Warriors quase-lá

Era previsível que a briga por Dwight Howard seria intensa na offseason. O Los Angeles Lakers partiria para cima como o único time capaz de oferecer um contrato de 5 anos de duração, além de toda a tradição de títulos e grandes pivôs. O Houston Rockets oferecia protagonismo, James Harden e até a contratação de Hakeem Olajuwon como assistente especial. Na briga ainda estavam os milhões do Dallas Mavericks e o Atlanta Hawks, time da cidade-natal do pivô. Estranho foi ver que, de repente, nos últimos dias antes de Howard afirmar que seu destino, os times mais cotados para recebê-lo eram o Rockets e o Golden State Warriors.

Da onde veio o time de Steph Curry nessa brincadeira? Pois é, pegou todos de surpresa, mas se pensarmos bem fazia muito sentido. Como vimos no caso extremo de LeBron James e Dwyane Wade, os jogadores de hoje em dia são inteligentes o bastante para perceber que o legado esportivo é, mesmo que injustamente, marcado pelas vitórias. Até algum tempo atrás era comum ver jogadores bons fugindo de boas situações para que pudessem ser o macho-alfa em outro lugar. Tracy McGrady deixou um bom time do Toronto Raptors para ser cestinha no Orlando Magic no começo da década passada, por exemplo. Hoje, ao contrário, vimos James Harden fazer bico quando o trocaram de um time onde era reserva (!) para outro onde seria o rei! E isso sem contar a quantidade cada vez maior de “Big 3s” e quartetos fantásticos formados por jogadores ainda em seu auge. Embora ainda vaidosos e egocêntricos em sua maioria, os jogadores perceberam que precisam se juntar com outros talentos se quiserem vencer campeonatos; e vencer campeonatos é necessário para se sentir realizado e entrar para a história. Trabalhar em equipe é bonito, mas tudo é, no fundo, sempre sobre fama, glória, reputação e sucesso.

Curry Iguodala

Essa linha de pensamento cria um novo tipo de atrativo durante a briga por Free Agents. Antigamente se pensava em aspectos pessoais (a ligação do jogador com alguma cidade ou franquia) e principalmente financeiros (quem pode oferecer mais), mas aí acabamos esquecendo de um terceiro tipo de time que parece cada vez mais atraente. Eu chamo dos “times-quase-lá”. Começar do zero é coisa de novato, complementar elencos prontos, de veterano, sobra para esses caras que viram Free Agents no auge de suas carreiras, lá pelos 27, 28 anos, buscar um time que já seja bom, mas que precise de um empurrãozinho para brigar por títulos.

Depois de anos sendo considerado uma piada da NBA, um circo feito para divertir a temporada regular, o Golden State Warriors finalmente voltou a ser levado a sério após os Playoffs 2013. A equipe eliminou o Denver Nuggets, um dos times mais dominantes em casa durante a temporada, e depois fez jogo duro contra o quase campeão San Antonio Spurs, sendo o único time não varrido pelo time de Tim Duncan no Oeste. Tudo isso sem David Lee e se apoiando em três novatos e um jogador de segundo ano. De repente pareceu que Mark Jackson, depois de um primeiro ano ruim, tinha colocado sua marca no jovem time, agora um dos candidatos a disputar o topo do Oeste nos próximos anos contra Spurs, Thunder e Clippers.

Essa situação se desenhou de um jeito que, de repente, fazia todo o sentido do mundo para Dwight Howard ir para lá. Como veterano em um time jovem, ele teria o papel de destaque e liderança que tanto sonhava, ao mesmo tempo o time já estava na beirada das grandes disputas e Dwight Howard já poderia chegar sem precisar mudar muita coisa. Era só jogar, vencer e ser considerado a grande diferença. O problema era dinheiro, o Warriors não tinha espaço na folha salarial para absorver o contrato de Howard, seria necessário um sign-and-trade com o Los Angeles Lakers, que teria que concordar com o negócio e aceitar um pacote que, dizem, envolveria Andrew Bogut, alguma escolha de Draft no futuro e Klay Thompson ou Harrison Barnes. Aí aparece outra vantagem dos times-quase-lá, seus jogadores, pelo sucesso do time, começam a ter um valor de troca que não tinham 6 meses atrás.

No fim, como sabemos, não deu certo. Dwight Howard nem envolveu troca na parada e foi direto para o Houston Rockets que, no fim das contas, é um time-quase-lá como o Warriors. Mas para o time de Oakland já foi uma vitória simbólica estar entre os finalistas do Free Agent mais disputado do ano, finalmente os levam em consideração. Porém o Warriors não vai ser o mesmo do último ano, no mesmo dia que Howard decidiu ir para Houston, outro Free Agent anunciou sua ida para a costa Oeste, Andre Iguodala fechou um negócio de 48 milhões de dólares por 4 temporadas para ser o novo parceiro de Steph Curry. O ala, que foi eliminado pelo próprio Warriors nos Playoffs, recusou uma proposta de contrato mais lucrativo e mais longo do Denver Nuggets em nome da nova chance.

Os times-quase-lá não são considerados quase-lá só por um resultado ou pelo elenco. Entre as coisas que todos elogiaram no Warriors estava a torcida apaixonada, o relacionamento próximo entre os jogadores, a influência positiva e a liderança inquestionável do técnico Mark Jackson, uma equipe de assistentes técnicos competentes e o espírito competitivo exigido pelo treinador e por líderes do grupo como Andrew Bogut e David Lee. Ao mesmo tempo, alguns jornalistas diziam que Andre Iguodala era um dos únicos realmente tristes e abalados após a derrota para o Warriors naquele pirado Jogo 6 em Oakland, o resto do time fazia brincadeiras no vestiário como se aquele tivesse sido só mais um jogo. Certamente pesou na hora do ala fazer a escolha do próximo time.

Iguodala

Andre Iguodala é um desses role players disfarçados de estrela. Ele tem todas as características de um coadjuvante, mas faz tudo tão bem que acham que ele é um All-Star fora de série. Não é e nem gosta de ser. Desde os tempos do Philadelphia 76ers ele insiste que gosta de envolver os companheiros, que não faz questão de ser cestinha ou de dar o último arremesso, embora até ache que ele é bom quando toma a iniciativa em momentos decisivos. Em outras palavras, é o ajudante ideal para quem tem a ambição de ser o líder do time. Iguodala faz um pouco de tudo (sempre o chamei de versão Light do LeBron James), tem um físico absurdo,

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defende jogadores de qualquer tamanho ou característica e, muito importante para o Warriors, tem ótimo controle de bola e visão de jogo. Na falta de um armador nato no elenco, ele pode assumir a distribuição de jogo sem prejudicar ninguém.

Embora Iguodala não seja Howard, a contratação pode ter o mesmo efeito (defesa+liderança), até com mais versatilidade. O ala pode ser o grande defensor de perímetro que tantas vezes faltou ao time, lembram de como o Warriors dominou a série contra o Spurs enquanto Klay Thompson anulou Tony Parker? Foi espetacular, mas durou só dois jogos ,depois Parker voltou a comandar o duelo e virou o jogo. Iguodala faz isso com mais frequência e tem histórico de marcar bem desde armadores rápidos, o que é útil no Oeste quando se enfrenta caras do nível de Parker, Chris Paul e Russell Westbrook, até caras mais altos como Kevin Durant ou Kobe Bryant. Na temporada passada, com a lesão de David Lee nos Playoffs, o Warriors foi obrigado a jogar num small ball, usando o baixo Draymond Green na posição 4. Surpreendentemente a equipe até subiu de nível, pareceu mais versátil nas trocas de marcação na defesa, não perdeu nos rebotes como parecia que ia acontecer e ainda ganharam mais poder de fogo de 3 pontos com Green inspirado. Iguodala é um cara que pode fazer essa função de Green, mas oferecendo mais talento e aproveitamento em tudo.

