A relação entre o passe e o sucesso

Uma coisa que eu gosto muito com a volta do Both Teams Played Hard: às vezes preciso de ideias para um texto e elas surgem com as perguntas que vocês nos fazem. Não é hipocrisia de “nos ajude a fazer um site melhor” que os entendidos em ~engajamento~ falam, é realmente verdade. Afinal, ser adulto e trabalhar não é só ter menos tempo para escrever sobre basquete, mas também ter menos tempo para encontrar com os amigos que gostam de basquete, conversar sobre o assunto e, assim, se inspirar para novos posts.

A pergunta que me inspirou dessa vez foi essa aqui:

Existe alguma estatística que diz a quantidade de passes que um time executa em média por ataque? Seria legal, pra ter com precisão o quanto alguns times movimentam a bola e o quanto outros ataques são estagnados.

Gostei dela por dois motivos: (1) trata de um assunto do momento, os passes e a movimentação de bola estão muito em alta desde que o San Antonio Spurs tem usado essa estratégia para fatiar seus oponentes e (2) esse número de passes existe há algum tempo e o fato de alguém perguntar sobre ele mostra que não falamos o bastante sobre essa importante e divertida estatística.

Os novos números – Parte 2

Os novos números – Parte 2

Se você caiu de paraquedas neste texto, talvez seja melhor tirar um tempinho e ler a parte 1 deste especial. Lá falo dos números de distância e velocidade, toques na bola, passes e assistências e defesa.

No começo desta temporada eu fiz um post contando que a NBA havia fechado um contrato para instalar as câmeras do SportVU em todos os ginásios da liga. Para quem não lembra, o SportVU é um programa que se originou de um sistema rastreador de mísseis do exército israelense, mas que hoje funciona lendo todos os movimentos dos jogadores da NBA. O SportVU tem nos oferecido estatísticas antes inimagináveis, que agora nos ajudam a entender como jogam e como funcionam diferentes times e jogadores. Este texto serve apenas para discutir alguns destes números. Para a discussão das novas tecnologias na NBA vocês podem ler alguns textos antigos sobre o próprio SportVU, sobre o espaço na NBA e sobre a revolução estatística do basquete.

Todos os números citados aqui podem ser vistos na página de estatísticas da NBA, o NBA.com/Stats, dentro da sessão Player Tracking, que concentra os dados do SportVU.

 

DeAndre Jordan Rebound

Rebotes

Os rebotes eram uma área bem coberta pelas estatísticas antigas. Além dos números tradicionais de rebotes por jogo, já existiam também os rebotes por minuto e, com a ajuda de números de posses de bola, Rebounds Percentage, que era uma estimativa da porcentagem de rebotes pegos por um jogador quando ele estava em quadra. Por fim, meu número favorito, o que calcula a eficiência em rebotes de todo o time quando determinado jogador está em quadra.

O SportVU chegou para refinar esses números e oferecer alguns detalhes a mais. Um número interessante que eles mostram é o número de chances de rebote que um jogador tem por jogo, calculado por distância. Se no momento do rebote o jogador está a 3.5 pés (1.05 metros) da bola, é considerada uma chance de rebote. Com base nisso, eles também calculam, com mais exatidão do que o número tradicional, a porcentagem de conquista do rebote dentro dessas chances.

O líder em chances de rebote é (surpresa!) Kevin Love. Seu posicionamento fantástico o dá 19.7 chances de rebote por jogo, pouco mais que DeAndre Jordan, Dwight Howard, Zach Randolph e o promissor Andre Drummond. Sendo este um número que premia o bom posicionamento, nenhuma surpresa pra gente, certo? Curioso que o único jogador no Top 50 que não é um ala de força ou pivô é Carmelo Anthony. No Top 100 o único jogador de backcourt é Lance Stephenson, do Indiana Pacers. Mas se isso só mostra a proximidade, é claro que até o pior dos grandões vai ter um número razoável, o interessante é saber quem consegue tirar bom proveito dessa proximidade.

Se colocarmos um filtro de jogadores que vêem pelo menos 7 chances de rebote por jogo (para eliminar os armadores que tem 100% porque tem uma chance e a agarram), temos os dois principais candidatos a MVP da temporada nas primeiras posições. Kevin Durant tem absurdos 74% de acerto nos rebotes em 10.5 chances por jogo; LeBron James tem 72% em 9.3 chances de rebote. Eles aparecem antes do citado Carmelo Anthony, Gordon Hayward, Russell Westbrook e DeAndre Jordan. Se vocês juntarem as duas listinhas que fiz neste assunto verá apenas um nome se repetir entre os melhores: Jordan. De todos os pivôs que veem inúmeras oportunidades de rebote por jogo, apenas o grandalhão do Clippers continua no topo em aproveitamento, com 70%. Kevin Love, lá atrás na lista, tem 65%. Andre Drummond também está bem colocado, com 69%.

Este número talvez ajude a explicar porque Doc Rivers coloca muita fé no seu pivô. No ano passado Vinny Del Negro costumava usar um quinteto mais baixo no Clippers para últimos períodos, com Jamal Crawford em quadra e Jordan no banco. O motivo principal era o pavoroso aproveitamento de lances-livres do pivô, que impedia que ele sequer recebesse a bola, com a certeza que seria acertado por uma falta. Nesta temporada seu aproveitamento subiu apenas de 38% para 40%, ainda ridículo, mas mesmo assim fica muito mais em quadra nos minutos decisivos. Rivers acredita que ele não precisa receber a bola no ataque, onde Chris Paul e Blake Griffin tomam conta do negócio, e que na defesa ele é essencial para bloquear arremessos e garantir os rebotes. O cara não é perfeito, mas conseguiu ser um dos melhores da NBA em uma categoria e seu novo técnico soube reconhecer a importância disso. Acho que apanhar feio de Marc Gasol e Zach Randolph nos Playoffs do ano passado serviu pra alguma coisa.

Outro número legal dos rebotes do SportVU é o de rebotes contestados por jogo. Esta categoria calcula o número de rebotes pegos por um jogador quando este tem um adversário a um metro ou menos de distância dele. Nesta categoria a parte física conta bastante e o gigantrosco Andre Drummond é o líder com 5.5 por jogo, seguido de DeAndre Jordan, claro, com 5.4. Kevin Love, Anthony Davis e Joakim Noah completam o Top 5. Em rebotes não contestados, quando o jogador pega a bola sem concorrência, o campeão é LaMarcus Aldridge, com 8.3. Ah, mas ele está sozinho, mas empatado com… DeAndre Jordan.

 

Lin

Infiltrações

A parte das estatísticas chamadas de Drives foi a primeira que me chamou a atenção no SportVU. A categoria é descrita assim: Qualquer toque na bola que comece a pelo menos 6 metros do aro e seja levado até 3 pés do aro e exclui situações de contra-ataque.

Eu me apaixonei por esse número quando vi, no começo da temporada, que Jeremy Lin estava entre os líderes em vários dos números mostrados. Hoje, com ele na reserva de Patrick Beverley, seu ranking caiu um pouco, mas ainda está lá em cima: ele é o melhor em aproveitamento de arremesso em infiltrações (54% de acerto, atrás só de caras como LeBron, Ginóbili e Durant), 10º em pontos do time por infiltração (9.7 pontos marcados pelo time em uma posse de bola que tem sua infiltração) e 18º em pontos de infiltração por jogo, 5; e em infiltrações por partida, 8.2.

O meu encantamento com esses números aconteceram porque eles eram exatamente tudo o que Jeremy Lin precisava para convencer os outros de que ele é realmente um bom jogador. Depois da fantástica e cativante história da Linsanity, as pessoas seguiram sua rotina de matar os ídolos que elas mesmas criaram: “não tem como manter isso”, “não tem físico”, “defende mal”, “jogador normal que recebe atenção demais da mídia”. Os argumentos vinham junto de médias de pontos, arremessos e turnovers que até não eram ruins, mas também não eram chamativos como o seu jogo.

Acontece que os números que valorizam Lin simplesmente não existiam! Ele é um especialista e deve ser tratado como tal. Menosprezar Lin antes, era como se menosprezássemos Kyle Korver em um mundo onde não existissem estatísticas de bolas de 3 pontos, ou falar mal de Tony Allen porque não há números defensivos o bastante para valorizar sua marcação individual. Lin é um especialista em infiltrações e como qualquer outro cara focado em uma só função do jogo, pode se dar ao luxo de não ser espetacular no resto e mesmo assim fazer a diferença numa partida. Como dito no número acima, Lin é o 10º melhor da NBA em criar pontos para o time com infiltrações. Seu ataque rende pontos, assistências para arremessadores, confusão na defesa e faltas. Se isso não é um talento valioso, não sei o que é.

 

Splash Bros

Arremessos

A parte dos arremessos é uma das mais completas de todo o SportVU. Ele separa os chutes entre Catch and Shoot, que é quando o jogador recebe a bola a pelo menos 3 metros da cesta e arremessa sem driblar; Pull Up, que conta a mesma distância, mas com

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pelo menos um drible; e os já citados Drives, as infiltrações. Depois existe uma página onde a eficiência dos três tipos de arremesso são computadas. Se seu jogador favorito é bom em algum arremesso, em algum lugar ele aparece. Como disse no caso de Lin, a hora dos especialistas é agora.

