Preview 2012/13 – New York Knicks

Continuamos aqui o melhor preview da temporada já escrito por um blogueiro preguiçoso que deixa tudo pra última hora. Veja o que já foi feito até agora:

Leste: Boston CelticsCleveland CavaliersBrooklyn NetsIndiana PacersAtlanta HawksWashington WizardsChicago BullsOrlando MagicToronto RaptorsPhiladelphia 76ersCharlotte BobcatsDetroit Pistons e Milwaukee Bucks

Oeste: Memphis GrizzliesSacramento KingsDenver NuggetsGolden State WarriorsSan Antonio SpursLos Angeles ClippersPhoenix SunsOKC ThunderMinnesota TimberwolvesUtah Jazz e Dallas Mavericks,  New Orleans HornetsPortland Trail Blazers e Houston Rockets

Até o esperado dia 30 de Outubro, quando teremos a rodada inicial da Temporada 12/13 da NBA, todos os times terão sido analisados profundamente aqui no Bola Presa.

Nesse ano vamos repetir uma ideia de uns vários anos atrás. Ao invés de só comentar as contratações e fazer previsões, vamos brincar de extremos: O que acontecerá se der tudo certo para tal time, qual é seu teto? E o que acontecerá se der tudo errado, onde é o fundo do poço? Em outras palavras, como seria um ano de filme pornô, onde qualquer entrega de pizza vira a trepa do século? E como seria um ano de novela mexicana, onde tudo dá errado e qualquer pessoa pode ser o seu irmão perdido em busca de vingança?

Hoje é dia de falar do time que representa uma cidade que para toda por causa de uma brisa, o New York Knicks.

 

New York Knicks

 

 

 

 

 

Quando o New York Knicks resolveu não cobrir a oferta que o Houston Rockets fez por Jeremy Lin, comentei sobre como o Knicks estava ignorando o retorno financeiro que o armador poderia trazer. Saia caro, mas rendia bastante também. Também lembrei de que, apesar dos defeitos, era um jovem cheio de potencial e que ainda teria o bônus de ter dois grandes armadores veteranos segurando a peteca pra ele, Jason Kidd e Pablo Progioni. 

Mas ao analisar isso, ignorei a questão dos torcedores. E veja o depoimento de um torcedor do Knicks (lá de Nova York, não as coisas falsetas que achamos por aqui) no Two-Minute Warning:

Eu, e provavelmente a grande parte dos torcedores do Knicks, nos sentimos traídos quando vimos que Dolan não quis manter Lin depois de ter prometido que o faria. Foi um choque coletivo, um tapa na cara dessa fanbase. A cidade parecia de luto do basquete. Não é pelo que Lin significava dentro de quadra… Era pro que ele significava pra todos nós que torcemos pelo time, que acompanhamos esse time durante tantos anos e aguentamos muita incompetência e jogadores pouco carismáticos ao longo do tempo. Lin era o nosso jogador. Eu sei que Carmelo é o nosso Franchise Player e nosso melhor jogador, e vamos aonde ele nos levar… Mas Melo foi criado no Nuggets. Nós só o trouxemos para NY. Lin era nosso desde o começo. Ele surgiu aqui, tinha orgulho em ser um Knick e de jogar no MSG enquanto assistíamos. E ele conectava com a torcida de uma forma que Melo ou Stoudemire nunca seriam capazes. Ele trouxe o interesse de volta pro time, ao ponto de que os ingressos subiram de preço no seu terceiro jogo e ninguém ligou de pagar o extra.

Essa ligação com a torcida é algo completamente irracional. Ele usa o argumento do Carmelo Anthony ter sido criado no Nuggets, mas não é só isso. Pode-se argumentar que Lin é da costa oeste e que seu primeiro time foi o Golden State Warriors, ele é cria do outro lado do país. Mas não é esse o ponto, a torcida sentia que o Lin fazia parte de lá de um jeito especial, e ninguém precisa de argumentos sólidos e reais para isso. Para os torcedores do Knicks, Lin fará falta.

E para continuar nos erros, não fui muito fã da demissão do Mike D’Antoni. Sei que os jogadores mais veteranos não os respeitavam tanto e talvez tenha sido necessário, mas acho que ele estava fazendo um bom trabalho e melhorando o time com o passar do tempo. E não vou lembrar aqui de como também não gostei de quando eles trocaram Danilo Gallinari e meio time por Carmelo Anthony. Será que eu sou incapaz de gostar de qualquer coisa que o Knicks faça?

Tenho que considerar o fato de que eu sou um chato anti-Knicks, porque apesar de tudo isso que eu desaprovei, o time está muito bem. Mike Woodson, que era assistente de D’Antoni, não fez o time voar como na época da Linsanity quando assumiu, mas fortaleceu ainda mais a defesa e a deixou como uma das melhores da liga. Aliás, uma ideia: D’Antoni construiu o ataque onde Carmelo rendeu melhor em toda sua vida, o da Seleção norte-americana. Mike Woodson fez uma defesa que colocou o Knicks como um dos adversários mais complicados do Leste. Por que os dois não poderiam continuar trabalhando juntos? Se o time não aceitava todas as ordens de D’Antoni, ele poderia virar assistente enquanto Woodson assumiria o cargo principal. Por que ao deixar de ser o head coach D’Antoni teve que simplesmente sair? Nem sei se ele toparia, mas para o Knicks seria bom ter um bom coordenador ofensivo como o Sr.Bigodinho.

