Só pode haver um

Quando o Cavs perdeu para o Warriors pela vexatória diferença de 34 pontos, comentamos em nosso podcast que “se fosse futebol brasileiro, esse era o tipo de derrota que derrubava técnicos”. Parte mentalidade de futebol brasileiro, parte pressão de LeBron James e agregados, parte Maldição Bola Presa™, eis que David Blatt realmente caiu, mesmo comandando o time líder da Conferência Leste. O abismo entre as duas equipes ficou tão gritante, tão evidente, que era necessário fazer algo drástico – calhou de ser a demissão do técnico, o elo mais fraco.

Na madrugada de ontem chegou a vez do Warriors enfrentar o Spurs – um time sem elos fracos – no que era o jogo mais esperado da temporada até agora. Também flertando com aquele simbólico recorde de vitórias numa temporada que o Warriors está perseguindo, o Spurs parecia ter todas as peças para fazer frente ao time líder da NBA e colocar um pouco de emoção no campeonato. Talvez perdesse; talvez não tivesse ainda a procurada solução mágica para parar o Warriors; talvez faltasse executar com perfeição o plano proposto pelo técnico Gregg Popovich; mas ninguém estava preparado para uma SURRA colossal.

? As 23 mudanças

? As 23 mudanças

Como comentamos no podcast 45, o dono do Phoenix Suns, Robert Sarver, disse que a geração atual tem problemas difíceis de contornar. Um deles é a incapacidade de lidar com fracassos e frustrações, e que isso estaria atrapalhando a evolução da equipe, que é derrubada ao invés de crescer nas adversidades. Ele também culpa a “gratificação imediata da vida online” por essa atitude, dizendo que os moleques estão tão acostumados a respostas instantâneas que não aprendem a lidar com ações a longo prazo, como entrosar uma equipe jovem.

Não que isso não seja visto na nossa geração, especialmente dependendo da origem da molecada, mas na NBA não são todos os times com jogadores da mesma geração? Por que só o Suns é assim? E como o jovem Golden State Warriors conseguiu passar por cima desse mal do século? O buraco é mais embaixo.

Talvez essa impaciência seja uma característica do esporte como um todo. Na NBA são 30 times buscando algo que só um vai conseguir no final do campeonato. Mesmo que existam as pequenas vitórias –como melhorar o desempenho do ano anterior– na prática temos 29 insatisfeitos por ano.

Influência invisível

Influência invisível

Outro dia um leitor nos perguntou porque nenhum time copiava o estilo de jogo do San Antonio Spurs, que ele chamou de “o time mais europeu” da NBA. Achei que era um bom tema, afinal costumamos ver muitos times de sucesso serem imitados, mas com o Spurs os exemplos não são tão claros e óbvios assim.

Pop Duncan Manu

Lembro que esta pergunta era também bastante comum na época em que Phil Jackson dominou a NBA treinando o Chicago Bulls de Michael Jordan e depois o Los Angeles Lakers de Shaquille O’Neal e Kobe Bryant. Por que não existiam mais times tentando implantar o sistema de triângulos que rendeu tantos títulos ao treinador? A resposta é simples: era muito difícil. Não é um esquema ofensivo comum, usado em todos os lugares, então não

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são muitos os técnicos especialistas em treinar e executar todas aquelas movimentações. Depois tinha o caso dos jogadores, o time precisava ter pelo menos uns três passadores muito acima da média, vários jogadores versáteis e ao menos dois caras que pudessem ser ameaças reais à defesa se recebessem a bola no pivô (não necessariamente ser o pivô, porém).

Tudo isso afastava os outros times dos triângulos, além, claro, da ideia bastante difundida de que a parte tática era um mero detalhe e que qualquer outro esquema poderia render títulos com elencos que tinha Jordan, Pippen, Kobe ou Shaq. A NBA, com sua quantidade enorme de jogadores espetaculares, sempre foi vista como uma liga de jogadores, não de técnicos. Ganha quem tem os melhores atletas; um bom técnico com elenco médio pode fazer campanha honrosa, mas nunca bateria uma super estrela nos Playoffs.

Esta ideia não está totalmente errada. Como mostra bem esse longo estudo publicado no RealGM ao longo da última offseason, só ganha títulos da NBA quem tem no seu elenco jogadores que podem ser considerados um dos maiores de todos os tempos. Ou seja, se você não tem LeBron James, Kevin Durant, Chris Paul, Kobe Bryant ou Tim Duncan, provavelmente é melhor nem ficar colocando muita esperança em acabar a temporada com um anel de campeão no dedo. No máximo você pode torcer para que seu jovem jogador de potencial, como Paul George, Kyrie Irving ou Anthony Davis, esteja chegando neste nível o mais rápido possível.