A estrela do Catch and Shoot (CaS) é um dos Splash Bros. do Golden State Warriors, Klay Thompson. Ele lidera a liga em pontos por CaS com 9.8, mas peca um pouco no aproveitamento. Embora os 44% pareçam e sejam realmente muito bons, até se considerarmos a dificuldade dos chutes que ele tenta, tem gente melhor e que também tenta bastante. Kyle Korver é uma aberração da natureza que consegue manter os 50% de aproveitamento (!) em bolas de 3 no CaS mesmo tentando 5.3 bolas por jogo, número muito superior que qualquer outro jogador que tem boa porcentagem. Quem chega mais perto é Paul George, que acerta 48% de seus 4.3 arremessos de 3 em CaS.

Mas se os nomes no topo não surpreendem muito, os lá de baixo chamam a atenção. Antawn Jamison, contratado para ser um arremessador vindo do banco, tem só 20% de acerto em CaS! Tim Duncan tem apenas 33% e Brandon Jennings tem, irgh, 28% nas bolas de 2 pontos e 25% nas de 3 pontos! E ele ainda tem coragem de dizer que melhorou muito desde que chegou em Detroit.

Nem tudo, porém, parece mérito ou culpa individual nesse caso. Será que o time cria boas situações de arremesso para o jogador? Veja o caso de Patrick Patterson: ele só conseguiu 27% de acerto em CaS nos seus 16 jogos pelo Sacramento Kings, mas já tem 47% de aproveitamento nas 20 partidas que fez pelo Toronto Raptors! A diferença é gritante.

Rudy Gay2

Nos arremessos de Pull Up, que é quando o jogador arremessa após o drible, alguém está surpreso de ver o outro Splash Bros. na liderança de tentativas e pontos? Steph Curry chuta o pau da barraca com 10.5 arremessos por jogo e, veja só, 10.5 pontos por partida. A média de 1 ponto por arremesso é boa e mostra como bolas de 3 pontos compensam qualquer aproveitamento abaixo da média. Mais da metade destes chutes de Curry são de longa distância, onde ele acerta 35% de suas tentativas. O número é regular para um arremessador normal, mas impressionante pela dificuldade das bolas que Curry força, algumas bem irresponsáveis.

O resto da lista está recheado de armadores, desde os mais fominhas e caçadores de pontos até aqueles que simplesmente não tem com quem compartilhar o controle da bola: Chris Paul, John Wall, Russell Westbrook, Kyrie Irving e Brandon Jennings, que tem 10% a mais de aproveitamento em arremessos vindos do drible do que no CaS, bem incomum.

O Top 10 de pontuadores em arremessos de Pull Up tem um exemplo claro de como não existe estilo certo ou errado, tudo depende da qualidade. Os únicos não-armadores do Top 10 são Kevin Durant e Rudy Gay, os dois alas adoram driblar a bola por um tempão antes de disparar seu arremesso de média ou longa distância. A diferença? Gay acerta 40% de seus arremessos, Durant faz 44%, com vantagem de 45% a 41% nas bolas de 3 pontos para KD.

A pegadinha está no time listado ao lado do nome de Gay: estes números são de seus jogos pelo Toronto Raptors! Se considerarmos apenas os jogos pelo Kings, seu aproveitamento total sobe para 47% e os arremessos tentados por jogo em Pull Up caem quase pela metade! Ou seja, desde que foi trocado, seja por instrução técnica, acaso ou maturidade, Rudy Gay passou a deixar seu jogo mais Duranteado. Dribla menos, joga mais sem a bola e só arremessa depois do drible em situações onde tem clara chance de pontuar. Seu aproveitamento melhorou e o Kings se tornou um time decente (o que é diferente de bom). Que force a barra apenas quem tem o talento surreal de Kevin Durant.

….

Coloquei nestes posts alguns casos especiais que me chamaram a atenção, mas o alcance dos novos números vão muito além disso. Mais que a busca dos melhores e piores em cada categoria, dá pra achar muita coisa interessante. Imaginem que legal seria comparar os números de arremesso de Andre Iguodala, um dos líderes em aproveitamento de Catch and Shoot deste ano, em que joga ao lado de Steph Curry e Klay Thompson, com o ano passado, onde ele era um dos criadores de jogada em Denver. Será que ele arremessava igual? O quanto o time influencia nestas coisas? As comparações entre anos e situações diferentes é o próximo passo dos novos números.

Os novos números – Parte 1

Os novos números – Parte 1

Basta ver alguns programas de TV sobre futebol para descobrir que algumas pessoas não gostam de argumentos que envolvam muitas estatísticas. Estas, geralmente de alguma geração mais antiga, costumam dizer que os números podem dizer qualquer coisa quando torturados. Em outras palavras, não adianta tentar convencê-lo que um cara que ele não gosta está bem nos números, não vale nada.

Por um lado eles tem razão, a apresentação de algumas estatísticas podem ser manipuladas para ajudar um argumento. Se eu quiser vender o DeAndre Jordan para alguém, fico valorizando seu aproveitamento nos arremessos, mesmo que isso aconteça só porque ele nem sequer tenta arremessos mais difíceis que uma enterrada. A manipulação dos números pode acontecer porque estes dados são, no fim das contas, informação. E como podemos ver em muitos jornais diários de famílias tradicionais, informações são manipuláveis.

DeAndre Jordan

Saber disso já é meio caminho andado para não ser enganado, mas a

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resposta definitiva envolve, por mais contraditório que isso soe, conseguir mais informações. No caso citado dos jornais, vale a pena o olhar crítico e outras fontes, outras publicações. No nosso caso das estatísticas esportivas, o que pode nos iluminar são as estatísticas detalhadas, e são elas a base da revolução numérica que a NBA atravessa.

Os detalhes servem para deixar as estatísticas antigas apenas uma parte pequena do processo. Um jogador marca 20 pontos por jogo, tudo bem, mas como ele marca? Não basta mais uma porcentagem de acerto dos arremessos, queremos saber quantos arremessos ele tenta, o lugar da quadra, o tipo de jogada de onde se origina o lance, com que jogadores o cara compartilha a quadra nos momentos em que é mais eficiente na pontuação. Hoje em dia tudo conta e tudo é contabilizado. Pode parecer que informação demais atrapalha, mas é a busca é pela precisão em um jogo bastante complexo.

No começo desta temporada eu fiz um post contando que a NBA havia fechado um contrato para instalar as câmeras do SportVU em todos os ginásios da liga. Para quem não lembra, o SportVU é um programa que se originou de um sistema rastreador de mísseis do exército israelense, mas que hoje funciona lendo todos os movimentos dos jogadores da NBA. O SportVU tem nos oferecido estatísticas antes inimagináveis, que agora nos ajudam a entender como jogam e como funcionam diferentes times e jogadores. Este texto serve apenas para discutir alguns destes números. Para a discussão das novas tecnologias na NBA vocês podem ler alguns textos antigos sobre o próprio SportVU, sobre o espaço na NBA e sobre a revolução estatística do basquete.

Todos os números citados aqui podem ser vistos na página de estatísticas da NBA, o NBA.com/Stats, dentro da sessão Player Tracking, que concentra os dados do SportVU.

 

James Harden

Distância e velocidade

Começamos com um dos números mais difíceis de interpretar. O SportVU calcula a distância e a velocidade média de um jogador durante uma partida e sua média na temporada, mas já sabemos o que disso é bom e o que é ruim? É um número tão novo que não temos com o que comparar no passado! Por exemplo, Steph Curry, Klay Thompson, Michael Carter-Williams e Chandler Parsons lideram a NBA com média de 4.3 km corridos por partida, com vantagem para o novato do Sixers que o faz em menos minutos jogados. Mas isso é muito? É pouco? É necessário?

O que percebemos da lista é que seu topo tem somente dois tipos de jogadores. O primeiro é o dos armadores que gostam de concentrar o jogo, caras como Steph Curry, Michael Carter-Williams, Brandon Jennings e Monta Ellis. O segundo grupo tem os arremessadores, gente que precisa correr como doido para conseguir ficar livre, aí entram Klay Thompson, Chandler Parsons, Nicolas Batum, Kyle Korver e Luol Deng. A diferença entre os dois grupos se dá quando a lista é separada por velocidade. Entre os jogadores que jogam pelo menos 20 minutos por jogo, Danny Green é o com maior média de velocidade, 7.4 km/h de média, ele é o primeiro de uma lista de arremessadores que vivem de conseguir aquele pequeno espaço na quadra para chutar de longe. São jogadores que vivem se sprints.

Mas se isso tudo parece óbvio, fica interessante então descobrir as aberrações. De todos os jogadores que tem média de pelo menos 20 minutos por jogo (ou seja, que estão em quadra com alguma frequência e não entram só pra correr no garbage time), os que menos distância percorrem são Marc Gasol, David West, Carlos Boozer e… James Harden? Os três primeiros eu esperava, são jogadores de garrafão que adoram o pick-and-pop, o arremesso de meia distância e que não são muito atléticos. Mas Harden? Não é ele que adora levar a bola para o ataque e invadir o garrafão atrás de faltas e bandejas? Curioso que este número mostra como ele é objetivo no que faz, não fica rodando com a bola na mão, se mexe pouco sem ela e faz só os movimentos necessários. Na defesa, sempre é escondido marcando o jogador menos trabalhoso do adversário para não se cansar.

