Os patinhos feitos do Oeste: Los Angeles Lakers

Mais cedo publicamos a primeira parte deste texto. Para falar sobre os dois piores times do Oeste, ou melhor, os dois únicos times que não estão agradando na conferência mais forte da NBA, começamos tentando explicar porque o Denver Nuggets fede. Agora chega a parte de falar de glamour e decadência, por que diabos o LA Lakers está passando um vexame atrás do outro?

O Los Angeles Lakers, que tanta gente me pediu para comentar, é uma história diferente e bem mais simples. Não sei direito o que falar sobre a razão de todos estarem assustados, achei que a maioria estava esperando isso ou pior. Talvez a surpresa seja porque muitos pensavam que a defesa ruim do time era culpa de Mike D’Antoni, quando na verdade não havia técnico que salvasse o elenco do ano passado. Sem bons defensores em quase NENHUMA posição fica quase impossível! Talvez algum cara especialista na área e muito acima da média, como um Tom Thibodeau da vida, pudesse até transformar o time em algo decente, mas é trabalho para poucos. Byron Scott, o novo técnico, também não tem um histórico de grandes defesas montadas. Ele começou muito bem a carreira, seu New Jersey Nets bi-campeão do Leste em 2001 e 2002 era, estatisticamente, a melhor defesa de toda a NBA! Mas depois disso foram fracassos atrás de fracassos, com a exceção de um dos seus anos em New Orleans, onde Chris Paul, David West e Tyson Chandler, três excepcionais defensores, levaram o time à 7ª melhor marca da liga na categoria.

O que a mídia americana que acompanha Byron Scott de perto nos treinos diz é que ele é um técnico antiquado. Isso ficou claro quando ele disse que queria ver o Lakers arremessando bem menos da linha dos 3 pontos, indo na contra-mão de tudo o que a liga descobriu nos últimos anos. Veja bem, ele não disse que quer que o Lakers arremesse MELHOR da linha dos 3, nem que arremesse em melhores situações, mas que chute menos e busque outros lances. Na pré-temporada o Lakers praticamente não arremessou da zona morta, o arremesso de 3 mais valioso de todo o jogo! Nos últimos anos, o único time que teve sucesso sem ter um bom número de arremessos feitos (e, logo, tentados) de longa distância foi o Memphis Grizzlies, mas eles só o fizeram com uma das melhores defesas da NBA e uma das melhores duplas de garrafão do planeta, Zach Randolph e Marc Gasol. O Lakers não tem nada disso, assim como não tem jogadores para fazer o que Scott prega, atacar a cesta. Tirando Jeremy Lin e Kobe Bryant, ambos com muitíssima limitação, quem pode atacar o garrafão adversário?

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Na defesa, aliás, não é diferente, ainda é antiquado. Se seu esquema defensivo funcionava em 2002, não funciona em 2014. Desde o Cavs dos últimos anos (onde ele, vale lembrar em sua defesa, também não tinha elenco bom nas mãos) até o Lakers de hoje, há muita dificuldade em marcar a transição em velocidade e as bolas de 3 da zona morta, justamente estilos de jogada que cresceram nos últimos anos. O foco de Scott é em fechar o garrafão, mas sem um especialista em tocos ninguém se intimida.

O time do ano passado, portanto, comandado por D’Antoni, era uma porcaria na defesa, mas sabia atacar, rodar a bola e criar cestas fáceis. Era um time montado mais de acordo com o que queria fazer, caras como Nick Young, Jordan Farmar, Kendall Marshall e Jodie Meeks nasceram para jogar com D’Antoni e seu Run-and-Gun. Com isso eles eram ruins, perdiam toneladas de jogos, mas não eram demolidos toda santa noite como tem acontecido até agora. Mas não são só esses os problemas, tem mais. Tem o azar. Das 3 maiores armas ofensivas do time, 2 se machucaram: Steve Nash e Nick Young. A outra, Kobe Bryant, está voltando após mais de um ano parado com lesões sérias. Para piorar, a quarta aposta ofensiva poderia ser Julius Randle, uma incógnita como todos os novatos, mas sua lesão no primeiro jogo da temporada foi mais um balde de água fria. Uma coisa é um time limitado, outra é um time limitado com seus melhores jogadores machucados.

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Assim como Derrick Rose está demorando para embalar, Kobe passa pela mesma má fase. Às vezes é capaz de jogadas de tirar o fôlego, mas depois vêm uma sequência de turnovers e arremessos sem ritmo. Kobe ainda tem o lado da idade, fazendo que seja basicamente inviável que ele comande um ataque de alto nível nesse momento. Sua mente, porém, não aceita isso e, vendo os companheiros jogando mal, ele resolve tentar dominar o mundo. É assim que a cabeça de Kobe sempre funcionou e não seria diferente agora. É tentando tomar conta do jogo que ele quer mostrar que se importa, que está levando a sério, que não aceita perder e que espera a mesma dedicação dos outros. É uma mentalidade antiga e que só funciona com outros caras doentes de competitivo como ele (talvez desse certo com, sei lá, Rajon Rondo), mas que não se encaixa em nada com o resto do grupo.

Mas entre essa falha de comunicação, a volta da lesão, e colocar Kobe Bryant como culpado da má fase existe um oceano. Ele sempre foi assim e isso nunca o impediu de estar em tantos e tantos times vencedores. A conta, aliás, é bem simples: quando Kobe teve um time bom ao seu lado, foi longe; quando teve companheiros ruins, não foi. E se você pensar bem, é assim com TODOS OS JOGADORES do planeta. A gente tenta personificar as coisas, mas no basquete da NBA não dá pra levar um time nas costas. Mesmo aquele Cleveland Cavaliers de 2007 que LeBron James aparentemente carregou nas costas até a final era muito bem entrosado e qualificado defensivamente. Era no ataque, a coisa que mais chama a atenção dos torcedores, que LeBron tinha que se virar sozinho, e mesmo assim contava com um grupo de especialistas em bolas de longa distância.

Alguns não colocam a culpa em Kobe por seus 40 arremessos por partida, mas dizem que ele é justamente o culpado por ter companheiros ruins. Culpam Kobe por ter o maior salário da NBA e assim privar o Lakers de espaço salarial para contratar novos jogadores. Mas isso é uma grande e bela lenda. Também é um jeito bem estranho de lidar com o salário de outra pessoa, alguém aqui abriria mão de uns 15 milhões de dólares para que sua empresa contratasse um novo gerente mais qualificado? Sabemos de jogadores que fizeram isso, como Dirk Nowitzki em Dallas, mas não dá pra cobrar isso de uma pessoa. O Lakers é o time mais lucrativo da NBA, o que tem o maior contrato local de televisão (aquele que cada time faz individualmente) e a razão disso é que todos querem ver Kobe. O próprio Dirk disse que as situações, pela situação financeira de cada franquia, eram bem diferentes. Ele estava fazendo o último contrato da carreira, o Lakers quis o valorizar e ele topou. Seria mais correto gerar o dinheiro e deixar ficar lá com os donos? De novo?

