Mais novatos

Há alguns anos nós tínhamos o hábito de fazer posts analisando a performance dos novatos. Embora fosse uma ideia muito divertida, ela tinha algumas coisas que hoje em dia eu não gosto mais. No fim dos posts a gente brincava de futurologia e tentava imaginar o que ia ser do resto da carreira desses atletas, embora tentássemos justificar com fatos todas as previsões, não sei o quanto de valor elas realmente tinham.

Hoje prefiro fazer diferente. Foi o que tentei no último post sobre o Anthony Davis. Analisei sua temporada até agora (boa, mas discreta) e dei pontos a serem analisados na continuação de sua carreira, mas em nenhum momento quis prever se ele será o novo Tim Duncan ou o novo Kwame Brown. Não custa lembrar que há poucos anos teve um outro jogador que teve um primeiro ano bom-mas-discreto, James Harden. E sabe quem foi espetacular num primeiro ano, com protagonismo e jogo completo? Emeka Okafor. Analisar o primeiro ano não é dar uma sentença de futuro.

Tudo isso para começar a analisar o começo de carreira de outros novatos, pedido que foi feito por alguns leitores no post do Monocelha. Bora lá?

 

1. Anthony Davis (New Orleans Hornets)

Anthony Davis

Como já disse antes, bom-mas-discreto. Não chama o jogo em um time de campanha fraca, poderia se arriscar mais, mas prefere ficar mais de lado e só fazer o que sabe. Essa consciência do que sabe e não sabe fazer pode ser sua maior qualidade num futuro próximo, muitos demoram uns 10 anos pra ter esse discernimento, mas é bom ele aumentar seu repertório também.

Outra boa solução é o time se adaptar a algumas de suas qualidades. Sabiam que Anthony Davis tem 76% de aproveitamento em jogadas de transição e contra-ataque? É a 4ª melhor marca de toda a NBA! Uma pena que elas só significaram 56 arremessos tentados por ele na temporada, menos de uma vez por jogo. Pode-se pensar em um time que joga mais rápido no próximo ano para usar esse talento e velocidade de Davis. Mas que isso não faça ele abandonar uma offseason de intenso treinamento de costas para a cesta. Ainda é um pirralho, fez 20 anos no meio dessa temporada, bom ter paciência com ele. Talento não falta.

 

2. Michael Kidd-Gilchrist (Charlotte Bobcats)

Michael Kidd-Gilchrist

No fundo, lá no fundo, todo mundo sabia que ele não era uma superestrela pop da NBA. O Charlotte Bobcats dizia estar escolhendo um jogador que daria uma nova cara para a franquia, mais séria, defensiva, de dedicação e profissionalismo. Isso tudo aconteceu, Kidd-Gilchrist é pura raça, defesa e foco. Mas eles continuam perdendo uma atrás da outra.

Mas não vamos deixar as derrotas nos enganar. Kidd-Gilchrist ainda é uma das grandes forças nominais da liga e defende muito. Em jogadas de mano a mano, as famosas ISOs, o novato segurou seus adversários a apenas 29% de aproveitamento! Defesa fenomenal. Ele também tem números bons marcando o pick-and-roll, o que já o torna um dos melhores defensores de perímetro da liga. Difícil que isso nem sempre apareça em um time com elenco tão fraco, do mesmo jeito que seu desempenho pífio no ataque fica ainda mais exposto.

 

3. Bradley Beal (Washington Wizards)

Bradley Beal

A média de pontos de Bradley Beal na temporada é de 13 pontos por jogo, mas para entender seu ano é legal ver as médias mês por mês: 11 pontos por jogo em Novembro, 13 em Dezembro, 15 em Janeiro, 17 em Fevereiro, 15 em Março. Beal começou o ano sofrendo, era um novato em um time sem entrosamento e que tinha perdido sua mair estrela, o armador John Wall. Caíram na cabeça do pirralho responsabilidades de armar o jogo em alguns momentos, pontuar, criar situações para outros jogadores. Não deu lá muito certo.

Mas aos poucos ele foi ficando mais confortável em quadra e quando Wall voltou, Beal explodiu. Sua média de aproveitamento de arremessos de 3 pontos saltou da casa dos 20% nos dois primeiros meses e saltou quase 50% desde a volta de Wall. Sem as responsabilidades de armar o jogo, até seus erros diminuíram. Nada como ter um grande armador do lado para a transição para o basquete profissional parecer fácil. A dupla tem futuro.

 

4. Dion Waiters (Cleveland Cavaliers) – Não sei o que dizer. Comento do Waiters do bem, capaz de costurar defesas e acertar arremessos de todos os cantos de uma quadra de basquete? Ou o Waiters do lado negro da força, que se acha um Ricky Davis contemporâneo? Gosto da coragem de Waiters e de sua força física nas infiltrações, mas ele precisa aprender muito sobre basquete nos próximos anos para poder ajudar mais do que atrapalhar o Cavs. De qualquer maneira, foi uma grata surpresa.

