Podcast Bola Presa РEdi̤̣o 124

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Bem amigos do Bola Presa, mais um podcast no ar!

Esta edição iria ser totalmente dedicada às perguntas dos leitores, mas a NBA sempre nos surpreende e temos uma TROCA: Kyrie Irving vai para o Boston Celtics em troca de Isaiah Thomas, Jae Crowder e a 1ª escolha do Draft de 2018 do Brooklyn Nets! Tentamos explicar os motivos que levaram dois times rivais de uma mesma conferência trocarem alguns de seus melhores jogadores entre si.

No Both Teams Played Hard respondemos perguntas sobre hierarquias numa franquia da NBA, um fã do Celtics se apegando a LeBron James, nosso gosto por NFL, a relação e a prisão de Zach Randolph com as drogas e o drama de um leitor com sua namorada e seu ex.

Comprometimento

Comprometimento

Assim que Kyrie Irving pediu uma troca (por motivos que abordamos longamente nesse post aqui) a posição do Cavs foi afirmar que o jogador ainda estava sob contrato e que portanto, se fosse necessário, ele jogaria normalmente a próxima temporada. Uma série de relatos mostravam que isso seria impossível, que o clima interno era irremediável e que LeBron James nunca mais seria capaz de dividir uma quadra com Irving, mas o posicionamento do Cavs era simplesmente uma mensagem em código, que poderia ser traduzida como “NÃO VAMOS ACEITAR TROCA MERDA”. Irving tem ainda mais 3 anos de contrato com o time, apenas 25 anos de idade, é um dos melhores jogadores da NBA e não faz nenhum sentido para a equipe abrir mão dele em troca de nada apenas para melhorar o clima dos vestiários. A situação do Cavs fica ainda mais delicada porque LeBron James, com apenas mais um ano de contrato, só decidirá seu futuro na equipe ao final da temporada de acordo com os resultados obtidos e o esforço da diretoria em melhorar continuamente o elenco. É difícil planejar a longo prazo quando o jogador principal do seu time assina contratos a conta gotas, podendo ir embora frente a qualquer pequeno deslize.

Ao contrário de Paul George e Jimmy Butler, que tiveram pouco valor de troca, o Cavs esperava conseguir com Kyrie Irving o impossível: tanto um jogador que fosse capaz de ajudar o Cavs imediatamente (para que o time possa lutar por título e assim aumentar as chances de manter LeBron James para a temporada seguinte) quanto peças capazes de ajudar o time num futuro hipotético em que eles precisem reconstruir sem LeBron, incluindo jovens promessas, contratos longos e baratos ou escolhas de draft. Qual time tem as possibilidades de oferecer esse tipo de pacote? Times assumidamente interessados, como o Phoenix Suns, não conseguiriam abrir mão de todas essas peças nem se quisessem. Por não estar (ao menos em teoria) desesperado, sem correr o risco de perder Irving por nada já que seu contrato é longo e na pior das hipóteses disposto a reconstruir outra vez ao seu redor se LeBron James partir, o Cavs teve a possibilidade de simplesmente recusar o Suns e esperar a proposta ideal. Que, sejamos sinceros, apenas o Boston Celtics poderia dar.

O novo calendário da NBA

O novo calendário da NBA

A NBA divulgou o seu calendário de jogos na última semana. Primeiro com os destaques da semana de estreia e a aguardada Rodada de Natal, depois liberando toda a lista com os 82 jogos das 30 equipes da liga. Em geral esses calendários só interessam dois grupos: os torcedores que já estão planejando que ingressos vão comprar; e as comissões técnicas que preparam suas planilhas de viagens, dias de descanso e dias de treino. Para a gente, tanto faz. O importante é ter jogo no League Pass todo dia e pronto, certo?

Meio certo. Há algum tempo que o assunto do calendário tem bombado e a razão é simples: 82 jogos são MUITOS jogos e muita gente está achando que isso está prejudicando a NBA. Seja pelas lesões, pelos jogadores cansados na parte mais importante da temporada –os Playoffs— ou até mesmo pela relevância dos jogos. É mais difícil vender ingressos ou a atenção dos telespectadores quando uma partida não é tão decisiva assim. São muitas partidas e no fim do ano mais times entram nos Playoffs (8) do que ficam fora (7) em cada Conferência, ninguém vai perder a cabeça por um jogo qualquer numa terça-feira em Janeiro.

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🔒 Até o fim

🔒 Até o fim

John Wall não aguardou o fim do seu contrato: preferiu assinar uma extensão, que funciona como um contrato que passará a valer imediatamente assim que seu contrato atual chegar ao fim em 2019. Dessa maneira, John Wall garante que estará no Washington Wizards até o longínquo ano de 2023 (quando já certamente teremos carros voadores, não é mesmo?) independente da situação em que a equipe se encontre até lá. James Harden seguiu a mesma linha: com bastante antecedência, assinou uma extensão que também o garantirá em Houston pelos próximos 6 anos, abdicando da possibilidade de ouvir ofertas de outros times. Num momento em que as grandes estrelas são disputadas a tapa, por que esses jogadores escolheriam ficar em suas equipes com antecedência ao invés de testar seu valor de mercado, podendo optar por times que inclusive estejam em melhores condições de lhes oferecer um título da NBA?