Agora vai? Agora vai

Agora vai? Agora vai

Este blog, como a maioria dos que já se arriscaram no futurismo esportivo, tem seu histórico de apostas furadas. Só lembrar nossas previsões de Draft ou quando eu disse que o Dallas Mavericks não tinha mais chance de título em 2011 quando o Caron Butler se machucou (como eu iria adivinhar que JJ BAREA e BRIAN CARDINAL seriam importantes nos Playoffs?). Tentamos não fazer previsões sempre, mas vou OUSAR uma agora: o Toronto Raptors estará na final do Leste.

Preview 2012/13 – Phoenix Suns

Continuamos aqui o melhor preview da temporada já escrito por um blogueiro gordo. Veja o que já foi feito até agora:

Leste: Boston CelticsCleveland CavaliersBrooklyn NetsIndiana PacersAtlanta HawksWashington Wizards e Chicago Bulls

Oeste: Memphis GrizzliesSacramento KingsDenver NuggetsGolden State WarriorsSan Antonio Spurs e Los Angeles Clippers

Até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA, todos os times terão sido analisados profundamente aqui no Bola Presa.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time da cidade que tem média de temperatura de 38ºC no verão (porra!), o Phoenix Suns .

Phoenix Suns

 

 

 

 

 

O Phoenix Suns mudou muito, mas não mudou em tudo. O time tem tudo para continuar veloz, gostoso de assistir, cheio de bolas de longa distância, pick-and-rolls e rendendo maravilhas para quem tem seus jogadores em seu time de fantasy. Ou pelo menos assim eu espero, Gortat! Porém provavelmente o time vai ser menos eficiente e com menos jogadas de efeito. Adoro Goran Dragic, espero uma temporada ótima do armador esloveno, mas substituir Steve Nash é para poucos.

Em uma situação normal, pegar o lugar de Nash já seria complicado, mas os desafios são maiores do que parecem em primeiro momento. Além do básico, passes, organização e das bolas de 3, Nash deixou o Suns sem uma liderança, já que além dele foi embora Grant Hill, outro veterano capitão da equipe. Dentro de quadra as coisas não serão muito fáceis também, para o lugar dos que saíram, chegaram jogadores que gostam mais de finalizar jogadas do que criá-las: Michael Beasley, Wesley Johnson, Ike Diogu e Luis Scola. Não que seja um defeito ser pontuador ao invés de criador, mas a presença de muitos jogadores assim pode prejudicar a movimentação de bola e exige ainda mais do armador. Como se não bastasse de responsabilidade nas costas de Dragic.

Vejamos o exemplo de Jared Dudley. Ele não é um jogador tradicional da posição 2, o shooting guard, porque não tem controle de bola ou criação de jogadas para isso. Mas jogou nessa posição muitas vezes porque com Steve Nash armando o jogo, tudo o que ele precisava fazer era arremessar de 3 pontos, o que fazia muito bem, e defender o shooting guard do time oposto, sua especialidade. Isso é possível quando o armador se garante, quando não se perde ao passar o tempo inteiro controlando o jogo, driblando sem parar. Se Dragic não conseguir ser eficiente assim é possível que Dudley perca a posição e abra espaço para jogadores que tenham um pouco mais de criação de jogadas como… er… Shannon Brown? Pois é, não tá fácil para o Suns.

Mas não vamos ser cruéis com o pobre esloveno. No ano passado Dragic assumiu a armação do Houston Rockets após a contusão de Kyle Lowry e foi espetacular na posição, por que não esperar que ele pode fazer um trabalho bom mesmo com toda essa responsa? Ele já tem 4 temporadas de NBA nas costas como experiência. E se o time conseguir esse entrosamento, mesmo com boa parte do elenco sendo nova em Phoenix, existe a chance do time dar muito certo.

A dupla de garrafão de Marcin Gortat e Luis Scola pode ser a com menos impulsão desde quando o Kings jogou com Brad Miller e Vlade Divac, mas é de um poder ofensivo absurdo. Tem gente apostando que o Gortat não vai sustentar as médias de 15 pontos e 10 rebotes sem as assistências do Nash para ajudar, mas a verdade é que ele é um bom jogador no pick-and-roll e nos rebotes ofensivos e só precisa de um armador decente para isso, não necessariamente do melhor de todos. Ele já rendia bastante nos poucos minutos que jogava ao lado do Jameer Nelson no Magic, por que não daria certo com Dragic? Talvez não receba aqueles presentes que o Nash dava, a bola embrulhada em papel machê embaixo da cesta, com a marcação do outro lado do mundo, mas ele vai ficar bem. Já Scola sabe fazer pontos. Não importa quem jogue com ele,  onde jogue, quem arme o jogo ou quem o defenda, ele dá um jeito.

Defensivamente o Scola deixa um bocado a desejar, especialmente quando marca caras que são mais fortes, mais altos e mais bonitos do que ele (todo mundo). Mas Gortat em compensação é melhor defensor do que parece. Em jogadas de post-up, aquela de costas pra cesta, a que mais importa para os pivôs, ele segurou seus adversários a 39% de aproveitamento. Não foi tão bem defendendo o pick-and-roll, cedendo 50% de acerto, mas não é um número desastroso também.

