Kyrie Irving: um adeus

Kyrie Irving: um adeus

O fim dos anos 2000 decretaram, num acordo social tácito, a morte dos armadores pontuadores. Durante mais de uma década a NBA havia sido eletrizada por jogadores como Allen Iverson, Steve Francis e Stephon Marbury, suas médias insanas de pontos por jogo, suas jogadas de efeito, suas habilidades quando isolados contra defensores assustados. Mas conforme as defesas foram se ajustando e as regras começaram a permitir marcações duplas sem a bola e defesas por zona, a vida desses jogadores começou a ficar mais difícil; ao mesmo tempo, a abundância de estatísticas passou a permitir uma análise detalhada da atuação dos jogadores, levando a uma busca pelo basquete “mais eficiente”. Em pouco tempo os armadores pontuadores começaram a ser rechaçados como nocivos para suas equipes e foram perdendo espaço. Grandes estrelas desapareceram, e as que restaram precisaram transformar suas maneiras de jogar.

Eficiência divertida

Como faz anos que não escrevemos aqui, talvez vocês tenham esquecido, mas te lembramos: não damos a mínima para os prêmios de fim de temporada. Até acharia estranho se não tivesse nenhum tipo de premiação, aceito e acho divertido que exista, mas a seriedade com que o assunto é tratado acaba incomodando. O resultado sempre acaba sendo que as pessoas gastam tempo demais discutindo algo que é vago e subjetivo.

Mas algo tem me chamado a atenção na briga pelo troféu de MVP desta temporada. Os principais candidatos ao prêmio, no caso Steph Curry, James Harden, LeBron James, Russell Westbrook e Anthony Davis, poderiam também, facilmente, entrar para a lista dos jogadores que mais fazem jogadas de efeito na NBA atual. Se fossemos dar um prêmio pensando somente em entretenimento, nos caras que mais fazem a gente ligar a TV e procurar tal jogo para assistir, possivelmente boa parte desses candidatos também estariam na mesma posição. Pode parecer óbvio (e certamente também é subjetivo), mas não só não é tão lógico assim como, por um tempo, a NBA parecia que estava tomando um rumo diferente.

Prêmios Alternativos do Bola Presa – 12/13

Estamos de volta com mais uma tradição do Bola Presa, uma das poucas que sobrevive desde nosso primeiro ano. Surgiu como uma resposta aos prêmios babacas dados na NBA e dura até hoje porque as pessoas insistem em se importar com isso. Jogador que mais evoluiu? Mais valioso? Melhor defensor? Tanto faz. Conceitos vagos que só servem para blogs mais ou menos discutirem isso com leitores mais ou menos.

Aqui no Bola Presa não acreditamos que isso tudo tenha muito valor. E já que não é pra ter valor, por que não chutar o pau da barraca? Pelo menos nosso prêmios são mais divertidos. Abaixo os links para os vencedores dos anos anteriores. Divirtam-se!

Prêmios Alternativos 07/08

Prêmios Alternativos 08/09

Prêmios Alternativos 09/10 

Prêmios Alternativos 10/11

Prêmios Alternativos 11/12

 

1. Jogada Bola Presa do Ano

A área nobre do prêmio Bola Presa, o troféu que todo mundo que ganhar. É o “Melhor Filme” do Oscar da mediocridade esportiva. Nesta temporada nada de Zach Randolph, um campeão dos primeiros anos, e nem um esperado bi-campeonato de JaVale McGee. Ao invés disso o prêmio vai para… ninguém. A jogada feita por pessoa alguma é a maior vergonha do ano. Confira no vídeo o dia em que Tom Thibodeau morreu um pouco mais por dentro.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=wFTzyWyOgoY[/youtube]

Fiquei bem perto também de dar o prêmio a um dos melhores jogadores do ano fazendo uma das maiores cagadas de sua carreira. Tony Parker, o rei das infiltrações, faz o que Shaquille O’Neal chamou de o “o melhor double dribble de todos os tempos”. E pior, ele reclama com o juiz depois! Está na marca de 1:00 do vídeo abaixo.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://youtu.be/82NdaLamj5Y?t=59s[/youtube]

Além dessas a temporada teve uma falta feita com os bagos do Thomas Robinson, o pior arremesso da carreira de Kendrick Perkins (que também poderia ter entrado com esse passe), o lance-livre mezzo Shaq mezzo Biendris de DeAndre Jordan e também a grande cuzisse do ano, o Caron Butler fingindo um cumprimento num jogo já decidido só para roubar a bola de um novato. Não vamos deixar a bandeja de gás hélio do Wes Matthews de fora também, vai.