Mas apesar da melhora, não dou daqueles que acham que David Lee é dispensável. O segredo para o sucesso ao longo de uma temporada inteira, especialmente nos diferentes confrontos dos Playoffs, é versatilidade. Não dá pra só contar com a sorte e enfrentar times iguais que não sabem te enfrentar, é preciso, eventualmente, adaptação.

Para o Warriors é importante poder ter um time mais pesado, forte fisicamente e dominante nos rebotes com Iguodala na posição 3 com Lee e Bogut no garrafão. Também dá pra ficar super leve com Lee de pivozão ou fazer o time que citei acima com Iguodala na posição 4 e Bogut defendendo a cesta. O pivô australiano foi espetacular na pós-temporada, evitou os rebotes ofensivos do Nuggets e depois fez ótima defesa em Tim Duncan, se continuar saudável (o que nunca é uma certeza com ele), pode fazer tudo o que Dwight Howard chegaria para fazer (só que sem pular e como se estivesse se movendo embaixo d’água).

Além de Iguodala, o Warriors teve mais algumas movimentações nessa offseason. Eles perderam Jarrett Jack para o Cleveland Cavaliers, Jack era Free Agent e o Warriors não estava disposto a gastar muito mais para renovar com um reserva. Embora ele tenha sido importantíssimo no último ano, suas funções estão devidamente repostas. O segundo jogador, depois de Steph Curry, para armar o jogo agora é Iguodala, o cara experiente que controla a bola nos minutos finais enquanto Curry busca pelos espaços para chutar, também, o pontuador que vêm do banco de reservas deve ser Harrison Barnes, principal candidato a perder espaço no quinteto titular. Até o papel de liderança veterana no elenco é compensado por Iguodala, considerado no Sixers e no Nuggets como o cara capaz de juntar todo mundo no vestiário.

O time também acertou com Toney Douglas, armador de passagens duvidosas pelo Knicks, mas que fez ótima temporada no ano passado pelo Houston Rockets, se destacando especialmente na marcação de armadores. Douglas pode ter papel importante defensivamente no time, mas é um armador que não arma, vai precisar sempre estar ao lado de Curry ou Iguodala. Ele chega para brigar por espaço com Kent Bazemore, jovem que entra no seu segundo ano de NBA e que fez boas partidas na Summer League de Las Vegas na última semana. Outra boa contratação do Warriors foi Mareese Speights, que chega para compensar a saída de Carl Landry, contratado pelo Sacramento Kings. Speights não tem a velocidade e nem um décimo da energia de Landry dentro do garrafão, mas compensa sendo um dos raros jogadores a se destacar onde a NBA toda fede, nos arremessos de meia distância.

Por fim, o Warriors se livrou de alguns contratos bem ruins para poder assinar Iguodala. Eles mandaram Andris Biendris (US$ 9 milhões na próxima temporada), Richard Jefferson (US$ 11 milhões) e Brandon Rush (US$ 4 milhões) para o Utah Jazz, que mandou Randy Foye para o Nuggets, que aí fez o sign-and-trade com Iguodala para o Warriors. Levar o melhor jogador da troca e ainda economizar não saiu de graça, claro, o Jazz também levou duas escolhas de Draft de 1ª rodada (2014 e 2017) e mais duas escolhas de 2ª rodada (2016 e 2017).

O saldo do Golden State Warriors na offseason é, portanto, positivo. Foram rápidos e eficientes para compensar as perdas e a adição de Andre Iguodala é a prova do que a quase-contratação de Dwight Howard representa: grandes jogadores querem jogar no Warriors. E eu não lembro quando foi a última vez que isso aconteceu. Essas fases nem sempre duram muito tempo, impossível prever o futuro, e por isso o General Manager Bob Myers, responsável pelo time desde o ano passado, foi esperto ao tentar usar os bons ventos para deixar o time com o melhor elenco possível desde já. Custou alguns Drafts no futuro, é verdade, mas é um luxo que times com tantos pirralhos bons pode ter.

A real surpresa

*Antes de mais nada, uma explicação. Muita gente tem questionado/reclamado sobre a falta de posts do Bola Presa. Estou levando o blog sozinho há um bom tempo e não chego a ganhar mais do que 30 reais por mês com esses banners que vocês veem por aqui. Acabei a faculdade, mas tenho dois trabalhos e uma paciência que não é das maiores. O blog vai ficar um tempo sem Resumos da Rodada, sem posts e não há nada que eu possa fazer sobre isso. Simplesmente não dá pra viver de blog sem se adaptar ao “mercadologicamente correto”. Mas de vez em quando eu venho aqui, escrevo e tento manter a qualidade dos últimos anos. Valeu!*

 

Quando o assunto são as surpresas da temporada 2012-13 da NBA, três nomes são os mais citados. Primeiro o Los Angeles Lakers e sua 12ª colocação no Oeste, depois o New York Knicks, líder do Leste e, finalmente, o Golden State Warriors, atualmente colocado no disputadíssimo Oeste.

A má colocação do Lakers é uma surpresa, a que mais chama a atenção. Ninguém contrata Steve Nash e Dwight Howard e espera só fazer figuração, mas algumas coisas estão sendo ignoradas. O time começou a temporada com um técnico e o mandou embora depois de 5 jogos. O novo treinador nem pode assumir logo de cara porque se recuperava de uma cirurgia. Pau Gasol está com tendinite nos joelhos, Dwight Howard apressou uma volta de contusão e, pelo menos pra mim, parece obviamente mais lento e longe de seu ideal. Steve Nash, por fim, praticamente ainda não jogou.

Então claro que é uma surpresa, mas vamos esperar mais um pouco? Em Janeiro o Lakers deve estar com Gasol e Nash saudáveis e com ritmo de jogo, Dwight com menos dores nas costas, Mike D’Antoni conhecendo bem seu elenco e o time todo entrosado. Lá será mais justo julgar essa surpresa negativa.

Já a liderança do NY Knicks eu não vejo com tanta surpresa assim. Ok, talvez a maioria das pessoas apostassem neles lá pelo 4º lugar do Leste, mas mesmo assim não é algo tão revolucionário que eles tenham começado bem o campeonato. O Knicks acabou a temporada passada voando e deram sinais de que tinham se achado com Mike Woodson no banco de reservas e Carmelo Anthony na posição 4.

 

Então de todas as surpresas, nenhuma é mais surpresa do que o Golden State Warriors. A principal razão é porque as mudanças para essa temporada não são exatamente dessa temporada. O técnico Mark Jackson, por exemplo, chegou para assumir o time na temporada passada, não nessa, mas não conseguiu mudar em absolutamente nada a cultura DonNelsística do time de Oakland na temporada do locaute.

Eu gostava do Mark Jackson dos tempos de jogador. Como armador, sabia ler o jogo e organizar o time embora não fosse genial. Como comentarista, era fraquíssimo. Rei do lugar comum, divagava em frases longas e que não acrescentavam muita coisa. Cheguei a achar que ele seria o famoso técnico boleiro, que sabe falar a língua dos jogadores mas seria incapaz de grandes renovações táticas.

E, pelo menos por um ano, achei que minha previsão tinha dado certo. Na temporada passada o Warriors continuava o mesmo time dos últimos anos: correria, irresponsabilidade, individualismo, quintetos baixos, nenhuma defesa e arremessos de longa distância. Onde foi parar todo o discurso de defesa que Mark Jackson fez ao assumir o time? A única coisa concreta que indicava uma real mudança foi a troca de Monta Ellis, uma minúscula máquina de fazer pontos, por Andrew Bogut, pivô que nos últimos anos se tornou um ótimo defensor.

Mas se na prática essa mudança não tinha dado certo na última temporada, para essa mostrou um novo time. Parece que a temporada de locaute, praticamente pela falta de tempo de treino, não deu a chance de um técnico-novato como Mark Jackson impôr sua marca a equipe. No maior estilo Corinthians-Tite, o time viu o fracasso, mas viu também a chance de melhora pela insistência. Já que apostaram nele, que o dessem ao menos uma temporada normal para ele mostrar o seu valor.

