Estratégia assumida

Estratégia assumida

No espetacular filme Moneyball, adaptação do também espetacular livro, Billy Beane, General Manager do Oakland A’s diz para seu assistente que ele está errado em pensar que eles precisam explicar os negócios que fazem. Deve-se fazer as contratações, trocas e dispensas que se acredita e pronto, espera-se o resultado em campo. Técnicos e jogadores até podem ter essa obrigação de ir na mídia se explicar, os managers, em geral, ficam de bico calado.

Resta para nós, portanto, analisar suas ações e assim deduzir o plano maior que eles tem para seus times. Ontem foi a vez de Ryan MacDonaugh, GM do Phoenix Suns, e Ernie Grunfeld, GM do Washington Wizards, deixarem bem claras as suas intenções. O Suns enviou Marcin Gortat, Kendall Marshall, Shannon Brown e Malcolm Lee para o Wizards, que entregou Emeka Okafor e uma escolha de Draft de 2014. 

Gortat

A mensagem dessa troca é bem clara, não precisa ser especialista. Depois de anos de dúvida, o Phoenix Suns resolveu que era hora de jogar tudo para o alto e reconstruir. Começou quando eles trocaram Steve Nash, mas aí bateu aquele cagaço de voltar a ser ruim e eles logo apostaram em Michael Beasley (na época uma boa contratação) e principalmente Goran Dragic, isso ainda mantendo veteranos como Jared Dudley, Luis Scola e o próprio Gortat no elenco.

Mas agora não, chutaram para o alto. Trocaram Scola, depois Dudley, agora Gortat e só querem escolhas de Draft ou jovens jogadores. Do Clippers arrancaram o promissor, mais ainda cru, Eric Bledsoe, do Wizards pegaram uma escolha de, provavelmente, metade de primeira rodada de Draft e, para completar o negócio, o gordo contrato de último ano de Emeka Okafor. Se livrando, no embalo, de Marshall, Brown e Lee, estão 5 milhões abaixo do teto salarial. Se algum time quiser uma desesperada troca no meio da temporada, despejar salário ou precisar de um terceiro time para facilitar uma troca, lá estará o Suns com espaço na folha para salvar a vida dos outros em troca de escolhas futuras. O contrato de Okafor, de um ano, não deverá ser renovado e abrirá espaço para Free Agents em 2014.

A troca de Marcin Gortat surpreende por ser na semana que começa a temporada, mas era previsível que cedo ou tarde ela iria sair. O principal indício foi a noite do Draft 2013, quando o Suns selecionou o jovem pivô Alex Len. Um time conservador deixaria Len jogando pouco, vindo do banco, sem se expôr. O novo Suns, que não tem medo (muito pelo contrário) de perder, vai fazer Len aprender na marra. Vai jogar, fazer falta, apanhar dos pivôs mais velhos e usar essa temporada de escola. Se ele tiver cabeça boa (aka, se não for o Kwame Brown) pode ser uma coisa boa.

Para o Wizards a mensagem também é clara, eles farejam Playoffs. Não é à toa, a segunda metade da temporada passada deles foi animadora. John Wall jogou bem, Bradley Beal cresceu junto com ele e Nenê, quando saudável, virou uma boa opção para a construção de jogadas no garrafão. Junte isso ao fato de Atlanta Hawks, Boston Celtics e Milwuakee Bucks parecerem piores que no ano passado e aparece lá uma vaguinha para o time de Washington na pós-temporada.

Mas se esse time tinha um problema, era o garrafão ofensivo. Nenê é bom, claro, mas além dele conviver com lesões e minutos limitados, não é muito bom no pick-and-roll e é mais eficiente como um facilitador (passes e bom posicionamento) do que no mano a mano. Marcin Gortat não só é um dos melhores finalizadores de pick-and-roll de sua posição, como pode liberar Nenê para jogar mais longe da cesta, onde pode ser um pivô à la Joakim Noah, que participa ativamente da movimentação de bola. Uma pena que o polonês tenha chegado tão em cima da temporada, o entrosamento pode demorar um pouco pra aparecer, mas as opções de combinações e jogadas com Gortat no ataque são infinitas. Ele não tem a mesma presença de Emeka Okafor na defesa e nos rebotes, mas foi um dos melhores defensores da NBA na temporada passada em jogadas de post-up e não fez feio defendendo o pick-and-roll, jogada mais crítica para pivôs.

O sucesso de um jogador é sempre difícil de prever, mas Gortat oferece tantas novas opções de ataque para o Wizards que é difícil imaginar que nenhuma vá funcionar. Gortat funciona saindo do garrafão para fazer bloqueios, mas sabe jogar mais fixo dentro do garrafão. Deixará a vida de John Wall mais fácil pela opção do pick-and-roll e já provou ser eficiente em times que decidem jogar rápido. O entrosamento com o Nenê é mais difícil de prever, nunca vimos Gortat em um garrafão alto e forte, mas a habilidade do Nenê em passar a bola e em começar suas jogadas longe da cesta são animadoras. Apenas temos que torcer para o brazuca não voltar a insistir naqueles infrutíferos arremessos de meia distância que às vezes ele acha que tem.

Vale ressaltar que o Wizards já dispensou Marhsall, Brown e Lee. Há um ano Kendall Marshall era um dos mais promissores armadores de seu ano do Draft, agora está desempregado e com poucas opções no horizonte. Não tem nada mais difícil na NBA hoje em dia do que ser um armador, definitivamente. Se ele não ficasse desempregado, iria passar a vida entregando Gatorade para Wall e Eric Maynor. Isso também mostra que o Wizards já está na sua cota máxima de pirralhos/apostas, a troca foi por Gortat, para se livrar das lesões de Okafor e só.

Assistir o Suns ficou um pouco menos interessante agora. Uma das graças do time era ver a parceria de Dragic e Gortat no pick-and-roll, agora nos resta acompanhar a evolução de Eric Bledsoe e de Alex Len. Já o Wizards vira ainda mais candidato a uma vaga nos Playoffs. Ainda faltam alguns especialistas em arremesso (ou um professor para Trevor Ariza), mas o time está bem encaminhado.

