Quem é que manda?

Quando eu trabalhei no Club Atlhetico Paulistano e convivi mais de perto com a galera que vive o basquete nacional, me impressionei com a aversão que todos por aqui tinham com a ideia de um time ter uma “estrela”. No Paulistano isso foi um pouco fácil de evitar durante um tempo porque o time era realmente feito de atletas com menos fama e nome no mercado, mas aí apareceram os americanos Kenny Dawkins e especialmente Desmond Holloway, uma máquina de fazer pontos. De uma hora para a outra surgiu a preocupação de que a ideia de ter os americanos como rostos do clube pudesse prejudicar o grupo. Na parte que me cabia do trabalho, era importante lidar com a imprensa para que quando falassem do Paulistano (e não era sempre, como vocês devem imaginar), dessem atenção e moral também para os outros jogadores e não só para os cestinhas.

No fim das contas deu tudo certo. Outros jogadores davam entrevistas esporádicas, os americanos eram meio avessos a aparecer demais , não queriam falar em português na TV e o grupo, que chegou a uma final de NBB, seguiu sem grandes problemas de relacionamento. Foi o bastante, porém, para me deixar bem impressionado. Era óbvio que os dois americanos eram MUITO superiores tecnicamente a qualquer outro jogadores, mas todos, sempre, ficavam reforçando a ideia de que todos tinham sua função, que todos eram importantes e que ninguém iria ganhar sozinho. Quanto mais espetacular a atuação individual de um, mais repetiam a questão de jogar em equipe. A minha questão é: uma coisa elimina a outra? Claro que ninguém ganha sozinho, mas também é claro que todo time depende mais de uns jogadores que de outros.

Preview 2012/13 – Indiana Pacers

Começamos na semana passada o preview da temporada. Lá analisamos Boston CelticsMemphis GrizzlieCleveland Cavaliers Sacramento Kings e Brooklyn Nets. A 2ª semana de preview começou com uma análise do Denver Nuggets. Ao todo falaremos de todos os times até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time de uma cidade-irmã de Campinas (!), o Indiana Pacers. 

Indiana Pacers

 

 

 

 

 

O elenco do Indiana Pacers não é perfeito. O time do ano passado, base desse ano, tinha um monte de defeitos. Mas mesmo assim eles fizeram uma das melhores campanhas da Conferência Leste  e deram uma canseira no Miami Heat, chegando a liderar a série por 2 a 1. Por isso as perspectivas para o Pacers nessa temporada são as melhores, corrigindo alguns probleminhas da temporada passada o time pode bater qualquer grande equipe.

Mas antes de falar dos problemas, vamos lembrar das qualidades. Com 78% de aproveitamento em lances-livres, o time foi o 5º melhor da NBA no quesito. O alto índice de acerto faz diferença porque o time é o 4º que mais arremessa lances-livres por jogo, é garantia de pontos fáceis em toda partida. A equipe também teve a melhor marca no aproveitamento de arremesso dos adversários, que acertaram apenas 43,4% de seus chutes contra o Pacers em 11/12. Apesar de não ser espetacular, o Pacers também era bom em proteger a bola, cometendo turnovers apenas em 15% das posses de bola. Deixando os números de lado, é um time que desperdiça pouco a bola, defende bem e faz boa parte de seus pontos em lances-livres. Time amarrado, que joga feio e que sabe vencer.

Mas aí aparecem os problemas. O time tem enormes dificuldades no jogo de meia quadra e tem poucos jogadores que sabem criar situações de pontos, seja para si ou para os outros, contra defesas bem montadas. Um dos caras responsáveis por isso, o armador Darren Collison, era completamente de lua e poderia ter dias patéticos mesclados com grandes atuações. O time melhorou muito quando George Hill assumiu a posição de titular, mas foi mais pelos bons arremessos de Hill e sua defesa sufocante do que pela capacidade de criar jogadas no ataque. Como o cestinha do time, Danny Granger é basicamente apenas um arremessador sem drible e infiltração, nos momentos decisivos o time depende demais da individualidade de David West. Nem sempre dá certo.

Para esse ano Collison deu o fora, para seu lugar chegou DJ Augustin. O armador saiu do que o HoopsHype chama de “Sibéria do Basquete”, o Charlotte Bobcats, para finalmente jogar em um time relevante. É a chance de vida dele e o cara tem talento, mas também é mais pontuador do que criador. Talvez melhore em um time com esquema tático estável e bons companheiros, mas não sei se resolve esse problema ofensivo do Pacers. Graças aos muitos lances-livres e à boa marca de 13 pontos de contra-ataque por jogo o time ficou com a melhor marca de pontos por posse de bola da NBA. Mas com o 25º lugar em aproveitamento de arremessos (43.6%) dá pra ver que o time não era tudo isso ofensivamente. Claro que o que importa é marcar o máximo pontos por posse de bola e vencer jogos, o que eles conseguiam fazer, mas é difícil demais vencer os melhores times da NBA quando se pena para alcançar míseros 40% de acerto nos arremessos em um jogo.

Dos poucos reforços para o time na temporada, quem pode ajudar é Gerald Green. O homem das enterradas mais lindas da última temporada tem bola bola de 3 e velocidade no contra-ataque, pode ser um belo desafogo. Em 3 pontos o Pacers teve bom aproveitamento graças ao excelente Paul George (amo esse cara) e Danny Granger, mas era um time que chutava pouco de longe, talvez possam explorar mais esse tipo de bola. Ajudaria se Roy Hibbert fosse melhor passador quando recebesse marcação dupla.

Para o garrafão as perspectivas são boas. Eles gastaram todo o dinheiro da merenda para o resto da vida para conseguir segurar o promissor Roy Hibbert, mesmo após o pivô ter decepcionado no confronto contra Glen Davis nos Playoffs. De qualquer forma o cara é bom, alto, bom defensor e tem melhorado ano a ano, mesmo que de maneira bem lenta. Na reserva dele estão Ian Mahinmi, eterna promessa que finalmente deslanchou no ano passado pelo Mavs e o novato Miles Plumlee, que eu não dava nada mas que fez excelente Summer League em Orlando.