O resultado é uma revolução. Um dos primeiros times a adotar o Small Ball na década passada, o Warriors desse ano faz de tudo para jogar sempre com um garrafão alto em quadra. Os seus 6 quintetos mais usados na temporada tem dois jogadores de garrafão, variações nas combinações de David Lee, Carl Landry, Festus Ezeli, Andris Biendris e Andrew Bogut. O 7º quinteto mais usado tem na posição 4 o novato Draymond Green, o homem que provocou LeBron James e fez a cesta da vitória sobre o Miami Heat. A presença de um especialista em defesa mostra a real motivação dessa escalação baixa do Warriors, ela é usada não porque o time quer jogar baixo, mas quando é necessário parar um adversário que atua assim.

A troca Ellis-Bogut era mesmo uma aviso do que Mark Jackson queria para seu time no futuro. Mais defesa, mais rebotes e mais tamanho mesmo em uma liga que joga cada vez mais baixo. Sem dúvida a mudança tem dado resultado, são 16 vitórias e 8 derrotas e o 5º lugar do Oeste, mas o mais curioso é que eles tem feito isso sem o próprio Andrew Bogut! O pivô australiano está machucado (façam cara de surpresa) e só fez 4 jogos nessa temporada.

Mesmo sem ele o Golden State Warriors é o time que mais pega rebotes de defesa por jogo (34) e o líder em porcentagem de rebotes defensivos por jogo, uma estatística que leva em consideração quantos rebotes o time poderia ter pego ao longo do jogo. Eles garantem 75.6% dos rebotes defensivos possíveis. Na temporada passada o Warriors era o último colocado nessa porcentagem e apenas 25º em total de rebotes defensivos. Pularam da lanterna para o topo da NBA em rebotes! E, repito, sem Andrew Bogut! Se isso não é surpresa, não sei o que é.

Dominar os rebotes tem dado resultado. Dos 24 jogos disputados até agora, o Warriors venceu a batalha dos rebotes (defensivos+ ofensivos) em 15 ocasiões, venceu o jogo em 14 delas. Nos jogos onde perderam nos rebotes, portanto, têm 2 vitórias e 7 derrotas.

Como já dissemos várias vezes aqui (geralmente para defender o Carlos Boozer), rebote é uma parte essencial da defesa. Não

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adianta nada marcar perfeitamente se quando o cara errar o arremesso, aparecer alguém pegando o rebote ofensivo e ganhando mais 24 segundos de posse de bola. Então os rebotes são o ponto alto de outra melhora impressionante, a da defesa do Golden State Warriors. Na temporada passada eles sofriam 109 pontos a cada 100 posses de bola, 4ª pior marca da NBA. Nesse ano sofrem

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103 pontos, 12º lugar entre os 30 times da liga. O ideal é entrar no Top 10, mas pular da posição 27 para a 12 em uma temporada, sem mudança considerável de elenco, é um feito e tanto. Até porque os números de ataque, 105 pontos por 100 posses de bola, se mantém igual. Melhoraram a defesa sem comprometer o ataque.

Para a defesa é importante destacar o nome de Michael Malone. Um dos principais assistentes de Mark Jackson e que fez sucesso na NBA ao trabalhar no New Orleans Hornets na época em que era assistente de Monty Williams. Juntos, transformaram o Hornets no time que mais evoluiu defensivamente na NBA em 2011.

 

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Embora o maior talento do time seja Steph Curry, o gatilho mais rápido do Oeste, ninguém representa mais o Warriors dessa temporada do que David Lee. Seus números não são tão diferentes da temporada passada, aliás são quase idênticos em tudo o que é ofensivo: pontos, aproveitamento de arremesso, arremessos tentados. E na defesa só os rebotes que pularam de 9.6 para 11.5, mostrando o comprometimento do time com esse quesito. Mas o que mudou é a maneira com que Lee faz tudo o que faz. Na temporada passada ele fazia o que Zach Randolph chama de “pegar o lixo”. O ala do Memphis Grizzlies revolucionou sua carreira quando parou de exigir jogadas desenhadas para ele, quando deixou de ser o maior fominha da NBA, e passou a catar lixo na quadra. Rebotes ofensivos, jogadas quebradas, bolas brigadas no garrafão. Assim ele aumentou sua eficiência e deixou o resto do time brilhar.

O caminho de Lee é o inverso. Na temporada passada ele assistia Monta Ellis e Steph Curry jogarem basquete enquanto para ele sobravam alguns rebotes de ataque ou um passe quando a marcação tripla afogava os nanicos. Ele fazia seus pontos assim, mas de alguma forma parecia um coadjuvante em quadra. Nesse ano não, agora ele executa o pick esperando receber a bola quando faz o roll. Não importa se o time joga num ritmo mais rápido ou lento, o que varia de jogo para jogo, mas eles improvisam menos, fazem jogadas mais planejadas e David Lee é parte delas.

Outro mérito de Mark Jackson é que ele conseguiu não só envolver David Lee no time, mas outros jogadores com bem menos talento e experiência que o ala-pivô. É o caso do novato Festus Ezeli, um pivô ainda perdido, mas que sabe fazer a diferença na defesa. Ou de Harrison Barnes, outro novato com papel importante que está conseguindo ser relevante mesmo tendo jogo parecido com o de Klay Thompson. Jackson também mostrou confiança em um terceiro novato, Draymond Green e tem colhido bons frutos com sua defesa. Por fim, foi uma ótima aposta contratar Jarrett Jack e por muitos momentos deixar ele armando o jogo enquanto Steph Curry faz o que mais sabe, arremessar.

 

Eu resumiria o sucesso do Warriors dizendo que eles sabem usar o que tem. Até o ano passado eles estavam tentando jogar na velocidade e com arremessos de longe, mas não tinham todo o material para isso. Sim, eles tinham excelentes arremessadores, mas e um armador de verdade para criar as melhores situações de arremesso? E os rebotes de ataque? Até a opção de infiltração sumiu quando Monta Ellis foi trocado.

Nesse ano eles estão aproveitando o que o elenco oference. O time tem vários pivôs, então mesmo que alguns sejam fracos no ataque (Biendris, Ezeli), compensam nos rebotes. Curry e Thompson são arremessadores e passam menos tempo com a bola na mão para que Jarrett Jack construa as jogadas. David Lee é um jogador inteligente então vira algo mais do que um simples Reggie Evans branco.

O Golden State Warriors não é um time mais talentoso que no ano passado, talvez sejam até menos quando Bogut não joga, mas é uma equipe tão mais inteligente e entrosada que todas as limitações parecem ser compensadas. Talvez o 5º lugar do Oeste não se sustente quando o Minnesota Timberwolves estiver finalmente inteiro e entrosado, quando o LA Lakers se encontrar ou até mesmo quando o Denver Nuggets tiver um alívio no calendário mais difícil desse começo de NBA. E ainda tem o Mavericks aguardando a volta de Dirk Nowitzki. Ou seja, o Warriors pode até acabar fora dos Playoffs, mas mesmo que as coisas não deem certo, dessa vez não será com a justificativa dos anos anteriores, não são mais um bando de peladeiros.

8 ou 80

– O Golden State Warriors venceu 6 dos 7 jogos que fez fora de casa no seu último tour pela Conferência Leste. Foi a primeira vez que ganharam 5 jogos seguidos fora de casa desde 1971!

– O Warriors já conseguiu virar 5 jogos nessa temporada onde chegaram a perder por mais de 10 pontos de diferença. É o 3º time com mais viradas assim na NBA.

Show de Westbrook, vingança do Heat

O Los Angeles Lakers chegou a dar show no 1º tempo do jogo de ontem contra o Oklahoma City Thunder, mas mesmo chegando a abrir 19 pontos de vantagem, não deu conta da forte defesa do adversário no 2º tempo e da potência ofensiva de Russell Westbrook, que levou o Thunder a vitória de 102 a 93 em LA. Derek Fisher já saiu, voltou ontem como adversário e o Lakers continua sem ter ideia de como parar armadores velozes e agressivos. Westrbook marcou 17 de seus 36 pontos no 3º quarto, o Laker inteiro só marcou 2 pontos a mais que no mesmo período.