Para os times, que tem acesso a grandes programadores e dados mais completos do SportVU, seria interessante fazer um estudo que associasse distância percorrida por jogo, velocidade e produtividade. Quem corre muito cai de produção ao longo do jogo? É verdade que arremessadores que correm muito ficam com o arremesso curto no final da partida? Qual a relação entre idade e distância percorrida por minuto?

 

Marc Gasol Blake Griffin

Toques na bola

Lembro

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dos bons tempos de Detroit Pistons campeão, lá pelos idos de 2004, quando eu cogitava que Chauncey Billups era o jogador que mais tempo passava com a bola na mão na NBA. O time não tinha um segundo cara para cuidar da bola e boa parte da ação ofensiva (fraca) envolvia pessoas se movimentando sem a bola, esperando Billups tomar uma decisão. Nunca pude confirmar que ele era o líder mesmo, coisa que agora o SportVU pode nos proporcionar agora.

Nesta temporada o campeão é John Wall, que passa 8.1 minutos por jogo segurando a redonda na mão. Ele é o único a quebrar a marca dos 8, já que o segundo é Brandon Jennings com 7.5, seguido por Chris Paul, 7.4. Todos tem coisas em comum: são bons dribladores, gostam de pontuar e tem um arremessador como parceiro de armação: Beal, Caldwell-Pope e JJ Redick. Depois deles aparece Mike Conley, que tem como parceiro Tony Allen, que não é arremessador mas que tampouco é um driblador, é mais um que recebe a bola muito pouco no ataque.

Mas o SportVU não calcula apenas o tempo que um jogador fica com a bola, também conta o número de vezes que cada jogador toca na bola durante o jogo. Número interessante para ver quantas vezes um jogador é acionado, em que parte da quadra ele é usado e quantos pontos surgem de acordo com seus toques. Veremos como cada um desses números favorece um tipo diferente de jogador.

O número de pontos por toque nos apresenta uma lista de excelentes arremessadores como Klay Thompson (0.46 pontos por toque), JJ Redick (0.46) e Kevin Martin (0.40). Eles são a elite de um tipo de jogador que todo time quer: não fica exigindo a bola e são efetivos quando a recebem. Não me surpreende que um time com grande foco estatístico, o Memphis Grizzlies, tenha trocado Jerryd Bayless, que não aparece no Top 200, por Courtney Lee, que era o 49º melhor da liga em pontos por toque e que agora é o 10º se contarmos só seus jogos em Memphis. Eles tem Conley controlando a bola e queriam um cara eficiente sem ela.

O Memphis Grizzlies tem também o líder em outra estatística interessante e nova. Para surpresa de ninguém, Marc Gasol é líder disparado em “elbow touches”, os toques nos dois lados da cabeça do garrafão. São 17.4 toques por jogo, 5 a mais que o segundo colocado, Blake Griffin. Os únicos outros que chegam aos 10 por partida são Kevin Love, Pau Gasol e LaMarcus Aldridge. Mas vale lembrar que esta não é uma estatística definitiva, sabemos que cada

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um deles recebe a bola nesta posição para uma coisa diferente: Marc Gasol cria jogadas desta posição, Pau e Aldridge costumam arremessar, enquanto Griffin e Love preferem atacar a cesta (Love costuma arremessar mais de longe). Impressiona que Chris Bosh, o jogador com melhor aproveitamento da NBA desta posição, receba apenas 6.3 bolas por jogo na região, pouco mais que outro especialista, Dirk Nowitzki.

Esta é uma boa estatística para conferir se o seu time está conseguindo o que quer. Em geral sabemos quem é bom em qual posição, e o número de toques indica quantas vezes por jogo cada equipe coloca seus jogadores eu suas posições favoritas. Em “close touches”, que mostra os toques a até 3.5 metros da cesta, o líder é Nikola Pekovic, com 9.5 toques por jogo. Isso é um grande sinal de sucesso porque é lá que ele causa estragos. E se Blake Griffin tem feito uma grande temporada, é porque além dos toques na cabeça do garrafão que a gente viu, ele também tem recebido lá embaixo, com 6.6 por jogo, mesmo número de Roy Hibbert,melhor da liga. Andrew Bogut, por outro lado, só recebe 2.5 passes por jogo na região, explicando porque pontua tão pouco no Warriors.

O número mais impressionante de toda a categoria é de Kevin Durant. Ele tem apenas a 49ª maior marca de toques na bola por jogo, 65.7, e é o 4º maior em eficiência, com 0.45 pontos por toque. Ficamos felizes que ele é assustadoramente eficiente? Ou ficamos mal pelo fato dele pegar tão pouco na bola mesmo com Russell Westbrook machucado por boa parte da temporada? Será que não é a hora de deixar Kevin Durant comandar mais o show, mesmo que isso prejudique sua eficiência?

 

Steph Curry Chris Paul

Passes/Assistências

Aqui as coisas ficam interessantes. As estatísticas não são apenas úteis, mas também respondem a dúvidas que a gente sempre teve. Uma das coisas que mais incomodam nas estatísticas de assistência é que a bola precisa entrar na cesta para que a assistência seja contada, ou seja, quem dá o passe depende da competência de outro cara receber o crédito.

Mas não mais, agora temos o número de passes dados para arremessos, as assistências em potencial! Tá bom, não sabemos se o passe foi bom ou não, mas é um começo. E o líder de assistências por partida, com 11 de média, é também o líder em assistências possíveis, Chris Paul dá 25 passes (!!!) para arremessos por jogo. São 5 a mais que o segundo colocado, Ty Lawson, que tem 20. O armador do Clippers, portanto, dá 25 passes que resultam em 11 arremessos certos, Lawson 20 passes que resultam em 8 arremessos precisos. Ainda não sei o que é melhor. No aspecto de aproveitamento acho que poucos batem Steph Curry, que dá 17 passes para arremessos e 9 acabam na redinha.

Outro número legal é o de passes por jogo, e aí podemos ver uma diferença brutal em armadores de estilos diferentes como Chris Paul e Steph Curry. Paul é o da NBA em passes, com 73.3 por jogo (Kemba Walker é o líder), enquanto Curry dá apenas 58.9, é o 23º! Paul joga 3 minutos a menos por jogo, mas passa quase 15 a bolas a mais e dá apenas 2 assistências a mais que o rival. Se for para destacar uma grande vantagem destas novas estatísticas está em detalhes como esse, finalmente temos números que mostram como dois jogadores de números “clássicos” parecidos podem ter estilos completamente distintos. Os dois beiram os 20 pontos e as 10 assistências por jogo, mas cada um de um jeito.

O divertido desses números é que Chris Paul está no Top 3 em tudo o que você pode imaginar. Ele consegue ser o líder até em assistências secundárias, que é o que podemos chamar de assistência da assistência. Sabe quando o cara dá um passe lindo para o pivô, que logo depois entrega a bola para outro cara arremessar? Então, as assistências secundárias contabilizam esse primeiro passe, que deu a chance de alguém dar uma assistência. Com 2.1 por jogo, Chris Paul é o melhor da liga nisto também, seguido de Ricky Rubio, John Wall e Deron Williams. Em todo o Top 25 da categoria, apenas um pivô: Marc Gasol.

 

Brook Lopez2

Defesa

Na defesa a grande novidade oferecida pelo SportVU envolve a proteção da cesta. Marcando a posição dos jogadores na quadra, é possível contar quantos arremessos são tentados e feitos enquanto determinado atleta está defendendo a região em volta do aro.

Infelizmente é um tipo de estatística vale mais para pivôs do que para armadores, afinal são os pivôs que ficam mais perto da cesta, deixando os pequenos com amostragem pequena e em um local da quadra onde nem se pede que eles sejam especialistas. Mas podemos dizer que é, hoje, o número mais importante quando se vai medir a qualidade defensiva de um jogador de garrafão. Proteger a cesta, seja de outros pivôs ou de quem infiltra, é a principal função de um cara grande na liga hoje em dia, muito mais valorizada do que sua capacidade de pontuar.

O líder em aproveitamento do adversário no garrafão é o nanico Eric Bledsoe, armador do Phoenix Suns. Mas vejam como não é um armador aleatório, mas sim o baixinho responsável por defender caras mais altos no esquema de dois armadores do Suns. Enquanto Dragic fica com o armador adversário, Bledsoe fica com o mismatch contra o mais alto. Os outros jogadores se sentem tentados a levá-lo para o garrafão e lá Bledsoe tem segurado os adversários a 33% de aproveitamento! Alguns outros jogadores menores que aparecem na parte mais bem sucedida da lista são, em geral, jovens que os veteranos tentam (sem sucesso) explorar, como Victor Oladipo e nosso querido Giannis Antetokounmpo.

Mas mesmo os melhores dos menores não chegam a defender mais de 3 jogadas próximas a cesta por jogo, então o interessante é analisar os números dos pivôs que defendem pelo menos mais de 7 bolas próximas do aro. Entre estes, surpreendentemente o líder da NBA é o falecido Brook Lopez! Lembra quando ele era motivo de chacota por não defender? Ainda não pega rebote, mas segura (ou segurava até se machucar) os adversários a 40% de acerto na região da cesta, 1% melhor do que o cara considerado o rei da defesa do garrafão, Roy Hibbert. Abaixo dos 45%, os melhores defensores de garrafão da NBA são Lopez, Hibbert, John Henson, Joakim Noah, Serge Ibaka, Amir Johnson, Andrew Bogut e Robin Lopez.