E só pra não dizer que não citamos JaVale McGee

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=7TOAZ6anmIA[/youtube]

 

2. Troféu Kareen Rush de melhor atuação de um jogador ruim

Todo ano uma homenagem ao jogo 6 da Final do Oeste de 2004: Lakers e Wolves numa série apertada e emocionante, 3 a 2 para o Lakers e aí Kareen Rush resolve que é dia de acertar uma gazilhão de bola de 3 pontos (6, na verdade, a maioria no fim do jogo) e tirar de Kevin Garnett a chance de disputar um jogo 7 em casa.

A NBA sempre coloca em seu Twitter, durante as rodadas, um aviso chamado #TripleDoubleWatch, que é para avisar que alguém está se aproximando de um triplo-duplo na rodada. Isso aconteceu dezenas e dezenas de vezes ao longo do ano. Mas somente uma vez a NBA pôde postar um #QuadrupleDoubleWatch. Sim, alguém estava se aproximando de um raríssimo e dificílimo Quadruplo Duplo, algo só feito 4 vezes na história da liga por grandes como Nate Thurmond, David Robinson, Hakeem Olajuwon e Alvin Robertson. E sabem quem chegou perto? Não foi LeBron James, nem Kobe Bryant, nem Kevin Durant. O autor da façanha foi Spencer Hawes! Não à toa foi o cara que deixou o MVP Nikola Vucevic no banco do Sixers no ano passado.

Em partida contra o Indiana Pacers, Hawes conseguiu 18 pontos, 16 rebotes, 8 assistências e 7 tocos! Uau. E vocês podem cornetar que ele não chegou mesmo ao quadruple-double, mas sabem quantos jogadores conseguiram números iguais a esses nos últimos 30 anos? 3. Hakeem Olajuwon (2 vezes), Charles Barkley e agora este belíssimo pivô branquelo.

Spencer Hawes

 

3. Troféu Lonny Baxter de jogador que só joga nas Summer Leagues

Esse divertido prêmio é para atletas que só ameaçam virar grandes jogadores e aí nem entram em quadra na temporada. Muitos jogadores aparecem nas ligas de verão e ganham lugar na NBA, como Jeremy Lin. Outros brilham lá e… nada. É o caso de Jeremy Lamb, ala do Oklahoma City Thunder. 

Ainda jogando pelo Houston Rockets, Lamb acabou a Summer League de Las Vegas, a mais importante da NBA, com média de 20 pontos por jogo, atrás apenas de jogadores que se consagraram na temporada como Klay Thompson, Jimmy Butler e Damian Lillard. Mas na hora de jogar pra valer, nada de Lamb em quadra. Só entrou em 23 jogos e só jogou mais de 12 minutos no último da temporada, quando não valia nada e Kevin Durant estava descansando.

Jeremy Lamb

 

4. Troféu Isiah Thomas de troca do ano

Pelo segundo ano seguido o prêmio vai para uma troca envolvendo o Los Angeles Lakers em que muita gente não se deu bem. Na temporada anterior demos o prêmio para o Lakers falhando em conseguir Chris Paul e, logo em seguida, perdendo Lamar Odom por absolutamente nada. Mas meses depois a trade exception acabou virando Steve Nash, então a troca foi superada, certo? Mais ou menos, mas vamos deixar isso pra lá.

Nesse ano o Lakers, apesar de estar envolvido e de não ter conseguido seu time dos sonhos, não é o alvo do prêmio. O grande vencedor é o Philadelphia 76ers, que participou da mega-troca de Dwight Howard enviando Andre Iguodala para o Denver Nuggets e recebendo em troca Andrew Bynum. Com problemas no joelho, Bynum não jogou uma partidinha sequer pelo Sixers durante todo o ano. Ao mesmo tempo Iguodala liderou o melhor Denver Nuggets dos últimos tempos e até Nikola Vucevic, raspa de tacho da troca, foi para o Orlando Magic se tornar um dos grandes reboteiros da temporada. Ah, e Andrew Bynum agora é Free Agent e pode ir embora se quiser.

