Gilbert Arenas é do Grizzlies

Gilbert Arenas é do Grizzlies

Arenas já mandou na NBA

Após muito tentar, Gilbert Arenas está de volta. O armador foi dispensado do Orlando Magic antes da temporada começar pela nova regra de anistia, que deixava os times dispensarem um jogador e não ter mais o seu salário contando na folha salarial (embora continuem pagando o jogador normalmente). Quando se viu sem time, Arenas lutou para voltar para a NBA, mas ninguém parecia disposto a se arriscar com um jogador temperamental, de joelhos bichados e que não jogou bem na sua última passagem. Dá pra entender?

Depois de fazer testes abertos para quem quisesse ver em Nova York e de ir até Los Angeles para fazer um treino exclusivo para a comissão técnica do Lakers, Arenas finalmente encontrou um time que o quisesse, o Grizzlies. Eu não sei como foram esses testes, mas para o Lakers, desesperado por um armador, não topar assinar com o veterano é porque perfeitos é que não foram.

De qualquer forma, só agora saberemos qual o real estado do basquete do bom e velho Hibachi. Para o Grizzlies foi uma contratação de aposta e desespero após não conseguir um armador no período em que as trocas estavam valendo. Eles trocaram o reserva de Mike Conley, o

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bom Greivis Vásquez, antes de temporada começar porque queriam ajuda nas alas. Conseguiram Quincy Pondexter e deixaram a reserva da armação com os novatos Jeremy Pargo e Josh Selby. Eles não foram mal, mas também não inspiram confiança para um time que veio para essa temporada com ambição de pelo menos repetir a semi-final do Oeste do ano passado. O time queria algo novo, nas trocas não conseguiram nada, Arenas foi a opção que sobrou.

A escolha não surpreende, nos últimos anos o Grizzlies mais de uma vez tentou resgatar talentos perdidos ou jogadores que não tinham espaço ao redor da NBA. Foram eles que contaram com Allen Iverson por algumas semanas quando este não conseguia mais vaga na NBA, eles que trocaram por Zach Randolph quando ele era a maior piada da NBA, o mesmo Grizzlies deu espaço e salário gordo para Tony Allen brilhar fora da sombra do Big 3 de Boston e apostou em Marc Gasol quando todo mundo achou que ele iria sempre ser o irmão bobão do Pau. O Grizzlies sabe que não é mercado grande, que uma grande estrela no seu auge não vai escolher jogar lá, eles usam os recursos que tem para acumular talento. Arenas é um talento e eles não perdem nada se der errado.

Para o jogador, creio que seja sua última chance. Ele falhou quando voltou de contusão e suspensão em Washington, não foi nada bem em Orlando no ano passado. Se não aproveitar o contrato que tem até o final da temporada com o Grizzlies eu duvido muito que receba mais uma chance na NBA. Em nome de todos os personagens malucos que deixam o esporte mais interessante e divertido, de todos os Artests, Sonnens e Balotellis, pelas piadas, palhaçadas

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e criatividade que já nos proporcionou, espero que Arenas dê certo.

