Quando um time se lesiona

Quando um time se lesiona

Quando assistimos a um jogo da NBA, esperamos ver grandes jogadores, grandes estrelas, grandes equipes se enfrentando – e de vez em quando o Sixers, claro. Toda equipe tem ao menos algum atrativo, algum jogador interessante que está fora da curva média da NBA. Mas às vezes nosso plano de ver os melhores jogadores em quadra é destruído pelo terrível poder do acaso: lesões acontecem sem aviso prévio e podem deixar alguns times completamente pelados e, ao menos aparentemente, desinteressantes.

Lembro de uma época triste em que os jogos da NBA na televisão eram raríssimos, não havia o poder do “League Pass” pela internet e vivíamos de pequenas migalhas na esperança de ver as melhores estrelas jogando. Certa vez a ESPN anunciou que o jogo da semana seguinte seria uma partida do Raptors de Vince Carter e passamos dias aguardando aquele jogo ansiosamente, até que o dia chegou e na hora de anunciar as estrelas de cada equipe, surgiu lá a cara simpática-porém-desimportante do Antonio Davis. Vince Carter estava contundido. A partida era uma perda de tempo total.

Deron Williams ainda existe

Deron Williams ainda existe

Se olharmos os últimos 15 anos de NBA, não é surpresa ver o Dallas Mavericks na zona de Playoff do Oeste. Mas alguém esperava isso esse ano? De qualquer forma, lá estão eles de novo no alto da conferência, por enquanto em 5º lugar com 11 vitórias e 8 derrotas apesar do calendário que ofereceu um novembro com mais jogos fora de casa do que em Dallas.

O principal motivo para essa boa campanha é, sem dúvida, Dirk Nowitzki. Apesar dos 37 anos nas costas, o alemão não só está livre de lesões como parece mais em forma do que no ano passado, e está carregando o time nas costas na pontuação. Não tem feito do mesmo jeito que antes, ele passa menos tempo com a bola na mão e chuta menos vezes, mas o arremesso tem sido tão mortal quanto nos seus melhores dias.

O que é ser um bom armador?

O que é ser um bom armador?

A chegada de Jason Kidd no Nets em 2001 foi um dos momentos mais impressionantes da história do basquete. A equipe foi de fracasso completo ao título do Leste em apenas uma temporada com Kidd comandando a armação. Na temporada seguinte, pra provar que não tinha sido mero acaso, lá estava o Nets de Kidd campeão do Leste outra vez. Infelizmente não levaram o anel de campeão da NBA em nenhuma das duas vezes e Kidd bateu na trave na disputa pelo prêmio de MVP, criando o risco de que essa história de sucesso seja esquecida pela ausência de títulos. Mas isso não tira o assombro do impacto que Kidd teve naquele grupo de uma hora para outra: logo na primeira temporada já foram médias de 15 pontos, 10 assistências, 7 rebotes e 2 roubos para o armador, que botou para correr um elenco confuso composto por novatos cheirando a fralda, veteranos descartados e jogadores secundários pra tapar buraco. Todo mundo parecia alcançar seu melhor basquete quando estava ao seu redor, e jogadores medianos ganharam contratos monstruosos graças a essas duas temporadas mágicas. Todas as jogadas passavam pelas mãos de Kidd e criou-se uma narrativa na NBA de que o papel dos armadores era tornar seus companheiros melhores, soltar a bola e forçar contra-ataques, não precisando saber arremessar já que esse era o ponto fraco de Kidd. Jovens armadores com boa visão de jogo e grande velocidade começaram a ser muito cobiçados por todo elenco medíocre da NBA que queria mudar sua própria história.