O que mais me chamou a atenção nessa categoria foi ver quais os jogadores que mais enfrentam jogadas próximas a cesta. O líder e Spencer Hawes, último recurso da fraquíssima defesa do Philadelphia 76ers, seguido de Miles Plumlee, Robin Lopez e… Dwight Howard? Howard é conhecido pelos seus tocos, segura os adversários a 46% de aproveitamento próximo a cesta, é enorme e está jogando cada vez melhor no Houston Rockets. Por que diabos os adversários o atacam 9.6 vezes por jogo? E pouco abaixo de Howard estão Ibaka, Duncan e DeAndre Jordan. Será que aquela história de que um bom defensor intimida o ataque é mentira? Parece que sim. O aproveitamento cai, mas pelo jeito ninguém deixa de atacar a cesta só porque vê um bom bloqueador na sua frente, a NBA não peca por falta de confiança.

….

São muitos números e continuaremos em uma parte 2 analisando os novos números de rebotes, infiltrações e diferentes tipo de arremesso.

Montanha de dados

Montanha de dados

Há algumas semanas ficamos sabendo de uma das notícias mais legais desta offseason. A NBA anunciou que havia fechado um contrato com a STATS para que o serviço SportVU estivesse disponível em todos os 29 ginásios da liga, para todos os 30 times, e não somente entre as 15 equipes que tinham comprado, por conta própria, o produto. Para os que não se lembram, eu comentei do SportVU há algum tempo no post ‘O espaço na NBA’, onde falei sobre como análises em gráficos e vídeos, focados no espaço dentro da quadra de basquete, eram o próximo passo da revolução estatística que assola todos os esportes.

Em resumo, para os preguiçosos que não clicaram no link, um breve resumo sobre o que é o SportVU: é uma tecnologia que envolve uma série de câmeras espalhadas pelos ginásios que capturam simplesmente todos os movimentos realizados lá dentro. Todos os jogadores, bola e até árbitros tem seus movimentos capturados, armazenados e transformados em um banco gigantesco de dados. Tudo em tempo real! Dados de velocidade de um jogador, distância ou mapas de calor podem ser gerados instantaneamente e até usados em transmissões de televisão ou pelos técnicos no intervalo. A capacidade das câmeras e do programa é gigantesca, entre outras coisas que podem ser capturadas e medidas estão o ângulo dos passes, distância entre jogadores, a altura dos arremessos e, se duvidar, se alguém tem um cisco no olho. Adicione a isso novos filtros e tecnologias criadas pelos próprios times e temos um novo basquete.

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Estou retomando o assunto porque quando escrevi aquele texto, apenas 15 equipes tinham comprado o sistema que, dizem, custam uns míseros 100 mil dólares por temporada. Soa caro, mas pense que isso é mais barato do que qualquer novato escolhido na segunda rodada e que nem pisa em quadra no fim das contas. E pense que vivemos num mundo onde o simpático e limitado Landry Fields custa 6 milhões por ano. Pois a NBA resolveu ir pra cima e ela mesma comprou o produto, que agora será instalada em todas as

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arenas da liga. Isso traz novas perspectivas, problemas e questionamentos sobre o uso de tecnologia no esporte.

Os clubes que compraram antes ficaram meio frustrados por terem gastado tanto dinheiro pouco tempo antes, outros esperavam essa atitude da NBA e até por isso tinham adiado a aquisição. Os times que já usavam o sistema tinham números com eternos asteriscos ao lado, os dados só eram computados nas arenas que tinham o serviço, ou seja, nos 41 jogos em casa e naqueles dos outros adversários que compraram o SportVU. Não só eram menos dados, mas haviam dados, jogos, ignorados. Isso ferra qualquer análise séria. Com o novo acordo, eles terão informações corretas e, logo, mais confiáveis. E os que compraram antes tem vantagem sobre o que esperaram, eles estão anos-luz a frente na difícil e desafiadora tarefa de descobrir o que raios fazer com tanta informação.

Na Sloan Sports Conference, o mais importante encontro de análise avançada no esporte, realizada em Fevereiro deste ano, em Boston, houve um painel que discutiu o uso de tecnologias (SportVU incluso) no futebol. Um dos convidados afirmou que é claro que existe a tradição do futebol e dos boleiros

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atrapalhando o avanço das tecnologias de análise no jogo, mas que mais desafiador do que isso é o fato de que no futebol quase não se tinha dados estatísticos até alguns anos atrás, agora se tem toneladas. O que vale? O que não vale? O que é útil para um time e o que é só curiosidade válida para fãs e imprensa? Algo serve para contratar melhor? O que pode ser usado para melhorar o time que já está fechado? São centenas de perguntas que só quem se arriscar antes irá aprender a responder.

No basquete, na NBA, é a mesma coisa. A tecnologia do SportVU oferece milhares de informações, mas a maioria delas não é útil e revolucionária logo de cara. Algumas não serão nunca. Cada equipe precisa ter o seu grupo de nerds programadores, coordenados por alguém com mente basquetebolística, para transformar os dados em algo concreto e relevante. Depois isso deve ser analisado, trabalhado e transformado de uma forma que possa ser utilizada na prática pelos técnicos. Como é de conhecimento geral, boa parte dos treinadores, especialmente os das antigas, não levam muito na boa quando um número contradiz algo que ele acredita. E levarão muito menos na boa se as descobertas dessa tecnologia forem apenas curiosidades interessantes, divertidas, mas que pouco podem os ajudar em ganhar jogos.

Na mesma Sloan Sports Conference, desta vez no painel sobre basquete, este assunto é levado para a discussão. O ex-técnico e atual comentarista/comediante Jeff Van Gundy admite que muitos técnicos ignoram dados estatísticos e, mais legal, chegam a inventar números só para convencer seus jogadores de alguma coisa! Já pensou que legal?! Claro que não dá pra inventar números simples que estão disponíveis em qualquer site, mas dá pro técnico do Josh Smith chegar nele com algum super dado complexo (e falso) que o convença de que o time sempre se fode quando ele insiste em driblar e arremessar. Se bem que nesse caso acho que muitos números reais mostrariam isso. De qualquer forma, o caminho das câmeras do SportVU até algo realmente mudando numa quadra de basquete pode ser longo e tortuoso.

A simples existência, portanto, da nova tecnologia e do fato dela ter sido comprada pela NBA não muda muita coisa logo de cara. Teremos que ver como cada franquia, técnico e a própria liga lidam com a avalanche de dados. Falando sobre este assunto, o economista Tyler Cowen, em entrevista ao TrueHoop, disse que ser técnico de basquete no futuro será como jogar Advanced Chess.

O Xadrez Avançado é uma espécie de nova modalidade do clássico e milenar jogo de tabuleiro, mais ao invés de ser disputado entre duas pessoas numa mesa, ele é um jogo em duplas. Um homem e sua CPU contra outro homem e sua CPU. Os computadores, modernosos e com a mais alta tecnologia de cálculo para xadrez, dão sugestões de jogadas, apontam possíveis estratégias do adversário e, mais importante, são armas anti-blunder, termo do xadrez para a boa e velha cagada. Já vimos o melhor enxadrista do mundo enfrentando uma máquina, já vimos máquinas em campeonatos de xadrez, mas o Advanced Chess parece ter encontrado a maneira mais interessante de usar as máquinas para elevar o nível do jogo. Claro que os puristas não vão gostar, vão dizer que é outro jogo, outro esporte, mas a verdade é que alguns críticos já falaram que os torneios desta nova categoria podem ser até de nível técnico e tático maior do que um evento comum. Incomodam os casos dos jogadores menos qualificados fazendo jogo duro para mestres do xadrez, mas ao mesmo tempo pode ser prazeroso ver um duelo entre dois gênios ficar ainda mais bem estudado e a prova de erros. Podemos dizer que o xadrez, com seu arquivo de séculos de jogos registrados, foi o pioneiro nas chamadas ‘advanced analytics‘?

Foquem aí na parte de “prazeroso para ver” que citei acima. A nova modalidade chegou ao ponto de transformar o xadrez um esporte (é um esporte?) mais divertido de se assistir! As telas que os jogadores usam para jogar são às vezes projetadas em telões para o público, que então podem assistir o processo de decisão do jogador, que vê as sugestões da máquina antes de tomar sua decisão pessoal. Sabendo que os esportes, embora nem tanto o xadrez, se tornaram negócios bilionários, a tecnologia também traz questões de como ela pode ser usada para transformar a chamada “experiência do fã” mais divertida e prazerosa. Voltaremos nisso mais tarde.

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Por enquanto vamos ficar na questão dos técnicos. A associação feita pelo economista se deve ao fato dos técnicos agora trabalharem ao lado dos computadores. Como as CPUs dos enxadristas, os especialistas em estatísticas, o SportVU e outras ferramentas vão dar ao técnico uma gama enorme de dados, sugestões e análises. Mas ainda cabe a ele decidir o que fazer, assim como ainda cabe ao jogador de xadrez escolher o que ele faz com seu bendito bispo. Talvez a mudança como um todo demore a acontecer, ainda tem muito old school no negócio, mas a NBA parece um mundo um pouco mais aberto que o do futebol ou do beisebol em relação a novas tecnologias. Os últimos três títulos da liga estão nas mãos de franquias e técnicos modernos e abertos a novidades. Não que tenham sido campeões por causa disso (acho que ter Nowitzki ou LeBron no elenco pesou mais), mas certamente ajudou e no mundinho dos esportes é sempre bom associar alguma com vitórias, é o que vende.

