Último capítulo?

Desde que levou um mediano time do Orlando Magic para a Final da NBA em 2009, a carreira de Dwight Howard tem chamado mais a atenção pelo que acontece nos bastidores do que pela sua atuação dentro de quadra. Ontem aconteceu de novo. O mundo da NBA passou o dia no Twitter esperando Howard anunciar, na própria rede social como ele havia prometido, a sua decisão. Só no fim da noite ele mudou seu avatar para uma foto sua com a camisa 12 do Rockets e mudou sua cidade atual para Houston, Texas. Não demorou muito para o General Manager do Los Angeles Lakers, Mitch Kupchak, lançar uma nota desejando o melhor para o pivô em sua nova empreitada.

Dwight Howard

Não faz muito tempo e o mesmo Kupchak estava feliz da vida anunciando a chegada de Dwight Howard para o Lakers em uma troca que surpreendeu o mundo inteiro. Como o Lakers tinha conseguido esse cara? Conseguiu, mas foi o único sucesso que tiveram com Howard. E a troca inteira deu errado para todos os participantes. O Sixers, que recebeu Andrew Bynum, não viu um minuto do pivô em quadra, que agora deve sair do time como Free Agent. Howard deixou o Lakers e Andre Iguodala ontem mesmo anunciou sua saída do Nuggets para o Golden State Warriors. Vencedor mesmo só o próprio Orlando Magic, que viu boas temporadas de Moe Harkless e especialmente de Nikola Vucevic e que a custo de uma temporada esquecível, ganhou também Victor Oladipo na 2ª escolha de quadra.

Apesar do Lakers ter até se humilhado bastante para tentar manter Dwight Howard, colocando outdoors enormes em Los Angeles suplicando para que o pivô ficasse por lá, muitos torcedores estão felizes com a saída dele. Até eu, torcedor do Lakers e com total consciência de que ele poderia ser o futuro da franquia, estou levemente aliviado com sua saída. Mas para entender esse alívio nosso e até a tristeza do Danilo, o outro lado do Bola Presa que torce para o Rockets e não é lá muito fã do Superman, precisamos lembrar de toda a história de Howard desde aquela final de 2009.

A insatisfação do pivô começa já na offseason antes da temporada 2009-10, quando o Magic não foi capaz de segurar o ala Hedo Turkoglu, o grande destaque do time nos Playoffs durante as eliminações de Boston Celtics e Cleveland Cavaliers. Sem o turco, ao invés de uma melhora em busca do pouco que faltou para o sucesso na final, o time ficou menos qualificado e, pior, sem os recursos financeiros para contratar novos jogadores. O que se viu nos próximos anos foram remendos e mais remendos, como a troca por Vince Carter, a de Rashard Lewis pelo aleijado Gilbert Arenas e até a volta de Turkoglu, já longe da boa forma depois de ter fracassado em Toronto e Phoenix. O efeito dominó chegou até a relação entre Howard e o técnico Stan Van Gundy.

O treinador do bigodinho mais firmeza do basquete queria manter o esquema tático semelhante ao da campanha do título, com defesa pressionada no perímetro que forçava os times a encontrarem Dwight Howard no garrafão, e com ataque de muitos passes e o pick-and-roll, antes comandado por Turkoglu e depois por Jameer Nelson. O pivô, porém, não estava satisfeito, ele queria que o ataque passasse inicialmente por suas mãos, queria ser o macho-alfa não só na defesa e confiava que suas jogadas de costas para a cesta deveriam ser o ponto inicial do ataque do Magic. A partir daí as coisas ficam nebulosas, com muitos boatos e histórias que ninguém tem certeza. O que dizem é que Howard conversou com o General Manager Otis Smith e com o dono da equipe, Richard DeVos, exigindo a saída de Van Gundy. O clima devia estar gostoso como aquele jantar de família onde tem mais palavrões do que talheres na mesa. Mas, por incrível que pareça, Dwight Howard abdicou da sua opção de ser Free Agent e ficou por mais um ano em um Magic que ele odiava.

É claro que nada se resolveu nesse ano extra, o do locaute, e ficaram tão feias que no fim da temporada Dwight Howard resolveu mandar tudo a merda e antecipou uma cirurgia que deveria fazer nas costas. O Magic foi eliminado nos Playoffs, Stan Van Gundy mandado embora e o General Manager Otis Smith foi substituído por Rob Hennigan, o responsável pela troca do pivô para o Lakers. A novela de mais de ano, que teve o New Jersey/Brooklyn Nets como personagem principal durante muito tempo, parecia ter acabado com mais um jogador top de linha indo para Los Angeles.

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Eis que chega mais um capítulo do que os gringos estão chamando de Dwightmare Saga, o pesadelo de Dwight Howard. O pivô chegou em Los Angeles com status de o novo grande pivô da franquia que mais teve gigantes dominantes na NBA. Os cartazes mostravam George Mikan, Kareen Abdul-Jabbar, Wilt Chamberlain, Shaquille O’Neal e Dwight Howard. Muita pressão? Muita expectativa? O resultado a gente lembra, acabou de acontecer. Lesões, relação conflituosa com Kobe Bryant, críticas ao esquema de Mike D’Antoni tal qual ele fazia a Van Gundy e muita, muita fofoca. Talvez pior do que a postura de Howard frente a suas insatisfações seja a das pessoas em sua volta, sempre tem um agente, amigo ou o diabo a quatro soltando informações de que pensa isso ou aquilo, seguido da incapacidade do próprio Howard de desmentir as coisas. Como se não bastasse, seus insistentes sorrisos e brincadeiras mesmo nos piores momentos, que muitos podem ver como qualidade, simplesmente não bateram com a cultura do Lakers e especialmente de Kobe Bryant. Segundo o astro-mor do Lakers, faltava à Howard a capacidade de separar a hora das risadas e brincadeiras como conseguiram outros brincalhões da história do Lakers como Shaq e Magic Johnson. Dwight via isso como mais uma encheção de saco, quando ele poderia, finalmente, estar à vontade em um time dele, onde suas opiniões e desejos ditassem as regras?

Não me surpreendeu que Dwight Howard tenha deixado o Los Angeles Lakers, onde ele nunca se sentiu bem. Se ele ficasse, certamente seria pelos motivos errados. A tradição da franquia, Kobe Bryant, os 30 milhões extras que o Lakers poderia oferecer por um 5º ano de contrato e o desejo de continuar sob os holofotes da cidade com mais holofotes no mundo. Até um reality show havia sido prometido à ele caso ficasse em LA. Faria mais sentido o apelo dos outros times, mesmo os piores deles. O Dallas Mavericks não tem chance de título logo de cara, provavelmente, mas estava disposto a ser o time de Howard, o lugar onde ele ditaria as regras e teria pitaco para tudo. O Golden State Warriors oferece um ambiente mais leve, com jogadores mais jovens e de uma geração mais próxima à de Howard, além de um técnico cristão fervoroso para um jogador cristão fervoroso, na hora da comunicação isso pode ajudar.

