Slam Dunk – Os candidatos

Sem muita enrolação e sem muita frescura, apenas vídeos rápidos de todos os participantes do Campeonato de Enterradas que acontece hoje à noite. Não sei se teremos bolos com velas, referências à filmes de ficção científica, super-heróis ou um coral, mas temos grandes chances de ver um ótimo evento neste sábado.

 

Começamos pelo defensor do título, Jeremy Evans, do Utah Jazz, que fez uma pequena maldade com o Ronny Turiaf nesta pré-temporada.

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Tem um outro mix com várias enterradas dele, algumas lindas de antes dele entrar na NBA, mas acho que nenhuma impressiona mais do que essa na cara do Turiaf.

O meu favorito para bater Evans é o novato Terrence Ross, do Toronto Raptors. Ele tem um arremesso bom e bonito, está ganhando confiança com o passar dos meses, mas o que chama mesmo a atenção em seu jogo são as enterradas. Quem, além de Blake Griffin, enterra com tanta violência atualmente na NBA?

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Caso você prefira ver as enterradas com as típicas câmeras de jogo, recomendo esse vídeo.

Mas se Ross é o líder em violência, ninguém bate Gerald Green em altura. Pegue a impulsão de Andre Miller, multiplique por 9.000 e você terá a altitude rarefeita de Green, campeão do Slam Dunk Contest de 2007. E que vídeo eu mostro dele, hein? As suas 10 melhores enterradas de quando jogou por Wolves e Celtics? As do torneio de 2007? Não, prefiro as de sua passagem pelo New Jersey Nets na temporada passada, esse windmill na ponte aérea é uma das minhas enterradas favoritas de todos os tempos!

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Outro que pula muito é o desconhecido James White, do New York Knicks. Mas se ele não fez muito em sua curta carreira na NBA (jogou em 2007 pelo Spurs, 2009 pelo Rockets), fez fama na interwebs justamente pelas suas enterradas. Que tal esse torneio de enterradas na Turquia onde ele conseguiu 4 enterradas diferentes sempre pulando da linha do lance-livre?!?! Teve até windmill e passando a bola por baixo das pernas. Surreal.

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Uma curiosidade: Green e White já se enfrentaram em um Campeonato de Enterradas na terra dos meteoros, a Rússia, em 2010. Sente o nível da brincadeira:

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Um outro bom candidato para o torneio, embora ache que ele não vai ganhar, é Kenneth Faried do Denver Nuggets, MVP do Desafio dos Novatos da sexta-feira. Esses caras mais pesados nem sempre tem muita variedade de enterradas, mas as poucas que conseguem, impressionam. Como amante das enterradas furiosas, quero ver o Manimal ir longe.

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Na última semana aconteceu uma das coisas mais legais desta temporada na NBA. O Kenneth Faried se tornou, finalmente, o primeiro jogador da NBA a entrar para uma organização que luta contra a homofobia nos esportes. O assunto é muito pouco discutido, até queria expandir um post onde citei o tema no passado, e é importante que jogadores de destaque coloquem a homofobia e o machismo no esporte em pauta. E Faried está pessoalmente ligado com a homossexualidade já que foi criado por “duas mães que amo muito”, em suas palavras, em New Jersey.

E se Faried é o gigante deste ano, Eric Bledsoe é o baixinho. Sempre com a vantagem de que nos impressionamos simplesmente por ele alcançar o aro, o reserva de Chris Paul tem chances de impressionar. Será que o Clippers consegue vencer seu segundo título de enterradas em 3 anos?

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Preview 2012/13 – Indiana Pacers

Começamos na semana passada o preview da temporada. Lá analisamos Boston CelticsMemphis GrizzlieCleveland Cavaliers Sacramento Kings e Brooklyn Nets. A 2ª semana de preview começou com uma análise do Denver Nuggets. Ao todo falaremos de todos os times até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time de uma cidade-irmã de Campinas (!), o Indiana Pacers. 

Indiana Pacers

 

 

 

 

 

O elenco do Indiana Pacers não é perfeito. O time do ano passado, base desse ano, tinha um monte de defeitos. Mas mesmo assim eles fizeram uma das melhores campanhas da Conferência Leste  e deram uma canseira no Miami Heat, chegando a liderar a série por 2 a 1. Por isso as perspectivas para o Pacers nessa temporada são as melhores, corrigindo alguns probleminhas da temporada passada o time pode bater qualquer grande equipe.

Mas antes de falar dos problemas, vamos lembrar das qualidades. Com 78% de aproveitamento em lances-livres, o time foi o 5º melhor da NBA no quesito. O alto índice de acerto faz diferença porque o time é o 4º que mais arremessa lances-livres por jogo, é garantia de pontos fáceis em toda partida. A equipe também teve a melhor marca no aproveitamento de arremesso dos adversários, que acertaram apenas 43,4% de seus chutes contra o Pacers em 11/12. Apesar de não ser espetacular, o Pacers também era bom em proteger a bola, cometendo turnovers apenas em 15% das posses de bola. Deixando os números de lado, é um time que desperdiça pouco a bola, defende bem e faz boa parte de seus pontos em lances-livres. Time amarrado, que joga feio e que sabe vencer.

Mas aí aparecem os problemas. O time tem enormes dificuldades no jogo de meia quadra e tem poucos jogadores que sabem criar situações de pontos, seja para si ou para os outros, contra defesas bem montadas. Um dos caras responsáveis por isso, o armador Darren Collison, era completamente de lua e poderia ter dias patéticos mesclados com grandes atuações. O time melhorou muito quando George Hill assumiu a posição de titular, mas foi mais pelos bons arremessos de Hill e sua defesa sufocante do que pela capacidade de criar jogadas no ataque. Como o cestinha do time, Danny Granger é basicamente apenas um arremessador sem drible e infiltração, nos momentos decisivos o time depende demais da individualidade de David West. Nem sempre dá certo.

Para esse ano Collison deu o fora, para seu lugar chegou DJ Augustin. O armador saiu do que o HoopsHype chama de “Sibéria do Basquete”, o Charlotte Bobcats, para finalmente jogar em um time relevante. É a chance de vida dele e o cara tem talento, mas também é mais pontuador do que criador. Talvez melhore em um time com esquema tático estável e bons companheiros, mas não sei se resolve esse problema ofensivo do Pacers. Graças aos muitos lances-livres e à boa marca de 13 pontos de contra-ataque por jogo o time ficou com a melhor marca de pontos por posse de bola da NBA. Mas com o 25º lugar em aproveitamento de arremessos (43.6%) dá pra ver que o time não era tudo isso ofensivamente. Claro que o que importa é marcar o máximo pontos por posse de bola e vencer jogos, o que eles conseguiam fazer, mas é difícil demais vencer os melhores times da NBA quando se pena para alcançar míseros 40% de acerto nos arremessos em um jogo.

