?A escolha do Clippers

?A escolha do Clippers

Dizem que a primeira impressão é a que fica. Talvez por isso muita gente ainda tenha dificuldade em ver Blake Griffin como algo além de enterradas acompanhadas de um jogo de pernas suspeito e um centro de gravidade todo aloprado. Quando jogou suas primeiras partidas na NBA, Griffin tinha uma passada estranha e rodopiava seu corpo loucamente até para as coisas mais simples como um ganchinho dentro do garrafão, mas era garantia de enterradas humilhantes toda vez que encontrava algum espaço. Quando ninguém tinha esperança suficiente na humanidade para conseguir ver um jogo do Clippers, o contato do público médio com Griffin era através de sua passagem obrigatória pelas melhores jogadas da semana – sempre em enterradas, claro. Por um tempo parecia que sua capacidade de pular por cima dos defensores era indefensável e que ninguém poderia impedi-lo de marcar 20 pontos por jogo mesmo que ele não soubesse arremessar ou que suas jogadas de costas para a cesta parecessem LAMBADA, A DANÇA PROIBIDA.

? A questão das faltas técnicas

Na semana passada, DeMarcus Cousins recebeu uma falta técnica, ameaçou partir para cima do juiz, foi contido por seus companheiros e imediatamente expulso do jogo com uma segunda falta técnica. Aguardando julgamento da NBA para saber se Cousins receberia um jogo de suspensão pela ameaça física ao árbitro além das faltas técnicas, o general manager Vlade Divac conversou com Cousins e o tranquilizou dizendo que, ao seu ver, o jogador não havia feito nada de errado.

A conduta do Cousins não é recente: em todas as suas cinco temporadas completas até agora ele ficou entre os cinco jogadores que mais cometeram faltas técnicas.

Preview da temporada 2015/16 da NBA – Divisão Pacífico

Bem amigos do Bola Presa, bem vindos a mais uma temporada de NBA aqui neste humilde blog. Depois de merecidas férias (risos) após aquela cobertura louca dos Playoffs, voltamos em ritmo de pré-temporada aquecendo os motores para o basquete de verdade que começa no fim deste mês.

Separamos nosso preview em divisões, apresentando os times na ordem que achamos que eles vão terminar frente a seus rivais. Destacamos quem chegou e quem saiu (os mais importantes, não necessariamente todas as mudanças) e tentamos prever a rotação de cada time.

Como defender o seu time no Jogo 7

Por que acreditar na vitória do Houston Rockets?

Se o San Antonio Spurs, rodado e experiente, se abalou após perder um jogo traumático contra o Miami Heat, como podemos nós simplesmente assumir que o Los Angeles Clippers entrará em quadra com a cabeça limpa?

Se o time de Chris Paul dominou a série em todos os aspectos, desde o tático até o da confiança, agora pelo menos esse último está ao lado do Houston Rockets. E jogos 7 costumam ser decididos mais pela cabeça do que pela prancheta. Quem não lembra daquele memorável confronto decisivo entre Los Angeles Lakers e Boston Celtics na final de 2010? Um jogo épico cheio de atletas experientes, uma reunião antecipada do Hall da Fama, e todos nervosos como o diabo e arremessando tijolos na tabela. Claro que agora não estamos falando de uma final, mas ver sua temporada acabando mexe com a cabeça, e depois da virada surreal do último jogo eu acho que o Houston Rockets chega com vantagem. Se abrirem vantagem logo, o Clippers desmonta.

[Resumo da Rodada] LeBron não sabe brincar; Houston vive

Precisando vencer em casa para não dar a chance do Bulls fechar a série em Chicago, LeBron resolveu comandar a brincadeira. Colocou a bola debaixo do braço, recebeu isolações constantes dos dois lados da quadra e simplesmente forçou seu caminho para o garrafão jogada após jogada. Começou alguns ataques de costa para a cesta, girou para dentro e criou espaço para os próprios arremessos ao deixar a defesa do Bulls sempre preocupada em defender o aro. Foi uma lição de habilidade ofensiva: usou a força nas infiltrações e com isso cavou faltas, obrigando o Bulls a mobilizar mais defensores para o garrafão; aí usou o espaço criado para dar arremessos de meia distância e dar passes precisos; e quando a marcação começou a forçar o Cavs a dar arremessos de três, LeBron passou a receber a bola de costas para a cesta para iniciar as jogadas. Ao fim do primeiro tempo, a atuação surreal de LeBron James contabilizava 24 pontos com 10 arremessos convertidos em 12 tentativas.

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