A troca por Carmelo Anthony não pode ser considerada desastrada também. Às vezes ele concentra demais o jogo nele e prejudica a movimentação de bola, que era o charme do Knicks sem estrelas de Gallinari, Wilson Chandler e cia., mas Melo é um baita pontuador, compensa isso de outras formas. Acho que ele deixa o time mais chato e seu estilo de jogo não é dos mais fáceis para o resto do elenco se adaptar, mas ele está longe de afundar os times como os mais exagerados às vezes dão a entender. Talvez apenas não seja o companheiro ideal para Amar’e Stoudemire, por exemplo, mas entre os dois quem deve rodar é o grandalhão que, aliás, está machucado e ficará 6 semanas de molho. Bom para Carmelo Anthony que poderá jogar mais tempo na posição 4, onde brilhou bastante no último ano.

Por fim, a perda de Jeremy Lin tem mais valor simbólico para a torcida do que necessariamente dentro de quadra. Se D’Antoni ainda fosse técnico Lin poderia ser mais usado, já que ele gostava de usar um armador controlando mais a bola e atacando a cesta. Mas Woodson pede um time mais lento, que jogue mais a bola no pivô e até usando Carmelo Anthony no pick-and-roll. Não seria o esquema ideal para Lin e é uma função que o recém-chegado Raymond Felton pode executar numa boa. O armador não está mais gordo como na última temporada pelo Blazers (“Não me preparei porque achei que não ia ter temporada”, disse o gênio) e ele teve o melhor momento da carreira em Nova York, acho uma aposta válida. E apesar da carreira pouco vitoriosa na NBA, tem mais experiência que Lin. Para um time que está desesperado para voltar ao topo, que não vence uma série de Playoff desde o século passado, talvez seja melhor apostar num cara mais rodado.

Ou seja, pelos caminhos tortos que eles escolheram, mesmo ousando discordar de mim, o Knicks está bem encaminhado. Como sinais amarelos de atenção eu destaco três coisas: (1) Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire não rendem bem ao mesmo tempo por nada nesse mundo. Ainda acho que a solução é usar Amar’e como 6º homem, (2) Felton, Kidd e Progioni são novos no time, muito entrosamento para pegar no começo da temporada e (3) o time tem muitos veteranos no elenco, Rasheed Wallace, Jason Kidd, Marcus Camby e Kurt Thomas são mais velhos que alguns técnicos por aí. Não podem ficar na friagem porque se pegarem sereno já desfalcam o time. Atenção é necessária ao controlar minutos desses caras, que serão importantes.

Entre os coadjuvantes do time, muitos bons defensores. Além dos já citados Marcus Camby e Jason Kidd, Ronnie Brewer chegou e eles ainda tem o excelente Iman Shumpert. Sem contar o Tyson Chandler, eleito melhor defensor da NBA na última temporada. Defesa não vai faltar, mas é necessário achar um equilíbrio já que especialistas em outras áreas, como os 3 pontos (JR Smith e Steve Novak) não são tão bons assim lá atrás. Não me surpreenderia se Mike Woodson demorasse um bom tempo para encontrar os melhores quintetos para usar a cada situação de jogo. Mas ei, pelo menos nesse ano eles tem todas as peças pra o quebra-cabeça.

 

Temporada Filme Pornô

Disse e repito, o New York Knicks não ganha uma série de Playoff desde o século passado! No ano 2000 eles chegaram na final do Leste e é isso. Desde então foram 12 temporadas, 4 classificações para a pós-temporada e 4 eliminações na primeira rodada.  Ou seja, embora eles pensem grande e queiram lutar pelo título, simplesmente voltar a vencer uma série e participar das fases mais agudas do campeonato já será uma grande vitória.

Calma, não me batam torcedores do Knicks. Sei que vocês não vão se satisfazer com tão pouco, mas vai ser preciso uma temporada muito impressionante para conseguir mostrar que estão na frente de Miami Heat, Boston Celtics e até Indiana Pacers. 

 

Temporada Drama Mexicano

Temporada do Knicks sem drama existe? Alguém já viu uma? Juro que não conheço. A questão é qual vai ser o drama desse ano. Palpite 1: Briga de Carmelo Anthony com Mike Woodson. Palpite 2: Amar’e Stoudemire pede para ser trocado. Palpite 3: Qualquer coisa envolvendo o JR Smith. Palpite 4: Não acontece nada mas a imprensa da cidade dá um jeito de criar confusão. Façam suas apostas!

 

Top 10 – Jogadas do Knicks em 2012

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Chandler e a teimosia de resultado

Essa semana Tyson Chandler foi condecorado como Melhor Defensor do Ano na NBA. Como disse no post sobre o assunto, todos concordam que ele é um defensor completo, eficiente e um líder. Reconstruir a defesa do NY Knicks foi só uma repetição do trabalho que ele fez na temporada anterior, quando foi essencial na construção da defesa do Dallas Mavericks, campeão da NBA. Dirk Nowitzki, o técnico Rick Carlisle e qualquer crítico por aí pode confirmar que Chandler, usando um termo já batido, mudou a cultura defensiva do Mavs.

O prêmio, portanto, não foi estranho. E se você acompanha a NBA há poucos anos, parece natural ver um grande pivô ter impacto em duas equipes de qualidade em anos consecutivos. Mas quem está aí por mais tempo ainda se perturba. Tyson Chandler não era um jogador sem noção de nada? Um gigante que pulou o colegial e que foi um dos grandes fracassos do começo dos anos 2000 na NBA ao lado de Eddy Curry, Kwame Brown e Michael Olowokandi? É como imaginar que daqui 10 anos estaremos falando de como JaVale McGee foi a peça fundamental em um time campeão.