Mas talvez o segredo do sucesso, ou falta dele, para o Phoenix Suns nessa temporada não seja nem Goran Dragic e nem a dupla Scola/Gortat no garrafão. Embora iremos ver estes em situações novas e existam algumas dúvidas, meio que sabemos o que esperar desses caras. Mas o que dizer sobre Wesley Johnson e Michael Beasley? Wes Johnson foi a badalada 4ª escolha no Draft de 2010, teve dois anos discretos pelo Minnesota Timberwolves e acabou sendo trocado. O ala de capacidade física impressionante chegou na NBA já com 23 anos e muita gente achou que ele teria adaptação quase imediata. Não foi o que aconteceu, mas as poucas e dispersas grandes atuações dele sempre animam os mais otimistas, já virou piada em alguns fóruns gringos de NBA dizer que “agora vai!” para o Wes Johnson, mais ou menos é com a gente e o Tiago Splitter. Ele foi bem na Summer League, ainda jogando pelo Wolves, mas sempre ficamos com um pé atrás na hora de falar dele. Se o cara estourar e jogar o que se espera dele, será uma revolução no Suns. Se for o mesmo cara do Wolves é só um reserva para jogar 20 minutos por jogo.

E se Wes Johnson chegou com moral, o que dizer de Michael Beasley? Foi a 2ª escolha do Draft de 2008. E nem precisam me cornetar, todos os dias eu me culpo por na época achar que ele poderia acabar tendo uma carreira melhor que a do jogador escolhido antes dele, o tal de Derrick Rose. O cara chegou muito jovem na NBA, é conhecido por gostar mais de uma boa maconha do que de treino (dá pra culpar ele?) e até agora tem dado mais problemas fora de quadra do que resultado dentro dela. Mas é inegável que Beasley sabe colocar a bola na cesta. Às vezes (ok, muitas vezes) ele ignora as jogadas chamadas, força bolas imbecis, mas muitas delas são lindamente precisas. Não surpreende que os melhores números de Beasley vieram no Wolves na temporada 2010-11, quando o time estava esfacelado e sem ambições. Beasley assumiu o ataque do time, fez o que bem quis e saiu com média de 19.2 pontos por jogo. Mas no ano seguinte, a temporada passada, Beasley caiu fora da rotação por sempre estragar o sistema ofensivo que funcionava tão bem com Ricky Rubio, Luke Ridnour e Kevin Love. Virou o reserva que entrava quando os titulares saiam e aí ele podia improvisar como queria, mas jogava pouco.

Nesse começo de pré-temporada, Beasley tem feito boas partidas, arremessando pouco e com alto aproveitamento. Mas o que me surpreendeu mesmo foi ele ter dado 5 assistências em seu primeiro jogo e 4 assistências na partida seguinte. Em toda temporada passada pelo Wolves, 47 jogos, seu recorde foi de 4 assistências contra o Detroit Pistons. Conseguiu 3 assistências outros 4 jogos e no resto da temporada foi sempre 2 ou menos. Em 19 jogos zerou na categoria. E Beasley deu assistências em um jogo de pré-temporada, justamente uma situação onde poderia forçar arremessos sem ser engolido vivo pelo técnico por isso. Se passou é porque agora enxerga outros companheiros em quadra ao lado dele! Há esperança! E nem espero que ele vire um criador de jogadas, só que entenda que joga em equipe.

No banco do Suns gosto muito de Markieff Morris, bom chutador que fez ótima temporada de novato mesmo com aquela confusão de locaute onde os pobres rookies entraram na NBA quase sem treinar com o time antes. Na planilha lá de cima apenas errei (e fiquei com preguiça de fazer uma nova) ao colocar o Channing Frye na frente do Jermaine O’Neal. Frye, melhor arremessador entre os pivôs da atualidade, descobriu um problema no coração e provavelmente não jogará nessa temporada. Uma pena. Em compensação, se há um time que pode curar Jermaine O’Neal é o Suns, palco dos maiores milagres médicos do basquete. Espera-se que ele seja um líder nesse jovem time também. Por fim, Ike Diogu tem potencial para ser um bom reserva na NBA, meu palpite é que ele finalmente se estabelece na liga nessa temporada.

 

Temporada Filme Pornô

Sim, jovem punheteiro. A foto acima é da gloriosa Emmanuelle. Justamente quando fazemos uma série de Preview que homenageia algumas musas do pornô mundial, morreu a atriz que interpretou uma das mais célebres personagens do universo erótico. Quem aqui nunca viu um filme de Emanuelle no mudo? Quem não viu escondido? Quem não se iniciou sexualmente com ela nas madrugadas da Band? É, amigo, todo mundo já bateu uma pra Emmanuelle e todo mundo já torceu para o Phoenix Suns. Não adianta negar, até o mais mal humorado torcedor do Spurs já se encantou pelo Suns de Steve Nash que revolucionou a NBA em 2005. E até o mais pudico torcedor do Jazz já prestou sua homenagem à Emmanuelle.

