? A questão das faltas técnicas

Na semana passada, DeMarcus Cousins recebeu uma falta técnica, ameaçou partir para cima do juiz, foi contido por seus companheiros e imediatamente expulso do jogo com uma segunda falta técnica. Aguardando julgamento da NBA para saber se Cousins receberia um jogo de suspensão pela ameaça física ao árbitro além das faltas técnicas, o general manager Vlade Divac conversou com Cousins e o tranquilizou dizendo que, ao seu ver, o jogador não havia feito nada de errado.

A conduta do Cousins não é recente: em todas as suas cinco temporadas completas até agora ele ficou entre os cinco jogadores que mais cometeram faltas técnicas.

Talentos esquecidos

A revolução estatística da NBA, ainda em curso, está servindo para muita coisa: às vezes nos mostra com números o que só achávamos no olhômetro, outras vezes quebra mitos e, no caminho disso, serve para dar o devido valor a jogadores que às vezes não eram apreciados como deveriam. Tenho certeza, por exemplo, que a divulgação de alguns números sobre que jogadores mais conseguiam cavar faltas de ataque foi essencial para que a imprensa americana passasse a dar mais valor a Anderson Varejão ainda na temporada retrasada.

Os plus/minus, número que mostra o saldo de pontos no time com determinado jogador ou grupo de jogadores em quadra, serviu para que caras que fazem as pequenas coisas, como Shane Battier e Kendrick Perkins passassem a receber reconhecimentos dos não tão entendidos de basquete, fãs casuais mais vidrados em ver quem marca mais pontos do que qualquer outra coisa.

Porém nem todo mundo foi salvo nessa. Ainda existem muitos jogadores com talentos pouco reconhecidos pelo público da NBA e por quem cobre o assunto na mídia. Listo aqui três talentos importantes que sinto que são esquecidos quando lemos análises basqueteiras por aí:

 

Movimentação sem a bola

Durante o auge de Reggie Miller e depois, nas suas últimas temporadas, durante seus duelos nos Playoffs contra Richard Hamilton, o assunto de jogadores que se movem sem a bola até que ganhava algum destaque. Os dois, afinal, foram dos melhores da história da liga nesse quesito. Marcar Reggie Miller era infernal não só pelas provocações, mas porque Miller era liso, rápido e não precisava de muitos décimos de segundo para passar no meio de um corta luz, receber a redonda e meter o arremesso.

Mas depois disso o assunto meio que morreu. Alguém aí ouve falar sobre como o Kevin Durant consegue passar pelos bloqueios com velocidade apesar de ser gigante? Geralmente dão mais ênfase a seu arremesso perfeito. Duro quando se tem tanto para elogiar! Mas são outros que fazem isso muito bem e ignoramos: Ben Gordon, Kyle Korver, o MVP Matt Barnes, Kevin Martin e o meu favorito, Shawn Marion.

O Matrix é o que eu mais gosto porque ele é o menos óbvio. Os outros citados são grandes arremessadores, logo seus times têm jogadas desenhadas onde todo mundo faz bloqueios até que eles fiquem livres. Isso não tira méritos dele, claro, mas é algo comum, visto com frequência. Com Marion, e também com Barnes quando ele não se posiciona para os chutes de longe, não funciona assim. Pelo contrário, eles se destacam por conseguirem criar para si situações de cesta mesmo com o resto do time nem pensando nisso. O Dallas Mavericks funciona buscando Dirk Nowitzki na cabeça do garrafão ou nas diagonais da cesta, ou com Darren Collison comandando os pick-and-rolls ou, por último, com OJ Mayo comandando o ataque. Nada é desenhado para Marion. Mas mesmo assim ele se mexe incansavelmente sem a bola, lendo a defesa adversária e sempre acaba sozinho. Aí é só esperar quem está com a bola reconhecer isso e dar o passe.

O mesmo vale para Matt Barnes, mas com o bônus de que ele joga ao lado de Chris Paul. Ele se mexe, corta para a cesta no exato momento que a defesa abre um buraco e CP3 está lá para ler tudo isso e premiar Barnes. Grandes armadores muitas vezes saem com todo o crédito por uma bela assistência, mas em boa parte dos casos a assistência não seria possível se o resto do time ficasse passivo, parado, esperando algo mágico acontecer. Os passes para pontes aéreas de Paul para Blake Griffin são difíceis e espetaculares, mas exigem que Griffin se posicione na frente de seu marcador e esteja atento. Aliás, a boa mão para a recepção de assistências difíceis é outro talento esquecido.

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O box out

Sabe aquele bloqueio que um jogador faz no outro para impedir que ele pegue o

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rebote? É um dos grandes sacrifícios que um jogador de garrafão deve fazer e que até hoje só o modo MyPlayer do NBA 2k é que soube premiar quem é bom nisso! Nós, como todo mundo que critica basquete, adora pegar no pé de pivô que pega poucos rebotes por jogo. Já enchemos o saco de Nenê, Brook Lopez e outros por aqui por causa disso. Mas a verdade é que vários deles (não todos, é verdade) sacrificam seus números ao fazer o box out, impedindo que o pivô adversário suba para o rebote de ataque.

