A confiança de Nick Young

A confiança de Nick Young

Uma das características mais importantes para um jogador da NBA é a confiança. Ela não resolve tudo, não supera treino, talento ou mesmo vontade, mas a sua falta pode jogar todo o resto no lixo. Arremessar sem confiança é receita básica para que a mecânica não saia do jeito treinado, uma hesitação a mais durante uma infiltração e a defesa já está na sua orelha. Gosto sempre de dar o exemplo do Jeremy Lin, que deslanchou na carreira só quando conseguiu jogar sem medo, agressivo, sem pensar duas vezes para nada; e que depois deu mil passos pra trás quando as coisas começaram a dar errado e ele perdeu o ímpeto inicial.

No último Filtro Bola Presa (para assinantes), contei sobre os óculos que Kawhi Leonard e Stephen Curry usam para treinar. É uma tecnologia maluca que faz uma “luz de balada” na cara do jogador enquanto ele treina e, por algum motivo, faz tudo parecer mais lento. O treinador individual do armador do Golden State Warriors, comentando a estratégia de usar os óculos, falou o seguinte:

“Lembre-se, estamos buscando melhoras de milésimos de segundo. A diferença entre conseguir ou não dar um arremesso sobre a defesa está nas frações de tempo, não podemos desperdiçar nada”.

Acho que o mesmo argumento vale ao falar da confiança de um jogador. Se o novato está pensando se ele deve mesmo arremessar, se deve passar para o veterano ou se vai tomar bronca do técnico, ele está desperdiçando importantes frações de segundo. E conseguir manter essa confiança lá no alto ao longo de toda uma carreira de altos e baixos é um desafio que nós, que pensamos demais e adoramos uma auto-crítica, nunca vamos entender.

Disse tudo isso para chegar a um jogador que está ainda na NBA basicamente por causa de sua confiança, além de alguns golpes de sorte, claro. Esse cara é Nick Young, que se tornou o grande personagem da última semana ao fazer o game-winner mais divertido da temporada:

Prêmios Alternativos do Bola Presa – 13/14

Os Prêmios Alternativos do Bola Presa são uma tradição que se remontam desde o longínquo ano de 2008, época em que não tinha essa violência e pouca vergonha na TV brasileira, que as crianças podiam brincar na rua e que iPhone ainda era lançamento, coisa de grã-fino. A palavra grã-fino ainda era utilizada.

Muita coisa mudou de lá pra cá: agora vemos NBA no League Pass, somos adultos formados e pedimos cafezinho ao fim das refeições. Mas apesar de tanta maturidade, o mundo internético ainda insiste em discutir prêmios de MVP, Jogador-que-mais-evoluiu, Melhor Defensor e Zzzzzzz… vamos ao que interessa? Vamos aos prêmios que só mostram como prêmios são estúpidos e arbitrários?

Abaixo os links para os vencedores dos anos anteriores. Divirtam-se!

Prêmios Alternativos 07/08

Prêmios Alternativos 08/09

Prêmios Alternativos 09/10 

Prêmios Alternativos 10/11

Prêmios Alternativos 11/12

Prêmios Alternativos 12/13

 

1. Jogada Bola Presa do Ano

Infelizmente não podemos premiar jogadas que aconteceram em mundiais Sub-17 femininos, senão já teríamos um vencedor. Mas mesmo assim, tivemos um bocado de jogadas absurdas acontecendo na NBA no último ano: Dedé Bargnani tentou jogar uma partida no lixo; o árbitro Joey Crawford (sempre ele) brigou feio com o menino do rodo; Lance Stephenson mandou uma ponte aérea para seu amigo imaginário; DeAndre Jordan conseguiu amassar uma bola; Tony Parker teve o pior lance-livre da história do esporte moderno.

Respirem, teve mais:

Amar’e Stoudemire pede aos céus ajuda para defender; torcedor do Lakers trolla Dwight Howard; Joakim Noah dá o olhar do Luigi para seu companheiro Tony Snell por falta de entusiasmo; Kendrick Perkins tem excesso de confiança. Já deu, né?

Chegamos, finalmente, ao vencedor. Neste ano o prêmio vai para a TRILOGIA NICK YOUNG. Afinal a Jogada Bola Presa do Ano não é só um erro, não é só bizarrice, é a malemolência do basquete-moleque, é a soberba do jogador mediano, é a alegria contagiante do cara que esquenta o banco de reservas. É a vitória da falha do improviso sobre o basquete mecânico. Um viva a Swaggy P!

Começamos com Young comemorando uma cesta de 3. Que não entrou.

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Passamos para ele tomando pó de pirlimpimpim de Shawne Williams…

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…e chegamos ao seu clássico 360 que sai do nada e para no lugar nenhum

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2. Troféu Kareen Rush de melhor atuação de um jogador ruim

Todo ano uma homenagem ao jogo 6 da Final do Oeste de 2004: Lakers e Wolves numa série apertada e emocionante, 3 a 2 para o Lakers e aí Kareen Rush resolve que é dia de acertar uma gazilhão de bola de 3 pontos (6, na verdade, a maioria no fim do jogo) e tirar de Kevin Garnett a chance de disputar um jogo 7 em casa. Kareen Rush. Não é um jogo acima da média de, sei lá, Derek Fisher, é o KAREEN RUSH! Deu pra entender, né?

Neste ano foi difícil escolher um vencedor. O Vitor, nosso autor-convidado do Draft, me ajudou a lembrar dos 42 pontos de Jodie Meeks, dos 30 pontos e 15 assistências de Randy Foye e eu fiquei tentado a dar o prêmio para os 41 pontos de Jordan Crawford pelo Warriors contra o Nuggets, ou ainda a Marcus Thornton, outro que passou dos 40 na temporada.