Bynum

 

5. Troféu Grant Hill de jogador bichado do ano

O Grant Hill até se machucou nessa temporada de novo, mas se comparado com o seu passado no Orlando Magic ele é o cara mais saudável do mundo, e é pensando no tempo do Orlando que batizamos o prêmio assim. Esse ano o vencedor poderia ser Anderson Varejão, que de novo não consegue jogar uma temporada inteira, ou também Derrick Rose, que no fim das contas não voltou para jogar nem nos Playoffs. Dar mais essa vitória para o Andrew Bynum não seria nenhum absurdo também. Mas o prêmio vai para o conjunto da obra, para um time, o Minnesota Timberwolves.

Candidato a vaga nos Playoffs e um dos times mais divertidos da liga, o Wolves simplesmente não conseguiu render porque teve lesões sérias de todo mundo. Sério, todo mundo. Segue a lista dos bichados e, entre parênteses, o número de jogos que cada um disputou de 82 possíveis:

Chase Budinger (22), Kevin Love (18), Josh Howard (11), Ricky Rubio (56), Andrei Kirilenko (63), JJ Barea (72),  Nikola Pekovic (62), Malcolm Lee (16) e Brandon Roy (5). 

Wolves

 

6. Troféu Darius Miles de atuação surpresa na última semana

Darius Miles marcou 47 pontos na última rodada da temporada regular em seu ano de contrato. Bastou para enganar o Blazers e garantir mais uns milhões na conta de um dos jogadores mais decepcionantes da última década. Como homenagem, um prêmio para a atuação mais inesperada da última semana da temporada regular.

Nessa temporada o prêmio vai para Chris Copeland, autor de 33 pontos em 14 de 29 arremessos na vitória do seu New York Knicks sobre o Atlanta Hawks na última rodada da temporada regular. Se Copeland tiver 33 pontos e 29 arremessos durante todos os jogos dos Playoffs já será uma surpresa. Mas o NY Knicks resolveu descansar todo mundo e até o lixo do Earl Barron fez double-double com 11 pontos, 18 rebotes e deu entrevista no intervalo. Vale notar que pelo lado do Hawks, Mike Scott (?!?!?!) fez 23 pontos e pegou 14 rebotes. Viva a última semana alternativa da temporada regular.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=16nOB6Plh5k[/youtube]

 

7. Troféu Shawn Bradley de enterrada na cabeça.

Shawn Bradley, o Yao Ming sem talento. Branquelo gigante de 2,25m ficou famoso pela cara de bobo, pela participação no Space Jam e por ser protagonista do Top 10 mais embaraçoso da história do YouTube. Em homenagem a esses gloriosos jogadores que se humilham para o nosso prazer, o prêmio Shawn Bradley de melhor cravada na cabeça!

Nem tenho comentários a fazer sobre a enterrada. É só assistir. Tem alguma chance de DeAndre Jordan não vencer?

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=-YyUXd3Lb0I[/youtube]

Com todo o respeito ao falecido Brandon Knight, essa foi insuperável. Mas também tivemos outros bons concorrentes como Gerald Henderson sobre Dwight Howard, Jeff Green sobre Chris Bosh, Harrison Barnes em cima de Nikola Pekovic, Kobe (com 34 malditos anos!) sobre Gerald Wallace e Kris HumphriesLeBron James brandonkightiando Jason Terry.

 

8. Troféu Michael Schumacher de volta frustrada

Todo ano tem alguém tentando voltar a ser relevante e falhando miseravelmente nisso. Nesta temporada, infelizmente e com dor no coração, temos que dar o troféu a um de nossos musos, Rasheed Wallace. De repente, meio sem avisar, ele voltou de sua aposentadoria, mas foi só para fazer 21 jogos e afundar com lesões e mais lesões e nesta quarta-feira anunciou sua re-aposentadoria. Ele até jogou razoavelmente bem quando esteve em quadra, mas claramente não estava pronto.

Rasheed Wallace NYK

 

9. Troféu Zach Randolph de melhor jogador em time que só perde

O nosso glorioso gordinho passou boa parte da sua carreira fazendo 20 pontos e pegando 10 rebotes em times que mal passavam das 30 vitórias por temporada. Hoje ele brilha em um time que tem tudo pra ir longe nos playoffs, não concorre mais, apenas dá nome ao prêmio.

