?A escolha do Clippers

?A escolha do Clippers

Dizem que a primeira impressão é a que fica. Talvez por isso muita gente ainda tenha dificuldade em ver Blake Griffin como algo além de enterradas acompanhadas de um jogo de pernas suspeito e um centro de gravidade todo aloprado. Quando jogou suas primeiras partidas na NBA, Griffin tinha uma passada estranha e rodopiava seu corpo loucamente até para as coisas mais simples como um ganchinho dentro do garrafão, mas era garantia de enterradas humilhantes toda vez que encontrava algum espaço. Quando ninguém tinha esperança suficiente na humanidade para conseguir ver um jogo do Clippers, o contato do público médio com Griffin era através de sua passagem obrigatória pelas melhores jogadas da semana – sempre em enterradas, claro. Por um tempo parecia que sua capacidade de pular por cima dos defensores era indefensável e que ninguém poderia impedi-lo de marcar 20 pontos por jogo mesmo que ele não soubesse arremessar ou que suas jogadas de costas para a cesta parecessem LAMBADA, A DANÇA PROIBIDA.

[Resumo da Rodada] Não sei explicar, mas aconteceu

Se não existisse internet ou TV a cabo, se essa história chegasse até nós pelas bocas de dezenas de viajantes, eu não acreditaria. Mas aconteceu, eu vi. OK, sem a internet e a TV a cabo eu ia achar que essas histórias de homens gigantes que brigam sem brigar em uma arena para colocar uma bola no cesto uma bizarrice, mas vocês entenderam: nós vimos o improvável.

Viradas de 1-3 para 4-3 são raríssimas, como contei no post de ontem, mas a que vimos finalizada na tarde de ontem quando o Houston Rockets bateu o Los Angeles Clippers foi mais especial. Até poucos dias eu afirmava com bastante certeza que o Clippers era o melhor time desta pós-temporada. Eles só demoraram tanto para bater o San Antonio Spurs porque entregaram nos minutos finais dois jogos que dominaram; contra o Rockets chegaram perto de fazer 2-0, fora de casa, sem Chris Paul, com todo o time jogando em sintonia, com confiança e uma precisão ofensiva que não tinha comparação na NBA. A total humilhação do Jogo 4 era a prova concreta que o Houston Rockets tinha morrido e não ia voltar nem pra brincar de zumbi.

Preview dos Playoffs – Houston Rockets x Los Angeles Clippers

O Los Angeles Clippers sobreviveu à batalha do San Antonio Spurs e, de brinde, vai jogar sem mando de quadra contra o Houston Rockets. Apesar de ser o cabeça-de-chave #2 menos respeitado da história, o time de James Harden é um timaço que fez uma temporada regular impecável e atropelou o Dallas Mavericks na primeira rodada dos Playoffs. Aqui não é Leste, amigo internauta.

[Resumo da Rodada – 02/05] O Jogo da Coxa

A série entre Clippers e Spurs foi certamente a Série das Séries nessa primeira rodada dos playoffs, e todo mundo já sabia disso mesmo antes do Jogo 7 por conta do alto nível jogado, dos jogos inesperados e de um par de finais eletrizantes. Teve até um jogo-surra só para mostrar que a gente achar que a série estava parelha não iria impedi-la de ser inteiramente inesperada. Para consagrar essa série só faltava mesmo um Jogo 7 épico, daqueles pra entrar pra história. E dessa vez, tivemos exatamente o que a gente esperava.

Embora seja comum sermos presenteados com jogos históricos nos playoffs, dificilmente eles acontecem na primeira rodada dos playoffs, quando os confrontos são supostamente menos parelhos. Mas o Oeste desta temporada foi uma anomalia no espaço-tempo: uma mísera derrota no último jogo da temporada regular tirou o Spurs da segunda colocação da Conferência e o derrubou para a sexta vaga nos playoffs, sem mando de quadra. É triste que dois times tão espetaculares como Spurs e Clippers sejam obrigados a se eliminar tão cedo nos playoffs, mas o resultado foi um confronto épico que, embora seja doravante conhecido como “O Jogo da Coxa”, teve presença de todas as principais peças de cada equipe, até mesmo aquelas que não haviam aparecido no restante da série até aqui. Foi um jogo para não ser esquecido.

[Resumo da Rodada – 30/04] A surra; a interferência parte 2

O Denis e eu encaramos a furada de falar sobre Bucks e Bulls ontem em nosso podcast (já ouviu?) no arriscadíssimo período antes do Jogo 6 começar sabendo que o arquivo só estaria no ar após o fim do jogo. Imaginamos algumas possibilidades, criticamos o cagaço do Bulls e a impossibilidade do Bucks de fazer pontos no ataque, mas não cogitamos essa bizarra e histórica junção de elementos: um Bulls calmo, com ~senso de urgência~ e excelente execução, e um Bucks sem os pequenos momentos de brilhantismo de seus arremessadores e sem Antetokounmpo, expulso por motivos de IDADE MENTAL: 12 ANOS. Isso, somado ao alinhamento de Saturno com Júpiter, formou o jogo que será doravante conhecido como “A surra”.

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