Mas eis que outro jogo apareceu no caminho. Em uma vitória do Philadelphia 76ers (só por isso já é uma grande atuação de jogadores ruins) sobre o Houston Rockets, James Anderson, aquele cara que você não precisa se sentir mal por não conhecer, marcou incríveis 36 pontos, incluindo a bola de 3 que levou o jogo para a prorrogação.

Lá, o Sixers ganhou com uma enterrada de Spencer Hawes (18 pontos, 9 rebotes, 4 assistências, 3 roubos, 3 tocos) nos lances finais. No meio do caminho ainda vimos Jeremy Lin meter 34 pontos e 11 assistências e, preparem-se: UM TRIPLE DOUBLE DE TONY WROTEN! 18 pontos, 10 rebotes e 11 assistências. É como se essa partida tivesse acontecido num gerador aleatório de resultados do Elifoot.

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Temos que lembrar aqui que os prêmios, embora estejam sendo dados de maneira atrasada neste ano, são originalmente feitos para premiar a temporada regular. Se englobassem os Playoffs, não poderíamos deixar de premiar Troy Daniels, o Kareen Rush por excelência desta temporada. Resgatado da D-League, Daniels quase não entrou em quadra pelo Rockets até que, de repente, salvou a temporada de James Harden, Dwight Howard e companhia com cestas histórica na série contra o Portland Trail Blazers.

 

3. Troféu Lonny Baxter de jogador que só joga nas Summer Leagues

Esse divertido prêmio é para atletas que só ameaçam virar grandes jogadores e aí nem entram em quadra na temporada. Muitos jogadores aparecem nas ligas de verão e ganham lugar na NBA, como Jeremy Lin. Outros brilham lá e… nada. Nessa temporada, pelo conjunto da obra, resolvi dar o troféu para Jordan Hamilton.

O ala do Houston Rockets saiu da liga de verão de Las Vegas com boas médias de 15.8 pontos e 5.8 rebotes. Ainda jogando pelo Denver Nuggets na época, ele repetiu a grande atuação que havia tido na Summer League do ano anterior, quando tinha marcado 19.2 pontos por jogo e 6.8 rebotes por partida. Mas na VIDA REAL? Nada disso, Hamilton não conseguiu se firmar no Nuggets nem com a lesão de Danilo Gallinari e mal chegou aos 7 pontos por jogo. No Rockets, depois de ser trocado no meio da temporada, não conseguiu brilhar nem onde Troy Daniels virou herói.

Tem nome de Jordan, mas só brilha em Las Vegas.

 

4. Troféu Isiah Thomas de troca do ano

O célebre armador, um dos melhores da história da NBA, viveu o bastante para dar nome ao troféu de troca mais estúpida da temporada. Não dá pra vencer todas, né?

Neste ano acho que não tem para ninguém, o prêmio vai para a MAÇÃ ENVENENADA que Sam Hinkie, manager do Philadelphia 76ers, enviou para Larry Bird e o Indiana Pacers. Que tal, senhor Bird, ficar com o promissor Evan Turner e em troca nos enviar apenas esse vovô do Danny Granger e mais alguns mimos?

Coincidência ou não, foi a partir daí que começou a ruína do Pacers. Derrotas seguidas, brigas (envolvendo Turner) nos treinos, boatos de time rachado e um grupo meio puto que viu seu líder veterano indo embora no meio da temporada. E para piorar, o próprio Turner se deu mal ao quase não pisar em quadra nos Playoffs. Viu seu valor de mercado despencar em poucos meses. Se conseguir um contrato de valor pouco inferior ao de Avery Bradley no Celtics, será lucro.

Evan Turner

 

5. Troféu Grant Hill de jogador bichado do ano

É triste como os candidatos ao prêmio mais triste da temporada se repetem ano após ano. Na temporada passada o troféu foi, em conjunto, para o Minnesota Timberwolves, mas no texto de premiação eu cito Andrew Bynum e Derrick Rose como jogadores que claramente poderiam vencer.

Um ano se passa e não é que os dois estão lá de novo? Dois dos melhores jogadores de sua posição em toda a NBA e não conseguem jogar de jeito nenhum! Andrew Bynum ameaçou jogar um pouco no Cleveland Cavaliers, depois foi sopro de esperança para o Indiana Pacers, mas acabou dispensado sem jogar e ainda com fama de ser má influência no vestiário. Já Derrick Rose é adorado por seus companheiros de time, mas quando se recupera de um joelho, tem problemas no outro.

Podemos lembrar de outros que se lesionaram bastante nesta temporada, mas ninguém vai superar o drama dessa dupla, que há anos insiste em lembrar Grant Hill pelo pior motivo possível.

Rose Bynum

Surreal que exista uma foto dos dois jogando AO MESMO TEMPO, né?

 

6. Troféu Darius Miles de atuação surpresa na última semana

Esta é quase que uma extensão do prêmio de melhor atuação de um jogador ruim, mas tem um charme diferente. Ao invés de premiar um cara que, no meio da temporada regular, explode para uma grande atuação, este troféu é feito para celebrar a última semana da temporada, um dos momentos mais malucos do ano.

Em um canto da liga estão times esfolados só esperando o Draft; de outro, equipes poderosas só querendo descansar seus jogadores. No meio, times jogando pela vida e a vaga na pós-temporada. No meio da sopa, jogadores completamente ALEATÓRIOS sobram com 48 minutos de jogo ou com liberdade para arremessar sem tomar bronca. E é aí que as bizarrices acontecem!