Mesmo com o contrato de Kobe Bryant, que recebe 23 milhões nessa temporada, o Lakers teve (ou poderia ter caso fizesse toda a burocracia de salary cap) mais de 20 milhões de dólares de espaço no teto salarial, mais do que o necessário para reforçar o time com basicamente qualquer Free Agent disponível na última offseason! Muito difícil conseguir LeBron James ou Carmelo Anthony? Pouco provável tirar Chris Bosh já que nem o Houston Rockets conseguiu? O Lakers ainda poderia ter oferecido uma boa grana em Lance Stephenson, Isaiah Thomas, Luol Deng, Kyle Lowry, Gordon Hayward, Eric Bledsoe ou Chandler Parsons. Todos estavam sob o alcance financeiro do time. Com um pouco de sorte, xaveco e timing, havia espaço para conseguir até dois desses caras. E tudo isso sem Kobe Bryant precisar cortar o seu salário! O Lakers não o fez porque é uma franquia ambiciosa, orgulhosa e, justamente por essas qualidades, às vezes bastante burra. Querendo só os melhores dos melhores, apenas caras já consagrados, experientes e prontos para títulos, se viram sem ninguém. Aí quando não conseguiram nem Pau Gasol, que topou receber menos grana no Chicago Bulls, tiveram que buscar os poucos veteranos que ainda estavam no mercado, Jeremy Lin e Carlos Boozer. E um importante lembrete: o Lakers estava sem nenhum técnico contratado durante boa parte das férias!!! Que plano eles estavam vendendo aos Free Agents?!

Denver Nuggets v Los Angeles Lakers

Com minutos controlados e estilo certo de jogo, Lin e Boozer podem ser importantes em muitos times da NBA. Mas Boozer está envelhecendo e sua força, uma de suas maiores qualidades na última década, já não faz tanto estrago como antigamente. Apenas com o arremesso de meia distância e alguns rebotes ele não faz o necessário para revolucionar um time. Lin é bom no pick-and-roll, mas não funciona toda noite e ele precisa de espaço para jogar, de velocidade e liberdade. Byron Scott não oferece NADA disso ao armador, que teria se dado muito melhor caso Mike D’Antoni, o técnico da época da Linsanity, tivesse ficado por lá. Assim como eles, as chegadas de Ed Davis e a volta de Xavier Henry e Nick Young foram até que bons negócios, mas nenhum que realmente tenha mudado o status do time.

O que vale a pena pensar é por que esses jogadores não quiseram ir para o Los Angeles Lakers! Cadê o glamour que todos diziam? Cadê aquele grande atrativo que diziam favorecer os “grandes mercados”? Lembram desse papo durante o locaute? Rs. Outro dia Isaiah Thomas disse que gostaria de ter ido, mas que não o ofereceram nada. Comentaristas nos EUA, porém, dizem que é Kobe Bryant que ao invés de atrair, afasta outros Free Agents com o seu comportamento feroz, de cobrança e estilo de jogo individualista. A geração Kevin Durant/LeBron James realmente prefere se juntar com amigos e formar ambientes felizes, difícil imaginar um Lakers de Kobe/Shaq funcionando e vencendo nos dias de hoje.

Então não tentem achar uma razão para o Lakers estar tão mal nesse começo de temporada, o melhor é somar todas as diversas coisas que deram errado até agora e tentar imaginar se um dia eles vão vencer uma partida. Contra o Philadelphia 76ers, talvez?

Um técnico que, apesar de alguns bons trabalhos no passado, parece ultrapassado; lesão de alguns dos jogadores mais importantes do time; elenco limitado mesmo se todos estivessem inteiros; Kobe Bryant ainda bem longe de jogar seu melhor basquete e uma offseason onde a diretoria da equipe mirou o home run e saiu com um strikeout. Mas ei, existe um lado bom nisso tudo! A escolha do Draft do ano que vem!! Trocada com o Phoenix Suns por Steve Nash, a escolha do Draft 2015 tem uma proteção, se ficar entre as 5 primeiras é do Lakers, a partir da 6ª posição já do Suns. Então se o Lakers continuar como o pior time do Oeste, crescem as chances do time conseguir um bom novato no próximo ano. Se ficar numa posição mediana, perde a escolha. Segurem o choro e aproveitem as derrotas, pessoal.

Como analisar a atuação de um técnico?

Há algum tempo pedi para vocês me ajudarem em um post. Usei nosso Fórum para discutir um assunto que há muito tempo me perturba: como medir a qualidade de um técnico de basquete? A discussão rendeu muitas páginas de resposta e inspirou esse texto.

Talvez a palavra “medir” traga um sentido de desejo excessivo de precisão, como a criação de um ranking de técnicos com estatísticas que definam quem é melhor que quem na função. Mas não é isso que eu quero, a intenção é descobrir o que podemos fazer para sermos capazes de julgar o trabalho de um treinador frente a um time. Algo para nos ajudar a lidar com casos como os de Vinny Del Negro.

O técnico do Los Angeles Clippers foi amplamente criticado durante seus dois primeiros anos de carreira no Chicago Bulls e mais ainda na temporada passada, quando muitos diziam que ele só atrapalhava o bom elenco do Clippers com suas experiências nas escalações, improvisos e ataque desorganizado. Mas, de repente, nesta temporada o Clippers é um time estável, com boa rotação, melhor banco de reservas da NBA e um ataque envolvente, inteligente e difícil de ser parado. O resultado disso, claro, são dezenas de comentaristas e torcedores dizendo que é tudo mérito do Chris Paul.

O próprio Vinny Del Negro alimentou esse pensamento ao falar que ele não acredita em sistemas ofensivos complexos, mas sim no basquete simples e que ele basicamente só quer seu time sendo comandado por CP3. O armador, por sua vez, explicou como ele joga: “tento fazer dois jogadores me marcarem e aí toco pra quem ficou livre”. Soa fácil demais. Mas o curioso é que o time ineficiente do ano passado também não tinha Paul como armador? E como explicar o sucesso dos reservas com Eric Bledsoe, Lamar Odom e Jamal Crawford comandando a criação das jogadas quando Paul está no banco?