O outro lado, até óbvio e que não anula a parte verdadeira da ideia, é que só a super estrela não é o bastante. O que define o título entre LeBron, Durant e Duncan? Por um lado é o trabalho do General Manager, responsável por colocar os jogadores secundários em volta deste cara espetacular. Colocar Ray Allen, Chris Bosh e Dwyane Wade ao lado de LeBron James foi essencial para o título do ano passado, por exemplo. Perder James Harden dificultou o trabalho de Kevin Durant. Outra parte é, finalmente, o trabalho do técnico, a parte tática. A evolução do Miami Heat em entrosamento e disposição tática foi a diferença entre o vice de 2011 e o título de 2012. Ter LeBron James foi parte do título, saber usá-lo na posição 4 foi uma sacada tática decisiva.

Digo tudo isso porque a ideia de clonar o San Antonio Spurs soa perfeita, mas você tem aí um Tim Duncan sobrando para começar o projeto? E uma versão do Tony Parker? É difícil de achar. O sistema Spurs parece bem simples, mas depende de algumas coisas básicas bem difíceis de achar.

A primeira é uma estrela que aceite o tão elogiado jogo coletivo imposto pelo técnico Gregg Popovich. No discurso vários topam, mas quantos pivôs do nível de Tim Duncan aceitam ficar sempre passando a bola quando recebem marcação dupla, mesmo que seja para o arremesso de um desconhecido como Danny Green? Poucos. Ou só aceitariam no desespero, já velhos, querendo um título a qualquer custo. E não é só passar a bola, Tim Duncan sabe ser amigo fora da quadra, sabe dar exemplo, cobrar, não entra em conflito com Popovich e é fiel à franquia desde que chegou à NBA. Impossível um jogador não comprar a ideia tática do Spurs quando ele chega lá e vê Tim Duncan, um dos maiores de todos os tempos, levando aquilo tão a sério.

Podemos colocar também Tony Parker e Manu Ginóbili na lista de coisas difíceis de achar por aí. Existem outros especialistas em infiltração como os dois, é verdade, mas são poucos os que teriam a paciência de Parker, que por anos foi um jogador secundário, burocrático e que aguentou as broncas mais pesadas que já vi Popovich dar em alguém. Já Manu, bom, sabemos o drama que é colocar uma super estrela no banco de reservas, temos que valorizar um jogador que até prefere vir do banco e não faz drama por isso.

E é mesmo fora de quadra que estão as coisas mais difíceis de se imitar no San Antonio Spurs. Muitos times teriam draftado Kawhi Leonard (na verdade foi até o Pacers que o pegou, o trocando rapidamente por George Hill), mas quantos iriam conseguir transformá-lo em um arremessador tão bom de longa distância? Pouquíssimos. Podemos lembrar também de Tiago Splitter, o brasileiro que chegou na NBA já com 26 anos e acertando apenas 54% de seus lances-livres, sendo até explorando em quadra por isso, e que hoje tem média de 72% de aproveitamento. Ao redor da liga jogadores não se curam desse mal, no Spurs parece uma das coisas mais simples do mundo. E o que dizer de Danny Green, que parecia um jogador horrível e sem futuro na NBA quando atuava no Cavs. O Spurs melhorou seu arremesso, treinou sua defesa e ano passado o cara foi o melhor jogador das primeiras 4 partidas da final da NBA. Da final!

Neal Green Splitter

Quando me dizem, portanto, que deveriam imitar o Spurs, eu concordo, mas concordo pensando nesse aspecto de fora da quadra. Tudo bem que não dá pra treinar um cara para ele virar o Kobe Bryant, mas mesmo depois dos 20 e muitos anos ainda é possível pegar um jogador pronto e treinar aspectos importantes do seu jogo. São tantas variáveis na contratação de um jogador, que ter uma equipe capaz de treinar qualquer jogador é como ter um eterno coringa na manga. Ontem saiu uma notícia dizendo que o Malcolm Thomas (tudo bem você não conhecê-lo ainda) desenvolveu muito seu arremesso, como o Spurs havia pedido, na D-League e que ele estará com o time principal em breve para ser o ala de força com arremesso de fora que o Popovich tanto queria. Enquanto isso, metade da NBA tenta fazer malabarismo para comprar o produto pronto, Ryan Anderson.