O Houston Rockets era a equipe com menos apelos fora da quadra, e por isso admiro a decisão do pivô. Chances de mimimi à parte, ele foi para a equipe mais pronta, que mais precisava dele e onde ele tem mais chances de ser campeão da NBA. Será que finalmente Dwight Howard deixou de se importar em ser o centro do mundo, em ser a estrela, em chamar a atenção e só quer ganhar um título de NBA? Seu passado diz que não, mas a decisão indica um passo no caminho certo.

Só não vamos ter certeza de tudo isso antes da hora. Até que provem o contrário, Dwight Howard é o mesmo molecão de sempre, para o bem e para o mal. Dizem que uma das razões para o pivô escolher o Rockets foi a amizade que ele criou com Chandler Parsons, um dos palhaços do Rockets, durante as últimas semanas. O ala falou com Howard todos os dias, mandou mensagens, respondeu qualquer dúvida sobre o time, jogadores e cidade e fez de tudo para convencê-lo. Do outro lado Kobe Bryant dizia que ele não queria convencer ninguém a jogar com ele, que não queria ninguém que depois que as coisas dessem errado falasse “eu não queria, vocês que me convenceram”. Não tem certo e errado, só tem o fato de Howard se sentir melhor ao lado de Parsons do que com Kobe.

Mas embora o Houston Rockets tenha conseguido lidar bem com o recrutamento de Dwight Howard, que começou já no ano passado, antes da troca com o Lakers, como lidar com ele dentro de quadra? Porque algumas coisas se mostram conflituosas aqui, o estilo, proposta e conceito de basquete do Rockets e a maneira como Howard se enxerga.

Asik x Howard

Vamos começar da primeira parte. Como sabemos, Daryl Morey, manager do Rockets, é o mais geek dos gerentes da NBA e investe pesado em estatísticas, novas tecnologias e novas leituras do jogo. O consenso entre os nerds do esporte é que dentro do basquete duas jogadas são valiosas e imprescindíveis: a primeira é a at-the-rim, jogadas no aro como bandejas e enterradas; a outra são as bolas de 3 pontos. As bandejas e enterradas valem bastante porque tem maior aproveitamento do que qualquer outro arremesso no jogo, as bolas de 3 compensam porque apesar do aproveitamento menor, valem 50% a mais. Sabendo disso o próximo passo é saber como conseguir executar bem essas duas jogadas, em outras palavras, bandejas com pouca marcação e feita pelos jogadores certos e arremessos de 3 sem marcação a executados por especialistas no chute. A solução do Houston Rockets é um time com 4 jogadores de perímetro, abertos, todos com capacidade de arremesso e um pivô, Omer Asik, que serve para os bloqueios que liberam espaço para as infiltrações. O resto é basicamente leitura da defesa, quem está mais quente e as decisões pessoais de James Harden (estas nem sempre muito espertas).

Dito isso, onde se encaixa Dwight Howard? No ataque ele pode ser usado de duas maneiras. A primeira no pick-and-roll, fazendo os bloqueios e recebendo passes, mais ou menos como Asik, mas com mais opções de passes e pontes aéreas. A segunda, se aproveitando de mismatches. Times são forçados a enfrentar o Rockets com quintetos baixos e no meio das trocas de marcação na defesa às vezes um cara baixo acaba marcando o pivô. Asik era muito limitado para tirar proveito, fazia menos de 1 ponto por jogo em jogadas de post-up, mas Howard, embora limitado, é melhor. Mas mais do que isso, Howard ajuda na defesa. Sabendo que o que valem são bandejas e bolas de 3, é isso que o Rockets tenta, sem sucesso, defender. A presença de uma potência física como Howard libera o Rockets para colocar sua defesa mais longe do garrafão, fechando os 3 pontos e confiando no pivô para proteger o aro. Mais ou menos o que ele fazia até 2009 no Orlando Magic.

Perfeito, não? Para mim soa como um time pronto para ir lá em cima brigar com San Antonio Spurs, OKC Thunder, LA Clippers e toda a trupe de favoritos ao Oeste. Mas, ei, o que acontece quando Dwight Howard descobrir que ele é um Asik de luxo? Será Kevin McHale será o terceiro técnico seguido ao ouvir críticas do pivô, dizendo que ele não recebe a bola o bastante, que o ataque não começa com ele, que ele quer decidir no último período, que sente que não faz parte e etc, etc, etc? Claro que eventualmente ele vai receber a bola, bem mais que Omer Asik, mas será o bastante para ele? O histórico recente diz que não, mas será que prometeram algo diferente durante o xaveco das últimas semanas? Ou ele entendeu que talvez precise ser mais secundário, especialmente quando as bolas de 3 pontos estiverem caindo? Não respondo tudo isso porque realmente não sei o que esperar da cabeça meio divertida, meio mimada de Dwight Howard. De qualquer forma, a aposta do Rockets foi válida. Há alguns anos problemas de saúde tiraram da franquia a chance de ver o que a dupla Tracy McGrady e Yao Ming poderia ter rendido, veremos o que fazem com James Harden e Dwight Howard.

Dwight Kobe

Para o Lakers a perda é bem simbólica. A franquia de Los Angeles se orgulhava de ser um imã de grandes jogadores, as estrelas eram atraídas para lá quando Free Agents e só saiam se o time quisesse fazer alguma troca. Sair assim, sem deixar nada, é novidade completa. E pior, não é como se sem o salário do Howard o Lakers pudesse sair por aí contratando gente. Para essa próxima temporada, que nem sabemos quando ou se ela verá Kobe Bryant, o Lakers só tem uma ou outra exceção (tipos de contrato pequenos, abertos mesmo para times acima do teto salarial) e os salários mínimos reservados para fechar um elenco.

Mas de qualquer forma, falando como torcedor do Lakers de novo, senti um certo alívio ao ver que o time não estava gastando mais de 100 milhões de dólares na aposta que Dwight Howard levaria o time nas costas até após a aposentadoria de Kobe Bryant. Simplesmente não acredito que ele seja bom o bastante para isso, acho, ao contrário, que a maior chance dele entrar para a história é aceitando ser um Asik de luxo. Não assinar Howard faz o Lakers se livrar de uma “fria”, mas não resolve nada. Pau Gasol foi excelente no final da temporada passada, mas não é mais o grande pivô que levou o Lakers a três finais seguidas. Não sabemos como Kobe Bryant volta de lesão e Steve Nash ainda não conseguiu uma sequência de jogos.