Existe também conflito e confusão na análise de outros técnicos. Mike D”Antoni foi um dos grandes responsáveis por mudanças essenciais no sistema de jogo de toda a NBA quando criou seu Phoenix Suns do Run and Gun em 2004. Mas a falta de títulos fazem o ver hoje só como um doido inflexível que se recusa a treinar defesa. Qual é o D’Antoni de verdade? E tem Gregg Popovich, reconhecidamente o melhor técnico em atividade, que deixou todo mundo com um pé atrás para criticá-lo na temporada passada depois que ele não soube responder aos ajustes táticos do jovem Scott Brooks após abrir 2-0 na final do Oeste contra o OKC Thunder. O mesmo vale para Phil Jackson, considerado um gênio por todos, que foi dominado por Rick Carlisle nos Playoffs de 2011 e se aposentou sendo varrido por 4 a 0 sem que seu trabalho fosse questionado.

Esses casos me levam a algumas primeiras conclusões. Primeiro que nós não temos ideia de como julgar, pontualmente, o trabalho de um técnico de basquete. Não conseguimos falar e opinar sobre a atuação de um treinador em uma temporada única, uma série de Playoff e muito menos em um jogo único. E, minha segunda conclusão, para superar isso apelamos diretamente aos estereótipos que esses técnicos criaram ao longo dos anos. Então nunca é culpa tática de Popovich, os comandados de Phil Jackson nunca sofrem com insegurança, os de Del Negro estão jogados a própria sorte e os de Scott Skiles sempre querem matá-lo.

O apelo aos estereótipos não é exclusivo aos técnicos, fazemos isso com times, jogadores e tudo mais que temos dificuldades de entender ou explicar (mulheres, por exemplo). A diferença é que me parece mais fácil para um jogador mudar isso. LeBron James finalmente conseguiu fazer alguns cabeças-dura mudarem de ideia quando ele venceu o título da NBA no ano passado, mas mesmo com o título e com os diversos ajustes geniais durante os últimos Playoffs, muita gente ainda olha torto para o técnico Erik Spoelstra. Outro dia vi uma coluna muito interessante de um cara de Miami comentando de como o Spoelstra é muito inteligente de sempre citar ou mostrar o Pat Riley quando pode, como para mostrar que Riley faz parte das tomadas de decisão e que por isso ninguém precisa surtar com medinho dele fazer bobagem.

A nossa ignorância sobre o trabalho dos técnicos é, em parte, justificável. Primeiro que a maioria de nós (comentaristas, torcedores, jornalistas) nunca foi técnico, claro, e nem mesmo jogador, para ter acompanhado de perto o trabalho de um deles. Também não estudamos tática, sistemas de jogo e pouco sabemos sobre estratégias de motivação e liderança de grupos. Por fim, mesmo que tenhamos feito tudo isso, como observar e analisar? Não podemos ver os treinos, não podemos ouvir o que o técnico diz no vestiário, suas entrevistas raramente revelam alguma coisa muito útil -ninguém quer entregar o jogo- e nem os tempos técnicos durante a partida somos autorizados a assistir pela TV. Me parece, portanto, até irresponsável sair por aí afirmando muita coisa sobre os treinadores.

Trago aqui uma experiência pessoal que tenho com treinadores. Como trabalho no Club Athletico Paulistano aqui em São Paulo, com o time de basquete, posso observar mais de perto o trabalho do técnico do time, o Gustavo De Conti. Ele é jovem, entende muito de basquete e, coisa rara dentro do basquete brasileiro pelo o que eu vi, é muito fã de NBA. Eu consigo conversar com ele sobre os jogadores, adversários, vejo, às vezes, alguns treinos e fico logo atrás do banco de reservas para ouvir todas suas instruções dentro de um jogo. Não é comum, mas muitas vezes já vi seus planos darem completamente errado. Coisas do tipo pedir um tempo para solicitar uma atitude de um jogador e logo depois ele fazer o oposto. Ou passar uma semana treinando uma maneira de defender o time adversário e chegar na hora e os jogadores em quadra simplesmente serem dominados pelo talento maior do outro time.

Quando isso acontece penso que quem estiver vendo o jogo pela TV deve estar achando que o técnico tomou decisões erradas, que deveria mudar tudo, que é, como falamos no linguajar de torcedor, burro. Mas às vezes é falta de talento, ou uma ideia ainda melhor do outro técnico ou ainda, claro, desobediência. E nem sempre é uma desobediência que mereça uma substituição ou bronca pública, então ninguém vai ficar sabendo. Imagine quantas vezes Scott Brooks não gritou um “CALMA” para Russell Westbrook, que resolveu então dar um arremesso contestado de longa distância com 22 segundos restantes de posse de bola? Na única vez na vida que vi um técnico de perto, percebi ainda mais como muita coisa que ele faz é imperceptível para quem só vê o jogo. De todo mundo que tem influência direta num jogo de basquete, o técnico é o mais impotente de todos apesar da posição de liderança.

O que é possível ver, especialmente na NBA, não no Brasil, é a consistência de um time. Afinal são 82 jogos e todos com transmissão ao vivo, dá pra insistir em ver um mesmo time e, entre erros e acertos, desobediências e bons momentos, sacar um pouco do que aquele time quer fazer dentro de quadra. E mesmo assim, nem sempre o fato do resultado não estar sendo positivo é sinal de que o cara não é bom treinador. Quem seria capaz de lidar com jogadores jovens e indisciplinados como o Wizards da temporada passada? Talvez desse muito certo com Doug Collins e muito errado com Scott Skiles ou um casamento perfeito com Frank Vogel e o maior desastre da carreira de Nate McMillan. Temos que entender que cada técnico, por sua personalidade, deve saber lidar melhor com tipos diferentes de pessoas. Um se dá melhor com jovens, outro com atletas experientes, um gosta de dar ordens, outro de conversar. E nós, vendo de longe, podemos demorar anos e anos para sacar qual é a de cada um.

Uma análise precisa de um técnico, portanto, pede mais tempo do que a de um jogador. Somente vendo o técnico diante de várias situações diferentes que seremos capazes de analisar melhor sua personalidade e a maneira com que ele aborda o basquete. Talvez há 10 anos eu dissesse que Gregg Popovich fosse um técnico definido pela defesa. Mas hoje, depois de ver diversos diferentes elencos do Spurs em suas mãos, percebo que seu maior foco de trabalho é a movimentação e o bom uso do espaço da quadra.

Mas isso não responde todas as questões. Nós temos um blog e queremos comentar um jogo de Playoff, uma série, como vamos falar dos técnicos? Não dá pra esperar anos, não podemos simplesmente falar da atuação deles como falamos da atuação de Kobe Bryant ou Kevin Durant? Podemos, mas temos que aceitar, antes de qualquer coisa, que ela será uma análise incompleta. Não temos acesso ao plano de jogo e existe a chance de a gente interpretar tudo errado. Mas seguem algumas dicas para sacar qual é a do treinador:

Os primeiros 5 minutos: Os times da NBA costumam começar as partidas com jogadas pré-definidas. Com raras exceções de times muito livres, os jogadores dedam o plano de jogo nos primeiros 5 minutos de jogo. Muitas bolas no garrafão, muitos pick-and-rolls de um certo lado da quadra, excesso de vontade e jogadores indo para o rebote de ataque, tudo é sintoma do que eles acabaram de ouvir do treinador antes do jogo começar.  O mesmo vale para o que o time tenta fazer logo depois de um pedido de tempo.