Para quem não viu o jogo, eu poderia ficar aqui descrevendo como se passaram muitas das jogadas, mas acho que a partida de ontem pode ser explicada com desenhos. Não, nada dos infográficos feitos em Paint, isso é coisa do Danilo. Eu sou chato, nerd e gosto de estatísticazzzzz… foi mal, um dia eu paro.

O que vemos abaixo são os locais de onde Lakers arremessou e seu aproveitamento.

O primeiro desenho é o 1º quarto do Lakers, quando o time conseguiu chegar 16 vezes com oportunidade de arremessar embaixo da cesta e acertou 10 vezes. Isso são 20 pontos fáceis logo de cara, usando e abusando da dupla Andrew Bynum (25 pontos, 13 rebotes) e Pau Gasol (13 pontos). Fora dessa área, 4/9 acertos de meia distância e 0/1 de 3 pontos. Nada fora de série, mas uma boa média para complementar a aula que foi dada dentro do garrafão. No segundo desenho, porém, vemos como foi o 3º quarto do Lakers, quando tudo se perdeu. O time conseguiu apenas 5 arremessos lá perto da cesta, acertando só 2. Foi obrigado a arremessar de meia e longa distância, onde errou

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muito. Isso sem contar que chutou 10 bolas a menos, resultado do maior número de turnovers e da defesa do Thunder, que não deixou Ramon Sessions aumentar o ritmo do time, como tem feito desde que chegou.

Foi o que eu disse outro dia no post sobre Kobe Bryant (23 pontos, 7/25 arremessos), não é que ele e os outros jogadores não querem forçar o jogo em Gasol e Bynum, é que os outros times às vezes tem sucesso em impedir que a bola chegue até a dupla. Bolas de 3 pontos, mais jogadores com capacidade de infiltração e melhores passes de entrada no garrafão são uma arma contra isso. Mas talvez mais importante seja defender bem. Com boa marcação é mais fácil pegar o outro time desprotegido, é fácil observar que em ataques rápidos o Bynum já se enfia embaixo da cesta adversária e pede pela bola, quando vão contestá-lo ele já se estabeleceu onde é mais perigoso.

Entra então o desenho, esse à esquerda. É do 3º quarto do Thunder. Os 6/9 arremessos de meia distância mataram o Lakers! Eles foram bem atacando a cesta também, é verdade, mas quando se joga contra Kevin Durant, James Harden e Russell Westbrook é difícil evitar que se cheguem lá perto. O Lakers até que segurou eles durante um bom pedaço do jogo, mas foi preciso esticar a marcação quando as bolas longas de 2 (a de menor aproveitamento entre todos os times da NBA) começam a cair como se fossem lances-livres. O Mavs forçou o Thunder a esse jogo de meia distância nos playoffs do ano passado e foi o segredo para a vitória, mas contra o Lakers não rolou, fizeram a festa.

O Lakers ainda tentou voltar para o jogo no último quarto e estranhamente conseguiu após bolas de 3 consecutivas da Paz Mundial, mas Westbrook tratou de matar a partida com, claro, um arremesso forçado e contestado de 2 pontos. Vitória expressiva do Thunder, em dia pouco inspirado de Durant e Harden venceram um dos times mais difíceis da NBA, resultados assim assustam o resto da liga. Para o Lakers faltou arsenal ofensivo para quando a bola não conseguiu mais entrar no garrafão. E um número impressionante: A combinação de Steve Blake, Matt Barnes, Metta World Peace, Josh McRoberts e Pau Gasol atuou junta por longos 7 minutos. A eficiência ofensiva desse time (pontos a cada 100 posses de bola) foi de 36 pontos, a eficiência defensiva (pontos SOFRIDOS a cada 100 posses de bola) foi de 145. Por sorte não se jogam 100 posses de bola por 7 minutos.

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No outro jogo importante da rodada, o Miami Heat recebeu o Dallas Mavericks para uma reedição da final do ano passado. Foi triste ver o Mavs em ação porque parecia bem óbvio que eles sabiam o que fazer, simplesmente não conseguiram. Talvez porque Brandan Wright não faça a mesma cobertura defensiva de Tyson Chandler, porque nem Vince Carter ou Roddy Beaubois conseguiram costurar a defesa do Heat como Barea fazia e porque Kidd (2/8 arremessos, 6 pontos) e Jason Terry (1/10 arremessos, 3 pontos) não estavam acertando seus arremessos de longa distância. Mas só talvez, quem sou eu pra saber tudo, né?

A teoria eles ainda dominam, mas na prática o elenco não é o mesmo e os que ficaram não estão na mesma fase estupenda que tiveram na pós-temporada passada. O Heat, em compensação, pareceu uma equipe mais paciente. Quando a defesa do Mavs os frustravam, não se desesperaram tentando roubos de bola a qualquer custo, souberam manter a marcação que estava dando certo e aos poucos o ataque foi fluindo. Eles tiveram muito sucesso no pick-and-roll (foi o diferencial no último quarto) e uma surpresa no ataque: 6 jogadores (LeBron, Wade, Bosh, Chalmers, Haslem e Cole) com 10 pontos ou mais.

No resto da rodada, apenas dois jogos. Ambos estrategicamente pensados para não roubar a audiência dos grandes jogos da noite: No Leste o Indiana Pacers pegou o Washington Wizards no duelo brazuca entre Nenê (16 pontos, 13 rebotes) e Leandrinho (4 pontos, 5 rebotes). Jogo muito parecido com o que os dois times protagonizaram na semana passada: Feio, cheio de erros, decidido no final e com vitória do Pacers. O Wizards, como já havia feito antes, acionou Nenê seguidas vezes com o jogo para ser decidido. No geral o brasileiro foi muito bem, embora seus companheiros sejam um desastre se mexendo sem a bola. Mas na defesa Sr.Hilário foi uma piada tentando parar o enorme Roy Hibbert. Soma-se isso a alguns erros de John Wall, bolas forçadas (surpresa!) de Jordan Crawford e o Pacers conseguiu mais uma vitória feia para seu cartel.

Fechando a noite, um jogo legal em Portland. Confesso que me diverti com Hornets e Blazers antes de começar o jogo do Lakers. O Hornets só tinha 8 jogadores disponíveis e pelo Blazers tive a chance de ver pela primeira vez em milênios tanto JJ Hickson (12 pontos, 6 rebotes) quanto Luke Babbitt (16 pontos, 4 bolas de 3 pontos) receberem mais do que 10 segundos de tempo de quadra. Pelo Hornets Marco Belinelli acertou 7 bolas de 3 (nível Jordan Crawford/JR Smith de consciência) e fez 27 pontos, mas no final eles ficaram perdidos e não souberam resolver o jogo quando ele poderia ser ganho. Amo o Greivis Vásquez (14 pontos, 6 assistências), mas o time ainda sente falta do Jarrett Jack. E sentir falta do Jack explica a última colocação deles no Oeste.

Top 10 da Rodada

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Fotos da Rodada

Lembra quando a Christina Aguilera era bonita e fazia comercial da NBA? Bons tempos…

 

-Manhê… não cabe nimim.

 

Tiiiira Célio Silva!

