?Dinossauros em extinção

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Com 56 vitórias na temporada regular, o Raptors teve a segunda melhor campanha da Conferência Leste (apenas um jogo atrás do líder Cavs), teria acabado com a terceira melhor campanha na Conferência Oeste (só atrás das campanhas históricas de Warriors e Spurs) e portanto teve a quarta melhor classificação geral. Enfrentar o Pacers, com apenas 45 vitórias na temporada (uma a mais que o oitavo colocado Pistons, já varrido dos playoffs), deveria ser um passeio no parque. Ainda mais se levarmos em consideração as atuações espetaculares de DeMar DeRozan, que acabou a temporada regular com 23.5 pontos por jogo, um dos dez maiores pontuadores da NBA. Ninguém fez mais bolas de 2 pontos e nem mais pontos por infiltração do que DeRozan nessa temporada.

Mas eis que o Pacers venceu o primeiro confronto entre eles nesses playoffs, e tivemos o desprazer de ver DeRozan simplesmente se negando a arremessar no processo. A imagem abaixo, com DeRozan deixando de arremessar mesmo com Paul George chegando atrasado para sua marcação, mostra o nível abissal em que está sua confiança depois de ter tido suas bolas mais confiáveis facilmente contestadas no início do jogo

Depois da lama

Depois da lama

Já cansamos de escrever aqui e comentar em nossos Podcasts sobre a decadência dos fominhas na NBA. Tendo Allen Iverson como maior símbolo e Kobe Bryant como solitário sobrevivente de sucesso, os pontuadores centralizadores, os machos alfa do ataque, estão em extinção nos EUA, último reduto deles no basquete mundial.

E por que vamos voltar nesse assunto? Bom, calhou de termos mais um exemplo claro de que estes fominhas capazes de dezenas de pontos por jogo até existem ainda, mas são cada vez menos desejados ao redor da liga. Estamos falando de Rudy Gay, ala que foi trocado pelo Toronto Raptors para o Sacramento Kings há algumas semanas. Adivinhem que time melhorou e qual continua na lama.

Rudy Gay

Fizemos um texto comentando o negócio e lá dissemos que o Raptors estava fazendo um negócio pensando em duas coisas: economizar e perder. A primeira se mostrou verdade, já que os 19 milhões de dólares de Gay, pagos neste e no próximo ano, agora estão nas mãos do Kings, enquanto os contratos de John Salmons e Greivis Vásquez, recebidos em troca, podem ser encerrados já na próxima offseason. Agora, a parte de perder não deu nada certo. Algumas pessoas até previram que o Raptors não iria ficar tão ruim imediatamente, e até por isso iriam tentar trocar Kyle Lowry ou até DeMar DeRozan para piorar o time e aumentar as chances do time no Draft 2014. Mas será que mesmo os que previram que o time não ia piorar sabiam que eles iam ficar tão bons?

Desde a troca de Rudy Gay, o Raptors venceu 9 partidas e perdeu apenas 4, sendo estas derrotas para o San Antonio Spurs (duas vezes), Miami Heat e, a única para um time não candidato o título, Charlotte Bobcats, na prorrogação. Nas vitórias, destaque para os jogos contra Indiana Pacers, OKC Thunder e Dallas Mavericks. Antes da troca, 30% das posses de bola do Raptors acabavam com Rudy Gay (arremessos tentados, turnovers ou faltas sofridas), disparado o líder da equipe. Some-se isso o fato de que ele não cobrava muitos lances-livres, errava bastante e tinha terríveis 38% de acerto em seus arremessos e dá pra sentir o drama da coisa. Segundo dados coletados pelo Zach Lowe, do Grantland, Gay seguia para ser apenas o 4º jogador na história a finalizar 30% das posses de bola de um time e acertar menos de 40% dos arremessos. Os outros eram, surpresa, clássicos fominhas do começo do século: Jerry Stackhouse, Baron Davis e Allen Iverson.

Com Rudy Gay fora, o Toronto Raptors teve que distribuir estes 30% de suas posses de bola entre seus outros jogadores. Foi aí que Kyle Lowry, contratado na temporada passada, finalmente voltou a jogar bem como nos tempos de Houston Rockets e o time foi em seu embalo e liderança. Jonas Valanciunas, em especial, pulou de médias de 8 pontos e 7 rebotes para 12 e 9. A média de assistências da equipe pulou de 17 por jogo para 22; o aproveitamento dos arremessos pulou de 42% para 44% e o de três pontos de 34% para 38%. Os erros ficaram nos mesmos 14 por jogo e a eficiência ofensiva (pontos por 100 posses bola) pulou de 101 pontos para 110, e até a defesa melhorou de 108 pontos sofridos para 103. Em resumo, tudo é melhor desde que Rudy Gay foi embora. Não por coincidência, o Memphis Grizzlies saboreou melhora semelhante após trocar o mesmo jogador na última temporada.

