF: Luol Deng / James Johnson
PF: Carlos Boozer / Taj Gibson
C: Joakim Noah
Para o buraco na posição 2 o Bulls tem ido atrás de jogadores que mais tem cara de reservas do que de titulares: Kyle Korver, JJ Redick e Anthony Morrow são os nomes mais cotados. Eu sou fã do Redick, acho que ele daria ao Bulls mais um jogador inteligente, de bom posicionamento e que sempre joga no seu limite, o cara é incasável. O problema dele e até dos outros dois possíveis escolhidos é o mesmo: defesa. São todos fracos demais para tentar parar Dwyane Wade, Vince Carter ou até Joe Johnson em eventuais encontros na pós-temporada.
O Kirk Hinrich defendia bem, era um arremessador decente e ainda servia para ser reserva do Rose. O Bulls vai sentir tanta falta dele que chega a ser ridículo. Hoje para a reserva de Rose sobram opções como Jordan Farmar e Kyle Lowry, bem menos talentosos. Para o garrafão ainda há a esperança de convencer Brad Miller a ficar no time, seria ótimo não só porque ele é um bom reserva atualmente, mas também porque Celtics e outros rivais diretos do Leste já demonstraram interesse nele.
Se eu fosse o Bulls focaria o restante do espaço salarial em três contratações pequenas: Ronnie Brewer (bom defensor, bom no contra-ataque com Rose), JJ Redick (sexto homem perfeito para o time) e Brad Miller (já tem entrosamento e dá conta do recado mesmo velho). Mas nada garante que os três tem interesse em ir para o Bulls, claro. Faz parte do risco de se apostar tanto na Free Agency.
Essas ou outras boas contratações serão as que vão definir o sucesso da offseason do Bulls. Carlos Boozer foi um ótimo começo, não conseguir LeBron ou Wade um tropeço no meio do caminho. Falta o desempate.
Pensando só no Boozer também acho que a escolha foi boa. Já fazia tempo que ele namorava a possibilidade de sair do Jazz, o que dá a entender que não estava completamente satisfeito por lá. Agora ele mudou para outro time forte, que o pagou bem e onde ele terá espaço para jogar sem nenhuma sombra. Também acho que ele vai ficar mais feliz enfrentado os alas de força do Leste do que os do Oeste. Enquanto no Leste podemos listar Kevin Garnett ficando velho, Chris Bosh, Josh Smith e Amar’e como os top de linha, no Oeste a lista é interminável: Pau Gasol, Tim Duncan, Dirk Nowitzki, David West, David Lee (acaba de ir para o Warriors), Zach Randolph, Kenyon Martin e até os que nunca chegaram em All-Star, tipo o Luis Scola e o LaMarcus Aldridge, todos metem mais medo que a maioria da conferência oposta. Vai ser mais fácil para ele se destacar e fazer mais diferença.
Sobre o assunto LeBron, recomendo dois textos do site da revista Dime:
O primeiro é escrito por um torcedor do Cavs, morador de Cleveland, e explica a relação do time com o ídolo e porque a partida dele foi tão dolorosa.
O segundo é de um colunista do site que não vê problema na decisão de LeBron. Nas palavras dele “Quando você está numa pelada você sempre tenta escolher os melhores para o seu time, foi o que ele fez. Vamos começar a condenar um jogador por querer vencer?”