Preview 2012/13 – Phoenix Suns

Continuamos aqui o melhor preview da temporada já escrito por um blogueiro gordo. Veja o que já foi feito até agora:

Leste: Boston CelticsCleveland CavaliersBrooklyn NetsIndiana PacersAtlanta HawksWashington Wizards e Chicago Bulls

Oeste: Memphis GrizzliesSacramento KingsDenver NuggetsGolden State WarriorsSan Antonio Spurs e Los Angeles Clippers

Até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA, todos os times terão sido analisados profundamente aqui no Bola Presa.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time da cidade que tem média de temperatura de 38ºC no verão (porra!), o Phoenix Suns .

Phoenix Suns

 

 

 

 

 

O Phoenix Suns mudou muito, mas não mudou em tudo. O time tem tudo para continuar veloz, gostoso de assistir, cheio de bolas de longa distância, pick-and-rolls e rendendo maravilhas para quem tem seus jogadores em seu time de fantasy. Ou pelo menos assim eu espero, Gortat! Porém provavelmente o time vai ser menos eficiente e com menos jogadas de efeito. Adoro Goran Dragic, espero uma temporada ótima do armador esloveno, mas substituir Steve Nash é para poucos.

Em uma situação normal, pegar o lugar de Nash já seria complicado, mas os desafios são maiores do que parecem em primeiro momento. Além do básico, passes, organização e das bolas de 3, Nash deixou o Suns sem uma liderança, já que além dele foi embora Grant Hill, outro veterano capitão da equipe. Dentro de quadra as coisas não serão muito fáceis também, para o lugar dos que saíram, chegaram jogadores que gostam mais de finalizar jogadas do que criá-las: Michael Beasley, Wesley Johnson, Ike Diogu e Luis Scola. Não que seja um defeito ser pontuador ao invés de criador, mas a presença de muitos jogadores assim pode prejudicar a movimentação de bola e exige ainda mais do armador. Como se não bastasse de responsabilidade nas costas de Dragic.

Vejamos o exemplo de Jared Dudley. Ele não é um jogador tradicional da posição 2, o shooting guard, porque não tem controle de bola ou criação de jogadas para isso. Mas jogou nessa posição muitas vezes porque com Steve Nash armando o jogo, tudo o que ele precisava fazer era arremessar de 3 pontos, o que fazia muito bem, e defender o shooting guard do time oposto, sua especialidade. Isso é possível quando o armador se garante, quando não se perde ao passar o tempo inteiro controlando o jogo, driblando sem parar. Se Dragic não conseguir ser eficiente assim é possível que Dudley perca a posição e abra espaço para jogadores que tenham um pouco mais de criação de jogadas como… er… Shannon Brown? Pois é, não tá fácil para o Suns.

Mas não vamos ser cruéis com o pobre esloveno. No ano passado Dragic assumiu a armação do Houston Rockets após a contusão de Kyle Lowry e foi espetacular na posição, por que não esperar que ele pode fazer um trabalho bom mesmo com toda essa responsa? Ele já tem 4 temporadas de NBA nas costas como experiência. E se o time conseguir esse entrosamento, mesmo com boa parte do elenco sendo nova em Phoenix, existe a chance do time dar muito certo.

A dupla de garrafão de Marcin Gortat e Luis Scola pode ser a com menos impulsão desde quando o Kings jogou com Brad Miller e Vlade Divac, mas é de um poder ofensivo absurdo. Tem gente apostando que o Gortat não vai sustentar as médias de 15 pontos e 10 rebotes sem as assistências do Nash para ajudar, mas a verdade é que ele é um bom jogador no pick-and-roll e nos rebotes ofensivos e só precisa de um armador decente para isso, não necessariamente do melhor de todos. Ele já rendia bastante nos poucos minutos que jogava ao lado do Jameer Nelson no Magic, por que não daria certo com Dragic? Talvez não receba aqueles presentes que o Nash dava, a bola embrulhada em papel machê embaixo da cesta, com a marcação do outro lado do mundo, mas ele vai ficar bem. Já Scola sabe fazer pontos. Não importa quem jogue com ele,  onde jogue, quem arme o jogo ou quem o defenda, ele dá um jeito.

Defensivamente o Scola deixa um bocado a desejar, especialmente quando marca caras que são mais fortes, mais altos e mais bonitos do que ele (todo mundo). Mas Gortat em compensação é melhor defensor do que parece. Em jogadas de post-up, aquela de costas pra cesta, a que mais importa para os pivôs, ele segurou seus adversários a 39% de aproveitamento. Não foi tão bem defendendo o pick-and-roll, cedendo 50% de acerto, mas não é um número desastroso também.

Mas talvez o segredo do sucesso, ou falta dele, para o Phoenix Suns nessa temporada não seja nem Goran Dragic e nem a dupla Scola/Gortat no garrafão. Embora iremos ver estes em situações novas e existam algumas dúvidas, meio que sabemos o que esperar desses caras. Mas o que dizer sobre Wesley Johnson e Michael Beasley? Wes Johnson foi a badalada 4ª escolha no Draft de 2010, teve dois anos discretos pelo Minnesota Timberwolves e acabou sendo trocado. O ala de capacidade física impressionante chegou na NBA já com 23 anos e muita gente achou que ele teria adaptação quase imediata. Não foi o que aconteceu, mas as poucas e dispersas grandes atuações dele sempre animam os mais otimistas, já virou piada em alguns fóruns gringos de NBA dizer que “agora vai!” para o Wes Johnson, mais ou menos é com a gente e o Tiago Splitter. Ele foi bem na Summer League, ainda jogando pelo Wolves, mas sempre ficamos com um pé atrás na hora de falar dele. Se o cara estourar e jogar o que se espera dele, será uma revolução no Suns. Se for o mesmo cara do Wolves é só um reserva para jogar 20 minutos por jogo.

E se Wes Johnson chegou com moral, o que dizer de Michael Beasley? Foi a 2ª escolha do Draft de 2008. E nem precisam me cornetar, todos os dias eu me culpo por na época achar que ele poderia acabar tendo uma carreira melhor que a do jogador escolhido antes dele, o tal de Derrick Rose. O cara chegou muito jovem na NBA, é conhecido por gostar mais de uma boa maconha do que de treino (dá pra culpar ele?) e até agora tem dado mais problemas fora de quadra do que resultado dentro dela. Mas é inegável que Beasley sabe colocar a bola na cesta. Às vezes (ok, muitas vezes) ele ignora as jogadas chamadas, força bolas imbecis, mas muitas delas são lindamente precisas. Não surpreende que os melhores números de Beasley vieram no Wolves na temporada 2010-11, quando o time estava esfacelado e sem ambições. Beasley assumiu o ataque do time, fez o que bem quis e saiu com média de 19.2 pontos por jogo. Mas no ano seguinte, a temporada passada, Beasley caiu fora da rotação por sempre estragar o sistema ofensivo que funcionava tão bem com Ricky Rubio, Luke Ridnour e Kevin Love. Virou o reserva que entrava quando os titulares saiam e aí ele podia improvisar como queria, mas jogava pouco.