Ainda existem outros jogadores a serem observados: Sam Young é bom defensor e sempre ajudou bastante nos seus tempos de Grizzlies e Sixers. Blake Ahearn é um dos melhores jogadores dos últimos anos da D-League e está penando para receber mais confiança de um time da NBA. Já Lance Stephenson tem um talento escondido que volta e meia aparece, foi bem na Summer League (embora não tenha brilhado) e pode ajudar na rotação do time, é só não pedirem para ele virar um armador puro.

O Indiana Pacers é um time bem montado, com sistema de jogo bem regular e excelente defesa, tanto no perímetro quanto no garrafão. Não apostaria muito que os novos reforços vão resolver o ataque feio, mas eles já mostraram antes que sabem como fazer o outro time jogar mais feio ainda para conseguir a vitória. O time do excelente Frank Vogel tem tudo para ficar lá em cima esperando qualquer vacilo de Miami Heat ou Boston Celtics.

 

Temporada Filme Pornô

A temporada perfeita do Indiana Pacers, infelizmente, não terá um bukkake muito louco logo nos primeiros minutos de filme. O time é conservador demais para isso. Mas dá pra ser legal mesmo assim, afinal o time é basicamente o mesmo da temporada passada e está certinho enquanto o resto do Leste precisa passar por períodos de adaptação: O Miami Heat finalmente admitindo que não vão usar mais pivôs, Doc Rivers prometendo um Celtics mais veloz, o Sixers com Andrew Bynum, Hawks sem Joe Johnson, Nets COM Joe Johnson, Knicks decidindo o papel de Amar’e e Carmelo e por aí vai…

Todos eles tem chance de brigarem com o Pacers lá em cima no Leste, mas podem demorar um bocado para pegarem no breu (se é que vão pegar). O Pacers poderia aproveitar isso para ter um começo de temporada bom e disparar entre os melhores da conferência, afinal acabar em 2º ou 3º no Leste seria o ideal para eles. Por mais que nos Playoffs do ano passado eles tenham feito jogo duro, ninguém quer cruzar com o Miami Heat antes da final do Leste. Acabando em 2º ou 3º o Pacers teria a chance de desafiar o Boston Celtics por essa vaga na decisão e talvez até possam ter mando de quadra nessa disputa. Chegar na final da conferência, mesmo que para perder de LeBron James de novo, seria o topo para o Indiana Pacers.

Para embalar essa boa campanha é o time vai manter com a defesa forte, forçando os times a um aproveitamento baixo dos arremessos. O time não é de forçar turnover e se arriscar demais. No ataque George Hill e DJ Augustin conseguem fazer o time mais dinâmico no ataque, sem tanto passe lento e pensado. O desenvolvimento individual de Paul George deixa um pouco dessa estagnação de lado também.

 

Temporada Drama Mexicano

Eu duvido muito que o Indiana Pacers vai piorar em relação ao ano passado. Mas existe um porém, o time tem muitos defeitos e se aproveitou de uma conferência fraca para ir longe no ano do locaute. Times recheados de estrelas como o Knicks e o Nets estão babando, o Sixers agora tem um dos melhores pivôs da NBA. Será que o Pacers segura a posição lá em cima mesmo com tanta concorrência?

No ano passado eles devem ter quebrado um recorde de número de vitórias mesmo arremessando mal. Sério, tinha vitórias deles que acertavam uns 37% dos arremessos, um absurdo inexplicável. Foram levando, sabiam ganhar jogos, amarrar na defesa. Mas e agora? Se o time não der um passo a frente será atropelado pelos emergentes do Leste justamente no último ano de contrato de David West. É hora de mostrar para o capitão do time que ele pode lutar por um título de Indianápolis. Uma temporada trágica teria uma derrota na 1ª rodada dos Playoffs anunciando a saída de West e um novo período de vacas magras. Tudo isso depois de uma reconstrução que demorou 8 anos até dar frutos…

 

Top 10 – Jogadas do Pacers em 2012

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Spurs líder, Sixers ladeira abaixo

Acho que boa parte das pessoas passaram o feriado longe de casa, certo? Praia, campo, 14 horas de trânsito, não importa. Para salvar essas almas que passearam para merecido descanso, um resumo de tudo o que aconteceu desde a rodada de sexta-feira até esse domingo à noite. Foram 27 jogos e, claro, não falaremos de todos. Mas o que aconteceu de importante está aqui.

Sexta-Feira Santa no Trânsito indo para a Praia Grande

Como sobreviver a um dia sem comer carne? O Danilo está sobrevivendo há 3 semanas, então perguntem pra ele, eu não tenho ideia ainda. Carne, NBA e bacon (que não é carne, é algo especial e divino) são essenciais para minha vida. Na sexta-feira um dos jogos mais importantes foi logo o primeiro da rodada, a vitória do Indiana Pacers sobre o Oklahoma City Thunder. O Pacers impressionava no começo da temporada por vencer os jogos mais feios da liga, atuavam mal, forçavam o outro time a serem ainda piores e venciam por desgosto. Mas aos poucos melhoraram, Danny Granger está sendo espetacular desde o All-Star Break e eles bateram o líder do Oeste. Digo, o ex-líder do Oeste. Depois de liderar a conferência por toda a temporada, essa derrota, somada a mais uma vitória do Spurs, mudou a cara da conferência mais forte da NBA.

Não foi por falta de esforço de Kevin Durant. Com seu time perdendo por 20 ele resolveu fazer o que faz de melhor: arremessar sem parar não importa de onde. Assim fez 24 de seus 44 pontos nos últimos 15 minutos de jogo, fazendo a diferença de 20 do Pacers cair para apenas 5 no minuto final de partida. Só que foi tarde demais, o time de Frank Vogel soube manter os nervos no lugar e segurar a vantagem nos últimos segundos. O Pacers é um dos times mais fortes da NBA quando seu ataque funciona, ainda mais quando Danny Granger (26 pontos) e Roy Hibbert (21 pontos) estão em dias bons ao mesmo tempo, pena que não é sempre. O Thunder parecia imparável até pouco tempo, mas ultimamente parecem um tiquinho mais humanos, podem se ferrar se pegarem um time que sabe explorar seus defeitos nos playoffs.

