?Uma questão de interpretação

?Uma questão de interpretação

“Se eu pisar no seu pé, vai te machucar. E se você pisar no meu pé, quem se machuca sou eu.” Essa frase, aparentemente óbvia, fez parte de uma série de afirmações de Shaquille O’Neal para alertar sobre como seu jogo estava sendo prejudicado pela arbitragem nos seus últimos anos de carreira. Shaq alegava que enquanto qualquer contato simples da sua parte contra armadores infiltrando no garrafão era considerado falta graças à diferença de tamanho envolvido, jogadores menores podiam ser fisicamente muito agressivos contra ele sem que isso resultasse numa falta. Os golpes que recebia de jogadores menores machucavam, atrapalhavam e limitavam seu jogo, mas não PARECIAM faltosos porque Shaq era um muro de tijolos que passava a impressão de não estar sentindo absolutamente nada.

?Enigma Cousins

?Enigma Cousins

Em uma entrevista ao Bill Simmons, o grande, polêmico e divertidíssimo Charles Barkley falou que um dos jogadores que ele mais temeu na carreira foi Derrick Coleman, o primeiro escolhido no Draft de 1990. Como Barkley bem lembra, Coleman podia jogar nas duas posições do garrafão, sabia arremessar de perto da cesta, de média distância e até de 3 pontos. Era forte, tinha técnica e, para completar, era ambidestro. Mas ao invés de ser o cara mais dominante de uma geração, foi um jogador desinteressado, briguento e cheio de picuinhas que emperraram sua carreira. Ao invés de ser um dos melhores da história, ou ao menos da sua época, ele sobrevive na memória da liga apenas como um dos “e se” que povoam o imaginário de quem viveu suas expectativas.

? A questão das faltas técnicas

Na semana passada, DeMarcus Cousins recebeu uma falta técnica, ameaçou partir para cima do juiz, foi contido por seus companheiros e imediatamente expulso do jogo com uma segunda falta técnica. Aguardando julgamento da NBA para saber se Cousins receberia um jogo de suspensão pela ameaça física ao árbitro além das faltas técnicas, o general manager Vlade Divac conversou com Cousins e o tranquilizou dizendo que, ao seu ver, o jogador não havia feito nada de errado.

A conduta do Cousins não é recente: em todas as suas cinco temporadas completas até agora ele ficou entre os cinco jogadores que mais cometeram faltas técnicas.

Filtro Bola Presa #1

O conceito do Filtro Bola Presa é simples: uma espécie de resumo semanal em que fazemos um apanhado de pequenas histórias que nunca iriam virar textos grandes, mas que merecem alguma atenção. Pode ser um vídeo, uma notícia, uma estatística, uma curiosidade. Vale tudo, Gil!


NOVO BOLA PRESA

Como vocês sabem, o Bola Presa tem agora um sistema de assinaturas mensais. O Filtro faz parte do conteúdo exclusivo dos assinantes e este será o último aberto a todos! O sistema do Apoia.se fará a primeira cobrança na virada do mês e, consequentemente, o post especial (toda sexta-feira) e o Filtro (aos sábados) serão fechados para nossos novos chefes =)


E essa semana aconteceu mais uma coisa que nos faz acreditar que estamos indo no caminho certo com as assinaturas. O nosso grande modelo de textos esportivos simplesmente vai ser fechado. Do nada. A ESPN gringa anunciou ontem a morte do Grantland. Sim, o site que fazia você terminar de ler o melhor texto sobre NBA da internet e cair, de repente, no melhor sobre jogos de videogame violentos, não está mais entre nós.

No Instagram, Bill Simmons, criador do Grantland e que foi demitido da ESPN neste ano, postou a foto das coletâneas impressas que o site lançava depois de cada três meses. No texto ele diz que a versão em livro era importante “caso os terroristas descobrissem um jeito de destruir a internet”, e que uma parte dele dizia que os livros deveriam existir porque “você nunca sabe”.

Os melhores e os piores

Em um post da semana passada analisei números interessantes de times emergentes, equipes que cresceram de produção em relação ao ano passado. Depois pedi que vocês sugerissem equipes para que eu analisasse alguns números também. Entre muitos palpites, senti um padrão: alguns leitores queriam saber dados dos melhores times da NBA (Heat, Spurs, Thunder), outros queriam saber porque os piores são os piores (Wizards, Kings, Magic).