Quem joga com CP3 sempre está rindo à toa

Chandler começou a carreira no Chicago Bulls, na época pós-Jordan, o chamado Baby Bulls, onde ele era um dos Babies ao lado de Eddy Curry. A dupla de garrafão do futuro nunca vingou, o time era medíocre e ele, após 6 anos, acabou indo para o New Orleans Hornets, onde finalmente passou a jogar bem. Byron Scott o fez um bom defensor, Chris Paul o fez um especialista em finalizar pontes aéreas. Depois de rápida passagem pelo Charlotte Bobcats, Chandler foi para o Mavs e o resto a gente se lembra. As questões que o sucesso de Chandler na NBA após 10 anos de carreira nos trazem são simples: Por quanto tempo um time deve aturar um jogador que não rende? Quando a aposta é válida e quando é jogar dinheiro no lixo? O que faz um jogador evoluir depois de tanto tempo e por que outros continuam empacados?

Consigo pensar em 5 casos clássicos de insistências.

1. O cara grande
O Tyson Chandler já entra nesse grupo, assim como Kwame Brown, Darko Milicic e tantos outros, até Kevin Love, por que não?. Não importa o quanto o jogador comece mal sua carreira, se ele tem altura e tipo físico que são raros de serem encontrados, alguém sempre vai apostar nele. Sempre tem um General Manager ou técnico que acha que pode ensinar o grandalhão a jogar basquete. Deu certo com o Lakers investindo no adolescente Andrew Bynum, com o Wolves não se desesperando em trocar Love. Mas não deu com uma caralhada de gente: De Jerome James a Robert Swift, não faltam exemplos de pivôs que fizeram uma fortuna só pelo o que poderiam vir a ser um dia.

2. O Talento bruto
A altura é o exemplo físico, esse é o técnico. O pessoal testa os jogadores e vê talento bruto: controle de bola ou bom arremesso, por exemplo. Mas o problema é que às vezes esses caras não tem boa defesa ou qualquer noção tática de jogo, mas, de novo, sempre vai ter alguém com esperança de ensinar os caras a jogar basquete. Essa temporada vimos o Gerald Green, Draftado em 2005, finalmente sendo útil de verdade para um time da NBA. Em compensação, não deram em nada os anos e anos apostando em Darius Miles, por exemplo.

3. O bichado
O cara sabe jogar e já provou isso, mas se machuca o tempo todo. Eventualmente alguém vai achar que apostando no cara vai colher os frutos quando seu corpo funcionar. O Rockets investiu importante parte da sua última década em Yao Ming e Tracy McGrady e não foi longe. O caso do Portland Trail Blazers com o Greg Oden nem precisa de muitas explicações. Em compensação o Lakers não parece arrependido de manter Andrew Bynum e seus joelhos ferrados, assim como o Suns só ganhou ao apostar em Grant Hill. O Clippers não se desesperou também com a contusão de Blake Griffin e só esperou ele melhorar.

4. O pirralho
Volta e meia surge um pirralho com potencial em um time bom, daqueles que querem ganhar um título hoje. O Pistons tinha Darko Milicic em 2004 e o encostou no banco, esperando ele se desenvolver. Não deu certo. Mas trocar logo de cara é a solução? O Boston Celtics trocou Joe Johnson no meio de sua primeira temporada para pegar Tony Delk.

5. O bipolar
Esse é aquele cara que tem talento e tem físico, mas não consegue se impôr regularmente. O caso mais atual é o de Evan Turner, do Sixers. Tem dias que é genial, tem dias que ninguém vê ele na quadra. Quantas temporadas de adaptação ele precisa até deslanchar? Será que vai deslanchar? O Raptors já teve essa dúvida com Tracy McGrady há mais de 10 anos, trocaram e se deram mal. Mas outros times mantiveram esses bipolares e o que dizer de caras como Rodney White e Marcus Fizer? Alguém sequer lembra deles?

 

Em todos os casos dá pra pensar em exemplos de sucesso e de fracasso total. Mas será que é assim só sorte? Um pouco sim, prever o futuro é sempre complicado, mas podemos achar algumas coisas em comum nos casos de sucesso, dando dicas do caminho para o êxito.

Entre os que deram errado é bem fácil perceber uma coisa que todos os jogadores tem em comum: falta cabeça. No perfil que fizemos de Kwame Brown fica claro como ele não estava nada preparado para a vida da NBA. Ou melhor, ele não estava preparado para a vida adulta em geral, muito menos com a pressão da mídia, do seu time e até de Michael Jordan. Estava fadado ao fracasso. O caso de Darius Miles é curioso porque ele começou bem na NBA e despencou de nível quando foi trocado do Clippers para o Cavs e seu melhor amigo, Quentin Richardson, ficou em Los Angeles. Os dois eram melhores amigos no nível de menina adolescente, faziam tudo juntos fora da quadra, Miles se perdeu sem seu companheiro. Em entrevista a Bill Simmons, Chandler afirmou que chegou na NBA sem paciência, querendo sucesso imediato e que se frustrou muito com os anos de derrota seguidas. Disse também que aos poucos aprendeu com tudo isso, mas que é uma armadilha que pode arruinar carreiras. Ele não citou nomes, mas estava basicamente falando de seu parceiro Eddy Curry.