Dos poucos reforços para o time na temporada, quem pode ajudar é Gerald Green. O homem das enterradas mais lindas da última temporada tem bola bola de 3 e velocidade no contra-ataque, pode ser um belo desafogo. Em 3 pontos o Pacers teve bom aproveitamento graças ao excelente Paul George (amo esse cara) e Danny Granger, mas era um time que chutava pouco de longe, talvez possam explorar mais esse tipo de bola. Ajudaria se Roy Hibbert fosse melhor passador quando recebesse marcação dupla.

Para o garrafão as perspectivas são boas. Eles gastaram todo o dinheiro da merenda para o resto da vida para conseguir segurar o promissor Roy Hibbert, mesmo após o pivô ter decepcionado no confronto contra Glen Davis nos Playoffs. De qualquer forma o cara é bom, alto, bom defensor e tem melhorado ano a ano, mesmo que de maneira bem lenta. Na reserva dele estão Ian Mahinmi, eterna promessa que finalmente deslanchou no ano passado pelo Mavs e o novato Miles Plumlee, que eu não dava nada mas que fez excelente Summer League em Orlando.

Ainda existem outros jogadores a serem observados: Sam Young é bom defensor e sempre ajudou bastante nos seus tempos de Grizzlies e Sixers. Blake Ahearn é um dos melhores jogadores dos últimos anos da D-League e está penando para receber mais confiança de um time da NBA. Já Lance Stephenson tem um talento escondido que volta e meia aparece, foi bem na Summer League (embora não tenha brilhado) e pode ajudar na rotação do time, é só não pedirem para ele virar um armador puro.

O Indiana Pacers é um time bem montado, com sistema de jogo bem regular e excelente defesa, tanto no perímetro quanto no garrafão. Não apostaria muito que os novos reforços vão resolver o ataque feio, mas eles já mostraram antes que sabem como fazer o outro time jogar mais feio ainda para conseguir a vitória. O time do excelente Frank Vogel tem tudo para ficar lá em cima esperando qualquer vacilo de Miami Heat ou Boston Celtics.

 

Temporada Filme Pornô

A temporada perfeita do Indiana Pacers, infelizmente, não terá um bukkake muito louco logo nos primeiros minutos de filme. O time é conservador demais para isso. Mas dá pra ser legal mesmo assim, afinal o time é basicamente o mesmo da temporada passada e está certinho enquanto o resto do Leste precisa passar por períodos de adaptação: O Miami Heat finalmente admitindo que não vão usar mais pivôs, Doc Rivers prometendo um Celtics mais veloz, o Sixers com Andrew Bynum, Hawks sem Joe Johnson, Nets COM Joe Johnson, Knicks decidindo o papel de Amar’e e Carmelo e por aí vai…

Todos eles tem chance de brigarem com o Pacers lá em cima no Leste, mas podem demorar um bocado para pegarem no breu (se é que vão pegar). O Pacers poderia aproveitar isso para ter um começo de temporada bom e disparar entre os melhores da conferência, afinal acabar em 2º ou 3º no Leste seria o ideal para eles. Por mais que nos Playoffs do ano passado eles tenham feito jogo duro, ninguém quer cruzar com o Miami Heat antes da final do Leste. Acabando em 2º ou 3º o Pacers teria a chance de desafiar o Boston Celtics por essa vaga na decisão e talvez até possam ter mando de quadra nessa disputa. Chegar na final da conferência, mesmo que para perder de LeBron James de novo, seria o topo para o Indiana Pacers.

Para embalar essa boa campanha é o time vai manter com a defesa forte, forçando os times a um aproveitamento baixo dos arremessos. O time não é de forçar turnover e se arriscar demais. No ataque George Hill e DJ Augustin conseguem fazer o time mais dinâmico no ataque, sem tanto passe lento e pensado. O desenvolvimento individual de Paul George deixa um pouco dessa estagnação de lado também.

 

Temporada Drama Mexicano

Eu duvido muito que o Indiana Pacers vai piorar em relação ao ano passado. Mas existe um porém, o time tem muitos defeitos e se aproveitou de uma conferência fraca para ir longe no ano do locaute. Times recheados de estrelas como o Knicks e o Nets estão babando, o Sixers agora tem um dos melhores pivôs da NBA. Será que o Pacers segura a posição lá em cima mesmo com tanta concorrência?

No ano passado eles devem ter quebrado um recorde de número de vitórias mesmo arremessando mal. Sério, tinha vitórias deles que acertavam uns 37% dos arremessos, um absurdo inexplicável. Foram levando, sabiam ganhar jogos, amarrar na defesa. Mas e agora? Se o time não der um passo a frente será atropelado pelos emergentes do Leste justamente no último ano de contrato de David West. É hora de mostrar para o capitão do time que ele pode lutar por um título de Indianápolis. Uma temporada trágica teria uma derrota na 1ª rodada dos Playoffs anunciando a saída de West e um novo período de vacas magras. Tudo isso depois de uma reconstrução que demorou 8 anos até dar frutos…

 

Top 10 – Jogadas do Pacers em 2012

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Com toda a mídia em volta de John Lucas no vestiário do Chicago Bulls após a vitória sobre Miami Heat na noite de ontem, um outro jogador do time vencedor gritou “Ei, vocês estão procurando pelo Derrick Rose?”. Não estavam. Derrick Rose, com uma pequena contusão, foi poupado do preview da final do Leste, mas mesmo assim seu time ganhou. Contaram com um ataque balanceado, com bons passes e com a singela ajuda de John Lucas, que fez 24 pontos nos 26 minutos que ficou em quadra. A vitória foi simbólica não só para consolidar a liderança do Bulls no Leste, mas foi uma vingança pessoal de Lucas. Afinal vocês lembram o que aconteceu no jogo entre os dois times em Miami?

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E Lucas ainda teve o prazer de ser um dos poucos seres humanos a marcarem

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pontos em jogadas de isolação sobre LeBron James. Sério, foi só a 9ª vez na temporada inteira que alguém fez cesta sobre o LeBron em situações de 1-contra-1, sem bloqueio, sem ajuda, sem nada. O cara é um monstro, mas ontem tomou.

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E não é que

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LeBron tenha jogado mal, longe disso. Ele fez 35 pontos, Wade fez 36 e os dois estavam bem como sempre. Mas não estavam conseguindo fazer jogadas para os outros, apenas marcaram pontos na marra, individualmente ou no contra-ataque. Mais uma vez a defesa do Bulls prevaleceu. Ajudou também o baile que o Bulls deu nos rebotes: 50 contra 34 do Heat! Pouca gente está dando atenção à isso já que é difícil olhar para outra coisa além das infiltrações de Derrick Rose, mas o Bulls é hoje o 2º time que mais dá assistências na NBA e depende bem menos de Rose no ataque. Em uma série contra o Heat isso pode e deve ser decisivo, ontem foi uma prova de que sabem se virar sem ele.