Pensei então em agradar todo mundo. Isso pode significar não agradar ninguém, é verdade. Mas que tal dois de cada grupo?

 

Miami Heat

– Uma estatística que mostra como o Miami Heat é quase insuperável: o time de LeBron James tem 32 vitórias e apenas 3 derrotas em partidas que cometeu menos turnovers que o adversário. Ao mesmo tempo, o Heat é o 4º time que menos desperdiça a bola na NBA!

– O Heat tem outros números que mostram bem seus talentos e até limitações. O time tem 32 vitórias e só 1 derrota quando rouba mais bolas que o adversário; e 26 vitórias e 2 derrotas quando acerta mais bolas de 3 pontos que o outro time.

O primeiro número deixa claro como o Miami Heat arrasa times em contra-ataques. Quando eles conseguem roubar muitas bolas, adeus qualquer chance de bater os campeões. O outro número deixa claro como eles são quase imbatíveis quando estão precisos da linha dos 3 pontos, porém eles só conseguiram acertar mais bolas de 3 pontos em 28 jogos dos 57 que fizeram até agora na temporada. Não é uma área que dominam.

– Mas o que mais me impressiona no Miami Heat é como eles conseguem ser um time que usa a força física e a velocidade na defesa. Falamos muito sobre eles serem imbatíveis no contra-ataque, mas eles também correm com a mesma velocidade de volta para a defesa. Sofrem apenas 11.7 pontos por jogo de contra-ataque, segunda melhor marca da NBA, atrás apenas do Indiana Pacers, o único time que ainda não perdeu do Heat nesta temporada.

– O Pacers teve sucesso porque foi o único time que conseguiu ter paciência, elenco e disciplina para abusar da falta de pivôs do time da Flórida. Os pontos sofridos no garrafão é uma das únicas estatísticas onde o Heat não está no topo do topo, é “apenas” colocado com 40.2 pontos sofridos na área pintada por partida.

– Mas será que em alguma coisa o Miami Heat não é espetacular? Só uma, os rebotes, mas mesmo assim não é nada que eles não consigam contornar. O time é o último da NBA em rebotes por jogo (38.6), antepenúltimo em rebotes ofensivos (8.4), mas compensa porque seus adversário só pegam 10.9 rebotes ofensivos por jogo, 10ª e honesta melhor marca da liga. Um detalhe que talvez explique muita coisa? O Pacers é o líder da NBA em rebotes totais e o 4º em rebotes de ataque.

 

San Antonio Spurs

– O San Antonio Spurs impressiona em quase tudo, difícil escolher o que dizer deles. Mas acho interessante começar falando que de suas 13 derrotas, apenas duas foram em casa (Clippers e Suns, esta última em uma prorrogação bizarra que acabou 5 a 1) e somente três (Pistons, Heat e Knicks) para times do Leste.

– O San Antonio Spurs é o time líder em assistências na temporada (25.3) e nos 24 jogos que conseguiu 26 assistências ou mais, tem 23 vitórias e só uma derrota. A média de assistências cresceu em 2.2 em relação ao ano passado, quando também lideraram a NBA na categoria.

– Somente em 6% de suas posses de bola o San Antonio Spurs finaliza uma cesta em uma jogada de isolação, o clássico mano-a-mano. Como critério de comparação, o Heat faz lances assim em 12% de suas posses de bola, o Lakers em 11%, o Thunder e Knicks em 14%! Ninguém joga mais coletivamente que o Spurs.

– Vocês conhecem o ranking de eficiência usado pela NBA.com? A fórmula é essa: ((Points + Rebounds + Assists + Steals + Blocks) – ((Field goals attempts – Field goals made) + (Free throws attempts – Free throws made) + Turnovers))

Vocês sabiam que em 38 ocasiões o Tony Parker acabou uma partida nesta temporada com eficiência maior do que a do armador do outro time? Só 11 vezes o seu adversário levou a melhor. Isso numa liga que vive sua melhor safra de armadores na história. Engraçado que entre os vencedores estão Chris Paul (que também perdeu uma vez), Russell Westbrook, Jeremy Lin e, por duas vezes, Greivis Vásquez! GREIVIS VÁSQUEZ!