Lembro que há alguns anos disse que o Atlanta Hawks estava se transformando no “Spurs do Leste”. Meio sério, meio exagero, disse isso porque eles estavam montando o time com paciência, com foco na defesa e em jogadores com pouco estrelismo, no caso Al Horford e Joe Johnson. A boa movimentação de bola, pelo menos no início daquela temporada 2009-10, também motivou a comparação. Curiosamente, anos depois, o Hawks tem muito do Spurs em seu DNA: seu General Manager, Danny Ferry, trabalhou na parte burocrática do Spurs entre 2003 e 2005, e seu técnico, Mike Budenholzer, trabalhou no Spurs desde 1994 até está temporada, quando foi contratado pelo Hawks. Era o mais cotado para herdar a posição de Gregg Popovich após sua aposentadoria.

No Atlanta Hawks, Budenholzer levou muito do que aprendeu com Gregg Popovich. O foco defensivo ainda não se transformou em identidade do time, mas impressiona como eles sofrem menos pontos por posse de bola do que no ano passado, mesmo tendo perdido Josh Smith, teoricamente melhor defensor da equipe. No ataque, muito mais passes do que no passado recente, especialmente na era “ISO-Joe” com Joe Johnson. E quem mais se beneficia disso é Jeff Teague, que renasceu das cinzas para se tornar uma das grandes surpresas da temporada. Com 9.2 infiltrações por jogo, Teague é um dos líderes da NBA no quesito, praticamente empatado com… é, Tony Parker. O problema vêm na qualidade: Parker tem ignorantes 59% de acerto de arremessos em infiltrações, Teague tem apenas 41%. Mas as infiltrações de Teague estão lá rendendo pontos para Paul Millsap e espaço para a intensa movimentação de Kyle Korver, o Danny Green de Atlanta. Mas talvez a grande sacada de Budenholzer seja não imitar demais, tentar transformar Horford em Duncan seria não saber explorar seu melhor jogador, e isso ele não faz.

A parte da movimentação de bola é característica do time que eu acho o que mais lembra o Spurs nesta temporada, o Portland Trail Blazers. Em entrevista ao TrueHoop, LaMarcus Aldridge diz que seu técnico, Terry Stotts, já mostrou diversos vídeos do Dallas Mavericks de 2011, onde Stotts era assistente, para mostrar coisas novas ao time. Mas se prestarmos atenção na hora que Aldridge descreve o ataque deles, é puro Spurs: muita movimentação de bola, mais movimentação ainda dos jogadores sem a bola e muitos, infinitos bloqueios. Tudo isso com um ala de força que tem enorme facilidade para jogar longe da cesta, o próprio Aldridge no papel de Duncan, e um armador que quebra defesas, Damian Lillard que, não por coincidência, está lá pertinho de Teague e Parker nas estatísticas de infiltrações por jogo. Até Mo Williams individualista atacando sem medo quando vêm do banco é algo meio Ginóbili, e Nicolas Batum é o defensor atlético que Kawhi Leonard é em San Antonio.

Na mesma entrevista, Aldridge diz que na última offseason pediu um pivô-pivô (tipo zagueiro-zagueiro) que fosse forte e que não saísse da área pintada, protegendo o garrafão e buscando rebotes de ataque. Eles conseguiram Robin Lopez, que faz essa função trabalho sujo da mesma maneira que Tiago Splitter, dando liberdade para Aldridge usar seu jogo refinado mais longe da cesta.

Mas nada diz mais Spurs do que tudo isso resultar com um belo arremesso, sem marcação, da zona morta. Nesta temporada, contando até hoje, os dois times deram exatamente 82 arremessos da zona morta do lado esquerdo, com o Spurs vencendo o aproveitamento por 51% a 49% (é muito acerto pra bola de 3!); no lado direito uma diferença mínima, Spurs com 61 tentativas contra 49 do Blazers, mas aí o time do norte vence o do Texas por 45% a 32% no aproveitamento. Até algumas semanas atrás, quando consegui pela última vez o número certo, os dois times eram os que mais arremessavam de três pontos da zona morta na NBA.

Pela presença de Parker e o jogo de garrafão de Duncan, o Spurs acaba arremessando algumas vezes mais perto da cesta, enquanto o Blazers fica um pouco mais limitado aos arremessos de meia distância de Aldridge, mas o princípio é o mesmo. Na mesma entrevista citada acima, Aldridge diz que a grande diferença do time em relação ao ano passado é que eles não param quando uma jogada não dá certo. Se não rolou de primeira, ok, mais um bloqueio, mais um passe e alguém, eventualmente, ficará livre. O excesso de bloqueios é o que faz, sempre, Parker acabar sendo marcado por aquele cara que você sabe que não deveria marcá-lo no mano a mano. É infalível.

Por mais que as jogadas sejam diferentes entre os times, fruto de elencos diferentes, o princípio Spurs está lá. Às vezes ele é tão simples que parece só basquete óbvio, não algo específico do time de Popovich, mas é por isso que eles são tão bons. Jogam o simples, mas sempre no nível mais eficiente possível.