A liderança do Spurs foi garantida na mesma noite quando eles bateram em casa o Hornets. Foi a 10ª vitória seguida do time de Popovich, que não deixou nenhum jogador seu atuando por mais de 22 minutos em quadra. O Spurs sempre vai bem, isso não é surpresa, mas ao contrário do ano passado, está dando medo de verdade. Chegaram naquele ponto em que fazem tudo direitinho, tudo certo e parecem uma máquina de basquete que já está no automático. O pobre Hornets apanhou de 128 a 103! E sem Eric Gordon (31 pontos) era capaz de ter tomado de ainda mais. Após o jogo o técnico Monty Williams disse que seu time “não seria capaz de defender uma bicicleta mesmo se tivesse montado nela”. É… vou torcer para ser uma expressão idiomática que eu não conheço.

O dia ainda teve outros jogos importantes para os playoffs do Oeste: O Mavs, atual campeão, por incrível que pareça, ainda corre muito risco de ficar fora da pós-temporada. Estão 1.5 jogos na frente do Suns, 9º colocado. Entre eles o Denver Nuggets na última vaga. O Mavs pegou o Blazers em casa e acabou derrotado. Estavam indo bem até Raymond Felton, provavelmente o cara mais odiado pela torcida de Portland desde Zach Randolph, fazer 16 de seus 30 pontos (!!!) no terceiro período. No último quarto Jason Terry foi Jason Terry e mostrou porque tem pós-graduação, mestrado, doutorado e curso online em 4º período e levou o jogo para a prorrogação. Mas lá, com o jogo empatado no segundo final, o nativo de Dallas LaMarcus Aldridge selou o jogo em um arremesso sobre o lento Brendan Haywood.

O time de Dirk Nowitzki respirou aliviado porque na mesma noite o Suns também perdeu, mas foi para o Nuggets. Melhor ter o 8º colando na sua bunda se for para o 9º ficar para trás? Acho que sim, mas esse fim de temporada no Oeste vai ser uma confusão só. Arron Afflalo fez 30 pontos, Andre Miller fez 13 de seus 15 no último quarto para o Nuggets na vitória apertada sobre o Suns. Detalhe: JaVale McGee já virou reserva lá, é difícil ter paciência com ele.

O Miami Heat recebeu o Memphis Grizzlies e cometeu apenas 4 desperdícios de bola nos últimos 3 quartos de jogo. Impressionante! Uma pena que nos primeiros 12 minutos de partida tenham tido 10 turnovers e perdido a parcial por 13 pontos de diferença. Os dois times tiveram altos e baixos desde então, mas em geral a diferença ficou nisso e o Heat nunca se recuperou. LeBron James é excelente defensor, mas por algum motivo ele é péssimo contra Rudy Gay, vai entender. Não ajudou o time de Miami que Gilbert Arenas fez seu melhor jogo na temporada e acertou 4 das 5 bolas de 3 que tentou, acabando o jogo

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com 12 pontos. Fechando o dia, Bola Presa Bowl: Lakers x Rockets! Infelizmente, meu Lakers perdeu de novo. O jogo estava disputado até o começo do último quarto, mas aí Andrew Bynum (19 pontos) foi expulso (de novo, já tinha acontecido no último duelo entre os dois) e logo depois Marcus Camby acertou uma bola de 3 pontos, vi que não era dia. Ainda dava no final, mas depois de uma bola de 3 de Chandler Parsons com Kobe (28 pontos) na cara dele e duas daquelas bandejas mezzo Manu Ginóbili mezzo Derrick Rose de Goran Dragic (26 pontos, 11 assistências), o jogo já era: 112-107 Rockets.

Top 10 da Rodada (Destaque para a ausência da ponte aérea do Jason Terry para o Brandan Wright, coisa de Vince Carter!)

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Sábado de Aleluia torrando no sol e comendo camarão no espeto

Sabe os elogios do texto acima? Esqueçam tudo. Ativar memória de torcedor. Depois de vencer o Thunder, o Pacers foi massacrado pelo Boston Celtics: 86 a 72. Lembra como o Pacers foi bem no ataque antes? Foi péssimo nesse dia, acertando horríveis 35% de seus arremessos e não lembrou em nada o time que antes soube variar ataque de garrafão e de perímetro. O Celtics é assim, traz o pior de cada ataque, cada vício e defeito. Estão não só sobrevivendo como crescendo na hora certa com essa defesa. Em um momento do 3º período o Pacers chegou a encostar, mas aí o Celtics decidiu que era 2008 de novo, anulou o adversário na defesa e o trio de Garnett (15 pontos), Ray Allen (19) e Paul Pierce (24) fez os 20 pontos seguintes para os verdes, fim de jogo.

Sábado marcou uma das maiores decepções da temporada para mim. O divertido, defensivo e obediente Philadelphia 76ers está caindo pelas tabelas. Pegaram, em casa, o Magic (que está no meio de uma crise) e conseguiram perder mais uma. Depois de chegar a ser 3º colocado no Leste, agora nem mais lideram a divisão do Atlântico e com a derrota do sábado para Dwight Howard (20 pontos, 22 rebotes) estão em 8º no Leste, sendo caçados pelo Bucks, que derrotou o exausto Blazers no mesmo dia com um 4º período de 30 a 11. O Sixers começou bem, forçando erros e sendo impecáveis no contra-ataque, mas não deslancharam. No 2º tempo o Magic melhorou na defesa e no ataque contaram com grande atuação de Glen Davis (23 pontos). O Big Baby está numa sequência ótima de partidas, lembrando mais o grande jogador do Celtics do que o pedaço de carne desforme e imprestável do começo da temporada. Uma das melhores frases do dia foi de Doug Collins, técnico do Sixers, sobre o drama de estar perto de perder a vaga nos playoffs: “Todo time da liga vive dramas, menos o San Antonio Spurs”.