Outra coisa só pode ser percebida no ambiente cotidiano. Tyson Chandler nunca teve preguiça de treinar, aprendeu toda a parte teórica de como ser um bom defensor e só melhorou fisicamente. Curry engordou, nunca aprendeu a se posicionar para rebotes e sua visão de jogo era nula. Estudar o basquete faz milagres. Até entre os bons isso faz diferença. Pegue vídeos de Vince Carter e Kobe Bryant lá pelo ano 2000 e veja como ambos são jovens talentosos. Veja vídeos de 2005 e Kobe parece umas 10 vezes melhores que Carter, com muito mais recursos. Veja vídeos de 2010 e parece uma piada de mal gosto comparar o arsenal de jogadas que os dois tem.

Na entrevista que eu citei antes do Chandler para o Bill Simmons, o pivô diz que se tivesse que dar um conselho para ele mesmo quando mais jovem, diria para “ter paciência e estudar o jogo”. Paciência porque vai se fazer muita merda e perder muito até as coisas darem certo e estudar basquete porque, afinal, você é um jogador de basquete.

Mas não dá pra negar que só estudar talvez não tivesse dado certo se Tyson Chandler tivesse ficado em Chicago. Os torcedores e a diretoria do time já não tinham paciência com ele, muito menos a imprensa local. Mudar de ares pode dar a sensação de novo começo. O Darko Milicic era uma piada em Detroit, até dentro do time, ele nunca daria certo lá por mais que insistissem. Acabou que quando foi para Minnesota se achou. Nunca virou uma estrela, mas virou um bom defensor, digno de estar na NBA pelo menos. Outra característica de Darko era a falta de paciência, citada como

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pecado por Chandler. É o oposto de Bynum, que mesmo insatisfeito aceitou suas funções no Lakers. Primeiro como reserva, depois como um titular que não jogava os minutos decisivos. Poderia ter pedido para ser trocado já que Lamar Odom sempre estava em seu lugar quando o jogo apertava, mas não, ficou na dele e hoje se deu bem.

Gerald Green é o caso de sucesso mais confuso, ele teve que viajar o mundo antes de voltar e dar certo. Mas isso mostra outra coisa característica que deve ser observada nesses jovens jogadores, a competitividade. Conhecer uma pessoa muito competitiva pode ser um saco, não é necessariamente a melhor das qualidades num ser humano, mas para um atleta desse nível é importantíssimo. Só um cara muito competitivo não vai aceitar perder nem no treino e vai sempre tentar melhorar para não ter a humilhação de ser reserva daquele mané que você tem certeza que não tem tanto talento quanto você. Gerald Green parece ter esse sentimento de que sabia que era bom o bastante para a NBA e nunca aceitou ser menos que isso. No começo isso jogou contra ele, seu ego inflado fazia ele jogar como uma estrela sem ser uma, mas com a idade acabou sendo bem direcionado.

 

O engraçado é que a conclusão disso tudo é que para nós, que vemos de fora, é muito difícil saber em quem um time deve apostar. Como saber quem estuda ou não? Ou quem é competitivo? Como ter sequer ideia de quem tem cabeça para lidar com todas as pressões da NBA. Confiamos um pouco nos repórteres que acompanham os times de perto, mas é só. Só existe um tipo de jogador-promessa que podemos analisar sem qualquer tipo de dependência, são aqueles que julgamos não render porque estão fora de posição. Às vezes achamos que o cara não está bem porque deveria jogar mais dentro ou fora do garrafão, ou sem a bola, ou com a redonda nas mãos o tempo todo. Tracy McGrady não funcionava como um mero arremessador ao lado de Vince Carter no Raptors, foi dar certo quando comandava o ataque no Orlando Magic, por exemplo.

Esse assunto todo vai culminar no melhor time da atualidade na NBA, o San Antonio Spurs. Tony Parker, George Hill, Kawhi Leonard, Gary Neal e todos esses achados do time no Draft não eram grandes talentos fora de série antes de ir para o Spurs. Aliás, vários dos talentos do Spurs não brilharam nem em suas primeiras temporadas, Parker é o melhor exemplo. Mas nenhum deles tinha problema de comportamento, o Spurs escolhe jogadores que nos scouts vêm com o termo “high character”, ou seja, é um cara bonzinho, obediente, que vai treinar como um condenado e não vai arranjar confusão. O caso mais recente é o brazuca Tiago Splitter. A evolução dentro da NBA é algo muito individual, de vontade, mas é uma das funções do time conhecer seus atletas e saber quem vai tomar as melhores decisões na carreira. O Spurs sabe com quem contar. Mas não é perfeito também, claro, apostaram no físico e impulsão de James White e não deu em merda nenhuma.

Acho que o sucesso de Chandler é a prova de que no nível abaixo das super estrelas fora de série, a NBA é uma liga muito parelha. O melhor jogador de defesa da temporada poderia ser só um cara comum se o time certo não tivesse investido nele. Quem sabe Jameer Nelson não seria um All-Star com o técnico certo ou o Knicks não fosse o melhor time do Leste se tivesse se desfeito antes de jogadores horríveis? Lembram deles negando propostas de meia NBA pelo Channing Frye porque ele era um “jovem muito valioso”? Saber em quem investir ou quem ignorar pode ser a chave de anos de sucesso ou fracasso. Não é todo mundo que tem os jogadores espetaculares para lutar por título, mas os que sabem quando dar o pé na bunda e quando segurar, tem muito mais chances de ir longe. O Spurs tem tudo isso, tenham medo.

O melhor defensor do ano

O melhor defensor do ano

Começaram a sair os prêmios de melhores da temporada. Todos tolos, vagos e questionáveis como sempre. Ontem Gregg Popovich foi premiado como melhor técnico e hoje Tyson Chandler recebeu o troféu de melhor defensor da temporada. O melhor técnico é simples de descobrir: pegue os times mais bem colocados e veja os que as pessoas menos esperassem que ganhasse tanto. 50 vitórias para o Spurs? Uau, dê para o Pop.