Falando em Steve Nash, sua troca com o Suns tirou do Lakers as escolhas de Draft de 2013 e 2015, mas não do novo fetiche da galera, o Draft 2014. Uma temporada sem Kobe pode significar uma boa posição numa classe cheia de talentos extraordinários. Está próxima temporada é também o último de contrato de TODOS os jogadores do elenco, exceto Steve Nash. Em 2014, além do Draft, teremos LeBron James, Chris Bosh, Dwyane Wade, Luol Deng, Andrew Bogut, Paul George, Marcin Gortat, DeMarcus Cousins e possivelmente Carmelo Anthony como Free Agents. Perder Howard significa ser ruim, mas talvez só por uma temporada. O verdadeiro teste para o ego do Lakers e sua capacidade de atrair grandes nomes acontecerá daqui um ano.

Viradas em curso; Pacers vence em casa

Antes de mais nada, desculpe pela falta de resumos nos últimos dias. Mas é que a regra é simples: temos tempo, tem resumo, não temos tempo, não tem resumo. E quando sobrou um tempo da última vez, falamos sobre o caso do Jason Collins, para desespero dos homofóbicos de plantão. Celtics Knicks   Ontem, a noite começou com o Jogo 5 entre Boston Celtics e New York Knicks. Eu confesso que estava esperando uma vitória até tranquila do Knicks, para fechar a série em um confortável 4 a 1. Porém não posso dizer que fiquei realmente tão surpreso ao ver o Celtics ralando, ralando e, aos poucos, construindo a vitória de 92 a 86. Provavelmente foi a milésima vez nos últimos 5 anos que o time de Paul Pierce renasce das cinzas em séries onde achavam que eles estavam mortos. Juro que não sei como eles conseguem se motivar com as mesmas coisas todo santo ano! Mas temos que lembrar que dessa vez o Knicks foi lá cutucar. Por um momento pareceu que o Celtics foi buscar aquela vitória na prorrogação no Jogo 4 só para não passar a humilhação de ser varrido em casa, mas tudo mudou quando Kenyon Martin, ala do Knicks que tem brigado com Kevin Garnett furiosamente no garrafão, sugeriu