Como a Emmanuelle, aquele Suns encantador não existe mais. O time ainda é veloz e usa os pick-and-rolls a exaustão, mas não é mais a equipe que mais impõe velocidade e nem tenta arremessar tão rápido assim. Sucesso para o Suns nessa nova fase, a pós-Emmanuelle, é simplesmente encontrar uma identidade. Até acho que com um golpe de sorte o time pode embalar e lutar por vaga nos Playoffs, mas é improvável.

De qualquer forma, se o time acabar na 10ª posição do Oeste, mas com Michael Beasley jogando bem (alguém aposta em mais de 20 pontos por jogo?), Dragic passando confiança como armador principal e com Marcin Gortat provando que pode jogar bem mesmo sem Nash, já é um ótimo passo para o time. O  Suns terá espaço para a contratação de pelo menos um grande Free Agent no próximo ano e preparar terreno para isso já é um grande começo.

 

Temporada Drama Mexicano

Por mais que o Suns tenha espaço no Salary Cap para investir na temporada que vem, os caras que estão hoje no elenco tem todos vínculos relativamente longos com a franquia. Goran Dragic e Jared Dudley tem contrato até 2015/16, Channing Frye, Michael Beasley e Luis Scola até 2014/15. Wes Johnson tem contrato até 14/15, mas com Team Option (quando o time pode cancelar o contrato sem multas) em 13/14, último ano do contrato de Shannon Brown.

Isso quer dizer que esses caras que estão em Phoenix nesta temporada vão ser a base do futuro do Suns pelos próximos quatro anos, ou pelo menos as peças de troca para que novos jogadores sejam contratados.  É muita responsabilidade. Qualquer aposta que não dê certo eles vão ter que carregar por uns bons anos nas costas. E nem poderão compensar usando a Regra da Anistia, que é quando um jogador é dispensado e seu salário para de contar contra o teto salarial. Isso porque cada time só pode usar a Anistia uma única vez (durante toda existência humana, não por temporada) e o Suns já gastou a dele com o decepcionante Josh Childress.

Drama mexicano para o Suns, portanto, não seria ter uma temporada de resultados fracos, mas acabar o campeonato com aquela sensação de que estão amarrados por uns 3 ou 4 anos com um bando de imprestáveis. Sem contar, claro, que atrair um bom nome na Free Agency passa por criar uma boa imagem do time nesse ano. Será que alguém vai querer, por livre e espontânea vontade, jogar ao lado de Michael Beasley?

 

Top 10 – As melhores jogadas do Suns em 2012 (Bola Presa S2 Shannon Brown)

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=XOhllgvjclA[/youtube]

Filtro Bola Presa_#2

Filtro Bola Presa_#2

O Filtro Bola Presa é um post semanal com notas e curiosidades que não eram importantes o bastante para virar um post inteiro, mas que são interessantes o bastante para valer alguns comentários. Sugestões de boas histórias e links encontrados em outros sites podem ser enviados para bolapresa@gmail.com e entrarão no Filtro da semana que vem.

 

– O TrueHoop fez um post muito legal com uma lista das jogadas mais únicas da NBA. Aquelas que são marca registrada de um jogador e que poucos (ou nenhum outro) conseguem fazer do mesmo jeito. A primeira da lista é uma das minha jogadas favoritas, o push shot do Derrick Rose. Como o nome diz, ele realmente empurra a bola pra cima. Pode até lembrar, mas não é como aquele arremesso do Nash na corrida porque é com uma mão, e não é como a bandejinha marota do Tony Parker porque ele sai (muito) do chão. E mais impressionante é ele parar para fazer esse arremesso depois de correr a quadra toda em velocidade Bolt. Falo honestamente e sem querer fazer tipo que alguns dias eu paro, lembro que o Derrick Rose está machucado e fico triste por algumas horas.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=ZkS8DA0ecp4&list=PLE35443B4FAC6FB7D&index=2&feature=plpp_video[/youtube]

A lista ainda tem outras jogadas únicas como o arremesso do Chris Paul após um salto para o lado, o empurrão com a bola do Tony Parker, o gancho supostamente errado de Al Jefferson e o meu favorito: Scoop shot do Luis Scola. Vale a pena conferir o link e assistir todas as jogadas. Sentiram falta de alguma?

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=A1gJKU7pltA&list=PLE35443B4FAC6FB7D&index=8&feature=plpp_video[/youtube]

 

– O LA Lakers pode ser o time que mais gasta dinheiro na NBA, isso é fato, mas pelo menos é também o que gasta melhor. Segundo esse estudo das BusinessWeek o Lakers foi a franquia da NBA mais bem colocada num ranking de salário por vitórias nos últimos 5 anos. Ou seja, pela quantidade de vitórias (e 2 títulos) conquistados nas 5 temporadas anteriores o Lakers teve o melhor custo/benefício da liga. Somando todos os esportes dos EUA o time de Kobe Bryant ficou na 5ª posição, atrás do Rays e Rangers da MLB e RedWings e Penguins da NHL. Os piores da NBA nos últimos 5 anos foram Brooklyn/New Jersey Nets, New York Knicks e o Minnesota Timberwolves. 