Nesse começo de pré-temporada, Beasley tem feito boas partidas, arremessando pouco e com alto aproveitamento. Mas o que me surpreendeu mesmo foi ele ter dado 5 assistências em seu primeiro jogo e 4 assistências na partida seguinte. Em toda temporada passada pelo Wolves, 47 jogos, seu recorde foi de 4 assistências contra o Detroit Pistons. Conseguiu 3 assistências outros 4 jogos e no resto da temporada foi sempre 2 ou menos. Em 19 jogos zerou na categoria. E Beasley deu assistências em um jogo de pré-temporada, justamente uma situação onde poderia forçar arremessos sem ser engolido vivo pelo técnico por isso. Se passou é porque agora enxerga outros companheiros em quadra ao lado dele! Há esperança! E nem espero que ele vire um criador de jogadas, só que entenda que joga em equipe.

No banco do Suns gosto muito de Markieff Morris, bom chutador que fez ótima temporada de novato mesmo com aquela confusão de locaute onde os pobres rookies entraram na NBA quase sem treinar com o time antes. Na planilha lá de cima apenas errei (e fiquei com preguiça de fazer uma nova) ao colocar o Channing Frye na frente do Jermaine O’Neal. Frye, melhor arremessador entre os pivôs da atualidade, descobriu um problema no coração e provavelmente não jogará nessa temporada. Uma pena. Em compensação, se há um time que pode curar Jermaine O’Neal é o Suns, palco dos maiores milagres médicos do basquete. Espera-se que ele seja um líder nesse jovem time também. Por fim, Ike Diogu tem potencial para ser um bom reserva na NBA, meu palpite é que ele finalmente se estabelece na liga nessa temporada.

 

Temporada Filme Pornô

Sim, jovem punheteiro. A foto acima é da gloriosa Emmanuelle. Justamente quando fazemos uma série de Preview que homenageia algumas musas do pornô mundial, morreu a atriz que interpretou uma das mais célebres personagens do universo erótico. Quem aqui nunca viu um filme de Emanuelle no mudo? Quem não viu escondido? Quem não se iniciou sexualmente com ela nas madrugadas da Band? É, amigo, todo mundo já bateu uma pra Emmanuelle e todo mundo já torceu para o Phoenix Suns. Não adianta negar, até o mais mal humorado torcedor do Spurs já se encantou pelo Suns de Steve Nash que revolucionou a NBA em 2005. E até o mais pudico torcedor do Jazz já prestou sua homenagem à Emmanuelle.

Como a Emmanuelle, aquele Suns encantador não existe mais. O time ainda é veloz e usa os pick-and-rolls a exaustão, mas não é mais a equipe que mais impõe velocidade e nem tenta arremessar tão rápido assim. Sucesso para o Suns nessa nova fase, a pós-Emmanuelle, é simplesmente encontrar uma identidade. Até acho que com um golpe de sorte o time pode embalar e lutar por vaga nos Playoffs, mas é improvável.

De qualquer forma, se o time acabar na 10ª posição do Oeste, mas com Michael Beasley jogando bem (alguém aposta em mais de 20 pontos por jogo?), Dragic passando confiança como armador principal e com Marcin Gortat provando que pode jogar bem mesmo sem Nash, já é um ótimo passo para o time. O  Suns terá espaço para a contratação de pelo menos um grande Free Agent no próximo ano e preparar terreno para isso já é um grande começo.

 

Temporada Drama Mexicano

Por mais que o Suns tenha espaço no Salary Cap para investir na temporada que vem, os caras que estão hoje no elenco tem todos vínculos relativamente longos com a franquia. Goran Dragic e Jared Dudley tem contrato até 2015/16, Channing Frye, Michael Beasley e Luis Scola até 2014/15. Wes Johnson tem contrato até 14/15, mas com Team Option (quando o time pode cancelar o contrato sem multas) em 13/14, último ano do contrato de Shannon Brown.

Isso quer dizer que esses caras que estão em Phoenix nesta temporada vão ser a base do futuro do Suns pelos próximos quatro anos, ou pelo menos as peças de troca para que novos jogadores sejam contratados.  É muita responsabilidade. Qualquer aposta que não dê certo eles vão ter que carregar por uns bons anos nas costas. E nem poderão compensar usando a Regra da Anistia, que é quando um jogador é dispensado e seu salário para de contar contra o teto salarial. Isso porque cada time só pode usar a Anistia uma única vez (durante toda existência humana, não por temporada) e o Suns já gastou a dele com o decepcionante Josh Childress.

Drama mexicano para o Suns, portanto, não seria ter uma temporada de resultados fracos, mas acabar o campeonato com aquela sensação de que estão amarrados por uns 3 ou 4 anos com um bando de imprestáveis. Sem contar, claro, que atrair um bom nome na Free Agency passa por criar uma boa imagem do time nesse ano. Será que alguém vai querer, por livre e espontânea vontade, jogar ao lado de Michael Beasley?

 

Top 10 – As melhores jogadas do Suns em 2012 (Bola Presa S2 Shannon Brown)

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Phoenix Suns vai ao ataque

Phoenix Suns vai ao ataque

O Phoenix Suns foi um dos times que mais se mexeram em toda a Offseason, mas por mais coisas que tenham adicionado, esse vai ser o ano marcado pelo que perderam: Steve Nash. Mas será que a perda do melhor jogador da franquia nos últimos 10 anos foi realmente algo ruim? Acho que não e vou tentar explicar o motivo.

O motivo mais óbvio é que Steve Nash não estava levando eles a lugar nenhum. Não poque ele seja ruim, longe disso, no ano passado ele teve ótimas médias de 12.5 pontos, 10.7 assistências (aos 37 anos!) e ainda manteve outros ótimos números como os 39% de aproveitamento de 3 pontos e 52% de arremessos em geral. Mas o time simplesmente não era bom o bastante para ir longe mesmo com um grande armador. E fazer o que nesse caso? Das duas uma: ou o Suns conseguia juntar um monte de grandes nomes para dar uma última tentativa para Nash, ou o trocaria para que Nash gastasse seus últimos anos em um time decente enquanto o Suns iria para a reconstrução.

