Ma engrish two bad – As respostas

Ma engrish two bad – As respostas

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Silêncio, crianças! Hora de aula de inglês com a professora Juliana Silveira
 
 
Os leitores mais antigos devem lembrar dessa foto, postamos no nosso primeiro post didático, que explica o que são Free Agents. Então aqui estamos de volta com a professora mais deliciosa do bairro para uma aulinha de inglês.
 
Depois de pouco mais de uma semana, aqui estão as respostas do nosso primeiro Ma Engrish two bad. No post anterior as pessoas postaram termos gringos que são usados no basquete e que elas não sabiam o significado, aqui a gente separou por categoria, explicou todos e ainda colocou alguns outros.
 
Nos comentários vocês podem colocar mais, explicaremos em breve!
 


Posições dos jogadores

Point Guard (PG) – A palavra “guard” é a que designa o que chamamos aqui no Brasil de armador. Entre os dois guards, o point é o armador principal ou, na nossa denominação numérica, o número 1. Claro que existem diversos sistemas ofensivos, mas esquecendo um pouco as exceções podemos dizer que o armador principal, o point guard, é aquele cara que comanda o ataque, é o que chama as jogadas, é a cabeça do técnico dentro da quadra. Também costuma ser o jogador mais baixo do time.

Exemplos de jogadores: Jason Kidd, Chris Paul, Steve Nash, Rajon Rondo e John Stockton.

Utilização em uma frase: O Chuck Hayes é um pivô com tamanho de point guard. / Leandrinho é ótimo jogador, mas não é um point guard.

O termo “Point” é usado para se referir à armação do jogo. Quando se diz que em determinado momento do jogo o LeBron James está “running the point” quer dizer que é ele quem está ditando o estilo de jogo do seu time.

Shooting Guard (SG) – Na denominação numérica é o número 2 e aqui no Brasil chamamos também de segundo armador ou ala-armador. Algumas pessoas até já usam a tradução ao pé da letra de armador arremessador.
Na concepção mais clássica do basquete o shooting guard é o cara que faz pontos, daí o nome de arremessador. Ainda hoje grande parte dos cestinhas da NBA jogam nessa posição e tem como características serem mais altos que os armadores principais mas ainda com bastante habilidade no controle da bola, coisa que vai se perdendo quando entrarmos no mundo dos alas.
Hoje existem muitos shooting guards que não marcam pontos, que vivem da sua defesa, como o Arron Afflalo ou o Anthony Parker, por exemplo. É uma variação da posição, fugindo da sua função clássica de ser a posição do cara que marca pontos, mas ainda com o mesmo nome.
Exemplos de jogadores: Kobe Bryant, Joe Johnson, Ray Allen, Brandon Roy e Michael Jordan.
Utilização em uma frase: Como o Kobe é o melhor jogador da história se não é nem o melhor shooting guard da história?
Small Forward (SF) – Na denominação numérica é o jogador da posição 3. Apesar do nome small (‘pequeno’ em inglês), os jogadores dessa posição não são tão baixos assim, muito pelo contrário, já nessa posição podemos encontrar caras na faixa dos 2,05m. Aqui no Brasil podem ser chamados de alas, ala-pequeno, ala-menor, escolta ou lateral. A palavra “Forward” sozinha é como os gringos chamam os alas.
No time da escola onde eu, com meu tamanho todo, era o small forward, costumávamos dizer que a posição 3 era daquele que não tinha característica nenhuma. Geralmente os jogadores dessa posição são rápidos e baixos demais para jogar no garrafão mas altos e sem a habilidade o suficiente para a armação. Nesse limbo eles podem ser considerados uns zé ninguém ou, se quiser agradar, diga que é nessa posição que se encontram os jogadores mais completos do basquete.
Exemplos de jogadores: LeBron James, Trevor Ariza, Tayshaun Prince, Grant Hill e Larry Bird.
Utilização em uma frase: Você acha que o Kevin Durant rende mais jogando como shooting guard ou small forward?
Power Forward (PF) – Nos números é a posição 4 e se você for o piadista da turma pode dizer que os power forwards são os jogadores que jogam de quatro. Aqui no Brasil são chamados de alas-pivô ou, na tradução literal, alas de força.
Os jogadores dessas posições costumam ser enormes, alguns até mais altos que muitos pivôs, mas costumam ser também mais habilidosos que estes longe da cesta. Jogadores como o Tim Duncan viraram power forwards e não pivôs porque mesmo com o tamanho para jogar lá dentro, faziam mais diferença usando o seu talento no jogo de meia distância.
Exemplos de jogadores: Tim Duncan, Dirk Nowitzki, Kevin Garnett, Chris Bosh e Karl Malone.
Utilização em uma frase: O Amar’e Stoudemire deveria jogar apenas como power forward.
Center (C) – Aqui chegamos na posição 5. Também chamado de pivô, pivozão, gigante ou montanha.
Costuma ser o jogador mais alto da equipe. Ao contráro do power forward, ele nunca se distancia muito da cesta (a não ser nas raras exceções, como Mehmet Okur e Zydrunas Ilgauskas) e, se bem treinado, desenvolve um jogo importante de costas para a cesta, seja em movimentos de ataque ou até na visão do jogo. Muitas vezes é o único jogador da equipe a não estar de frente para o alvo.
Interessante observar que em português podemos dizer que qualquer jogador joga “no pivô”, é uma situação de jogo. Então dizemos que durante a rotação ofensiva do Lakers o Kobe acaba no pivô e joga lá de costas para a cesta. Nos termos em inglês nunca se usa o termo Center para designar alguém que está jogando, momentâneamente, naquela posição. O Center é o jogador que sempre joga de pivô e estar lá embaixo da cesta é estar no “post“.
E dentro do termo post existem dois tipos, o “high post“, que é o topo do garrafão e o “low post” que é a área do garrafão próxima à cesta.
Exemplos de jogadores: Shaquille O’Neal, Zydrunas Ilgauskas, Andrew Bynum, Dwight Howard e Bill Russell.
Essas foram as cinco posições clássicas e principais, mas ainda existem outras que são bastante usadas para se referir a alguns jogadores em especial.
Combo Guard – Como disse antes, guard é o termo para armador, um Combo Guard é um jogador que pode jogar nas duas posições de armador, tanto como point guard (1) quanto como shooting guard (2). Dois bons exemplos são Kirk Hinrich ou o novato Tyreke Evans.
Point Forward – Essa aqui é só juntar as peças, criançada. Lembra que o “running the point” era para alguém que estava na armação? E lembram que “forward” é para ala? Um Point Forward é um ala que joga armando o jogo. Não é algo muito comum no basquete, mas os dois times com melhor campanha na NBA usam: o Cavs com LeBron James e o Lakers com Lamar Odom. Volta e meia o Jazz também usa o Andrei Kirilenko como Point Forward quando o Deron Williams está descansando.
Swingman – Embora tenha nome de jogo trash do Nintendinho ou de filme de lambada da Sessão da Tarde, um swingman é um jogador que pode mudar da posição de shooting guard para a de small forward quando bem entender. Geralmente é um jogador com altura o bastante para jogar de SF mas com a habilidade de um SG. Kobe Bryant e Kevin Durant são dois bons exemplos.