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que o Knicks deveria ir para o jogo de hoje usando “um preto de funeral”, para enterrar o Celtics. E os jogadores abraçaram a ideia: Knicks all black Não é a primeira vez que um time faz isso. O Dallas Mavericks de 2011 fez coisas parecidas, inclusive só levando uma roupa para vestir antes de ter 2 jogos na casa do adversário, meio que garantindo que fechariam a série logo de cara. A provocação não é nova, mas deve-se ver com quem você a usa. O San Antonio Spurs, por exemplo, é um time que tem muita motivação interna para jogar bem. Claro que eles não vão ignorar uma provocação, mas não é o tipo de coisa que molda a intensidade da equipe. Por outro lado, esse Celtics, desde 2008, funciona na base do grito. Eles se motivam com provocações de outros jogadores, com a imprensa dizendo que eles estão velhos, com críticos afirmando que não é possível virar uma série e por aí vai. Por que alguém vai mexer com um time desses? Claro que provocação não ganha ou perde jogo, o que define isso é como cada time atua dentro da quadra. Mas o Celtics, com todas suas limitações de elenco, depende muito da intensidade com que eles fazem as poucas coisas boas que sabem fazer. Eles conseguem defender com qualidade, mas se fazem isso com motivação, e se usam a provocação como desculpa para não perder a concentração nos 48 minutos, o rendimento é bem melhor. Foi o que aconteceu ontem. Lá na frente, o time errou muito e pareceu perdido e cansado muitas vezes. No começo do 1º quarto, na segunda metade do 4º período e durante a primeira metade do 3º período, o Celtics não conseguia uma cesta nem que a vida do Doc Rivers dependesse disso. Duas bolinhas de 3 de Jeff Green (18 pontos) no final do último quarto que salvaram a pele deles de uma possível reação do Knicks. O time de Mike Woodson, por outro lado, vive o Drama-Carmelo. Quando o time ganha, tudo está lindo, quando perde, é acusado de só ter jogadas de isolação e de ser fominha, em especial Melo. Não discordo dessa segunda opinião, realmente eles dependem muito das jogadas individuais de Melo e JR Smith, mas não foi assim a temporada inteira? Não foi assim que eles ficaram em 2º no Leste? Foi, e foi assim ontem também. O problema é que Carmelo (22 pontos) acertou apenas 8 de seus 24 arremessos, enquanto Smith (14 pontos) fez só 3 dos 14 que chutou, sendo que os 3 arremessos certos foram nos últimos 3 minutos de jogo, quando o Knicks já estava muito atrás no placar. E já que eu usei o número 3 por 3 vezes na última frase, tá aí um número importante. O NY Knicks foi o líder da NBA em bolas de 3 na temporada regular, aliás, quebraram o recorde da história da liga no quesito. Mas ontem acertaram só 5 de 22 arremessos de longa distância tentados, o Celtics, bem pior no quesito, fez incríveis 11 de 22. O Knicks poderia ter rodado melhor a bola, como já o fez mais vezes, mas o time perdeu também muitos arremessos que costumam acertar, especialmente de 3 pontos. Uma das soluções para o caso pode ser usar quintetos diferentes. Durante uma boa parte do jogo, Raymond Felton brincou de pick-and-roll com Tyson Chandler e fez um estrago na defesa do Boston Celtics. A resposta dos verdes foi sempre ter alguém que não estava envolvido saindo na ajuda, para fechar o garrafão. Deu certo, mas abriu muitos espaços no perímetro, onde JR Smith, Iman Shumpert, Pablo Prigioni, Jason Kidd e até Melo não conseguiam acertar um arremesso. Ou, pior, às vezes nem tentavam. Achei estranho o Jason Kidd (0/4 arremessos) quase não chutar no jogo, assim como foi estranho Steve Novak ficar tão pouco tempo em quadra. Sabemos que Novak compromete na defesa, mas não é como se o Celtics estivesse realmente machucando o Knicks lá na frente. Não acredito que o Celtics vá fazer 11 bolas de 3 de novo. Basta o Knicks não feder no ataque que eles podem fechar essa série logo, seja no Jogo 6 em Boston ou no 7, em casa. Ter mais gente precisa e disposta a chutar compromete um pouco a defesa do Celtics e libera mais o uso de Ray Felton (21 pontos), que tem matado o Celtics a série inteira, inclusive quando marcado pelo ótimo Avery Bradley. E para encerrar o assunto provocações, que tal a briga entre o banco do Celtics e os jogadores do Knicks após o jogo? Pelo jeito falaram da mulher do Carmelo Anthony! Será que vem 50 pontos do cestinha da liga no próximo jogo? Provocar tem dado resultado negativo até agora nessa série, não custa lembrar que além do “preto de funeral”, teve Jason Terry (17 pontos) acordando na série (e na temporada) após aquela cotovelada que sofreu do JR Smith. [youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=6uOxJn0w3r4[/youtube]   História parecida está acontecendo na série entre Oklahoma City Thunder e Houston Rockets. Como o Knicks, o Thunder abriu 3 a 0 de vantagem e depois sofreu duas derrotas, sendo a do Jogo 5 em casa. Foi impressionante como ontem o Rockets simplesmente mandou no jogo, do começou ao fim, como se eles fossem o time dominante e experiente, e o Thunder o time jovem e inseguro. A maior prova disso aconteceu no último quarto, quando o Thunder perdia por 10 pontos e começou a fazer faltas intencionais no pivô Omer Asik. Sim, Hack-a-Shaq virou Hack-a-Asik. O Thunder já fez isso no ano passado, com Tiago Splitter, mas foi contra um time do mesmo nível deles, em uma série onde estavam perdendo e com dificuldades defensivas. Mas contra o Rockets? Contra os 56% de acerto de Asik? Em casa? Cadê aquela história de “a defesa é o pilar desse time” que tantas vezes Scott Brooks pregou? Não estavam confiando nela para bater o ataque porra louca do Rockets? Foi chocante. E não foi só chocante, foi também ineficiente. Depois de acertar só 3 de seus primeiros 6 lances-livres, Asik (21 pontos, 11 rebotes) aproveitou a sessão de treino gratuita e começou a acertar sem parar, acabou com 9 cestas em 15 tentativas. A primeira falta aconteceu quando o Rockets vencia por 92 a 82, quando ele acabou seu último, estava 101 a 92. Mas com 3 minutos a menos no relógio e com o Thunder já estourado em faltas. E se eles acham que isso tirava o ritmo ofensivo do Rockets, acho que lentidão do jogo e a impaciência da torcida acabou tirando o Thunder também. Melhor teria sido abortar a estratégia no meio dela, quando a diferença chegou a cair para 7 pontos. Esse último quarto foi tão estranho que Kevin Durant (36 pontos, 7 rebotes, 7 assistências), que tinha marcado 18 pontos no 3º quarto, não marcou ponto algum. Ele parecia completamente exausto, frustrado e revirava os olhos toda vez que Kevin Martin (1/10 arremessos) errava um chute ou quando caras do nível de DeAndre Liggins tinha um arremesso sem marcação e mesmo assim hesitava em chutar e acabava passando de lado. Thabo Sefolosha (9 pontos, 8 rebotes, 6 assistências) e Serge Ibaka (14 pontos, 9 rebotes) até chegaram a aparecer bem em alguns momentos do jogo, mas foram mais em jogadas de raça e vontade do que em um ataque fluido. Kevin Durant até está jogando bem como point-forward, armando o jogo, mas quando ele precisar armar, passar, receber, chutar e bater escanteio, o time não funciona e ele acaba morto. Vejo dois problemas centrais nesse OKC Thunder: o primeiro, óbvio, é que estão aprendendo a jogar sem Russell Wesbrook justamente num momento onde qualquer derrota importa demais. Segundo que é um time sem confiança, irritado e obviamente frustrado. Lembram do Chicago Bulls do ano passado sendo eliminado pelo Sixers após a lesão de Derrick Rose? Eles estão mostrando esse ano, com banco de reservas pior, que podem vencer sem o armador, mas a dor de perder as esperanças de título no meio dos Playoffs mexeu demais com eles. Parece estar acontecendo o mesmo com o Thunder. O Houston Rockets é um time jovem e cheio de altos e baixos, talvez baste apenas um jogo épico, histórico, de Kevin Durant para a série acabar. Mas e depois? Ou, pior, e se esse jogo de Durant não acontecer no Jogo 6? Com que cabeça eles entram na partida decisiva? Já pensou James Harden (31 pontos, fez suas 7 primeiras bolas de 3) bater Kevin Durant no ano da troca? Melhor nem pensar nisso agora. [youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=RnFjwnR-opc[/youtube]   O outro jogo de ontem foi mais um da série esquecida entre Atlanta Hawks e Indiana Pacers. Depois de vencer dois jogos com certa tranquilidade em Indianapolis, o Pacers foi para Atlanta e tomou duas surras. Sabiam que o Pacers não bate o Hawks fora de casa desde 2006?! Bizarro. Mas ontem o jogo era no Bankers Life Fieldhouse (o pior nome de arena da NBA) e o Pacers venceu fácil de novo, 106 a 83. Mas não pensem que o jogo foi igual aos dois primeiros. O técnico Frank Vogel, workaholic assumido, passou as últimas 48 horas revirando a cabeça por maneiras de parar o ataque do Hawks, que brilhou em Atlanta com um misto pouco comum de escalação alta (Josh Smith, Zaza Pachulia e Al Horford juntos) e muitas bolas de 3 pontos. Segundo Vogel, sua esposa pode ser a prova de como ele só falou disso nos últimos dias. Mas, se compensa para ela, pelo menos deu resultado. O Pacers começou o jogo do mesmo jeito de sempre, com Paul George marcando Josh Smith. Mas quando ele foi para o banco, entrou no seu lugar Jeff Pendegraph, bem mais alto e forte do que o antigo matchup, Gerald Green. Com um trio de Pendegraph, Tyler Hansbrough e Roy Hibbert em quadra ao mesmo tempo, o Pacers limitou muito o jogo de garrafão do Hawks. No perímetro, a solução foi usar George Hill e DJ Augustin, que às vezes mofava no banco, ao mesmo tempo. Augustin, baixo e veloz, era o responsável por Jeff Teague enquanto Hill, melhor defensor do time, apanhava como um doido através de bloqueios para manter Kyle Korver longe da bola. Junte-se isso tudo a um jogo quase perfeito de David West (24 pontos, 11/16 arremessos) no ataque e está explicada a surra do Pacers, que agora tenta quebrar a sina para fechar uma série que deveria ter sido mais fácil. [youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=0OxHKndeWX0[/youtube]

Pelas beiradas

Pelas beiradas

“Recebi alguns conselhos ruins. Peço desculpas pelo circo que causei aos fãs da nossa cidade. Eles não mereciam nada disso. Eu sinto muito, do fundo do meu coração. Farei o que puder para consertar isso e fazer aquilo que vim para Orlando fazer.”

Foi assim que Dwight Howard terminou uma longa novela melodramática mexicana que durou por toda a temporada passada. Descontente com seu Orlando Magic, Dwight havia publicamente pedido para ser trocado, mas vetou algumas equipes envolvidas no processo de trocas com medo de ir parar em algum time ainda pior, e por fim acabou resolvendo ficar no Magic por mais um ano, sem no entanto aceitar uma extensão de contrato. Seu pedido público de desculpas foi uma tentativa de minimizar os danos causados tanto ao Orlando Magic quanto à sua própria imagem.