5. Thomas Robinson (Houston Rockets) – Novato mais azarado do ano. Caiu num time completamente perturbado, o Sacramento Kings, onde tinha poucas chances e era mal usado. Depois foi para o Houston Rockets, onde seu estilo se encaixa melhor, mas mesmo assim ele joga pouco porque o time está fechado, entrosado e lutando por vaga nos Playoffs. Quem sabe ano que vem.

6. Damian Lillard (Portland Trail Blazers) – Sabiam que Lillard é mais velho que John Wall, que está em sua terceira temporada na NBA? Chegar mais preparado e velho na NBA às vezes dá muito certo. Alguns questionam se isso quer dizer que Lillard está, portanto, mais próximo de seu ápice e que pouco tem a evoluir. Será? De qualquer forma, tá ótimo. Ele pode não melhorar nunca, jogar para sempre como tem jogado esse ano, com quase 19 pontos por jogo, que o Blazers nunc vai reclamar.

Melhor novato da temporada, de longe, mas pode melhorar ainda mais na arte de cavar faltas (exclusividade de veteranos), e com seu bom arremesso dá pra se especializar nos 3 pontos, como fez Derrick Rose após seu ano de novato.

7. Harrison Barnes – Sabiam que o nome completo dele é Harrison JORDAN Barnes? Tem talento escondido aí, galera. É um caso parecido com o de Anthony Davis: apenas 20 anos e apesar de mostrar talento, às vezes passa despercebido em alguns jogos. Mas ele tem motivos mais lógicos para se esconder: seu time luta por boa posição nos Playoffs e ele precisa dividir funções com o espetacular Steph Curry e o promissor Klay Thompson.

8. Terrence Ross (Toronto Raptors) – Ele enterra. Enterra muito. Mas precisa de mais consistência no seu bonito arremesso de longa distância (32% em 3 pontos) e nas suas jogadas mano a mano (31% de aproveitamento) para ganhar mais minutos na próxima temporada. Não à toa nesse ano chegou a perder minutos valiosos para o limitadíssimo Alan Anderson.

9. Andre Drummond (Detroit Pistons) – Ele tinha todas a pinta daqueles jogadores que chegam cedo na NBA porque tem um físico absurdo, mas que demoram para embalar, foi péssimo nas ligas de verão, por exemplo. Mas não, ao invés disso ele surpreendeu e fez ótimo primeiro ano de NBA. Ele é o líder do Detroit Pistons em +/-, que faz o saldo de pontos com o jogador em quadra, e os únicos 3 quintetos do Pistons que conseguem bons números defensivos (menos de 1 ponto sofrido por posse de bola) tem o poeta na formação. Ele está a um entrosamento com Greg Monroe de começar a fazer mais barulho na NBA.

10. Austin Rivers (New Orleans Hornets) – Sem um arremesso confiável e sem ser o cara mais rápido na quadra, todo o coração, força de vontade e liderança de Rivers parecem não fazer tanta diferença assim. Com o surgimento, do nada, de Brian Roberts, assim como a temporada fora de série de Greivis Vásquez tiraram ainda mais espaço do jovem armador. Por fim, também se machucou muitas vezes e perdeu sequência de jogos. Uma temporada para esquecer e, vamos torcer, para aprender. Doc Rivers pode usar seu verão para treinar o filhote.

 

Outros destaques

Valanciunas

Jonas Valanciunas (Toronto Raptors) – O pivô lituano foi selecionado no Draft 2011, mas só foi para a NBA nesta temporada. No começo do ano sofreu horrores na defesa, cometendo faltas bobas e não entendendo o porque. Aos poucos evoluiu, conseguiu passar mais tempo na quadra e não demorou muito para se soltar onde manja, no garrafão ofensivo. Em seus últimos 15 jogos, Valanciunas tem média de 1.2 pontos por posse de bola, é simplesmente a melhor marca de toda a liga!

Nos seus últimos 10 jogos ele tem média de 15,5 pontos, 7,7 rebotes, 2 tocos e só 3 faltas por partida. Tudo isso com aproveitamento de 60% nos arremessos. Seu entrosamento com Kyle Lowry no pick-and-roll, desastroso no começo da temporada, também evoluiu demais. Melhora devagar, mas constante para o pivô em seu primeiro ano. Ah, e ele é gigantesco.

13. Kendall Marshall (Phoenix Suns) – Um armador burocrático e ainda se acostumando com a velocidade da NBA. E seu titular era o melhor jogador do time. Mas apesar de tudo muita gente tem esperança no futuro do garoto, continuaremos de olho.

14. Moe Harkless (Orlando Magic) – Pediu para ser chamado de Maurice, mas é novato então não vamos obedecer.

17. Tyler Zeller (Cleveland Cavaliers) – É branquelo demais para compensar erros com capacidade atlética, saltos e tocos mirabolantes. Ele precisa entender o jogo e fazer a coisa certa para fazer a diferença, só ser grande não adianta. Bom sinal é que ele consegue isso às vezes, mau sinal que está longe ainda de alcançar regularidade. Bom reserva para Anderson Varejão e achar bons pivôs reservas não é fácil como parece.