Gírias iradas da galera do Gigabyte
Trey – Ao contrário do que falaram nos comentários, não é o nome de um rapper. Quer dizer, também é, mas no mundo do basquete é um termo para se referir à bola de 3 pontos.
Dime – Além de ser o nome da revista bem legal, dime é um termo usado para se referir à assistência. O termo “dime“, originalmente, é como os americanos chamam a moeda de 10 centavos, uma história não comprovada diz que a moeda virou assistência por causa de pessoas que entregavam outras para a polícia! Os telefones públicos costumavam custar 10 centavos, um dime, e aí a pessoa ligava e entregava alguém para os homi, ou seja, assistia (no sentido de ajudar) a polícia a prender a pessoa.
Board – A palavra pode significar várias coisas, como tabuleiro, tábua, prancha, quadro e mais um monte de coisa, mas no basquete significa rebote.
Jam/Slam/Flush/Dunk – Tudo isso para dizer a boa e velha enterrada. A primeira palavra para se referir a enterrada foi “dunk“, que significa embeber, ensopar. É um termo usado para quando alguém, por exemplo, afunda um biscoito em um copo de leite e é o verbo que batizou os deliciosos “Dunkin’ Donuts”.
Slash – Além de ser um guitarrista, o termo pode significar cortar, acho que todo mundo que jogou Pokémon sabe disso. No basquete slash é cortar para dentro da defesa e um jogador “slasher” é um jogador que tem como base do seu jogo a infiltração. O Dwyane Wade é um slasher.