Já o de Defensor do Ano é um prêmio mais legal. Idiota, claro, mas mostra como as pessoas enxergam bons defensores na NBA. É um teste de valores entre os críticos do basquete. Eu escrevi um texto sobre como identificar um bom defensor há alguns meses, mas pelo jeito discordo de muita gente que tem direito a voto na liga. Aqui o link com os votos detalhados para o prêmio.

 

Tyson Chandler ser eleito o melhor não me incomoda, longe disso. Ótimo defensor no mano a mano, muito bom na cobertura, bom nos rebotes defensivos e, segundo dizem, um líder. Sabe como convencer seus companheiros da importância da defesa e como ajudá-los durante os jogos. Não sei se é um tagarela como Rasheed Wallace que, segundo Larry Brown, narrava a defesa para seus companheiros de time, mas certamente Chandler ajuda os outros em volta dele a serem melhores. O que começa a me incomodar está na segunda posição da lista, Serge Ibaka. Por muito pouco ele não levou a disputa!

O ala de força “espanhol” é mestre nos tocos. E quando eu digo mestre é porque ele alcançou excelência nas mais diversas formas de bloquear o arremesso de um adversário. Esse post do NBA Playbook mostra passo a passo todos os tipos de tocos que se é possível num jogo de basquete e como Ibaka é ótimo em todos. Mas será que basta isso para ser o melhor defensor de toda a liga? Quando Ibaka defende jogadores em jogadas de isolação, ocasião que aconteceu 83 vezes na temporada, seus adversários acertam 41% de seus arremessos, isso o coloca na posição 164 da NBA. Chandler, por outro lado, é o 19º segurando os adversários a 27% de acerto. 

Em jogadas de post-up, quando o atacante está de costas para a cesta, Serge Ibaka cede em média 0,85 pontos por posse de bola, um número bom, mas longe de ser espetacular. Chandler cede 0,72, muito melhor e igual ao de outros especialistas como Kevin Garnett. No pick-and-roll, marcando o homem do bloqueio, jogada que Ibaka enfrenta o tempo todo, novamente ele está longe de ser ótimo. Sofre 0,94 pontos por posse de bola. Não é um lixo, mas está anos luz de ser uma muralha. E nem precisamos ir tanto pelos números, só ver que o próprio técnico do Thunder, Scott Brooks, muitas vezes tira Ibaka para colocar Nick Collison no time quando a ameaça do outro time não se dá nas infiltrações.  Em poucas palavras, Serge Ibaka é um bom defensor especialista em tocos, imagino que se precisa de mais para ganhar o título de melhor de todos.

Acontece que os tocos ainda são super valorizados, assim como os pivôs. Sabiam que desde 1989 apenas dois jogadores que não são jogadores de garrafão ganharam o prêmio de melhor defensor do ano? Foram Gary Payton em 1996 e Ron Artest em 2004. Pelos nomes dá pra ver que para levar o prêmio sem ser gigante você precisa ser muito fora de série.

Nessa temporada tivemos grandes defensores de perímetro como LeBron James (28% de aproveitamento dos adversários em isolações), Tony Allen (4.000 roubos de bola e 0,6 pontos por posse de bola em pick-and-rolls) e um dos meus favoritos, Shawn Marion. O Matrix teve ótimos números defendendo jogadores no post-up (geralmente alas de força altos) e no pick-and-roll, marcando armadores baixos e rápidos. É o defensor  mais versátil da NBA. Mas além dessas estatísticas confusas que vocês devem pular na hora de ler, que outros números falam sobre eles? Nenhum. Lembra que disse que o valor desses prêmios era ver como os especialistas pensam? Eles ainda acham que defender bem é ser enorme e dar tocos. Será que é só isso?

PS: Algmas coisas na lista me agradaram. Geralmente não dão moral para novatos, mas os excelentes Avery Bradley e Iman Shumpert receberam alguns votos. Agora o mané que deu um voto de 3º melhor defensor para o Russell Westbrook merece um tapa na cara. Dado pelo Ibaka de preferência.

Rose fora dos Playoffs, Durant vence no final

Os Playoffs começaram de maneira bem deprimente. Não só porque o primeiro jogo não deu nem pro cheiro, mas porque no último minuto da vitória do Bulls sobre o 76ers por 103 a 91, Derrick Rose (23 pontos, 9 rebotes, 9 assistências) machucou o joelho em uma jogada sem contato com nenhum adversário e está oficialmente fora de todo o resto dos Playoffs e até das Olimpíadas. Contusões são sempre chatas, mas sabemos são normais no esporte, mas essa em especial é mais triste porque o melhor time da temporada regular praticamente dá adeus às chances de título sem seu melhor jogador. Os Playoffs e em especial o Leste perdem boa parte de sua graça sem Rose.

Ontem o Bulls mostrou mostraram que são muito superiores ao Sixers e devem levar a série por 4-0 ou 4-1 mesmo sem Rose, mas e depois contra Celtics ou Hawks? Difícil. E contra o Miami Heat? Impossível. Sobre o Sixers: Fizeram o jogo do jeito que dava, mas não conseguiram parar uma jogada: Rip Hamilton e Kyle Korver passando por mil bloqueios até arremessarem bolas de meia distância. Hamilton fez 19 pontos em 6/7 arremessos, Kover fez 11 pontos em 5/8 arremessos. 