Jogadas planejadas: Também após os pedidos de tempo é possível analisar um talento muito específico de um técnico, sua capacidade de desenhar jogadas. É comum os técnicos aproveitarem o tempo para pedir uma jogada específica para aquele momento. Uma vez o 82games.com fez um ranking com a média de pontos de cada time nas posses de bola acontecidas imediatamente após um pedido de tempo.

-O fim do jogo: Outros momentos que não dão muita margem ao improviso são os finais de jogo, é quando os treinadores gastam seus pedidos de tempo e quando pedem jogadas detalhadas e ensaiadas a seus atletas. É hora de ver se o cara pede jogadas condizentes com seu elenco, a defesa adversária e a situação de jogo.

-Substituições:  Às vezes estamos tão relaxados vendo um jogo, preocupados entre o Twitter e o amendoim japonês, que nem percebemos que o Samuel Dalembert saiu e que no lugar dele entrou o Ersan Ilyasova. De repente o Bucks começa a tomar vários pontos no garrafão e nós lá engasgados com o amendoim. Essa alteração mostra que o técnico quis mais bolas de 3 pontos, abrir a quadra, mobilidade e abriu mão de alguém para dar tocos no garrafão. Cabe a nós, que queremos analisar a atuação de um técnico, tentar entender o motivo da alteração, a razão dela ter acontecido naquele momento do jogo e, claro, seu resultado. Se deu errado, é um bom momento para ver quanto tempo o técnico demora para mudar de novo, é o Medidor Oficial de Teimosia/Perseverança do basquete.

-Experiências malucas: Todos os jogadores gostam de consistência. Saber quem é titular, quem não é, quantos minutos vão jogar a cada partida. Mas não é por isso que o técnico deve agir assim com tanta regularidade. Julgar um técnico em um jogo só porque ele mudou mais uma vez um quinteto me parece raso demais. Tentar interpretar a mudança, que obviamente não foi gratuita, primeiro é essencial. Quando Rick Carlisle colocou JJ Barea como titular nas finais de 2011 poderia parecer desespero, mas foi essencial para o título do Dallas Mavericks.

-Rotação: O bom dos técnicos consistentes é que assim eles facilitam nosso trabalho. Se o Earl Clark é geralmente o primeiro substituído por D’Antoni no Lakers, por que hoje Dwight Howard saiu antes? Isso deda a maneira que o técnico está enxergando o jogo. Mas apenas que fique claro que a NBA funciona menos como o Brasil, lá não existe tanto a substituição-punição como aqui, quando um cara que faz cagada dificilmente sai imediatamente. Curiosamente esse pensamento militar é mais comum por aqui do que lá, país da guerra.

Outro dia, Gregg Popovich, de formação militar, diga-se, ficou horrorizado quando Danny Green fez uma besteira no ataque. O cara tomou uma bronca e saiu imediatamente para a entrada de Gary Neal, não demorou 10 segundos (de esporro) e Green já voltou para o jogo, com Neal não segurando a gargalhada no caminho de volta para o banco. Até Pop mudou de ideia com sua punição de banco para os jogadores desligados.

Confesso que ler este texto pode ter sido a sua maior perda de tempo no dia de hoje. Afinal, você quer mesmo analisar e “medir” a qualidade de um técnico? Talvez, mas pense de novo. Como dito neste texto primoroso do Grantland, com o passar dos anos nós acabamos nos identificando mais com os técnicos do que com as superestrelas. Tem a ver com o fato de que ficamos velhos e nos frustramos ao ver pirralhos 10 anos mais jovens que nós realizando nossos sonhos, ganhando milhões e pegando as mulheres que vemos nas revistas. Por que eles e não nós? A parte mais difícil de envelhecer é a confirmação de que não somos tão especiais assim, algo que até sabíamos na adolescência, mas que ainda dava tempo pra mudar naquela época.

O técnico é um fracassado como você, ele também não enterra e não namora a Bruna Marquezine, mas ele é o cara capaz de dar um esporro naqueles atletas mimados. Ele é o cara que, como você, velho, enxerga o jogo com uma sobriedade que esses jovens voadores ainda não são capazes. Sem contar que as estrelas, essas de hoje, nunca vão ter aquele impacto em você que os ídolos da adolescência. Você fala no sentido de reclamação, mas no fundo torce que ninguém nunca supere Michael Jordan. É importante que os nossos ídolos da juventude sejam os melhores. Você era o Jordan na época, hoje você é o Tom Thibodeau.

Mas nós devemos ser o Tom Thibodeau? Queremos mesmo parar com o amendoim para anotar as alterações do Milwuakee Bucks? É interessante, para os bitolados, tentar conhecer mais dos técnicos e tentar ser capaz de analisar a atuação deles em cada jogo importante. Mas, mais importante que tudo isso, é deixar de ser rabugento e assistir basquete com prazer. Se livre do preconceito contra Vinny Del Negro, mas, por favor, dê mais atenção à Chris Paul.

O Lakers além de Pau Gasol

O Lakers além de Pau Gasol

Publiquei esse texto na última quinta-feira no ExtraTime, antes do Lakers embalar suas duas impressionantes vitórias sobre Utah Jazz e OKC Thunder. Nada indica que Mike D’Antoni leu a coluna, porém.

O Los Angeles Lakers está passando vergonha na temporada, é verdade. Pau Gasol faz a sua pior temporada na NBA, isto também é verdade. Mas talvez as duas coisas não estejam tão relacionadas assim. Acreditem, os problemas do Lakers vão além dos fracos jogos do pivô espanhol.

A má atuação de Gasol começa pelo lugar da quadra onde ele está jogando. Segundo dados do Kirk Goldsberry, especialista em análise espacial da NBA, nunca jogou tão longe do garrafão como nesse ano. E não é só que ele arremessa mais do que antes, ele trocou seus arremessos. Sua média de chutes próximos à cesta é a menor de sua carreira. Não à toa suas médias de pontos, aproveitamento de arremesso e eficiência são as piores desde que chegou à liga em 2002.