21. Jared Sullinger (Boston Celtics) – Quer scout pré-draft mais preciso que esse? Diziam que ele era bom o bastante para ser Top 10 no Draft, mas que os times tinham medo de possíveis lesões nas costas. O que aconteceu? Era um dos melhores novatos da temporada até ser afastado com uma lesão nas costas.

34. Jae Crowder (Dallas Mavericks) e 35. Draymmond Green (Golden State Warriors) – Dois achados da segunda rodada. Com bom arremesso, excelente defesa e boa noção de espaço de quadra, Crowder impressiona por jogar como veterano. Ajuda nas mesmas coisas que seu companheiro Shawn Marion. Já Green é o especialista em defesa que Mark Jackson coloca em quadra nas maiores furadas que um novato pode enfrentar, e mesmo assim ele tem dado conta do recado.

 

Outros pirralhos tiveram bons momentos na temporada. Orlando Johnson chegou a aparecer bem na rotação do Indiana Pacers na falta de Danny Granger. John Henson é excelente reboteiro e poderia ser mais bem aproveitado pelo Milwaukee Bucks. Tony Wroten

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teria feito mais impacto se o Memphis Grizzlies tivesse menos medo de usar seu banco de reservas. Por fim, o que foi essa última partida de Will Barton? O cara foi a 40ª escolha do Draft, seu máximo de pontos na temporada tinham sido 14 e aí ele mete 22 pontos, 14 rebotes, 6 assistências e 3 roubos de bola em 32 minutos contra o Dallas Mavericks. Dá onde veio isso?! Dá pra entender por que eu desisti da futurologia?

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Preview 12/13 – Cleveland Cavaliers

Começamos nessa semana preview da temporada. Já falamos do Boston Celtics e do Memphis Grizzlies, falaremos de todos os times até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de ir para a cidade mais pulsante dos EUA e falar do Cleveland Cavaliers

 

Cleveland Cavaliers

 

 

 

 

 

Como vocês devem lembrar, não fomos muito fãs do Draft do Cleveland Cavaliers. Em um ano tão recheado de novos talentos, Dion Waiters pode ter sido uma escolha desastrada na 4ª posição. Porém isso não quer dizer que o jogador seja ruim e muito menos que o Cavs não esteja no caminho certo, apenas vacilaram um pouquinho.

Não acredito que Waiters, jogador individualista, que só consegue produzir com a bola na mão e que tem fraco arremesso de longa distância, seja o parceiro ideal para Kyrie Irving, que tem características semelhantes. Mas as coisas mudaram quando o Cavs anunciou, na semana passada, um novo contrato com Alonzo Gee. No ano passado a parceria de Gee com Irving deu certo, justamente porque Gee é bom se movimentando sem a bola e atacando a cesta em

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velocidade. Com ele no time existe a chance de Waiters vir do banco de reservas e usar seu poder ofensivo individualista como 6º homem, possivelmente se aproveitando da parceria com Daniel Gibson, um dos melhores arremessadores de longa distância da NBA.

Aliás as bolas de 3 pontos podem ser um destaque da equipe nessa temporada. Ano passado não brilharam nem federam na área, mas agora, com Kyrie Irving treinando mais arremessos (já teve aproveitamento de 39% em 2011-12) e com a contratação de CJ Miles eles podem dar um salto de qualidade. Já pararam pra perceber que o CJ Miles está em sua 8ª temporada na NBA?! Isso explica meus cabelos brancos. Mas se no Utah Jazz o CJ Miles só arremessava quando tinha permissão por escrito, no Cavs ele deve ter mais chances de mostrar seu bonito e arqueado arremesso. Outro jogador que pode se destacar nos arremessos de longe é nosso muso Kelenna Azubuike, o jogador mais bonito da liga (falando sério, o cara é gato demais). Ele sofreu com contusões nas últimas três temporadas, somando apenas 12 jogos em 2 anos, além de nem ter atuado em 2010-11. Mas antes disso tudo, quando atuava pelo Warriors, era jogador de 15 pontos por jogo e 44% de acerto das bolas de longa distância.

Tanto destaque para os jogadores de perímetro porque do garrafão é que os pontos deles não vão sair. O novato Tyler Anderson Varejão e Tristan Thomspon não são grandes jogadores de ataque, especialmente no 1-contra-1. Vão depender muito das infiltrações de Kyrie Irving para participar do ataque. De qualquer forma, com o poderio ofensivo que eles tentaram montar no perímetro, a função de Varejão e seus capangas é transformar o Cavs num bom time de defesa. Ano passado foram a 5ª pior defesa de todo o campeonato! Em compensação no ano passado o Cavs foi o 14º melhor time da NBA em rebotes, uma marca considerável se vocês considerarem que Anderson Varejão atuou apenas em 22 partidas e que o Antawn Jamison tinha papel relevante no time. Com o brasileiro de volta eles devem se destacar na área. Podemos esperar desse Cavs muitas infiltrações, bolas de longa distância para desafogar e um time concentrado em pegar o rebote de ataque antes de voltar para a defesa. Equipe atlética, rápida e perigosa.