O curioso e interessante dessa história toda é imaginar o que vai acontecer daqui pra frente. O Raptors parecia sério em continuar sua implosão rumo ao Draft, chegando a ficar muito perto de mandar Kyle Lowry para o New York Knicks, negócio que foi vetado por James Dolan, dono do Knicks, que não queria ceder mais uma escolha de Draft para o Raptors depois de já ter enviado uma na troca por Andrea Bargnani na última offseason. Ao manter o armador, o Raptors viu o time melhorar, dominar a divisão do Atlântico e até visualizar uma possível terceira colocação em todo o Leste, afinal o Washington Wizards não deslanchou como o previsto e o

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Atlanta Hawks acabou de perder Al Horford até o fim da temporada.

E não é só que o time melhorou, não é só que eles estão se aproveitando de uma conferência fraca e infestada de lesões, eles estão fazendo isso com um time jovem, promissor e que mostra melhora jogo após jogo. A ideia era montar o time em volta nome de novos jogadores, uma reconstrução, mas ela pode já estar em curso e não precisar de mais empurrões ou derrotas forçadas.

Raptors

O já citado Kyle Lowry tem 27 anos e está chegando na idade onde os jogadores costumam atingir seu auge na carreira; DeMar DeRozan tem só 24 anos, está com média superior a 20 pontos por jogo e acrescenta novas jogadas a seu arsenal a cada ano que passa; Terrence Ross, de 22 anos, está com média de 14 pontos por partida desde que assumiu a titularidade no lugar de Gay e aos poucos está acertando seu belo arremesso (mais de 44% de bolas de 3!) que o fez famoso no basquete universitário. No garrafão, eles tem Amir Johnson, de 26 anos, na melhor temporada de sua carreira e um dos líderes da NBA em aproveitamento de arremessos, além de Jonas Valanciunas, de 21 anos, que

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aos poucos vai melhorando e fazendo a diferença a favor do time canadense. No banco ainda tem os bons e jovens Greivis Vásquez (26 anos) e Patrick Patterson (24), completando um time jovem e

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na ascendente.

A decisão de Masai Ujiri, General Manager do Toronto Raptors, não é das mais fáceis. Por um lado ele sabe que hoje (e sempre) não se vence na NBA sem uma grande estrela, assim como sabe que seria a glória maior que essa estrela fosse um canadense, como a promessa Andrew Wiggins. Por outro, mesmo forçando trocas e mudando o elenco, nada garante que o Raptors vai ser o pior time e muito

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menos que o sorteio coloque a equipe no Top 3 do Draft, onde Wiggins deve ser escolhido. Como fica o emprego do manager se a diretoria da equipe perceber que ele abriu mão de um time jovem, terceiro colocado no Leste, em nome da, digamos, oitava escolha no Draft 2014? Mas e se nem DeRozan ou Valanciunas desabrocharem rumo ao estrelato, até onde vai um time de jogadores medianos no próximo ano, quando o Leste deve mostrar alguma reação?

Se pensarmos em empregos e contrato, não veremos ajuda de técnicos e treinador para que o Toronto Raptors afunde. Kyle Lowry está em ano de contrato e Amir Johnson tem uma team option de 7 milhões de doletas no próximo ano. Já o técnico Dwayne Casey está em sua segunda passagem como técnico da NBA e não pode fazer feio. Ele fracassou quando assumiu o Minnesota Timberwolves entre 2005 e 2007 e provavelmente não terá mais uma chance no mercado se comandar outro time ruim.

As vitórias consecutivas sobre bons times e a perspectiva de vida longa nos Playoffs contribuem ainda mais para que os jogadores se unam para que possam experimentar um pouco do sucesso, se valorizar e, vejam só, vencer jogos de basquete, o objetivo definitivo do jogo. Contra eles apenas a possibilidade de alguma troca maluca que desmanche tudo em nome da loteria.

Mais novatos

Há alguns anos nós tínhamos o hábito de fazer posts analisando a performance dos novatos. Embora fosse uma ideia muito divertida, ela tinha algumas coisas que hoje em dia eu não gosto mais. No fim dos posts a gente brincava de futurologia e tentava imaginar o que ia ser do resto da carreira desses atletas, embora tentássemos justificar com fatos todas as previsões, não sei o quanto de valor elas realmente tinham.

Hoje prefiro fazer diferente. Foi o que tentei no último post sobre o Anthony Davis. Analisei sua temporada até agora (boa, mas discreta) e dei pontos a serem analisados na continuação de sua carreira, mas em nenhum momento quis prever se ele será o novo Tim Duncan ou o novo Kwame Brown. Não custa lembrar que há poucos anos teve um outro jogador que teve um primeiro ano bom-mas-discreto, James Harden. E sabe quem foi espetacular num primeiro ano, com protagonismo e jogo completo? Emeka Okafor. Analisar o primeiro ano não é dar uma sentença de futuro.