Mas por mais abertos que esses técnicos sejam, eles tem mais o que fazer da vida. Precisam assistir jogos dos adversários, ministrar treinos, pensar em novas jogadas, lidar com o ego dos jogadores, motivá-los. Tudo isso além de comer, dormir e ligar para a esposa pedindo desculpas por ir jantar tarde. Em resumo, não imagino treinadores gastando horas e horas analisando dados brutos gerados por qualquer ferramenta tecnológica, por mais interessante que ela seja. Por isso acho que nesse futuro próximo anunciado pelas estatísticas e consagrado pelo SportVU, uma das figuras mais importantes nas franquias da NBA será o responsável pela comunicação entre os dois lados. Alguém que seja o homem de confiança que irá pegar o que o técnico quer descobrir e saber passar para os programadores e analistas, assim como será o que pegará os dados e transformará num relatório curto e claro para o head coach. Dean Oliver, autor do Basketball on Paper, um dos livros que mais inovou ao levar novas estatísticas ao basquete, trabalha no Denver Nuggets e já disse que nunca coloca um número sequer em seus relatórios. George Karl não precisava saber que Danilo Gallinari era 27% mais eficiente e que fazia 1.29 pontos por posse de bola em isolações do lado esquerdo da quadra. Ele só precisava saber como Gallo era mais eficiente e ponto. E depois saber dar um jeito daquilo se repetir mais vezes.

Um exemplo de sucesso em como usar a tecnologia do SportVU foi dado pelo Toronto Raptors na última temporada e divulgado com exclusividade para o Grantland. Veja só o resultado da obra. Parece pouco, mas na verdade é coisa do século 23:

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Isso é uma bola de 3 de Jason Kidd na partida entre Knicks e Raptors na última temporada. As bolinhas azuis são os jogadores do Knicks, as brancas são os atletas do Raptors e essas bolinhas meio transparentes indica onde os jogadores do Raptors deveriam estar. Vocês tem noção do que é isso? Imagino que eu não seja o único a achar a coisa mais legal da galáxia.

O SportVU disponibilizou a parte visual que mostra a movimentação precisa de todos os jogadores. Os programadores do Raptors incrementaram ela com toneladas de dados e códigos complexos que eu não seria capaz de começar a explicar mesmo se tivesse eles na minha frente. Mas basicamente eles reúnem informações escolhidas pelo time (como defender um pick-and-roll, por exemplo) e somam com as características que eles deram aos adversários. Se alguém tem baixo aproveitamento de 3 pontos, os fantasminhas do Raptors podem se dar ao luxo de ficar longe, por exemplo. E o troço é tão avançado que até entende diferenças físicas. O fantasma do Kyle Lowry nunca marcaria o Amar’e Stoudemire porque o código entende a diferença de altura dos dois. A cereja do bolo? O sistema calcula o valor de cada arremesso. Em caso de um ataque perfeito do outro time, a máquina calcula qual é o melhor arremesso para se ceder. Um arremesso de meia distância do JR Smith ou Steve Novak na zona morta? Essa é fácil.

O Raptors chegou a essa tecnologia porque investe nisso e o faz há tempos. Foi um dos primeiros times a comprar o SportVU e tratou de construir algo único, novo e, principal, didático. O técnico pode participar na criação de diretrizes para o programa, indicando o que ele considera certo ou errado para os fantasmas. Já o sistema visual é o mais indicado para mostrar para qualquer jogador o que ele está fazendo certo ou errado. Ao invés de simplesmente ir e despejar dados que só o Shane Battier entende, é só mostrar e pedir pra ele copiar. Até o JaValle McGee é capaz.

Claro que não é tão simples e mágico, especialmente na defesa. O que os fantasmas mostram é que o ideal é que os cinco jogadores em quadra se movimentem ao mesmo tempo, guiados pela posição da bola e com perfeita sincronia e comunicação. A presença de todos os jogadores do lado da bola inibe qualquer jogada do adversário e é perfeita para minimizar e esconder defensores ruins. Fazer isso, além de treino, também pede ótimo preparo físico, dedicação e, como diria Tom Thiboadeau, DISCIPLINA! Os analistas do Raptors colocaram os fantasmas em outros times e basicamente só o Miami Heat conseguia fazer a defesa veloz e agressiva (e desgastante) que os fantasmas sugerem. Em parte porque são bem treinados, em parte porque é o único time capaz de colocar cinco caras insanamente atléticos na quadra ao mesmo tempo. Ou seja, outra coisa para se pensar na hora de contratar ou draftar alguém, certo?

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Acho que não preciso mais me estender nisso. Claramente as possibilidades do SportVU são infinitas, ainda mais com a NBA embarcando nessa, basta ver agora como cada time vai se virar e investir. Quer dizer, será que a gente vai ver? Essa abertura do Raptors foi uma raridade, basicamente a única exceção já que todos os times escondem como segredo de estado o que eles descobrem e até como eles usam estas tecnologias. O Houston Rockets de Daryl Morey nem sequer divulga quantas pessoas eles tem empregadas na área de estatísticas. Aliás eu acho que o Raptors só divulgou tudo isso para o Grantland porque o charme da coisa, os códigos, não são descritos em momento algum.

Os segredos são essenciais já que o esporte é, acima de tudo, uma competição. Mas ao mesmo tempo como ficam os torcedores atrás de tantos segredos? E os atletas, eles sabem como estão sendo julgados e analisados nos bastidores? Eles terão acesso aos dados coletados pela liga?

Vamos supor que um time descubra o valor secreto que Devin Ebanks esconde em algum lugar. O que a equipe quer é contratá-lo, antes de qualquer outro time, e pelo menor valor possível. Ebanks, por outro lado, quer saber como ele está sendo julgado para que seu agente o venda ao redor da liga pelo maior valor possível. E nós, torcedores, blogueiros, imprensa e afins queremos saber porque tem um diacho de um time contratando um cara como o Ebanks.

Isso me lembra um pouco a Fórmula 1. Certamente boa parte do que acontece no mundo mágico daqueles carros fabulosos fica longe do público. São milhares de descobertas tecnológicas, mudanças mínimas e decisivas nos carros, segredos reveladores da telemetria e a gente não vê nem um pingo. Não faz um puto de um sentido que o público fique longe de coisas decisivas, mas ao mesmo tempo as equipes perderiam sua força se seus segredos fossem revelados. A solução encontrada pela F1 foi, aos poucos, ir liberando algumas coisas. Hoje em dia, apesar de uma censura prévia, temos acesso ao rádio dos carros, por exemplo. Câmeras mostram a temperatura dos pneus e de pouco em pouco vemos coisas que antes as equipes escondiam dentro de cofres. Pouco, mas o bastante para a experiência do torcedor ser um pouco mais completa. Imagino que todos concordem que, em geral, mais informações, desde que sendo informações relevantes, deixam qualquer esporte mais interessante. Até assistir vela (!), como a última America’s Cup, foi bem legal devido a quantidade enorme de informações úteis que a transmissão oficial oferecia, desde a distância real dos barcos até a direção da correnteza. Vale citar aqui que, dizem, a Oracle investiu pesado em tecnologia avançada para realizar a virada sobre o barco da Nova Zelândia. Será que algum esporte vai escapar dos nerds?

Fiquei feliz quando a NBA fechou o contrato pelo SportVU justamente pensando nessa questão do uso das informações em transmissões, para informar o torcedor. Certamente existe o interesse em ajudar os times, em melhorar a qualidade do jogo, mas mais do que isso, a NBA quer lucros, quer um produto melhor e mais vendável, ela quer oferecer coisas aos fãs. Nos últimos anos a liga já investiu pesado em sua página de estatísticas e o resultado deve ter sido bom o bastante para que eles estejam indo mais longe no assunto.

Curiosamente este é o caminho oposto do que aconteceu no beisebol. Lá, começando pelo famoso Bill James, pessoas comuns passaram a estudar o esporte e a divulgar entre si os resultados. A MLB e seus times não levaram os Sabermetrics a sério e o espaço para eles existirem foram as revistas, livros e depois a internet. Quando os manda-chuvas chegaram nesses dados, aí já era tarde demais. O mundo online estava tomado por qualquer nova maneira de se enxergar arremessos e rebatidas. Com o basquete a coisa foi bem mais recente, e foi abraçada quase que imediatamente por quem manda na NBA. O citado Dean Oliver foi contratado pelo Seattle Supersonics apenas 2 anos após o lançamento de seu Basketball on Paper. John Hollinger, que apareceu junto de Oliver discutindo basquete no importante APBR Metrics, foi logo contratado pela ESPN e, anos atrás, pelo Memphis Grizzlies. Kevin Pelton, do Basketball Prospectus, é contratado do Indiana Pacers. Roland Beech, do idolatrado 82games.com, é funcionário registrado do Dallas Mavericks desde 2009 e um dos responsáveis por JJ Barea virar titular durante as finais de 2011.