 

– Mas se o Lakers liderou a NBA nessa lista, não teve o mesmo sucesso em outra. A ESPN soltou nessa semana uma tradicional lista que enumera as melhores franquias de todos os esportes americanos. O ranking leva em consideração resultados em quadra, organização, experiência de quem vai assistir ao time ao vivo, relação com os torcedores, qualidade da comissão técnica e honestidade e transparência dos donos do time.

Nesse ano o campeão foi o Oklahoma City Thunder, time que cresceu demais nos últimos 3 anos em todas as áreas analisadas pela lista. A NBA ainda emplacou no San Antonio Spurs (3), Indiana Pacers (4) e Memphis Grizzlies (5) no Top 5. O Spurs, aliás, esteve no Top 10 em todas as 10 edições dessa lista e foi considerado o time da década, como mostra o orgulhoso Spurs Brasil.

O tradicional Lakers ficou apenas na 89ª posição após perder pontos relativos à relação time/torcida e comissão técnica. Já o Boston Celtics ficou em 20º e o New York Knicks em uma vergonhosa 113ª posição. Aliás, se a NBA domina o topo da lista, está bastante presente no fim dela também: Washington Wizards (118), Charlotte Bobcats (120) e Sacramento Kings (121) estão no poço da lista com as 122 franquias de todas as ligas dos EUA.

 

– A tal “experiência do fã” é alcançada de diferentes formas. É preciso que seja fácil, relativamente barato e divertido ir ao ginásio. Pensando nisso que o Cleveland Cavaliers anunciou sua lista de noites especiais na temporada: No dia 15 de Abril, último da temporada regular, vários torcedores serão sorteados para entrar na quadra e receber camisetas e tênis recebidos direto dos jogadores. Quem não quer sentir o suor e chulé do Kyrie Irving, não é? Já no dia 27 de Março todos os torcedores com menos de 14 anos vão receber capas de super heróis (sentido pra que?). 28 de Dezembro é dia do Anderson Varejão, a já tradicional noite onde todos recebem perucas do David Luiz. Mas a melhor ideia mesmo foi a do dia 21 de Dezembro, o do fim do mundo. Será a “Mayan Calendar Survivals Night”, a noite dos sobreviventes depois do fim do mundo do calendário Maia. Se nesse dia o Cavs vencer o Pacers com uma bola de 3 do Tristan Thompson no último segundo é só encerrar a humanidade.

 

– O Seattle Times publicou um texto otimista sobre como a parte mais difícil na luta para recuperar o Seattle Supersonics foi alcançada: O investidor Chris Hansen finalmente chegou a um acordo com a prefeitura de Seattle e uma arena de 490 milhões de dólares pode virar realidade nos próximos anos. O investidor tem apoio de todo mundo que quer ver o Sonics de volta (incluindo aí as lendas do time Gary Payton e Shawn Kemp) e a população local já o olha com admiração.

Porém não ficou muito claro o quanto a cidade teria que investir no projeto. Como já dissemos por aqui um tempo atrás, o estado pagar por ginásios esportivos não são exclusividade do Brasil na Copa do Mundo. E o triste do texto é que ele mostra que Seattle teve que entrar no jogo da NBA para recuperar seu time: Precisará gastar horrores com um ginásio novo e desnecessário e agora precisará ser o vilão que irá fazer com outra cidade (possivelmente Sacramento) o que já fizeram com Seattle, deixar alguém órfão de time.

 

Foto da Semana

JaValle McGee postou no seu Twitter que ele pagaria burritos para as 10 primeiras pessoas que encontrassem ele numa lanchonete de Denver. Só um cara apareceu. Ele ganhou um burrito e essa foto tremida.

 

– No The Basketball Jones uma análise das roupas escolhidas por alguns jogadores da NBA que visitaram a New York Fashion Week. Russell Westbrook foi quem mais chamou a atenção, é claro.

– Um cara que sabe criar polêmica: Josh Weill publicou um texto baseado na complexa estatística de Wins Produced dizendo que LeBron James é espetacular, que Kobe Bryant foi mal na última temporada e só vai piorar e que Carmelo Anthony é um “caso clássico de pontuador que não contribui com vitórias”. Ouch!  Wins produced é uma estatística insanamente complicada e distante da nossa realidade  que calcula quanto cada jogador contribuiu para a vitória de uma equipe.