Nesta temporada fiquei em uma dúvida cruel: prêmio para o pivô Timofey Mozgov que impressionou com 23 pontos e VINTE E NOVE rebotes contra o Golden State Warriors;

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do outro, Corey Brewer, que mal sabe arremessar, marcou CINQUENTA E UM pontos contra a defesa simbólica do Houston Rockets

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Pensei em premiar Brewer já que ele deu a entrevista mais feliz que vi na vida! Seu sorriso após o jogo faz parecer que ele acabou de ser pai, ver seu time ganhar a Libertadores, acertar na loteria e dar um beijo da Alinne Moraes ao mesmo tempo. Por outro lado, Mozgov rendeu o erro de estagiário mais legal da temporada. O prêmio vai para o russo.

 

7. Troféu Shawn Bradley de enterrada na cabeça

Shawn Bradley, o Yao Ming sem talento. Branquelo gigante de 2,25m ficou famoso pela cara de bobo, pela participação no Space Jam e por ser protagonista do Top 10 mais embaraçoso da história do YouTube. Em homenagem a esses gloriosos jogadores que se humilham para o nosso prazer, o prêmio Shawn Bradley de melhor cravada na cabeça!

Vou ser caseiro demais se der mais um prêmio para o Los Angeles Lakers? Não me importo.

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Mas devo admitir que outras duas poderiam ter vencido esta: JJ Hickson voando por cima de Marvin Williams e Terrence Ross desafiando a física, a lógica, a anatomia humana e passando por dentro de Kenneth Faried.

 

8. Troféu Michael Schumacher de volta frustrada

Alguém POR FAVOR me ajuda a dar um nome novo para este prêmio?! De repente ele deixou de ser uma piadinha com a Fórmula 1 e virou algo de mal gosto com alguém a beira da morte. Estou aberto a sugestões.

Com peso no coração eu dou o prêmio para Chauncey Billups, que quis voltar para o Detroit Pistons, onde se consagrou como o “Mr. Big Shot” e saiu de lá com apenas 17 jogos disputados, média de 3.8 pontos por partida e um time recheado de derrotas.

Bbbbbbillups

 

9. Troféu Zach Randolph de melhor jogador em time que só perde

O nosso glorioso gordinho passou boa parte da sua carreira fazendo 20 pontos e pegando 10 rebotes em times que mal passavam das 30 vitórias por temporada. Hoje ele brilha em um time que tem tudo pra ir longe nos Playoffs, não concorre mais, apenas dá nome ao prêmio.

Legal ver que no ano passado citamos LaMarcus Aldridge e John Wall como candidatos para este prêmio, e que neste ano os dois estavam na segunda rodada dos Playoffs. Mas o campeão do ano passado, Kyrie Irving, e o quase-vencedor, DeMarcus Cousins continuam na pesada briga entre o bonzão dos perdedores. Kevin Love até poderia levar também, mas acho que isso é pegar pesado com o Wolves, que nem foi tão mal assim e até seria finalista de conferência se ficasse um pouco mais ao Leste no mapa.

Dou o troféu então para Anthony Davis, o Monocelha, que evoluiu demais no último ano e mostrou ser a potência ofensiva e defensiva que todos esperavam dele e que ficou devendo um pouco em sua difícil temporada de novato. Médias de 20 pontos, 10 rebotes e quase 3 tocos com apenas 20 anos de idade? Difícil imaginar um time que não sonhe em ter um jogador assim. Só falta o detalhe simbólico de vencer jogos.

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10. Troféu Gary Payton de jogador que mais involuiu

Gary Payton foi de ser um dos melhores armadores do mundo para esquentar banco do Derek Fisher em questão de meses, é sempre exemplo de jogadores que, de repente, param de jogar o que sabem.

Harrison Barnes assustou com um começo de temporada péssimo, mas se recuperou ao longo do ano e, mesmo reserva, fez bons Playoffs. Mas o mesmo não aconteceu com Alexey Shved, que entrou numa espiral de falta de confiança que transformou o promissor novato do ano passado em um cara que simplesmente não podia ficar em quadra. Nem pelo corte de cabelo engraçado valia a pena o ver em quadra nesta temporada.

Sua média de pontos caiu de 8.4 pontos para 4, o aproveitamento de arremessos de 43% para 31% e sua presença na rotação do time de Rick Adelman foi para o espaço mesmo com um elenco bem magro. O fracote Robbie Hummels estava na frente dele em boa parte do ano.

Shved

 

11. Troféu Bruce Lee Bowen de jogada suja da temporada

O San Antonio Spurs mostrou nesse ano que dava pra ter sido campeão sem apelar pra esses malas. Mais legal assim, não é?

Mas a liga ainda tem muito babaca para mostrar que o legado não morreu. Só uma diferença em especial nesse ano: repararam como as pessoas aprenderam a ser idiotas sem realmente agredir um ao outro? Teve tênis desamarrado, refrigerante no chão de propósito e o famoso “Sopro de Stephenson”

O tênis
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O refri

 

O sopro

 

12. Troféu 8 ou 80 de Estatística Bizarra do Ano

Nessa aqui eu pedi ajuda para o Vitor também. Ele me falou do jogo em que o Indiana Pacers pegou só 19 rebotes contra QUARENTA E QUATRO do Washington Wizards, mas logo eu lembrei que o Wolves tinha algumas estatísticas estranhas sobre jogos decididos por poucos pontos. O Vitor correu atrás e voltou com os seguintes absurdos numéricos:

– O Wolves teve 21 jogos na temporada decididos por 5 pontos ou menos. Isso é praticamente um quarto da temporada! E pior, só venceram 7 dessas partidas.