Os sites que eles usavam para mostrar suas descobertas ainda existem, mas muitos deles hoje só oferecem dados limitados e não mais artigos completos e novas descobertas. Mesmo quando escrevem, escondem coisas. Os times pagam esses caras para descobrir inovações para eles, não para mostrar para o mundo, afinal. Este é o lado negativo da mente aberta da NBA. Os times levaram para dentro de suas paredes as mentes mais interessantes e estudiosas do jogo, deixando não só o público com menos acesso a essas informações como a eles mesmos. Oliver e Hollinger costumavam trocar ideias, hoje são rivais que não podem ficar dando dicas um para os outros. O desenvolvimento do basquete fica para trás em nome da competição. Compreensível, mas triste.

Este é outro motivo onde a NBA pode ajudar. Centralizando as informações ela pode ajudar a espalhá-las e assim desenvolver o estudo avançado e estatístico do basquete. Não sei se vão fazer isso, não sei se estão preocupados com isso, eles podem ter comprado só pra deixar as transmissões mais bonitinhas, como faz a Globo com o Brasileirão, quando o que recebemos é uma setinha comentada pelo Caio Ribeiro e a velocidade do chute do Walter Barriga. Vamos esperar, ver e torcer para o melhor.

BTPH_#20

BTPH_#20

Imagino que vocês estejam acompanhando nossos Podcasts semanais, certo? Lá estamos respondendo perguntas do Both Teams Played Hard toda santa semana. Mas decidimos não encerrar a versão escrita, a clássica. Até porque hoje foi oficializada a segunda aposentadoria do muso da seção, Rasheed Wallace. Both teams played hard, my man.

Falando em versão escrita, tenho um apelo a vocês, nobres leitores. O Formspring, que foi a casa do BTPH durante um bom tempo, faliu e vai ser fechado. Antes disso conseguimos baixar um backup de todas as nossas respostas. O porém é que elas vieram divididas em dezenas de arquivos HTML diferentes! A gente queria um jeito de juntar todas as respostas em um lugar só e assim deixar disponibilizado para todo mundo ver, pesquisar e relembrar. Que ideias vocês podem nos oferecer para resolver isso? Alguém se disponibiliza a passar 1000 dias brincando de Ctrl+C-Ctrl+V e juntar tudo num arquivo só? Aguardo ideias.

 

Rasheed Wallace

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Décio Luiz Gazzoni Filho
Por que/como vocês escrevem tão bem?
resposta_iconDenis: Acho que escrevemos bem, o “tão” é por sua conta. Escrever é como arremessar uma bola de basquete, quanto mais você faz, melhor fica. Tem muito de mecânico e de prática na escrita, nem tudo é arte e inspiração. Os que tem a arte, a inspiração e além disso a rotina de treinamentos vira um Ray Allen da vida. Ou o David Foster Wallace. Para ser um Dostoiévski, além da prática e do talento, alguns dizem, você precisa ser epiléptico.

E tem mais, nós lemos bastante, logo temos contato com coisas boas e aprendemos o possível com eles. E não estou falando só de clássicos da literatura. Escrever bem pode acontecer em qualquer lugar, desde um manual de instruções até matérias jornalísticas. Aliás, deveriam valorizar mais quem escreve um bom manuais e guias. Quem aqui já não penou ao tentar instalar ou arrumar alguma coisa tentando seguir um tutorial online mal escrito?

Outro grande segredo para escrever minimamente bem: releia o que você escreveu. Com um mínimo de consciência e percepção dá pra sacar se aquilo faz sentido ou não. Usem a dica na redação do ENEM e coloquem uma boa receita com bacon ao invés de um nojento miojo.

 

Rodrigo Fernandes
Pq diabos a ncaa que é um torneio \”vestibular\” pra nba, nao utiliza as mesmas regras da nba?
Particularmente acho muito chato 48 segundos de posse de bola.
sabem se ha algum motivo pra nao implementarem as mesmas regras da nba, ou simplesmente é um foda-se a nba, nosso campeonato, nossas regras?
resposta_iconDenis: São pouquíssimos os jogadores que saem da NCAA e vão para a NBA. 60 por ano no Draft, sendo que muitos da segunda rodada não chegam a jogar e outros tantos chegam da Europa. A NCAA, portanto, não se preocupa com a preparação para a NBA, eles só querem fazer o campeonato do jeito deles. Se acontecer uma mudança, será por interesse deles, não para facilitar a transição.

 

Anonimo
Tenho um sonho de ser seguido por vocês no TT, como faz?
resposta_iconDenis: O Twitter pode ser muito divertido e um saco, dependendo de quem você segue. Então não sigo pessoas por seguir ou pra fazer média, já passei da fase de seguir outros sites meia boca de basquete só pra fazer contato. O problema disso é que quanto menos pessoas você segue, menos tem chance de conhecer contas novas que podem vir a ser boas. Mas passe aí seu Twitter e vemos no que dá. Depois disso passe a ter sonhos mais relevantes, por favor.

 

Thiago
E aí galera gostaria de saber como andam as coisas financeiramente para o blog? Melhoraram depois das mudanças?
resposta_iconDenis: A criação do Fórum não ajudou em nada. As pessoas não abraçaram ele como a gente imaginava e as visitas extras de lá não rendem mais que uma passagem de ônibus de renda dos banners. Mas as camisetas em compensação venderam bem e estão dando uma graninha legal. Nada que faça com que que a gente possa largar nossos empregos (até porque dividimos tudo que vendemos em 3: eu, Danilo e o Felipe, que desenha as camisetas), mas dois meses de camisetas nos pagaram mais que os outros 5 anos de blog.

 

Danilo, outro
Tem uma matéria no Hangtime que pra mim foi novidade: contestar arremessos é mais efetivo que pegar rebote defensivo (pra resumir toscamente, o artigo é muito mais que isso). Eu sempre achei que rebote é o ponto fundamental de uma defesa, e por extensão, de um time. Mas se eu interpretei corretamente, esse artigo destrói essa concepção que eu tinha. O que vocês acham?
resposta_iconDenis: Bem legal esse texto e toda a análise do que é mais importante na defesa. Claro que no fundo tudo é importante, ninguém vai simplesmente deixar os rebotes defensivos de lado, mas é bom deixar mostrar o que está mais ligado aos bons índices de defesa. Embora o Boston Celtics tenha sido

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o exemplo principal do texto para um time ruim nos rebotes e bom na defesa, o grande exemplo dessa temporada é o Miami Heat. Sem pivôs, eles penam nos rebotes, mas têm um time tão entrosado e atlético que são monstruosos contestando os arremessos adversários.

Para entender melhor isso é só você pensar no que acontece mais vezes. Mesmo os piores times em rebotes defensivos só deixam o adversário ganhar posses de bola extras algumas vezes. O Heat, por exemplo, cede 12 rebotes de ataque por partida. Mas em compensação está lá contestando ferozmente boa parte dos 80,8 arremessos tentados que seus adversários tentam a cada jogo, forçando os adversários a acertarem só 44% de seus chutes.

O New Orleans Hornets, por outro lado, aparece em na lista dos times que menos liberam rebotes de ataque. Quantos eles deixam? 10.3. Sim, a diferença entre o Hornets, 3º, e o Heat, 21º, é de apenas 2 rebotes ofensivos por partida. Em compensação, o Hornets deixa seus adversários acertarem 47% de seus arremessos (37% dos 3 pontos) contra os já citados 44% do Miami (com 35% nos 3 pontos). E o que faz mais diferença, as duas posses de bola a mais que o Heat libera os esses 3% de aproveitamento de arremesso ao longo de um jogo inteiro com quase 90 bolas arremessadas?

 

Rafael Melles
Fala Denis, beleza? Seguinte:
O Phoenix Suns, depois da saída do Steve Nash, é um time medíocre. Dragic se salva, mas Gortat não é tão bom assim, Jermaine O\’Neal é velho demais, Scola idem, Jared Dudley, Shannon Brown e PJ Tucker nem se fala. O técnico simplesmente não consegue fazer o time jogar, Haddadi não é jogador de basquete (apesar do toco que ele deu no Dwight Howard) e o Kendall Marshall é muito cru. Não souberam gastar bem o espaço salarial que o Nash deixou e o ex-armador de North Carolina, apesar de eu achar que tem futuro, por enquanto é uma decepção. O time tem uma das piores campanhas da liga e nos últimos jogos ta tomando paulada até do Wolves. Queria saber o que vocês acham, deveriam trocar alguns jogadores, demitir o técnico, draftar bem, entregar mais uma temporada pra reconstruir o time em volta de jogadores jovens como o Marshall, os Morris e mais as escolhas de draft? Ou esse time não tem jeito e tem que reconstruir TUDO mesmo? Sou torcedor fanático do Suns desde os tempos de Nash e Stoudemire, mas estou muito decepcionado. A situação é muito desesperadora? Meu time vai feder pra sempre? Todos os dias, chego na escola e meus amigos me zoam porque o Phoenix perdeu mais uma por 40 pontos de diferença. ME AJUDEM!!!
resposta_iconDenis: Não é você que precisa de ajuda, é o Phoenix Suns. Difícil começar a torcer para um time na sua época gloriosa e depois sofrer na dura reconstrução. O que você precisa entender é que o padrão da NBA é um time feder por um bom tempo antes de voltar a brigar por algo grande. Se esse tempo vai ser enorme (como o do Kings, em reconstrução desde 2004-05) depende do que o time vai fazer. Acho que começaram bem apostando no Goran Dragic e não podemos negar que Luis Scola, Jared Dudley e Marcin Gortat são, na pior das hipóteses, interessantes peças de troca. Não está tudo perdido.