– Vamos fazer uma brincadeira: Estamos no período entre 1997 e 2005, estamos em um jogo com diferença menor do que 5 pontos entre as equipes e faltam menos de 5 minutos para o fim da partida. Você quer uma bola de 3 pontos, para quem vai a redonda? Se você quer alguém acostumado com isso, bola no Reggie Miller. Nesse período ninguém fez mais bolas de 3 pontos: Foram 142 (!) bolas feitas nesse período de tempo só em situações decisivas!  O segundo colocado é Ray Allen com 88, seguido de Billups (76), Van Exel (71) e Paul Pierce (70). Claro que Reggie Miller também arremessava bastante, mas é um número assustador. Abaixo o último jogo da carreira de Reggie Miller, um dos principais nomes da Classe 2012 do Hall da Fama do Basquete

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=xxoaVx7EAvk[/youtube]

 

– Será que você acerta quem é o jogador somente por ver suas estatísticas? O Hardwood Paroxysm brinca de Mystery Statistics Theater comparando jogadores que estão ou estarão no Hall da Fama em um futuro próximo. Você vê as estatísticas de dois deles e tenta adivinhar quem é quem. Engraçado que sempre fica óbvio depois que o nome é revelado… Veja se você acerta ou faz papel de idiota como eu.

Para fechar, mais um vídeo relevante:

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=gEJHrmliVQw&feature=player_embedded[/youtube]

Phoenix Suns vai ao ataque

Phoenix Suns vai ao ataque

O Phoenix Suns foi um dos times que mais se mexeram em toda a Offseason, mas por mais coisas que tenham adicionado, esse vai ser o ano marcado pelo que perderam: Steve Nash. Mas será que a perda do melhor jogador da franquia nos últimos 10 anos foi realmente algo ruim? Acho que não e vou tentar explicar o motivo.

O motivo mais óbvio é que Steve Nash não estava levando eles a lugar nenhum. Não poque ele seja ruim, longe disso, no ano passado ele teve ótimas médias de 12.5 pontos, 10.7 assistências (aos 37 anos!) e ainda manteve outros ótimos números como os 39% de aproveitamento de 3 pontos e 52% de arremessos em geral. Mas o time simplesmente não era bom o bastante para ir longe mesmo com um grande armador. E fazer o que nesse caso? Das duas uma: ou o Suns conseguia juntar um monte de grandes nomes para dar uma última tentativa para Nash, ou o trocaria para que Nash gastasse seus últimos anos em um time decente enquanto o Suns iria para a reconstrução.

O General Manager do Suns, Lance Banks, foi para a vitória e tentou a primeira alternativa. Logo no dia 4 de Julho, no começo das negociações de jogadores, assinou gordo contrato com o Free Agent Eric Gordon, pontuador espetacular que poderia colocar o Suns de novo na briga dos Playoffs. Mas o problema é que Gordon, por mais que tenha demonstrado interesse em ir para Phoenix, era um Free Agent Restrito e o Hornets logo avisou que não importando o valor oferecido, iria igualar a oferta. No dia seguinte então o Suns já foi para a segunda opção, mandou Steve Nash para o LA Lakers em troca de 4 escolhas de Draft e uma “trade exception”, um vale-troca que o Lakers havia recebido quando mandaram Lamar Odom para o Dallas Mavericks.

A partir dessa troca, sem Nash e sem Gordon, o time tinha que se reconstruir. Para substituir Nash eles foram buscar no Houston Rockets o armador esloveno Goran Dragic, que já havia brilhado no próprio Suns há alguns anos. Pensando historicamente essa contratação foi idiota: Eles tinham Dragic lá com ele há 2 anos, o trocaram (junto com uma escolha de 1ª rodada!) por Aaron Brooks e aí logo depois perderam Brooks e tiveram que desembolsar 30 milhões por 4 anos para ter Dragic de volta. Ele foi um dos melhores armadores de toda a NBA na segunda metade da última temporada, principalmente no ataque, onde tem ótimo aproveitamento quando tem liberdade com a bola na mão e um sistema tático onde pode atacar a cesta constantemente. Deve ter isso no Suns e ser um dos principais nomes da equipe na próxima temporada.

Mas não foi só Steve Nash que foi embora, outros caras que estavam no Suns há algum tempo deram o fora. Grant Hill foi arriscar seu pobre tornozelo na maldição do Los Angeles Clippers, Michael Redd ainda está sem time e a dupla de reservas Robin Lopez e Hakim Warrick foram enviados para o New Orleans Hornets em uma troca de 3 times que mandou Wes Johnson, Jerome Dyson e mais 2 escolhas de Draft para o Suns. Estocar escolhas de Draft tem sido o plano do GM Lance Banks para reconstruir o Suns e é uma grande ideia. Não só existe a chance de achar bons novatos a cada ano, mas também funciona como atraentes iscas em possíveis negociações futuras. Qualquer outro time em busca de um recomeço pode querer mandar bons jogadores para Phoenix em troca de algumas dessas dúzias de escolhas de Draft que o Suns acumula.

Mas dessa troca quem terá impacto imediato é Wes Johnson. Ele deve ser o shooting guard (posição 2) do Suns na próxima temporada, dividindo minutos com Shannon Brown, que teve contrato renovado. Ambos são fisicamente impressionantes, saltam absurdo e se destacam por usar esse porte físico na defesa, mas precisam oferecer mais. Se Shannon Brown já não promete grandes mudanças em seu estilo de jogo, Wes Johnson ainda é bem jovem e dá esperança de que cedo ou tarde pode estourar. Ele fez uma boa Summer League ainda pelo Wolves, mas muitos realmente questionam o quanto Johnson pode ser referência ofensiva na NBA. De qualquer forma ele terá minutos para mostrar serviço e será um jogador interessante de acompanhar de perto.