O 2º round da rodada teve outra contusão. Não de uma super estrela, mas quem acompanhou a temporada do Knicks sabe que Iman Shumpert era parte importante do elenco, o melhor defensor de perímetro do time. Segundo a ESPN, Shumpert pode ficar até 8 meses sem jogar. E as coisas já foram difíceis com ele em quadra… o jogo entre os Knicks e Heat, o mais esperado do dia, levou o Troféu Maria da Penha de surra da rodada: 100 a 67 para o Heat!

O herói da lavada foi LeBron James, que fez 32 pontos em 31 minutos jogados, acertou tudo de todas as maneiras. Além de LeBron exigindo o troféu de MVP, o Heat venceu na defesa com uma estratégia ridícula de tão simples. Na hora de marcar Carmelo Anthony, LeBron James ou qualquer outro que estivesse na defesa do ala do Knicks simplesmente tomava a sua frente. Sim, é isso, acabou. O Knicks tinha várias alternativas para colocar a bola na mão de sua estrela, mas falhou em todas. Bola por cima do marcador? LeBron é grande demais e acabou o jogo com 4 roubos. Trazer um pivô para a cabeça do garrafão e passar a bola para Melo no backdoor? Nem tentaram. Melo usando bloqueios? Jamais, ele é uma estrela.

Os torcedores do Knicks podem reclamar o quanto quiserem da arbitragem, que realmente marcou algumas faltas fantasmas para o Heat no primeiro tempo, mas nem de longe esse foi o problema do time. Depois dessas faltas de mentira o time começou a bater de verdade, se desesperou na defesa e no ataque passou a infiltrar a esmo, esperando compensação dos juízes. O resultado foram 6 faltas de ataque só no primeiro tempo: 2 cavadas por Shane Battier, 4 por LeBron James. A falta de cabeça do Knicks ficou mais clara nesse bloqueio/falta de Tyson Chandler em LeBron. Fazer bloqueio em movimento já é falta, baixar o ombro o transforma em falta flagrante. Fazer isso na cara do juiz quando já se tem 3 faltas no meio do 2º quarto é burrice:

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Vamos para o 3º round. O jogo menos esperado do dia, o que foi colocado no horário do “todo mundo foi jantar para voltar e ver a última partida” acabou sendo a grande surpresa da rodada. O Orlando Magic, mesmo sem Dwight Howard, roubou um jogo do Indiana Pacers em Indianapolis por 81 a 77. De tudo o que falamos no Preview de ontem, o Pacers até fez quase tudo certo, só faltou um detalhezinho de nada, aquela parte que falo do nojo que era o ataque do time no começo da temporada. O Pacers acertou apenas 34% de seus arremessos! É um absurdo de pouco, especialmente jogando em casa. O único jogador a acertar mais de 50% de seus arremessos foi David West (19 pontos e 9 rebotes) com 8 acertos em 14 tentativas.

O pior é que mesmo assim o Pacers ainda vencia até o finalzinho do jogo. Tudo porque o Magic também é uma porcaria no ataque. Sem Dwight Howard, sugeri que o time jogasse mais rápido que o de comum e achei que quando fizeram isso no final do 1º quarto e no começo do 2º deu muito certo. Rendeu bolas de 3 de Jason Richardson (17 pontos, 5 bolas de 3), lances-livres para Hedo Turkoglu e infiltrações para Jameer Nelson. Mas no segundo tempo eles voltaram para o ritmo deles, um dos mais lentos da NBA, e o resultado foi desastrado. Eles marcaram apenas 30 pontos no 2º tempo, 13 no 3º período. O ataque de meia quadra deles é medícore. Eventualmente alguém sobra para uma bola de 3 pontos, mas a jogada de pick-and-roll na linha dos 3 pontos que dá um pouco mais certo com Dwight Howard deu muito errado com Glen Davis. Sim, ele fez 19 pontos, mas precisou de 20 arremessos para isso e tomou 6 dos 9 tocos que Roy Hibbert deu no jogo, além de não ter conseguido cavar um lance-livre sequer. O que salvou o jogo de Big Baby é que ele é raçudo demais, conseguiu 6 valiosos rebotes ofensivos na marra e assim deu uma chance para o Magic vencer a partida.

E o que falar de Roy Hibbert? Ótimo na defesa (9 tocos, 13 rebotes), mas só fez 8 pontos e acertou apenas 3 dos 11 arremessos que tentou. Se posicionou mal para receber a bola, algumas vezes estava em posição de atacar a cesta e soltou passes desnecessários. A maior decepção do dia, sem dúvida. O que salva a crítica de Hibbert é que outros também federam feio: Darren Collison fez 2 pontos, 1/7 arremessos, incluindo um airball a 12 segundos do fim. Leandrinho teve 1/4 arremessos e só 3 pontos. E Danny Granger, que fez 17 pontos, andou com a bola quando teve a chance de empatar o jogo nos segundos finais. Esse final de jogo, aliás, vai ficar para sempre na memória do time caso eles não consigam virar a série: Nos últimos 4 minutos de jogo eles tomaram um 11 a 0 do Magic! Como um time passa os últimos 4 minutos de um jogo de playoff em casa sem fazer um pontinho?! O Pacers é muito mais time, mas não pode se dar ao luxo de errar tanto.