Um exemplo clássico disso é o New Jersey Nets que foi bi-campeão do Leste em 2002 e 2003. No ano da segunda final, Jason Kidd, o armador principal do time, tinha 6.3 rebotes de média por jogo, mesmo número do pivô Dikembe Mutombo e do ala Richard Jefferson, apenas 2 a menos que o líder do time, Kenyon Martin. O motivo não é só o ótimo tempo de bola de Jason Kidd para rebotes, mas que o time abria para que o armador pegasse a bola.

O contra-ataque era a grande arma daquele Nets e para que ele saísse o mais rápido possível era necessário que Kidd recebesse a bola o quanto antes. Nada melhor do que ele mesmo pegar a bola e já sair correndo, não é? Era comum Martin ou Mutombo segurarem no corpo os adversários enquanto Kidd corria para seus rebotes e triple-doubles. Eficiente e impossível sem um bom box out de seus companheiros. Outro exemplo? Yao Ming no Houston Rockets. Queriam uns 15 rebotes dele por jogo por causa de seu tamanho, mas ele era lento demais para pegar rebotes que pipocavam em todo garrafão, então ele passou a ser mais útil simplesmente tirando o pivô adversário do lance com um box out. Os Chuck Hayes e Juwan Howards de cada época faziam o trabalho sujo.

Hoje grandes bloqueadores de rebote ofensivo são Kendrick Perkins, Joakim Noah, David West, David Lee, Tim Duncan e também Kevin Love, que é ótimo em tirar os rebotes ofensivos do adversário e também em pegar os dele logo em seguida, uma aberração. Existe algo relacionados a rebotes que Love não saiba fazer? Abaixo Blake Griffin ensina a fazer algo que ele mesmo não fazia tão bem até essa temporada.

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Adendo: o quanto é estranho que uma das fotos mais famosas da história da NBA é um simples box out?

 

Bola de 3 da Zona Morta

Não é difícil ouvir dos estudiosos do basquete que o chute de 3 da zona morta é a bola mais valiosa do jogo. Primeiro porque é a bola de 3 com melhor aproveitamento na NBA: 37% contra 34% das bolas de 3 de outras regiões da quadra. Depois porque toda bola de 3 é valiosíssima simplesmente por valer 50% a mais que qualquer bola de 2 pontos.

Mas não é só isso. Ter um bom arremessador de 3 da zona morta é, há muitos anos, parte essencial de qualquer ataque eficiente da NBA. Desde o Phoenix Suns veloz de Steve Nash até o San Antonio Spurs racional de Popovich e passando pelos triângulos de Phil Jackson, todos sabiam usar com perfeição as bolas da zona morta. Os benefícios são claros. O jogador que fica estacionado lá é um alvo fácil para passes de jogadores que atacam a cesta, o cara também é uma isca de marcação: se o defensor sai de perto dele para ajudar na marcação de quem ataca a cesta ou do pivô, deixa o arremessador livre; se gruda nele para evitar o chute, fica completamente longe de tudo que está acontecendo na quadra, sendo incapaz de ajudar na defesa de qualquer jogada.

O objetivo das bolas de 3 pontos da zona morta é esse, abrir a quadra, abrir espaços e punir os times que tentem evitar isso. Um exemplo: no caso do Phoenix Suns, o espaço no meio da quadra era importante para o pick-and-roll entre Nash e Amar’e Stoudemire, mas para o espaço existir era importante que os defensores estivessem preocupados com Joe Johnson, Raja Bell ou Jared Dudley no canto da quadra.

O San Antonio Spurs deve ser o time que melhor usa as bolas de 3 da zona morta atualmente e esse post do NBA.com tem muitos vídeos explicando como. O vídeo abaixo, do NBA Playbook também dá uma boa visão de como o Spurs tortura seus adversários com a combinação Duncan-infiltração-movimentação de bola:

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No Court Vision Analytics tem esse post explicando a importância das bolas de 3 da zona morta e listando que jogadores foram os mais eficientes nesse tipo específico de arremesso na última temporada. O melhor foi, claro, Ray Allen, com 50% de acerto em bolas de 3 da zona morta, atrás dele vieram Courtney Lee (49% e substituto de Allen no Celtics nesse ano), Steve Novak (48%), Nick Young (48%), Chase Budinger (47%), Jamal Crawford (46%), Ryan Anderson (45%), Danny Green (44%), Jason Terry (44%) e Brandon Rush (44%).

Entre os times, interessante ver como os melhores times em bolas de 3 da zona morta na temporada passada são os considerados bons times ofensivos: Warriors, Celtics, Rockets, Magic, Thunder e Spurs. Talvez a exceção seja o Celtics, meio empacado no ataque, mas isso é o que dá ter Ray Allen na equipe. Entre os piores em arremessos de 3 da zona morta, tragédias como Raptors, Bobcats, Nets e Sixers, que na temporada passada simplesmente não tinha arremessadores de longa distância e que fez muito bem em contratar Jason Richardson e Nick Young.