 

Temporada Filme Pornô

Em uma temporada de filme pornô, certamente o Kelenna Azubuike seria o ator principal. E dessa vez ele poderia fazer tudo o que deveria fazer sem estourar um joelho! Mas além de um ataque surpresa a uma jovem no meio da rua, que de repente começa a gostar de ser abusada, o filme pornô do Cavs tem um rápido entrosamento da equipe. Byron Scott não precisa passar meia temporada dando aulas da Princeton Offense e logo descobre uma rotação onde os talentos conflitantes de Kyrie Irving e Dion Waiters não anulem uns aos outros. Com os dois jogando bem o Cavs passa de 6º para o 1º lugar em times que mais cobram lances-livres na NBA, conseguindo mais pontos fáceis e melhorando a média geral do ataque da equipe (apenas o 25º melhor da NBA na temporada passada).

Na defesa Anderson Varejão viraria o líder do time, conseguindo seu primeiro triple-double com pontos, flops e faltas de ataques sofridas. Com o bom ataque e uma defesa que não é mais nível-Bobcats, o Cavs entraria pra valer na briga pelos Playoffs do Leste. Mas ao invés de despencar de qualidade após o All-Star Game, como aconteceu no ano passado, o time embala uma sequência de vitórias no final do campeonato e se classifica em 7º para a pós-temporada, onde perdem na primeira temporada apesar de Kyrie Irving estrear nos Playoffs com média de quase 30 pontos por jogo.

 

Temporada Drama Mexicano

No drama do Cavs a gente fica sabendo que Tristan Thompson perde toda sua fortuna após um golpe daquele que ele considerava seu melhor amigo, só restando para ele viver nas ruas de Cleveland. Ou em um hotel 5 estrelas bancado pelo clube, mas dá na mesma. O pior cenário para o Cavs seria ver que de todas suas apostas, apenas Kyrie Irving está vingando. Afinal Tristan Thomspon não fez muita gente vibrar com sua temporada de novato apesar da melhora no fim do ano, e Dion Waiters vai estrear cheio de dúvidas em torno de seu jogo. Tyler Zeller, apesar de ótima carreira universitária, não foi mais bem colocado no Draft porque existem dúvidas se conseguirá dominar garrafões como fez na NCAA.

Se nenhum deles esboçar melhora ou adaptação à NBA o Cavs está todo nas mãos de Kyrie Irving, Anderson Varejão e alguns reservas especialistas como CJ Miles e Omri Casspi. Um time que não irá passar vergonha, mas que fica empacado nessa situação de reconstrução. Mais ou menos como se o Thunder tivesse selecionado Kevin Durant em 2007 mas depois só pegado jogadores medianos ao invés de Serge Ibaka, Russell Westbrook e James Harden. O pior para o Cavs seria repetir a campanha do ano passado, 13º do Leste e não ver nenhum sinal de evolução mesmo apostando em tantos jovens jogadores. Caso isso aconteça eles terão que apelar para trocas, o que poderia significar uma saída de Varejão, ídolo da torcida local e melhor isca que o time tem para conseguir novos jogadores.

 

Top 10 – Melhores jogadas do Cavs em 2012

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Já tinha prometido esse perfil quando o Abe Pollin, dono do Washington Wizards, morreu logo no começo da temporada. Achei que era a hora de terminar o serviço depois que citei ele no post de ontem sobre o Arenas, dizendo que foi ele quem decidiu mudar o nome do time de Bullets (balas) para Wizards (magos) porque não gostava da conotação violenta do nome.

Abe Pollin
Temporadas no comando: 46
Playoffs: 25
Títulos de divisão: 7
Títulos de conferência: 3
Títulos da NBA: 1

Riqueza estimada: 180 milhões de dólares
Comprou o time por: 1 milhão de dólares (1964)
Valor atual da equipe: 313 milhões de dólares
Maior contrato oferecido: Gilbert Arenas (US$111 milhões, 2008)
Técnicos contratados: 18 (Buddy Jeannette, Paul Seymour, Mike Farmer, Gene Shue, KC Jones, Dick Motta, Kevin Loughery, Wes Unseld, Jim Lynam, Bernie Bieckerstaff, Jim Brovelli, Darrell Walker, Gar Heard, Leonard Hamilton, Doug Collins, Eddie Jordan, Ed Tapscott e Flip Saunders)