 

Outro ex-Wolves irá ser companheiro de Johnson em Phoenix, é o ala Michael Beasley. O melhor maconheiro canhoto com cabelos esquisitos da NBA terá no Suns o que ele sempre sonhou: A chance de ser titular, de poder arremessar bastante e de ser o cestinha do seu time. Quando ele chegou no Wolves essa função deu certo com ele, mas assim que o time começou a se acertar, que ele virou reserva

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por questões defensivas e teve que dividir funções que Kevin Love e Derrick Williams a coisa logo complicou. Agora no Suns boa parte do ataque irá passar por ele e devemos ver o ala sorrindo o tempo todo. Só não espere os sorrisos vindo dos torcedores do Suns, ele irá fazer seus 20 pontos por jogo forçando arremessos dos mais idiotas que você pode imaginar.

Um achado fechou o verão do Suns. Todo mundo foi pego de surpresa quando o Houston Rockets anistiou Luis Scola, aquele monstro que matou o Brasil pela milésima fez em Londres. O Suns, como um dos times abaixo do Salary Cap que poderia entrar no leilão pelo argentino, aproveitou a chance e vai pagar a mixaria de 4 milhões de dólares por ano para ter um baita jogador por 3 temporadas. Com Scola e Beasley atuando juntos o Suns mantém uma tradição recente de ter ótimos jogadores de ataque que não irão gastar uma gota de suor para evitar cestas de outros times. Para tentar compensar a falta defensiva, o Suns contratou o veteraníssimo Jermaine O’Neal, pivô em sua 17ª temporada na NBA. Mas acho que essa não foi uma contratação pensando no basquete, só mais um desafio para a melhor equipe médica da NBA. Eles já curaram Grant Hill e Michael Redd, se Jermaine O’Neal ficar saudável lá aí é a prova que a cura do câncer será encontrada em Phoenix.

Com um grupo de Goran Dragic, Wes Johnson, Michael Beasley, Luis Scola e Marcin Gortat o Suns deve ser um dos times mais divertidos da próxima temporada. São jogadores empolgantes, que gostam de atuar em velocidade e que vão ter alguns jogos de 120 pontos para entreter nosso fim de noite. Tá bom que é bem possível que sofram 130, mas vai valer pelos pick-and-rolls entre Dragic e Scola ou Dragic e Gortat. Em outras palavras: O Suns é o novo Warriors e adeus Playoffs!

Mas se o futuro próximo é esse, o Suns mantém a porta aberta para melhorar ainda mais nos próximos anos. E é essa perspectiva que faz com que essa offseason, mesmo com a saída de Steve Nash, seja um sucesso. Com o atual time, o Suns deve ficar 7 milhões abaixo do teto salarial na próxima temporada, facilitando negociações dentro da temporada, onde poderiam absorver contratos grandes sem maiores problemas. Caso isso não aconteça, entrarão na offseason do ano que vem com 15 milhões disponíveis para oferecer para Free Agents. E temos que admitir que um time bem montadinho como esse, que tem tudo para explodir ofensivamente, será um grande atrativo para jogadores que queiram trocar de time.

Brasil eliminado; Rússia e Espanha vencem

Esperei um tempo para escrever sobre a rodada. Acho que assim poderia parar um pouco, ler e analisar o jogo com mais calma. Geralmente já não gosto de análises imediatas, daqueles posts publicados assim que o jogo acaba, mas em caso do jogo do Brasil isso é ainda mais importante. Acompanhei e comentei o jogo pelo Twitter e lá cada posse de bola é ultra-analisada. Três ataques ruins do Brasil e já tem lá um tratado sobre como está tudo errado, intervalo de jogo perdendo por míseros 6 pontos e recebi mensagem de leitores perguntando se “a vaca do Brasil já deitou”. Bom deixar o clima esfriar um pouco.

 

O primeiro quarto do jogo foi disputado e parelho, mas com vantagem argentina por ter sido jogado do jeito deles. O ritmo foi mais veloz, com os times arremessando de longa distância e com tudo baseado no jogo de perímetro, afinal eles estavam usando Luis Scola (17 pontos) como único pivô e obrigando Anderson Varejão a ficar marcando Andrés Nocioni longe da cesta, combinação que não deu nada certo para o lado brasileiro. O Brasil se manteve no jogo, veja só, com bolas de 3 pontos de Marcelinho Huertas (22 pontos). Pois é, não é só estranho como nunca era a jogada inicial tentada pelo Brasil, mas o que sobrava quando eles matavam os pick-and-rolls brazucas.