 

Frank Vogel como Dilbert

 

Nowitzki: Desde 1998 deixando os arremessos mais difíceis do que precisavam ser

 

McGee e Nenê brilham nas estreias, Knicks ainda embalado

Pelo menos por um dia a troca deixou todo mundo feliz. Ontem aconteceram as estreias de Nenê pelo Wizards e de JaVale McGee pelo Nuggets, os dois saíram de quadra não só com vitórias, mas com atuações de destaque. Comecemos pelo fácil jogo do Washington Wizards, que venceu com certa tranquilidade o New Jersey Nets fora de casa, com Jay-Z assistindo e tudo. O jogo estava disputado até o 3º período, mas aí o técnico Avery Johnon e o armador Deron Williams foram expulsos por, nas palavras do filósofo Tite, “falarem muito”. Depois disso o Wizards passeou. Nenê fez ótimo jogo com 22 pontos e 11 rebotes! O brasileiro é uma enorme melhora no time sobre o McGee, disso eu nunca tive dúvida. Ele dá mais opções ofensivas, tem jogo mais completo, melhor passe, tudo. Meu medo é se ele estaria interessado em jogar lá, se teria disposição, após 10 anos de NBA, para jogar em um time medíocre. Pois o armador Roger Mason Jr. deu uma entrevista dizendo que o brazuca já chegou falante, dando dicas para outros jogadores, orientando os seus companheiros de garrafão e tudo mais. Já o ala/pivô Kevin Seraphin disse: “É ótimo jogar com ele, se você se posiciona bem ele te dá a bola”. Pois é, no Wizards isso é algo novo.

O Wizards tem hoje um grande armador, John Wall, e um grande pivô, Nenê, que pode ser um dos melhores do Leste na posição quando saudável e interessado. Se ele abraçar essa ideia de ser líder e levar o Wizards para algum lugar, pode ter sido um bom negócio até para o jogador, que parecia meio acomodado em Denver. Quando se tem bons jogadores nessas posições montar o resto do time é mil vezes mais fácil, se Jordan Crawford não comprometer e Jan Vesely se desenvolver o Wizards poderá ser um dos times mais legais de se acompanhar na próxima temporada. Começo promissor.

Pelo Nuggets, McGee, claro, não foi tão protagonista quanto Nenê durante a partida, mas foi ele quem a decidiu. O Nuggets perdia por 3 pontos quando Arron Afflalo conseguiu infiltrar, sofrer falta de Ben Gordon e fazer a bandeja. O Pistons poderia ter feito a falta antes, mas Gordon hesitou e quando a fez Afflalo já estava dando as passadas. O armador, porém, errou o lance-livre que empataria o jogo. No rebote JaVale McGee se livrou de Greg Monroe como se ele fosse um anão magrelo e enterrou, virando o jogo a 5 segundos do fim. Na última posse de bola do jogo Gordon recebeu, arremessou e a bola bateu duas vezes no aro antes de cair fora, vitória de McGee, que acabou o jogo com 15 pontos, 7 rebotes e 3 tocos em 24 minutos disputados.

Você deve estar pensando que o Ben Gordon é um merda, né? Ele fez a falta que não devia, errou a bola final e só foi titular porque o Rodney Stuckey, que estava marcando pontos a rodo, se machucou. Mas não foi bem assim. Após perder o 1º período por 40 a 18, o Pistons voltou ao jogo e chegou a liderar por 6 graças aos, prepare-se, 45 pontos de Ben Jordon! Se vocês acham que o Kobe força arremessos, precisam inventar um nome novo para o que o Gordon faz, mas quando dá certo, uau, dá gosto de ver. Ele acertou 13/22 arremessos e não errou nenhuma das 9 bolas de 3 pontos que tentou. Recorde da NBA. Mas não recorde isolado, empate triplo. Os outros dois jogadores a acertarem 9 bolas de 3 em um jogo sem errar nenhuma foram Latrell Sprewell em 2003 e, acreditem, o próprio Gordon em 2006. Não sei se os torcedores fanáticos perdoam os erros fatais depois dessa, mas só teve final emocionante por causa de BG.

Vale ver o resumo inteiro do jogo por todas as bolas de Gordon e a enterrada vencedora de McGee. Mas acho que ficou faltando uma bola impossível do Wilson Chandler, no fim do 4º período, que foi essencial para a virada. Vejam ela aqui.

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Números interessantes sobre o Philadelphia 76ers. Eles perderam os 4 jogos que disputaram que foi decidido com diferença de 3 ou menos pontos. Em compensação, 22 de suas 26 vitórias na temporada foram por mais de 10 pontos de diferença. É surra ou derrota pra eles. Ontem, com jogo apertado contra o Kincks, portanto, foi derrota, 5ª vitória seguida de Mike Woodson. Depois de começar o jogo errando seus primeiros 14 arremessos, o Sixers se recuperou e chegou a liderar no 3º quarto. Mas no último, sempre ele, Jeremy Lin marcou 16 de seus 18 pontos e comandou a vitória de seu time, que ainda teve Amar’e Stoudemire jogando bem (até na defesa!!!) com 21 pontos e 9 rebotes. Carmelo acertou só 5/15 arremessos, mas enquanto o time estiver ganhando a culpa não é dele. Importante para o Knicks vencer um jogo em que acertaram só 36% de seus arremessos, mostra como a defesa está funcionando. Uma cena bizarra fechou o jogo: perdendo por 3 e com ainda 5 segundos no relógio, o Sixers não fez falta no Knicks e simplesmente deixou o jogo acabar com derrota. Doug Collins quase pariu um filho no banco, mas não deu em nada.

Se conforta Collins, sempre pode ser pior. O Cleveland Cavaliers esteve duas vezes muito próximo de roubar uma vitória do Hawks em Atlanta, mas erraram e deixaram Joe Johnson, que não acertava nem bolinha de papel no lixo no resto do jogo, meter bolas decisivas. Eles venciam por 3 pontos após várias bandejas espetaculares (a maioria de canhotinha) de Kyrie Irving (29 pontos, 9 rebotes, 9 assistências), mas aí não trocaram a marcação em um bloqueio na última posse de bola e Joe Johnson teve tempo e espaço para acertar a bola de 3 pontos que levou o jogo para a prorrogação. Lá o Cavs abriu 6, mas tomou outra bola de 3 de JJ, fizeram falta em uma bandeja de Josh Smith (monstro com 32 pontos, 17 rebotes e 5 assistências) e com o jogo empatado viram Johnson mais uma vez acertar uma bola vencedora. Dessa vez ainda puderam responder, mas o arremesso de Irving e o rebote ofensivo de Alonzo Gee rodaram no aro e caíram do lado de fora.

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Enquanto todos esses jogos foram muito interessantes, outros dos qual esperávamos bastante foram bem menos emocionantes. No começo da temporada muito se falava de Thunder e Clippers disputando a final do Oeste, mas hoje o time de Blake Griffin e Chris Paul está numa fase tão ruim que ficamos mais céticos em relação a isso. Ultimamente ou é derrota ou é Paul tirando uma vitória da cartola. Ontem foi derrota, e feia, para o Thunder: 114-91 e apenas o 4º jogo da temporada inteira em que Blake Griffin não conseguiu uma enterrada. Ele também marcou apenas 7 pontos, sua pior marca na carreira. Pelo Thunder 32 pontos de Kevin Durant e estreia do recém-assinado Derek Fisher. Parece que não demorou 5 minutos entre ele escolher o Thunder, viajar pra OKC, assinar o contrato e já jogar. Foram 20 minutos com 5 pontos e 1 assistência. O ex-time de Fisher, o Lakers, fez uma grande partida para bater o Mavs em Dallas. Para um time que joga mal fora de casa, nada mal os jogos de Kobe Bryant (30 pontos, 11/18 arremessos), Pau Gasol (27 pontos, 13/16 arremessos) e Ramon Sessions (17 pontos, 7/8 arremessos). Meus momentos

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favoritos do jogo: (1) Quando Andrew Bynum passou para Gasol arremessar de 3 na zona morta e nem olhou para ver o resultado, apenas levantou os braços comemorando e voltou para a defesa. (2) Isso aí embaixo:

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O Bulls venceu mais uma sem Derrick Rose, dessa vez com virada de impressionar, fora de casa. Perdiam por 7 pontos no começo do último período, viram John Lucas marcar todos os 13 pontos nesse quarto e saíram de quadra com vitória de 94-82. Merecido, porque se não fosse isso o Raptors venceria o jogo usando o uniforme mais feio da temporada. E não estou esquecendo das homenagens à antiga CBA e o da Seleção Brasileira que o Grizzlies inventa de usar às vezes. O Raptors usou um uniforme camuflado para homenagear o dia do exército canadense! Camuflado! O próximo é usar um com pêlos para homenagear os ursos?