Parker Lillard

A resposta ao nosso leitor, portanto, é que, sim, existem muitos times imitando o San Antonio Spurs por aí. Eles apenas não imitam em tudo. Muitos, por influência do Spurs, perderam o preconceito contra jogadores estrangeiros, outros adotaram a movimentação de bola, outros viram a importância das bolas de 3 da zona morta, alguns foram para a filosofia defensiva. Outros apenas pegaram a maneira de treinar o time, ou de montá-lo.

Talvez não seja tão óbvio de perceber porque o próprio Spurs passou por algumas boas mudanças nos últimos anos. Popovich tinha um time mais lento quando usava Bruce Bowen e David Robinson, hoje é mais veloz com Splitter e Kawhi Leonard, já usou mais e menos as bolas de 3 pontos, já teve Duncan perto ou longe da cesta. Já teve armador burocrático no passado e agora um ataque que começa com Parker buscando seus pontos. Alguns detalhes citados acima, como os bloqueios infinitos e as bolas da zona morta, estão sempre lá, mas como eles chegam nisso muda o tempo todo. O time se torna rígido taticamente ao longo do ano, mas Pop não é rígido ao ponto de querer sempre fazer a mesma coisa, todo ano.

Nada mostra mais a influência Spurs na NBA do que uma singela lista de nomes: já citamos no texto Danny Ferry e Mike Budenholzer, do Hawks, mas Jacque Vaughn, técnico do Magic, foi assistente de Popovich também. Brett Brown, técnico do Sixers, também era assistente de Pop até 2013. Avery Johnson (ex-técnico do Nets e Mavs), foi campeão da NBA como jogador no Spurs, atuando para Popovich, no mesmo time que tinha Vinny Del Negro, ex-treinador de Bulls e Clippers. Sam Presti, General Manager do OKC Thunder, começou sua carreira como assistente de RC Buford, manager do Spurs. Lance Blanks, ex-GM do Phoenix Suns, foi scout do Spurs durante quase uma década, na mesma época em que Dell Demps, hoje GM do Pelicans, trabalhava na diretoria do time. Falando em Pelicans, o técnico deles, Monty Williams, jogou no Spurs e fazia parte da comissão técnica campeã com Popovich em 2005. Por fim, Mike Brown, de volta como técnico do Cleveland Cavaliers, foi importante assistente para Pop durante muitos anos.

Em entrevista à ESPN, Sam Presti disse que a maioria das coisas que aprendeu com Buford e Popovich não são relacionadas ao basquete dentro de quadra. Elas tem a ver com organização da equipe, relacionamento com os jogadores, treino e condições de trabalho. Até hoje ninguém aprendeu a achar talentos no Draft como eles, nem a treinar jogadores teoricamente já prontos, mas a influência, dentro e fora da quadra, está espalhada ao redor da liga.

Como analisar a atuação de um técnico?

Há algum tempo pedi para vocês me ajudarem em um post. Usei nosso Fórum para discutir um assunto que há muito tempo me perturba: como medir a qualidade de um técnico de basquete? A discussão rendeu muitas páginas de resposta e inspirou esse texto.

Talvez a palavra “medir” traga um sentido de desejo excessivo de precisão, como a criação de um ranking de técnicos com estatísticas que definam quem é melhor que quem na função. Mas não é isso que eu quero, a intenção é descobrir o que podemos fazer para sermos capazes de julgar o trabalho de um treinador frente a um time. Algo para nos ajudar a lidar com casos como os de Vinny Del Negro.

O técnico do Los Angeles Clippers foi amplamente criticado durante seus dois primeiros anos de carreira no Chicago Bulls e mais ainda na temporada passada, quando muitos diziam que ele só atrapalhava o bom elenco do Clippers com suas experiências nas escalações, improvisos e ataque desorganizado. Mas, de repente, nesta temporada o Clippers é um time estável, com boa rotação, melhor banco de reservas da NBA e um ataque envolvente, inteligente e difícil de ser parado. O resultado disso, claro, são dezenas de comentaristas e torcedores dizendo que é tudo mérito do Chris Paul.

O próprio Vinny Del Negro alimentou esse pensamento ao falar que ele não acredita em sistemas ofensivos complexos, mas sim no basquete simples e que ele basicamente só quer seu time sendo comandado por CP3. O armador, por sua vez, explicou como ele joga: “tento fazer dois jogadores me marcarem e aí toco pra quem ficou livre”. Soa fácil demais. Mas o curioso é que o time ineficiente do ano passado também não tinha Paul como armador? E como explicar o sucesso dos reservas com Eric Bledsoe, Lamar Odom e Jamal Crawford comandando a criação das jogadas quando Paul está no banco?