Oficialmente Abe Pollin não é mais o dono do Wizards e isso acontece por um motivo bem simples: ele morreu. Mas como foi dono da franquia por 46 anos, a coluna Dono da Bola é sobre ele. Sua morte aconteceu no dia 24 de novembro do ano passado, logo antes de um jogo contra o Philadelphia 76ers, time da cidade onde Pollin nasceu, mas de onde se mudou aos 8 anos de idade para ir morar na cidade onde viveu até sua morte, Washington.
Sua família era dona de uma grande empresa de construção civil da capital americana e em 1964 eles conseguiram juntar dois bons negócios em um só: construir uma grande arena esportiva e comprar uma franquia de basquete, o então Baltimore Bullets. A primeira aquisição foi o time, que ficou em Baltimore até 1973, quando eles finalmente conseguiram construir o ginásio Capital Centre em Washington.
Essa história de um grupo de empresários de uma cidade comprar um time de outra cidade e depois mudar para sua cidade natal foi justamente o que aconteceu com o Sonics, que vendeu a franquia para um grande empresário de Oklahoma City. Mas no caso de Pollin não consegui descobrir se ele, como fez o dono do Thunder, prometeu que o time não mudaria de cidade. Também não sei qual foi a reação da população de Baltimore em relação a isso, talvez não tenha sido tão impactante para eles porque o time não tinha tanta história e porque Washington é uma cidade bastante próxima.
A construção do Capital Centre e depois do Verizon Center mudou a cara de Washington. O Capital era a casa do Bullets, virou a casa do time de hockey Washington Capitals até ser demolido em 2002. Hoje os dois times dividem o Verizon. Como todo bom empresário americano, Pollin não fez o ginásio sozinho e no entorno nasceram diversos outros empreendimentos de entretenimento, lojas, restaurantes, que transformaram a região em um ponto de encontro da cidade. O lado ruim dessa valorização do bairro é que antes da construção do ginásio o local era basicamente de imigrantes chineses, muitos deles tiveram que fechar seus pequenos negócios devido à valorização dos terrenos.
Embora os imigrantes chineses e alguns moradores de Baltimore pudessem não ser muito fãs de Pollin, o resto da cidade era. O dia 3 de dezembro é o “Pollin Day” em Washington e o antigo dono virou o nome da rua do ginásio. Em Washington valorizam muito o fato de Abe Pollin ter arriscado bastante ao gastar boa parte de sua fortuna investindo em equipes que viraram a paixão da cidade, ele poderia muito bem ter investido em qualquer outra coisa e feito muito mais dinheiro arriscando menos.
Para a NBA ele também foi importante, afinal é o cara que mais passou tempo sendo dono de alguma franquia. Ele participou de todas as mudanças e revoluções vividas pela liga desde os anos 60. Foi Pollin, inclusive, quem deu o primeiro passo no que se tornou a grande revolução da última década na liga, o seu crescimento ao redor do mundo.Em 1979, um ano em que os governos de EUA e China ameaçavam uma aproximação, o time da capital foi para o outro lado do mundo disputar uma partida contra a seleção chinesa de basquete. Logo depois, no começo dos anos 80, a China começou a transmitir ao vivo as partidas da liga americana.
Abaixo tem uma pequena matéria da NBA TV com algumas imagens dessa viagem.

A viagem aconteceu em 79, em 78 o Bullets havia conseguido seu maior feito: em 46 anos de comando de Abe Pollin e pela única vez na história da franquia, o time da capital havia sido campeão da NBA. Comentei antes do caso do Sonics e é engraçado que o título do Wizards aparece com destaque no documentário Sonicsgate, que eu comentei meses atrás e que fala sobre a mudança do Sonics de Seattle. Afinal, o título do Bullets veio em um jogo 7 em Seattle. Comentam no filme como um dos momentos mais tristes da história da cidade.
O Sonics, porém, teve sua revanche no ano seguinte quando pegou o mesmo Bullets na final e dessa vez venceu por 4 a 1. Sem dúvida foi o melhor time de Washington em toda a história. Contava com grandes jogadores como Elvin Hayes, o atual General Manager do Lakers Mitch Kupchak, Bob Dandridge e o Hall da Fama Wes Unseld, que era grande amigo de Abe Pollin (os dois, um empresário e um pivô, disputavam torneios de três pontos) e até se tornou técnico da equipe anos depois.
Os jogadores do seus times diziam que Pollin era do estilo paizão, que ia dar conselhos, puxões de orelha e parabéns após as partidas. Logo após o jogo do dia de sua morte, contra o Sixers, o ala Antawn Jamison disse, com lágrimas nos olhos, “Depois das vitórias, saber que você não vai ouvir aquela voz dizendo ‘bom trabalho’ ou ‘acredito em você’ será difícil“. Etan Thomas, outro jogador que passou anos no Wizards, fez um texto bem legal sobre seu antigo patrão.

Lá ele conta uma história de quando fez um discurso em uma passeata anti-guerra em Washington e logo depois foi chamado pelo Sr. Pollin para uma conversa. Etan Thomas é conhecido por ser o jogador mais, digamos, intelectual da NBA. Ele tem um livro de poesia chamado “Mais que um atleta” e é presença constante em discussões sobre política na capital. Esse discurso havia sido logo após a invasão do Iraque, Etan Thomas confessou que pensou “ah não, esse republicano ficou ofendido com o que eu disse e não quer mais que eu trabalhe no time dele”.