Por esse motivo o primeiro instinto é jogar toda a culpa nas costas do técnico Mike D’Antoni, pelo o qual Gasol não mostrou muita animação ao vê-lo como técnico contratado pelo Lakers, diga-se de passagem. Mas só colocar Gasol mais perto da cesta, onde costumava atuar, não parece adiantar muito. Segundo dados da SynergySports, que computa lance a lance de toda a NBA, Pau Gasol tem míseros 31% de acerto em seus arremessos em jogadas de post-up, aquele ataque de costas para a cesta típicos de pivô que as pessoas cobram tanto de Gasol. Curiosamente ele é melhor com seus 40% de arremessos de meia distância.

Muito disso é culpa da situação física de Pau Gasol. Com tendinite nos dois joelhos, ele parece muito mais lento e sem explosão do que antes, e ele nunca foi um primor atlético! Um número que impressiona e que tem a ver com isso é que Gasol tem apenas uma jogada de falta-e-cesta em toda temporada! Só uma vez ele conseguiu sofrer uma falta e pontuar no mesmo lance. Pouco demais pra quem joga embaixo da cesta. David West, do Indiana Pacers, jogador que nem gosta tanto de jogar no garrafão e é da mesma posição que Gasol tem, por exemplo, 20 lances de falta-e-cesta.

Isso tudo pra mostrar que Gasol está mal e que colocá-lo em outra posição não parece, pelo menos por enquanto, resolver nada. Mas pensem bem, mesmo se Gasol nem jogar um minuto sequer, o Lakers não deveria estar muito melhor?

O time tem um dos melhores e mais experientes armadores da NBA, Steve Nash.

Tem Kobe Bryant jogando muito bem e com impressionante forma física, além de Metta World Peace em sua mais completa temporada como um Laker e Dwight Howard, que venceu quase todos os prêmios de melhor jogador defensivo nos últimos anos. Gasol poderia se desintegrar no espaço que mesmo assim esse é um elenco que pode muito mais. E ainda tem um bônus do surgimento de Earl Clark, a velha promessa do Draft 2009 que finalmente deslanchou.

Qual o problema do Lakers então? A resposta padrão tem sido o bom e velho “ah, o time não tem técnico”. Que é o que dizemos quando não conseguimos culpar os jogadores. Mas veja bem, o time tem o 8º melhor ataque da NBA em pontos por posse de bola ( em total de pontos), uma ótima colocação. E a 20ª posição na defesa, que apesar de ser um número ruim, não impede o

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Lakers de ter um saldo positivo de pontos. Sua média de pontos é maior que a média de pontos sofridos. Na

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Conferência Oeste apenas 9 times de saldo positivo, os 8 da zona de Playoff e o Lakers. Sendo que o time de D’Antoni tem marca melhor que a do Utah Jazz (7º colocado) e Houston Rockets (8º).

Na Conferência Leste a situação é ainda mais curiosa, apenas os 6 primeiros colocados fazem mais pontos do que sofrem. O Lakers tem o 12º melhor saldo de pontos da NBA inteira, somando as duas conferências, e mesmo assim estaria fora dos Playoffs hoje.

Sabemos que Mike D’Antoni não tem feito um trabalho exemplar, mas ele é um bom técnico (fez trabalho histórico no Suns e foi ótimo no Knicks durante boa parte de sua passagem) e o time aos poucos tem conseguido um padrão ofensivo. A defesa, embora fraquíssima nas rotações e na comunicação entre jogadores, cede os mesmos 45% de acerto dos arremessos adversários que o forte New York Knicks.

Para falar a verdade, analisando os números um a um é difícil achar grandes defeitos no Lakers. Mesmo as fraquezas óbvias, como a defesa, não parecem ter indicadores tão ruins que expliquem o fato do time não estar nem entre os 8 do Oeste. Indo para a análise visual, assistindo uma quantidade pouco saudável de jogos desse time, só tenho uma resposta para os maus resultados: inconsistência. E não é que um dia eles jogam bem e no outro jogam mal, a coisa varia de um minuto para o outro.

Nas médias frias dos números, tudo fica lindo, mas é impressionante como o Lakers consegue tomar surras humilhantes em um quarto e logo depois igualar as coisas em questão de minutos. Alguém lembra daquele jogo contra o LA Clippers que eles estavam sendo atropelados por 20 pontos e quase empataram? Foi um caso extremo de uma constante: o Lakers abre 10 e sofre o empate em instantes, ou apanha de 15 e volta para o jogo em questão de minutos. Tem momentos que eles atacam tão bem e defendem com gana (lembram daquele 4º período contra o Knicks no Natal?!) que é inexplicável que não consigam repetir no dia seguinte.

Para aumentar a regularidade do Lakers, nada melhor do que confiança. Quando as coisas derem errado lá na frente, Kobe Bryant precisa parar de querer resolver tudo sozinho (mesmo que funcione tantas vezes) e Dwight Howard precisa parar com a ladainha de exigir receber mais a bola e ao invés disso segurar os passes que recebe para que o time confie nele. Steve Nash precisa jogar mais no comando do time, não como um visitante ilustre. A culpa até pode ser do técnico Mike D’Antoni, mas talvez tenha mais a ver com sua incapacidade de unir o grupo e de fazer eles acreditarem no que ele diz (e um no outro), do que pelas questões táticas e seu esquema tão criticado.

Mike D’Antoni é o novo técnico do LA Lakers

Mike D’Antoni é o novo técnico do LA Lakers

As manchetes americanas se dividem entre “Mike D’Antoni é o novo técnico do Lakers” e “Phil Jackson não é o novo técnico do Lakers”. A imprensa esportiva dos EUA (não muito mais confiável que a nossa) tem especulado que Phil Jackson estava pronto para viajar para Los Angeles e assumir o time nessa segunda-feira e que teria se assustado quando a equipe confirmou a chegada de Mike D’Antoni. A ESPN afirma que os problemas físicos de Phil Jackson não o impediriam de viajar com o time, assim como o salário mais baixo que o seu padrão não seria um problema. Já o LA Times diz que o que brecou Jackson foram seus pedidos faraônicos, que incluía ser dono de uma porcentagem pequena do Lakers.

Não acho que saberemos o motivo real da decisão tão cedo, mas é fato que o novo escolhido está aí. Mike D’Antoni comanda o Lakers de Kobe Bryant, Steve Nash, Dwight Howard e Pau Gasol. O que esperar dele?

 

Podemos começar simplesmente esperando mesmo. Como dissemos no post sobre a demissão de Mike Brown, Mike D’Antoni fez uma operação no joelho e ainda não pode trabalhar. A notícia de hoje é que ele deve assumir o time só na semana que vem. Veremos como o time lida com isso, até lá Bernie Bickerstaff continua no comando. Em 2 jogos, o interino venceu Warriors e Kings, nada muito desafiador, mas bom o bastante pra tirar um pouco da pressão.