Existe também conflito e confusão na análise de outros técnicos. Mike D”Antoni foi um dos grandes responsáveis por mudanças essenciais no sistema de jogo de toda a NBA quando criou seu Phoenix Suns do Run and Gun em 2004. Mas a falta de títulos fazem o ver hoje só como um doido inflexível que se recusa a treinar defesa. Qual é o D’Antoni de verdade? E tem Gregg Popovich, reconhecidamente o melhor técnico em atividade, que deixou todo mundo com um pé atrás para criticá-lo na temporada passada depois que ele não soube responder aos ajustes táticos do jovem Scott Brooks após abrir 2-0 na final do Oeste contra o OKC Thunder. O mesmo vale para Phil Jackson, considerado um gênio por todos, que foi dominado por Rick Carlisle nos Playoffs de 2011 e se aposentou sendo varrido por 4 a 0 sem que seu trabalho fosse questionado.

Esses casos me levam a algumas primeiras conclusões. Primeiro que nós não temos ideia de como julgar, pontualmente, o trabalho de um técnico de basquete. Não conseguimos falar e opinar sobre a atuação de um treinador em uma temporada única, uma série de Playoff e muito menos em um jogo único. E, minha segunda conclusão, para superar isso apelamos diretamente aos estereótipos que esses técnicos criaram ao longo dos anos. Então nunca é culpa tática de Popovich, os comandados de Phil Jackson nunca sofrem com insegurança, os de Del Negro estão jogados a própria sorte e os de Scott Skiles sempre querem matá-lo.

O apelo aos estereótipos não é exclusivo aos técnicos, fazemos isso com times, jogadores e tudo mais que temos dificuldades de entender ou explicar (mulheres, por exemplo). A diferença é que me parece mais fácil para um jogador mudar isso. LeBron James finalmente conseguiu fazer alguns cabeças-dura mudarem de ideia quando ele venceu o título da NBA no ano passado, mas mesmo com o título e com os diversos ajustes geniais durante os últimos Playoffs, muita gente ainda olha torto para o técnico Erik Spoelstra. Outro dia vi uma coluna muito interessante de um cara de Miami comentando de como o Spoelstra é muito inteligente de sempre citar ou mostrar o Pat Riley quando pode, como para mostrar que Riley faz parte das tomadas de decisão e que por isso ninguém precisa surtar com medinho dele fazer bobagem.

A nossa ignorância sobre o trabalho dos técnicos é, em parte, justificável. Primeiro que a maioria de nós (comentaristas, torcedores, jornalistas) nunca foi técnico, claro, e nem mesmo jogador, para ter acompanhado de perto o trabalho de um deles. Também não estudamos tática, sistemas de jogo e pouco sabemos sobre estratégias de motivação e liderança de grupos. Por fim, mesmo que tenhamos feito tudo isso, como observar e analisar? Não podemos ver os treinos, não podemos ouvir o que o técnico diz no vestiário, suas entrevistas raramente revelam alguma coisa muito útil -ninguém quer entregar o jogo- e nem os tempos técnicos durante a partida somos autorizados a assistir pela TV. Me parece, portanto, até irresponsável sair por aí afirmando muita coisa sobre os treinadores.

Trago aqui uma experiência pessoal que tenho com treinadores. Como trabalho no Club Athletico Paulistano aqui em São Paulo, com o time de basquete, posso observar mais de perto o trabalho do técnico do time, o Gustavo De Conti. Ele é jovem, entende muito de basquete e, coisa rara dentro do basquete brasileiro pelo o que eu vi, é muito fã de NBA. Eu consigo conversar com ele sobre os jogadores, adversários, vejo, às vezes, alguns treinos e fico logo atrás do banco de reservas para ouvir todas suas instruções dentro de um jogo. Não é comum, mas muitas vezes já vi seus planos darem completamente errado. Coisas do tipo pedir um tempo para solicitar uma atitude de um jogador e logo depois ele fazer o oposto. Ou passar uma semana treinando uma maneira de defender o time adversário e chegar na hora e os jogadores em quadra simplesmente serem dominados pelo talento maior do outro time.

Quando isso acontece penso que quem estiver vendo o jogo pela TV deve estar achando que o técnico tomou decisões erradas, que deveria mudar tudo, que é, como falamos no linguajar de torcedor, burro. Mas às vezes é falta de talento, ou uma ideia ainda melhor do outro técnico ou ainda, claro, desobediência. E nem sempre é uma desobediência que mereça uma substituição ou bronca pública, então ninguém vai ficar sabendo. Imagine quantas vezes Scott Brooks não gritou um “CALMA” para Russell Westbrook, que resolveu então dar um arremesso contestado de longa distância com 22 segundos restantes de posse de bola? Na única vez na vida que vi um técnico de perto, percebi ainda mais como muita coisa que ele faz é imperceptível para quem só vê o jogo. De todo mundo que tem influência direta num jogo de basquete, o técnico é o mais impotente de todos apesar da posição de liderança.