O General Manager do Suns, Lance Banks, foi para a vitória e tentou a primeira alternativa. Logo no dia 4 de Julho, no começo das negociações de jogadores, assinou gordo contrato com o Free Agent Eric Gordon, pontuador espetacular que poderia colocar o Suns de novo na briga dos Playoffs. Mas o problema é que Gordon, por mais que tenha demonstrado interesse em ir para Phoenix, era um Free Agent Restrito e o Hornets logo avisou que não importando o valor oferecido, iria igualar a oferta. No dia seguinte então o Suns já foi para a segunda opção, mandou Steve Nash para o LA Lakers em troca de 4 escolhas de Draft e uma “trade exception”, um vale-troca que o Lakers havia recebido quando mandaram Lamar Odom para o Dallas Mavericks.

A partir dessa troca, sem Nash e sem Gordon, o time tinha que se reconstruir. Para substituir Nash eles foram buscar no Houston Rockets o armador esloveno Goran Dragic, que já havia brilhado no próprio Suns há alguns anos. Pensando historicamente essa contratação foi idiota: Eles tinham Dragic lá com ele há 2 anos, o trocaram (junto com uma escolha de 1ª rodada!) por Aaron Brooks e aí logo depois perderam Brooks e tiveram que desembolsar 30 milhões por 4 anos para ter Dragic de volta. Ele foi um dos melhores armadores de toda a NBA na segunda metade da última temporada, principalmente no ataque, onde tem ótimo aproveitamento quando tem liberdade com a bola na mão e um sistema tático onde pode atacar a cesta constantemente. Deve ter isso no Suns e ser um dos principais nomes da equipe na próxima temporada.

Mas não foi só Steve Nash que foi embora, outros caras que estavam no Suns há algum tempo deram o fora. Grant Hill foi arriscar seu pobre tornozelo na maldição do Los Angeles Clippers, Michael Redd ainda está sem time e a dupla de reservas Robin Lopez e Hakim Warrick foram enviados para o New Orleans Hornets em uma troca de 3 times que mandou Wes Johnson, Jerome Dyson e mais 2 escolhas de Draft para o Suns. Estocar escolhas de Draft tem sido o plano do GM Lance Banks para reconstruir o Suns e é uma grande ideia. Não só existe a chance de achar bons novatos a cada ano, mas também funciona como atraentes iscas em possíveis negociações futuras. Qualquer outro time em busca de um recomeço pode querer mandar bons jogadores para Phoenix em troca de algumas dessas dúzias de escolhas de Draft que o Suns acumula.

Mas dessa troca quem terá impacto imediato é Wes Johnson. Ele deve ser o shooting guard (posição 2) do Suns na próxima temporada, dividindo minutos com Shannon Brown, que teve contrato renovado. Ambos são fisicamente impressionantes, saltam absurdo e se destacam por usar esse porte físico na defesa, mas precisam oferecer mais. Se Shannon Brown já não promete grandes mudanças em seu estilo de jogo, Wes Johnson ainda é bem jovem e dá esperança de que cedo ou tarde pode estourar. Ele fez uma boa Summer League ainda pelo Wolves, mas muitos realmente questionam o quanto Johnson pode ser referência ofensiva na NBA. De qualquer forma ele terá minutos para mostrar serviço e será um jogador interessante de acompanhar de perto.

 

Outro ex-Wolves irá ser companheiro de Johnson em Phoenix, é o ala Michael Beasley. O melhor maconheiro canhoto com cabelos esquisitos da NBA terá no Suns o que ele sempre sonhou: A chance de ser titular, de poder arremessar bastante e de ser o cestinha do seu time. Quando ele chegou no Wolves essa função deu certo com ele, mas assim que o time começou a se acertar, que ele virou reserva

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por questões defensivas e teve que dividir funções que Kevin Love e Derrick Williams a coisa logo complicou. Agora no Suns boa parte do ataque irá passar por ele e devemos ver o ala sorrindo o tempo todo. Só não espere os sorrisos vindo dos torcedores do Suns, ele irá fazer seus 20 pontos por jogo forçando arremessos dos mais idiotas que você pode imaginar.

Um achado fechou o verão do Suns. Todo mundo foi pego de surpresa quando o Houston Rockets anistiou Luis Scola, aquele monstro que matou o Brasil pela milésima fez em Londres. O Suns, como um dos times abaixo do Salary Cap que poderia entrar no leilão pelo argentino, aproveitou a chance e vai pagar a mixaria de 4 milhões de dólares por ano para ter um baita jogador por 3 temporadas. Com Scola e Beasley atuando juntos o Suns mantém uma tradição recente de ter ótimos jogadores de ataque que não irão gastar uma gota de suor para evitar cestas de outros times. Para tentar compensar a falta defensiva, o Suns contratou o veteraníssimo Jermaine O’Neal, pivô em sua 17ª temporada na NBA. Mas acho que essa não foi uma contratação pensando no basquete, só mais um desafio para a melhor equipe médica da NBA. Eles já curaram Grant Hill e Michael Redd, se Jermaine O’Neal ficar saudável lá aí é a prova que a cura do câncer será encontrada em Phoenix.

Com um grupo de Goran Dragic, Wes Johnson, Michael Beasley, Luis Scola e Marcin Gortat o Suns deve ser um dos times mais divertidos da próxima temporada. São jogadores empolgantes, que gostam de atuar em velocidade e que vão ter alguns jogos de 120 pontos para entreter nosso fim de noite. Tá bom que é bem possível que sofram 130, mas vai valer pelos pick-and-rolls entre Dragic e Scola ou Dragic e Gortat. Em outras palavras: O Suns é o novo Warriors e adeus Playoffs!

Mas se o futuro próximo é esse, o Suns mantém a porta aberta para melhorar ainda mais nos próximos anos. E é essa perspectiva que faz com que essa offseason, mesmo com a saída de Steve Nash, seja um sucesso. Com o atual time, o Suns deve ficar 7 milhões abaixo do teto salarial na próxima temporada, facilitando negociações dentro da temporada, onde poderiam absorver contratos grandes sem maiores problemas. Caso isso não aconteça, entrarão na offseason do ano que vem com 15 milhões disponíveis para oferecer para Free Agents. E temos que admitir que um time bem montadinho como esse, que tem tudo para explodir ofensivamente, será um grande atrativo para jogadores que queiram trocar de time.