A disputa louca pelo fim do Oeste ficou um tiquinho mais interessante no sábado porque o Nuggets, 8º colocado, não aguentou o back-to-back e perdeu para o Golden State Warriors de Brandon Rush (20 pontos). O Nuggets, líder da NBA em pontos de contra-ataque por jogo (19) fez só 10 e tomou 25 do Warriors! “Tem sido assim a temporada inteira. Ganhamos do Chicago e aí perdemos para o Toronto. Vencemos Orlando e perdemos de New Orleans, isso já está ficando ridículo”, disse o sábio Ty Lawson sobre a inconstância de seu Nuggets.

E a coisa piorou para eles quando o Suns, que está na cola do Denver, bateu o Los Angeles Lakers, que jogou sem Kobe Bryant pela primeira vez desde abril de 2010. Com dores na tibia da perna esquerda, Kobe decidiu descansar por um jogo. Curiosamente o time não teve problema nenhum para marcar pontos: Devin Ebanks, seu substituto, fez 12 pontos, 10 só no primeiro quarto. Pau Gasol fez 30, Andrew Bynum 23 e o Lakers como um todo 105. Mas de que adianta tudo isso se é pra tomar 38 pontos no 2º quarto, 37 no 3º e 125 pontos no jogo todo? Péssima defesa de transição, da linha dos 3 pontos, de tudo, foi um nojo. Pelo Suns, 23 pontos do zumbi Michael Redd! Espero que o Suns primeiro dê um aumento pra toda área médica do time, depois que contratem Steph Curry e Andrew Bogut do Warriors.

Ainda no sábado, dois jogos interessantes: Primeiro o Grizzlies se manteve na 5ª posição do Oeste ao derrotar o Dallas Mavericks. Foi a mesma receita da vitória deles sobre o Heat na noite anterior: Venceram o 1º quarto com gosto (29 a 10 dessa vez) e só seguraram a peteca o resto do jogo. Mas não graças à grande inteligência de OJ Mayo e sua homenagem a JaVale McGee:

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Pelo Mavs, Lamar Odom jogou só 4 minutos e não voltou mais à quadra. Nessa segunda anunciaram que ele estará fora do grupo e não joga mais até o fim da temporada. Clássica troca que foi ruim pra todos os lados: Mavs, Lakers, Odom e Kardashian.

O outro jogo interessante foi a revanche entre DeMarcus Cousins e Blake Griffin, depois do primeiro ter chamado o segundo de ator fingidor, que finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente. Bom, não sei se Griffin provou que não é um ator, mas mostrou que seu time é bem melhor. Clippers bateu o Kings por 109 a 94 com 27 pontos e 14 rebotes de Griffin contra 15 pontos e 20 rebotes de Cousins. Vamos torcer para o Kings ser relevante um dia e isso virar um duelo de verdade! Vocês tem noção que o Clippers deu 13 enterradas no jogo inteiro?! Juro que nunca vi isso em um jogo que não fosse o das estrelas. Abaixo 3 dessas enterradas nas 3 primeiras posições do Top 10.

Top 10 da Rodada

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Domingo de Páscoa comendo chocolate mole na estrada

Se não fosse a queda de produção do Sixers, que perdeu de novo no domingo, dessa vez para o Celtics por 103 a 79, o confronto entre Knicks e Bulls de ontem à tarde poderia ser um preview da 1ª rodada dos playoffs. Mas o time de Mike Woodson agora é 7º do Leste e ganhou muita moral ao derrotar o líder da conferência no dia da volta de Derrick Rose. Não que tenham feito uma apresentação impecável, foi um misto de sorte e heroísmo, mas é o tipo de coisa que enche um time de confiança.

Eles começaram arrasando com o Bulls no primeiro período, em que Rose (29 pontos) parecia estar tropeçando nas próprias pernas depois de tanto tempo sem jogar. Mas aos poucos ele e o resto do time voltaram para o jogo. Sem se desesperar com os quase 20 pontos abertos pelo time da casa, se recuperaram. No finalzinho da partida ainda chegaram a abrir 9 pontos de vantagem depois de uma cesta de 3 pontos seguida de falta de Rose, mas aí o jogo virou uma loucura. No minuto final Carmelo Anthony (43 pontos, seu máximo com a camisa do Knicks) cortou a vantagem, Steve Novak quase empatou em uma bola de 3 que girou dentro da cesta, chegou a tocar a redinha e depois pulou fora, o Bulls pode matar o jogo mas perdeu 4 lances-livres seguidos com Derrick Rose e Luol Deng, só então Melo acertou uma bola forçada e maluca de 3 pontos na cara de Taj Gibson para levar o jogo para o tempo extra. Ufa. Só vendo pra entender tudo.

No tempo extra, mais Bulls na frente com infiltrações que só Derrick Rose (e Dragic!!!) poderiam fazer. Mas mesmo assim, deu Knicks. Faltando 9 segundos para o fim da partida, Carmelo Anthony mandou outra bala de 3 pontos do mesmo lugar do tempo normal, dessa vez sobre Deng, para virar o jogo. Defesa forte e Carmelo herói no ataque é um bom roteiro para um time que perdeu seu melhor armador, Jeremy Lin, e seu pontuador no garrafão, Amar’e Stoudemire, mas ainda não sei o limite disso, parece algo bem limitado.

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O resto do domingo não chegou aos pés desse jogo. Teve um jogo com prorrogação e emoção, mas a essa altura da temporada alguém ainda dedica tempo da sua vida pra ver Nets e Cavs?! Mas vale lembrar que com 32 pontos de Gerald Green podemos dizer que ele é, oficialmente, o grande achado da D-League na temporada. Outros jogos fáceis incluem a 11ª vitória seguida do Spurs, dessa vez sobre o Utah Jazz, e uma pausa na boa fase de Raptors e Pistons. Não há momento bom que resista a confrontos contra Thunder e Heat. Kevin Durant meteu 23 pontos para cima do time canadense e LeBron James fez 26 para derrotar seu ex-inimigo Pistons.