Talvez os times possam ser mais cuidadosos na hora de contratar jogadores. Se eles precisam de arremessadores de 3 pontos, podem procurar mais especialistas em zona morta ao invés de jogadores que gostam de driblar antes de chutar ou os que precisam de muitos bloqueios e jogadas desenhadas para funcionar.

E embora tenha dado o exemplo da zona morta, isso vale para outros arremessos. Alguns jogadores podem não ter números gerais ótimos, mas são especialistas em determinado tipo de arremesso. Sabendo disso os times podem contratar jogadores em baixa e usá-los de maneira mais inteligente. Abaixo dados feitos pelo mesmo Court Vision Analytics sobre os melhores arremessadores da temporada 2011-12 em cada posição da quadra. Alguns resultados surpreendem… Rondo?!

 

Vocês conseguem lembrar de outro talento específico que costuma passar despercebido na análise de jogadores? Palpite aí!

Heat no ataque

Certamente foi a partida mais feia dessa série final, mas quem está aqui para ver beleza, certo? Não é concurso de Miss, porra. O Jogo 3 da Final da NBA, o primeiro em Miami, teve vitória do Heat sobre o OKC Thunder por 91 a 85. O time da casa agora lidera a série por 2 a 1. Sabe aquelas peladas que a gente joga em meia quadra e ninguém sabe chutar? Que é um bando de marmanjo gordo pegando rebote e fazendo cesta só embaixo do aro? Imagina isso agora em um time que ganhou

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um jogo de Final da NBA. Se alguém duvidava da capacidade do Heat, eles venceram um jogo sem saber arremessar. Chupa Allan Houston, chupa Oscar Schimdt, chupa qualquer tipo de lógica.

 

O Miami Heat começou atropelando o Thunder, mas estranhamente, ou no maior estilo “Playoffs do Leste”, o domínio não virou vantagem clara no placar. Os 26 a 20 para o time da casa no primeiro período não mostra como o Heat colocou a defesa do Thunder na roda com movimentação ofensiva feroz: Dwyane Wade (25 pontos, 7 rebotes, 7 assistências) se mexeu muito bem sem a bola, sempre arranjando um espaço para cortar em direção à cesta para receber a bola e finalizar. O mesmo vale para LeBron James (29 pontos, 14 rebotes), com a diferença que ele passou um pouco mais de tempo com a bola na mão, mas também atacou muito a cesta quando pode e foi muito bem nos rebotes de ataque, maior mérito do Heat na primeira etapa. Já Chris Bosh (10 pontos, 11 rebotes) era o responsável pelos pick-and-rolls e conseguiu duas enterradas logo no começo da partida. Após os primeiros 12 minutos de jogo o Heat tinha apenas uma cesta marcada longe do aro, um arremesso de meia distância de LeBron, o resto tinha sido lance-livre, bandeja ou enterrada.

O Thunder foi se segurando porque, para dizer de forma simples, sabem colocar a bola na cesta. O ataque deles não começou bonito, mas Russell Westbrook (19 pontos, 4 assistências) e Kevin Durant (25 pontos, 6 rebotes) não precisam estar completamente livres para acertar seus chutes. Basta um mínimo de liberdade que eles pontuam. Westbrook só precisa de espaço na transição para infiltrar sem cometer faltas de ataque, já Durant para arremessar sem precisar driblar para conseguir o próprio chute. Com um mínimo de movimentação eles se mantiveram na partida. No 2º período o Heat parou de conseguir entrar tanto no garrafão como antes e o seu ataque deu uma emperrada, eles foram para o intervalo acertando apenas 41% de seus arremesso contra 50% do Thunder, além de terem feito só 3 arremessos de fora do garrafão em todo o tempo! Além da bola anterior de LeBron, foram mais duas bombas de 3 para Shane Battier, o novo Reggie Miller. Heat 47, Thunder 46 no intervalo.

No jogo anterior o Thunder apanhou muito quando Kendrick Perkins e Serge Ibaka jogaram ao mesmo tempo. Explicamos aqui que Perkins é muito pesado para marcar o ágil Chris Bosh e que Serge Ibaka fica perdido e sem função quando deve ficar correndo atrás de Shane Battier. Se a gente aqui percebeu é sinal que todo mundo se tocou no resto do mundo também, aí a imprensa americana estava implorando para Scott Brooks mudar o time titular, o que ele não fez com a justificativa que era esse quinteto, com dois caras grandes lá dentro, que deu certo o ano todo.