Candidatos para esse prêmio não faltam. DeMarcus Cousins poderia muito bem levar o bi-campeonato, LaMarcus Aldridge poderia vencer se a gente forçar a barra dizendo que o Blazers é muito ruim. Jrue Holiday e John Wall poderiam receber uns votos. Mas nesse ano o prêmio vai para o espetacular Kyrie Irving, já um dos melhores armadores da NBA mesmo estando apenas em sua segunda temporada na liga. Alguém tem o controle de bola no nível desse pivete? E alguém finaliza melhor com a mão esquerda? O garoto é especial. Só falta, bem, vencer uns jogos…

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10. Troféu Gary Payton de jogador que mais involuiu

Gary Payton foi de ser um dos melhores armadores do mundo para esquentar banco do Derek Fisher em questão de meses, é sempre exemplo de jogadores que, de repente, param de jogar o que sabem. Nesse ano tivemos vários candidatos a esse prêmio: Brandon Bass, OJ Mayo (que até começou bem a temporada, mas depois…), Andrea Bargnani, Gustavo Ayon e DJ Augustin.

Mas nenhum me chamou mais a atenção que Kris Humprhies. Na última temporada ele foi ótimo, dentro de suas limitações, com médias de 14 pontos e 11 rebotes em 35 minutos de quadra. Nesse ano passou a 5.7 pontos e 5.6 rebotes em apenas 18 minutos de jogo. No ataque deixou de ser utilizado com a volta de Brook Lopez, na defesa nunca foi grande coisa e acabou substituído pelo mais raçudo e dedicado Reggie Evans. Até Mirza Teletovic e Andray Blatche pularam na frente dele na rotação! Com o seu contrato novo de 24 milhões por 2 anos, se tornou o pior custo benefício da NBA.

Ano passado o troféu foi para Lamar Odom, o que dá um péssimo retrospecto para atletas que já fizeram parte da família Kardashian.

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11. Troféu Bruce Lee Bowen de jogada suja da temporada

O muso inspirador desse prêmio é um herói em San Antonio e até teve sua camiseta aposentada. Estranho mundo em que vivemos. E para manter vivo o legado de Bruce Bowen existem caras como Serge Ibaka. Parabéns.

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Aquela jogada do Caron Butler com o Jonas Valanciunas poderia entrar também aqui, o que acham?

 

12. Troféu 8 ou 80 de Estatística Bizarra do Ano

Esses números apareceram na tela da minha TV há algumas semanas e eu ainda não consegui superar. Talvez existam outras estatísticas piores e mais bizarras, mas meu cérebro não consegue dar conta. Vocês sabiam que Dwight Howard errou somente nesta temporada mais lances-livres do que Steve Nash em todos seus 17 anos de NBA?

Steve Nash errou 322 lances-livres dos 3360 que tentou na carreira. Dwight Howard errou 360 dos 711 que arremessou só na temporada 2012-13.

….

Sempre esqueço de alguma coisa. O que foi dessa vez? Comentem!

Mavs encanta; Irving e Waiters derrotam Clippers

Uma das mais gratas surpresas desse começo de temporada é o Dallas Mavericks. E esse “surpresa” merecia ser escrito em caixa alta, vermelho e com brilho. O time é quase de aluguel, uma porrada de contratos de um ano para jogadores que não acharam coisas melhores ao redor da NBA; Dirk Nowitzki está machucado e só volta em Dezembro. Tinha tudo para ou dar errado ou, pelo menos, demorar para dar certo. Nada disso, na estreia bateram o Los Angeles Lakers, depois uma derrota fora de casa contra o Jazz e agora vitórias categóricas e consecutivas sobre Charlotte Bobcats e Portland Trail Blazers, essa última na noite de ontem por 114 a 91. O placar elástico não conta a história do jogo, que teve vantagem apertada até os primeiros minutos do último período.

Logo no primeiro período o Dallas Mavericks deixou clara sua estratégia, mostrar para Damian Lillard que ele é só um novato e que ele tem que ficar pianinho. Marcação dupla e pressionada toda vez que ele tentava usar um bloqueio no ataque, no outro lado da quadra Darren Collison jogou com uma agressividade que assustou o pobre Lillard, que acabou cometendo duas faltas logo de cara e saindo do jogo. Collison aproveitou o embalo para fazer uma partidaça: 14 pontos e 13 assistências, seu segundo jogo com mais de 10 assistências depois de só ter conseguido 2 jogos assim em toda temporada passada pelo Pacers.