Top 10 da Rodada (MEUDEUS como o Gerald Green pula e meus pêsames, Tiago Splitter!)

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Thunder no topo, má fase em Miami

O Miami Heat foi uma das equipes mais avassaladores da NBA no começo da temporada. Time rápido, agressivo e de defesa sufocante, parecia que iria passear na temporada regular. Mas aos poucos a coisa foi caindo de ritmo. Ainda passam por cima dos mais fracos na maioria das vezes, mas contra times que conseguem segurar seus contra-ataques eles parecem cada vez mais comuns. Estão em 2º no Leste atrás do Bulls mesmo com Derrick Rose desfalcando o time de Tom Thibodeau em 17 jogos até agora. E pior, o Heat venceu apenas 6 jogos dos últimos 11 que disputou, perdeu 7 dos últimos 10 fora de Miami e tem um recorde de 1 vitória e 7 derrotas fora de casa nas últimas 8 partidas contra times que hoje estariam indo para os playoffs.

A má fase já é preocupante porque os playoffs estão logo ali, mas ontem foi uma derrota simbólica. Em rede nacional, contra o Celtics, possível rival de 1ª rodada na pós-temporada, o Heat foi massacrado: 92 a 71 para os verdinhos. Rajon Rondo comandou o Celtics com seu 5º triple-double na temporada: 16 pontos, 11 rebotes e 14 assistências. O técnico Doc Rivers disse que a ordem era para que Rondo fosse pontuador, não um criador de jogadas. Eu gosto da abordagem, quando Rondo é agressivo e ataca a cesta ele obriga a defesa a dar muito mais atenção para ele, fazendo com que as assistências saiam de maneira mais fácil e natural. Quando ele é mais burocrático os times dão espaço para ele chutar de longe e suas assistências (sempre muitas, claro) não mudam tanto a cara do jogo.

A estratégia deu mais certo ainda por se tratar do Miami Heat. Erik Spoelstra insiste em montar seu time de maneira tradicional, sempre com um armador de ofício no quinteto, seja Mario Chalmers ou Norris Cole. Eles tem pouca influência no ataque e na defesa não são bons como Dwyane Wade ou LeBron James. Lembro que nos

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playoffs do ano passado o Heat arrasou com o Bulls porque LeBron e Wade se revezaram na marcação de Derrick Rose, o tirando do jogo. Ontem poderiam ter feito o mesmo com Rondo, deixando Paul Pierce para Shane Battier. Ao invés disso quem se destacou na defesa foi Avery Bradley, do Celtics. Jogando no lugar de Ray Allen, foi titular e deu um toco espetacular em Wade! Eu não lembro de ter visto o armador do Heat ter tomado um bloqueio desse nível antes.

Mas claro que se o time marcou só 72 pontos , não foi só na defesa o problema. Eles conseguiram apenas 9 pontos de contra-ataque e acertaram apenas 35% de seus arremessos. Contra o forte sistema defensivo de Doc Riveres e a já conhecida dificuldade do Heat na meia-quadra, encaixar os contra-ataques era essencial. Não deu certo isso e nem o jogo de semi-transição que o time às vezes tenta impôr, forçando velocidade mesmo quando não consegue nem o turnover e nem o rebote do adversário. Com 92 posses de bola no jogo, a velocidade da partida ficou mais ao gosto do Celtics.

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Em outro jogo importante da rodada, outra vitória sossegada, essa com menos crise. O Oklahoma City Thunder venceu o Chicago Bulls por 92 a 78, mas para os derrotados não há tanto o que lamentar. Quando vencem sem Rose é ótimo, quando perdem é porque estavam sem o MVP. A coisa é preocupante apenas se o jogador não chegar aos playoffs inteiro, mas se for apenas cautela e precaução para que ele se recupere direitinho, nada a chorar por essa derrota previsível. Apenas uma prova que CJ Watson e John Lucas dão conta do recado contra muita gente, mas não com Russell Westbrook e o Thunder. Aliás ninguém da conta de Westbrook. Depois olhem o Top 10 que postei lá embaixo e vejam o que ele fez com o pobre Omer Asik.

O Thunder venceu 8 de seus últimos 10 jogos e parece determinado a não deixar o San Antonio Spurs roubar o topo do Oeste. Na última semana eles derrotaram Heat, Lakers e agora Bulls. Mantiveram o aproveitamento de melhor time ofensivo da NBA e ainda convenceram defensivamente, o que vinha sendo raridade na temporada. Medo desses caras.

Estavam com saudade das prorrogações? Ontem teve mais uma. Com defesa pressionada e eficiente, o Houston Rockets dava uma surra no Indiana Pacers. Quando Dragic, Parsons, Lee e agora Camby estão juntos, a defesa deles é sempre muito potente e agressiva. Mas a vantagem de 10 pontos virou farofa quando Danny Granger (32 pontos, 6 bolas de 3 pontos) entrou no jogo. Liderados por Granny Danger, a defesa do Rockets não teve o mesmo impacto e o time visitante assumiu a liderança no fim do último período. Coube a Goran Dragic (22 pontos, 6 rebotes, 6 assistências), que está em fase iluminada, liderar o time para o empate. Ele fez os últimos 4 pontos do Rockets no tempo normal e contou com 2 lances-livres errados de Darren Collison para levar o jogo para o tempo extra.