O Magic, tendo construído um time inteiro em volta de seu pivô, não sabia que rumos tomar frente à indecisão e às exigências de sua estrela – acabou se tornando espécie de refém, tipo um desses relacionamentos românticos em que uma das partes fica “cozinhando” a outra, sem terminar o namoro até arrumar outra pessoa, e aí fica todo mundo no limbo sem conseguir pular do barco. Mas embora o maior dano tenha sido para o Magic, para o Dwight as coisas não foram muito melhores: sua imagem de jogador brincalhão, divertido e carismático tão firmemente construída durante suas participações em All-Star Games foi sendo substituída pela de jogador marrento, reclamão, em constante conflito com seu técnico, exigindo mais a bola, mais destaque, melhores companheiros, um outro time. Obviamente, começou a ser odiado.

A saída de LeBron do Cavs, “cozinhando” sua namorada até literalmente o último segundo quando enfim lhe deu um pé na bunda em rede nacional para trocá-la por uma modelo gostosa, deixou ao menos uma grande lição para os jogadores da NBA: ser um escroto com sua ex-equipe é um desastre comercial de proporções apocalípticas. É claro que Dwight percebeu que havia enfiado o pé na merda e tentou diminuir o estrago, mas já era tarde. Mesmo com sua decisão de ficar mais um ano em Orlando, mesmo com a demissão de Stan Van Gundy, acabou trocado. A bomba foi passada para outras mãos.

Quem é leitor de longa data do Bola Presa sabe que tenho uma relação difícil com o Dwight Howard desde o primeiro minuto. Sua condição física sempre me impressionou, mas sua lenta evolução no jogo ofensivo já rendeu vários posts por aqui. Sou fã do seu humor, do seu jogo alegre, mas por vezes me vejo assustado com sua falta de profissionalismo. Acho sua defesa de cobertura simplesmente impressionante, mas considero sua defesa no mano-a-mano ruim o suficiente para que ele nunca tivesse tocado num prêmio de Melhor Defensor do Ano. Mas, acima de tudo, vejo que sua exigência por participar mais do ataque torna seus times piores, cria problemas no elenco, compromete o plano tático e derruba técnicos. É por isso que quando o meu Houston Rockets começou a abrir espaço salarial (se livrando do todo-poderoso Kyle Lowry, um absurdo) e colecionar novatos para se tornar o time favorito a receber o Dwight em uma troca, tremi. Passei a ter pesadelos terríveis com o pivô, em que ele exigia a bola nas mãos na última jogada para ganhar o campeonato para o Houston e deixava ela escapar como se suas mãos estivessem besuntadas de manteiga, enquanto na arquibancada a Alinne Moraes apontava e ria de mim vendo o jogo apenas de cuecas. Confesso que quando o Dwight foi trocado para o Lakers, suspirei de alívio. E justamente por isso me neguei a pular no trem do “essa troca é injusta, o Lakers está montando um time apelão”. Mesmo o Denis, ciente de que jogar ao lado de Nash seria a chance de Dwight finalmente render ofensivamente, sabia que as coisas não seriam tão fáceis para o Lakers.

A troca que não aconteceu para o Rockets nos ajuda a ver algo muito significativo. Ainda precisando de um pivô, pagaram 5 milhões pelo Omer Asik, então reserva do Bulls, um jogador esforçado e disposto a fazer o trabalho sujo – e que, agora, tem médias de 10 pontos, 11 rebotes e 1 toco em menos de 30 minutos de quadra, e que comete pouquíssimos erros ou faltas no processo. Não pede a bola, não exige jogadas, mas quando a recebe tem um toque sutil e habilidoso embaixo da cesta. Asik compreende suas limitações e ajuda onde pode, o que torna seu time melhor. É com ele titular que o Houston se mantém entre os melhores do Oeste.

De modo algum quero dizer, com isso, que o Asik é melhor do que o Dwight – muito pelo contrário, Dwight é bem melhor jogador. Mas ser “bem melhor jogador” nem sempre ajuda, às vezes acaba virando um grande obstáculo. Explico: por ser essa força da natureza, ter músculos de titânio até no maxilar, uma velocidade lateral absurda e a capacidade atlética de pular por cima de prédios, Dwight é colocado (e coloca-se) em situações em que não tem como ser bem sucedido. Ele é bom demais para o seu próprio bem.

O Orlando Magic dos últimos anos foi criado pensando em ter o Dwight embaixo da cesta para dominar o garrafão e uma baciada de arremessadores em volta dele para punir as defesas que teriam que se concentrar no pivô. Afinal, é isso que se espera de um pivô dominante, não é mesmo? É isso que se espera de um pivô que pode devorar ônibus escolares no café da manhã, não é mesmo? Ele é bom o bastante para dominar o garrafão sozinho, então só é preciso colocar as peças certas ao seu redor, não? Todos nós sabemos como esse experimento terminou: foi um fracasso.

Primeiramente porque Dwight não é um bom passador e tem problemas em conseguir manter a bola quando sofre marcação dupla. Quando as defesas fechavam no pivô, a bola nunca chegava a alcançar as mãos dos arremessadores livres esperando no perímetro. Dwight sempre se viu obrigado a forçar um arremesso com seus movimentos mecanicamente adquiridos, sem qualquer talento para improviso, inteligência, jogo de cintura. Passar a bola para ele sempre impedia os arremessadores de participarem, quebrava o ritmo do jogo, gerava muitos desperdícios e resultava em trocentos lances-livres errados. Nada pior para um armador do que passar várias posses de bola vendo o seu pivô errar lance-livre atrás de lance-livre – era comum ver jogadores do Magic saindo mentalmente do jogo, ou então boicotando o pivô especialmente no fim dos jogos, nas posses de bola mais importantes.

Dwight Howard é um excelente jogador. Por muitas vezes, ele é até espetacular. O problema é que por conta disso insistem no fato de que ele precisa ser Shaquille O’Neal, dominar ofensivamente, pontuar em cima dos outros jogadores “mais fracos”, dar tocos espetaculares que vão parar na arquibancada (ou nas mãos do Gallinari), acertar bolas decisivas. Esquecem que os tempos mudaram e que até Shaquille O’Neal teve dificuldades em ser Shaquille O’Neal nessa nova NBA, com defesas por zona, semi-círculo embaixo do aro e faltas marcadas a cada espirro (assuntos que abordaremos em outro post).