Os números de Collison mostram uma realidade desse Mavericks, são caras que nunca jogaram tão bem que agora estão atuando de maneira espetacular. Pelo menos por uma semana, claro. Brandan Wright (10 pontos, 4 rebotes), um dos beneficiários dos passes de Collison, conseguiu pela primeira vez na carreira ter 4 jogos seguidos com pelo menos 10 pontos. OJ Mayo, que havia conseguido apenas 8 jogos com pelo menos 30 pontos em suas 4 temporadas (301 jogos) pelo Grizzlies, já conseguiu sua segunda partida seguida marcando pelo menos 30. Ontem foram 32, com direito a 6 bolas de 3 pontos! Mayo é o jogador que mais tem bolas de 3 na temporada até agora.

Isso sem contar o ótimo novato Jae Crowder, que entrou no lugar de Shawn Marion, que sentiu dores no joelho, e já saiu liderando o time na defesa. Dominique Jones também fez bonito improvisado na armação e saiu de quadra com 6 assistências. Cabem mais destaques? Chris Kaman fez 16 pontos em 8/10 arremessos, o pivô só errou 3 chutes em 19 arremessos tentados nos últimos 2 jogos. Ufa! A movimentação de bola deles é contagiante, vale a pena acompanhar o time de perto. O Blazers se segurou graças a bolas espíritas de Wesley Matthews (20 pontos) e jogo sólido de LaMarcus Aldridge (20 pontos, 7 rebotes), mas não aguentaram o ritmo dos reservas de Dallas.

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Em Los Angeles, o Cleveland Cavaliers surpreendeu ao bater com autoridade o Clippers por 108 a 101.. O jogo começou com Kyrie Irving marcando 16 pontos só no 1º quarto, a maioria na fuça de Chris Paul. E não foi só impressionante, não só foram cestas bonitas, mas ele jogou de um jeito diferente. Nem sempre ele carregou a bola da defesa para o ataque, ao invés disso esse papel ficou várias vezes com o novato Dion Waiters, que lá na frente dava um jeito de encontrar Irving, que aí atacava a cesta como de costume. Em muitos momentos não ficava claro quem era da posição 1 e quem era 2. Na defesa, mais mistura, já que Irving passou boa parte do jogo marcando Caron Butler enquanto Alonzo Gee fazia bom trabalho (na medida do humanamente possível) ao defender Chris Paul (17 pontos, 9 assistências).

O jogo foi disputado, mas o Clippers simplesmente fede na defesa. Não há bolas impossíveis de Jamal Crawford (19 pontos) que compensem os 18 rebotes de ataque do Cavs ou os 25 turnovers (apenas 2 de Chris Paul) na partida. O fim do jogo foi simbólico. Quando o Clippers ameaçou uma reação, o Cavs respondeu com jogadas idênticas. Kyrie Irving atacava a cesta, o time inteiro ia em cima dele e a bola saia para Dion Waiters na linha dos 3 pontos. O novato (que, em teoria, não era pra ser um grande arremessador) meteu 7 bolas de longa distância e acabou com 28 pontos. Ele segurou a reação do Clippers, que foi esmagada de vez depois de um turnover de DeAndre Jordan e de uma bola de 3, absurdamente sem marcação, de Kyrie Irving a 22 segundos do fim do jogo.

Destaque também para Anderson Varejão, fez 15 pontos, 15 rebotes e, juro por Alinne Moraes, acertou arremessos de meia distância em momentos cruciais do último quarto.

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Outro resultado que eu não esperava e que errei nos meus palpites foi o do jogo entre Brooklyn Nets e Minnesota Timberwolves. Eu parecia encaminhado a um bom pitaco quando o Nets abriu 22 pontos de frente, em casa, sobre o desfalcado Wolves. Mas aí Nikola Pekovic (21 pontos, 7 rebotes, 2 tocos) resolveu dar razão aos doidos que dizem que ele é um dos melhores pivôs da NBA, Alex Shved (10 pontos, 3 assistências e uma bola de 3 decisiva) resolveu finalmente fazer sua estreia na NBA e Andrei Kirilenko… bom, Kirilenko colocou o jogo no bolso e mandou um beijinho para seu conterrâneo, o dono do Nets. Foram 16 pontos, 10 rebotes, 6 assistências e 4 tocos. Basicamente armou o jogo, finalizou, segurou na defesa e comandou o início da reação no 3º período. Terrível para o Nets tomar uma virada dessa logo em seu segundo jogo em casa, mas embora o potencial do time seja grande, ainda não é grande coisa. Vão acontecer mais desgraças ao longo do ano.