McGee e Nenê brilham nas estreias, Knicks ainda embalado

Pelo menos por um dia a troca deixou todo mundo feliz. Ontem aconteceram as estreias de Nenê pelo Wizards e de JaVale McGee pelo Nuggets, os dois saíram de quadra não só com vitórias, mas com atuações de destaque. Comecemos pelo fácil jogo do Washington Wizards, que venceu com certa tranquilidade o New Jersey Nets fora de casa, com Jay-Z assistindo e tudo. O jogo estava disputado até o 3º período, mas aí o técnico Avery Johnon e o armador Deron Williams foram expulsos por, nas palavras do filósofo Tite, “falarem muito”. Depois disso o Wizards passeou. Nenê fez ótimo jogo com 22 pontos e 11 rebotes! O brasileiro é uma enorme melhora no time sobre o McGee, disso eu nunca tive dúvida. Ele dá mais opções ofensivas, tem jogo mais completo, melhor passe, tudo. Meu medo é se ele estaria interessado em jogar lá, se teria disposição, após 10 anos de NBA, para jogar em um time medíocre. Pois o armador Roger Mason Jr. deu uma entrevista dizendo que o brazuca já chegou falante, dando dicas para outros jogadores, orientando os seus companheiros de garrafão e tudo mais. Já o ala/pivô Kevin Seraphin disse: “É ótimo jogar com ele, se você se posiciona bem ele te dá a bola”. Pois é, no Wizards isso é algo novo.

O Wizards tem hoje um grande armador, John Wall, e um grande pivô, Nenê, que pode ser um dos melhores do Leste na posição quando saudável e interessado. Se ele abraçar essa ideia de ser líder e levar o Wizards para algum lugar, pode ter sido um bom negócio até para o jogador, que parecia meio acomodado em Denver. Quando se tem bons jogadores nessas posições montar o resto do time é mil vezes mais fácil, se Jordan Crawford não comprometer e Jan Vesely se desenvolver o Wizards poderá ser um dos times mais legais de se acompanhar na próxima temporada. Começo promissor.

Pelo Nuggets, McGee, claro, não foi tão protagonista quanto Nenê durante a partida, mas foi ele quem a decidiu. O Nuggets perdia por 3 pontos quando Arron Afflalo conseguiu infiltrar, sofrer falta de Ben Gordon e fazer a bandeja. O Pistons poderia ter feito a falta antes, mas Gordon hesitou e quando a fez Afflalo já estava dando as passadas. O armador, porém, errou o lance-livre que empataria o jogo. No rebote JaVale McGee se livrou de Greg Monroe como se ele fosse um anão magrelo e enterrou, virando o jogo a 5 segundos do fim. Na última posse de bola do jogo Gordon recebeu, arremessou e a bola bateu duas vezes no aro antes de cair fora, vitória de McGee, que acabou o jogo com 15 pontos, 7 rebotes e 3 tocos em 24 minutos disputados.

Você deve estar pensando que o Ben Gordon é um merda, né? Ele fez a falta que não devia, errou a bola final e só foi titular porque o Rodney Stuckey, que estava marcando pontos a rodo, se machucou. Mas não foi bem assim. Após perder o 1º período por 40 a 18, o Pistons voltou ao jogo e chegou a liderar por 6 graças aos, prepare-se, 45 pontos de Ben Jordon! Se vocês acham que o Kobe força arremessos, precisam inventar um nome novo para o que o Gordon faz, mas quando dá certo, uau, dá gosto de ver. Ele acertou 13/22 arremessos e não errou nenhuma das 9 bolas de 3 pontos que tentou. Recorde da NBA. Mas não recorde isolado, empate triplo. Os outros dois jogadores a acertarem 9 bolas de 3 em um jogo sem errar nenhuma foram Latrell Sprewell em 2003 e, acreditem, o próprio Gordon em 2006. Não sei se os torcedores fanáticos perdoam os erros fatais depois dessa, mas só teve final emocionante por causa de BG.

Vale ver o resumo inteiro do jogo por todas as bolas de Gordon e a enterrada vencedora de McGee. Mas acho que ficou faltando uma bola impossível do Wilson Chandler, no fim do 4º período, que foi essencial para a virada. Vejam ela aqui.

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Números interessantes sobre o Philadelphia 76ers. Eles perderam os 4 jogos que disputaram que foi decidido com diferença de 3 ou menos pontos. Em compensação, 22 de suas 26 vitórias na temporada foram por mais de 10 pontos de diferença. É surra ou derrota pra eles. Ontem, com jogo apertado contra o Kincks, portanto, foi derrota, 5ª vitória seguida de Mike Woodson. Depois de começar o jogo errando seus primeiros 14 arremessos, o Sixers se recuperou e chegou a liderar no 3º quarto. Mas no último, sempre ele, Jeremy Lin marcou 16 de seus 18 pontos e comandou a vitória de seu time, que ainda teve Amar’e Stoudemire jogando bem (até na defesa!!!) com 21 pontos e 9 rebotes. Carmelo acertou só 5/15 arremessos, mas enquanto o time estiver ganhando a culpa não é dele. Importante para o Knicks vencer um jogo em que acertaram só 36% de seus arremessos, mostra como a defesa está funcionando. Uma cena bizarra fechou o jogo: perdendo por 3 e com ainda 5 segundos no relógio, o Sixers não fez falta no Knicks e simplesmente deixou o jogo acabar com derrota. Doug Collins quase pariu um filho no banco, mas não deu em nada.

Se conforta Collins, sempre pode ser pior. O Cleveland Cavaliers esteve duas vezes muito próximo de roubar uma vitória do Hawks em Atlanta, mas erraram e deixaram Joe Johnson, que não acertava nem bolinha de papel no lixo no resto do jogo, meter bolas decisivas. Eles venciam por 3 pontos após várias bandejas espetaculares (a maioria de canhotinha) de Kyrie Irving (29 pontos, 9 rebotes, 9 assistências), mas aí não trocaram a marcação em um bloqueio na última posse de bola e Joe Johnson teve tempo e espaço para acertar a bola de 3 pontos que levou o jogo para a prorrogação. Lá o Cavs abriu 6, mas tomou outra bola de 3 de JJ, fizeram falta em uma bandeja de Josh Smith (monstro com 32 pontos, 17 rebotes e 5 assistências) e com o jogo empatado viram Johnson mais uma vez acertar uma bola vencedora. Dessa vez ainda puderam responder, mas o arremesso de Irving e o rebote ofensivo de Alonzo Gee rodaram no aro e caíram do lado de fora.