No resto da rodada, o Orlando Magic fez o Phoenix Suns sair de sua viagem à Flórida com duas derrotas. Destaque para a 3ª vez na temporada que Ryan Anderson (29 pontos) acertou pelo menos 7 bolas de 3 em um jogo. Dwight Howard (28 pontos, 16 rebotes) recebeu elogios de seu antigo reserva: “Ele foi ele mesmo, basicamente me destruiu”. Palavras

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sábias de Marcin Gortat. Já em New Orleans, um ginásio vazio (não) viu a vitória do Golden State Warriors sobre o Hornets. Jarret Jack, por essa você não esperava, conseguiu um triple-double (17 pontos, 10 rebotes, 11 assistências) e Klay Thompson (27 pontos, 5 rebotes, 5 assistências) se tornou o primeiro novato além de Kyrie Irving a ter conseguir um jogo de 25-5-5 nessa temporada.

Fechando o dia o San Antonio Spurs passou por cima do Minnesota Timberwolves. Sem Nikola Pekovic e Darko Milicic, o Wolves usou Kevin Love de pivô, que ficou abaixo da sua média com 17 pontos e 12 rebotes. Vitória tranquila do time da casa, que teve Stephen Jackson com 16 pontos (3 bolas de 3 pontos), Tim Duncan jogando muito (21 pontos, 15 rebotes) e, claro, a aposentadoria oficial da camiseta 12 de Bruce Bowen, que apareceu lá de gravata borboleta e meias coloridas:

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Fotos da Rodada

Com quem você aprendeu essa bobagem, Amar’e?

 

…não precisa responder

 

7 vezes 8? Sem ideia.

 

Gasol incomodado com as alucinações que vem tendo

 

Se esconder na toalha para um jogador é o bater a porta do quarto de um adolescente

 

Se um T-Rex jogasse basquete arremessaria assim

 

Ele pode ser velho, mas eu atravessaria a rua se visse Ben Wallace

 

O uniforme mais feio desde esse aqui…

>Draftados em 2001 – O fim da 1ª rodada

>A série de Draftados em 2001 ficou parada por causa de uns textos sobre o locaute que parecia perto do fim. Mas essas negociações em velocidade de sexo tântrico não estão indo pra frente, então vamos voltar e terminar o especial sobre os jogadores que entraram na NBA há uma década.

Até agora já analisamos o Top 3 estrelado por Kwame Brown, Tyson Chandler e Pau Gasol, depois vimos o resto do Top 10 com o falecido Eddie Griffin e o espaçoso Eddy Curry. No último post vimos o miolo da primeira rodada, com estrelas do nível de Vladmir Radmanovic e nosso muso Zach Randolph.

Hoje vamos ver o final da primeira rodada. Mas não, não é da escolha 21 até a 30. Primeiro porque ainda não existia o Charlotte Bobcats, então a liga só tinha 29 times. Depois porque o Minnesota Timberwolves não teve direito a sua escolha de primeira rodada por ter quebrado regras do salary cap. Para quem não lembra, eles ofereceram um contrato pequeno de 3.5 milhões de dólares por 1 ano para o Joe Smith com a promessa de um contrato maior no futuro, já que depois de alguns anos no time (a história dos Bird Rights, lembram?) poderia haver a renovação estourando o teto salarial. Essas negociações adiantadas eram proibidas e o Wolves acabou pagando uma multa e perdendo 3 escolhas de primeira rodada como punição.

…..
21- Joseph Forte (Boston Celtics, SG)

Já começamos com um bom exemplar de força nominal. Dá pra imaginar o número de piadinhas sem graça e trocadilhos se existisse Twitter acompanhando o Draft de 2001? Seria de “O Boston sai FORTE do Draft” pra baixo. Pior que isso só a carreira do coitado.

Forte se destacou na Universidade de North Carolina. Lá jogava na posição 2, apesar de apenas 1,90m de altura, mas na NBA tentaram adaptar ele, por causa do tamanho, a ser um armador principal. Não deu nem um pouco certo. Ele simplesmente se recusou a tentar jogar na posição, bateu o pé e disse “não” ao técnico. Dá pra entender por que quase não jogou? Ele também chegou a brigar trocentas vezes nos treinos e as pessoas nem entendiam a razão, parecia aleatório. “Uma mulher sociopata esquizofrênica na menopausa” foi como o blog I Heart Celtics descreveu a condição psicológica do rapaz.

É difícil escolher sua história mais legal nos treinos do Celtics. Foi quando simplesmente foi embora no meio do treino ao enfrentar uma defesa por zona ou quando chegou no ginásio usando uma camiseta do Lakers?
Para os torcedores do Celtics ele é conhecido até hoje como “O cara que usou uma camiseta do Scooby-Doo durante um jogo dos playoffs”. Fácil entender porque o Celtics o trocou ao fim dessa primeira temporada. No Seattle Supersonics foi dispensado depois de problemas legais envolvendo drogas e posse ilegal de arma. Nunca mais pisou numa quadra da NBA.

Tentou a vida na D-League em 2005, depois jogou basquete de rua e então partiu para a Europa. Lá viveu opostos ao ser campeão italiano em 2007 pelo Montepaschi Siena e ser dispensado do Snaidero Udine em 2009 por problemas de comportamento. Hoje joga na segunda divisão da Itália. Para quem entende italiano, tem um vídeo com toda a história dele contada por um comentarista da TV de lá.

22- Jeryl Sasser (Orlando Magic, SG)



Confesso que nos meus bons tempos de jogar NBA 2K2 no Dreamcast eu jogava bastante com o Jeryl Sasser. Não que eu quisesse ou fosse um fã, mas é que eventualmente o Tracy McGrady tinha que descansar ou passar a bola, acontece.

Na sombra de McGrady, Sasser teve pouco tempo de quadra no Orlando Magic. Jogou apenas 7 jogos em sua primeira temporada e só na segunda apareceu mais, com média de quase 14 minutos por jogo. O que chamou a atenção no seu jogo no basquete universitário era o alto número de rebotes para a sua posição e a capacidade de organizar o jogo. No Magic não foi usado para organizar nada, apenas para arremessar e atacar a cesta, o que ele não sabia. Oposto de Forte, era um armador em corpo de ala.

Logo após isso foi dispensado e partiu para a carreira internacional. E nisso ele ganha de todo mundo em termos de bizarrice! Vemos gente indo pra China, Itália, Espanha, Grécia e achamos estranho quando o cara vai para o Leste Europeu. Que tal o Sasser que depois de passar por Israel e França foi parar no Kuwait! Jogou lá de 2007 a 2009, sendo campeão nacional uma vez pelo Al Arabi.

23- Brandon Armstrong (New Jersey Nets, SG)


Completamos com Brandon Armstrong o possível pior trio da mesma posição já escolhido na história da NBA. Tivemos uma sequência péssima de pivôs no meio da primeira rodada, mas a sequência Forte, Sasser e Armstrong é patética. Os três novatos juntos marcaram 80 pontos em 50 jogos disputados na temporada 2001-02 da NBA. Aproveitamento? Vamos lá: Forte teve 8% (1-12), Armstrong 31% (27-85) e Sasser 21% (3-14). Armstrong pode até se gabar de dar goleada nos outros.

A fama do Draft 2001 é explicada por esses jogadores. Não é que não tiveram jogadores bons, os 7 All-Stars são um bom número, mas é que quando o pessoal era ruim, era de dar pena. E não é como se a concorrência fosse pesada. Apesar desse Nets ter ido para a final, foi tudo porque o Jason Kidd fazia HiPhone parecer iPad. A disputa de Armstrong por minutos era com o limitado Kerry Kittles e com Lucious Harris. Isso diz tudo.