Não demorou para a estratégia argentina começar a dar resultado. As bolas de 3 pontos do Brasil pararam de cair, Marcelinho Huertas não conseguia mais fazer pontos por conta própria e nem para os outros e, para piorar, Carlos Delfino estava imarcável e anotou boa parte de seus 16 pontos nesse começo de jogo. Depois de perder o 1º quarto por 3 pontos, a Argentina bateu os brasileiros por 23 a 14 no 2º período.

No segundo tempo a esperança era que o Brasil iria voltar adaptado ao jogo, mas não rolou. Rubén Magnano, acho que com razão, manteve o time com dois pivôs mesmo com a Argentina jogando um time baixo. É difícil marcar Nocioni, mas era o jeito de dominar os rebotes de ataque e defesa e o mismatch do pivô sendo marcado por um ala argentino era um bom jeito de tirar a pressão de Marcelinho Huertas no ataque. Lindo na teoria, mas péssimo quando os pivôs se perdiam na defesa e pouco criavam no ataque. Desesperado por ataque, Magnano tirou Varejão do jogo para nunca mais voltar, colocou os reservas em quadra, mas Nenê esfomeou sem criar, Marquinhos foi bem menos efetivo que contra a Espanha e quando Tiago Splitter voltou, errou lance-livre atrás de lance-livre. E quem dera se fosse só ele: 12/24 o aproveitamento do Brasil no quesito.

Tá bom que a Argentina não estava pegando fogo como antes, mas o apagão brasileiro que marcou só 4 pontos nos primeiros 6 minutos de 2º tempo foi o bastante para a vantagem chegar a 15 pontos.  Nesse momento bateu o desespero na torcida, vendo tudo desabar, mas é basquete e essas lideranças nunca são duradouras. O Brasil fechou muito bem o 3º período com excelência defensiva e durante o período final, liderados por Nenê na defesa de Scola e nos rebotes, e Leandinho (22 pontos) no ataque, a diferença chegou a cair para 2 pontos.

Mas aí vieram as merdas para guardar com a gastrite por mais 4 anos: Alex desperdiçou um contra-ataque ao fazer falta de ataque infantil e inocente em Manu Ginóbili, Leandrinho perdeu uma bandeja sem marcação, Alex errou uma bola de 3 pontos sem marcação, Marcelinho Huertas perdeu bandeja no minuto final, Leandrinho se embananou com a bola e cometeu turnover… bom, chances não faltaram. A impressão que fica é que a Argentina ganhou a batalha tática, mas que o Brasil se recuperou dela a tempo quando acertou, finalmente, a defesa. Aí chegou nos minutos finais com chances e a experiência parece ter contado: Erros bobos do Brasil, Argentina cozinhando o jogo. Não é à toa, afinal apesar da média de idade até parecida, os Argentinos disputam seu 3º mata-mata Olímpico seguido, os brazucas estão todos fazendo suas estreias em Olimpíadas.

 

Ocorreram erros, os lances-livres os mais explícitos, mas não foi nada de outro mundo. Existiram coisas questionáveis, como Anderson Varejão atuando só 15 minutos e Marcelinho Machado (4/22 em bolas de 3 em todo torneio) em quadra dando tijolada no 4º período. Mas olhando para o cenário como um todo a verdade é que essas quartas-de-final eram o lugar onde tudo poderia acontecer. Entre Brasil, Espanha, Argentina, Rússia, França e Lituânia qualquer um poderia derrotar ou ser derrotado por qualquer um. Deu errado e a geração consagrada bateu a geração que tentava salvar sua pele. Sei da expectativa de todos por medalha, mas olhando com frieza a Seleção Brasileira melhorou horrores nos últimos anos.

Mas embora seja otimista olhar pelo lado da melhora recente, nem tudo está tão bem. Eu acho que bater a Argentina e ter a expectativa de uma semi-final contra os Americanos era tudo o que o basquete precisava para voltar a ser grande no Brasil. Não só em termos de resultado, mas de reconhecimento público, fãs, torcedores, cobrança por melhoras internas, investimento, tudo isso. O 5º lugar é honroso, ótimo, mas não sei se mudará muita coisa. Claro que também não é um resultado que muda algo que fede faz tempo, vontade e organização são necessários também, mas seria um ótimo começo. Não aconteceu e temos que ler coisas como essa. Já sobre o futuro desse time, acho que veremos muitas mudanças no Rio de Janeiro em 2016. Huertas, Varejão, Leandrinho e Nenê terão 33 anos em Julho de 2016. Marcelinho Machado terá 41, Alex e Giovanonni terão 36, Larry estará com 35, Marquinhos com 33 e Splitter com 31. Há bons jogadores jovens (Raulzinho, Scott Machado, Rafael Luz, Augusto Lima, Rafael Hettsheimeir, Lucas Bebê, Fab Melo, etc.)  para que se monte um bom time, mas ele será bem diferente. Essa geração teve sua chance de fazer história e fez, mas só um pouquinho e no final.

De qualquer forma, vamos lembrar só das coisas boas, né?