Concordo com Scott Brooks que trocar time titular assim não é a melhor resposta. Acaba sendo ruim até para o psicológico do time, mudar um grupo de um ano inteiro no Jogo 3 da Final parece uma atitude desesperada, é mais inteligente começar com o mesmo quinteto, dar apoio aos jogadores, fazer mudanças táticas e, durante a partida, na miúda, colocar as combinações mais adequadas a cada situação. Curiosamente no jogo de hoje o quinteto com Ibaka e Perkins foi o melhor delas! A partir do 3º período o Thunder resolveu fechar totalmente o garrafão e pagar pra ver o Heat arremessar de fora, na hora de transformar o garrafão numa 25 de Março em semana de Natal os dois grandalhões foram ótimos e o Thunder deslanchou no placar. Bem que Jeff Van Gundy disse durante a transmissão da ESPN gringa que mudar o time o tempo todo de acordo com um jogo ou outro faz a equipe perder confiança no trabalho que está sendo realizado, tem hora que paciência e pequenos ajustes bastam. Certamente a formação com 2 caras grandes não é a ideal para essa série, mas tem seus pontos positivos e não precisa ser totalmente descartada.

As coisas começaram a mudar de novo quando Kevin Durant foi, novamente, juvenil. Assim como no Jogo 2 ele se complicou e teve que ir para o banco após cometer sua 4ª falta na metade do 3º período. Ele de novo fez faltas em contra-ataques indefensáveis contra LeBron James, cometeu essa última ao cair em uma finta simples de Dwyane Wade e ainda teve sorte que no 2º quarto deram para Nick Collison uma falta que claramente foi de KD. O ala poderia ter sido mais inteligente e se poupado, mas ao mesmo tempo não é coincidência que na semana passada estávamos comentando as mesmas coisas sobre Paul Pierce, não está nada fácil marcar LeBron sem apelar para as porradas, o cara está em outro nível.

 

Assim que Durant saiu de quadra Westbrook tentou assumir o jogo, mas cometeu erros consecutivos e Scott Brooks resolveu descansar o armador também. A ideia foi montar um quinteto defensivo com Derek Fisher, James Harden, Thabo Sefolosha, Nick Collison e Serge Ibaka. Conceito legal, mas foi um desastre. Após um bom começo, com Derek Fisher acertando uma bola de 3, sofrendo falta e aumentando a diferença para 10, só deu merda para os visitantes. Primeiro Ibaka devolveu o favor ao fazer falta em um arremesso de 3 de Shane Battier, depois foi Derek Fisher que fez falta em um arremesso de 3 de James Jones (às vezes passamos séries inteiras sem faltas em bolas de 3 pontos, aí fazem 3 em poucos minutos). Aí LeBron James fez o 4º arremesso do Heat de fora do garrafão no dia, a diferença despencou e no finzinho eles viraram a partida para ir ao 4º período liderando por 1 ponto. O placar final foi de 15 a 7 para o Heat com Durant no banco de reservas.

A formação de Scott Brooks foi um desastre na defesa, mas poderia ter pelo menos compensado no ataque se não fosse um dia péssimo de James Harden. Ele acertou apenas 2 dos 10 arremessos que tentou e saiu de quadra com 9 pontos. Com uma formação tão defensiva ao seu lado o Heat não hesitou em dobrar a marcação nele ou fazer os traps quando ele usava o bloqueio do pick-and-roll. Sim, James Harden é genial, mas um alvo mais fácil e previsível quando suas opções de passe são Fisher, Sefolosha e Collison. Ainda mais quando ele está enfrentando uma das defesas de perímetro mais fortes da NBA.

O lado bom disso tudo é que chegamos, mais uma vez, em um quarto período com o jogo aberto. O lado ruim é que os dois times sentiram a pressão dessa vez. O Miami Heat cometeu 6 turnovers nos 3 primeiros quartos somados, depois fez mais 8 só no último. O Thunder por sua vez conseguiu ser pior e jogou a bola no lixo 7 vezes nos últimos minutos de partida. Ninguém saiu ileso dessa. LeBron James errou alguns passes, Dwyane Wade perdeu a bola para Thabo Sefolosha na quadra de defesa nos últimos minutos de partida, colocando o Thunder de volta no jogo (veja a jogada no Top 5 do jogo, o vídeo está logo abaixo) . Chris Bosh não segurou um passe fácil quando estava livre sob a cesta. Pelo Thunder teve James Harden passando mal a bola para Kevin Durant, que por sua vez cometeu sozinho 5 desperdícios de bola, um número altíssimo para seus padrões.

O problema foi que o Heat, com LeBron James inspiradíssimo, conseguiu evitar que Durant recebesse livre para o chute. Aquela jogada pindown, que o Thunder usou tanto contra o Spurs, com Kevin Durant recebendo um bloqueio sob a cesta e recebendo na linha do lance-livre, só deu certo uma mísera vez. Nas outras a jogada foi anulada e KD forçado a jogar no mano a mano. Como dissemos antes, ele é um cara um tiquinho mais comum quando precisa trabalhar tanto para conseguir seu chute, e com LeBron o marcando foi um desastre. Em uma das poucas vezes que passou por James, Bosh deu um belo toco no ala do Thunder. Kevin Durant teve um péssimo último quarto com apenas 2/6 arremessos, 2 turnovers e até errando lances-livres cruciais. Entre tantos erros, mas sem sua maior estrela pontuando o Thunder não conseguiu voltar para o jogo e saiu derrotado: 96 a 91.