No resto da rodada o Miami Heat resolveu defender e quem se ferrou foi o Phoenix Suns. Tomaram de 124 a 99 e só conseguiram acertar 39% de seus arremessos, o Heat fez 55%, não deu para o cheiro. LeBron James (23 pontos, 11 rebotes), foi o melhor do jogo só pra variar. Outra vitória tranquila aconteceu na Philadelphia, onde o New York Knicks repetiu a vitória de domingo sobre o Sixers, fáceis 110 a 88. Sem Bynum o time de Doug Collins não sabe nem por onde começar o ataque, a defesa forte do Knicks complica um pouco mais e o resultado é Nick Young forçando arremessos que não valeriam a pena nem se valessem 6 pontos.

No Oeste, apresentações de gala de dois times fortíssimos da divisão Sudoeste. O San Antonio Spurs passou por cima do Indiana Pacers por 101 a 79. Tony Parker (6 pontos, 3/13 arremessos) e Manu Ginóbili (3 pontos, 1/4 arremessos) foram péssimos, mas o Spurs chegou a um ponto onde eles simplesmente ganham. Basta uns Gary Neal (17 pontos) e DeJuan Blair (14 pontos, 11 rebotes) para tomar conta do negócio. E sabiam que foi apenas a primeira vez na história que o Spurs começou uma temporada com 4 vitórias nos 4 primeiros jogos? Parece que acontece todo ano. O outro time da divisão a brilhar foi o Memphis Grizzlies, que cozinhou o jogo com o Utah Jazz no primeiro tempo pra depois abrir 10 de vantagem. Marc Gasol (22 pontos, 8 rebotes, 8 assistências) foi um dos melhores jogadores de toda rodada e deu um baile em Al Jefferson. Zach Randolph (16 pontos, 18 rebotes, 9 de ataque) dominou Paul Millsap também, mas não consigo usar a palavra “baile” para um cara com a leveza de Randolph.

A rodada termina com uma vitória sofrida do Sacramento Kings sobre o Golden State Warriors, 94 a 92. Apesar do resultado positivo, ficou muito claro de como esse Kings precisa mudar muita coisa para ser um time relevante na NBA. Tudo dava certo enquanto DeMarcus Cousins (23 pontos, 15 rebotes, 2 roubos, 2 tocos) tomava conta do jogo e o time vencia por 10 pontos de vantagem. Mas aí, de uma hora pra outra, a 5 minutos do fim do jogo, o pivô começa a se frustrar com qualquer coisa marcada contra seu time, o resto do time vai no embalo, perde a cabeça e passa a só forçar arremessos difíceis e apressados no ataque. Como um time fica nervoso em casa, ganhando por 10 pontos, contra um adversário fraco e inexperiente? São completamente descontrolados.

No fim do jogo, um arremesso babaca de Aaron Brooks (12 pontos), que vinha sendo herói porque os arremessos babacas tinham caído, rendeu um contra-ataque para o Warriors. O Kings fez falta afobada e deu lances-livres para o Warriors. Klay Thompson (22 pontos), acertou os dois e deixou a vantagem do Kings em apenas 1 com 30 segundos no relógio. Ao invés de segurar até o último momento e comer tempo do relógio, Cousins forçou a barra e teve a bola roubada por Steph Curry (12 pontos, 8 assistências). Podendo virar o jogo, Klay Thompson errou um arremesso tranquilo da cabeça

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do garrafão, uma bola que ele mete de olho fechado todos os dias. O Kings ainda deu mais uma chance ao errar um lance-livre, mas Curry não conseguiu acertar o arremesso da vitória no estouro do cronômetro. Jogo emocionante, mas só porque o Kings quase entregou.

Outra coisa patética do Kings? Eles cobriram algumas propagandas no telão com um material plástico preto, mas não é que tudo começou a cair no meio do jogo?