– O número aumenta para 37 jogos (!!!) quando buscamos partidas que estiveram com 3 pontos ou menos de diferença nos últimos 5 minutos disputados.

– Nesses minutos finais, o Wolves tem média de -28 pontos por 100 posses de bola em comparação a seus rivais! O Celtics, com -14, foi o time mais próximo.

Esqueci alguma coisa? Paciência. Deu trabalho e eu não vou editar. Espero que tenham gostado assim mesmo!

Preview 2012/13 – Philadelphia 76ers

Continuamos aqui o melhor preview da temporada já escrito por um blogueiro gordo. Veja o que já foi feito até agora:

Leste: Boston CelticsCleveland CavaliersBrooklyn NetsIndiana PacersAtlanta HawksWashington WizardsChicago BullsOrlando Magic e Toronto Raptors

Oeste: Memphis GrizzliesSacramento KingsDenver NuggetsGolden State WarriorsSan Antonio SpursLos Angeles ClippersPhoenix SunsOKC Thunder e Minnesota Timberwolves

Até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA, todos os times terão sido analisados profundamente aqui no Bola Presa.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time da cidade do amor fraternal, o Philadelphia 76ers

 

Philadelphia 76ers

 

 

 

 

 

O último post do Wolves já foi cheio de adjetivos porque eu sou apaixonado pelo time. E o que eu faço agora? Decido falar do Philadelphia 76ers, o meu queridinho do Leste. Mas além do gosto pessoal deste jogador frustrado que aqui escreve, os times não tem muito em comum. Enquanto o Wolves tem uma defesa limitada e um ataque entrosado e veloz, o Sixers briga com o Bulls pelo título de defesa mais pentelha da Terra e tem um ataque mais travado que aquela sua namorada do colegial. Malditos tempos de abstinência sexual.

O Sixers me conquistou porque eles jogam com a vontade de um time de amadores, é o maior time pequeno da NBA. Sabe como o Zizao entrou no jogo do Corinthians correndo para todos os lados e chamando o jogo, tentando, desesperado, mostrar que poderia pertencer ao mundinho do futebol brasileiro? O Sixers faz a mesma coisa, só que com todos os jogadores e toda santa partida. Eles basicamente vencem jogos porque correr mais que outros, se esforçam mais que outros e são mais obedientes. Escrevi um post sobre essa obediência, aliás, na temporada passada.

Não acho que a atitude do Sixers vai mudar para esse ano, a base do time é a mesma, mas algumas coisas serão diferentes. Antes de mais nada porque eles perderam Andre Iguodala, um dos principais criadores do ataque pouco centralizado do Sixers e o melhor defensor de perímetro do time. No ataque sua perda terá de ser compensada por Jrue Holiday, que aos poucos tem melhorado e passado mais segurança para o técnico Doug Collins. Sua pré-temporada foi magnífica! Não está no patamar de Deron Williams, Rajon Rondo e afins que hoje infestam a NBA, mas é ótimo jogador.

Além dele, Evan Turner é outro que ganha responsabilidades que antes eram de Iguodala: criação de jogadas, rebote, infiltrações, movimentação de bola e, talvez principalmente, a defesa dos jogadores de perímetro do adversário. No ano passado, quando os dois jogavam juntos, Iguodala pegava o atacante mais forte e Turner o mais fraco entre os caras das posições 2 e 3. Agora Turner terá que pegar o mais forte enquanto Jason Richardson marca o menos perigoso. Mas confio no jovem jogador, ele foi ótimo nos Playoffs da temporada passada e tem tudo para estourar nesse ano, ele é o tipo de jogador que precisa da bola na mão para criar e brilhar, vai gostar de ter mais espaço.

A defesa do Sixers é coletiva, cheia de ajudas, dobras e cobertura, não vai ser a perda de um cara que vai mudar tudo. Mas volta e meia existem situações que um cara tem que se garantir sozinho, sem Iguodala o Sixers perde nisso. Para compensar, eles terão Andrew Bynum como pivô para segurar a barra lá atrás. Tá bom que Bynum tem joelho de vidro, que talvez nem esteja pronto para o começo da temporada, mas quando chegar pode mudar muita coisa: o Sixers foi um dos piores times da temporada passada em rebotes ofensivos, onde Bynum foi Top 10. Em tocos o Sixers ficou exatamente no meio da tabela entre times, o pivô chega como o 6º que mais bloqueou arremessos na última temporada, 1.93 por partida. Ele será, também, o único jogador do time que tem ataque de costas para a cesta. Não podemos esquecer que antes da chegada de Bynum o plano era ter a dupla Spencer Hawes e Kwame Brown como titulares…

O já citado Jason Richardson, novidade que chegou junto com Bynum naquela mega-troca que envolveu Andre Iguodala e Dwight Howard, também ajuda em um ponto específico que o Sixers precisava, as bolas de 3 pontos. O aproveitamento da equipe no último ano, 35%, era aceitável. Mas o time acertava essa porcentagem porque se policiava e chutava pouco (14.4 vezes por jogo, 5º time que menos arremessava de 3), com Richardson eles podem se dar ao luxo de tentar mais e com aproveitamento igual ou melhor. Outros que chegam com a mesma função e sem vergonha nenhuma de arremessar são Dorrell Wright e Nick Young, o novo 6º homem no lugar de Lou Williams. Será que Doug Collins consegue disciplinar até ele?