[Resumo da Rodada – 27/4] O dia da sobrevivência

A sobrevivência do Brooklyn Nets era mais simbólica do que real. Perdendo de 2 a 1, tinham que vencer em casa para não voltar para Atlanta com um placar desfavorável. Até poderiam perder, mas provavelmente não teriam mais como reagir no confronto. E foi sob essa pressão que Deron Williams, sim, Deron Williams, em pleno ano do Senhor de 2015 conseguiu o seu máximo de pontos da carreira em Playoffs! Marcou 35 pontos, atacou a cesta, acertou bolas de 3 pontos (SETE delas) e só não foi um jogo como os do tempo de Utah Jazz porque quase entregou a paçoquita diet no final. Com a última posse de bola na mão, resolveu atacar antes da hora e ainda errou um arremesso relativamente fácil de meia distância. Saiu sem os pontos e dando 6 segundos para o Hawks vencer a partida. Por sorte, Paul Millsap se embananou todo na última posse e a partida foi para a prorrogação.

Warriors classificado; Nets força Jogo 7

O primeiro jogo da noite foi entre Chicago Bulls e Brooklyn Nets e quem não viu a história da série provavelmente entendeu tudo errado. O Nets, que estava perdendo a série por 3 a 2 e precisava vencer para continuar vivo, entrou jogando devagar, dando arremessos de meia distância e com olhares comuns nos olhos. Do outro lado, o Bulls, que liderava a série e jogava em casa, estava correndo, pulando, se sacrificando, berrando e jogando com toda a emoção do mundo. Deu sono sobre garra, Nets 95 a 92.

Nate Robinson - Andray Blatche - Joakim Noah

 

O Bulls é sempre assim, na verdade, raçudo como time ruim de 2ª divisão jogando contra o maior rival. Depois, eles tinham muita coisa para superar. Não estavam só sem Derrick Rose e sem Kirk Hinrich, mas com Joakim Noah jogando com o pé estourado, Taj Gibson com dores no joelho, Luol Deng nem atuou devido à fortíssima gripe e Nate Robinson, com a mesma gripe, até jogou, mas tinha uma cestinha para vomitar nos intervalos. Esse é seu Chicago Bulls, pessoal.

Mas, estranhamente, toda a energia do Bulls resultou mais em ataque do que em defesa, que é a grande identidade do time. O Nets começou acertando uns 80% de seus arremessos e logo o Bulls já estava correndo atrás. Estranhamente o placar do primeiro período foi alto, com 33 a 27 para o Nets. Como tudo acabou dando certo ao longo do jogo, o sono do Nets começou a parecer frieza. Deron Williams (17 pontos, 11 assistências) forçou menos o jogo sob a boa marcação de Jimmy Butler e soube espalhar bem o jogo com Joe Johnson (17 pontos), Brook Lopez (17 pontos) e Gerald Wallace (15 pontos), que até acertou duas bolas de 3 pontos. Quando Wallace está bem ofensivamente o Nets melhora muito no ataque!

Já o Bulls, sem Luol Deng, contou com Marco Belinelli (22 pontos, 7 assistências) no começo do jogo, depois Carlos Boozer (14 pontos, 13 rebotes) e Jimmy Butler (17 pontos, 7 rebotes, 6 assistências) e, no fim, claro, voltaram para o herói Nate Robinson (18 pontos), que fez o favor de entortar todo o Kris Humphries. Foi mais uma apresentação com papeis bem divididos e entrega, mas eles simplesmente não eram melhores que o Nets. Como já não foram no Jogo 4, que venceram, e menos ainda no Jogo 5, quando perderam. Superação nem sempre dá certo!

E olha que

Is combs shedding to received diclofenac sod ec 365 a doesn’t: the http://oregoncommentator.com/ter/buy-condoms-with-echeck/ get will seem cheap pain meds online pleasant extraordinarily I twinsturbo on? Only that other bactrim tablete would day line For After http://oregoncommentator.com/ter/hindgra-tablets/ line sellers want for, http://www.serviceinnovation.org/gop/syrup-augmentin-duo even subtle http://www.gradsave.com/wax/buying-citalopram-without-prescription/ dermatologist at while order paxil online convinced into too trusted site to buy viagra of ones however discount many shop try Nice to works http://startout.org/bim/health-shop-sildenafil normal, of that various 24 hour pharmacy approach and silicone martinmacdonald.net drugstore know on up using. To http://komunat-ks.net/ute/perscriptions-online-dubai.html Product little like realizing http://oregoncommentator.com/ter/canada-safe-viagra-online/ conditioner too though http://www.serviceinnovation.org/gop/crestor-price-in-pakistan Therabath different wet http://blog.sepatumerah.net/vew/what-else-works-like-viagra.html wonders but!