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No resto da rodada acho que eu mandei bem nas minhas previsões de ontem, não? Fiz certo em desistir do futebol. No primeiro jogo do dia a Rússia derrotou a Lituânia por 83 a 74 com atuação espetacular da dupla de garrafão Andrei Kirilenko e Timofey Mozgov. AK-47 conseguiu 19 pontos, 13 rebotes, 3 assistências, 3 roubos e 3 tocos! Já Mozgov fez 17 pontos e suas enterradas violentas no 2º tempo foram pontuais para segurar a reação lituana. Pelo outro lado, Jonas Valanciunas mostrou flashes de grande talento, Darius Songaila fez 15 pontos e o time fez 8 bolas de 3. Mas não deu, a defesa russa fechou a porta nos minutos finais e forçou erros do adversário. Valeu porque dá gosto ver como os lituanos se entregam no ataque e na defesa, mas ficou claro que eram mais limitados que os russos.

Quem pega a Rússia na semi-final é a Espanha, que bateu a França por 66 a 59. Os franceses começaram dominando, parecendo pilhados, velozes e fortes enquanto a Espanha era jogada de um lado para o outro. Só que aí acontece aquilo que a gente nunca consegue explicar direito: Um time domina o outro, é claramente superior e o placar continua quase empatado. Apenas 7 pontos de vantagem francesa não traduzia o que foi o 1º tempo. No 3º quarto a Espanha começou a ameaçar uma reação quando finalmente obrigou a França a jogar longe da cesta. Tony Parker começou a sofrer defesa agressiva (embora meio desorganizada, doida) de Sergio Llull, com muita ajuda e algumas dobras. O objetivo era claro, deixar a França chutando de 3 pontos, coisa que fizeram 22 vezes, acertando só 7.

Eventualmente a França se tocou que precisava voltar a jogar com força física e agressividade para atacar a cesta, mas aí faltou precisão. O último período foi um desastre ofensivo total, com a França marcando apenas 6 pontos em 10 minutos! Impossível vencer um jogo desse nível com pontuação tão medíocre, as tentativas desastradas de infiltrar no fechado garrafão espanhol foram patéticas. Do outro lado a Espanha teve Pau Gasol e Marc Gasol dominando como sempre. O irmão mais velho fez 10 pontos, o mais novo fez 14 e ambos tiveram seus melhores momentos no último quarto. Aliás a grande jogada da Espanha no jogo, sua melhor troca de bolas, foi quando Juan Carlos Navarro achou Pau no topo do garrafão e ele deu um passe certeiro para seu mano embaixo da cesta. Tudo isso faltando uns 50 segundos para o final da partida, foi o golpe fatal. Quando a Espanha junta sua técnica tradicional com defesa forte fica difícil batê-los.

A França então ficou frustrada pela própria mediocridade. Ronny Turiaf deu uma paulada à la Bruce Bowen em Rudy Fernandez para levar o espanhol para a linha de lateral e depois para a de lance-livre, mas todo mundo esqueceu essa pancada quando o mais grave aconteceu: Nicolas Batum deu um soco no saco de Navarro. Sem exagero, foi isso mesmo.

O cara tem sangue nos olhos, véi! David Stern deve ter assistido isso e ficado com uma coceira na mão para dar uma suspensão de 5 jogos no rapaz, mas nem do jogo o cara foi excluído, inexplicável. Mas mais legal foi que depois do jogo Batum ainda cometeu o bom e velho erro de dar a entrevista sincera de cabeça quente. Disse que deu a porrada em Navarro para que “ele tivesse um bom motivo para se atirar no chão”. Os espanhóis são famosos pelo bom e velho flop ginobilês. E nem ficou por aí, quando questionado se era uma atitude que ia contra o espírito olímpico, afirmou que “falta de espírito olímpico é perder um jogo de propósito”. Direto e reto. Depois, no Twitter, o ala do Blazers pediu desculpas. Ou foi o assessor que postou isso? Bom, aí não importava mais.

Fechando a rodada os EUA, surpresa, bateram a Austrália, mano. Kobe Bryant meteu 6 bolas de 3 só no 2º tempo e LeBron James, com 11 pontos, 14 rebotes e 12 assistências, conseguiu um triple-double que alguns dizem ser o primeiro da história olímpica, outros o primeiro apenas da Seleção Americana em Olimpíadas. Alguém sabe que dado é o correto? De qualquer forma foi dominante. Os americanos continuam arremessando muito de 3 pontos. Foram 46 tentativas contra só 40 de dois pontos! Estilo NBB mesmo. É um exagero, mas enquanto o aproveitamento seguir acima dos 40% eles não vão perder tão cedo. O problema é que a Austrália até encostou no placar quando elas pararam de cair, um risco desnecessário e um ataque muito rudimentar para uma equipe com tantos talentos.

Semi-finais (10/8)

13h – Espanha x Rússia
17h – Argentina x EUA

 

Fotos da Rodada

Tanta gata na Lituânia que já dá pra montar um time de hóquei na grama

 

Timofey Mozgov x QWOP

 

Calderón também merecia soco no saco

 

Jogador mais expressivo FIBA

 

E assim o universo foi criado

 

Aposto 10 estalecas que ele nem chegou perto de dar o toco
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