Adjetivos
Clutch – É um dos termos que você mais vai ler e ouvir por aí. Um jogador clutch é um jogador que sempre joga bem nos momentos decisivos de um jogo. Então quando o Kobe acerta aquele arremesso difícil com o jogo empatado a 7 segundos do fim você irá ouvir que foi um “clutch shot” do Kobe. Um jogador pode ser clutch em um jogo ou ganhar fama de ser clutch na carreira, como foi o caso do Robert Horry.
Overrated / Underrated – A palavra “Rate” significa classificar, avaliar. “Over” significa superior, acima e “Under” significa inferior, abaixo. Assim, um jogador “overrated” é um jogador que é classificado como sendo acima do que deveria. Quando todos diziam que o Antoine Walker era um baita jogador quando na verdade ele era uma peça de Lego gigante que arremessava de 3, ele vira um jogador overrated. Já quando ninguém lembra que o Joe Johnson existe mesmo ele sendo um All-Star, ele vira um jogador underrated.
Nos fóruns sobre NBA da gringolândia é bem comum abrirem tópicos apenas para discutir quem é overrated e underrated na NBA. E essas discussões costumam ser tão vazias e vagas como qualquer uma do tipo “Quem é melhor?”, por favor não caia nessa.
Overpaid / Underpaid – O princípio é o mesmo do item anterior, mas ao invés de se avaliar a qualidade do jogador, é analisado o seu salário. “Paid” quer dizer pago. Então o Nenê pode ser um baita pivô, mas se você acha que ele não é bom o bastante para ganhar 10 milhões por temporada você diz que ele é overpaid.
Highflyer – High” pode ser chapado e “Fly” pode ser mosca, mas isso não tem nada a ver. “High” também pode ser alto e “Fly“, voar. Um jogador highflyer é aquele que pula muito alto e costuma sair enterrando por aí. Durante boa parte da sua carreira todo mundo se referia ao Vince Carter como um grande highflyer.

Conquistas individuais
Double-Double- O famoso duplo-duplo. É quando um jogador consegue pelo menos 10 em dois quesitos diferentes das estatísticas, o mais comum é conseguir pelo menos 10 pontos e 10 rebotes.
Triple-Double- Ao invés de dois, três quesitos. O mais comum são pelo menos 10 pontos, 10 rebotes e 10 assistências, mas volta e meia um pivô faz um triplo-duplo com tocos.
Double-Trible-Double- Esse aqui é uma raridade. É conseguir pelo menos 20 em três quesitos diferentes. Na história da NBA aconteceu apenas um vez: Wilt Chamberlain (o céu é azul) fez 22 pontos, 25 rebotes e 21 assistências em um jogo contra o Pistons em 1961.
Five-by-Five (High-5) – Os dois termos são pouco usados mas existem, assim como o feito em si. Ele consiste em conseguir pelo menos 5 nos 5 quesitos principais do basquete: 5 pontos, 5 rebotes, 5 assistências, 5 roubos e 5 tocos. Atualmente quem mais tem flertado com essa marca é o brazuca Nenê. No passado recente, que eu me lembre, apenas o Andrei Kirilenko conseguiu completar um five-by-five.

Termos de jogo, Jogadas
Tear Drop/Floater – O Danilo explicou muito bem o Tear Drop (que também pode ser chamado de Floater ou Runner) no Both Teams Played Hard, mas infelizmente o site está com problemas e não está dando para ver as respostas mais antigas. De qualquer forma, explico aqui rapidamente: esse arremesso é quando um jogador, geralmente mais baixo, solta a bola antes e com um arco mais alto do que a bandeja comum. Por ser diferente da bandeja ela costuma enganar os pivôs e é marca registrada de jogadores como Tony Parker e Chris Paul.
Não achei o ótimo vídeo que o Danilo tinha postado antes, mas por enquanto vale esse bonito tear drop do Rajon Rondo:
 