A aposta do Sixers trocando Iguodala por Bynum é se tornar um time mais equilibrado. Nos Playoffs da última temporada, levaram o Boston Celtics a 7 jogos em uma série emocionante, mas ficou claro lá que eles chegaram tão longe porque a defesa era fora de série, e o Celtics ajudou por atacar mal pra burro. A verdade é que durante longos minutos o Sixers não conseguia criar uma situação de ataque decente. Com Bynum existe uma válvula de escape no ataque, as posses de bola podem começar no pivô e abrir espaços para os noves arremessadores de longa distância.

 

Temporada Filme Pornô

Para não sentir falta de Andre Iguodala e do cestinha do time, Lou Williams, que foi para o Hawks, nada melhor do que a temporada da vida de Evan Turner. O cara foi 2ª escolha do Draft 2010, teve bons Playoffs na última temporada. Tá na hora de embalar, não? Ele é ótimo atacando a cesta e tem bom passe, pode virar a alma do ataque do time. Se ele criar bem os lances ao lado de Jrue Holiday, o arsenal de Richardson, Wright e Young de longa distância pode causar estragos enormes.

Se o equilíbrio chegar e a defesa continuar como uma no Top 5 da NBA, o Sixers luta por mando de quadra na primeira rodada dos Playoffs. Estão atrás de Heat e Celtics, mas no mesmo nível de Indiana Pacers. Dá pra repetir uma semi-final do Leste, mas dessa vez sem se classificar com a última vaga da Conferência.

 

Temporada Drama Mexicano

O Sixers soltou um comunicado ontem dizendo que Andrew Bynum só irá jogar quando não estiver mais sentindo dores no joelho. Será que eles acreditam que isso é possível? Pelo o que eu sei ele joga com dor a vida inteira. O Sixers consegue ser um bom time sem ele, mas o grande pivô em uma conferência onde tantos times improvisam na posição seria o diferencial para eles irem mais longe.

 

Top 10 – Melhores jogadas do Sixers em 2012

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Nenê na capital

JaVale McGee vai levar seus talentos (pular) para Denver

Como o pessoal do RealGM disse no Twitter ontem, “Nenê/Young/McGee ganhou o Troféu Perkins/Green de Troca Que Veio do Nada”. Não poderia concordar mais. Por mais que o Lakers abrir mão de Derek Fisher tenha chamado a atenção, todo mundo sabia que eles estavam prontos para mexer no elenco. Como sabíamos que Monta Ellis poderia ser trocado e

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que o Rockets estava doido para mudar qualquer coisa e que o Blazers iria fazer algo para sair da crise. Mas o Nenê? O McGee? Doideira. A troca foi a seguinte:

Denver recebe: JaVale McGee e Ronny Turiaf (Wizards)
Wizards recebe: Nenê (Nuggets), Brian Cook e Escolha de Draft (Clippers)
Clippers recebe: Nick Young (Wizards)

Comecemos pelo Denver Nuggets. Um termo resume o que aconteceu: Buyer’s remorse. Quem estuda economia, comportamento de consumidor ou qualquer coisa do tipo sabe o que é. Mesmo quem não estuda certamente já sentiu. O remorso do comprador é aquele sentimento de culpa e arrependimento logo depois de uma compra, geralmente de algo caro. Tipo comprar o carro dos sonhos e um dia depois pensar “putz, agora são 72 meses pagando essa merda, será que eu consigo revender logo?”. Ou comprar um eletrônico de 3 mil reais e logo depois já pensar “Mas eu precisava mesmo? Tenho tanta conta pra pagar”. Foi o que aconteceu com o Nuggets. Mesmo com o time todo desmontado depois da última temporada, sem saber se estava em reconstrução ou não, ofereceram 70 milhões de dólares por 5 anos para o

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Nenê. Pivôs são difíceis de encontrar, ele está com a gente faz tempo, superou um câncer com a gente, a torcida o ama. Por que não? Vamos fazer história juntos!

Mas aí passaram os meses e eles viram a realidade além dessa tal lealdade e história bonita. Nenê é um ótimo pivô, mas ele é tão raro assim? 70 milhões de dólares por um cara com média de 13.7 pontos e 7.4 rebotes? Sem contar as sempre constantes contusões. A gota d’água, na minha opinião, foi quando Nenê se machucou e em seu lugar entrou o novato Kenneth Faried. George Karl não é dos técnicos fanáticos por colocar novatos em quadra, mas Faried, aquela estranha mistura de Bob Marley e Kenyon Martin, chegou defendendo tão bem quanto Nenê (até melhor às vezes), mil vezes melhor no rebote e dando outra intensidade no ataque. Não com mais talento, técnica ou arremesso, mas se virando muito bem na vontade. No suspeito, mas indicativo +/-, o placar dos jogos enquanto certo jogador está na quadra, os números de Faried só não são melhores do que o de Danilo Gallinari. Ou seja, será que Nenê é tão essencial assim? Vale a pena ficar com ele por 5 anos e aguentar suas limitações e contusões por um valor tão alto?

O que dizem hoje é que já faz algum tempo que o Nuggets está explorando a chance de trocar o brazuca, tentaram trocar ele por DeMarcus Cousins durante a briga que o pivô teve com seu ex-técnico em Sacramento, mas sem sucesso. Conseguiram agora, para o Washington Wizards em troca de Ronny Turiaf (que deve ser dispensado) e JaVale McGee. O Nuggets, antes de tudo, economiza muito dinheiro. O contrato de McGee é pequeno e acaba logo ao fim dessa temporada, com o espaço aberto eles já estão negociando a volta de Wilson Chandler, que estava na China, por exemplo.