Outro jogo entre times próximos no Leste foi Sixers e Pacers. A última vez que o Pacers havia vencido um time com aproveitamento positivo na temporada foi no começo de Fevereiro, o Mavs, de lá pra cá só bateram em cachorro morto. Mas o mais novo time de Leandrinho fez um excelente último período para bater a equipe de Doug Collins, que está virando especialista em perder jogos no quarto final. O time ia bem, com atuação fantástica de Evan Turner (21 pontos, 9/11 arremessos), mas simplesmente apagou no último período. Passou não só a errar arremessos, mas também a deixar o Pacers marcar pontos na transição, ou seja, o oposto do plano de jogo deles, que é justamente usar e abusar dos contra-ataques. George Hill (17 pontos) foi deus no último quarto, acertando bolas de longa distância e aumentando o ritmo do jogo. Ele ao lado de Leandrinho podem fazer do banco de reservas do Pacers um time mais veloz e menos dependente do jogo de meia-quadra.

Já o antigo time de Leandrinho, o Raptors, apanhou feio do New Jersey Nets. E nem precisava ter colocado o “feio” na frase, se perdeu do Nets é automaticamente feio. Sem Deron Williams, ainda fora, sem Brook Lopez, eternamente machucado e sem Dwight Howard, que fica no time da imaginação dos torcedores, o Nets contou com mais um bom jogo de Gerald Green: 26 pontos, 9/13 arremessos e algumas bolas decisivas no último período. Será que de uma vez por todas a carreira desse cara engrena? Outro que jogou bem foi Kris Humphries, de novo, com 16 pontos e 21 rebotes. Se no meio dessa draga toda o Nets conseguir encontrar alguns bons jogadores que podem virar titulares, já é uma vitória. E já que o assunto são derrotas humilhante, o que eu comento do 121 a 79 que o New York Knicks fez para cima do Portland Trail Blazers na estreia do técnico Mike Woodson? Foi a maior margem de vitória de um técnico em sua estreia na história da NBA, superando os 140-100 que o Alvin Gentry teve no seu primeiro jogo pelo Suns em 2009. É felicidade dos jogadores que estavam insatisfeitos com D’Antoni? Crise do Blazers que de repente virou o time mais arrastado da NBA? Ou tudo isso reunido numa festa?

Quem perdeu também foi o Cavs, para o Bucks. Uma derrota até normal, o Bucks está numa fase boa, seu ataque maluco está dando resultado e tudo mais. O que foi humilhante foi tomar um triple-double do Drew Gooden! 15 pontos, 10 rebotes e 13 assistências. TREZES ASSISTÊNCIAS PARA O DREW GOODEN! E o Bucks conseguiu 23 assistências como time só no primeiro tempo, recorde da temporada. Monta Ellis vai se deliciar com esse ataque corrido, vai parecer que nunca saiu de Oakland. Quer dizer, com a diferença que agora vive numa cidade bem mais feia e entediante.

O Lakers gostou da ideia de jogar prorrogações e Kobe Bryant disputou seu 100º minuto de jogo em pouco mais de 24 horas. Louco. Mas foi necessário, o Lakers estava tomando uma sova do New Orleans Hornets fora de casa, aí ele, Pau Gasol e Andrew Bynum resolveram dar aquela desculpa que todo mundo faz quando perde no FIFA: “Agora vou jogar sério, mano”. Voltaram para o segundo tempo mais agressivos, abusando das pontes aéreas entre os dois pivôs e chegaram ao fim da partida com chance de vencer. Uma falta idiota de Gustavo Ayón em Kobe, num arremesso de 3 pontos, deu o empate para o Lakers. Depois disso Chris Kaman e Kobe erraram arremessos bem posicionados que poderiam ter vencido o jogo e o jogo foi para a prorrogação. A 3ª do Lakers nos últimos 2 jogos. No tempo extra a defesa do Lakers venceu, roubos de bola de Kobe e Ex-Artest selaram a vitória. Lembra quando o World Peace disse que não importa seus números, que ele defende todo mundo quando o jogo está no final? Foi o que aconteceu.

E outra coisa. Não tava na hora do Kobe ser um velho e parar de fazer isso? O que colocam na água dele?

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No resto da rodada, placares altos. O Detroit Pistons meteu um 124-112 pra cima do Sacramento Kings. No duelo de pivôs segundo-anistas entre Greg Monroe e DeMarcus Cousins, venceu o que tem a cabeça no lugar. Monroe fez 32 pontos, 11 rebotes e liderou uma virada fantástica do Pistons. Foi a segunda derrota vergonhosa do Kings em casa nos últimos dias. Com Tyreke Evans e Cousins eles não deveriam inspirar um pouco mais de esperança? Placar alto também para o Suns, que bateu o Jazz por 120-111. O Suns tem sido impressionante desde a parada do All-Star Game, especialmente em casa, já o Jazz parece aos poucos abandonar o sonho de ir para os playoffs nesse ano. Quem marcou ponto pra mais de metro foi o Spurs, fez 122 pra cima do Magic, que não teve resposta para Tony Parker (31 pontos e 12 assistências). Lembra que eu disse que seria legal se o Jameer Nelson jogasse bem todo dia? Ontem fez 25 pontos, mas o baile que tomou do Parker arruinou com qualquer chance do Magic tentar a vitória.

Um dos jogos mais interessantes da noite aconteceu em Oakland, com o Boston Celtics derrotando o Golden State Warriors. Ainda sem Andrew Bogut, machucado, Steph Curry, aleijado e Stephen Jackson, que possivelmente vai ser trocado hoje antes de vestir a camisa do Warriors, o time botou a molecada pra jogar e fez jogo bonito. O novato Klay Thompson está aproveitando sua chance e meteu 26 pontos. Mas não deram conta do garrafão do Celtics (não que eles joguem lá dentro do garrafão, mas vocês entenderam): Brandon Bass fez 22 pontos, Kevin Garnett 24, incluindo um arremesso de longa distância a 5 segundos do fim, após infiltração de Paul Pierce que atraiu toda a marcação adversária. Foi a cesta que desempatou o jogo e garantiu a vitória. Ótima partida do Garnett, que pareceu exausto durante a partida, mas deve ter entendido que o garrafão do Celtics hoje é só ele mesmo. Até Chris Wilcox, que fazia boa temporada, terá que operar o coração e está fora até o fim do ano.