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Esse ponto dos lances-livres, aliás, é decisivo. O Heat atacou muito a cesta e isso significa também sofrer muitas faltas, acertaram 31 dos 35 lances-livres que cobraram, já o Thunder fez apenas 15 dos 24 que arremessaram, marca horripilante para o time que liderou a NBA no quesito durante a temporada regular. Dos erros, 4 vieram das mãos (quase) sempre precisas de Durant e Harden. Nem precisa comentar da desgraça que é a combinação de turnovers e lances-livres errados no último quarto, né? Apesar de também errar, o Heat pelo menos fechou o jogo melhor por conseguir atacar mais a cesta e fazer seus lances-livres. Uma das principais jogadas do time no último quarto foi o pick-and-roll com Chris Bosh. Ao total foram 9 vezes no jogo que Bosh fez o bloqueio e depois cortou em direção à cesta, em 5 vezes ele recebeu a bola e 8 pontos, entre cestas e lances-livres, saíram dessas jogadas. Fez a diferença nas posses de bola decisivas.

É impressionante como o Heat conseguiu vencer um jogo apesar de só ter acertado 5 arremessos de fora do garrafão. Foram 16% de aproveitamento fora da área pintada! Somente o Denver Nuggets conseguiu, uma mísera vez, ganhar um jogo nessa temporada com tão poucos acertos de longe da cesta. Ao todo o Heat acertou 22/35 arremessos sob a cesta (bandejas, enterradas, etc.), 0/7 arremessos curtos, 0/4 de meia distância, 1/15 bolas longas de 2 pontos e 4/13 bolas de 3. São números nojentos que seriam apontados como principais causas da derrota se ela tivesse acontecido, é admirável que eles tenham arrancado uma vitória mesmo assim. Não acho que o Heat vá aprender a arremessar de repente, mas uma apresentação tão péssima nesse quesito é pouco provável também, o Thunder deveria ter aproveitado.

Não dá pra falar que não tiveram chances, até tinham posses de bola o bastante para tentar empatar no fim, mas o que dizer do passe errado de Thabo Sefolosha para Russell Westbrook em um lateral logo depois do tempo técnico pedido. Sem saber o desenho da jogada é difícil apontar para quem errou, mas certamente é algo imperdoável, se pede tempo justamente para combinar essas coisas. O Thunder matou o Spurs por executar seu ataque com perfeição nos últimos quartos, precisam voltar a ter essa frieza.

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Para o próximo jogo os ajustes de cada time são claros, mas difíceis de serem executados. O Heat precisa jogar com a mesma intensidade e velocidade: defender com a mesma agilidade e atacar o garrafão em toda santa posse de bola, torcendo para que quando se chute eventualmente de longe, a bola caia um pouco mais. O Thunder precisa mais do seu contra-ataque (foram só 12 pontos hoje assim, 4 a menos que sua média), que é um bom jeito de fugir da defesa do Heat. Outra ajuste é criar mais situações para Kevin Durant arremessar, deu certo nos primeiros quartos, mas no último ele foi forçado a jogar em isolações e fracassou contra a defesa de LeBron James. Por fim eles precisam de Durant em quadra, não dá pra ele passar 11 minutos no banco de novo por causa das faltas. É difícil deixar Sefolosha marcando LeBron nos 44 minutos que o ala do Heat passa em quadra, o suíço compromete no ataque, Durant deve fazer o serviço por alguns minutos e se controlar para evitar faltas tolas quando estiver na função.

Antes que comecem a cobrar críticas ao Russell Westbrook nesse resumo de jogo, já aviso: O armador é tema de um post especial que está guardado para essa terça-feira. Aguardem!

Preview da Final

Chegamos na final, o Flávia Freire Classic entre Trovão e Calor. Depois de tantos anos dominados por jogadores que eram jovens no fim da era-Jordan, a NBA vive nova fase. Nada mais de gente revelada no fim dos anos 90 como Kobe Bryant, Dirk Nowiztki, Tim Duncan, Kevin Garnett e Paul Pierce. O Miami Heat tem sua base escolhida no Draft de 2003, o Thunder tem seu trio montado com escolhas Top-4 dos Drafts de 2007, 2008 e 2009. Vamos ver o que a pirralhada precisa fazer para sair dessa série como campeões da NBA.