Já dentro da quadra é um risco. Depois de livrar o técnico George Karl de jogadores individualistas e problemáticos como Carmelo Anthony e JR Smith, parece castigo colocar ele para treinar McGee, mas tudo parece ser um grande experimento de um mês. Vão colocá-lo para jogar e ver se ele mostra mais do seu lado positivo do que o negativo agora que está longe daquele ambiente horrível de Washington. Se ele se mostrar apenas um grande bloqueador de arremessos, pode ganhar uma chance de ficar, o Nuggets não ligaria de colocar mais um especialista em tocos na sua história recente que tem Dikembe Mutombo, Marcus Camby e até Chris Andersen. Mas se não for tudo isso e pedir 14 milhões de dólares por ano, como ele disse que iria fazer quando virasse Free Agent, adeus. O Nuggets abriu mão da certeza cara que era Nenê para tentar achar algo mais barato e novo, seja McGee ou não.

Para o Nenê deve ter doído um bocado. Quando ele foi Free Agent poucos meses atrás, teve opção e propostas de ir para vários lugares. Poderia ter ido para o Houston Rockets, New Jersey Nets e até para o Miami Heat, onde ganharia bem menos dinheiro mas teria grandes chances de se tornar o primeiro brazuca a ser campeão da NBA. Mas ao invés disso aceitou a proposta lucrativa do Nuggets, os dois lados enalteceram a história do pivô na cidade, sua identificação com os fãs, com o fato de ter família lá e tudo mais. Lindo. Poucos meses depois o mandam para um dos piores times da liga. Depois perguntam porque o LeBron James saiu de Cleveland para o Heat? É isso, é melhor definir você mesmo para onde quer ir e onde quer resultados, os times não vão pensar duas vezes em te mandar para um buraco se o negócio for bom. Lá ele pode ajudar John Wall e o técnico Randy Wittmann a mudar a filosofia do time, que certamente tem talento no elenco, mas será que ele quer isso? Será que nesse ponto da carreira ele quer ser o líder veterano que se mata para levar um time para a primeira fase dos playoffs? Será que ele é capaz disso? O Wizards certamente acredita, porque encarar esse contrato monstruoso dele não é pra todo mundo. Perderam até uma boa parte do espaço salarial que iam abrir no fim ano que vem com a saída do Rashard Lewis. Já perceberam que ano que vem eles estarão gastando 43.8 milhões de dólares com o trio Rashard Lewis, Nenê e Andray Blatche? É pouco menos do que Knicks e Heat gastam em seus Big 3.

Mas para o Wizards, além da garantia de ter um pivô bom, é mais um passo para virar a página na história do time. De novo. Não faz muito tempo que eles se livraram de Caron Butler, Gilbert Arenas e Antawn Jamison para simbolizar uma nova fase na franquia. Mas essa fase trouxe gente como Nick Young, Andray Blatche e JaVale McGee, jogadores individualista, mimados e preocupados apenas com jogadas de efeito e estatísticas. Nessa troca duas das laranjas podres vão embora, sobrando Andray Blatche, muito caro e com contrato até 2015, certamente ninguém aceitou. O negócio é ver se ele aprende a jogar ou se a regra de anistia vai durar mais anos. Apesar de gastar horrores no Nenê, acho que eles estão felizes de ter um jogador de verdade no elenco e com a escolha de Draft que receberam.

Por fim, o Clippers. Eles já merecem um prêmio por trocar o Brian Cook, que é a única coisa inteligente a ser feita depois de ter feito a burrice de contratá-lo. Lembro de quando ri à toa por meses depois que o meu Lakers mandou Cook e Maurice Evans por Trevor Ariza! O Clippers não ganhou um jogador tão bom para o grupo como Ariza, mas faturou um cara que no talento bruto poderia ser titular em qualquer time da NBA. Nick Young pode explodir para uns 30 pontos a qualquer momento, mas nada garante que ele vai passar a bola nesse período ou que não vá arremessar step back de três pontos sobre a marcação tripla.

Desde a contusão do Chauncey Billups o Clippers está interessado em ter mais um jogador da posição 2 para ajudar do banco de reservas. Acho que Young pode ser esse cara, mas deverá ser observado de perto pelo técnico Vinny Del Negro e por Chris Paul. É bom que o armador já avise, “Quando receber a bola, chute, não invente nenhuma merda!”. É um experimento de pouco tempo, como McGee para o Nuggets, ao fim da temporada Young é Free Agent. Mas com um porém parecido ao de Mcgee: Young já disse que quer contratos que paguem uns 9 milhões por ano. Ele é retardado. Sério, um imbecil. Boa sorte para o Clippers com ele, mas certamente é melhor que o Brian Cook.