Fechando o dia, vitória do Los Angeles Clippers sobre o Atlanta Hawks. O Clippers jogou em casa, onde havia perdido seus últimos três jogos. A partida foi daquelas tranquilas-mas-nem-tanto, o time da casa começou acertando seus 7 primeiros arremessos, manteve boa liderança o jogo inteiro, mas o Hawks sempre reagia e cortava para 10 ou 8 pontos. Mas o que vale mesmo é que o Blake Griffin arruinou toda sua reputação ao dar airball em dois lanecs-livres seguidos. Vai precisar enterrar mais 10 vezes sobre o Perkins pra compensar isso.

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Fotos da Rodada

Me sinto em 2001 de novo

 

Kenyon Martin é velho, mas com o equilíbrio de um adolescente que era abusado pelo padrasto

 

Olhadinha de cafajeste

 

Metta World Peace sendo o bom e velho Artest

 

Referência cult ao Labirinto do Fauno? Só na NBA mesmo.
Fim de semana: Heat e Lakers passam a bola no final

Estivemos ausentes ontem num troço estranho conhecido como “mundo real” mas estamos de volta hoje com o resumo da rodada, dessa vez cobrindo as duas rodadas do fim de semana. Se você também aproveitou o fim de semana para ir conhecer o que os mortais chamam de “luz do sol”, então aproveite o resumo: vai ser uma cacetada de jogos, começando com os jogos de sábado e depois dando uma passada pelos jogos de domingo.

 

Sábado:

Nada melhor para começar do que o assunto mais comentado do planeta nessa geração pós-Maísa: o LeBron é ou não decisivo nos últimos segundos de um jogo? O capítulo dessa semana teve o Heat enfrentando o Pacers num jogo em que ninguém conseguiu fazer nada direito. Os dois times sofreram para pontuar, o Wade parecia estar engrenado com 22 pontos só no primeiro tempo, mas depois pisou no freio e só marcou mais 6. Perdendo no minuto final, LeBron conseguiu um roubo de bola seguido de cesta e logo em seguida outra cesta no contra-ataque para virar o jogo. David West colocou o Pacers de novo um ponto na frente e aí no que poderia ser a última posse de bola do Heat, Wade resolveu acionar o Udonis Haslem numa ponte-aérea que deu muito, muito errado. Faltando 10 segundos para terminar, falta no Pacers, lances-livres convertidos, Heat perdendo por 3 e então Wade tentou mais uma, dessa vez acionando o LeBron livre na zona morta para uma bola certeira de três pontos que empatou o jogo. O Pacers ainda tinha tempo para mais uma posse de bola mas o LeBron defendeu o Darren Collison perfeitamente e acabou conseguindo uma bola presa com o armador. Prorrogação.

Isso quer dizer que o LeBron salvou o Heat nos segundos finais tanto no ataque quanto na defesa, não quer? Na prorrogação ainda meteu uma bola de três pontos decisiva para encostar no placar, e na última posse de bola do jogo recebeu a bola em suas mãos. Adeus à fama de amarelão, não é mesmo? Pois bem, aí ele forçou um arremesso, errou, virou amarelão de novo para o fã comum, e Haslem arrumou um rebote ofensivo. Mais uma tentativa para LeBron, mas aí ele prefere deixar com Wade e corre para a zona morta, pedindo a bola. Mas o Wade não aceitou passar a bola uma terceira vez, tentou cavar uma falta no Paul George e, quando não marcaram a falta clara, acertou o arremesso mesmo assim para a vitória.

O que aprendemos com tudo isso, crianças? Primeiro que todo mundo no Heat, de LeBron a Wade, tenta passar a bola em jogadas decisivas para companheiros livres, coisa de basquete coletivo. Segundo que LeBron parece estar mais confortável recebendo a bola final numa assistência para arremessos da zona morta do que batendo para dentro do garrafão, e parece mais eficiente nisso também. Terceiro que o Wade cavou perfeitamente uma falta no seu arremesso final, fingindo arremessar, colocando o marcador no ar e depois procurando o contato, mas os juízes nunca marcam isso nos segundos decisivos de um jogo, o que acho patético. Uma falta deveria ser falta em qualquer momento, e como o lance é considerado um tanto “desleal”, na hora de decidir preferem fingir que a regra não existe. E o quarto e último aprendizado do dia é sobre o Roy Hibbert: como ele me faz apenas 5 pontos sendo que a grande dificuldade do Heat é controlar o garrafão? O Hibbert tem dias em que parece um gênio e outros em que parece um pedaço de aipo. Elego essa a lição do dia só porque tem a palavra “aipo”.

Mas a rodada valeu mesmo pelo jogo entre Nets e Houston Rockets, apenas porque pudemos ver o Gerald Green em quadra. Alguém lembra dele quando entrou na NBA? Veio direto do colegial, chegou completamente cru e cheirando a fralda mas todo mundo dizia que ainda faria o mesmo percurso do Kobe Bryant. Aí foi ficando mais velho, mais experiente, e continuou o mesmo sem cérebro de sempre. Ele pode pular até a Lua e voltar, pode enterrar oito bolas de uma vez, é um ótimo arremessador de três pontos, mas nunca conseguiu ser sequer banco num time decente porque não toma decisões certas nunca, fede na defesa e arremessa sem critério. O Nets, sem Deron Williams lesionado, teve que apelar para o Gerald Green e foi genial de assistir: 26 pontos, 4 bolas de três pontos, 10 arremessos certos em 15 tentados, e uma enterrada tão espetacular que daria para o Gerald Green ter lido um livro inteiro no ar antes da enterrada se ele fosse alfabetizado:

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E aí, para coroar a sua atuação, conseguiu fazer uma cesta contra lutando por um rebote no final do jogo, selando a vitória do Houston Rockets mesmo sem o Kyle Lowry, que está com uma baita infecção. Esse é o Gerald Green, senhoras e senhores: atuação fantástica e aí coloca tudo a perder sendo uma anta. Sem Deron Williams e sem o Brook Lopez, provavelmente fora pelo resto da temporada com uma nova lesão agora que acabou de voltar, o Nets não tem nenhuma chance. Mas o caso do Brook Lopez merece análise mais cuidadosa: se ele foi colocado em quadra cedo demais apenas para permitir uma possível troca pelo Dwight Howard, jogou fora de forma e se lesionou por isso, então o Nets é mais burro do que o Gerald Green e piorou suas chances de troca. O Magic está bem na tabela e seria maluco de trocar o Dwight por um pivô que não jogará a temporada inteira ou passará ao menos um mês fora. Era melhor ter esperado.