 

Oklahoma City Thunder x Miami Heat

O que o Thunder precisa fazer para vencer:

O Thunder é um dos melhores times de ataque da NBA e acabou de eliminar o que liderava a liga. Entre os dois sobreviventes, é o melhor nesse quesito. A principal razão para isso é que seus 3 principais jogadores são jogadores completos no ataque, que poderiam estar todos no Top 10 de cestinhas da liga se arremessassem o bastante para isso. Kevin Durant tem o jogo de meia distância mais mortal da NBA na atualidade, arremessa de 3 pontos com facilidade, sabe infiltrar se preciso e tem o fator Nowitzki: é grande demais para ser atrapalhado por qualquer ser humano na hora do chute. Ao lado dele estão Russell Westbrook e sua velocidade e atleticismo descomunal e James Harden, canhoto de infiltração quase impossível de ser parada sem falta e que ainda é preciso nas bolas de 3 pontos.

Mas embora o trio seja algo de tirar o chapéu, vimos nesses Playoffs que eles precisam da ajuda dos outros jogadores e é disso que vou chamar a atenção nesse Preview. Pelas características do Miami Heat o Thunder vai ser obrigado a confiar muito nos seus jogadores coadjuvantes, serão eles os responsáveis por deixar o time dentro dos jogos para que Durant, Westbrook e Harden possam finalizar o serviço como já fizeram tantas vezes nessa temporada.

Entrevistas de Scott Brooks e Kendrick Perkins dadas nesse fim de semana dão a entender que o OKC Thunder não vai tentar impôr velocidade ao jogo, estratégia que eles usaram bastante contra o Los Angeles Lakers, por exemplo. Apesar de ser o 6º time que mais posses de bola tem por jogo, um time veloz, eles se mostraram cautelosos com os contra-ataques do Miami. Correr significa errar mais, ceder mais rebotes e ver o adversário tentar contra-ataques. Contra o Heat ninguém nunca quer assistir ponte aérea, prefere ver eles sofrendo na meia-quadra contra uma sonolenta defesa por zona. Estão certos. Nesse ano os times se enfrentaram duas vezes na temporada regular, no jogo de ritmo mais lento (93 posses de bola, média do Thunder) o time de OKC venceu por 103 a 87. No outro jogo, mais rápido (99 posses de bola) deu Heat por 98 a 93. O jogo mais rápido foi mais feio, com mais erros e o Heat se aproveitou melhor dos contra-ataques.

Mas existe um outro lado. Abrir mão da velocidade é abrir mão dos pontos de transição, onde o Thunder é muito bom, e forçar o jogo ainda mais no ataque 5-contra-5 na meia quadra. Nessa situação o Thunder ainda é bom, mas muito mais previsível. De acordo com o SynergySports, 32% das posses de bola de meia quadra deles acabaram em jogadas de pick-and-roll. E nem é tão roll assim, geralmente o jogador com a bola é quem finaliza, usa o bloqueio mas não passa a bola. Nos dois jogos contra o Heat nesse ano o Thunder executou 64 pick-and-rolls e em só 7 ocasiões o homem do bloqueio finalizou a jogada.

Essa jogada repetida a exaustão deu certo até agora nos Playoffs, mas depois de enfrentar o time com pior aproveitamento na defesa dessa jogada, o Spurs, agora eles enfrentam a melhor, o Miami Heat. O time de Erik Spoelstra é muito atlético, ágil e os pivôs são excelentes em dobrar a marcação em quem tenta usar o bloqueio. Deixar o homem que fez o corta luz livre é um risco, mas menor já que o Thunder não gosta de passar a bola e também porque o jogador com a marcação dobrada tem pouco ângulo para fazer um passe certeiro. Se o Thunder jogar um jogo de meia quadra e empacar nos pick-and-rolls eles voltam a ser aquele time de jogadas mano a mano que até o ano passado empacava em certos

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momentos dos jogos.

Para contornar essa defesa o Thunder precisa de seus role players, o elenco de apoio que citei acima. Quando o Spurs tentou mudar sua defesa para dobrar a marcação, como o Heat faz, o Thunder respondeu com bons passes para jogadores que cortavam em direção à cesta, geralmente Sefolosha, Perkins, Collison e Ibaka. Deu certo. Movimentação é a chave para fugir dessa marcação. Se todo mundo só ficar parado assistindo, a dobra vai ser sempre efetiva, mas se alguém corta em direção à cesta é um alvo mais fácil para o passe. E mesmo que não receba esse passe, ocupa um defensor, que terá que acompanhar o atacante e não poderá executar a cobertura. Thabo Sefolosha e Serge Ibaka serão essenciais nessa movimentação. Precisam não se conformar em ficar parados na zona morta para receber e chutar, precisam se mexer. Quanto mais estático o ataque do Thunder, mais o Heat vai dominar a série. Kendrick Perkins também vai ser importante, sua presença embaixo da cesta, mesmo no ataque onde geralmente ele é discreto, é o que pode fazer o Heat pensar duas vezes antes de sair para a linha dos 3 pontos dobrando em todo mundo.

Se o Thunder passar por cima da defesa de pick-and-roll do Miami ou pelo menos sair dela com poucos turnovers tem grandes chances de ganhar o título da NBA.