Tudo isso para começar a analisar o começo de carreira de outros novatos, pedido que foi feito por alguns leitores no post do Monocelha. Bora lá?

 

1. Anthony Davis (New Orleans Hornets)

Anthony Davis

Como já disse antes, bom-mas-discreto. Não chama o jogo em um time de campanha fraca, poderia se arriscar mais, mas prefere ficar mais de lado e só fazer o que sabe. Essa consciência do que sabe e não sabe fazer pode ser sua maior qualidade num futuro próximo, muitos demoram uns 10 anos pra ter esse discernimento, mas é bom ele aumentar seu repertório também.

Outra boa solução é o time se adaptar a algumas de suas qualidades. Sabiam que Anthony Davis tem 76% de aproveitamento em jogadas de transição e contra-ataque? É a 4ª melhor marca de toda a NBA! Uma pena que elas só significaram 56 arremessos tentados por ele na temporada, menos de uma vez por jogo. Pode-se pensar em um time que joga mais rápido no próximo ano para usar esse talento e velocidade de Davis. Mas que isso não faça ele abandonar uma offseason de intenso treinamento de costas para a cesta. Ainda é um pirralho, fez 20 anos no meio dessa temporada, bom ter paciência com ele. Talento não falta.

 

2. Michael Kidd-Gilchrist (Charlotte Bobcats)

Michael Kidd-Gilchrist

No fundo, lá no fundo, todo mundo sabia que ele não era uma superestrela pop da NBA. O Charlotte Bobcats dizia estar escolhendo um jogador que daria uma nova cara para a franquia, mais séria, defensiva, de dedicação e profissionalismo. Isso tudo aconteceu, Kidd-Gilchrist é pura raça, defesa e foco. Mas eles continuam perdendo uma atrás da outra.

Mas não vamos deixar as derrotas nos enganar. Kidd-Gilchrist ainda é uma das grandes forças nominais da liga e defende muito. Em jogadas de mano a mano, as famosas ISOs, o novato segurou seus adversários a apenas 29% de aproveitamento! Defesa fenomenal. Ele também tem números bons marcando o pick-and-roll, o que já o torna um dos melhores defensores de perímetro da liga. Difícil que isso nem sempre apareça em um time com elenco tão fraco, do mesmo jeito que seu desempenho pífio no ataque fica ainda mais exposto.

 

3. Bradley Beal (Washington Wizards)

Bradley Beal

A média de pontos de Bradley Beal na temporada é de 13 pontos por jogo, mas para entender seu ano é legal ver as médias mês por mês: 11 pontos por jogo em Novembro, 13 em Dezembro, 15 em Janeiro, 17 em Fevereiro, 15 em Março. Beal começou o ano sofrendo, era um novato em um time sem entrosamento e que tinha perdido sua mair estrela, o armador John Wall. Caíram na cabeça do pirralho responsabilidades de armar o jogo em alguns momentos, pontuar, criar situações para outros jogadores. Não deu lá muito certo.

Mas aos poucos ele foi ficando mais confortável em quadra e quando Wall voltou, Beal explodiu. Sua média de aproveitamento de arremessos de 3 pontos saltou da casa dos 20% nos dois primeiros meses e saltou quase 50% desde a volta de Wall. Sem as responsabilidades de armar o jogo, até seus erros diminuíram. Nada como ter um grande armador do lado para a transição para o basquete profissional parecer fácil. A dupla tem futuro.

 

4. Dion Waiters (Cleveland Cavaliers) – Não sei o que dizer. Comento do Waiters do bem, capaz de costurar defesas e acertar arremessos de todos os cantos de uma quadra de basquete? Ou o Waiters do lado negro da força, que se acha um Ricky Davis contemporâneo? Gosto da coragem de Waiters e de sua força física nas infiltrações, mas ele precisa aprender muito sobre basquete nos próximos anos para poder ajudar mais do que atrapalhar o Cavs. De qualquer maneira, foi uma grata surpresa.

5. Thomas Robinson (Houston Rockets) – Novato mais azarado do ano. Caiu num time completamente perturbado, o Sacramento Kings, onde tinha poucas chances e era mal usado. Depois foi para o Houston Rockets, onde seu estilo se encaixa melhor, mas mesmo assim ele joga pouco porque o time está fechado, entrosado e lutando por vaga nos Playoffs. Quem sabe ano que vem.