Outro fora da temporada por lesão é o Ricky Rubio, nossa esposinha favorita. Façamos um minuto de silêncio pelo rapaz, que estava chutando traseiros e tornava as rodadas da NBA mais divertidas. O pior é que o Wolves estava subindo a tabela rapidamente, tinha chances enormes de ir aos playoffs, o time inteiro estava se acertando, mas sem o Rubio não vai dar. “Mas ele não é tão importante assim”, você diz. Prova contrária: o Wolves perdeu do Hornets, e o pior, perdeu com todo mundo jogando bem. Kevin Love teve 31 pontos e 16 rebotes, Pekovic continua a fase fantástica com 21 pontos e 11 rebotes, Ridnour assumiu a armação com 14 pontos e 10 assistências, mas sem o Rubio tiveram que usar Ridnour por 42 minutos, ele ficou exausto, e o banco de reservas sentiu muito a falta do Rubio para forçar o ritmo de jogo. A saída do Rubio mata o Ridnour de cansaço e mata o banco inteiro sem um armador exclusivo para eles. Vai ser difícil dar certo. Pelo Hornets, o Kaman mais uma vez soletrou “ME TROQUEM”: 20 pontos, 6 rebotes, 4 assistências, 2 roubos e 3 tocos.

Se o Wolves periga não conseguir mais ir aos playoffs, o Suns está logo atrás querendo agarrar a oportunidade. O Suns venceu 7 das últimas 9 partidas, venceu o Grizzlies no sábado e está se aproximando de um aproveitamento de 50% e, com isso, da oitava vaga. O Grizzlies por sua vez tinha vencido 9 das últimas 10 partidas, então dá pra considerar o Suns de verdade. O Nash continua fantástico como sempre, mas está arremessando menos, colocando mais a bola nas mãos dos companheiros, e está surgindo um conjunto eficiente tanto no ataque quanto na defesa. Nash arremessou só 6 bolas no sábado (acertou 4), deu 15 assistências, Grant Hill continua chutando traseiros e se colocando como o melhor defensor da temporada, e o Suns ainda se saiu bem dando minutos para o Robin Lopez marcar Marc Gasol. Robin Lopez é tão secundário do irmão Brook que até chama “Robin”, mas sabe o que ele faz melhor do que o irmão? Ele anda. Robin está saudável, tem um jogo ofensivo melhor do que lhe dão crédito, e fez um trabalho defensivo impecável em cima do jogo de garrafão do Grizzlies, acabando o jogo com 6 rebotes ofensivos e 3 tocos.

No resto da rodada, Andrea “Dedé” Bargnani voltou de sua lesão mas o Calderon resolveu torcer o pé para equilibrar o Universo, ainda que deva voltar a jogar logo. Mas com Bargnani fora de forma e Calderon lesionado o Pistons arrumou mais uma vitória, dessa vez com 20 pontos do Stuckey e 19 do Brandon Knight. O time não tem padrão de jogo, mas vai arrumando vitórias na marra e isso é ótimo sinal. O Blazers venceu o Wizards acertando 26 dos 27 lances-livres que tentou, e atrás de um jogo perfeito do LaMarcus Aldridge: 30 pontos (12 arremessos certos em 15 tentados), 10 rebotes, 3 assistências e 2 tocos, e olha que vários desses arremessos foram muito difíceis. O Bulls jogou contra o Jazz sem Luol Deng, contudido, mas Korver entrou em seu lugar para marcar 26 pontos, além de 27 pontos do Boozer e 24 do Derrick Rose, que ainda deu 13 assistências nesse time que cada vez mais conta menos com Rose e mais com o resto do forte elenco. O Thunder deu um pau no Bobcats com os tradicionais 26 pontos do Durant e 23 do Westbrook, mas com a ajuda de 33 pontos do James Harden eles simplesmente não perdem de ninguém. E, pra acabar, o Mavs perdeu a terceira partida seguida nesse pesadelo que tem sido jogar 9 partidas em 12 dias. O resultado foram 8 derrotas em 10 jogos e um monte de pulmões para fora. A derrota foi para o Warriors, que viu o Stephen “Tornozelo de vidro” Curry se machucar de novo (ele já torceu esse mesmo tornozelo mais vezes nessa temporada do que todos os outros times da NBA somados!), mas teve ajuda de 21 pontos do Nate Robinson além dos 20 do Monta Ellis para a vitória. Mas insisto: o Warriors só é um time de verdade quando o David Lee consegue jogar, no sábado foram 25 pontos e 9 rebotes e aí o Warriors fica uma equipe muito, muito difícil de ser vencida.

 

Domingo:

A rodada de domingo pra mim valeu só porque pudemos ver, depois de tanto tempos, o Boston Celtics como o Celtics pode ser. Talvez animados com a rivalidade contra o Lakers, todo mundo deu um jeito de chutar traseiros: Rajon Rondo jogou caolho, porque tomou uma dedada no olho e não deixaram ele usar os óculos escuros que queria, mas teve 24 pontos e 10 assistências e foi destruidor (além de meter uma bola de três fodona, será que ele arremessa melhor sem ter visão 3D?); Garnett teve 14 pontos, 11 rebotes e 5 assistências, mostrando seu jogo completo outra vez; Ray Allen teve 17 pontos e 3 bolas de três pontos; e o Paul Pierce foi muitíssimo bem marcado pelo ex-Artest e mesmo assim saiu de quadra com 13 pontos e 9 assistências. Foi um Celtics brigador, acreditando na vitória, conseguindo ajuda de todo mundo. Lembram que o Celtics campeão tinha ajuda dos jogadores mais secundários do mundo porque era como se todo mundo se sentisse obrigado de fazer algo pelos velhinhos que jogavam com sangue nos olhos? Já faz um tempo que esse Celtics está desanimado, desacreditado, e aí a ajuda tem sido escassa mesmo das próprias estrelas. Contra o Lakers foi o Celtics que queremos ver, com o Brandon Bass ajudando muito o time no garrafão, as estrelas rendendo o que podem… e a vitória não veio. Com Garnett e Bass embaixo do aro, Bynum já tinha 11 pontos e 10 rebotes no segundo quarto quando saiu de quadra lesionado. O pivô ainda voltou pra quadra pra acabar com a budega, e terminou com 20 pontos e 14 rebotes. Mais importante do que os números foi ver o Kobe (26 pontos) mandando duas bolas para o Bynum quando o Lakers perdia por 5 pontos no finalzinho, o Bynum meteu as duas e colocou o time na frente (quem chamar o Kobe de amarelão por um troço desses vai tomar surra de bambu). Depois, na última posse de bola do Celtics, precisando de uma bola de três para levar para a prorrogação, o Lakers mostrou uma das defesas mais sufocantes que eu já vi e a bola ficou passeando como batata-quente sem que ninguém conseguisse um arremesso decente.