Backdoor – A porta de trás, na tradução literal, é quando um jogador consegue cortar para receber um passe por trás da defesa sem ela perceber. O Utah Jazz vive brincando de correr por trás da defesa, no backdoor, até alguém aparecer livre embaixo da cesta para marcar pontos fáceis.
Inside Score – São todos os pontos marcados dentro do garrafão. Quando dizem que um time precisa de mais “inside score” é porque estão dizendo que a equipe precisa jogar mais perto da cesta.
Basketball IQ – É o “Q.I. de basquete”. Às vezes um cara não sabe ler, escrever e nem qual é a fórmula de bhaskara, mas dentro de uma quadra de basquete ele entende tudo, saca o posicionamento de todo mundo e sempre toma a decisão certa. Quer dizer que ele tem um alto Q.I. de basquete. Por outro lado tem jogadores que sabem arremessar, são atléticos, pulam, driblam bem mas não sabem o que fazer com a bola e estão sempre ferrando com o seu time, são os caras com baixo Q.I. de basquete. Alô, Stromile Swift, tudo beleza?
Down the stretch – Vamos testar seus conhecimentos até agora. “O Dwyane Wade é um shooting guard slasher que é clutch down the stretch“. Sacou, turminha do CCAA? “Down the stretch” é o termo para se referir à partida em seus momentos decisivos.
Footwork – É o termo deles para se referir ao jogo de pernas de um jogador. Aquele pivô paradão que não consegue se movimentar não tem bom footwork.
Turnover – Um turnover é um erro, é a perda da posse de bola. Um time que cometeu 20 turnovers em um jogo é aquele que por 20 vezes cometeu algum tipo de erro e ficou sem a bola, pode ter sido ter jogado a bola pra fora, ter estourado os 24 segundos de posse, ter tido a bola roubada ou qualquer coisa do tipo.
Buzzer-Beater / Game Winner – “Game Winner” é a bola que ganhou o jogo, é o arremesso decisivo, o último do jogo. Já o “buzzer beater” é aquele que foi exatamente no estouro do cronômetro. O arremesso do Kobe a 6 segundos do fim contra o Celtics foi o game winner porque o Celtics não conseguiu virar depois, já o seu arremesso contra o Heat, quando o tempo acabou com a bola no ar, foi um buzzer-beater.
Screen – Esse é simples, o screen é o corta-luz. E o famoso “Illegal screen” é o corta ilegal, com o jogador se mexendo, impedindo e acertando o adversário.
Fade Away – O verbo “to fade away” quer dizer desaparecer, mas no basquete é o termo utilizado para se referir àqueles arremessos que o jogador faz enquanto joga o corpo para trás. Michael Jordan foi o grande mestre nesse arremesso e hoje ninguém faz tão bem quanto o Kobe Bryant.
O fade away não é o tipo de arremesso que você vai aprender do seu técnico nos primeiros treinos de basquete. Logicamente pensando, não é inteligente pular para trás na hora de arremessar, pra que ficar ainda mais longe da cesta? Mas em algumas situações, para evitar o toco e marcadores mais altos, acaba sendo uma boa opção. Abaixo um vídeo do Jordan sobre o seu principal arremesso.
Matchup – No basquete a palavra é usada para se referir a um confronto individual. Quando jogam Cavs e Celtics, por exemplo, o matchup mais importante é o duelo entre LeBron James e Paul Pierce.
Já no confronto de playoffs do ano passado entre Magic e Cavs, o Rashard Lewis, rápido e jogando fora do garrafão, venceu o seu matchup contra o Anderson Varejão. Esses matchups onde um jogador tem alguma característica, física ou técnica, que não bate com as características de seu defensor é o chamado Mismatch. Dizem na NBA que o Lamar Odom é um mismatch ambulante, porque ele pode ser rápido e jogar longe da cesta contra marcadores altos ou perto da cesta usando sua altura contra os mais baixos.
Pick-and-roll- Perguntaram de “pick and run” no post, mas como não conheço esse, imagino que estava tentando se referir ao famoso pick-and-roll. Essa é a jogada mais básica do basquete, onde um jogador, geralmente um pivô, faz um corta-luz para o jogador que está com a bola e logo em seguida corta em direção à cesta para receber a bola. Abaixo a dupla que mais faz pick-and-rolls na NBA, Steve Nash e Amar’e Stoudemire:
Pick-and-pop- O princípio é o mesmo do pick-and-roll, mas depois do corta, ao invés de correr em direção à cesta, o jogador que fez o bloqueio fica parado para fazer o arremesso. No próprio Phoenix Suns essa jogada é bem comum entre o Nash e o Channing Frye, mas acho que ninguém faz tanto essa jogada quanto Chris Paul e David West.