Fechando a rodada, jogaço entre o campeão Dallas Mavericks e Oklahoma City Thunder. E se não fosse por alguns centímetros eu estaria aqui idolatrando Shawn Marion a partir de agora. O Thunder perdia por 1 ponto faltando 9 segundos quando Kevin Durant recebeu a bola para tentar a vitória e Marion o marcou com perfeição: Não deu espaço para o chute de 3 pontos, quase roubou a bola, obrigou Durant para driblar para o lado esquerdo e na hora do arremesso contestou o chute sem falta, forçando KD a mudar sua mecânica de chute. Dá pra pedir mais? Mas a bola bateu no aro, subiu, bateu na tabela e entrou. Talvez se a regra de limpar o aro existisse na NBA o Mavs estaria comemorando a vitória hoje, mas não é o caso.

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Antes disso o jogo foi disputadíssimo e ninguém abriu grande vantagem, os dois times jogaram bem. O Thunder driblou a boa defesa do Mavs porque conseguiu forçar erros e sair correndo no contra-ataque, finalizando antes do Mavs se estabelecer. Jogos assim favorecem Russell Westbrook, que fez 28 pontos, 3 a mais que o herói Kevin Durant. Serge Ibaka (22 pontos, 5 tocos) também foi bem e até bola de 3 acertou! Pelo Mavs, vimos o Jason Terry do mundo bizarro sendo a ajuda necessária na pontuação. Ele foi ótimo como sempre, mas fez todos seus 22 pontos ANTES do 4º período!!!! Antes! Tá tudo muito estranho nesse mundo. O cestinha, claro, foi Dirk Nowitzki com 25 pontos, incluindo os 2 lances-livres que deram a vantagem de 98 a 97 para o Mavs antes da bola de Durant.

 

Top 10 da Rodada

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Preview dos Playoffs – Parte 1

Começamos o Preview dos Playoffs com algumas das séries que começam nesse sábado: Bulls/Sixers e Heat/Knicks. Até o fim do dia postamos o Preview das outras séries que tem início hoje: Pacers/Magic e Thunder/Mavs. Amanhã postamos o preview do que sobrou. Também não esqueça de ver os Prêmios Alternativos do Bola Presa e nossa eleição com as Fotos do Ano.

 

Chicago Bulls x Philadelphia 76ers

O que o Bulls precisa fazer para vencer:

Os dois times são conhecidos por coisas parecidas. O Chicago Bulls acabou a temporada com a 2ª melhor defesa da NBA e contando com atuações fenomenais dos seus reservas para compensar contusões, ausências e, muitas vezes, resolver jogos complicados. O Sixers foi a 3ª melhor defesa da liga e tem em um reserva, Louis Williams, seu cestinha com 14.9 pontos por jogo. Para o Bulls vencer essa série com facilidade será essencial descobrir logo como marcar o banco do seu adversário. Kyle Korver não pode passar muito tempo brincando de mano a mano com Louis Williams, mas se Ronnie Brewer o defender (o que eu acho que vai acontecer e é a melhor escolha), quem vai tomar conta de Thaddeus Young e Evan Turner? O banco do Sixers costuma jogar com jogadores mais baixos, enquanto o Bulls cresce com Taj Gibson e Omer Asik, quem obrigar o outro a sair de seu plano de jogo primeiro deve ter vantagem.

Não podemos esquecer, claro, dos titulares. Vai ser um duelo interessante entre Derrick Rose, voltando ao ritmo de jogo contra Jrue Holiday e Andre Iguodala, dois dos melhores defensores de perímetro da NBA e que vão se revezar para fazer da vida do MVP em um inferno. E Rose precisa jogar bem porque as infiltrações dele são parte importante do ataque do Bulls, especialmente nessa série. Sem ele durante boa parte da temporada a jogada que o Bulls mais usou foi o “spot-up”, quando um jogador se posiciona, recebe a bola e chuta, sem drible. Essa jogada é extremamente bem defendida pelo Sixers, segurando seus adversários a 39% de aproveitamento nesses chutes. Sem Rose o ataque do Bulls pode ser arrasado pelo Sixers.

Se o Bulls ao menos tiver produção semelhante a do Sixers quando os reservas estiverem em quadra e se Derrick Rose conseguir aumentar esse aproveitamento dos spot-ups para os seus companheiros o Bulls não deve ter problemas para fechar a série.

 

O que o Sixers precisa fazer para vencer:

O Sixers está longe de ser brilhante no ataque de meia quadra, eles precisam recuperar bolas e jogar no ataque de transição. Se isso já foi verdade durante toda a temporada, o que dizer contra o Bulls, que tem uma das melhores defesas de meia quadra da NBA? O segredo do Sixers é mudar um pouco sua defesa. O time é bom em forçar o oponente a errar arremessos, mas nem tanto em fazer o outro time desperdiçar a posse de bola. Apesar de ser a 3ª melhor defesa da liga em pontos cedidos a cada 100 posses de bola, de ser também a 3ª em aproveitamento de arremessos do adversário (42.7%), o time é apenas o 21º em forçar turnovers,13.9 por jogo.

Geralmente é difícil equilibrar as duas coisas porque quando se tenta muito roubar bolas e forçar erros, abre-se espaço para o outro time conseguir uma cesta mais fácil com um corte ou outro. É simples, nada é mais eficiente do que só ficar na frente do atacante, ao se arriscar para roubar a bola ou interceptar um passe a estrutura da defesa pode ir para o brejo. Então por que eu quero que o Sixers perca poder defensivo para roubar umas bolas a mais? Simples. O Bulls é o melhor time da NBA em rebotes ofensivos com 14 por jogo. O Sixers é bom em rebotes defensivos, mas nada fora de série. Logo, a melhor chance do time fugir das múltiplas posses de bola do Bulls e da defesa de meia quadra de Tom Thibodeau é roubar bolas e correr no contra-ataque.