Bynum foi um monstro, tanto que ali atrás dele estava Gasol com 13 pontos, 13 rebotes e 5 assistências e ninguém nem percebeu. Além disso, a defesa sufocante foi grande responsabilidade do carinha-que-chamava-Ron-Artest, que azucrinou o Paul Pierce, fez ele errar 10 dos 14 arremessos que tentou, e finalmente está em boa forma física depois de começar a temporada incapaz de correr até o banheiro. A única parte estranha de vê-lo jogando com tanta intensidade é que quando ele entrou numa briga com o Pierce tivemos que ouvir coisas como “a Paz Mundial vai se meter numa pancadaria” ou “a Paz Mundial está saindo de controle”.

Outro bom jogo da rodada foi a vitória do Sixers em cima do Knicks. A situação em New York está terrível, já são 5 derrotas seguidas e pior: o time parece deprimido, desanimado, e já está ouvindo vaias novamente de sua torcida durante os jogos. É como se a “Linsanity” nunca tivesse acontecido, e a única pessoa que lembra dela é o próprio Jeremy Lin, que continua tentando fazer demais, continua tentando carregar todo o peso sozinho, e com isso erra em excesso. É verdade que algumas dessas derrotas são culpa do Tyson Chandler ter estado fora (lembrem-se que a defesa do Knicks vem funcionando melhor do que o ataque), mas bastou ele voltar para que começasse a bater cabeça com o Amar’e de novo e aí toda a melhora que vimos do Stoudemire nos últimos jogos simplesmente desapareceu. Ainda há muito, muito a se pensar e a se arrumar nesse Knicks. Enquanto isso, o Sixers é um time que volta aos trilhos e que está completamente formado, decidido e terminado: todo mundo faz de tudo, todo mundo tem seus papéis em quadra, e todo mundo contribui. Lou Williams, por exemplo, é uma versão mais baixa do JR Smith, ele entra para dar arremessos idiotas e pode estragar um time, mas no Sixers ele sabe que esse é o seu papel e nos dias ruins é tirado de quadra na hora. Ontem, entrou e acabou com o jogo num piscar de olhos: foram 28 pontos e as chances do Knicks pela privada. Além dele, Iguodala continua o maestro da brincadeira fazendo de tudo em quadra e aceitando não ser o principal foco do ataque (19 pontos, 7 rebotes, 8 assistências, 4 roubos) e o Evan Turner bebeu a “água do Jordan” desde o All-Star Game e é um dos melhores jogadores da NBA desde a pausa. Ontem foram 24 pontos e 15 rebotes (lembre-se, ele tem pouco mais de 2 metros!) e desde que virou titular, 4 jogos atrás, está com médias de 17 pontos, 12 rebotes e 3.5 assistências. Que tal?

Outro jogador em fase espetacular é o Ilyasova, responsável pela vitória do Bucks em cima do Raptors mesmo em dia ruim de Brandon Jennings, que é quando o Bucks costuma desandar. O Ilyasova teve 31 pontos e 12 rebotes e segurou as pontas do ataque durante o jogo inteiro. Para se ter ideia, nos últimos 10 jogos o Ilyasova está com média de 20 pontos, 10 rebotes, 57% de aproveitamento nos arremessos e 42% nos arremessos de três. Surreal! Quer ficar ainda mais assustado? A fase só melhora: nos últimos 5 jogos ele está com 24 pontos de média, 10 rebotes, 1.8 roubos de bola, 62% de aproveitamento nos arremessos e – respira fundo – 69% de aproveitamento nas bolas de três. Foram 9 bolas certas em 13 tentativas em apenas 5 jogos. E isso com aquele arremesso estranho que ele dá, com um braço bem mais alto do que o outro. Tudo que ele faz é estranho, é a “Lady Gaga” do Bola Presa, mas tem alguém com números melhores do que ele no momento?

Por falar em números, que tal o Dwight Howard na partida entre Magic e Pacers? Foram 30 pontos, 13 rebotes, 5 assistências e 4 roubos de bola, e isso contra o Roy Hibbert, que está num momento ruim mas que sempre domina o Dwight no confronto entre os dois. O Magic joga sempre aos trancos e barrancos mas vai vencendo mesmo assim, a má fase foi embora e estão na terceira posição do Leste. E no Oeste, mais forte, estariam em terceiro lugar também! Tá tudo dando tão certo que trocar o Dwight agora (especialmente com a nova lesão do Brook Lopez) seria loucura. O melhor era arrumar esse time. Por exemplo, contra o Pacers tivemos Jason Richardson fora, lesionado, e JJ Redick no seu lugar. Sem o instinto de finalizador do J-Rich, JJ Redick usou mais o corta-luz com o Dwight e – surpresa! – abusou das jogadas de pick-and-roll com o pivôzão. O resultado, claro, foi que o Dwight teve facilidade para fazer 30 pontos, JJ Redick teve 9 assistências, e ainda sobrou espaço para ele arremessar livre ou acionar Ryan Anderson. É tão difícil assim focar esse time inteirinho no pick-and-roll? Haja paciência. Daria pra estar liderando o Leste se jogassem direito.

O Cavs, por sua vez, vai demorar para voltar ao topo do Leste, mas não é que de repente estão batendo nas portas dos playoffs? Kyrie Irving continua dominando os quartos períodos e com isso vai conseguindo vitórias em cima dos times que não sabem fechar os jogos. Ontem contra o Houston foi assim: Irving estava mal, mas marcou 16 pontos nos últimos 4 minutos para acabar com as chances do meu Rockets. Sem Kyle Lowry, o Dragic assumiu a armação e foi bem, com 20 pontos e 8 assistências, mas nem em um milhão de anos ele vai ser capaz de marcar alguém como o Irving. Foram 21 pontos, 6 rebotes e 5 assistências para o armador do Cavs, que manteve

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um ritmo agressivo de jogo e vai liderando pelo exemplo. Quão assustador seria o Cavs, logo de cara, voltar aos playoffs justamente porque o Irving é tão bom em finais de jogos? A torcida de Cleveland vai passar o resto da vida dizendo que só não ganharam nada porque LeBron era amarelão…

Agora pro resto da rodada. O Grizzlies venceu o Nuggets com 22 pontos e 8 assistências do OJ Mayo, que continua salvando o time e não vai ser trocado nem a pau, mas o Nuggets também fez merda. Perdendo por três pontos nos segundos finais, o time ficou girando a bola até que Andre Miller simplesmente soltou a bola antes de arremessar e o cronômetro zerou. Isso é o que dá ir com a mão untada de manteiga para um jogo. O Hawks ganhou do Kings com 28 pontos do Josh Smith, mas apenas 1 bola de três certa em 5 tentadas (pelamordedeus, Josh Smith, lembra que você só tentou 7 dessas bolas na temporada 09-10 inteira?). Joe Johnson ajudou com 21 pontos, e pelo Kings só o DeMarcus Cousins chutou traseiro com 28 pontos e 12 rebotes, é um monstro. E pra fechar, o Warriors venceu mais uma, dessa vez contra o Clippers, com – insisto! – 18 pontos e 10 rebotes pro David Lee, além da cesta da vitória. O Warriors começou atropelando o Clippers logo de cara, abriu 12 pontos ainda no primeiro quarto, chegou a estar vencendo por 21 pontos no terceiro período, mas o Clippers empatou nos segundos finais. O Warriors não tem cabeça nem consistência, mas o David Lee segurou as pontos e o Monta Ellis continua genial, com 21 pontos e 11 assistências e um bom trabalho em cima do Chris Paul.