Lá, história repetida. Indiana Pacers assumindo a frente com Granger acertando o que bem entendia, mas de repente o Rockets chegou. A vantagem estava em 6 pontos faltando 40 segundos para o final, mas aí Dragic fez uma bola de 3 pontos e na saída de bola Chandler Parsons roubou a redonda e fez mais 2. Em questão de segundos era um jogo de 1 ponto de diferença. O Rockets ainda conseguiu roubar uma bola na defesa, mas uma andada de Courtney Lee a 17 segundos do final colocou o jogo no ralo. Precisando da falta para parar o relógio, Dragic cometeu a sua 6ª, saiu do jogo e o time ficou sem opção confiável na última bola. Parsons tentou empatar com um arremesso de 3 pontos no estouro do cronômetro mas foi bloqueado por Granger. O Rockets ainda está em 8º no Oeste com uma vitória na frente do Utah Jazz, mas tem perdido jogos decisivos que podem pesar depois.

O Rockets poderia até ter assumido o 7º lugar ontem, mas para isso precisaria ter ganho e ter visto o Nuggets perder, e aconteceu justamente o contrário. E olha que o Nuggets enfrentou o Magic em Orlando, e ainda teve o azar de pegar um dos raros dias onde o Jameer Nelson (27 pontos) parece ser um baita jogador. Ah, mas teve um detalhe: Um tal de Dwight Howard não jogou, mas será que prejudicou o Magic? Magina… Foi apenas a 8º jogo perdido por Howard em 8 anos de NBA. No seu lugar jogou Glen Davis, que teve números de Howard com 18 pontos e 16 rebotes, mas sem a mesma qualidade na defesa. Um erro do Big Baby deixou o Nuggets abrir 99 a 90 faltando 1:40 para o fim do jogo, o Magic logou se recuperou cortando para 99 a 97, mas aí deram azar. Em uma posse onde não poderiam sofrer pontos, Ryan Anderson ficou na marcação de Ty Lawson após uma troca e acabou torcendo o pé, deixando o armador fazer cesta fácil. Zica demais. Após Andre Miller amarelar legal e errar 2 lances-livres, o Magic ainda teve uma bola maluca de Jason Richardson para empatar, mas não rolou a cesta e nem a falta que ele implorou.

Torci muito contra, mas mesmo usando aqueles ridículos uniformes camuflados (jamais vou aceitar) o Raptors derrotou o lixo do Wizards por 99 a 92. O time de uniforme bonito jogou sem Nenê e Trevor Booker, machucados. Qual terá sido a última vez que 10 jogadores (6 no Wizards, 4 no Raptors) chegaram a pelo menos 10 pontos em um jogo onde nenhum dos times alcançou 100 pontos? Preciso parar de pensar em estatísticas estranhas. No resto da rodada o Phoenix Suns atropelou o New Orleans Hornets por 92 a 75 só porque a gente disse que o Hornets engrossa o jogo (e perde depois) pra todo mundo. O Blazers, agora um time descompromissado e que joga parecendo que não tem mais compromisso com nada, voltou a vencer. Sem a pressão de ser considerado favorito no Oeste, meteram 119 pontos pra cima do Wolves e, por incrível que pareça, não estão longe de Jazz e Rockets na briga pelos playoffs. Não deve acontecer, mas o time melhorou desde a saída de Nate McMillan e Gerald Wallace, dizem que o clima no vestiário está mais leve também.

Fechando a rodada, Kobe Bryant tinha uma missão e a cumpriu. Sempre depois de jogos medíocres, o Black Mamba recebe um chamado de seu lado macho alfa para tentar se impôr no jogo seguinte. Uma bobagem, mas que dá muito resultado, especialmente quando enfrenta um time fraco pela frente. Jogando contra o Warriors ele compensou sua noite de 3/21 arremessos contra o Hornets com 40 pontos em 16/28 arremessos e 3/3 em bolas de 3 pontos. Pau Gasol também jogou bem com 26 pontos e 11 rebotes, os dois foram necessários porque Andrew Bynum torceu o tornozelo logo no começo do jogo e não voltou mais. Não parece ser nada de grave, mas é bom ter cuidado com um cara nunca passou uma temporada inteira sem se quebrar.

Ramon Sessions teve 23 pontos e 9 assistências, mas outro número chamou a atenção. Seu +4 no plus/minus, número que mede o placar do jogo quando certo jogador está em quadra, manteve ele com recorde positivo em todos seus jogos com a camiseta amarela. Desde que chegou da troca nunca teve um desempenho negativo em um jogo. Não que esse número seja definitivo, já que Troy Murphy teve um +18 ontem, mas quando se repete por um longo período de tempo quer dizer alguma coisa. Sessions já jogou muito tempo ao lado dos titulares e dos reservas e foi bem em todas as situações. Ótima contratação que, enquanto todo mundo só fala de Kobe, vem fazendo a diferença.

Top 10 da Rodada

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Fotos da Rodada

Kobe ajusta um dos chips implantados em seu corpo

 

McRoberts caga bolas de basquete

 

-Quem é esse merda e o que ele quer com essa mão na minha cara?

 

A estranha relação amorosa entre Kaleb Canales e LaMarcus Aldridge

 

Defesa “não tenho nada com isso” de José Calderon

 

Dica para McGee: Quem tem pescoço curto pode usar brincão comprido para alongar o visual


>Pai rico, pai pobre

>

“Essa cidade é pequena demais para nós dois”, aí os dois foram embora.

Comentamos bastante aqui sobre a saída do Jerry Sloan do Jazz. O técnico já teve desentendimentos com inúmeros jogadores durante sua longa carreira, bateu cabeça com o Deron Williams nos últimos meses, e dessa vez resolveu dar o fora, estava cansado. Não acho, de verdade, que o Deron tenha feito algo tão horripilante a ponto de tirar do time um técnico que passou metade da sua vida discutindo com armadores, mas a torcida de Utah não concorda comigo. Nas três partidas sem Jerry Sloan, três derrotas para o Jazz, Deron Williams foi bastante vaiado pelos torcedores. Defendemos aqui que o Sloan passou tempo demais no comando do time, sempre nesse limbo em que o time vai para os playoffs mas não tem chance de títulos, e de que era hora de mudar. Por mais difícil que seja, todos os torcedores precisam entender que o objetivo é ganhar títulos e que, volta e meia, é preciso abortar um time bom simplesmente porque ele não será bom o bastante.