 

jogador de waterpolo
Aproveitando que o Dênis falou sobre Malhação no último podcast,o que você achou da volta do glorioso Mocotó ? Te decepcionou ? Será que cabe a volta de outro personagem lendário,como Cabeção? Valeu!
resposta_iconDenis: O Mocotó voltou, mas durou muito pouco tempo. Mesmo achando ele um personagem meio chato e forçado, dava pra ter insistido mais. Mas pelo jeito isso virou marca dessa nova Malhação, eles não têm paciência pra nada. Tirar o Dinho, protagonista, no meio da história foi muito precipitado. E pior, no lugar dele colocaram um moleque mais velho,um ~motoqueiro misterioso~ envolvido com grandes quadrilhas de drogas de outras cidades. Quebraram toda uma temporada que estava sendo marcada por personagens que não eram heróis e nem vilões, mas contraditórios e confusos como reais adolescentes, para encaixar de repente uma historia fantasiosa e inverossímil. O retorno de personagens velhos pode ser um artifício legal, mas o que pesa no fim das contas é o quanto isto está de acordo com a proposta e com a cara da temporada.

 

Vïtor Augusto
Tenho 15 anos, 1.59m, baixinho, jogo de armador. Não faço muitos pontos, mais ou menos uns 6 ou 7 por jogo,sempre prefiro passar antes de chutar. Chuto bem de três e de meia distância, meto umas duas bolas todo jogo (quase nunca chuto também). Moro no Espírito Santo, meu time foi vice campeão estadual (sou titular e capitão do time), mas nunca sou convocado pras seleçoes do estado. E aí?
resposta_iconDanilo: Armador baixinho sofre demais. Vejo muito por aí, especialmente na base, essa ideia de que armador baixinho se encontra em qualquer lugar, que não vale a pena correr atrás, e que quem tem altura pode ser transformado em jogador de basquete mesmo quando não tem talento. Cansei de ir em peneiras de basquete em que os escolhidos são os mais altos, não os mais inteligentes e talentosos. Para ir parar nas seleções do estado e se destacar mesmo sendo bem mais baixinho do que o resto, é preciso mostrar algo espetacular. Vale o exemplo do Earl Boykins, que era simplesmente uma máquina inacreditável de pontuar mas que por não ser alto o bastante nunca recebeu a admiração devida e eventualmente passou a ser ignorado pela NBA. Se eu pudesse te dar um conselho, seria se focar na defesa. Você parece fazer o resto direitinho, mas se começar a se destacar como o cara que corre como um doido para marcar o adversário com total intensidade talvez deixe uma impressão mais duradoura do que se acertasse os passes e os arremessos, por mais maluco que isso pareça.

 

Taís Aguiar
O que o Mike Woodson passa na cabeça para sua careca brilhar tanto?
resposta_iconDanilo: É um suor muito específico que só surge se você tenta ensinar defesa para o Amar’e Stoudemire.

 

C#
Denis, me ajuda. Tipo, ultimamente eu venho conversando com uma menina da minha cidade, só que pela internet, vi ela cara a cara umas duas vezes só. Pelo que eu saiba ela ta afim, e queria sair cmg, mas só nós dois. O meu medo é ir e não ter assunto, ficar chato e ela não curtir… Dá uma luz, por favor
resposta_iconDenis: Leva ela no cinema. Lá dentro vocês não precisam conversar e dá pra dar uns amassos firmeza.

 

Nicolas Miau
Porque as pessoas valorizam tanto o basquete antigo e criticam tanto o atual? Para eu, NBA foi sempre bom, só acompanho à 4 anos, não sei como era antigamente…
resposta_iconDenis: Então você não sabia como era antigamente mas mesmo assim acha que sempre foi bom? Sua afirmação não faz sentido, Dr. Miau.

 

Dimitri
Caras, o que vocês acham da TelexFree? Eu estou cada vez mais cercado de “divulgadores” desse troço que tentam a todo momento me convencer que há trabalho fácil com alto rendimento. O que vocês pensam a respeito desse tipo de negócio, como Herbalife e outros?
resposta_iconDenis: É possível ganhar dinheiros com esses sistemas/esquemas do tipo TelexFree e Herbalife, mas em grande parte das vezes isso se faz nas costas de outras pessoas. Não sei exatamente como é a Herbalife, mas li que o TelexFree exige que você pague 50 dólares como “taxa de adesão” e depois deve comprar um dos kits de anúncio, que custam no mínimo 289 doletas. Exigir que você pague para trabalhar, pelo o pouco que sei, é uma prática ilegal. Mas muito do problema também está no produto: funciona? Faz sentido pelo preço cobrado? Sei que há algum tempo a Herbalife saiu do mundo do pó-mágico-que-emagrece para vender chás e até produtos de beleza, ganhando uma áurea mais respeitada, pelo menos por enquanto. Já essa TelexFree está sendo acusada de esquema pirâmide e pode ferrar muita gente. Há algumas semanas li esse texto bem didático sobre o assunto, vale a pena conferir para entender como, no fim das contas, se ganha mais dinheiro em cima de outros vendedores do que vendendo o próprio produto.

 

Marcos_Galo13
Depois do All-Star Game eu mal assisti NBA, ai pensei se vcs pudessem sugerir no podcast um TOP 5 jogos da semana, pra galera que tem LP e anima assistir reprise… Olha ai e vê… Nem são os melhores mesmo, mas os que valem a pena por algum motivo… Um ataque fluindo bem, uma defesa bem montada… Pode ser uma sugestão pela emoção, pela qualidade geral da parada (tipo um Heat x OKC) ou algumas coisas que fizeram do jogo interessante pra nos, nerds de NBA… Talvez esteja meio vago, mas eu não pensei muito sobre o assunto e estou morrendo de sono…
resposta_iconDenis: Alguém apoia a ideia? Outros League Pass Junkies como nós quer nos ajudar nas recomendações? Como estou respondendo isso no último dia da temporada, será para o ano que vem, mas pode ser uma boa.

 

José Jão
Denis, faz uma lista sobre os melhores… rá! Agora sério: o que você acha das críticas que são feitas ao Neymar pela simulações? Há um jornalista global, Márvio dos Anjos, que o defende, fundamento que o “jeitinho” faz parte da graça do espetáculo. Você concorda? (aproveita e comenta oq vc acha punição da NBA para os jogadores que usam desse tipo de artifício)
resposta_iconDenis: Eu compreendo os exageros, mas não perdoo as simulações. Tem cotoveladas que rolam dentro de um garrafão que são faltas, mas que se você não cair o juiz não vê. Mas inventar que alguém te agrediu é demais. O esporte é legal porque são dois competidores, ou equipes de competidores, tentando alcançar um objetivo em comum, a vitória, por meio de algumas regras pré-determinadas. Nos divertimos (jogando e assistindo) porque sabemos das limitações e desafios destas regras ao mesmo tempo que sabemos que só um sairá vencedor. A partir do momento que alguém deliberadamente quebra as regras para ganhar vantagem, todo o princípio do esporte é quebrado. Por que vencer a qualquer custo, quebrando regras, algo que só existe e é importante por causa dessas regras? Na vida em sociedade acho que algumas leis podem e devem ser quebradas se existir uma razão social para isso, mas a razão do esporte está nas suas regras e nos desafios que elas impõe.

 

Tomas T.
Por que exaltasamba é pagode e zeca pagodinho é samba?
resposta_iconDenis: Como já diria o sábio: RESPONDAM ESSA, ATEUS!

 

Marcola
O que o senhores pensam do Corey Brewer? O cara joga um bocado! Bate pra dentro, chuta de fora, alto pra caralho, ok na defesa…
Tem qualidade pra ser titular em alguns times, não?? No Lakers, por exemplo, na 3, pra ficar na zona morta abrindo a quadra ou cortando pra cesta pra receber passes do Nash… E sempre esteve encostando, tanto que foi de graça pro Denver com o Rudy… E Josh Smith no Bucks?? Acha possível?? Jennings, Ellis, J-Smoove, Ilyasova e Sanders seria um puta time!!
resposta_iconDenis: Eu gosto muito do Corey Brewer, mas ainda não sinto tanta firmeza em seus arremessos de 3 pontos para confiar tanto nele desse jeito que você disse. Olhe o aproveitamento dele na temporada, não é nada de especial. Mas mesmo assim ele consegue ser efetivo, é ótimo defensor, perfeito para times que jogam em velocidade. Já o Josh Smith no Bucks realmente seria legal, mas entre ele, Ellis e Jennings, os três Free Agents na próxima temporada, algum (ou todos) teriam que topar cortes significativos de salário.

 

VINICIUS SC
Fala Denis/Danilo, vocês ainda não responderam nenhuma pergunta sobre o NBA 2K no podcast, então vão duas:
-Vocês também se empolgam mais em defender do que atacar no jogo? Tipo, eu não me importo se meu ataque está mais truncado que o do Pacers, contanto que minha defesa esteja fechadinha.
-Existe um jogador que, devido a sua mecânica de arremesso, vocês não conseguem converter arremessos? Estou numa The Association com o Spurs e não tem jeito de eu pegar o tempo de arremesso do Ginobli, mesmo treinando.
resposta_iconDenis: Defender no 2k13 ficou bem mais legal que nos anteriores, mas nada me empolga mais do que atacar usando aquelas jogadas desenhadas, acho o máximo. No 2k13 eu não sofri com ninguém em especial para arremessar, mas no 2k12 eu sofri um bocado com o Nowitzki.