Quando analisamos a contratação de um técnico, geralmente, e com razão, pensamos em seus últimos trabalhos. Mas acho que analisar isso com D’Antoni seria um erro colossal. O Los Angeles Lakers é um time lento, velho e alto. O Phoenix Suns que o treinador consagrou era jovem, atlético e jogava no famoso small ball, com jogadores baixos em praticamente todas as posições. Não é só o estilo de jogo diferente, são as características do elenco que são completamente diferentes, opostas praticamente. Não consigo imaginar uma entrevista sensata entre o General Manager Mitch Kupchak e D’Antoni que tenha envolvido correria

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e o Phoenix Suns.

Mas e o New York Knicks? O time que o técnico comandou nos últimos tempos tinha em grupo mais lento, alto (especialmente após a chegada de Tyson Chandler) e que já não corria tanto como o Phoenix Suns. Lá D’Antoni tentou se revolucionar, montando um time que atuava mais em meia quadra, que usava Carmelo Anthony comandando pick-and-rolls, Amar’e Stoudemire no jogo

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de meia distância e Tyson Chandler fazendo inúmeros bloqueios ao redor da quadra. Criativo, mas muito pouco eficiente. O time deslanchou mesmo quando, devido a contusões, ele teve que fazer algo mais parecido com seu velho run-and-gun: um armador veloz (Jeremy Lin), arremessadores abertos (Steve Novak, JR Smith) e só um cara grande lá no meio, o responsável pelo pick-and-roll ad infintum (Tyson Chandler).

Com esse elenco leve, com vários jogadores abertos, espaçamento de quadra e velocidade que o Knicks viveu seu melhor momento sob o comando de D’Antoni, que virou inferno quando Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire voltaram, causando a demissão do treinador.

Outro trabalho de D’Antoni, esse menos reconhecido publicamente, é como assistente técnico da seleção norte-americana. O bigodinho esteve presente nas Olimpíadas de 2008 e 2012 como principal consultor do Coach K em relação a assuntos ofensivos. Ele treinava o ataque, sugeria e treinvava inovações para resolver algumas dificuldades do time como os poucos arremessadores, a superação da defesa por zona, o ataque de meia quadra e a movimentação de bola. Ele teve sucesso, especialmente agora em 2012 quando a defesa da seleção estava bem preguiçosa e eles venceram jogos simplesmente marcando 130 pontos em cima da

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galera.

Mas vocês lembram como a seleção americana começou a atacar bem? Espaço entre os jogadores, ninguém se embolando, poucos jogadores de garrafão, muitos arremessos de fora com Carmelo Anthony e Kevin Durant. Ou seja, acho bobagem ficar indignado dizendo que D’Antoni não poderá reproduzir seu run and gun em Los Angeles, isso é mais que óbvio, duvido que ele sequer pense em tentar. O perturbador mesmo é que, por mais que ele tente ser inovador, ele só alcança o sucesso quando usa times ágeis, velozes e com arremessadores de longa distância. Tudinho o que o Lakers não tem.

Mike D’Antoni é reconhecido por sua visão e criatividade no ataque. Ele é idolatrado por Kobe Bryant, que, quando criança, assistia D’Antoni jogar ao lado do papai Bryant na Itália. O técnico tem também afinidade enorme com Steve Nash. Os dois certamente ajudaram na contratação. Mas apesar da empolgação dos dois, o que vem pela frente, pra mim, é um mistério. No ataque ele terá que se ajustar ao elenco sem arremesso do Lakers. Na defesa ele terá que mudar muito também. No Suns a intenção era sempre compensar a falta de altura e ter oportunidades de contra-ataque, no Lakers não existe contra-ataque e o time tem que tirar proveito de seu garrafão gigantesco. No Suns a defesa do time sempre ficava entre a 13ª e 17ª da NBA, no Knicks os números melhoraram, mas todo o crédito fica com seu então assistente, Mike Woodson. Aliás, outra pergunta: quem serão seus assistentes? Quem do grupo de Mike Brown vai ficar?

Desculpe, crianças. Queria fazer uma análise melhor da contratação inesperada de Mike D’Antoni, mas tenho mais perguntas do que respostas. Uma análise mais profunda daqui um tempo poderá ser mais reveladora. Até porque temos que perder um pouco dessa mania de achar que um técnico fica sempre repetindo o que fez no time anterior. Comparem o Bulls e o Bucks de Scott Skiles para ver enormes diferenças, ou o Sonics e o Blazers de Nate McMillan. Ou, essa gritante, a diferença do Hawks para o Knicks de Mike Woodson. Cada um tem suas preferências, seu estilo, mas também sabem (ou tentam) se adaptar com o elenco que tem em mãos. Descobriremos como D’Antoni se adapta ao seu.

Jeremy Lin é do Houston Rockets

Ontem o New York Knicks anunciou oficialmente que não irá igualar a oferta feita pelo Houston Rockets para o armador e popstar Jeremy Lin. Como explicamos nesse post sobre a estratégia do Rockets para essa offseason, o contrato de Lin era cheio de pegadinhas. O total era de 25 milhões por 3 anos, mas para o Knicks a divisão dos anos de salário seria de 5 milhões por cada um dos 2 primeiros anos e a bagatela de 15 milhões no último ano. Esses 15 milhões cairiam justamente no ano em que o Knicks terá que pagar 23 milhões de dólares para Amar’e Stoudemire, outros 23 milhões para Carmelo Anthony e 14.5 milhões para Tyson Chandler.

 

Analisar a decisão do New York Knicks de deixar a maior sensação da última temporada mudar de time é complicado, existem muitas coisas em questão, não só o valor do salário ou sua produção em quadra. E antes de mais nada é preciso que deixemos claro quem decidiu que eles não iriam manter Lin: James Dolan, o dono do New York Knicks. Segundo repórteres que cobrem o time de NY foi do dono da franquia, o cara que pagaria as multas quando o time ultrapassasse o teto salarial, que deu a palavra final para deixar o maior gênio (no sentido acadêmico, claro) da NBA ir para Houston. Nada de culpar, portanto, o General Manager Glen Grunwald aqui.

Os mesmos repórteres dizem que a razão de James Dolan ter tomado essa decisão foi por causa da postura de Jeremy Lin nos últimos meses. Primeiro não gostou quando o armador contratou um pessoal próprio para cuidar de sua imagem e publicidade, não utilizando o pessoal do próprio Knicks. Também falaram que Dolan ficou com raiva de Lin por ele ter assinado esse contrato “envenenado” do Rockets, que claramente custaria horrores em salário e multas daqui alguns anos. O curioso é que a estratégia de Dolan e do Knicks nessa offseason foi clara: Antes de pagar Lin, deixariam ele assinar com qualquer equipe, “para testar seu valor de mercado” e aí igualariam a oferta por ele ser um Free Agent Restrito. Apenas não esperavam que esse tal de valor de mercado teria um ano de 15 milhões de verdinhas. Dolan, irritado, se sentiu traído e decidiu não igualar a oferta. Fontes próximas ao dono do time até falaram que nem tinha a ver com dinheiro, mas mais com a suposta atitude desleal de Lin que “não havia mostrado lealdade ao Knicks como a franquia tinha mostrado ao jogador”.