Aparentemente, o Jazz estava realmente disposto a mudar as coisas. Negociou silenciosamente possíveis cenários de troca pelo Deron Williams ainda enquanto ele batia cabeça com o Jerry Sloan. Após a saída do técnico, no entanto, as negociações não pararam. Até que, sem nenhum aviso, Deron acabou de ser mandado para o Nets em troca de Devin Harris e Derrick Favors, além de duas escolhas de primeira rodada (uma do Nets, outra do Warriors) e 3 milhões de verdinhas. Definitivamente a negociação já está rolando há muito tempo, apenas aguardando que o Carmelo não fosse para o Nets (aliás, leia tudo sobre a troca do Carmelo para o Knicks em nosso post aqui), mas ninguém sabia dela. Não é legal que o mundo da boataria seja a maior perda de tempo do planeta?

Como todas as trocas do Jazz, temos sempre que levar em conta primeiro os motivos financeiros. O Jazz é o time que mandou Ronnie Brewer e Eric Maynor em trocas por nada apenas para liberar espaço salarial porque Utah é um mercado pequeno e limitado. O contrato do Deron Williams era de gordos 14 milhões, e seria de 16 milhões na temporada que vem, última do seu contrato. No meio desse ano, Deron seria liberado para assinar uma extensão se quisesse, e os boatos já começaram a aparecer de que ele não assinaria a extensão para manter aberta a possibilidade de jogar no Knicks, com Carmelo e Amar’e, caso o Jazz não tivesse chances de título até lá. Bem, o time não tinha muitas chances antes com Sloan e Carlos Boozer, está caindo pela tabela sem os dois e tem problemas financeiros, limitando muito as possibilidades de contratações. Na cabeça dos engravatados do Jazz, o Deron ganharia 16 milhões na temporada que vem (aquela que pode ser encurtada por uma greve e que vai piorar a situação financeira das franquias) apenas para sair da equipe na temporada seguinte, em troca de nada – ou forçando mais uma dessas trocas absurdas, como a do Carmelo. Caso o Deron ficasse no time, os engravatados precisariam decidir se vale a pena extender um contrato e pagar quase 20 milhões de dólares num mercado minúsculo para o armador de um time que, com novo técnico e sem padrão de jogo, precisa pensar em algum tipo de reconstrução. Pensando no bolso, na provável greve da temporada que vem, na situação do Carmelo e em perder uma estrela para o Knicks, o Jazz resolveu fazer a troca agora. Aproveitou as negociações provindas do desentimento do Sloan com o armador, aproveitou que o Nets estava disposto a abrir mão de muita coisa para não sair de mãos vazias depois de perder Carmelo, e aproveitou que a saida do Jerry Sloan é uma boa hora para reconstruir a equipe e pensar na pirralhada. Pirralhada barata, de preferência. Com o contrato de 17 milhões do Kirilenko, que vira farofa ao fim dessa temporada, e escolhas de draft do Nets e do Warriors, o Jazz pode respirar em paz com dinheiro nos bolsos e crianças para criar. O time não vai ser relevante por um bom tempo, mas vai ser uma reconstrução divertida de acompanhar.

Derrick Favors andou sendo muito criticado pelo seu começo de carreira no Nets e esteve em todas as propostas de troca que o time fez por Carmelo Anthony. Favors foi colocado em tantas propostas que não dava mais pra tentar enganar o rapaz e dizer que ele estava nos planos do Nets, ele tinha que ser trocado obrigatoriamente, não havia clima para ele ficar. Para o Jazz, foi uma boa. O rapaz é um excelente defensor, mas está tendo dificuldades de se acostumar com a NBA, comete muitas faltas e ainda não tem o físico necessário para defender em alto nível. No ataque, ainda falta muito para conseguir contribuir com regularidade. Mas dá pra ver que isso é apenas questão de tempo. Favors é um excelente reboteiro, se posiciona bem, é esforçado na defesa e não tenta demais no ataque. Em um ou dois anos, pode ser um grande jogador se tiver os minutos necessários para evoluir. Curiosamente, o Nets – mesmo fedendo e em total reconstrução – não estava disposto a lhe dar esses minutos, talvez preocupado em impressionar Carmelo ou em fugir do pior recorde do Leste de novo. No Jazz, Favors vai bater cabeça com Al Jefferson e Paul Millsap, mas talvez funcione se ele for reserva dos dois jogadores (e o Okur for mandando pra rua, como se cogita), assim como acontecia com o trio Boozer, Okur e Millsap. Na pior das hipóteses, o Jazz tem agora três jogadores de garrafão jovens, talentosos e com potencial pra burro para fazer alguma troca. A única certeza é que o Favors fica: por estar no contrato de novato, ele é o mais barato.

A única coisa estranha para o Jazz nessa troca é colocar a armação do time nas mãos do Devin Harris. Ele tem mais 3 anos de contrato, ganha mais de 8 milhões nas três temporadas, e está longe de ser um líder como Deron. É um dos armadores mais rápidos da NBA, chuta traseiros, mas sua ênfase é em pontuar – e se machucar. Como os grandalhões do Jazz vão reagir a um armador menos disposto a fazer os pick-and-rolls, marca registrada do time por décadas? Será preciso uma mudança completa no esquema tático, mas talvez funcione. Al Jefferson e Millsap mostraram nessa temporada, ao contrário do que se pensava, que rendem muito melhor embaixo da cesta do que nos arremessos de média distância como fazia Carlos Boozer. Talvez as infiltrações de Harris abram espaço para Millsap e Al jogarem bem próximos ao aro, finalizando de frente para a cesta, mas será uma mudança drástica de um esquema de jogo que está em vigor há uns 20 anos. Ou seja, finalmente o Jazz vai ser um time realmente diferente, com um armador muito distinto de todos os outros que jogaram sob comando do Jerry Sloan. Pode demorar, mas as mudanças vão fazer bem para a equipe e as trocas forçam o time a se repensar por completo, evitando o risco de que a mudança de técnico fosse apenas aparente, com o mesmo modelo tático sendo mantido pelo técnico substituto. Por um lado foi um modo de se obrigar a arriscar, a tentar algo novo. Por outro, foi uma mudança bastante controlada e medrosa de quem não quer ficar se preocupando com finanças nos próximos anos.