O que é possível ver, especialmente na NBA, não no Brasil, é a consistência de um time. Afinal são 82 jogos e todos com transmissão ao vivo, dá pra insistir em ver um mesmo time e, entre erros e acertos, desobediências e bons momentos, sacar um pouco do que aquele time quer fazer dentro de quadra. E mesmo assim, nem sempre o fato do resultado não estar sendo positivo é sinal de que o cara não é bom treinador. Quem seria capaz de lidar com jogadores jovens e indisciplinados como o Wizards da temporada passada? Talvez desse muito certo com Doug Collins e muito errado com Scott Skiles ou um casamento perfeito com Frank Vogel e o maior desastre da carreira de Nate McMillan. Temos que entender que cada técnico, por sua personalidade, deve saber lidar melhor com tipos diferentes de pessoas. Um se dá melhor com jovens, outro com atletas experientes, um gosta de dar ordens, outro de conversar. E nós, vendo de longe, podemos demorar anos e anos para sacar qual é a de cada um.

Uma análise precisa de um técnico, portanto, pede mais tempo do que a de um jogador. Somente vendo o técnico diante de várias situações diferentes que seremos capazes de analisar melhor sua personalidade e a maneira com que ele aborda o basquete. Talvez há 10 anos eu dissesse que Gregg Popovich fosse um técnico definido pela defesa. Mas hoje, depois de ver diversos diferentes elencos do Spurs em suas mãos, percebo que seu maior foco de trabalho é a movimentação e o bom uso do espaço da quadra.

Mas isso não responde todas as questões. Nós temos um blog e queremos comentar um jogo de Playoff, uma série, como vamos falar dos técnicos? Não dá pra esperar anos, não podemos simplesmente falar da atuação deles como falamos da atuação de Kobe Bryant ou Kevin Durant? Podemos, mas temos que aceitar, antes de qualquer coisa, que ela será uma análise incompleta. Não temos acesso ao plano de jogo e existe a chance de a gente interpretar tudo errado. Mas seguem algumas dicas para sacar qual é a do treinador:

Os primeiros 5 minutos: Os times da NBA costumam começar as partidas com jogadas pré-definidas. Com raras exceções de times muito livres, os jogadores dedam o plano de jogo nos primeiros 5 minutos de jogo. Muitas bolas no garrafão, muitos pick-and-rolls de um certo lado da quadra, excesso de vontade e jogadores indo para o rebote de ataque, tudo é sintoma do que eles acabaram de ouvir do treinador antes do jogo começar.  O mesmo vale para o que o time tenta fazer logo depois de um pedido de tempo.

Jogadas planejadas: Também após os pedidos de tempo é possível analisar um talento muito específico de um técnico, sua capacidade de desenhar jogadas. É comum os técnicos aproveitarem o tempo para pedir uma jogada específica para aquele momento. Uma vez o 82games.com fez um ranking com a média de pontos de cada time nas posses de bola acontecidas imediatamente após um pedido de tempo.

-O fim do jogo: Outros momentos que não dão muita margem ao improviso são os finais de jogo, é quando os treinadores gastam seus pedidos de tempo e quando pedem jogadas detalhadas e ensaiadas a seus atletas. É hora de ver se o cara pede jogadas condizentes com seu elenco, a defesa adversária e a situação de jogo.

-Substituições:  Às vezes estamos tão relaxados vendo um jogo, preocupados entre o Twitter e o amendoim japonês, que nem percebemos que o Samuel Dalembert saiu e que no lugar dele entrou o Ersan Ilyasova. De repente o Bucks começa a tomar vários pontos no garrafão e nós lá engasgados com o amendoim. Essa alteração mostra que o técnico quis mais bolas de 3 pontos, abrir a quadra, mobilidade e abriu mão de alguém para dar tocos no garrafão. Cabe a nós, que queremos analisar a atuação de um técnico, tentar entender o motivo da alteração, a razão dela ter acontecido naquele momento do jogo e, claro, seu resultado. Se deu errado, é um bom momento para ver quanto tempo o técnico demora para mudar de novo, é o Medidor Oficial de Teimosia/Perseverança do basquete.