6. Damian Lillard (Portland Trail Blazers) – Sabiam que Lillard é mais velho que John Wall, que está em sua terceira temporada na NBA? Chegar mais preparado e velho na NBA às vezes dá muito certo. Alguns questionam se isso quer dizer que Lillard está, portanto, mais próximo de seu ápice e que pouco tem a evoluir. Será? De qualquer forma, tá ótimo. Ele pode não melhorar nunca, jogar para sempre como tem jogado esse ano, com quase 19 pontos por jogo, que o Blazers nunc vai reclamar.

Melhor novato da temporada, de longe, mas pode melhorar ainda mais na arte de cavar faltas (exclusividade de veteranos), e com seu bom arremesso dá pra se especializar nos 3 pontos, como fez Derrick Rose após seu ano de novato.

7. Harrison Barnes – Sabiam que o nome completo dele é Harrison JORDAN Barnes? Tem talento escondido aí, galera. É um caso parecido com o de Anthony Davis: apenas 20 anos e apesar de mostrar talento, às vezes passa despercebido em alguns jogos. Mas ele tem motivos mais lógicos para se esconder: seu time luta por boa posição nos Playoffs e ele precisa dividir funções com o espetacular Steph Curry e o promissor Klay Thompson.

8. Terrence Ross (Toronto Raptors) – Ele enterra. Enterra muito. Mas precisa de mais consistência no seu bonito arremesso de longa distância (32% em 3 pontos) e nas suas jogadas mano a mano (31% de aproveitamento) para ganhar mais minutos na próxima temporada. Não à toa nesse ano chegou a perder minutos valiosos para o limitadíssimo Alan Anderson.

9. Andre Drummond (Detroit Pistons) – Ele tinha todas a pinta daqueles jogadores que chegam cedo na NBA porque tem um físico absurdo, mas que demoram para embalar, foi péssimo nas ligas de verão, por exemplo. Mas não, ao invés disso ele surpreendeu e fez ótimo primeiro ano de NBA. Ele é o líder do Detroit Pistons em +/-, que faz o saldo de pontos com o jogador em quadra, e os únicos 3 quintetos do Pistons que conseguem bons números defensivos (menos de 1 ponto sofrido por posse de bola) tem o poeta na formação. Ele está a um entrosamento com Greg Monroe de começar a fazer mais barulho na NBA.

10. Austin Rivers (New Orleans Hornets) – Sem um arremesso confiável e sem ser o cara mais rápido na quadra, todo o coração, força de vontade e liderança de Rivers parecem não fazer tanta diferença assim. Com o surgimento, do nada, de Brian Roberts, assim como a temporada fora de série de Greivis Vásquez tiraram ainda mais espaço do jovem armador. Por fim, também se machucou muitas vezes e perdeu sequência de jogos. Uma temporada para esquecer e, vamos torcer, para aprender. Doc Rivers pode usar seu verão para treinar o filhote.

 

Outros destaques

Valanciunas

Jonas Valanciunas (Toronto Raptors) – O pivô lituano foi selecionado no Draft 2011, mas só foi para a NBA nesta temporada. No começo do ano sofreu horrores na defesa, cometendo faltas bobas e não entendendo o porque. Aos poucos evoluiu, conseguiu passar mais tempo na quadra e não demorou muito para se soltar onde manja, no garrafão ofensivo. Em seus últimos 15 jogos, Valanciunas tem média de 1.2 pontos por posse de bola, é simplesmente a melhor marca de toda a liga!

Nos seus últimos 10 jogos ele tem média de 15,5 pontos, 7,7 rebotes, 2 tocos e só 3 faltas por partida. Tudo isso com aproveitamento de 60% nos arremessos. Seu entrosamento com Kyle Lowry no pick-and-roll, desastroso no começo da temporada, também evoluiu demais. Melhora devagar, mas constante para o pivô em seu primeiro ano. Ah, e ele é gigantesco.

13. Kendall Marshall (Phoenix Suns) – Um armador burocrático e ainda se acostumando com a velocidade da NBA. E seu titular era o melhor jogador do time. Mas apesar de tudo muita gente tem esperança no futuro do garoto, continuaremos de olho.

14. Moe Harkless (Orlando Magic) – Pediu para ser chamado de Maurice, mas é novato então não vamos obedecer.

17. Tyler Zeller (Cleveland Cavaliers) – É branquelo demais para compensar erros com capacidade atlética, saltos e tocos mirabolantes. Ele precisa entender o jogo e fazer a coisa certa para fazer a diferença, só ser grande não adianta. Bom sinal é que ele consegue isso às vezes, mau sinal que está longe ainda de alcançar regularidade. Bom reserva para Anderson Varejão e achar bons pivôs reservas não é fácil como parece.