Lakers passa vexame, Derrick Rose herói

Que vergonha de ser torcedor do Lakers hoje. Perder para o Wizards já não é motivo de orgulho, mas depois de estar vencendo por mais de 20 no meio do terceiro quarto? Assim dói. E nem tem desculpa de contusão, arbitragem, fase da lua, nada. Simplesmente jogou um lixo de basquete depois de começar muito bem a partida. A derrota surpreende por ser para o Wizards e pela larga vantagem, mas o desenho do segundo tempo não é novidade. O time se mexe pouco, parece acomodado e sem energia, acaba cometendo muitos desperdícios de bola e tomando cestas fáceis. Kobe Bryant (31 pontos, 9/31 arremessos), frustrado, resolve então tentar tudo sozinho, não confia mais nos outros e nada mais dá certo. É um ciclo vicioso que estranhamente só acontece fora de Los Angeles. O Lakers tem 17 vitórias e só 2 derrotas em casa, marca só atrás do Oklahoma City Thunder em toda a NBA, mas fora de casa só tem 6 vitórias e 14 derrotas, número praticamente idêntico ao do New Orleans Hornets (5-14), o último colocado do Oeste. Na hora de comentar ou criticar o Lakers precisa avisar antes de qual dos times está falando, do ótimo que joga em casa e bate o Miami Heat ou do lixo fora de casa que perde pra Pistons e Wizards em sequência.

Pelo Wizards foi uma vitória que pode ter impacto maior do que o normal. Não só por ser uma grande virada sobre o Lakers, algo que certamente dá moral para um time, mas pelos responsáveis pelo resultado. Além das 4 decisivas bolas de 3 de Roger Mason Jr, foi o garrafão do Wizards que os colocou na liderança. E não estamos falando do preguiçoso e convencido Andray Blatche e nem do maluco do JaValle McGee, mas dos jovens reservas Trevor Booker e Kevin Seraphin. Booker conseguiu 18 pontos e 17 rebotes, ambos máximos na carreira, Seraphin teve 14 pontos e 9 rebotes. Os dois juntos tiveram 12 rebotes ofensivos, mais que todo o time do Lakers. Ultimamente o técnico Randy Wittman tem pegado bastante no pé de seus jogadores para que eles joguem direito, sem os velhos vícios individualistas e irresponsáveis que marcam a equipe. Foram dois representantes dessa nova filosofia, reservas dos jogadores mais criticados, que os levaram ao bom resultado.

Outro destaque do jogo foi Nick Young, cestinha do time com 19 pontos. Mas ele ainda é um dos que fazem mais merda do que coisa boa. Além de acertar só 1 das 9 bolas de 3 pontos que tentou, foi o responsável pela mais nova candidata a Jogada Bola Presa do Ano:

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Pelo menos uma coisa deixou os torcedores do Lakers felizes ontem. O Boston Celtics foi até a Philadelphia e tomou uma sarrafada de 103 a 71 do Sixers. Eles perderam o primeiro tempo por 55 a 33 e quando parecia que o jogo ia ficar morno, apanharam ainda mais no segundo tempo. O destaque do jogo foi Evan Turner, que superou os 15 jogos seguidos marcando menos de 10 pontos fazendo 26, o máximo de sua carreira. Ele é bem instável (outro dia fez só 2 pontos em 12 arremessos, lembram?) mas nos dias bons realmente parece que tem futuro. Vamos ver.

Não é todo time que consegue fazer sua dupla de garrafão marcar 59 pontos contra o Chicago Bulls, mas o Bucks conseguiu: 32 pontos para Ersan Gaga Ilyasova, 27 para Drew Gooden! Os dois jogaram muita bola, mas o Bulls tem Derrick Rose (30 pontos, 11 assistências) para compensar qualquer dia mais inspirado de um adversário. Com 10 pontos e 3 assistências no último período, ele salvou o jogo num momento em que o Bucks era melhor. Nos últimos dois minutos de jogo Beno Udrih virou herói e conseguiu importantes cestas e lance-livres, Ilyasova ajudou com um rebote ofensivo e mais pontos, mas Rose estava lá para fazer o arremesso de último segundo mais bonito da temporada e vencer a partida. 106-104 Bulls:

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Por sorte achei um vídeo com uma narração diferente, a da rádio da ESPN, porque os comentarista do Bucks ficaram com uma voz de cu e dizendo “Esse foi o primeiro arremesso que ele fez hoje?”. Tá bom que é transmissão local, mas dá pra colocar um pouco de emoção num arremesso espetacular como esse? E nem é a primeira vez que esses malas fazem isso. Mas sobre o chute: É tudo o que falamos no nosso post de ontem à noite sobre arremessos de último segundo. Aposta-se na individualidade e na jogada de isolação mesmo ela sendo de aproveitamento baixo. Rose estava bem marcado, fez um arremesso forçado, com a marcação na cara e ele precisou dar um step back de 4 metros para conseguir espaço para chutar. Não era a melhor bola, nem a mais inteligente, mas quando cai é algo tão lindo, mas tão lindo que a gente fica meio assim de criticar. É um “ainda bem que ele tentou essa asneira”! Curioso que Tom Thibodeau, técnico do Bulls, costuma desenhar jogadas específicas para o fim do jogo, ontem deixou Rose improvisar e deu sorte.

Tivemos outros jogos decididos nos segundos finais. Um deles foi Cavs e Nuggets, que teve Kyrie

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Irving costurando o Denver, fintando Nenê no ar para fazer uma linda bandeja a 4 segundos do fim. Ele não é explosivo como Rose, Westbrook ou Wall, mas suas infiltrações já estão quase no mesmo nível. Irving acabou o jogo com 18 pontos, 10 deles nos últimos 2:36 da partida! Um bom complemento para os 33 de Antawn Jamison no resto da partida. Outro jogo resolvido no final foi a partida-que-ninguém-assistiu da noite, Sacramento Kings e New Orleans Hornets. O Hornets abriu 3 de diferença com uma cesta de longa distância de Trevor Ariza, mas logo depois deixou Marcus Thornton fazer 2 pontos em um rebote ofensivo e na jogada mais importante do jogo, o passe de lateral de Ariza para Belinelli foi interceptado pelo novato Isaiah Thomas, que passou para John Salmons virar o jogo a 7 segundos do fim. Vitória do Kings por 99 a 98.