Ufa! Agora de volta à programação normal!

Fotos da rodada:

Deal with it

 

Corey Brewer arremessa com parilisia cerebral

 

Mãos de manteiga

 

Ray Allen confere o pacote

 

Gasol faz pose de Power Ranger

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Adam Morrison ri de si mesmo: seria engraçado, se não fosse trágico

O Sérgio Mallandro era um renomado apresentador de programas infantis que fez história entre a criançada com a lendária “porta dos desesperados”, em que um fedelho tinha que escolher entre três portas para ver se ganhava uma bicicleta, um videogame ou um gorila com uma torta – algo que me fascinava simplesmente por não fazer muito sentido. Sua fama lhe garantiu par romântico com a Xuxa (infelizmente para ele, foi depois dela abandonar sua carreira na indústria pornô) e ele até chegou a assumir o programa dela na Globo quando ela deixou de aparecer uns tempos, provavelmente porque estava com diarréia. Como é que esse Sérgio Mallandro se tornou um apresentador de programa de pegadinhas com gostosinhas rebolando no fundo (as “Mallandrinhas“) eu nunca entendi. O que é preciso acontecer para um ser humano decair tanto, chegar no fundo do poço e, agora, estar desempregado e tentar se eleger deputado enquanto continua gritando “glu glu glu glu”?

O mesmo mistério se aplica ao Adam Morrison. Um jogador espetacular no basquete universitário, excelente arremessador, cheio de identidade com seu cabelinho característico e bigode ridículo, dotado de senso de humor e até exemplo de vida, vencendo a diabetes desde os 13 anos de idade e ainda assim conseguindo praticar um esporte em alto nível. Não tinha como não gostar do Adam Morrison, é como não gostar de koalas – são engraçadinhos, inofensivos, esquisitos, quem seria capaz de lhes fazer algum mal? Desde o começo sempre tive um “Complexo de Drew Barrymore” com o Adam Morrison (gostar de alguém e não fazer a menor idéia do motivo, para vocês que não estão por dentro do jargão bolapresístico). Quando foi draftado pelo Bobcats, por quem tenho aquele apreço que a gente tem por um irmãozinho mais novo, fiquei feliz e certo de que ele se daria bem por lá. Vi um jogo, dois jogos, três jogos. Mesmo quando o Adam Morrison jogava bem e acertava seus arremessos, para a minha surpresa, ainda assim ele fedia. Tentei disfarçar, tentando me convencer de que ele pegaria o jeito com o tempo, mas algo ali estava muito errado. Não é que ele não corresse no contra-ataque ou não fosse capaz na defesa, como o Carmelo Anthony. Ele simplesmente comprometia em todos os aspectos do jogo! Nunca ia para o ataque mas também não voltava para a defesa, era como se ele sumisse num vórtex temporal, como se ele ficasse preso num triângulo das bermudas presente no meio da quadra. De tão lento que era em quadra, cheguei a achar que a minha conexão ruim da internet estivesse fazendo com que o jogo passasse em câmera lenta. Seus momentos de titular foram poucos, porque além de estragar qualquer pretensão de se jogar de maneira física, veloz ou defensiva, rapidamente o Morrison parou de acertar seus arremessos. Como eu sou um homem livre, parei de assistir a porcaria do Bobcats e me limitei a desejar o melhor para o Morrison, que ele aprendesse a jogar aquele troço chamado basquete. Mas no fundo, mesmo que eu não admitisse nas conversas por aí, eu sabia que ele não tinha nenhuma chance.

Sua carreira foi daí pra baixo. Os minutos foram diminuindo até que ele contundiu o joelho na pré-temporada e não jogou durante sua segunda temporada inteira. Voltou apenas agora, com o cabelinho cortado, quase irreconhecível, sentado lá no fundo do banco, e tiveram que passar um paninho nele para tirar a poeira e as teias de aranha quando o Gerald Wallace sofreu a tentativa de assassinato. Nem preciso dizer que o Adam Morrison não conseguiu fazer nada com essa oportunidade, suas deficiências são muito maiores do que qualquer qualidade que ele venha a ter. Agora, Morrison acabou de ser trocado para o Lakers, junto com Shannon Brown, pelo Radmanovic. Aí está, a decadência de um homem, uma jornada do céu para o inferno, da “porta dos desesperados” para a TV Gazeta, de ser uma estrela universitária para, por fim, ser trocado por um zé-ninguém como o Radmanovic. Façamos um minuto de silêncio em sua homenagem, em respeito a um homem que, além do bigodinho, ficou famoso por chorar quando foi eliminado na NCAA e por ser garoto propaganda da porcaria do NBA Live.

O comercial é bacanudo, o Adam Morrison diz que não se envergonha de chorar em rede nacional de televisão, que mais pessoas deveriam chorar e ter esse tipo de intensidade, e que quando ele entrasse na NBA mais gente iria chorar. Um pouco egocêntrico, mas bizarramente profético: o Michael Jordan está chorando por ter gastado uma terceira escolha nele, e o Larry Brown estava chorando porque ele não gosta de ninguém, principalmente alguém que não sabe nem fingir que está defendendo. O Larry Brown tentou trocar o Raymond Felton, se livrou do Jason Richardson, do Matt Carroll, proibiu o Sean May de jogar até que ele perca uns quilos e alcance o peso ideal, e agora mandou o Adam Morrison plantar batata. Com ele não tem conversa, quem não se encaixa no esquema arruma outro emprego, e já faz tempo que o Larry Brown quer um banco de reservas decente. Com Raja Bell e Boris Diaw, o armador DJ Augustin melhorou o banco, e o Diop veio do Mavs para ser alguém bípede capaz de jogar no garrafão, e ainda de brinde dá uns tocos. A chegada do Vladmir Radmanovic segue a mesma linha: é um jogador alto, capaz de pegar um par de rebotes, e pode jogar nas duas posições de ala que são a maior deficiência do Bobcats no momento, mesmo quando o Gerald Wallace voltar. Ou seja, eles mandam um jogador que fede e se mostrou incapaz de produzir qualquer coisa em quadra e em troca recebem um jogador que também fede mas pelo menos tem tamanho e é mais versátil, podendo jogar em mais de uma posição.