Após 3 anos de Nets ele saiu da NBA. Tentou voltar em 2004 mas foi dispensado pelo Warriors antes da temporada começar. Saiu então do país e jogou um ano na Itália, no BT Roseto. Voltou, atuou na D-League e partiu então para atuar na poderosíssima (só que ao contrário) liga polonesa.

24- Raül López (Utah Jazz, PG)



Sabiam que a grafia do nome do “Spanish Fly” é com trema no u? Eu não sabia. Coisas da estranha língua catalã, imagino. Mas não só o nome de Raül López era pouco entendido no começo de sua carreira. Por algum motivo chamavam ele de “John Stockton Espanhol” no começo de sua carreira, o que ia muito de encontro com as suas características de jogo muito veloz, agressivo e muitas vezes pontuador que ele exercia. Será que o pessoal do Jazz foi mais pelo apelido do que pelo olho na hora de escolher o rapaz?

De qualquer forma, acho que a falta de sorte foi essencial para a falta de sucesso do espanhol na liga americana. Dizem ele deveria ter esperado mais para ir para os Estados Unidos, era bem jovem quando foi para lá e talvez pudesse ter se saído melhor se tivesse esperado. Mas isso é pura especulação que sempre se escuta quando o cara dá errado, quando vai tarde e não dá certo deveria ter ido antes para ter mais tempo de adaptação. Comentário de resultado.

Eu acho que o real motivo de não ter dado certo foi uma boa dose de azar. Ele não foi para a NBA logo depois de ter sido draftado, foi um ano depois, quando machucou o joelho e perdeu uma temporada inteira. Foi jogar mesmo na temporada 2003-04, uma época em que o Jazz estava desesperado atrás de um armador para cobrir em parte o espaço deixado por John Stockton. Com Lopéz de novato a vaga ficou com Carlos Arroyo, que estava na melhor fase da carreira na NBA. Sem contar que naquele ano até o Raja Bell estava jogando muito bem como armador do time. Sei que soa uma aberração, mas juro que ele era usado nessa posição e se saia consideravelmente bem.

No segundo ano de López ele se machucou e perdeu mais da metade da temporada. E foi bem no ano em que o Arroyo jogou poucos jogos e o espanhol, em teoria, teria mais espaço para mostrar o seu jogo. Tanto que o fraco Howard Eisley e Raja Bell, de novo, compartilharam as funções de armar o time.

Ele se recuperou ao fim da temporada, mas aí veio o Draft de 2005 e o Utah Jazz conseguiu achar no Draft um tal de Deron Williams. Sem a necessidade de um armador, trocou López na maior troca da história da NBA até então, uma envolvendo 13 jogadores e 5 times. Foi aquela troca que levou Jason Williams, James Posey e Antoine Walker para o Heat, montando o time do título de 2006. López acabou caindo no Grizzlies, time que já tinha vários armadores (Chucky Atkins, Bobby Jackson e até Mike Miller jogava bastante na posição) e o recém-chegado acabou sendo dispensado. Voltou para a Espanha para jogar pelo Girona e depois Real Madrid, hoje está no Khimki Moscow da Rússia.

25- Gerald Wallace (Sacramento Kings, SF)

Meu deus! O que é isso?! Um jogador bom no meio desse Draft? Bizarro! Como eu disse antes, quando é pra ser o bom os caras de 2001 detonam, quando são ruins… Gerald Wallace é do primeiro time, um jogador que todo o técnico pediu a deus.

Gerald Wallace começou na NBA em um dos melhores times da liga, o Sacramento Kings, que na época era a única real ameaça ao Los Angeles Lakers. O mega time formado por Mike Bibby, Peja Stojakovic, Hedo Turkoglu, Chris Webber e Vlad Divac era tão bom, mas tão bom que o pobre novato mal conseguia entrar em quadra. Nos seus três anos de Kings nunca teve média maior do que 12 minutos por jogo, e mesmo assim nunca foram minutos importantes. Nos playoffs a média nunca passou de 7 minutos em quadra por partida!

Todos reconheciam o seu talento, e valorizavam ainda mais a vontade absurda com que ele entrava no jogo. Se jogava em todas as bolas, marcava como se a vida de sua mãe dependesse disso e não tinha limites para o seu esforço físico. Seu estilo de jogo ultra agressivo causou, além de muitas contusões em tentativas bizarras de rebotes, tocos e roubos, o apelido de “Crash”. Mas não rendeu tempo de jogo.

A reviravolta na carreira de Wallace aconteceu na temporada 2004-05, quando o Charlotte Bobcats passou a integrar a NBA. Para alimentar o novo time com jogadores, a nova franquia ganhou a 4ª escolha do Draft (que eles trocaram com o Clippers para virar a 2ª, Emeka Okafor) e o chamado “Expansion Draft”. Nele todos os outros 29 times protegiam 8 jogadores de seu time e o resto estava livre para o Bobcats roubar para si. O Kings, com um elenco cheio de jogadores importantes, decidiu deixar o promissor ala de fora e ele foi sabiamente escolhido pelo Bobcats ao lado de jogadores menos expressivos como Sasha Pavlovic, Zaza Pachulia, Lonny Baxter, Jason Kapono, Loren Woods e Jeff Trepagnier. Desses, aliás, muitos foram já trocados ou dispensados antes da temporada começar. Wallace foi um dos poucos que sobreviveu até o começo daquela terrível primeira temporada dos Cats na NBA.

Por pura falta de opção, Gerald Wallace foi titular e líder daquele time desde o princípio. Sofreu muito com o fato de estar num time tão ruim, mas aproveitou a oportunidade para se desenvolver absurdamente como jogador. Melhorou sua condição física, a defesa, os rebotes e passou até a ser mais efetivo no ataque, antigamente sua parte mais fraca. Em 2006 se tornou o 3º jogador na história da NBA (Hakeem Olajuwon e David Robinson foram os outros) a ter média de mais de 2 roubos e 2 tocos na mesma temporada.

Apesar das milhares de contusões em todas as partes do corpo que vocês podem imaginar, Wallace jogou sempre que pode e sempre foi bem pelo Bobcats. Foi a cara da franquia até o ano passado, quando, depois de discretamente se mostrar insatisfeito com a fase ruim do time depois da demissão de Larry Brown. Então ganhou como prêmio uma troca para o Blazers. Finalmente está em um time decente.

Abaixo um vídeo com enterradas e tocos do Gerald Wallace. Digam se não são os tocos mais legais de toda a liga!



26- Samuel Dalembert (Phiadelphia 76ers, C)



Depois de comentar tanta gente ruim nesse Draft até fico meio mal de criticar o Sam Dalembert, que foi uma super estrela em comparação a outros pivôs que passaram por aqui. Mas a verdade é que o pivô de cidadania canadense e nascido no Haiti teve uma carreira broxante.

Ele chegou na NBA recebendo críticas como essa do NBADraft.net: “É um ótimo bloqueador. Pode, com seus tocos, alterar todo o ataque adversário. O potencial é imenso, mas o jogo ofensivo precisa de melhora”. E então, 10 anos depois o que podemos dizer sobre Dalembert? Bom, ele realmente sabe dar tocos, mas o jogo ofensivo precisa começar do zero para pensar em ser relevante. Ele também não é tão bom defensor no 1-contra-1 e tem uma das piores marcas em assistências que um jogador com sua média de minutos já teve. Mas já disse que ele sabe dar tocos?

Na temporada 2008-09, Dalembert acabou a temporada inteira com 18 assistências! Sim, 18 passes que viraram cestas em 82 jogos disputados. Por mais que não seja a função dele, é só passar para um cara que acerte um arremesso que na NBA isso já é assistência. Não é tão difícil, ele mesmo já fez mais que o triplo disso em outros anos. Quer fazer um jogo legal? Entre no Basketball-Reference e tente descobrir se na história algum outro jogador já conseguiu o feito de ter dado menos de 20 assistências em uma temporada inteira tendo mais de 24 minutos por jogo de média e tendo jogado pelo menos 50 partidas na temporada. O resultado indica somente Dalembert e… Eddy Curry. Caso encerrado. Draft de 2001 vence de novo! Curiosidade: Dalembert deu suas 18 assistências em 82 jogos, Curry deu 19 em 72.