Eu preciso mesmo explicar em como tudo isso é uma asneira do tamanho do mundo? Jeremy Lin disse com todas as letras que seu ano no Knicks foi o melhor da sua vida e que ele queria ficar lá. O que ele fez foi apenas o que o Knicks disse que deveria fazer e o que, claro, era o melhor pra ele. Curioso que Lin afirmou à SportsIllustrated que no fim das contas a oferta do Rockets foi a única que ele recebeu em toda a NBA! O Knicks decidiu esperar, alguns outros times só o sondaram, sem oficializar nada, e ele acabou assinando com a única opção que tinha. A impressão é que o Knicks foi um marido controlador que deu o cartão de crédito para a mulher, disse para ela comprar qualquer coisa e logo depois reclamou que o vestido era muito caro: “Gaste o quanto quiser, desde que custe menos de 50 conto”.

A história da lealdade é de uma fantasia idiota, acho que dita só para ver se os torcedores caem nessa. Na NBA ninguém é bonzinho com alguém, como em qualquer esporte profissional todo mundo visa o que é melhor para si: Os jogadores querem jogar, ser titulares e ganhar dinheiro. Os times querem economizar o máximo possível e montar times que lutem por títulos. O Knicks não deu uma chance à Lin por dó, mas porque precisavam de um armador. Se tivesse ido mal teria dado o fora antes mesmo do fim da temporada. O jogador não tinha nenhuma obrigação de ficar lá só por consideração. E olha que ele queria, na mesma entrevista à SportsIllustrated ele conta como estava empolgado após várias conversas com o técnico Mike Woodson sobre os planos para o próximo ano.

 

Mas a coisa fica pior para o Knicks. Considerando que o time realmente estaria acima do teto salarial na temporada 2013-14, o contrato de Jeremy Lin custaria aos cofres do time quase 45 milhões de dólares. 15 do salário propriamente dito e mais 30 da multa por ter ultrapassado o “luxury tax“, limite que os times podem gastar sem serem punidos. É caro, óbvio, mas será que não é pago pelo próprio jogador? Apenas no 3º jogo de Jeremy Lin no Madison Square Garden na temporada passada, quando a Linsanity ainda estava tomando forma, o valor dos ingressos disparou, foi às alturas e ninguém ligou, pagaram para ver o garoto. A camiseta de Jeremy Lin foi a mais vendida da última temporada em todos os EUA, superando LeBron James, Kobe Bryant, Derrick Rose e qualquer outro. O cara saiu na capa da revista TIME, da Sports Illustrated e o Knicks foi notícia em todo o planeta. Tudo isso cativando os 450 mil cidadãos de origem Taiwanesa, como Lin, que vivem em Nova York. Repito, 450 mil Taiwaneses! Segundo essa matéria do New York Times é mais do que toda a população de cidades como Miami, Atlanta ou Cleveland.

Ou seja, o mercado para o Knicks faturar em cima de Jeremy Lin superava com muita facilidade os milhões que eles gastariam daqui 3 anos. Isso sem contar que os dois primeiros salários, de 5 milhões cada, são uma baba. Que outro armador titular na NBA (e Mike Woodson disse que ele seria titular) ganha tão pouco? Só os que ainda estão em

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seu contrato de novato. Segundo a mesma matéria citada acima, o valor da Madison Square Garden Company, que controla o Knicks, o ginásio Madison Square Garden, o canal de televisão do grupo e cujo Dolan é dono, se valorizou em 250 milhões só em Fevereiro durante a Linsanity e seu valor de mercado cresceu 600 milhões desde o primeiro jogo de Lin como titular do Knicks.

E tem mais um detalhe que passou despercebido por muita gente e que é possível que James Dolan nem saiba. No novo CBA, como explica o especialista-deus no assunto, Larry Coon, existe uma regra chamada “stretch provision”. É um artifício para que times que estão pagando multas possam parcelar alguns salários e assim economizar nos pagamentos extras. Explico: os times podem pegar salários de jogadores dispensados ou em seu último ano e dividir o seu valor ao longo de alguns anos. O jogador ganha sua grana normalmente, mas na conta do salary cap (que define o quanto o time paga e se deve multas) é dividida em prestações curtas ao longo de alguns anos. Ou seja, o Knicks iria faturar muito com Jeremy Lin, poderia economizar e a média de 8 milhões por ano é mais do que justa para um armador titular na NBA. Em termos de dinheiro a decisão foi um desastre sem tamanho.

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Sobre as críticas ao contrato ser “justo” para o que jogou Lin, algo deve ser deixado claro: Desde quando os contratos da NBA são justos? Ano após ano as pessoas ficam desesperadas a cada novo contrato firmado “nossa, trocentos milhões por tal pivô ruim”, “uau, um zilhão por um cara velho” e por aí vai. Várias coisas entram em jogo na hora da negociação: O time tem dinheiro para gastar? Então o jogador e seu agente cobram mais. O time está desesperado pelo jogador, achando que ele é a peça que falta para o título (Rashard Lewis, Magic)? Enfia a faca no contrato. O jogador quer reconquistar seu espaço na NBA e tem poucos times atrás dele? Oferece mixaria. Se é pivô razoável, raridade na NBA, vai ganhar mais que um ala realmente bom. O cara é um descendente de asiáticos que fez a audiência dos jogos do time quadruplicar na China? Ganha muito. Sem contar que às vezes você precisa oferecer mais que o cara “merece” só para ganhar a disputa, tirá-lo de outro time. É o que o Rockets tinha que fazer para arrancar Lin de Nova York.

Bobagem do “ele merece ou não” à parte, vamos para a parte do basquete. Se financeiramente Lin é um grande negócio, como é ele dentro de quadra? Afinal ele precisa ao menos ser relevante para o time para continuar rendendo mídia e fãs, não precisa meter 38 pontos no Lakers como no ano passado, mas manter as médias de 15 pontos e 6 assistências é o mínimo.

Não dá pra ignorar que o melhor momento de Jeremy Lin na última temporada foi sob o comando de Mike D’Antoni, que montou um time que funcionava com um ataque cheio de movimentação e baseado em pick-and-rolls, jogada onde Lin se destacou por conseguir atacar a cesta e até envolver Tyson Chandler e Landry Fields no ataque. Esse time não existe mais. Depois de uma má fase, D’Antoni caiu fora e deu lugar a seu assistente Mike Woodson, que montou um time mais centrado em Carmelo Anthony, que então havia voltado de contusão, com mais bola dentro do garrafão e jogadas individuais. Sob a sombra da dominância de Carmelo, Lin não foi mais o centro do jogo.

