[Preview] Semi-finais da Conferência Oeste

San Antonio Spurs (2) x OKC Thunder (3)

Acho que podemos dizer que quando times que mantém seu núcleo se enfrentam pela terceira vez nos Playoffs já é rivalidade, né? Spurs e Thunder, sem mudarem seus jogadores mais importantes, se pegaram nas finais do Oeste de 2012 e 2014. No primeiro confronto o Spurs vinha de umas 180 vitórias seguidas (ou eram 20?) e abriram 2-0 na série, mas de repente perderam 4 seguidas e o melhor time da temporada deu adeus.

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Dois anos depois o Thunder ameaçou fazer o mesmo e igualou uma série que perdia por 0-2, mas aí o Spurs colocou Boris Diaw no time titular, reagiu, venceu, foi para a final contra o Miami Heat e se sagrou campeão.

Somando esse histórico a tudo o que aconteceu na temporada regular dos últimos anos, podemos afirmar que o OKC Thunder é um raríssimo time que sabe incomodar o San Antonio Spurs há tempos. Mas será que é o bastante para parar a versão 2016 do time de Gregg Popovich?

Passando a bola e entregando a paçoca

Já aviso desde já que este NÃO é um texto sobre o Golden State Warriors, mas foi inspirado por eles. Assistindo ma última quinta-feira a mais um capítulo do duelo entre Warriors e Oklahoma City Thunder, fiquei novamente frustrado ao ver como o time de Kevin Durant e Russell Westbrook joga mal no último período. Esta derrota foi a DÉCIMA deles em que entraram no último quarto com a liderança, pior marca da NBA e que os deixa perto de times jovens e inseguros como o Philadelphia 76ers e o Minnesota Timberwolves. Considerando que o OKC Thundert tem 20 derrotas na temporada, quer dizer que metade de seus resultados negativos vieram com uma virada nos 12 minutos finais.

? A identidade do Thunder

? A identidade do Thunder

“Olha, nós não somos o San Antonio Spurs.” Foi com essa afirmação que Kevin Durant respondeu na semana passada às críticas de que o ataque do Oklahoma City Thunder continuava estagnado. “Nós não vamos dar 30 passes numa posse de bola. Não somos assim. É claro que as pessoas querem que sejamos. É um tipo de basquete fantástico, não me entenda mal. Mas nós não somos assim. Temos caras que podem pontuar. Temos dois caras na equipe que podem fazer uma cesta. Vão existir momentos em que teremos que isolá-los contra a marcação.” Com essa afirmação o ataque estático e com pouca rotação do Thunder deixou de ser um equívoco, uma falha tática, uma limitação da comissão técnica e passou oficialmente para o patamar de IDENTIDADE. É assim que o Thunder QUER jogar.

? A questão das faltas técnicas

Na semana passada, DeMarcus Cousins recebeu uma falta técnica, ameaçou partir para cima do juiz, foi contido por seus companheiros e imediatamente expulso do jogo com uma segunda falta técnica. Aguardando julgamento da NBA para saber se Cousins receberia um jogo de suspensão pela ameaça física ao árbitro além das faltas técnicas, o general manager Vlade Divac conversou com Cousins e o tranquilizou dizendo que, ao seu ver, o jogador não havia feito nada de errado.

A conduta do Cousins não é recente: em todas as suas cinco temporadas completas até agora ele ficou entre os cinco jogadores que mais cometeram faltas técnicas.

Máquinas de triple-doubles

Máquinas de triple-doubles

Tentando dar ritmo de urgência para um Thunder que ainda não viu Kevin Durant plenamente saudável nessa temporada graças a uma insistente lesão na coxa, Russell Westbrook registrou na semana passada dois triple-doubles seguidos, em vitórias contra Wizards e Sixers. Exatamente durante esse período, outro armador realizava a mesma proeza, com dois triples-doubles seguidos e o adendo de somar três triple-doubles num período de quatro jogos: Rajon Rondo, do Kings. Rechear a coluna de pontos, assistências e rebotes das planilhas ao mesmo tempo não é nenhuma novidade para os dois. Com 25 triple-doubles em seus 9 anos de carreira, Rondo já tem a décima terceira melhor marca de todos os tempos, se aproximando a passos rápidos dos 28 conquistados por Michael Jordan. Russell Westbrook, também empatado com 25 triple-doubles na carreira, tem acelerado em velocidade vertiginosa: foram 11 apenas na temporada passada, incluindo 4 seguidos no desespero de levar o Thunder aos playoffs na ausência definitiva de Kevin Durant. O mais impressionante a respeito da sequência de 4 triple-doubles seguidos de Westbrook foi que após os três primeiros, o armador sofreu uma cotovelada, fraturou um osso da face, passou por uma cirurgia, perdeu apenas um jogo e voltou em seguida para conseguir a absurda marca de 49 pontos, 16 rebotes e 10 assistências. Sua sequência só foi quebrada quando teve um jogo mais singelo de 43 pontos, 8 rebotes e 7 assistências.

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