De legal mesmo só a relação que o pivô construiu com o seu país natal, o Haiti, depois do terremoto que destruiu o país em 2010. Viajou várias vezes para lá, bancou muita coisa para eles e da última vez que li sobre o assunto, estava planejando um enorme complexo esportivo para a capital Porto Príncipe. Um ótimo jeito de gastar a enorme quantia que, inexplicavelmente, o Sixers pagou para ele em todos esses anos antes de finalmente mandá-lo embora em uma troca com o Sacramento Kings.

27- Jamaal Tinsley (Indiana Pacers, PG)



Já fui muito fã do Jamaal Tinsley. Nos meus tempos de escola via ele jogando e podia sonhar em um dia ser um jogador profissional. Afinal Tinsley não é alto, não é atlético, não é rápido ou forte e até é meio gordinho. Mas bastava ver o cara jogar, perceber sua visão de jogo e habilidade com a bola para ver que o cara tem que ser muito bom para chegar na NBA mesmo sem todos esses atributos físicos.

A vida de Tinsley é roteiro desses filmes que nos dão lição de moral mostrando a vida nos guetos norte-americanos. Ele teve problemas familiares, uma renca de amigos envolvidos com o crime e ficou sempre entre o basquete (de rua, ficou famoso no lendário Rucker Park em Nova York) e uma vida fora da lei, com confusões de diversos tipos. Já foi detido por furto e posse de drogas antes de entrar na NBA.

O basquete acabou triunfando e ele conseguiu se formar no colegial e ir para uma faculdade, Mt.San Jacinto Community College, universidade nada tradicional em basquete, mas que o deixou famoso o bastante para chamar a atenção de Iowa State, onde jogou os dois últimos anos de basquete universitário. De lá foi escolhido pelo Indiana Pacers do então técnico Isiah Thomas. O aposentado armador resolveu apostar no novato e surpreendentemente lhe deu a condição de titular desde o início da temporada, o pimpolho respondeu jogando como veterano e liderando o time com 8.1 assistências por jogo.

Sua carreira, que parecia promissora, começou a desmanchar quando Rick Carlisle assumiu o Pacers duas temporadas depois. Ele rebaixou Tinsley a terceiro armador, atrás de Kenny Anderson e Anthony Johnson. Por conta de contusões, Tinsley até conseguiu voltar a ser titular e jogar bastante nos playoffs, quando o Pacers foi até a final de conferência e perdeu para o Detroit Pistons. Mas claramente Tinsley não era o armador dos sonhos de Carlisle. O técnico é um cara dominador, gosta de ter controle do que os jogadores fazem no jogo, sempre chama jogadas na beira da quadra. Já Tinsley, mais ao gosto de Isiah Thomas, é cheio de improvisos, de jogadas de basquete de rua (adorava passar a bola por entre as pernas de pivôs enormes) e jogava arriscando, tentando passes difíceis.

Como se não bastasse as questões dentro de quadra, o Pacers passava também por uma limpeza de imagem. Depois que Ron Artest subiu nas arquibancadas do Palace of Auburn Hills para distribuir porrada nos torcedores do Pistons, o Pacers, pouco a pouco, quis se livrar da imagem de time de bad boys. Foi assim que se livraram de Artest e Stephen Jackson, por exemplo. Com Tinsley, porém, estava mais difícil, nenhum outro time o queria. Ele continuou jogando e teve bons momentos, mas ao fim da temporada 2007-08 o Pacers resolveu romper com o jogador mesmo com ele ainda estando sob contrato. Lhe proibiram de ir até o clube treinar, disseram que ele estava fora dos planos e que iriam tentar trocá-lo o quanto antes. Não conseguiram.

O armador perdeu um ano da carreira nesse limbo. Tentou voltar em 2009-10 no Memphis Grizzlies que na época recrutava jogadores excluídos de outros times. Deu certo com Zach Randolph, mas não com Allen Iverson ou Jamaal Tinsley. Ele durou 35 jogos por lá e deu o fora.

Quando todos pensavam que ele não pertencia mais à NBA, uma surpresa. Na semana passada aconteceu o Draft anual da D-League, e o Tinsley foi a primeira escolha geral! Irá jogar pelo Los Angeles D-Fenders e, quem sabe, poderá voltar para a NBA em breve. Não se envolvendo mais com apreensões de maconha e tiroteios em casas noturnas (quase morreu em um!) como no passado, pode dar certo.

28- Tony Parker (San Antonio Spurs, PG)



William Anthony Parker tem nome inglês, é francês, tem pai americano, mãe holandesa e nasceu na Bélgica. Também foi a última escolha da primeira rodada do Draft de 2001 e um dos mais impressionantes achados do San Antonio Spurs no exterior.

A história de como o Spurs decidiu escolher o Parker é curiosa. Eles já conheciam o armador francês de olheiros e depois que o jogador foi espetacular em um jogo contra o time americano no Nike Hoop Summit dois anos antes. O chamaram então para treinos em San Antonio e foi um desastre: o colocaram para jogar 1-contra-1 contra Lance Blanks, olheiro do Spurs e ex-jogador da NBA. A defesa física e agressiva acabou com Parker. Segundo o técnico Gregg Popovich, a vontade era a de dispensar Tony Parker depois de 10 minutos. Mas depois, assistindo a um vídeo de melhores momentos de Parker, o técnico do Spurs resolvou dar uma segunda chance ao rapaz. Ele tinha que ser melhor que aquilo! E foi. Impressionou todo mundo e quando sobrou na 28ª posição (o que não foi difícil, já que os outros times mal o conheciam) o Spurs o levou.

Até poderia rolar um “foram felizes para sempre” se pensarmos que Parker foi titular nos títulos de 2003, 2005 e 2007, mas o caminho até lá foi penoso. A relação de Popovich com Duncan é de admiração e confiança, com Ginóbili é um misto de um ataque do coração prestes a acontecer com um “deixa o cara ser doido que sempre funciona”. Já com Parker a relação é a de um pai exigente e um filho que não para de tentar agradar o velho.

Desde seu primeiro ano quando só tomava bronca até em 2007, quando o armador tinha um número máximo de bolas de 3 para chutar em um jogo, Popovich tenta controlar Tony Parker. No início era a velocidade que ele impunha ao time, depois a necessidade de distribuir mais a bola ao invés de bater para dentro, depois controlar os arremessos de longe. Não é à toa que Parker flertou com a ideia de jogar no New York Knicks, um pouco de liberdade é sempre tentador. Quem assistia às primeiras temporadas de Parker se impressionava com a facilidade com que ele cortava todo mundo, logo depois se irritava com o fato dele, mesmo sob a cesta, tocar para alguém na zona morta arremessar. Ordens de cima.

Popovich já reconheceu que já pegou mais pesado com Parker do que com os demais, principalmente no começo da carreira, mas segundo ele era para o jogador amadurecer rápido e se tornar mais forte mentalmente. Não sei se foi só isso, mas deu certo. Tony Parker hoje é um armador mais maduro, sabe quando passar e quando infiltrar e é o único representante desse Draft a ter um troféu de MVP: Foi eleito o melhor jogador das finais de 2007 contra o Cleveland Cavaliers.

Nota muito importante: Em uma era de Maria Sharapova e Kardashians, Parker tem que ser lembrado como o primeiro da sua geração a relembrar os bons tempos de Dennis Rodman e Carmen Electra ao se casar com a atriz Eva Longoria. Obrigado por enfeitar as transmissões do Spurs com sua ex-mulher por tantos anos!

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Na próxima e última parte teremos as boas escolhas da segunda rodada e uma lista de como seria o Draft 2001 se todos os times tivessem conseguido prever o futuro.

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