21. Jared Sullinger (Boston Celtics) – Quer scout pré-draft mais preciso que esse? Diziam que ele era bom o bastante para ser Top 10 no Draft, mas que os times tinham medo de possíveis lesões nas costas. O que aconteceu? Era um dos melhores novatos da temporada até ser afastado com uma lesão nas costas.

34. Jae Crowder (Dallas Mavericks) e 35. Draymmond Green (Golden State Warriors) – Dois achados da segunda rodada. Com bom arremesso, excelente defesa e boa noção de espaço de quadra, Crowder impressiona por jogar como veterano. Ajuda nas mesmas coisas que seu companheiro Shawn Marion. Já Green é o especialista em defesa que Mark Jackson coloca em quadra nas maiores furadas que um novato pode enfrentar, e mesmo assim ele tem dado conta do recado.

 

Outros pirralhos tiveram bons momentos na temporada. Orlando Johnson chegou a aparecer bem na rotação do Indiana Pacers na falta de Danny Granger. John Henson é excelente reboteiro e poderia ser mais bem aproveitado pelo Milwaukee Bucks. Tony Wroten

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teria feito mais impacto se o Memphis Grizzlies tivesse menos medo de usar seu banco de reservas. Por fim, o que foi essa última partida de Will Barton? O cara foi a 40ª escolha do Draft, seu máximo de pontos na temporada tinham sido 14 e aí ele mete 22 pontos, 14 rebotes, 6 assistências e 3 roubos de bola em 32 minutos contra o Dallas Mavericks. Dá onde veio isso?! Dá pra entender por que eu desisti da futurologia?

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Nuggets e Bulls vencem apesar da alimentação precária

Foi uma noite de poucos jogos e momentos tristes para a NBA. Cada uma das 3 partidas teve um momento para a gente parar, refletir e pensar sobre a miséria humana. Será que é essa a vida que queremos para nós e o mundo que queremos deixar para nossos filhos? Vocês vão entender.

O primeiro jogo da noite foi o duelo entre Derrick Rose e Dwight Howard Jimmy Butler e Arron Afflalo. O Bulls, ainda atrás de seu poder ofensivo, pegava o até então invicto Orlando Magic. Um time invicto que tem E’twaun Moore, Dequan Jones e Nikola Vucevic como titulares! E pior, Moore (17 pontos) e Vucevic (16 pontos, 10 rebotes) estão realmente jogando bem. Coisas da primeira semana da NBA.

O jogo começou e se manteve disputado por 3 períodos. O Bulls sobrevivia graças a sua defesa ainda formidável, mas no ataque estavam dependendo demais do nem sempre regular Carlos Boozer (12 pontos, 8 rebotes). O problema é o eterno cobertor curto do técnico Tom Thibodeau, o time ataca melhor com Boozer e Richard Hamilton, mas os dois são os pontos fracos da defesa. Para Vucevic (Vucevic, não Hakeem Olajuwon) não continuar deitando e rolando no garrafão, Thibodeau teve que tirar seu melhor atacante para colocar Taj Gibson em quadra, Jimmy Butler e Nate Robinson (11 pontos, 6 assistências) acabaram entrando também nos lugares de Hamilton e Kirk Hinrich.

As trocas deram certo. O Bulls segurou o Magic a poucos pontos nos primeiros minutos do quarto final e aproveitou uma boa sequência de arremessos de Gibson (12 pontos) e Luol Deng (15 dos 23 pontos dele vieram no 2º tempo) para abrir 10 pontos de vantagem. Com a defesa bem montada, foi só cozinhar o placar até o final. O Magic chegou a ameaçar no final quando JJ Redick (10 pontos, 7 assistências) e Arron Afflalo (28 pontos, 3 bolas de 3) acertaram a mão, mas uma bola de 3 forçada (pra não dizer imbecil) de Glen Davis a menos de um minuto para o fim do jogo tacou a reação no lixo. O Big Baby joga com uma raça proporcional a sua circunferência, mas às vezes perde a noção. Atacou a cesta de cabeça baixa tantas vezes que saiu de quadra com apenas 7 arremessos certos em 22 tentativas e 5 tocos sofridos.

Foi aí então que aconteceu o momento triste do jogo. O Bulls vencia por 98 a 93 quando Joakim Noah sofreu falta nos segundos finais. Ele fez o primeiro chute, mas errou o segundo, o que levou a torcida a gritos desesperados. O jogo já estava ganho, claro, mas o arremesso errado não deixou o time chegar aos 100 pontos, o que significaria Big Macs de graça para todos os presentes! A torcida chiou, gritou, esperneou e então vibrou quando, na posse de bola seguinte, o Magic acabou fazendo falta em Kirk Hinrich. Mas quem diria que o Captain Kirk é um vegetariano de merda, hein? Errou os dois putos arremessos! O segundo ainda rendeu um rebote de ataque, que Noah pegou e tentou um chute desesperado de 3, mas errou. Fim de jogo, 99 a 93 e nada de hambúrgueres, alface, queijo e molho especial para a torcida.