Nas palavras do Etan Thomas, esse foi o encontro dos dois:
Entrei no seu escritório, e ele estava lá sentado com um sorriso enorme no rosto e apertou minha mão. Começou a falar que seu filho estava naquela passeata e estava radiante com o meu discurso. Ele disse que depois leu o que eu disse e que estava bastante impressionado. Começamos então uma longa conversa sobre política. Falamos do Iraque, da administração Bush, Vietnã, educação em cidades pequenas do interior… até falamos sobre a gentrificação que tem acontecido na nossa cidade. Ele me contou de sua dedicação em construir casas para pessoas de diferentes rendas e que ele não se focava apenas nas construções para os mais ricos, o que é bem comum em Washington. (…) Quando fomos ver já tinhámos conversado por mais de uma hora e meia. Ele pediu desculpas por tomar tanto tempo meu e disse para eu continuar sustentando o que eu acreditava mesmo que ouvisse muitas críticas.
Depois Thomas conta outra história sobre quando ele fez uma cirurgia no coração. Muitos duvidavam que ele teria condições físicas de voltar a jogar e Abe Pollin fez seu papel de paizão ao dizer o contrário. Ligou para Thomas no hospital, contou histórias de suas próprias operações e disse para ele esquecer a imprensa porque tudo iria acabar bem e ele iria jogar de novo. E, nas palavras de Etan Thomas: “Ele estava mais preocupado com a minha saúde do que em me ver o mais depressa possível na quadra. Isso definitivamente não é o padrão nesse meio. Aquelas conversas significavam muito pra mim“.
Outra história pouco comentada sobre Pollin é a sua relação com Michael Jordan. Depois de aposentado pela segunda vez, Jordan resolveu comprar uma pequena parcela do Wizards. Não comprou uma parcela de Pollin e sim de seu sócio, Ted Leonosis, e se tornou o cara que mandava no basquete. Como não aguentou, foi jogar e para isso vendeu a sua parte como dono do time, esperando comprá-las de volta quando se aposentasse em definitivo.
Mas Abe Pollin não gostou do que viu. Presenciou um jogador grande demais para a organização, alguém que tomou conta de todo o ambiente, com uma personalidade forte demais que queria tudo do seu jeito. Depois que Jordan se aposentou e quis voltar à direção do time, Pollin cortou qualquer esperança de MJ com uma reunião curta de 20 minutos. “A atmosfera ficava no limite, não era um ambiente saudável para produzir um time feliz e vencedor. Eu sabia que iam falar um monte de mim depois disso mas tomei minha decisão e não a mudei“.
Histórias sobre Pollin não faltam, são 46 anos rodando pela NBA. Anos de sobra pra ele fazer coisas legais, ruins, ter boas idéias, péssimas idéias. Ler sobre ele depois de sua morte é achar um monte de puxação de saco, claro, todo mundo vira santo depois que morre, mas de fato ele teve muitas boas contribuições pra NBA e era muito querido pela maioria, principalmente pelos jogadores que atuaram em suas equipes.

O Wizards atua nessa temporada com o nome de Abe no uniforme.


Outros textos da coleção “Dono da Bola” sobre donos de equipes:
Philadelphia 76ers – Ed Snider
Boston Celtics – Wyc Grousbeck

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Orlando é um time gostoso de ver

Como todo site de basquete que se preza, faremos um preview da temporada da NBA. “Preview” para quem não sabe é uma mistura de recapitulação do que aconteceu nos últimos meses com o que nossas poderosas mentes projetam para o futuro. Ou seja, a soma de coisas que vocês já sabem com coisas que nós aqui achamos que tentamos adivinhar, uma ciência exata.
Foi no preview do ano passado, quando o Bola Presa ainda era algo como um projeto de participante do BBB, que tinha sua beleza mas ainda não os quinze minutos de fama, em que eu disse que o Bulls seria o campeão do Leste. Como o Derrick Rose está aí pra provar, eu errei, mas fui motivo de piada durante toda temporada. Então curta nossos previews como uma piada do futuro, será mais divertido assim.
O formato que escolhemos é o de dar motivos para assistir ou não assistir aos jogos desse time na temporada. Afinal existem mutretas internéticas para acompanhar qualquer jogo que você quiser pela internet, mas assistir quem? O Clippers ou o Pacers? O Lakers ou o Bulls? O Spurs ou… brincadeira, claro que você não vai assistir ao Spurs.
Os previews estão divididos por divisão e colocamos os times na ordem em que acreditamos que será a classificação depois dos 82 jogos.
Orlando Magic