Se Dwight tivesse apenas as funções do Omer Asik, faria tudo com perfeição: rebotes ofensivos, pontos fáceis em bolas que sobram dentro do garrafão, corta-luz para os companheiros, defesa. Mas como ele é melhor que Asik e, portanto, lhe exigem mais do que exigem do Asik, ver Dwight em quadra é uma eterna decepção: alguém com potencial mas incapaz de fazer direito as coisas que não estão naturalmente no seu jogo. Dá pra ver na cara dele a dificuldade que é pegar um passe mais elaborado de Nash, ter que cobrar um lance-livre importante ou ter que bater para dentro da cesta quando lhe dão o espaço. É um jogador em constante sofrimento que acreditou que deve ser mais do que um simples pivô, que comprou toda essa pataquada de “superestrela”, e que nunca vai se conformar de passar um jogo inteiro sem participar ofensivamente em nome do time.

Agora no Lakers, as coisas não mudaram em nada. Só tem ainda a dificuldade adicional de estar mais em exposição em Los Angeles, de ter que lidar com os torcedores exageradamente críticos/chororôs da equipe, e do time estar perdendo a rodo. Então só há mais pressão para que ele domine, para que ajude ofensivamente, para que acerte seus lances-livres, para que receba a bola. E a culpa para o fracasso dessa empreitada cai imediatamente no esquema tático. Já foi culpa do StanVan Gundy que supostamente não sabia aproveitá-lo, Mike Brown caiu logo no comecinho da temporada, e agora é a vez de culparem Mike D’Antoni. Ninguém nunca vai admitir que talvez Dwight simplesmente esteja tentando fazer demais, e que o melhor para o Lakers é que ele participe menos. Jogos em que ele cobre mais de 20 lances-livres precisam ser algo impensável – foram dois nessa temporada contra times mais fracos, Magic e Cavs, e não aleatoriamente foram duas derrotas.

Mesmo esperar dele o que o Lakers tinha com Andrew Bynum é irreal, já que Bynum era incapaz de pular uma gilete mas sabia cuidar bem da bola, cometia poucos desperdícios e era bom cobrador de lances-livres. Por isso Dwight não pode ser um foco do ataque como Bynum era em muitas partidas, ele deve simplesmente estar lá, pronto para aproveitar os passes e os rebotes que certamente virão se o ataque estiver funcionando com os outros elementos do elenco. Nash encontrará o pivô livre em momentos inesperados e, assim, ele terá sucesso. Qualquer coisa além disso é querer aproveitar Dwight nos pontos errados, é ceder à pressão por torná-lo uma estrela que ele não pode ser, e com isso comprometer aquilo que ele pode ser.

Percebo cada vez mais que os torcedores do Lakers esperavam algo diferente dessa troca, algo completamente irreal. Mas o Dwight de verdade, esse aí todo atrapalhado com a bola que às vezes parece passar azeite nas mãos, pode ser justamente a peça necessária para levar o Lakers a um campeonato. Desde que ele faça o que sabe pelas beiradas, de mansinho, sem tentar carregar o mundo nas costas. E quer saber? Funcionou para o Chris Bosh, cujo ego de superestrela (e com ele a vontade de fazer o que não sabia) foi pelo ralo em nome de um bem maior, um título conquistado comendo pelas beiradas.

Preview 2012/13 – Houston Rockets

Continuamos aqui o melhor preview da temporada já escrito por um blogueiro preguiçoso que deixa tudo pra última hora. Veja o que já foi feito até agora:

Leste: Boston Celtics, Cleveland Cavaliers, Brooklyn Nets, Indiana Pacers, Atlanta Hawks, Washington Wizards, Chicago Bulls, Orlando Magic, Toronto Raptors, Philadelphia 76ers, Charlotte Bobcats, Detroit Pistons e Milwaukee Bucks

Oeste: Memphis Grizzlies, Sacramento Kings, Denver Nuggets, Golden State Warriors, San Antonio Spurs, Los Angeles Clippers, Phoenix Suns, OKC Thunder, Minnesota Timberwolves, Utah Jazz e Dallas Mavericks, New Orleans Hornets e Portland Trail Blazers

Até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA, todos os times terão sido analisados profundamente aqui no Bola Presa.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time que representa a cidade que você deve chamar quando tiver um problema, o Houston Rockets.

 

Houston Rockets

 

 

 

 

 

A troca do último domingo

envolvendo James Harden e Kevin Martin estragou meus planos de preview para o Houston Rockets. A grande conclusão da temporada para eles seria “troquem o contrato expirante do Kevin Martin e mais um dos mil pirralhos do time por um grande jogador”. Pronto, tá feito. E agora?

Agora é dar o próximo passo. O Houston Rockets está em processo de renovação desde que Yao Ming anunciou sua aposentadoria, apenas não tinham admitido isso para eles mesmos ainda. Ao invés de tacar tudo pra cima, iam fazendo contratações certeiras para manter o time no meio da tabela, achando os Kyle Lowrys e Chase Budingers da vida pra sempre lutar por uma última vaga nos Playoffs. Mas para esse ano eles cansaram. Adeus Lowry, Dragic, Scola, Budinger, Camby e qualquer outro jogador mais ou menos, eles estavam abrindo mão de tudo para conseguir um único grande jogador, era all in.

Mas a coragem e o glamour do all in só são legais quando você ganha. Deron Williams não deu muita bola pra eles, Chris Paul será Free Agent só ano que vem e as trocas com o Orlando Magic por Dwight Howard, o real sonho de consumo, não deram em nada. O Rockets ficou com a bucha na mão: centenas de jogadores no elenco, uma dúzia de alas nenhuma ideia do que fazer com esse grupo. Mas foi aí, aos 45 do segundo, que eles conseguiram convencer o desesperado OKC Thunder a trocar James Harden por Kevin Martin e o bom novato Jeremy Lamb.

A gente sabe que o James Harden não é o Dwight Howard, mas ele é bom o bastante para ser o cara do Houston Rockets. Ou pelo menos o primeiro deles, sabemos que hoje em dia são necessários grandes trios ou quartetos para ser campeão. Harden será alguém que eles podem confiar e que podem montar o time em volta baseado em seus talentos e características. O atual 6º homem

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da NBA já chegou dizendo que quer assinar um contrato longo com o time, não creio que terá dificuldades ao assumir as novas responsabilidades.

Como comentei no post da troca, quem se deu bem com isso foi Jeremy Lin. Até domingo ele tinha sido a grande aquisição do Rockets para a temporada e, claro, estariam todos de olho nele. Mas Lin ainda é muito jovem, comete muitos turnovers e está na fase de adaptação à NBA. Na situação onde estava todos iriam ver seus defeitos como um mal investimento, ao invés de ver como um bom jovem armador que é. Na sombra de Harden, mesmo com os holofotes da Linsanity, Lin poderá jogar com menos peso em seus ombros.