 

O que o Heat deve fazer para vencer:

No texto sobre o Jogo 7 da Final do Leste falei da formação que o Heat usou no último quarto e anulou o Boston Celtics: Dwyane Wade, LeBron James, Shane Battier, Chris Bosh e Udonis Haslem. Acho que um dos segredos para o Heat é usar essa formação o máximo possível. Claro que Mario Chalmers vai entrar e deve ficar em quadra se estiver num de seus bons dias, assim como o irregular Mike Miller. Joel Anthony também pode ser importante contra Perkins ou nos rebotes de ataque, mas não seria estranho ver todos com pouquíssimo tempo de quadra.

Digo isso porque esse quinteto é o que melhor consegue executar a marcação de pick-and-roll que eu citei acima na análise do Thunder. Todos os jogadores tem boa velocidade lateral e são bons defensores, podem dobrar a marcação, trocar em caso de bloqueio e ninguém fica devendo nada. Com esse quinteto a capacidade atlética do Thunder, que pareceu tão impressionante contra os veteranos Mavs, Lakers e Spurs, será menos relevante. Embora a defesa coletiva seja o mais importante, já que o Thunder usa muito os bloqueios, também será importante para o Heat descobrir quais são os melhores matchups para a série. Melhor deixar Shane Battier ou LeBron James em Kevin Durant, por exemplo? E quem lidará melhor com os dribles de James Harden? Se a defesa inicial der certo o Thunder vai apelar para a individualidade e ter o marcador certo é importante para segurar eles também.

Foco tanto na defesa do Heat porque é essa a característica básica da equipe. O Heat não vai sair por aí fazendo 120 a 118 no Thunder, eles são uma equipe defensiva que precisa parar o adversário para compensar seus defeitos ofensivos. Se o Thunder marcar por zona eles vão dar uma empacada, se os arremessos de média distância de LeBron James e Dwyane Wade não caírem eles vão fazer poucos pontos e por aí vai. Com a defesa regulando o poderoso ataque do Thunder tudo isso pode ter uma importância menor, embora, claro, não deva ser deixado de lado.

Também no texto do Jogo 7 falei da jogada de bloqueio duplo do Heat, quando o Haslem e LeBron faziam bloqueios na cabeça do garrafão para Wade, que ainda tinha os passes para Bosh e Battier na zona morta. Embora não dê pra usar a a mesma jogada sempre (um mesmo golpe nunca funciona duas vezes contra um Cavaleiro!), o princípio deve ser utilizado sempre pelo Heat. Arremessadores devem sempre abrir espaço na quadra e a bola deve estar nas mãos de quem pode criar seu próprio chute. Ou seja, Chris Bosh e LeBron James até podem trabalhar de costas para a cesta, fizeram bastante isso na temporada, mas desde que seja numa situação ideal, contra um marcador mais baixo, com os arremessadores bem posicionados para o passe. Um ataque mais aberto condiz mais com as características dos jogadores do Heat e atrapalha os planos do Thunder em jogar de maneira mais lenta e física. Quanto mais arremessos de fora, menos Kendrick Perkins em quadra, menos Perkins é mais espaço para bater para dentro.

Falaram esses dias no Twitter, não lembro quem, que uma pesquisa informal com jogadores da NBA mostrou que cerca 70% deles acreditam que o Thunder vence a Final. Eles realmente pareceram mais completos durante os Playoffs, mas acho que até agora não enfrentaram uma defesa tão poderosa quanto a do Miami Heat. Acho que o time de Erik Spoelstra é o time com mais chances de fazer o Thunder parecer menos espetacular. Será que agora vai, LeBron?

Temos uma série!

Pelo bem dos Playoffs, deu Oklahoma City Thunder! O San Antonio Spurs vinha de sua sequência de 4.000 vitórias nos últimos 4.001 jogos, era bonito de se ver, mas mais bonito ainda é termos uma Final de Oeste realmente disputada, com aquela deliciosa incerteza de não ter ideia de quem vai vencer a próxima partida. E essa sensação não está aí só porque o Thunder venceu, mas pela maneira que o fez: Arrasou o Spurs por 102 a 82, segurando o Spurs a 38% de acerto dos arremessos! Uma coisa é fazer isso contra o Celtics ou o Sixers, outra é com o melhor ataque da NBA na atualidade.

Como o Thunder conseguiu essa proeza que é algo interessante. Eles jogaram da maneira que jogam os times quando usam escalações mais baixas, mas não deixaram o time mais baixo para isso. A estratégia para parar o ataque do Spurs era tirá-los de dentro do garrafão, isso porque boa parte dos pontos deles vinham de lá com bandejas de Tony Parker e Manu Ginóbili, e também porque boa parte dos arremessos

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de longa distância começavam assim também: Parker infiltra, a defesa sai correndo para impedir, ele toca a bola para fora, rolam alguns passes e tá lá mais um arremesso sem marcação.