Motivos para assistir:
Se você gosta de bolas de três e de enterradas, esse é o time certo para se assistir. No ano passado, o Orlando Magic foi o segundo time que mais arremessou bolas de 3 em toda a NBA, mais do que o Suns e atrás só do Warriors. Foram 25,3 bolas de 3 tentadas por jogo! Imagina se o Antoine Walker jogasse lá! Também é legal para ver enterradas porque o Dwight Howard foi o líder, disparado, em enterradas na temporada passada. Foram 267 enterradas, mais de 3 por jogo e 59 enterradas a mais do que o segundo colocado, Amaré Stoudemire. Assistir ao Magic é ver um jogo de NBA Live com pessoas de carne e osso.
Como curiosidade, será legal também ver como o Magic lida com o JJ Redick. Ele vive enchendo o saco porque quer dar o fora de lá e ir para um lugar em que tenha minutos de jogo. Não é irônico que o chamado “melhor arremessador do mundo” por muita gente (não o Damon Jones) não tem espaço no time que mais arremessa de 3? De qualquer forma, o Magic não atendeu seu pedido de troca e disse que nesse ano ele terá sua chance de finalmente brilhar na NBA.
Motivos para não assistir: O motivo para não assistir ao Magic é o mesmo motivo de assistir. Eles são aquela mesma coisa sempre! Depois do terceiro jogo assistindo a um festival de bolas de 3, a coisa fica meio cansativa.
Mas a verdade é que tudo depende também do nível de inspiração do Jameer Nelson. Se começar o jogo e ele estiver jogando bem, pode esperar uma atuação divertida do time do Mickey, com ele inspirado o time joga em velocidade e o jogo flui mais fácil. Mas quando o Jameer Nelson joga mal, aí sai de baixo, aí a coisa é menos criativa do que Feira de Ciências de 5° série e as bolas de 3 são quase um estupro de tão forçadas.
Outro lado ruim de ver o Magic é que para impedir o Dwight Howard de enterrar a bola, os times costumam bater nele, ou seja, o jogo fica lento e você perde minutos preciosos da sua vida assistindo a um cara de 2,15m ficar amassando o aro.
Miami Heat

Motivos para assistir:
O Miami vai acabar na frente do Wizards sim, e se der tudo certo é capaz até de ameaçar o Orlando no título do Sudeste. O motivo desse meu otimismo é o principal motivo para se ver o Miami Heat: Dwyane Wade.
Na minha vida de futurólogo da NBA eu aprendi algumas coisas. Uma das mais importantes é: nunca aposte contra LeBron James, Dwyane Wade, Kobe Bryant e Tim Duncan. O LeBron levou aquele Cavs para as finais da NBA, o Kobe fez 81 pontos em um jogo e o Duncan acerta até bola de 3 quando interessa. O Wade, por sua vez, despedaçou o Pistons e depois virou praticamente sozinho uma final contra o Mavs em 2006. Eles não são imbatíveis, mas é melhor não apostar contra.
O Wade saudável como estava nas Olimpíadas já é motivo pra ver todos os jogos do Heat, mas além disso tem mais gente por lá que é boa. O Shawn Marion é o faz-tudo que se encaixa em qualquer time e está em ano de contrato, ou seja, ele vai jogar mesmo pra poder continuar ganhando uma fortuna. E ainda tem o Beasley, que é o cara que mais faz parecer fácil o difícil ato de marcar pontos. Ele dá uns arremessos aqui, outros ali, faz umas infiltrações, ganchos, enterradas, ele faz tudo e faz parecer fácil. Mesmo que não seja um jogador completo, já pode beirar os 20 pontos por jogo em sua primeira temporada.
Motivos para não assistir:
O Heat tem um elenco estranho, são três jogadores fora de série (se o Beasley realmente der certo), o Haslem que é um ótimo jogador de apoio e o resto é de talento duvidável. Seja duvidável porque o cara tem cara de uma criança de 10 anos (Chris Quinn) ou porque tem o joelho tão forte quanto o de uma criança de 5 (Shaun Livingston).
Isso pode significar que as jogadas espetaculares do Wade podem ser exceções em um time sem qualquer entrosamento. Vale lembrar que a idéia inicial é usar o Marcus Banks como armador principal, o que pode dar bem errado. O técnico Eric Spoelstra disse que planeja usar um esquema ofensivo parecido com o usado pela seleção americana nas Olimpíadas de Pequim. Pode ser bom, porque era um esquema que usava bastante velocidade e contra-ataques, mas dava certo com o Kobe, Kidd, LeBron e cia. Será que dá certo com o Mark Blount?
Saiba dos riscos quando você for assistir ao Heat. Pode vir show dos Beatles ou show da Rita Lee tocando Beatles, são coisas bem diferentes.
Washington Wizards