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Top 10 da Rodada

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Fotos da Rodada

 

Cachaça

 

Fotos que perdem o charme quando você lembra que ele errou a bandeja no jogo

 

Reações de quando você joga no Clippers

 

“I run this shit”

 

Terry Stots não sabe bater palmas

 

A musa
Lakers viciado em perder; Heat esmaga

Como diria o saudoso narrador de futebol, eeeeestá valendo! Depois de 30 previews cheios de atrizes pornôs e melodramas da terra de Eduardo Najera, é hora de falar de jogos de verdade. E a temporada começou do jeito que todo mundo queria: o Cleveland Cavaliers enfrentado o Washington Wizards desfalcado! É, tá bom, com John Wall e Nenê jogando seria pelo menos um pouco mais atraente. Mas pra quem na seca qualquer coisa tá valendo.

Depois da primeira cesta da temporada ser marcada por Trevor Ariza, o resto do primeiro tempo do jogo foi todo do Cleveland Cavaliers. Preciso admitir que minha primeira impressão do novato Dion Waiters não foi das melhores, mas aos poucos ele tem mudado. O técnico Byron Scott se disse impressionado com a evolução do garoto desde o dia que chegou no time há poucos meses até ontem, dia de sua estreia oficial. Ele tem toda razão. Contrariando os meus prognósticos, ele se entendeu muito bem com Kyrie Irving e fez a festa atacando a cesta do Wizards. Destaque aqui para os excelentes bloqueios de Anderson Varejão, Tristan Thompson e do novato Tyler Zeller (5 pontos, 2 rebotes). Geralmente um bom bloqueio não é reconhecido pelos torcedores, mas são importantes.

Um dos motivos para eu não gostar de Waiters e Irving juntos era que eles fazem mais do mesmo, mas ontem quando Waiters atacou a cesta, Irving fez bem o papel de arremessador. Acertou 3 das 6 bolas de 3 pontos que tentou e fez alguns arremessos de média distância. Claro que as bandejas ele também acertou e até um jumper de mão esquerda só pra humilhar. A gente já sabia, mas os 29 pontos de Irving foram só pra lembrar que ele é fora de série.

E sem patriotismo, mas teve um jogador que brilhou mais que Kyrie Irving, foi o brazuca Anderson Varejão. O Sideshow Bob já fez ótimas partidas em sua carreira de NBA, algumas em jogos muito mais importantes que o de ontem, mas pode colocar esse na conta como uma das melhores de sua vida. Foram 9 pontos, 23 rebotes e 9 assistências. De acordo com o Basketball-Reference, contando a partir de 1985 apenas outros 2 jogadores conseguiram pelo menos 23 rebotes e 9 assistências no mesmo jogo. Charles Barkley em 1987 e Vlade Divac em 1994. 18 anos que alguém não conseguia essa improvável combinação.

Mas não falo só pelos números. Anderson Varejão jogou como o líder que é no time. Na defesa chamou o jogo como sempre e foi atrás de rebotes que poderiam até ser pego por outros, jogou com obsessão. No ataque, além dos bloqueios citados acima, fez bem o papel de receber a bola perto da cesta e levantar a cabeça para o passe. Parecia o Marc Gasol jogando pra falar a verdade. No fim do jogo, quando faltavam menos de 2 minutos para o fim da partida e o Cavs vencia por apenas 4 pontos, foi um lindo passe de Varejão para Tristan Thompson (12 pontos, 10 rebotes) que resolveu a parada. Cavs 94-84 Wizards. A movimentação de bola do time, um problema na temporada passada, pode melhorar muito se Varejão continuar jogando assim.

Pelo Wizards, destaque para o bom começo de jogo de Emeka Okafor (10 pontos, 7 rebotes e 4 tocos) e para o 3º período, quando até chegaram a virar o jogo. Mas de resto o time sentiu falta de John Wall armando o jogo. A dupla de backcourt de AJ Price e do novato Bradley Beal acertou 4 arremessos em 21 tentativas!

Ontem também foi a cerimônia de entrega dos aneis de campeão para o Miami Heat. Bonito e tal, levantaram aquele lençol gigante no teto do ginásio e todo mundo ficou feliz. Mas o que tava todo mundo ansioso mesmo pra ver era o jogo contra o Boston Celtics. Primeiro jogo de Jason Terry, Leandrinho e Courtney Lee pelos verdes, estreia de Ray Allen pelo Heat justamente contra seu ex-time.