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Enquanto todos esses jogos foram muito interessantes, outros dos qual esperávamos bastante foram bem menos emocionantes. No começo da temporada muito se falava de Thunder e Clippers disputando a final do Oeste, mas hoje o time de Blake Griffin e Chris Paul está numa fase tão ruim que ficamos mais céticos em relação a isso. Ultimamente ou é derrota ou é Paul tirando uma vitória da cartola. Ontem foi derrota, e feia, para o Thunder: 114-91 e apenas o 4º jogo da temporada inteira em que Blake Griffin não conseguiu uma enterrada. Ele também marcou apenas 7 pontos, sua pior marca na carreira. Pelo Thunder 32 pontos de Kevin Durant e estreia do recém-assinado Derek Fisher. Parece que não demorou 5 minutos entre ele escolher o Thunder, viajar pra OKC, assinar o contrato e já jogar. Foram 20 minutos com 5 pontos e 1 assistência. O ex-time de Fisher, o Lakers, fez uma grande partida para bater o Mavs em Dallas. Para um time que joga mal fora de casa, nada mal os jogos de Kobe Bryant (30 pontos, 11/18 arremessos), Pau Gasol (27 pontos, 13/16 arremessos) e Ramon Sessions (17 pontos, 7/8 arremessos). Meus momentos

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favoritos do jogo: (1) Quando Andrew Bynum passou para Gasol arremessar de 3 na zona morta e nem olhou para ver o resultado, apenas levantou os braços comemorando e voltou para a defesa. (2) Isso aí embaixo:

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O Bulls venceu mais uma sem Derrick Rose, dessa vez com virada de impressionar, fora de casa. Perdiam por 7 pontos no começo do último período, viram John Lucas marcar todos os 13 pontos nesse quarto e saíram de quadra com vitória de 94-82. Merecido, porque se não fosse isso o Raptors venceria o jogo usando o uniforme mais feio da temporada. E não estou esquecendo das homenagens à antiga CBA e o da Seleção Brasileira que o Grizzlies inventa de usar às vezes. O Raptors usou um uniforme camuflado para homenagear o dia do exército canadense! Camuflado! O próximo é usar um com pêlos para homenagear os ursos?

No resto da rodada, o Orlando Magic fez o Phoenix Suns sair de sua viagem à Flórida com duas derrotas. Destaque para a 3ª vez na temporada que Ryan Anderson (29 pontos) acertou pelo menos 7 bolas de 3 em um jogo. Dwight Howard (28 pontos, 16 rebotes) recebeu elogios de seu antigo reserva: “Ele foi ele mesmo, basicamente me destruiu”. Palavras

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sábias de Marcin Gortat. Já em New Orleans, um ginásio vazio (não) viu a vitória do Golden State Warriors sobre o Hornets. Jarret Jack, por essa você não esperava, conseguiu um triple-double (17 pontos, 10 rebotes, 11 assistências) e Klay Thompson (27 pontos, 5 rebotes, 5 assistências) se tornou o primeiro novato além de Kyrie Irving a ter conseguir um jogo de 25-5-5 nessa temporada.

Fechando o dia o San Antonio Spurs passou por cima do Minnesota Timberwolves. Sem Nikola Pekovic e Darko Milicic, o Wolves usou Kevin Love de pivô, que ficou abaixo da sua média com 17 pontos e 12 rebotes. Vitória tranquila do time da casa, que teve Stephen Jackson com 16 pontos (3 bolas de 3 pontos), Tim Duncan jogando muito (21 pontos, 15 rebotes) e, claro, a aposentadoria oficial da camiseta 12 de Bruce Bowen, que apareceu lá de gravata borboleta e meias coloridas:

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Fotos da Rodada

Com quem você aprendeu essa bobagem, Amar’e?

 

…não precisa responder

 

7 vezes 8? Sem ideia.

 

Gasol incomodado com as alucinações que vem tendo

 

Se esconder na toalha para um jogador é o bater a porta do quarto de um adolescente

 

Se um T-Rex jogasse basquete arremessaria assim

 

Ele pode ser velho, mas eu atravessaria a rua se visse Ben Wallace

 

O uniforme mais feio desde esse aqui…

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Se o Brooks já era porra-louca, imagina quantas mães ele vai arremessar no Suns

Com a chegada da data limite para trocas na NBA, trocentos times resolveram fazer mudanças importantes. Alguns resolveram que era época de reconstruir, outros conseguiram peças importantes para tentar chegar ao título. Desde então sentamos e analisamos todas essas trocas, Jeff Green para o Celtics, Hinrich para o Hawks, Mo Williams para o Clippers, Deron Williams para o Nets, Carmelo para o Knicks e Gerald Wallace para o Blazers, além dos jogadores que foram dispensados e trocaram de time após as trocas, como o Mike Bibby indo para o Heat e o Troy Murphy indo para o Celtics. Só faltaram duas trocas, que são a parte que me cabe neste latifúndio. Como bom torcedor do Houston, é meu dever de cidadão analisar a troca que mandou Aaron Brooks para o Suns pelo Goran Dragic mais uma escolha de draft e a troca que mandou Shane Battier de volta para o Grizzlies pelo Thabeet e uma escolha de draft. Legal, vamos voltar do carnaval (em que você passou o dia inteiro atrás de atualizações do Bola Presa clicando com cara de fracasso vendo sua lista vazia no MSN, ou então estava bêbado demais para se importar com basquete) e nos deparar com mais um texto sobre o Houston escrito pelo lambedor de bolas oficial do Yao Ming. Ah, não é uma delícia fazer o que a gente bem entende?