É ridículo, tanto para o Morrison quanto para o Radmanovic, ver por quem estão sendo trocados. Nada poderia ser maior atestado de que os dois fedem, pior só se fossem trocados pelo Kwame Brown. Mas sem dúvida o Radmanovic é o que se deu melhor nessa, porque vai ter mais minutos de quadra tapando buracos no Bobcats. Mesmo se ele não defender nem ponto de vista, vai entrar em quadra mesmo assim por ter dois braços e duas pernas. No Lakers, não tinha mais chances de entrar em quadra. Desde que o técnico Phil Jackson resolveu que o Lakers precisava rodar mais a bola, Radmanovic perdeu seu lugar no quinteto titular e o Luke Walton assumiu a posição. Sem a necessidade de seus arremessos de fora (que o Walton substitui razoavelmente bem, e com o Sasha “The Machine” Vujacic sendo o real especialista na função – pelo menos quando joga em casa, já diria o Denis), o Phil Jackson prefere usar o Josh Powell para jogar no garrafão ao invés do Radmanovic. O Powell se encaixa melhor na posição simplesmente porque ele é um cover do Ronny Turiaf, que foi embora do Lakers para sentar no banco do Warriors e ficar rico. Os dois são parecidos em tamanho, porte físico, e o Powell até faz questão de usar as mesmas trancinhas no cabelo e arremessar as bolas com a mesma mecânica de pulso! Nunca achei na minha vida que fosse ver um cosplayer de Turiaf (já me bastava a Mallu Magalhães ser cosplayer de folk.)

Assim que o Luke Walton virou titular, o Radmanovic ficou revoltado porque pelo jeito o Phil Jackson sequer falou com ele, não avisou nada, só tacou ele no limbo. O técnico zen nunca gostou muito do Radman mesmo, parecia louco para se livrar do rapaz. Agora conseguiu, mesmo que não vá também usar o Adam Morrison, que muito provavelmente não vai ter qualquer espaço na equipe. É até capaz dele se acertar no Lakers, não errar mais arremessos, se beneficiar com o triângulo ofensivo, mas eu teria que ser burro demais para acreditar nisso. Já faz tempo que eu tentei me enganar dizendo que uma hora ele ia dar certo, já ficou óbvio que o Adam Morrison não vai pegar o jeito nunca. Seus minutos serão os mesmos que eram do Radmanovic, ou seja, final de jogos muito ganhos (ou muito perdidos) e tapar buracos quando o Luke Walton e o Odom se contundirem. A troca não muda em nada a situação atual do Lakers, mas muda o futuro: é tudo questão de salário.

O Radmanovic e o Morrison ganham praticamente a mesma coisa, por volta dos 6 milhões, o que é grana demais para dois caras que fedem pra burro. O Lakers está arrumando a cagada o mais rápido possível, porque o contrato do Morrison só continua na temporada que vem se o time escolher, enquanto o do Radmanovic é escolha do próprio jogador. Assim, o Lakers garante que vai ter uma grana sobrando para a temporada que vem e não vai sentir falta nenhuma de dois arremessadores que não defendem e nem nunca deram certo, é tchau e muito obrigado. Mas a troca não termina aí, porque a graça toda está no brinde, tipo aqueles anéis ou relógios de plástico que vêm “de grátis” na paçoca: trata-se do Shannon Brown. No Cavs, teve alguns problemas de lesão, foi trocado para o Bulls, perdeu o emprego e foi parar no Bobcats. Sempre ignorado, sempre invisível, mas a verdade é que ele pode ser mais útil do que qualquer bigodinho por aí. Ele é capaz de bater para dentro e criar espaços, finaliza bem no garrafão e cava faltas com certa habilidade. É forte e explosivo, só fede um pouco nos arremessos e nos fundamentos, mas tem gente muito pior por aí enfiando dinheiro até nas orelhas para ser titular. É bem capaz de ganhar uns minutinhos no Lakers de vez em quando, principalmente se o Fisher morrer de repente (nunca se sabe).

A troca, no fundo, é completamente esquecível – principalmente porque o melhor jogador da troca, o Radmanovic, vai para um time do qual ninguém se lembra mesmo. Exatamente por isso, me lembra de uma outra troca que aconteceu recentemente: o Magic mandou Keith Bogans para o Bucks em troca do Tyronn Lue.

A troca chega a ser engraçada porque os dois times estão tentando tapar buracos criados por contusões, então se a temporada tivesse metade do tamanho, os dois jogadores nunca teriam mudado de time. Por um lado é o Bucks tentando colocar alguém no lugar do Michael Redd, contundido pelo resto da temporada, mas como o Bogut arrebentou as costas (fratura por stress, temporada muito longa, alguém?) a campanha do Bucks foi pro saco e qualquer esforço é como contratar o Sérgio Mallandro para ocupar as vagas do Mussum e do Zacarias nos Trapalhões.

Por outro lado, é o Magic tentando dizer que ainda acredita, que ainda há chances de vencer nessa temporada, mesmo com a lesão do Jameer Nelson. O reserva Anthony Johnson se saiu bem como titular, foram 6 bolas de três pontos contra o Clippers, mas contra times que existem de verdade isso não vai acontecer de novo. Chamar o Tyronn Lue, o jogador que mais tem reserva tatuado na testa e que apesar disso mais jogou partidas como titular em sua carreira, significa que eles querem fortalecer a posição de modo a continuar a campanha rumo ao topo do Leste. Se eles achassem que não dá pra vencer mais sem o Jameer Nelson, não iriam arrumar um jogador que vai sumir no banco quando o Nelson voltar. Mas olha, os sete torcedores do Magic que me desculpem (o nosso leitor, o Fiel, me atualizou do número correto), sem Jameer Nelson não há chance de vencer o Leste, não há chance de chegar numa final do Leste, só há chance do Tyronn Lue ser titular outra vez porque não tem ninguém pra assumir a posição. Engraçado, uns caras bons nunca têm espaço pra jogar, mas o Lue só vai parar em times sem nenhum armador. Ele é sortudo, mas pelo menos não fede. O Morrison era o único da posição no Bobcats e mesmo assim mandaram embora. Deixo aqui, então, meu adeus para o Magic – e também para o Morrison, o jogador com o bigodinho mais bacanudo que a NBA já viu.