Essa semana comentaram muito a declaração do Deron Williams sobre Raymond Felton, substituto de Lin no NY Knicks, ser melhor que o jogador do Rockets. Como sempre, comparar jogadores é uma asneira enorme. Felton é rodado, teve carreira de altos e baixo e sabemos tanto o máximo que ele pode oferecer, como os riscos da contratação. Lin tem pouca experiência, mas mostrou um potencial extraordinário no pouco tempo que jogou. Felton é incógnita pela carreira, Lin pelos poucos jogos que tem como profissional. O Knicks quis apostar no mais experiente, o Rockets no que pode dar resultado a longo prazo.

Além de Lin, outro grande investimento foi no pivô Omer Asik. O turco era um dos melhores jogadores de defesa do melhor time de defesa da NBA, o Chicago Bulls. Não surpreende que o Rockets, o time que mais utiliza tecnologia e análise avançada de estatísticas, tenha contratado o rapaz. Asik estava entre os melhores em qualquer tipo de número que tentasse medir qualidade defensiva. Ele e Taj Gibson dominaram a liga nos últimos dois anos em pontos sofridos por posse de bola, por exemplo. Era questão de tempo até alguém arrancar ele da reserva de Joakim Noah.

Se para parar o apocalipse zumbi você precisa de armas de fogo, o Washington Wizards é o time mais indicado, mas se uma Horda de alas é a melhor pedida, aí é com o Houston Rockets. Vai ter ala assim na pqp! Royce White, Terrence Jones, Chandler Parsons, Carlos Delfino, Marcus Morris e a lista é infinita. Ou era. Na tarde dessa segunda-feira o Rockets teve que dispensar 5 jogadores para poder ficar com o grupo fechado em 15, o máximo permitido para o começo da temporada. Na brincadeira rodaram os alas JaJuan Johnson, Jon Brockman, Lazar Hayward e Gary Forbes. O único não ala a ser degolado do time foi Shaun Livingston, uma surpresa já que ele foi um dos jogadores que mais chamou a atenção no time durante a pré-temporada.

Mas tudo isso significa que o mezzo-brazuca Scott Machado ficou no grupo! Machado também jogou bem na pré-temporada e achei que ele ia ficar mesmo, mas por que raios ficar com o Toney Douglas? Por que qualquer time da NBA iria querer Toney Douglas? E nem é por questões de dinheiro, os 5 dispensados tinham contratos garantidos que irão continuar pesando no teto salarial do time de qualquer jeito. Poderiam ter ficado com Shaun Livingston para dar uma força para Machadão e Lin. Vacilaram. Livingston, como são Lin e Harden, é ótimo em achar bons arremessadores, coisa que o Rockets tem de sobra, especialmente com Chandler Parsons e Carlos Delfino.

Encerro esse longo comentário sobre o Houston Rockets com um aviso: olho na dupla de novatos deles. Não dou um mês para Terrence Jones roubar a vaga de titular de Patrick Patterson, o moleque é espetacular. Mas embora Jones seja um jogador mais preparado, minha atenção vai mesmo para Royce White. Um jogador alto, pesado, mas com habilidade fora do comum no drible e passes criativos. Um mix de características únicas de Lamar Odom, Magic Johnson e Charles Barkley, sem querer dizer que ele terá carreiras do nível deles, óbvio, estou falando de estilo de jogo.

Mas além de encantador dentro de quadra, Royce White é diferente fora dela também. Ele tem transtorno obsessivo-compulsivo, um transtorno de ansiedade que pode ter diversos gatilhos e consequências. Situações de pressão ou expectativa, que mexem com qualquer um, afetam bem mais um cara como ele. Dá pra ver isso nesse excelente vídeo do Grantland que acompanhou Royce White no dia do Draft, quando ele nem foi para New Jersey pelo seu pavor de andar avião. Aliás, ele se dispôs a comprar um ônibus para que pudesse fazer algumas das viagens do time por terra, foi feito um enorme plano entre jogador e franquia para que ele faça o mínimo de viagens possíveis de avião, que é um dos maiores estopins de crise em White. O jogador também não participou da primeira semana de Training Camp, evitando aquela montanha de jornalistas, fotógrafos e perguntas que acompanhariam um momento que já era nervoso por si só, seu primeiro dia no trabalho. Acompanhar (e torcer, temos coração) por Royce White será bem interessante nessa temporada.

 

Temporada Filme Pornô

Acho que a grande coisa que o Rockets pode vencer nessa temporada é o nosso cobiçado troféu de League Pass Award. Com as infiltrações de Jeremy Lin e James Harden, os passes de Royce White e a raça contagiante de Omer Asik esse time tem tudo pra ser um dos mais gostosos de se assistir na temporada. Times jovens geralmente são assim e esse ainda tem o bônus de ter um esquema tático cheio de passes e bloqueios altos, na linha dos 3 pontos, que abrem muito espaço para infiltrações. Esperem um ritmo veloz, frenético, da equipe de Kevin McHale.

Ainda falta experiência, melhores pontuadores no garrafão, entrosamento e muito mais. Mas é um primeiro passo. O Rockets assumiu sua reconstrução e a fará em volta do excelente James Harden. É sentar e ver no que dá.

 

Temporada Drama Mexicano

Já pensaram na hipótese do James Harden não ser tudo isso? Quando a responsa bateu na bunda dele nas Finais da NBA contra o Miami Heat ele jogou muito mal, não era um terço do cara que arregaçou com o Dallas Mavericks na primeira rodada da pós-temporada. Talento ele tem, de sobra, mas o bastante? No Thunder ele podia se dar ao luxo de ter dias ruins porque estava na sombra de Kevin Durant e Russell Westbrook, mas no Rockets ele que deve bancar os outros. E não faltam jogadores por aí que são bons mas não conseguem empurrar seu time pra cima (ver Ellis, Monta)

 

Top 10 – Jogadas do Rockets em 2012

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Filtro Bola Presa_#3

O Filtro Bola Presa é um post semanal com notas e curiosidades que não eram importantes o bastante para virar um post inteiro, mas que são interessantes o bastante para valer alguns comentários. Sugestões de boas histórias e links encontrados em outros sites podem ser enviados para bolapresa@gmail.com e entrarão no Filtro da semana que vem.

– Continuação à vista. O nerd Kirk Goldsberry, que citamos no post sobre análise espacial na NBA, está fazendo um novo trabalho e divulgou a primeira imagem dele. Mostra de onde vieram os passes que resultaram em arremessos de 3 da zona morta. Como vocês devem lembrar, esses foram os arremessos mais produtivos da NBA na temporada passada.