Logo no primeiro jogo de Lin com Woodson ele tentou apenas 4 arremessos enquanto Carmelo e Stoudemire tomaram conta do ataque. Mas aos poucos o armador foi se soltando, nos 7 míseros jogos sob o comando de Woodson (todos como titular), antes de Lin machucar o joelho e encerrar sua temporada, suas médias foram de 13 pontos e 5 assistências por partida. Nada mal se você considerar a mudança drástica no sistema, as dificuldades naturais de um novato e o fato do técnico ter segurado Lin abaixo dos 25 minutos jogados em 4 dessas partidas. Mesmo sem o brilho de antes, Lin estava se adaptando e continuou produtivo.

Entendo que Jeremy Lin possa não ser o armador dos sonhos para o sistema que Woodson tenta implantar, ou talvez não seja considerado “armador de time campeão”, mas quem é nesse Knicks? Jason Kidd chegou ao time já com 39 anos e o próprio técnico disse que ele tinha sido contratado para ser reserva de Lin. Aliás Kidd sabia disso e afirmou que iria ajudar o novato a aprender a jogar em outros ritmos e velocidades, não só no modo frenético e veloz que ele sempre tentava impôr. Aprendizado que cedo ou tarde Lin precisa receber. Outro que não chega para resolver o problema é Pablo Prigioni, o veterano argentino que foi contratado pelo salário mínimo de novato só para ajudar na rotação. Difícil imaginar ele aguentando jogar muito tempo no ritmo da NBA a essa altura de sua carreira.

Quem deve ser titular no fim das contas é Raymond Felton, que acabou de ser adquirido numa troca que enviou os direitos do recém-draftado Kostas Papanikolau, Jared Jeffries e Dan Gadzuric para o Portland Trail Blazers por Felton e o pivô veterano Kurt Thomas. Felton já teve boa passagem pelo Knicks na temporada 2010-11. Foram apenas 54 jogos, mas foi o melhor momento de sua carreira: teve 17 pontos e 9 assistências por jogo nesse período e foi quando provou que poderia mesmo armar o jogo na NBA. Mas logo depois no Denver Nuggets voltou a ser improdutivo como era no Charlotte Bobcats e ano passado no Blazers foi um desastre ainda maior, apareceu gordo para a temporada, não entrou em forma, cometeu erros grosseiros em quadra, brigou com o técnico, pouco obedecia e a torcida o odiava mais do que qualquer coisa.

Posso entender os argumentos de quem é contra Jeremy Lin. Realmente ele nunca pareceu grande coisa antes da NBA e tem pouco tempo de experiência dentro da liga, apenas 35 jogos na temporada passada, mas existe opção melhor? O Knicks não conseguiu Steve Nash como sonhavam, não tem chance para contratar qualquer outro grande armador Free Agent nos próximos anos e por troca só podem conseguir alguém de destaque se um time louco topar receber o contrato zilionário de Amar’e Stoudemire e liberar um bom armador em troca. Pouco provável. Dentro desse cenário existe alguém melhor que Lin, por mais pontos de interrogação que ele traga? Raymond Felton é até bom, mas não apresenta muito mais certezas, afinal vai ser o bom jogador de 2 anos atrás, o cara apagado e individualista dos tempos de Bobcats ou o gordo indisciplinado do Blazers? Mesmo que fosse por falta de opção, Lin deveria ter tido seu contrato renovado.

Ainda tem a questão dos turnovers, já que há quem diga que não vale a pena manter um armador que comete tantos desperdícios de bola em quadra. Esse argumento é o mais fraco na minha opinião. Segundo o SynergySports Jeremy Lin ficou na frente de Felton e Kidd em pontos por posse de bola, estatística que conta os pontos produzidos por cestas ou assistências em cada posse de bola do jogador. Já nos turnovers Lin teve porcentagem de turnover por posse de bola quase igual a de Felton (21 a 19) e superior ao de grandes armadores como Steve Nash e Rajon Rondo. Quem força o jogo erra, é normal. E mesmo ignorando esses números, uma coisa é simples: O cara estava no seu primeiro ano de verdade na NBA, tentou colocar um ataque inteiro nas costas e foi ultra agressivo. Era natural que cometesse muitos erros. Assim como é natural que todo armador na NBA ganhe experiência e passe a arrumar esse lado do seu jogo. Não consigo lembrar de um armador que tenha entrado na NBA conseguindo equilibrar agressividade e erros. Os que erram pouco são porque são burocráticos, não é o caso de Lin.

Por fim existe a tal polêmica sobre Carmelo Anthony e JR Smith serem contra a renovação de contrato de Jeremy Lin. Por um lado Melo disse que o contrato era “ridículo”, mas logo depois afirmou que adoraria tê-lo de volta no time. Acho que ele sente algum ciúme, é estrelinha, mas sabe que não pode se queimar falando mal do cara que a torcida ama. Se Melo quer vencer precisa de um armador e Lin era a melhor opção disponível, eventualmente iria entender isso. Já JR Smith… alguém ouve esse cara? Garanto que Tyson Chandler, que gosta de Lin, tem bem mais influência no vestiário da equipe. Realmente duvido que isso tenha pesado na decisão de Dolan. No máximo ele iria mandar Mike Woodson mandar o time ser adulto e parar de fazer cena.

É hora da revisão: Hoje aprendemos que o dono do NY Knicks, James Dolan, é um babaca. Seu mimimi fez o Knicks perder a chance de manter um dos grandes ídolos que o time descobriu no passado recente e que rendia rios e rios de dinheiro para a franquia. Também aprendemos que por mais que Jeremy Lin não fosse o salvador da pátria e o melhor armador do mundo, ele era a melhor e mais confiável opção de armador titular para o Knicks nas próximas temporadas. Burrice das grandes, na minha opinião, não manter Lin em Nova York.

Por sorte, o Knicks tem umbom time e um técnico que introduziu ótima defesa no fim da última temporada. Raymond Felton, apesar de uma incógnita, tem suas chances de ser bom armador e conduzir o Knicks até estágios avançados dos Playoffs. Afinal ao lado dele terá Carmelo Anthony, sempre um dos melhores pontuadores da NBA e Tyson Chandler, eleito melhor defensor da última temporada, e razoável elenco de apoio. O time é bom e pode ir longe, não dependiam de Jeremy Lin para isso, mas perderam uma boa chance de serem ainda melhores (e mais lucrativos).

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