Vai ser difícil o Sixers mudar assim em cima da hora, mas mesmo que mude é improvável que vença a série. O Bulls é mais completo e tem mais talentos individuais, algo essencial para conseguir cestas importantes em jogos de duas defesas tão sufocantes.

 

Miami Heat x New York Knicks

O que o Heat precisa fazer para vencer:

Se a série entre Bulls e Sixers é entre a 2ª e a 3ª melhores defesas da NBA, essa é entre os que vêm logo depois: Heat é o 4º time que menos toma pontos a cada 100 posses de bola, o Knicks é o 5º. Os dois times são muito bons na defesa, mas a maneira com que vão defender as principais armas ofensivas do outro time e as alternativas para contornar a defesa forte é que definirão quem leva a série.

Para o Heat se dar bem o primeiro passo é baixar a bola de Carmelo Anthony. Ele é bom, marca pontos a rodo e não vai simplesmente ser anulado, mas se ele for forçado a muitos erros e a um aproveitamento baixo nos seus arremessos já é meio caminho andado para a vitória. O problema é como fazer isso contra um dos mais completos jogadores ofensivos da atualidade? Quando tentam dobrar a marcação ele solta a bola para JR Smith, Steve Novak e chovem bolas de 3 pontos. O trunfo do Heat é tentar marcar Melo sem dobrar, no bom e velho mano a mano. Trabalho para LeBron James. Ao lado de Tony Allen e Andre Iguodala, LeBron está entre os melhores e mais completos defensores de perímetro da NBA. Ele tem tamanho, cabeça e velocidade para defender Carmelo, se tiver sucesso na função sem precisar de muita ajuda dos companheiros o Heat deve levar numa boa.

Mas tem o ataque né? LeBron James às vezes tem seu poder ofensivo diminuído quando tem que trabalhar muito como armador, já Dwyane Wade terá dores de cabeça sendo marcado por Iman Shumpert. E pior, como será o aproveitamento deles nas infiltrações com Tyson Chandler defendendo o garrafão? Lembramos como foi esse duelo nas Finais do ano passado contra o Dallas Mavericks. Para compensar isso é importante que as bolas de média e longa distância tenham aproveitamento decente. Shane Battier será importante nas bolas de 3 da zona morta, já Chris Bosh deve não só acertar seus arremessos de meia distância, mas também se impôr um pouco mais no garrafão e tentar forçar o Knicks a colocar uma formação mais alta. O time tem funcionado muito melhor com Carmelo Anthony na posição 4, se precisarem passar muito tempo com Amar’e Stoudemire e Tyson Chandler juntos podem acabar empacando. O Heat deve explorar essa fraqueza.

 

O que o Knicks deve fazer para vencer:

Começo de onde comecei a outra análise. Carmelo Anthony queria ser o foco ofensivo do time e conseguiu, agora é sua hora de brilhar e ele precisa vencer o duelo individual com LeBron James (e, em alguns momentos, Shane Battier). Se Carmelo conseguir muitas infiltrações e faltas nos

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seus marcadores, obrigará o Heat a fazer sua defesa rodar atrás dele. Isso abre espaço para Steve Novak arremessar de 3 pontos, para JR Smith dar seus arremessos doidos, para Tyson Chandler receber pontes-aéreas, pegar rebotes ofensivos e tudo mais.

Apenas um problema com tudo isso: Carmelo Anthony usa jogadas de isolação em 35% de suas posses de bola, é um número absurdamente alto. O Knicks, principalmente por causa dele, é o 6º time que mais tenta jogadas de isolação na NBA. Mas ao mesmo tempo Heat é o time que melhor defende esse tipo de ataque, com LeBron James, Dwyane Wade e Shane Battier no time, não é de surpreender. O Knicks, em especial Melo, deve fazer essa defesa parecer menos especial para poder sonhar com alguma coisa.

Outra arma do NY Knicks está no banco de reservas. Se JR Smith, Steve Novak e cia. costumam infernizar os adversários quando começam a acertar bolas de 3 pontos. E vejam só, o Miami Heat é o 5º pior time da NBA em aproveitamento de arremessos de 3 pontos dos adversários. Será esse o caminho? Pode ser, mas temos que lembrar de duas coisas: (1) Como esses arremessos são criados? Se for a partir de dobrar a marcação em Carmelo não acho que vá dar em alguma, a esperança é forçar erros e acertar aquelas bolas mortais de 3 pontos na transição, especialidade de Steve Novak, líder da NBA em aproveitamento de bolas de longa distância. (2) O Heat não tem bons números nos arremessos de 3 dos adversários, mas eles melhoraram muito a partir da parada do All-Star Game e em especial no último mês. Nos últimos 2 meses os adversários do Heat acertaram apenas 32% de suas bolas de 3 pontos em quartos períodos, essa marca deixaria o time em 5º lugar na NBA. Nada mal.

Para o Knicks se aproveitar das bolas de 3 pontos precisam forçar o Heat a seus números defensivos de 2 meses atrás. O segredo para isso é acertar sua defesa e usar as bolas de 3 em transição. Como acertar a defesa? Contra o Heat eu acho que não tem segredo. Fechem o garrafão a qualquer custo e paguem pra ver as bolas de longa distância. Eventualmente LeBron e Wade enterram sobre todo mundo, mas a longo prazo dá resultado. Quanto mais tempo Steve Novak ficar em quadra (pode ficar marcando Shane Battier, talvez?) melhor para essa estratégia dar certo.

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