No post sobre a troca do Blazers, lembramos do processo de reconstrução da equipe que começou mandando embora Zach Randolph, então melhor jogador da equipe. Mesmo sem outras trocas, escolhas de draft ou contratações, o Blazers já melhorou imediatamente só de não ter o Randolph em quadra. Em parte porque ele era um buraco negro (quando a bola chegava nele, nunca mais escapava), em parte porque ele produzia bons números mas não defendia bulhufas, mas o motivo principal da melhora da equipe foi que  a saída do Randolph abriu espaço para outros estilos de jogo e deu oportunidade para outros jogadores mais jovens. Cada caso é um caso, não é sempre que funciona, o Cavs sem seu melhor jogador virou um dos piores times da NBA, mas às vezes vale a pena perder uma peça que parece essencial e dar minutos ao resto do elenco. Curiosamente é o que está acontecendo com o Nuggets, por exemplo, que sem o Carmelo agora pode se dedicar a um sistema de jogo defensivo e dar minutos a um elenco bastante profundo. Com o Houston aconteceu algo parecido, mas em menor grau.

Desde que o Tracy McGrady foi boicotado e mandado embora, o time continua com sua política de manter um jogo coletivo e sem estrelas que consegue fazer estrago, mas que sem Yao Ming provou que não vai a lugar nenhum. Aaron Brooks foi um dos melhores jogadores da equipe nas duas últimas temporadas, foi líder da NBA em bolas de 3 pontos, deu sufoco para o Lakers nos playoffs e assumiu a responsabilidade nos momentos decisivos de inúmeras partidas – mas ele ainda era apenas mais um armador em uma equipe cheia até as orelhas de outros armadores. Rapidamente ele foi de jogador mais importante para jogador mais desnecessário – e a equipe melhorou muito sem ele.

Isso aconteceu porque a defesa do Houston desmontou inteira sem Yao Ming. Tendo que usar um garrafão muito baixo e com limitações defensivas graves (jeito simpático de dizer que todo mundo fede), a tática de afunilar a defesa para o centro do garrafão virou farofa. Os jogadores de perímetro passaram a ser responsáveis por impedir os adversários de infiltrar, e não de forçar a infiltração pelo meio como antigamente. O problema é que Kevin Martin e Aaron Brooks são simplesmente terríveis na defesa mano-a-mano, é de dar vergonha. Com os dois em quadra como titulares, a defesa da equipe virou uma peneira, mais aberta do que passista bêbada de escola de samba, e vários jogos foram perdidos por pouco no começo da temporada justamente porque o Houston não conseguia impedir pontos nos minutos mais importantes. A temporada foi pro saco bem no começo, com os jogos perdidos por pouco, e desde então o time não fez outra coisa além de correr atrás do prejuízo em busca de uma vaga nos playoffs.

Quando o Brooks se machucou e Kyle Lowry assumiu a armação da equipe, as coisas melhoraram muito. Lowry é um excelente defensor, um dos melhores na posição, e bastou que tivesse mais minutos (e se recuperasse da própria lesão que sofreu) para se acostumar com as funções do Brooks e começar a acertar os arremessos de três pontos que eram característica do antigo dono do cargo. A profundidade do elenco também apareceu com a contusão do Brooks: o Courtney Lee, também excelente defensor, joga muito bem quando tem minutos decentes. Chase Budinger se destaca nas bolas de três se o armador não arremessar tanto. Ish Smith, que teve minutos quando todos os outros armadores estavam lesionados, mostrou que consegue segurar as pontos. E Terrance Williams, que anda destruindo nos treinos da equipe, só não entra em quadra pra pontuar como um maluco porque ele é essencialmente igual ao Brooks no que tange à defesa.

Ou seja, não deu pra sentir falta do Brooks enquanto ele esteve contundido. Tem armador de baciada para entrar no seu lugar, incluindo um armador que sequer tem espaço para ser utilizado e que faz as mesmas coisas que ele. O time ainda tem suas dificuldades, continua perdendo, mas é melhor com Kyle Lowry armando e o resto dos armadores tendo oportunidade em quadra. O Brooks é bom, isso é inegável, mas Lowry é um armador mais experiente com uma carreira inteira em que foi reserva e merecia ser titular, é bonito ver ele finalmente morder a vaga e não largar mais.

Quando voltou de contusão, o Brooks foi pro banco de reservas. Sua vaga como titular estava tomada em definitivo, não adiantava chorar. Seu contrato acaba nessa temporada, então era bem óbvio que o Houston não iria reassinar o armador por uma bagatela e que o Brooks iria procurar outros ares. Seria normal perder o armador por nada e respirar aliviado com o espaço criado pela sua partida, coisa de elenco profundo e nenhuma chance de título, mas o Houston conseguiu trocá-lo numa jogada de mestre. Porque o Suns não sabe o que faz.

O Goran Dragic não estava jogando bem em Phoenix, é verdade, mas ele comandou o ataque do Suns nos playoffs passados com algumas partidas simplesmente espetaculares e é disparado o melhor defensor da equipe na posição (o que não quer dizer nada num time que tem o Nash, claro). Faz tempo que o armador esloveno está sendo cuidadosamente criado para assumir o time numa possível saída do Nash, mas parece que o Suns simplesmente encheu o saco. Mandaram o armador embora, junto com uma escolha de draft (do Suns, se eles não forem para os playoffs, ou do Magic, caso eles consigam ir) e pegaram o Brooks para assumir a reserva e o Ish Smith pra segurar as pontas quando Nash e Brooks jogarem ao mesmo tempo em quadra numa formação mais baixa. Caso a equipe tenha esperanças de se dar bem nos playoffs, o Brooks pode ser uma boa – ele fez chover contra o Lakers, é mais rápido que o Dragic, arremessa melhor e tem experiência levando um time nas costas na pós-temporada. Mas para assumir o lugar do Nash, a troca não faz sentido. O contrato do Brooks vai acabar nessa temporada e não há garantia de que ele vá reassinar com o Suns. A troca pareceu apenas um empréstimo para ver se a equipe consegue ir bem nos playoffs nessa temporada, o que é ridículo. Desde quando o Suns deveria se importar com essa temporada? Tudo bem que o time deveria feder mas nunca fede, que eles continuam ganhando mesmo quando a gente espera que eles desmontem, mas alguém realmente acredita que essa equipe que depende do Channing Frye e do Vince Carter vai a algum lugar? Quando finalmente achamos que o Suns vai se tocar, entrar em reconstrução e trocar o Nash, eles insistem em vencer uns jogos bizarros, continuam com chances de ir pros playoffs e fazem uma troca que não pensa em nada no futuro. Não entendo esse time nem lascando. Pra mim foi a troca mais desequilibrada da data limite, o Houston cometeu um assalto à mão armada e o Suns tá lá, feliz da vida, achando que dá pra vencer o Spurs nos playoffs e mandar o futuro às favas. Legal. Se eles forem campeões com esse time mequetrefe, sendo que não conseguiram com Amar’e e Jason Richardson, façam favor de jogar esse mundo fora porque não vou querer viver nele.