Motivos para assistir:
Eu não acredito no Wizards nessa temporada, até pensei duas vezes em colocar eles na frente do Hawks! A que ponto chegamos! Mas vou confiar que quando o Arenas voltar, em dezembro ou janeiro, ele volte de uma vez por todas e o Wizards seja um time decente o bastante para ficar na frente do Atlanta.
Mas mesmo se eles não se recuperarem, é um time até legal de se ver jogar. Além do Caron Butler, que é espetacular, tem o DeShawn Stevenson fazendo suas palhaçadas, o Nick Young tentando ser o Kobe, o Pecherov que parece o Stewie do Família da Pesada e ainda pode ficar tentando descobrir como funciona a porcaria da Princeton Offense. Pura diversão!
Ou você fica vendo seus DVDs da Vivi Fernandes até o Arenas voltar. É mais fácil.
Motivos para não assistir:
Enquanto o Arenas não voltar você nem precisa justificar se não quer ver um jogo do Wizards, a gente entende e deixa quieto. Mas mesmo quando o Arenas voltar a coisa pode ser meio feia.
Nos playoffs do ano passado, quando o Agente Zero voltou, ele estava claramente fora de forma e completamente sem entrosamento com os companheiros. Imagina ele de novo sem passar por uma pré-temporada, sem treinar e junto com o Etan Thomas, que também não joga há mais de uma temporada e irá lutar com um novato pela vaga de titular deixada pelo contundido Brendan Haywood.
Dá pra imaginar o nível de entrosamento que esse time vai ter com os dois em quadra? O negócio pode até dar certo, mas até lá vai ser feio. Recomendo cautela para os menores de 16 anos.
Atlanta Hawks

Motivos para assistir:
Te dou dois motivos para assistir ao Hawks: Josh Smith e Joe Johnson.

Há umas duas temporadas o técnico do Hawks, Mike Woodson, disse que o Joe Johnson era tão bom quanto o Kobe, só não tinha o reconhecimento da imprensa. Acho que ele exagerou um pouco, mas ele vale o ingresso sim, o cara é pura finesse, uma maravilha de ver jogar, um dos jogadores mais completos da NBA.
Já o Josh Smith não é nada de finesse, é muita força. E você tem que concordar que o Josh Smith é especialista nas duas coisas que mais fazem os torcedores pularem da cadeira no meio de um jogo, as enterradas e os tocos. O cara é uma máquina de dar tocos quando alguém acha que vai para uma bandeja sozinha no contra-ataque.
Se você realmente se importa com o Hawks, o que eu duvido, você ainda pode acompanhar a evolução do fenômeno reboteiro Al Horford, do segundo-anista Acie Law e até ver como o Mike Bibby se comporta agora que ele está no último ano do seu contrato. Mas só faça isso se não tiver namorada, um video-game ou uma peteca, senão é perda de tempo.
Motivos para não assistir:
Ué, é o Hawks. Mas tudo bem, dou três motivos para você não ver jogos do Hawks então:
-Você gosta de basquete
-Você tem bom senso
-Você não assiste nada que envolva o Zaza Pachulia
Brincadeiras à parte, quem acompanhou a série contra o Boston nos playoffs do ano passado sabe como o Hawks pode ser em um jogo um time empolgante e no jogo seguinte parecer um time juvenil que te dá desgosto de viver.
Charlotte Bobcats

Motivos para assistir:
Pegue tudo o que eu disse acima do Josh Smith e troque o nome por “Gerald Wallace“, é a mesma coisa mas com mais chances de contusão.
Além dele tem o Okafor, que nunca foi tão bom quanto deveria ser mas sempre toma uma enterrada bonita na cabeça. A versão 3.0 do Mbenga é legal de assistir pelo motivo errado, mas é legal.
Além disso, tem a volta do Adam Morrison, que obviamente nunca vai dar certo na NBA mas que tem o bigode mais firmeza da história da liga. Sim, bigodes são motivos pra ver um jogo, assim como eu só vejo o Celtics jogar pra ver que penteado o Scott Pollard está usando.
Motivos para não assistir:
Vai dar errado. Eu não estou torcendo para eles se ferrarem, mas essa experiência com o Larry Brown parece aqueles casamentos de artista que você já começa a contar os dias para o divórcio assim que vê os dois recém-casados na Caras. Outro dia ele já deu uma entrevista dizendo que os armadores DJ Augustin e Ray Felton estão se esforçando muito para respeitar o sistema ofensivo, mas que eles estão se esforçando tanto que não tá dando certo, eles têm que se soltar mais.
Aí quando eles se soltarem mais o cara vai dar um piti e vai brigar com todo mundo. Aí o Gerald Wallace vai ter dor nas costas, o Okafor vai torcer o pé, o Adam Morrison já voltou a sentir dor no joelho, o Sean May está gordo, o Matt Carroll é coleguinha de classe do Chris Quinn e o ginásio vai ser atacado por terroristas que vão acusar o Nazr Mohammed de ter traído o movimento.
Então o Larry Brown vai repetir uma frase que ele já disse antes mesmo da temporada começar: “Eu deveria ter me aposentado”, que foi o que ele disse, em tom de brincadeira (ainda), depois daquele jogo em que o Bobcats perdeu o primeiro período por 40 a 9.