Estilos e estratégias de jogo
Tempo- Esquisito ver uma palavra nossa sendo usada pelos gringos, mas em inglês a palavra “tempo” é usada para se referir a andamento, ritmo.
Up-tempo system- Um sistema de up-tempo é aquele que usa um andamento de jogo rápido. O New York Knicks e o Golden State Warriors, por exemplo, são um time de estilo up-tempo.
Run and Gun- É o sistema de jogo (up-tempo) que ficou famoso nas mãos do Mike D’Antoni quando ele comandava o Phoenix Suns. Trata-se de uma estratégia onde o time tenta sempre jogar em velocidade, correndo (run) e arremessando (gun) o mais rápido possível, aproveitando os primeiros segundos de posse de bola, momento em que a defesa adversária ainda não se postou de maneira adequada.
Diamond – Em tradução literal quer dizer “diamante” e no basquete pode ser várias coisas. Tem treinos chamados de diamantes, além de posicionamentos defensivos e até algumas jogadas de ataque. Creio que o uso mais comum, no entanto, seja a defesa “Diamond and 1” que é quando 4 jogadores formam um losango (um diamante) dentro do garrafão e um jogador fica livre para marcar um jogador em especial, geralmente o armador adversário. Essa é uma imagem da defesa “Diamond and 1”.
Motion Offense – É um sistema ofensivo de jogo baseado em muita movimentação dos jogadores e cortas para deixar esses jogadores livres. O conceito básico foi criado pelo técnico Henry Iba, mas ficou famoso no basquete universitário com o lendário Bob Knight. Hoje em dia existem muitas variações da Motion Offense, algumas baseadas em drible e infiltração dos armadores, outras com um Power Forward (posso falar em ingreis agora?) aberto e muitas e muitas outras. Em comum todas tem a contínua movimentação dos jogadores (daí o nome ‘motion‘, movimento), mas grande parte do resto pode ser adaptado.

Frases e Expressões
“Nice Jay” (Nice J) – Os americanos usam muito a primeira letra das palavras para dizer a palavra toda. Então J é jumper (arremesso), W é win (vitória), D é defense (defesa) e por aí vai. Já “nice” quer dizer bom, então um “nice J” é um bom arremesso.
“Pierce |nox| down”- A grafia correta é “Pierce knocks it down”. “Knock it down” quer dizer derrubar, é algo como “Pierce derruba a bola”, é uma expressão para dizer que algum jogador acertou seu arremesso.
Tough Guy – “Tough” é uma das palavras mais difíceis de traduzir para o português. Alguns dicionários traduzem como “forte”, outras como “valentão” ou “brigão”. No fim das contas é um misto disso tudo, se fosse um nome de filme da Sessão da Tarde “Tough Guy” viraria “Um cara duro na queda”.
From Downtown – Um arremesso “from downtown” é um arremesso de longe, de 3 pontos. E nos comentários contaram uma história divertida que eu não conhecia sobre a história da expressão. Com a palavra, nosso leitor Derica:
“Downtown, ao pé da letra, significa ‘centro da cidade’. Ouvi uma história antiga de que “fulano from downtown” é porque a maioria das quadras se concentravam na periferia e antigamente diziam que o arremesso foi lá do centro da cidade, dando a entender de tão longe que foi.”
back-to-back – É o termo para se referir a coisas em sequência. Back-to-back games são jogos em dias consecutivos, back-to-back titles são títulos em sequência, um bi-campeonato.
 
“Finger road”- O termo correto é “Finger roll“. Finger é dedo, roll é fazer rolar. É aquela bandeja, inventada pelo grande George Gervin, em que a bola vai rolando pelas pontas dos dedos até sair da mão e ir para a cesta, é uma das jogadas mais bonitas do basquete.
Procurei um vídeo do Gervin para mostrar aqui, mas preferi mostrar esse do Jordan, olhem que obra-prima!
Sag-off – Esse é uma expressão usada para dizer quando um jogador deixa outro livre de propósito. Quando você deixa o Sasha Vujacic livre para dobrar a marcação no Kobe você sag-off o The Machine (e com razão!)
Sink or swim- Sério que alguém já viu esse termo em jogos de basquete? Essa é uma expressão que quer dizer algo como “É tudo ou nada”. Ao pé da letra quer dizer “afundar ou nadar”.
 
Termos de contrato
Mid-Level exception – O sistema de teto salarial da NBA não é rígido, então permite algumas exceções para que os times possam ultrapassar esse teto. O Mid-Level é uma dessas exceções. Nesse caso o time pode oferecer um contrato com o salário médio da NBA para um jogador mesmo que o limite já tenha sido atingido pela equipe. O salário médio é definido somando todos os salários pagos nos últimos anos de liga e dividindo por 13,2. (pois é, faz tanto sentido quanto jogos de video game japoneses)
Buyout – É quando um jogador e o seu time entram em um acordo para que uma certa quantia do salário do jogador seja paga de uma vez e esse atleta seja dispensado da equipe sem mais nenhuma obrigação contratual.

Pornô
POV- Até aqui fazem pergunta de coisa pornô? Que obsessão! Mas tudo bem, fui correr atrás para descobrir. POV é uma sigla para “Point of View” ou “Ponto de Vista”. Um pornô POV é um filme com o ponto de vista do próprio cara que está fazendo sexo, são aqueles filmes em que o ator come a guria com uma câmera na mão e a gente fica assistindo como se fosse ele.