 

Z-Bo
Pra vcs, quem deve ser o MIP (Most Improved Player) e o DPOY(Defensive Player Of the Year)
resposta_iconDenis: NMI (Não Me Importo) e TTF (Tanto Faz)

 

Anônimo
tenho duvidas sobre a regra do travelling. isso nao foi uma andada?
resposta_iconDenis: O vídeo já chegou pra nós sem estar mais no ar. Tem como você, Anônimo, encontrá-lo de novo? Acho que a regra de andada merece uma discussão.

 

Thiago do Nação Bola
Como é o cronograma diário de um atleta da NBA? Eu digo isso porque os caras apesar de ganharem milhões de dólares por ano, estão constantemente viajando. Quanto tempo de treino por dia. Como se dá as liberações e reapresentações ? A família pode viajara junto com o grupo? Dá pra ficar um dia inteiro de folga? Depois de tudo isso, se puder faça um comparativo com o NBB baseado na sua experiência no PAULISTANO. E uma terceira perguntar. Daqui a quantos anos você prevê um técnico brasileiro na NBA e um campeão da NBA aqui no NBB?
resposta_iconDenis: Não posso dar detalhes do cronograma diário de um jogador da NBA, não sei ao certo. Mas é bem diferente dos jogadores do resto do mundo simplesmente pelo fato de jogarem muito e viajarem mais ainda. O padrão é, para dias de jogo, fazer um treino leve durante a manhã, dormir à tarde e depois chegar no ginásio pelo menos umas 2h antes do começo do jogo para preparação, conversa no vestiário e aquecimento.

Em jogos fora de casa tudo depende do tempo livre. Que horas chegaram na cidade? Que horas é o jogo? Qual o estado físico dos atletas? Mas em geral a ideia é a mesma, tentar fazer pelo menos um treino leve e análise de vídeo do adversário antes do jogo. Em dias sem jogos as coisas ficam nas mãos dos técnicos e preparadores físicos, que decidem se o time tem condição de treinar ou se precisa descansar. Uma coisa curiosa é o horário de sono dos jogadores da NBA. A liga tem como padrão nunca ligar para um jogador de tarde, por exemplo, porque é o horário que eles usam para dormir. Muitos não dormem bastante à noite seja por causa do horário do jogo, pela adrenalina ainda presente ou até porque perderam o costume de dormir cedo. Então o sono da tarde, especialmente em dias de jogo, são sagrados.

Aqui no Brasil falo sobre o Paulistano, que é o que conheço. O padrão aqui é realizar dois treinos por dia, um de manhã e um no fim da tarde, com pelo menos uma hora de academia antes do primeiro treino. Ao longo da temporada a intensidade e duração dos treinos pode variar de acordo com a avaliação física dos atletas. Na temporada passada, por exemplo, alguns jogadores pareciam cansados demais ao fim da temporada, então para esse ano foi decidido ter mais dias de folga e mais dias com pelo menos um treino. Tem dado certo e a condição física da equipe está boa.

 

Felipe
Senhores, gostaria que vocês, como grande conhecedores das regras de basquete, comentassem os lances que ocorreram no jogo entre Nuggets e Bulls em Chicago. Não sei como é a regra da NBA para interferência ofensiva, mas achei que os dois lances as cestas deveriam ser anuladas.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=FOpkQTtkvFg[/youtube]

resposta_iconDenis: A interferência ofensiva segue a regra do círculo imaginário que sobe acima do aro. Se a bola estiver acima da cesta dentro dessa área, nenhum jogador pode tocá-la. Mas nesse caso do Noah eu não sei, foi uma jogada bem complicada e mesmo no replay ainda tenho dúvidas. Só seria legal se tivessem validado a cesta porque aí o Bulls teria sido o responsável por encerrar as sequências de vitória do Heat, do Knicks e também do Nuggets.

 

joao buriti
o gustavo hoffman(axo q e assim q escreve) sempre cita o bola presa qdofala de basquete na espn,vcs conhecem o cara?? conversam sobre nba com ele?
resposta_iconDenis: O Gustavo Hoffman lê o Bola Presa e falei com ele uma vez em busca de conselhos profissionais no submundo do jornalismo. Conversamos mais algumas vezes e depois de um tempo ele me convidou para umas peladas de basquete, agora nos encontramos sempre para bater uma bola. E ele joga muito!

 

Valdo
E aquelas histórias de patrocinadores nos uniformes da NBA? Nunca mais ouvi falar nada disso, será que desistiram desse crime?
resposta_iconDenis: Crime? Ser feio não é crime.

 

Thiago
Airball conta como turnover? O que são os Team Rebounds que fica lá nas estatísticas? São rebotes não identificados?
resposta_iconDenis: Airball conta como arremesso errado, não como turnover. Os Team Rebounds são uma formalidade do basquete, já que no livro sagrado das estatísticas de basquete diz que todo arremesso errado deve gerar um rebote. Arremessos que batem no aro e vão pra fora, que não são assegurados claramente por um jogador ou que resultam em falta antes de um rebote individual, são creditados como Team Rebounds.

 

Thiago
O que esse time de Houston 2008 tinha de especial pra conseguir 22 vitórias seguidas?
resposta_iconDanilo: Nada! Não é legal?
Denis: Não é piada do Danilo. Não tinha nada de especial mesmo! T-Mac já em decadência, Yao Ming se machucou no meio da sequência, Dikembe Mutombo era bisavô, Bonzi Wells era Bonzi Wells. Um time de meio de tabela que encontrou uma sequência mágica no miolo da temporada.

 

Golgaris
Tudo Boni? Depois de acabar a escola eu acabei perdendo contato com meus amigos, ajudou o fato deles curtirem pagode e eu não, e hoje eu trabalho e faço faculdade a distancia, mesmo com 17 anos, como faço para me socializar mais já que normalmente falo apenas com minha familia e o pessoal do escritório (2 pessoas). Essa falta de interação social pode ser prejudicial?
resposta_iconDenis: Antes de mais nada, espero que essa coisa do pagode seja mais do que isso. Tipo, eles só saem para ir no pagode e você não gosta do ambiente ou uma mera discordância de gosto pode ser assim tão grave? A falta de interação social pode ser boa em alguns momentos da sua vida e pode ser desastrosa em outros. Mas depende do momento e, mais ainda, da sua personalidade. Tem gente que não consegue passar um fim de semana sem sair com muitos amigos, para outros é um fardo não ter tempo só para si. Como você está se sentindo com tudo isso? Está fazendo falta de verdade? Se sim, não tem segredo, você precisa se expôr mais. Sair, buscar antigas amizades que perderam força, encontrar ambientes com pessoas que gostem o mesmo que você ou até apelar para conhecer pessoas na internet.

 

Steve Blake
Denis, você que trabalha num time do NBB, não achas que as franquias deveriam focar mais na formação e meio que parar de trazer esses americanos que não conseguem arrumar time nem na D-League? Eu particularmente acho que isso atrasa nosso basquete.
resposta_iconDenis: Na teoria isso é bonito e faz sentido, mas quando seu time está nas últimas posições do campeonato e você não acha um armador decente sequer no mercado, você faz o que? Aposta num pirralho que, talvez, daqui a 5 anos vire alguma coisa ou contrata um americano bom? Lembrando que você nem sabe se vai ter patrocínio no ano que vem, vai saber daqui 5 anos…

 

Guilherme
Um dos motivos do basquete ter se tornado o meu esporte favorito é devido as estatísticas. Aliás, cada vez menos eu acompanho futebol exatamente por isso. Quase não existem estatísticas; avançadas, então, nunca achei nada.
Essa minha obsessão por estatísticas me fez pensar na seguinte questão: qual é a forma do gráfico de acessos do blog desde o seu início? Existe o componente sazonalidade? Qual é, então, a época de mais acessos no ano? Em que ponto da curva está, no ponto mais alto ou não? A taxa de crescimento atual é a mais alta comparada à outros anos?
resposta_iconDenis: A média de visitas por dia cresce todos os anos desde que começamos com o blog. No começo o crescimento era vertiginoso, agora mais sutil. Durante a offseason a média de visitas cai, mas sempre dispara no começo da temporada seguinte. Os momentos de mais visitas são o começo da temporada e o começo dos Playoffs.

 

Guilherme
me expliquem uma coisa por favor… por que Gasol-Bynum funcionava e Gasol -D12 nao? e se pensar que o Nash sozinho quase levou o Suns pro playoffs, esse time do Lakers ainda deve subir! torcendo muito pra Lakers e Clippers nos playoffs!
resposta_iconDenis: Entrosamento. Andrew Bynum é um pivô muito inteligente e sabia perfeitamente onde se posicionar. O Dwight Howard é mais lerdo da cabeça e demorou para se encontrar, mas nas últimas semanas os dois estão em uma sintonia espetacular. Também ajudava, no passado, que Gasol estava melhor fisicamente e conseguia ser mais efetivo longe da cesta.

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