A outra troca do Houston tem muito em comum com a primeira. Os jogadores que ganharam espaço com a lesão do Aaron Brooks, como Courtney Lee e Chase Budinger, não apenas se mostraram competentes com os minutos como também são o futuro do Houston, que não tem motivo para pensar no agora. Shane Battier é um gênio, continua sendo um dos melhores defensores da NBA e é mais obediente do que cachorro de cego, respeita toda e qualquer instrução tática, lê bem o jogo e executa bem todas as pequenas coisas como se jogar no chão e dar cabeçadas em muros de concreto. Mas ele é o tipo de jogador essencial para equipes que querem ser campeãs, não para equipes que estão formando elencos profundos baseados em pirralhada. Ele era a peça final para levar Yao e Tracy McGrady ao titulo, o Houston até abriu mão do Rudy Gay novato porque não tinha paciência para esperar o pirralho amadurecer. Mas o título não veio, as lesões não deixaram, o Rudy Gay virou estrela no Grizzlies e o Battier agora não é mais necessário. Com o contrato expirante do Yao Ming, o Houston vai ter grana para decidir quais jogadores jovens manter e quem trazer para dar uma força, mas está longe de ter chances reais pelos próximos anos. O Battier estava sendo pouco aproveitado. Isso ficava óbvio quando o Houston vencia jogos graças às bolas de três pontos do Battier, não graças à sua defesa. Toda vez que ele entrava em quadra com a mira calibrada, as chances de vitória da equipe eram muito maiores. Pronto, agora o Houston pode usar o Chase Budinger de titular que é especialista nas tais bolas de três e o Courtney Lee pode brilhar na defesa arremessando muito melhor do que o Battier jamais arremessará. Ponto pra meninada.

No Grizzlies a situação é inversa. Agora o time se leva a sério, a reconstrução feita aos trancos e barrancos que começou com a troca do Pau Gasol deu resultado, e eles realmente acreditam que podem surpreender nos playoffs. O projeto do Grizzlies teve um monte de tropeços, o OJ Mayo deu dor de cabeça e foi deixando de ser usado, o Hasheem Thabeet veio com a segunda escolha do draft mas não está pronto para a NBA, o Rudy Gay se contundiu no meio dessa temporada (e só volta agora no final de março), e mesmo assim o Grizzlies continua impressionando todo mundo com uma defesa sufocante e vencendo jogos que não deveria vencer. É um time de verdade capaz de garantir uma vaga nos playoffs e surpreender qualquer adversário através da defesa. Quão bizarro é isso num time que tem Zach Randolph como titular? É maluco mas é real, e agora o Grizzlies precisa acreditar que pode vencer imediatamente, preparando terreno para a inevitável evolução da equipe. Tony Allen encontrou nova vida após o Celtics com a sua forte defesa individual, então Shane Battier com certeza vai se encaixar no esquema defensivo, quebrar um galho nos rebotes enquanto Rudy Gay está fora, e fazer as pequenas coisas que o time precisa nos playoffs. Ainda que o contrato do Battier também seja expirante como o do Brooks, tudo leva a crer que o Battier vai ter muitos movitos para continuar na equipe após essa temporada e terá um papel importante na campanha da equipe nos playoffs e no futuro.

Para conseguir Battier, o Grizzlies teve apenas que desistir de uma escolha de draft futura (provavelmente de 2013, quando eles esperam estar na elite da liga) e de uma cagada, o pivô Hasheem Thabeet. Todo mundo sabia que o pivô estava mais cru do que sashimi quando foi draftado, mas o Grizzlies insistiu em gastar uma segunda escolha com o rapaz. Agora que precisam vencer hoje mesmo, não dá pra esperar mais 10 anos até que o pivô aprenda a amarrar os próprios cadarços. O Houston pode ter essa paciência numa boa, e está tão desesperado por um pivô que vale até a pena arriscar um jogador que precisa de ajuda para se limpar quando vai ao banheiro. O lado positivo pro Houston é que o Thabeet não foi um fracasso completo como novato. Ele teve média de mais de um toco por jogo mesmo ficando em quadra por pouco mais de 10 minutos. Ele é um poste gigantesco com 2,21m de altura capaz de alterar muitos arremessos e bloquear outros tantos, mas com dificuldade para correr de um lado para o outro, técnica nenhuma no ataque e físico inferior ao do Justin Bieber. Se o Houston quer voltar a ter uma presença defensiva no garrafão para que a defesa do perímetro afunile em sua direção, como fazia com Yao e com o Mutombo, o Thabeet é uma esperança. O Grizzlies foi ficando bom e aí não fazia mais sentido dar minutos para o pirralho que só sabe dar tocos, o Houston pode esperar mas é bem capaz que também fique bom demais antes do pivô deslanchar, e aí não vai fazer sentido usá-lo. Por enquanto o Houston está sendo cauteloso, avaliando o Thabeet nos treinos, ainda vendo se a nova formação da equipe se encaixa e se tem chances de lutar por uma oitava vaga. Em breve ele vai ganhar mais chances e minutos, coisa de time com fetiche por pivôs com mais de 2,20m de altura. É legal ganhar um pivô com potencial em troca de um jogador que não era mais tão útil e cuja partida abrirá espaço para outros jovens promissores, mas convenhamos: ficar dependendo de pivôs gigantes mostra que o Houston definitivamente não aprendeu uma lição importante sobre a saúde desses jogadores-aberrações. Aposto que o Grizzlies agora respira aliviado por não ter que lidar com essa bomba, mesmo que no futuro o pivô venha a render alguma coisa. É melhor garantir umas vitórias agora do que ter que carregar o fardo de uma péssima escolha de draft pra vida toda. O fardo agora é do Houston, mas é mais leve porque é só uma pequena aposta que custou pouco – desde que a equipe não morra de amores pelo pivô e deposite todas as suas fichas nele. Mas como ele mal entrou em quadra desde que a troca aconteceu, não acho que seja o caso. Como torcedor, também não vou esperar grandes merdas, vou só ficar de olho porque, né, vai que dá certo?

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