Tentem adivinhar quem venceu esse jogo: Los Angeles Clippers (4ºcolocado do Oeste) com Chris Paul (22 pontos, 10 assistências e 3 roubos) e Blake Griffin (28 pontos, 17 rebotes) ou o New Jersey Nets (antepenúltimo do Leste) com Deron Williams (20 pontos, 5 turnovers) e Brook Lopez de novo machucado. Acertou quem disse Nets. Vocês ficam se enganando pelos números e esquecem que não importa o que aconteça, Deron Williams vence o Chris Paul. Não é que ele é melhor ou que o time dele seja mais completo, não importa nada na situação! O Clippers teve melhor porcentagem nos arremessos de 2 e 3 pontos, além de pegar mais rebotes, mas como se isso fosse superar alguma coisa. Pior que preocupados em parar justamente o Deron Williams, Chris Paul e Randy Foye deixaram Jordan Farmar livre, que acertou a cesta de 3 pontos da vitória. Você sabe a força de uma maldição quando ela transforma o Farmar em herói.

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E no duelo de Blake Griffin e Kris Humprhies, quem ganha? Griffin com a enterrada ou Humprhies com o toco na ponte aérea?

No resto da rodada alguns jogos que ninguém liga. Ou alguém além do Danilo parou pra se preocupar com o Toronto Raptors vencendo o Houston Rockets? Aliás, porra, Houston, chegam a ser 5º no Oeste e depois começam a perder jogos imbecis para times fracos do Leste? O Rockets é capaz de tudo, meio que um Hawks do Oeste. Em Charlotte o Bobcats voltou a apanhar depois daquela vitória improvável sobre o Magic, dessa vez para o Jazz, que teve 31 pontos de Al Jefferson e soube, melhor que Howard, se livrar da defesa do novato Bismack Byiombo, que saiu do jogo com 2 pontos, 9 rebotes e 6 faltas. Em Oklahoma, mais um show de estatísticas do Thunder: Eles perdiam em casa para o Suns por 16 pontos no 3º período, mas viraram antes do fim do quarto e acabaram o jogo na frente por 115 a 104. Tudo graças a 30pontos de Kevin Durant, 31 de Russell Westbrook e 30 de James Harden. Também ajudaram os 18 pontos e 20 rebotes de Serge Ibaka. Se a NBA fosse uma liga de fantasy o Thunder já seria campeão antecipado.

E assim, meio que sem ninguém perceber, as tais derrotas seguidas do Rockets desde que eles alcançaram o 5º lugar, somado com umas derrotas do Utah Jazz e a vitória de ontem do Wolves sobre o Blazers, colocam o time de Kevin Love na 8ª colocação do Oeste. Sim, o tal time do futuro estaria hoje mesmo indo para a pós-temporada mesmo estando na conferência mais disputada da liga. Nada mal. Kevin Love teve 29 pontos e 18 rebotes, 20 de seus pontos foram no primeiro tempo, na segunda etapa ele passou a receber marcação dupla e deixou tudo mais fácil para Wesley Johnson, que acabou com 19 pontos. Outro time que surpreende na tabela do Oeste é o Grizzlies. Ontem eles bateram o Golden State Warriors em Oakland com 26 pontos e 12 rebotes de Rudy Gay e assim assumiram a 3ª colocação da conferência. Alguém apostaria nisso após a contusão do Zach Randolph? Eles tentam agora se aproximar do San Antonio Spurs, que ontem venceu com alguma tranquilidade o New York Knicks, que continua perdendo quando tem Carmelo Anthony. Isso não parece uma síndrome de Allen Iverson? Todo mundo sabe que o cara é um dos mais talentosos do planeta, mas os times com ele simplesmente não ganham. Aconteceu com Iverson mais para o fim de sua carreira e agora é a vez de Melo. E a recém má fase do Knicks nem pode ser culpa dp Jeremy Lin, que tem sido menos espetacular mas ainda está jogando bem. Ontem foram 20 pontos, 4 assistências e só um desperdício de bola. Ainda acho que até o fim da temporada eles se acertam, mas encaixar Melo no time tem sido um desafio épico.

Para fechar o dia, lembram que ontem o Danilo disse que o Hawks ainda não tinha perdido quando Josh Smith marcava mais de 20 pontos? Já era isso. Ontem ele fez 23, mas mesmo assim eles perderam para o Heat. Até que se viraram bem, mesmo fora de casa levaram o jogo apertado até o último minuto. Eles não tinham Joe Johnson, ainda machucado e Tracy McGrady, que havia sido o herói da vitória do Hawks sobre o Heat no começo da temporada. Ah, e em uma das últimas posses de bola Dwyane Wade passou a bola para Udonis Haslem! Amarelão, cagão, mocinha! Mas Haslem pegou a ponte aérea, enterrou e tá tudo certo, tudo perfeito.

 

Fotos da Rodada

Jogo no Hornets, quero me esconder!

 

Quem é o único técnico expulso com seu time vencendo por 20?

 

Não sei se me surpreende mais a altura que chega Nate Robinson ou a cara de nada da torcida

 

O máximo de expressão fácil já vindo de Derrick Rose

 

Bullying
Um terremeto abalou o jogo entre Nets e Clippers

 

Olha mãe, sou um avião! VRUMMMMMMM

 

Westbrook JoakinNoahando
1 2 3 4