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Mas antes que você queira criticar a torcida do Bulls por gritar mais pelo Big Mac do que em qualquer outro momento do jogo (o que aconteceu mesmo!), pense que ela não é a única a fazer isso. Na partida entre Denver Nuggets e Detroit Pistons, dois dos invictos-só-que-ao-contrário da NBA, o Nuggets tinha uma promoção tentadora para seus torcedores caso o time chegasse a 110 pontos: 4 tacos e um refrigerante por 1 mísero dólar. Com o time vencendo por 105 a 95 nos minutos finais, o coro de “We Want Tacos” tomou conta do Pepsi Center. Mas os torcedores de pé não viram todas as cestas necessárias. Com os chutes de Andre Miller e Danilo Gallinari batendo no aro o resultado ficou em 109 a 97. Um ponto, como em Chicago, ficou entre os torcedores e suas veias entupidas. São as defesas da NBA na luta contra a obesidade mórbida na América.

Mas, verdade seja dita, a torcida vibrou antes do Tacogate. No começo do jogo com as bolas de 3 de Andre Iguodala (17 pontos, 10 rebotes) e Danilo Gallinari (8 pontos, 2 tocos). Depois com as enterradas e rebotes de ataque do incansável, animado e certamente sob efeito de drogas Kenneth Faried (15 pontos, 8 rebotes). Com os 3 brilhando, o Nuggets começou bem seu primeiro jogo em casa na temporada e a primeira vitória no campeonato parecia bem encaminhada. Mas Rodney Stuckey (17 pontos) resolveu voltar a jogar basquete e colocou o Pistons de volta no jogo com a ajuda do espetacular Greg Monroe (27 pontos, 10 rebotes). Nem parecia o time apático que apanhou do Lakers outro dia.

O problema é que para enfrentar o Nuggets você precisa ou de uma defesa muito boa que consiga segurar um pouco o ataque deles, ou um ataque tão bom que possa acompanhar o ritmo frenético do time de George Karl. O Pistons não tem nada disso. Com Andre Miller (8 pontos, 6 assistências) e JaVale McGee (16 pontos, 3 tocos) em quadra, o Nuggets aumentou ainda mais sua velocidade e passou por cima do Pistons nos minutos finais. Quando a movimentação de bola do Nuggets engrena, especialmente com Andre Miller ditando os comandos do ataque, não há defesa que dê conta. E não existem números que expliquem a genialidade de Miller, esse armador dos anos 60 que caiu em 2012 por alguma falha no DeLorean.

Veja que números interessantes sobre o Nuggets: Dos 9 jogadores que participaram do jogo, 6 tentaram pelo menos 10 arremessos. Ninguém chutou mais de 15 e nem menos que 5. 6 passaram dos 10 pontos no jogo; 5 conseguiram pelo menos 5 rebotes. Mas mais legais que números, teve isso também:

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Os torcedores do Bulls ficaram sem sanduba, os do Nuggets sem Tacos. Mas os do Raptors sofreram a real tragédia do dia, tomaram uma surra do OKC Thunder de 108 a

88 e ainda viram seu melhor jogador, Kyle Lowry, sair de quadra carregado após torcer o tornozelo. Ainda não se sabe se é grave, mas qualquer jogo que ele perder é derrota automática para o Raptors. Como disse no preview de ontem, Lowry foi o único jogador da NBA a acabar a primeira semana da NBA com médias superiores a 20 pontos, 7 rebotes e 7 assistências.

O fato é que, de qualquer maneira, o Raptors já apanhava de uns 20 pontos quando Lowry foi ao chão. De tantos jogadores possíveis, era Thabo Sefolosha (11 pontos, uma linda assistência para Serge Ibaka) que começou o jogo inspirado. No embalo das bolas de 3 do defensor, Kevin Durant (15 pontos) e Russell Westbrook (19 pontos, 8 assistências, 1 turnover) só se dedicaram pra valer no primeiro tempo, para matar o jogo de vez. O banco fez o resto. Pelo Raptors, bom teste para o pivô novato Jonas Valanciunas, fez 18 pontos e foi batizado por Kevin Durant:

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Fotos da Rodada

TÁ TUDO SOB CONTROLE

 

As caras do Big Baby um dia serão reconhecidas como as do Gasol

 

Com essa cena e essas roupas só faltou estarem dentro de um metrô pra virar Zorra Total

 

Bola Presa®

 

Quando perguntarem pra você o que quer dizer “Swagger”, mostre essa foto
Preview 2012/13 – Toronto Raptors

Continuamos aqui o melhor preview da temporada já escrito por um blogueiro gordo. Veja o que já foi feito até agora:

Leste: Boston CelticsCleveland CavaliersBrooklyn NetsIndiana PacersAtlanta HawksWashington WizardsChicago Bulls e Orlando Magic

Oeste: Memphis GrizzliesSacramento KingsDenver NuggetsGolden State WarriorsSan Antonio SpursLos Angeles ClippersPhoenix Suns e OKC Thunder

Até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA, todos os times terão sido analisados profundamente aqui no Bola Presa.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time do único time que não fica nos EUA, o Toronto Raptors.