O Nets, por sua vez, só se preocupa é justamente com os próximos anos. Desde que comprou o time, o milionário russo Mikhail Prokhorov não fez outra coisa além de tentar garantir que o Nets tivesse estrelas relevantes ao se mudar para o Brooklyn daqui a 2 anos. A primeira intenção era ter Carmelo Anthony e o time tentou dar as calças por ele, o único jogador intocável era o Brook Lopez, porque pivôs são raros mesmo que o talento dele de pegar rebotes tenha sido roubado pelos Monstars do Space Jam. Como o Knicks fez de tudo para tirar o Carmelo do Nets e conseguiu porque, no fundo, o Carmelo queria mesmo era jogar com Amar’e, o milionário russo foi tentar outra estrela. O Deron Williams foi uma excelente oportunidade de mandar todas as escolhas de draft e o Derrick Favors que o Nets estava juntando há meses para o Carmelo. Parando pra pensar, o Nets provavelmente seria mais inteligente se mantivesse as escolhas e reconstruísse esse time aos poucos, mas é tudo uma questão de mercado. O time precisa chegar com alguma estrela no Brooklyn para vender ingressos e camisetas, mesmo que não tenha chances de titulo. A reconstrução foi agora colocada um pouco de lado em nome de Deron Williams, tantas vezes ovacionado como um dos melhores armadores da liga. O Favors era novinho e cheio de potencial, seria uma ótima para o futuro, mas Deron e Brook Lopez devem fazer uma dupla mais eficiente desde o primeiro dia – e devem vender mais ingressos e criar barulho, agitação, interesse. É claro que o Deron não ficou feliz em ir para o Nets, ele tinha esperanças de ir longe com o Jazz, adorava Utah por ser um lugar calmo e poder se dedicar à família, e estava flertando com a ideia de ir para o Knicks jogar com os amiguinhos. Agora vai para o primo pobre de New York jogar por um time de merda sem nenhuma chance de playoff nem no Leste, parece castigo! Mas esse descontentamento vai durar pouco: Mikhail não poupou esforços por uma estrela até agora, voou para a casa do LeBron para tentar convencê-lo, se encontrou com o Carmelo e fez trocentas promessas, e agora fará tudo de novo pelo Deron. O milionário vai prometer um elenco de apoio, vai pagar as taxas por extrapolar o teto salarial, vai convencer gente a ir jogar lá usando o nome do Deron, vai fazer campanhas de marketing violentas e tornar o Deron um dos jogadores mais famosos da NBA. O armador vai sair de um time que se livrava de gente boa porque não podia pagar e vai cair num lugar em que todo mundo vai querer jogar porque dinheiro não é um problema. Vai ser ovacionado como um dos maiores da NBA porque todas as oportunidades lhe serão dadas e todas as câmeras estarão apontadas. É outra realidade, e não há vontade de vida calma que vá resistir a isso. Deron agora vai poder fazer o que quiser com os jogadores que quiser,sem bater boca com o Jerry Sloan ou se preocupar com elenco de apoio e finanças. O Nets paparicou o primeiro jogador importante, que era o mais difícil. Agora vai atrás dos outros, nos próximos dois anos, mas deve ser tudo muito mais fácil – nos mesmos moldes de Celtics, Heat e Knicks.

A primeira parte da construção do elenco de apoio em volta do Deron Williams veio hoje mesmo. O Nets mandou o contrato expirante do Troy Murphy e uma escolha de draft de segunda rodada em troca de outros dois contratos expirantes: Dan Gadzuric e Brandan Wright. O primeiro é um pivô reserva para quebrar um galho na defesa, até melhor do que muita gente pensa porque comete poucas faltas e tem bom tempo de bola nos tocos. O segundo, Brandan Wright, pode jogar nas duas posições de ala e foi draftado com muita expectativa, mas ficou preso como refém do maluco do Don Nelson. Mesmo com a saída do técnico, o ala não teve minutos, se contundiu o tempo inteiro, mas ainda se espera que ele possa brilhar com a situação certa e os minutos necessários. Com a saída do Favors, o titular ao lado de Brook Lopez deve ser o Kris Humphries, que passou a jogar muito bem desde que começou a dar uns amassos na Kim Kardashian (vai ver o talento roubado do Brook Lopez foi pra ele). Mas o time precisa de um reserva, e Brandan Wright vai ter esses minutos à disposição para tentar mostrar alguma evolução, qualquer que seja. Já é um começo e garante que o time não fique muito esburacado com a chegada do Deron Williams. Para o Warriors, apenas foi uma questão de abrir espaço salarial se livrando de gente pouco usada, devem até mesmo mandar o Troy Murphy embora antes dele sequer pisar no ginásio.

Essas trocas foram uma boa demonstração de como funcionam os pequenos e os grandes mercados da NBA. O Nets, que se aproxima cada vez mais de um grande mercado em New York, só precisa de uma estrela para então começar a assinar cheques, pagar taxas e montar um bom elenco ao seu redor com veteranos e mais estrelas querendo ganhar títulos. É o que tenta também o Knicks com Carmelo, e o Nets se esforça para não ficar muito atrás da franquia vizinha. Já o Jazz precisa constantemente monitorar os gastos, cortar jogadores e salários, e agora finalmente aceita uma mudança grande para tentar criar um time competitivo e mais barato. Mas, por um tempo, vai ser hora de focar na pirralhada e nas escolhas de draft, e esperar a crise e a ameaça de greve ir embora. Numa liga movida pelo dinheiro, na hora da crise econômica apenas alguns times podem respirar tranquilos. Os outros precisam humildemente ficar um pouco de escanteio.

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