-Experiências malucas: Todos os jogadores gostam de consistência. Saber quem é titular, quem não é, quantos minutos vão jogar a cada partida. Mas não é por isso que o técnico deve agir assim com tanta regularidade. Julgar um técnico em um jogo só porque ele mudou mais uma vez um quinteto me parece raso demais. Tentar interpretar a mudança, que obviamente não foi gratuita, primeiro é essencial. Quando Rick Carlisle colocou JJ Barea como titular nas finais de 2011 poderia parecer desespero, mas foi essencial para o título do Dallas Mavericks.

-Rotação: O bom dos técnicos consistentes é que assim eles facilitam nosso trabalho. Se o Earl Clark é geralmente o primeiro substituído por D’Antoni no Lakers, por que hoje Dwight Howard saiu antes? Isso deda a maneira que o técnico está enxergando o jogo. Mas apenas que fique claro que a NBA funciona menos como o Brasil, lá não existe tanto a substituição-punição como aqui, quando um cara que faz cagada dificilmente sai imediatamente. Curiosamente esse pensamento militar é mais comum por aqui do que lá, país da guerra.

Outro dia, Gregg Popovich, de formação militar, diga-se, ficou horrorizado quando Danny Green fez uma besteira no ataque. O cara tomou uma bronca e saiu imediatamente para a entrada de Gary Neal, não demorou 10 segundos (de esporro) e Green já voltou para o jogo, com Neal não segurando a gargalhada no caminho de volta para o banco. Até Pop mudou de ideia com sua punição de banco para os jogadores desligados.

Confesso que ler este texto pode ter sido a sua maior perda de tempo no dia de hoje. Afinal, você quer mesmo analisar e “medir” a qualidade de um técnico? Talvez, mas pense de novo. Como dito neste texto primoroso do Grantland, com o passar dos anos nós acabamos nos identificando mais com os técnicos do que com as superestrelas. Tem a ver com o fato de que ficamos velhos e nos frustramos ao ver pirralhos 10 anos mais jovens que nós realizando nossos sonhos, ganhando milhões e pegando as mulheres que vemos nas revistas. Por que eles e não nós? A parte mais difícil de envelhecer é a confirmação de que não somos tão especiais assim, algo que até sabíamos na adolescência, mas que ainda dava tempo pra mudar naquela época.

O técnico é um fracassado como você, ele também não enterra e não namora a Bruna Marquezine, mas ele é o cara capaz de dar um esporro naqueles atletas mimados. Ele é o cara que, como você, velho, enxerga o jogo com uma sobriedade que esses jovens voadores ainda não são capazes. Sem contar que as estrelas, essas de hoje, nunca vão ter aquele impacto em você que os ídolos da adolescência. Você fala no sentido de reclamação, mas no fundo torce que ninguém nunca supere Michael Jordan. É importante que os nossos ídolos da juventude sejam os melhores. Você era o Jordan na época, hoje você é o Tom Thibodeau.

Mas nós devemos ser o Tom Thibodeau? Queremos mesmo parar com o amendoim para anotar as alterações do Milwuakee Bucks? É interessante, para os bitolados, tentar conhecer mais dos técnicos e tentar ser capaz de analisar a atuação deles em cada jogo importante. Mas, mais importante que tudo isso, é deixar de ser rabugento e assistir basquete com prazer. Se livre do preconceito contra Vinny Del Negro, mas, por favor, dê mais atenção à Chris Paul.

O Paradoxo Spurs

O Paradoxo Spurs

Olá Márcia-do-RH, segue em anexo a coluna que fiz essa semana para o ExtraTime,
Abs
Denis- Gerente de Procrastinação

O San Antonio Spurs é novamente líder da Conferência Oeste e tem a melhor campanha da NBA.

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Quantas mil vezes falamos isso nos últimos 15 anos? Mas ao invés de só puxar o saco do time do técnico que menos faz sexo na liga (outra coisa explica o mau humor de Gregg Popovich?), estou aqui para falar do Paradoxo Spurs.

O sucesso do time do Texas desde a chegada de Tim Duncan em 1997 é exemplar, um caso raríssimo na história da NBA. Juntar Duncan e David Robinson e conquistar um título não foi fácil, mas seria uma história comum de êxito. Mas depois disso eles reconstruíram o time campeão de 1999 em um novo, que venceu em 2003. Aí, já sem Robinson, se reinventaram para vencer em 2005 e 2007. Com o envelhecimento de Duncan e a aposentadoria de Bruce Bowen, mais uma vez mudaram tudo e simplesmente não param de figurar entre as melhores equipes da NBA. E embora alguns princípios sejam os mesmos desde sempre, como movimentação de bola e poucas jogadas de mano a mano, nem dá pra dizer que é sempre mesmo esquema. Já tiveram dois pivôs enormes, já jogaram abertos, já foram um dos times mais lentos da NBA e um dos mais velozes.