– Melhor que ele só um senhor de idade chamado Timothy Duncan. Ele venceu 29 matchups de eficiência, perdeu apenas 5 (Aldridge, Randolph, Jamison (!), Ryan Anderson e Jeff Green) e empatou 6 vezes.

 

Washington Wizards

– Vocês querem ficar perturbados? Querem receber uma informação que vai fazer vocês não conseguirem dormir à noite? O Washington Wizards tem a 5ª melhor defesa da NBA. Não importa como você olha, se em pontos cedidos por posse de bola ou pontos totais sofridos, o Wizards é o 5º melhor time da liga inteira em defesa. Onde está seu deus agora?

– Agora uma informação menos surpreendente: o time de Nenê tem o pior ataque da NBA. A equipe é última em pontos por posse de bola, 28ª em turnovers, 29ª em aproveitamento de arremessos, 25ª em lances-livres tentados por jogo, 19ª em assistências e por aí vai até todo o caminho fedido de estatísticas horríveis no ataque.

– Uma guinada começou na temporada do Wizards quando John Wall voltou de lesão. Com o armador em quadra, o Wizards tem boas 14 vitórias em 25 partidas, com 8 vitórias nos últimos 12 jogos.

– A chegada de Wall despertou o novato Bradley Beal, que está transbordando confiança e tem 18 pontos por jogo nos seus últimos 10 jogos. Nos mesmos últimos 10 jogos, Nenê e Emeka Okafor, com 13 pontos por jogo, superam suas médias da temporada em pontuação.

A chegada de especialistas em defesa como Okafor e Trevor Ariza, a melhora de Nenê na defesa, que ficou mais óbvia fora da correria do Denver Nuggets, transformou o Wizards num time difícil de se furar a marcação. E agora, com Wall comandando o ataque o time está equilibrado e jogando bem. John Wall está com 9 assistências por jogo, é o 4º melhor da NBA na categoria.

– Segundo dados da SynergySports, John Wall já finalizou 61 jogadas de isolação nesta temporada, média de 2,44 por partida. Na temporada passada foram 2,7 vezes por jogo e no ano anterior, quando novato, 3,1. A diferença é pequena nos números, mas mostra uma postura diferente do armador ano a ano. Menos individualismo, mais assistências.

 

Sacramento Kings

– Apesar de lanterninha do Oeste, o Kings destrói o Leste na Liga dos Fracassados. O time do incompreendido DeMarcus Cousins tem 8 vitórias e nenhuma derrota contra os 4 piores times do Leste: Magic, Cavs, Wizards e Bobcats.

– O Sacramento Kings é a cara de DeMarcus Cousins. Eles são Top 10 da NBA em duas coisas onde o pivô se destaca: roubos de bola (9º) e, claro, faltas cometidas (7º). Com 1,5 roubo de bola por jogo, Cousins é o pivô mais bem colocado entre os ladrões de bola da liga, ele está na 22ª posição geral, empatado com Jrue Holiday. O próximo pivô da lista é seu contemporâneo Greg Monroe, 34º, com 1,3.

– É difícil o Kings, pior defesa da NBA em pontos sofridos e pontos por posse de bola, ter recorde positivo em qualquer coisa. Mas eles tem singelas 16 vitórias e 13 derrotas nos jogos que conseguem 21 ou mais assistências. Será que era

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a hora de trazer um armador de verdade? Sou Isaiah Thomas sobre Aaron Brooks desde sempre e para sempre.

– Uma outra solução seria usar mais Jimmer Fredette. O meio armador, meio ala, meio mussarela tem incríveis 54% de acerto de 3 pontos, junto com 14 pontos por jogo nas 10 partidas em que atuou por pelo menos 20 minutos.

– O Sacramento Kings é um dos piores times na transição defensiva, eles são o oposto do Miami Heat. O time luta sem entrosamento pelos rebotes de ataque, arrisca muitos roubos de bola e a volta é sempre desorganizada. Não à toa tem a 2ª pior marca da NBA em pontos sofridos em transição, 16 por jogo. Só o LA Lakers, com 16.5, é pior.

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