E o Ray Ray estava inspirado. Primeiro ele abraçou Doc Rivers, depois deu um tapinha irônico no ombro de Kevin Garnett, que algum tempo atrás disse ter perdido o telefone do ex-companheiro de time. Allen respondeu fazendo sua primeira cesta como membro do Heat, um arremesso de 3 da zona morta. Depois ainda fez mais um usando a tabela (também vale) e saiu de quadra com 19 pontos em 30 minutos jogados. Existe algum tipo de time ao qual Ray Allen não se adaptaria?

A experiência de posições livres do Miami Heat foi divertida e teve o Celtics entrando na brincadeira. Em nenhum momento dos 48 minutos de jogo um dos times colocou um pivô de verdade em quadra. Kevin Garnett e Chris Bosh, alas, foram o mais próximo disso. O problema para o Celtics é que esse estilo é tudo o que o Heat quer no mundo. O Celtics até fez impressionantes 27 pontos de contra-ataque, mas em momento algum controlou a partida. No fim das contas deu 120 a 107 para o Heat. O cestinha foi Dwyane Wade com 29 pontos, LeBron James fez 26 pontos, 10 rebotes e 3 assistências em apenas 29 minutos de jogo. No último quarto ele saiu com dores e não voltou mais, foi quando o Celtics até ameaçou uma reação, que não deu em nada após Chris Bosh (19 pontos, 10 rebotes) marcar 7 pontos seguidos nos minutos finais.

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A rodada acabou com mais um desastre do Los Angeles Lakers. Eu sabia que eles estavam jogando mal, mas perder para o Dallas Mavericks desfalcado de Dirk Nowitzki e Chris Kaman? Doeu em mim.

Steve Nash continua perdidaço em quadra, sem saber se corre, arremessa, passa ou planta bananeira. Acreditam que ele ficou 34 minutos em quadra e deu apenas 4 assistências? Nos seus 8 anos de Phoenix Suns isso aconteceu apenas 14 vezes 576 partidas. Mas fica pior, seu reserva Steve Blake conseguiu 6, o mesmo número de Pau Gasol (23 pontos, 13 rebotes, 6 assistências e 3 tocos). Como se não bastasse de bizarrice, Kobe Bryant (22 pontos) não forçou o jogo, não exigiu a bola o tempo todo e só deu 14 arremessos, dos quais fez 11. O que raios está acontecendo no mundo?

Só para não ficar muito estranho, Dwight Howard continua errando lances-livres e ficando nervosinho à toa. O pivô (19 pontos, 10 rebotes) só acetou 3 dos 14 lances-livres que tentou, o que fez todo mundo esquecer que Jordan Hill fez 1/6. Howard também deu uma marretada

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que poderia ter acabado em homicídio caso o atingido fosse Rodrigue Beubois (11 pontos, 5 assistências), por sorte foi o fortinho Elton Brand (8 pontos, 11 rebotes).

Embora a derrota seja revoltante pelos desfalques do Mavs, o Lakers teve alguns bons momentos no jogo. No fim das contas foram apenas 14 turnovers, nada fora da realidade da NBA, 50% de acertou dos arremessos e 24 assistências no jogo. O ataque vai se achar em breve, com ou sem Steve Nash. O problema são os apagões esporádicos e especialmente a defesa. Ninguém parece se comunicar e o excesso de passes do adversário fez o jogo parecer um bobinho. Com entrosamento e treino isso melhora, mas ontem Darren Collison (17 pontos) fez o que bem entendeu. Aliás, bem promissor esse jogo coletivo e solidário do Mavs, melhor começo de temporada, impossível. Olho neles, candidato forte a Memphis Grizzlies da temporada, o time que todo mundo sabe que não vai ser campeão, mas que não quer pegar nos Playoffs.

 

Fotos da Rodada

A primeira foto de Bola Presa® da temporada

 

É tanto calor em São Paulo que o Doc Rivers não guenta

 

Steve Nash sempre defende de olhos fechados

 

Você espera o Ray Allen encostar antes de começar o grito de flop, Terry

 

Novatos 1: Bradley Beal perdido

 

Novatos 2: Dion Waiters apanha da bola

 

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