Toronto Raptors

 

 

 

 

 

Ninguém dá muita bola para o que acontece ou deixa de acontecer com o Toronto Raptors. E, vamos ser sinceros, existem motivos para isso: A imprensa americana não é de dar atenção para o único canadense da liga e há anos que o Raptors não dá motivo para que isso mude. Desde que entraram na NBA em 1996, foram para os Playoffs apenas 5 vezes e só passaram da 1ª rodada em 2001, quando o time liderado por Vince Carter foi eliminado pelo Sixers de Allen Iverson em 7 jogos na semi-final do Leste.

Uma das dificuldades do Raptors é que ninguém quer ir jogar lá. Mais ou menos como acontece com times como o Milwaukee Bucks, os jogadores preferem morar em uma cidade grande e vibrante como Nova York do que em outras consideradas tranquilas demais. E morar em outro país, embora seja só a um lago de distância, não anima muitos atletas também. A solução encontrada pelo Raptors para superar isso foi se transformar realmente no time mais internacional da NBA, não por acaso que nessa temporada o time terá 5 nã0-americanos. Desde 2009 que o Raptors tem pelo menos 5 gringos no elenco. Nessa temporada o garrafão titular terá o italiano Déia Bargnani e o lituano Jonas Valanciunas.

Mas ao mesmo tempo que o time se enchia de estrangeiros, seus números defensivos eram péssimos todo santo ano. Foi uma combinação cruel: Os jogadores europeus já tinham essa fama de, apesar de técnicos, fracos defensivamente. Quando o time com mais europeus na liga é ridículo na defesa, foi como se o mito não fosse mais mito. Pensando em corrigir isso que na temporada passada chegou ao time o técnico Dwane Casey, que na temporada anterior havia introduzido, como assistente técnico, a defesa por zona que guiou o Dallas Mavericks ao título da NBA. Era uma cartada precisa, Casey é especialista em defesa e gostava de um sistema muito mais comum na Europa do que nos EUA.

A missão, porém, não era nada fácil. O Toronto Raptors tinha sido a pior defesa da NBA em 2010-11 e Dwane Casey tinha que implementar um sistema de defesa novo justamente na temporada do locaute, quando o período de treinos e pré-temporada foi minúsculo e os jogos do campeonato todos embolados. Casey disse no começo da temporada passada que esperava uma melhora mínima, talvez levando o Raptors da 30ª para a 25ª melhor defesa da liga.

Mas para surpresa geral de todos, o Raptors virou uma potência defensiva. Em pontos sofridos por posse de bola, pulou da 30ª para a 14ª posição entre todos os times da NBA. Em total de pontos sofridos e em aproveitamento de arremesso dos adversários, acabou a temporada no Top 10.  Não deu Playoff porque aí apareceu a síndrome do cobertor curto. Andrea Bargnani se machucou, o ataque ruiu e o time teve a 2ª pior marca de pontos por posse de bola da liga.

Que fique claro, porém, que esses times que gostam de marcar por zona não o fazem durante todo o jogo. Isso não existe na NBA. Talvez em um jogo ou outro, com o outro time arremessando mal, ela possa ser usada por mais tempo, mas em geral é, como diz o próprio Dwane Casey, uma segunda opção. Algo que você faz no meio do jogo para forçar o adversário a sair de sua zona de conforto. Segunda dados do SynergySports, do meio da temporada passada, o time que mais usava a defesa por zona era o Golden State Warriors, que o fazia em 10% das posses de bola que defendia. O Raptors aparecia em com 7.5%. Então a zona ajudou o Raptors a melhorar defensivamente, mas não foi a única coisa responsável. Mas esse pouco tempo já serviu para irritar algumas pessoas. Após um jogo contra o Utah Jazz, Paul Millsap deu uma de Nezinho e disse “Zona é para times de escola, faculdade. Sejam homens, marquem homem a homem”. 

Para a temporada 2012/13 o objetivo é continuar a melhora defensiva, já que Casey disse que no último ano o time tinha pegado ” apenas uns 85% das complexidades da zona”. Mas, como citei antes, o ataque ainda é uma merda daquelas bem fedidas. Para ajudar com isso Casey conta com algumas novas contratações. Kyle Lowry, excelente armador que estava no Houston Rockets tem fama de ótimo defensor, mas nos últimos anos foi também espetacular na Princeton Offense de Rick Adelman. Ao contrário de José Calderón, antigo titular, faz bastante estrago atacando a cesta.