 

– Perdemos mais um grande comentarista de NBA. Eu ainda nem superei a perda do Doug Collins, que deixou de ser o melhor comentarista da TV americana

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para virar técnico do Philadelphia 76ers, e agora mais um cara mudou de lado. Sebastian Pruiti, colunista do Grantland e homem por trás do NBA Playbook (que agora tem novo editor) foi contratado para ser analista de vídeo no Oklahoma City Thunder. Quem presta atenção nos nossos textos deve ter percebido que já citamos o Pruiti aqui no Bola Presa uma centena de vezes, a última no post passado onde alguns vídeos editados por ele nos ajudaram a explicar a Princeton Offense.

Infelizmente ele até já deletou sua conta no Twitter, o que dá a entender que ele estará bem longe dos comentários sobre basquete nessa temporada. Triste demais para nós viciados na parte tática do jogo como ele, mas bom para o rapaz, que é um fenômeno. Com apenas 25 anos de idade já escrevia nos maiores sites sobre NBA dos EUA e era assistente técnico do Fort Wayne Mad Ants, equipe da D-League. Sua função no Thunder será a de estudar vídeos das partidas do Thunder e de seus adversários e construir análises que ajudem o técnico Scott Brooks a montar sua equipe. Foi nesse emprego que, muitos anos atrás, Erik Spoelstra entrou no mundo da NBA no Miami Heat. Boa sorte para o traidor do movimento, Sebastian Pruiti, que não teve a honra de negar contrato na NBA em nome da comunidade dos blogs, algo que eu certamente faria se fosse convidado para trabalhar no Lakers.

 

– Lembram que no ano passado o TrueHoop iniciou uma campanha anti-flop na NBA? Para ajudar na divulgação da prática Ginobilesca de inventar faltas eles até elegiam o Flop of the Night com a atuação mais patética da rodada anterior. A Dime, porém, foi além e elegeu os 5 piores Flops da temporada 2011-12. O vencedor, porém, não foi nem da NBA. Foi nas Filipinas em uma jogada que até divulgamos por aqui na época, estão lembrados?

Existe algum comentário a ser feito sobre essa imagem? Neymar aplaude de pé e chora de emoção. Entre as jogadas da NBA os vencedores foram Omer Asik e Kyle Korver. Dois flops na mesma jogada merece um prêmio mesmo!

– Até a temporada passada a NBA tinha apenas 2 jogadores com o poder para dizer não para uma troca: Kobe Bryant e Dirk Nowitzki. Uma elite de catiguria que ganhou dois membros após essa offseason, Kevin Garnett e Tim Duncan. Esses caras só saem de seus times se tiverem afim. Para ter em seu contrato um clausula que o impeça de ser um peão na mão da sua equipe o jogador precisa ter pelo menos 8 anos de experiência na NBA e pelo menos 4 anos no time com que vai reassinar o contrato. Ao contrário do reportado na época, inclusive por nós aqui no Bola Presa, o Amar’e Stoudemire não tem uma clausula que o impeça de ser trocado do Knicks.

 

– O Truth About It está fazendo um ranking com os melhores jogadores a atuarem pelo Washington Wizards desde que o blog, que fala sobre a equipe, foi criado 5 anos atrás. A lista tem 56 jogadores e, entre outras coisas, mostra como o Wizards sofreu nesse tempo todo. Não sou muito fã de listas, vocês sabem, mas essa é interessante pelos comentários que fazem sobre alguns jogadores. Nesse caso é um deprimente resumo da carreira de Al Thornton, um talento extraordinário que praticamente sumiu da NBA. Foi eleito para o time de novatos quando chegou na NBA em 2007-08, teve 17 pontos por jogo na sua segunda temporada e despencou depois disso. Nas palavras do Truth About it:

Al Thornton tinha muito de um jogador de sucesso – altura, força, envergadura e habilidade para atacar a cesta – mas ele não conseguia combinar o talento físico com inteligência dentro da quadra. Sua defesa mano a mano até passava, mas ele era terrível dentro dos esquemas defensivos. Sua média de 1.5 assistências a cada 36 minutos de jogo são nível Nick Young e mostram como não sabia criar para seus companheiros. Como achar um ala que arremessa muito e tem baixo aproveitamento é fácil, sua carreira pode estar acabada aos 28 anos.

 

– O Pro-Basketball Talk está fazendo uma linda e desnecessária campanha. Eles querem nos lembrar de como o basquete é legal e de como deveríamos estar felizes que a temporada está chegando. Mano, sério que eles achavam que a gente ia esquecer? De qualquer forma, para isso eles tem escolhido coisas legais da NBA para deixar a gente babando para ver uma partida de novo. Nessa semana eles decidiram falar de Tony Allen, um cara que “persegue a bola a um nível que deixaria um golden retriever recatado”. Mas o legal é como eles observam que Allen não segue o padrão da NBA atual paa a defesa. Ao invés do esquema Shane Battier de marcar com inteligência, levando em conta no que o adversário é bom ou ruim, Tony Allen simplesmente engole seus oponentes com agressividade digna do começo dos anos 90. Ele sempre vai para o roubo de bola, não deixa um bloqueio passar em branco e não se contenta em apenas contestar o chute do oponente. Ou seja, é um pirado hiperativo. Abaixo um vídeo que explica todas os pontos fortes de Allen:

Jeremy Lin já arranjou um lugar para morar em Houston. Mas enquanto seus móveis não chegam, onde ficar? Hotel? Motel de beira de estrada? Dentro do ginásio do Rockets? Não, no sofá da casa de Chandler Parsons! O ala do Rockets dedou o novo companheiro postando a mensagem enviada por ele. E o novo Landry Fields disse depois no Twitter que “Ainda bem que o dinheiro da NBA não o mudou”. De onde vem essa tara de Lin em dormir nos sofás alheios?!

– Dá pra ser mais babaca que o Bruce Bowen? Sim, claro. Além de machucar outro cara de propósito, você o faz numa final da NBA e ainda conta pra todo mundo depois como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Jalen Rose machucou Kobe Bryant de propósito no Jogo 2 das Finais de 2000. Kobe perdeu quase todo o Jogo 2 e nem entrou no Jogo 3, esse vencido pelo Pacers de Rose. Mas não adiantou muito, Kobe voltou no Jogo 4 e tomou conta da prorrogação depois que Shaquille O’Neal saiu com 6 faltas, o jogo rendeu uma vantagem de 3-1 para o Lakers, que depois levou o título ao fechar em 4-2. E por isso Rose diz “por mim ele teria ficado fora a série inteira, aí eu teria um anel de campeão hoje”. Parabéns, Rose. E eu achava que você era só um comentarista ruim.

– Para os que conseguem ler em inglês, um ótimo perfil de Chris Paul (e família) pela GQ.

– Pode ser essa a coisa mais legal feita pela combinação Paint + MovieMaker?

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