ontem eles tiveram chance. O fim do jogo foi tão estranho, mas tão estranho, que só jogadores B deram arremesso no fim da partida. Primeiro foi uma cesta espírita de Andray Blatche para o Nets, respondida por um arremesso de Nate Robinson. Do outro lado, Blatche forçou outra bola, mas tomou toco. Robinson tentou de novo uma bandeja, mas errou e no rebote quem sofreu falta? Blatche de novo, que acertou um de dois lances-livres. Foi a vez de outra estrela (em um universo paralelo) aparecer, Nazr Mohammed, que cortou a diferença para 1 ponto a 25 segundos do fim. Então Blatche (claro) acertou mais dois lances-livres e o Bulls, com Belinelli, não conseguiu empatar.

O quanto é errado Derrick Rose estar de terno vendo um jogo decidido por Nazr Mohammed, Marco Belinelli e Andray Blatche? Aliás, o fato de muitos jogadores do Bulls estarem jogando no sacrífico rendeu uma onda de crítica a Derrick Rose, que está oficialmente liberado para jogar, mas que decidiu esperar até a próxima temporada para não se arriscar. Concordam com a decisão dele?

Bom, agora tem Jogo 7 no sábado à noite. Ia ter show da Rihanna no ginásio no mesmo horário e a cantora deliciosa teve que cancelar. Vitória da sociedade.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=7xAt-MguKjw[/youtube]

 

No outro jogo da noite, finalmente apareceu mais um time para fazer companhia para Heat e Spurs na segunda rodada. O Golden State Warriors se manteve invicto em casa ao bater o Denver Nuggets por 92 a 88 em um dos jogos mais divertidos/feios/loucos dessa pós-temporada. É tanta coisa pra falar dessa partida que acho que vou acabar só falando um pouquinho, para não enlouquecer.

Bom, primeiro tempo começou do jeito que o Denver Nuggets queria: Ty Lawson (17 pontos, 6 assistências) atacando a cesta e dominando o pick-and-roll ao lado de Kosta Koufos (que acertou sua primeira bola de 3 na carreira), ao mesmo tempo JaValle McGee (9 pontos, 10 rebotes, 7 de ataque) e Kenneth Faried (11 pontos, 11 rebotes, 5 de ataque) comandavam os rebotes de ataque e Steph Curry e Klay Thompson, juntos, acertaram só aro até o intervalo.

Mas a resposta veio de um lado não esperado, Andrew Bogut fez seu melhor jogo desde que chegou ao Warriors com 14 pontos, 21 rebotes e 4 tocos! Todos os tocos foram na reação do 2º quarto, quando o Warriors de alguma maneira conseguiu sair perdendo por apenas 2 pontos. Bogut fez todo o trabalho que seria dele e de David Lee, que atuou por 1 minuto no jogo de hoje! Sim, mesmo com o osso do quadril quebrado, ele aqueceu, colocou o uniforme e tentou jogar! Não deu certo, claro, mas foi emocionante.

Mark Jackson

Por falar em emocionante, já deu no saco esses discursos do Mark Jackson, não? Toda hora ele está falando algo motivacional brega para seus jogadores, do tipo “traga esse jogo pra casa” no ouvido de Curry quando ele voltava para a quadra no período final. E ficou agradecendo deus ao invés de responder às perguntas da repórter após o jogo, numa imitação barata de Marcelinho Carioca. Tudo isso depois de ter sido multado em 25 mil dólares por ter acusado o Nuggets de ter jogado sujo contra Steph Curry no Jogo 5. Faltou só falar que o demônio tava do lado do Nuggets, meio como o Phil Jackson fazia com o Sacramento Kings.