Mas aí aparece o Paradoxo Spurs: apesar de ser um dos maiores exemplos de sucesso da história da NBA, podemos dizer também que estão entre os times mais fracassados da liga? Ok, talvez não um dos mais fracassados, mas não é impressionante o número de vezes que o San Antonio Spurs chegou aos Playoffs com um dos melhores times e mesmo assim não conseguiu vencer? Os times de 2001, 2004, 2006, 2008, 2011 e 2012 fizeram temporadas dignas de levar o anel de campeão pra casa e todas falharam no meio do caminho. Alguns times, como o que perdeu para Dallas Mavericks em 2006 e o que foi derrotado pelo Memphis Grizzlies em 2011 eram claramente melhores que seus adversários.

Na temporada passada o San Antonio Spurs foi o melhor time da temporada regular, o que melhor conseguiu conservar seus jogadores durante o calendário insano causado pelo locaute. Também tinham mando de quadra contra todo mundo, sem contar o entrosamento quase sexual entre seus jogadores e a experiência em momentos difíceis nas costas de Popovich, Duncan, Manu Ginóbili e Tony Parker. E o que aconteceu? Foram atropelados pelo Oklahoma City Thunder, um time de pirralhos que, depois de perder os dois primeiros jogos, tomou conta da série e da Conferência Oeste.

Não é nenhuma vergonha perder para esse Thunder, assim como para o Lakers de 2004 e 2001. Mas são muitos fracassos para um time tão bom e tão preparado. E não uso o Paradoxo Spurs para falar mal do time, longe disso, acho que ele simplesmente prova uma coisa que às vezes é desvalorizada por alguns críticos, o quanto é difícil vencer um título da NBA.

Muita gente mandou um “assim até eu” após os títulos do Boston Celtics em 2008 ou do Miami Heat na temporada passada. Afinal, juntando estrelas é apelação, né? Pois está aí o San Antonio Spurs, que tem um trio de estrelas há anos, que tem o melhor técnico da atualidade, que tem união, ambiente saudável, uma torcida que apoia e a diretoria que melhor sabe contornar e evitar crises. E mesmo assim eles perdem uma atrás da outra nos Playoffs.

Para essa temporada, nenhuma surpresa. O Spurs está ainda melhor que no ano passado: Stephen Jackson e Boris Diaw, incorporados ao elenco no meio do último ano, estão mais entrosados, o que faz muita diferença num elenco que não deixa a bola nunca parada. As assistências de Diaw são um show à parte. Seus passes precisos combinados com uma atitude meio esnobe e preguiçosa, além da pança, é digna dos camisas 10 que só brilham em clubes médios e se alimentam de potencial. E não foram só eles que melhoraram, Danny Green parece mais confiante, Gary Neal é confiante até mais e DeJuan Blair parece mais conformado com seu papel na equipe.

Outros que impressionam são Kawhi Leonard e Tiago Splitter, que explicam o motivo do Spurs estar sempre no topo. Ao invés de fazer como outros times, que trocam,

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dispensam ou deixam de lado jogadores limitados, eles trabalham os seus atletas até que se tornem úteis. Transformaram Leonard, um especialista em defesa, numa ameaça ofensiva após treinamento intensivo durante toda a offseason. E Splitter, aquela vergonha dos lances-livres, agora acerta 75% de seus arremessos e com paciência aprendeu a jogar ao lado de Tim Duncan. Existe algum jogador que piorou depois de ir para o San Antonio Spurs? Só lembro do estranho pivô Jackie Butler há muitos anos.

Uma das razões para o Spurs brilhar mesmo quando Tim Duncan e Manu Ginóbili são poupados é a precisão do resto do elenco nos passes e nos arremessos. Eles sabem o que fazer, como fazer, quando fazer e não se intimidam. Mas na série contra o OKC Thunder no ano passado isso, de repente, sumiu. Caras como Danny Green passaram a errar chutes que não erravam, o que forçou o Spurs a apelar demais para a individualidade de suas estrelas, quebrando todo esquema de Popovich e facilitando a marcação daqueles monstros atléticos de Oklahoma.

Será que um ano a mais de experiência e mais um fracasso fará a diferença para esses caras? Confiamos na regularidade de Tim Duncan e colegas, mas talvez esteja nas mãos dos coadjuvantes a chance de conseguir acabar com a seca do time que não é campeão desde 2007. Aliás, podemos chamar de seca? Ou só podemos chamar de seca por se tratar do San Antonio Spurs? Não ganhar mais até a aposentadoria de Pop e Duncan fará essa regularidade sem títulos ficar como na história, uma insistência fracassada ou um exemplo de sucesso e paciência? O Paradoxo Spurs é confuso.

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