Outro que chegou foi Landry Fields. O ex-melhor amigo do Jeremy Lin teve dois anos de altos e baixos na carreira, basicamente foi bem quando era bastante usado por Mike D’Antoni e quando jogou ao lado de Lin, foi mal no time mais lento de Mike Woodson. Tecnicamente ele não é grande coisa, mas tem ótima percepção de jogo e se jogar em um esquema de jogo bem definido deve ajudar bastante. Falta saber também se veremos em Toronto o Fields que acertou 40% das bolas de 3 pontos na temporada 2010/11 ou que fez só 29% em 2011/12. Defensivamente Fields chega para a vaga deixada por James Johnson, que foi ótimo na temporada passada e recebeu pouquíssimo reconhecimento. Sabiam que JJ foi um dos apenas 8 jogadores a acabar a temporada passada com pelo menos 1 roubo e 1 toco de média? Kevin Durant, Kenyon Martin, DeMarcus Cousins, Andrew Bogut, Josh Smith, Dwight Howard e Dwyane Wade foram os outros.

O melhor pontuador do time, Andrea Bargnani, está de volta de contusão e sem se esforçar muito deve fazer seus 20 pontos por jogo. Se bem que, como Fields, ele teve uma boa carreira como arremessador de 3 pontos mas na temporada passada empacou nos 29%. O Raptors precisa de Fields, Bargnani e do novato Terrence Ross (já um dos arremessos mais bonitos da NBA, eu recomendo) para conseguir mais pontos de longa distância. No ano passado foram apenas 34% de aproveitamento de 3 pontos, 10ª pior marca da NBA.

Ao lado de Bargnani no garrafão estará o novato Jonas Valanciunas, uma das grandes promessas da NBA. O jovem lituano brilhou em todos os campeonatos internacionais de base, já jogou muito bem na Lituânia e teve alguns bons jogos nas últimas Olimpíadas. Na pré-temporada, onde tem média de 6.3 pontos e 6.5 rebotes em 22 minutos de jogo, já fez algumas jogadas que fizeram os olhos dos torcedores brilharem. Talvez falte consistência para ele nesse primeiro ano, mas dará ao time uma presença ofensiva de garrafão que eles não tinham desde… er… o Raptors já teve um grande pivô em sua história? Só lembro de Antonio Davis e Chris Bosh sendo improvisados na posição e preferindo jogar longe do aro. Só para vocês se prepararem: Essa é uma enterrada do Valanciunas sobre o Andrei Kirilenko, aqui uma sobre o pobre time da Islândia. E abaixo o que ele fez com o Emeka Okafor na pré-temporada:

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Temporada Filme Pornô

Nada seria mais perfeito para o Raptors do que ver Jonas Valanciunas se adaptando rapidamente à NBA. Ter um grande pivô ajudaria o time nos rebotes, onde não são grande coisa, no ataque de costas para a cesta e ajudaria bastante a vida dos pontuadores do time: Andrea Bargnani e DeMar DeRozan, esse com motivação extra de estar no último ano de contrato. Com espaço e atenção dividida os dois podem fazer um certo estrago.

O elenco, no papel, é um dos mais fortes que o Raptors já teve. Se Kyle Lowry repetir a liderança dos tempos de Rockets e se as lesões não atrapalharem Bargnani, o time canadense deve voltar aos Playoffs. Repetir o resultado de 2001 e passar da 1ª rodada parece demais, o que não falta no Leste são times especialistas em defesa, mas já dá pra brincar de pós-temporada.

 

Temporada Drama Mexicano

A contratação de Landry Fields foi aquela caríssima, com a intenção de atrapalhar os planos do New York Knicks de contratar o Steve Nash, estão lembrados? Deu certo, mas o Raptors também ficou sem o armador canadense. Será que o salário alto por um jogador só mediano vai perturbá-los depois? O elenco ainda não é tudo isso e o banco de reservas ainda não passa tanta segurança.

E se a defesa do Raptors tem tudo para melhorar nesse ano, o ataque precisa de uma verdadeira revolução para figurar na camada intermediária da NBA. Se o frágil Andrea Bargnani se machuca de novo o time fica bem magro de opções de ataque e isso pode custar uma vaga nos Playoffs. E o drama deles seria ficar na posição mais desconfortável da NBA: Não são bons o bastante para ficar lá em cima, não são ruins o bastante para lutar por uma boa posição no Draft do ano que vem.

 

Top 10 – Jogadas do Raptors em 2012

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