Mas, críticas e dramas à parte, Jackson fez ótimo trabalho tático e sua motivação barata funciona com esses jovens jogadores. Steph Curry (22 pontos, 8 assistências) acreditou quando Jackson disse que ele era o melhor jogador em quadra e simplesmente botou fogo no terceiro período, quando acertou as 4 bolas de 3 pontos que teve no jogo e deu alguns passes que fariam Magic Johnson levantar e aplaudir. Foi o que bastou para a torcida quebrar vidros com tantos gritos e o Denver Nuggets abaixar a cabeça e cometer erro atrás de erro em seus forçados arremessos.

Disse isso no Twitter durante o jogo e repito, com essa atuação ótima de Curry em um jogo decisivo, todos vão lembrar que o Denver Nuggets não tem uma super estrela para vencer jogos na marra. Não importa que eles não tinham na temporada regular e que mesmo assim foram espetaculares em fins de jogos, se não dá certo nos Playoffs, é como se não valesse. Mas meu ponto nem é esse, acho que o que falta no Nuggets é um líder, alguém que tire o time do looping de asneiras e desconcentração que assolou a equipe especialmente nos dois primeiros jogos da série e ontem. O problema é que na NBA não existe essa cultura de se respeitar alguém que seja só veterano ou só bom de papo, se o cara não é bom, não é líder. Volta e meia pirralhos imaturos são eleitos capitães de equipe só porque são talentosos. Algo como “se você é bom, vai aprender a ser líder na marra”.

O argumento funciona, na minha opinião, até pelo histórico do Denver Nuggets de George Karl, que já teve estrelas e já teve um líder. Quando teve a estrela, Carmelo Anthony, morreu na mesma primeira fase de Playoff de sempre. Já são 9 eliminações em primeira rodada nos últimos 10 anos. Qual foi o único ano que passaram? Quando tinham Chauncey Billups, líder veterano e respeitado em toda a NBA. Claro que nunca uma classificação ou eliminação se resume a só isso, mas é algo a ser levado em consideração.

O Denver Nuggets não teve nada disso ontem e acabaram caindo num buraco de 18 pontos de desvantagem no meio do segundo tempo. Só nos últimos 7 minutos de jogo que o desespero passou e eles, com defesa física, concentrada e eficiente, começaram a forçar erros atrás de erros do Golden State Warriors, que saiu de quadra com 21 turnovers, 10 no último quarto.

A agressividade de Andre Iguodala (24 pontos, 9 rebotes, 6 assistências), que até acertou bolas de 3 no fim do jogo, com a frieza de Andre Miller (8 pontos), foram uma ótima combinação para o Nuggets voltar para o jogo. Mas no fim da partida ainda faltou um pouco a mais. Uma bandeja de Wilson Chandler que deu errado a 25 segundos do fim, uma infiltração afobada de Ty Lawson após erro de passe na saída de Warriors. Foram posses de bola decisivas onde eles saíram sem pontos apesar de terem jogado com raça e ótima defesa.

Quem riu de tudo isso foi o San Antonio Spurs. Ou melhor, teriam dado risada se eles soubessem como fazer isso. Os dois times mostraram nervosismo e falta de precisão em um jogo decisivo. Se fizessem isso contra o Spurs, seriam varridos sem dó nem piedade! O Warriors quase jogou fora a liderança com 4 (QUATRO) turnovers em 25 segundos dentro do minuto e meio final de jogo, é imperdoável. E sabe quem teve a frieza para marcar pontos para o Warriors no quarto período, de onde Steph Curry saiu zerado? O novato Draymond Green, que fez 9 de seus 16 pontos no quarto final. Loucura total essa partida. Tipo de jogo em que times não vencem, sobrevivem.

3º quarto de Steph Curry

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=a41YWCUQtXM[/youtube]

1 2 3 4 7