Para manter o Spurs longe do garrafão eles tinham que parar a jogada que eles mais usaram em toda a temporada, o pick-and-roll. De diferentes maneiras, em todos os cantos da quadra e com qualquer jogador, eles usam o bloqueio do pivô para terem espaço para infiltrar. Isso só poderia ser parado, decidiu Scott Brooks, se trocassem a marcação toda vez que a jogasse acontecesse; quer dizer, se Tony Parker passa por um bloqueio de Tim Duncan, ao invés de Russell Westbrook (ou Thabo Sefolosha, como foi o caso muitas vezes ontem) tentar se matar para acompanhar a marcação, simplesmente Kendrick Perkins vira o novo responsável pela marcação, com o armador ficando na marcação de Duncan. Soa como uma ideia horrível, né? Geralmente é.

Na maior parte das vezes os times só usam essa estratégia “Troca-Tudo” em situações extremas, como finais de partida onde você não quer que o outro time pise no garrafão. E mesmo assim coloca-se uma equipe mais preparada para isso, com jogadores mais baixos e ágeis que podem marcar mais de uma posição. Mas Perkins marcando Parker? Soa como um massacre, mas não foi. Perkins (4 pontos, 8 rebotes, 3 tocos) pegou todos os anos que jogou com Kevin Garnett e incorporou a postura do comedor de corações humanos: baixou a bunda no chão, joelhos dobrados, olho no olho do marcador e até bateu palmas: “Vem ni mim, mano!”. Perkins forçou erros de Tony Parker, evitou infiltrações, deu toco em arremesso de Ginóbili quando este tentou arremessar sobre ele. Foi um show! E depois dessas jogadas ele ainda olhava e provocava o pessoal da TNT que estava narrando o jogo. Segundo a esposa de Perkins, após o Jogo 2 ele assistiu ao VT da partida e ficou irritado com as críticas que recebeu da equipe de TV. Ele é pirado!

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E não foi só Perkins que se superou. Serge Ibaka (14 pontos, 4 tocos) fez estrago parecido, dando tocos toda vez que um armador que sobrava com ele tentava infiltrar. Já os baixinhos do Thunder seguraram bem a barra, em alguns momentos Derek Fisher e Russell Westbrook conseguiram cavar faltas de ataque ou erros de Tiago Splitter, Duncan só conseguiu arremessos de longe da cesta (e quando teve uma bandeja livre, no 3º quarto, errou). No fim das contas o Spurs marcou apenas 8 pontos dentro do garrafão no 1º tempo, sua pior marca num tempo desde 2009, e acabou o jogo com 24 pontos na área pintada, mas com péssimo aproveitamento de 36% nesses arremesso. O Thunder, por outro lado, fez 44 pontos no garrafão com 47% de acerto de seus arremessos. Pra piorar o Spurs cometeu 21 turnovers, bem mais que os 13 que tem de média.

Além de Perkins, outro nome que chamou a atenção no jogo de ontem foi o de Thabo Sefolosha. O suíço acabou o jogo com 19 pontos (4 bolas de 3 pontos), 6 rebotes e impressionantes 6 roubos de bola. Mas o que ficou claro no jogo foi sua versatilidade defensiva, poderia trocar com quem quisesse que ele seria eficiente. Atrapalhou e forçou erros de Manu Ginóbili, Stephen Jackson, Tim Duncan e principalmente de Tony Parker, que foi o que mais sofreu com a defesa. Em um Both Teams Played Hard dessa temporada duas pessoas nos perguntaram porque Sefolosha era titular no lugar do James Harden. Está aí a razão. Sefolosha acrescenta algo que Harden não dá, defesa de primeiro nível. Harden é fora de série, mas tem outra função, que executa melhor vindo do banco.

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O Jogo 4 agora ganha ares épicos. Se o Thunder vence de novo, todo o domínio e show do Spurs no começo da série vira farofa: 2 a 2 é 0 a 0 e a série começa de novo, agora com o Thunder sabendo o caminho das pedras. Se o Spurs vence, tem 3 a 1 com mais 2 jogos em San Antonio. E vai ser interessante também porque Gregg Popovich, técnico do Spurs, é conhecido por ser um dos melhores em fazer ajustes entre um jogo e outro. O que ele vai inventar para fugir dessa marcação pesada e versátil do Thunder? Como contornar esse poder físico e atlético do time de Scott Brooks que deixa jogadores de qualquer posição marcar quem bem entenderem?

E tem outra coisa. Embora a defesa do Thunder tenha sido o que realmente chamou a atenção ontem, Popovich se mostrou insatisfeito demais com a defesa do seu time contra o poderoso ataque de OKC. Com razão, mesmo nas duas vitórias em San Antonio eles não conseguiram parar os adversários. Com exceção do 4º período do Jogo 1, o Thunder atacou como quis, invadiu o garrafão e fez a festa. Ontem só não fizeram ainda mais estrago contra o Spurs porque Kevin Durant (22 pontos, 0/4 de 3 pontos) não estava inspirado nos chutes de longa distância, ele geralmente acerta os arremessos que teve ontem.

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