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Mandar jovens talentos como o Eric Maynor em troca de
nada dá bastante certo, basta perguntar para o Knicks
O Hornets é o pior time do mundo pra fazer trocas. Não é que eles façam trocas idiotas, é que as trocas que eles fazem sequer chegam a se concretizar. Na temporada passada, o time resolveu mandar o Tyson Chandler para o Thunder, mas na hora dos exames médicos o pivô foi diagnosticado com uma lesão grave no pé e não foi liberado para ser trocado. Ou seja, voltou para o Hornets com aquela cara de bunda de quem tomou pé na bunda da namorada mas a namorada voltou porque não arranjou ninguém melhor. Nessa temporada, eles conseguiram mais uma troca que não aconteceu: Devin Brown iria para o Wolves em troca de Jason Hart, o magrelo que quase não entrou em quadra na sua carreira, mas no último segundo, depois da troca já ter sido amplamente anunciada e os jogadores já estarem de malas feitas, o Wolves deu pra trás e preferiu aceitar uma outra troca, dessa vez do Suns.
A troca do Suns mandou Alando Tucker pelo Jason Hart, mas garantiu também que o Suns vai continuar pagando o salário do Tucker nessa temporada. Então, já que o Jason Hart ficou tão concorrido pela primeira vez desde o baile de formatura, lá foi o Devin Brown voltar para o Hornets com cara de bunda, sabendo agora que ele é meio indesejado. O motivo da troca frustrada do Brown é o mesmo que a troca frustrada do Tyson Chandler: economizar umas verdinhas. O Hornets está bastante acima do limite salarial, tendo que pagar multas por isso, e o time fede um bocado. Depois de uma campanha forte nos playoffs e a ideia de que “com apenas mais um grande jogador de banco a gente chega lá”, o Hornets percebeu que era apenas um time mequetrefe que, no momento certo, com o ritmo certo e a mentalidade certa, chegou bem mais longe do que devia. Nem em um bilhão de anos aquele time, com aquelas mesmas peças, conseguiria chegar de novo onde chegou. Bastou o Chris Paul estar sentindo mais o físico para o time despencar e perceber que James Posey, nada além de um bom carregador de piano para vir do banco, não iria fazer milagre. Não tem absolutamente ninguém no elenco capaz de pontuar, já que o Stojakovic é do tempo da tevê Manchete e o David West está longe de ser uma máquina de fazer pontos.
O Devin Brown, por isso, quebra um belo de um galho. Sempre foi subestimado, já chutou traseiros com o Spurs quando foi campeão, já ajudou o Cavs chutando traseiro nos playoffs, e portanto tem mais experiência em pós-temporada do que todo mundo no elenco do Hornets. O rapaz é forte, sabe atacar a cesta, é muito bom nos arremessos de três pontos e aprendeu a ser um bom defensor. Não é muito consistente ofensivamente, mas sempre dá um jeito de contribuir e eu fico aqui pensando o porquê dele ter partidas tão boas e ficar migrando de time para time sem uma casa fixa, parece até o Quentin Richardson. Com média de 10 pontos por jogo já dá pra ser escolhido o macho-alfa do Hornets quando o Chris Paul está de férias, mas com a crise econômica acabou sobrando pra ele.
O ridículo é que o Hornets está nessa situação de não ter pontuadores e estar acima do limite salarial porque o Stojakovic ancião ganha 14 milhões esse ano (e 15 milhões no ano que vem), o lixo do Morris Peterson ganha 6 milhões (ele foi contratado como a grande esperança do time nos arremessos de fora, mesmo que na época qualquer um que assistisse aos seus jogos soubesse que ele era o pior titular da NBA), e o James Posey ganha outros 6 milhões (um tanto salgado para um reserva de luxo). Essa receita todo mundo conhece: umas trocas imbecis e uma caralhada de contratos inflados e você tem um delicioso Knicks para viagem, com refrigerante e batatas médias. Pelo menos como o Chris Paul é um jogador espetacular que faz até os piores companheiros de equipe renderem razoavelmente, o Hornets consegue se safar de ser o Knicks e ao menos luta por uma vaga nos playoffs. Há esperança para esse time voltar a fazer barulho nos playoffs, aliás, mas é só quando esses contratos idiotas terminarem e é necessário assinar com moderação os contratos novos. A equipe está longe de um título, não dá pra ir dando bilhões para jogadores que são tratados como “a peça faltante”. Quando o Magic exagerou no contrato do Rashard Lewis, não dava pra criticar muito porque eles acreditavam que um grande arremessador de três era o que faltava para que o time fosse campeão. E, bem, eles acertaram em cheio e agora não dá pra criticar o contrato inflado. O Hornets não pode pagar Stojakovic, Posey e Peterson como se eles fossem apenas o arremessador que falta para um título, o time está completamente pelado. Chris Paul e David West são a alma da equipe, um par de jogadores inteligentes e que jogam com habilidade e finesse, mas todo o resto dá pra jogar fora e começar de novo. Em plena crise econômica, com os times desesperados quando ultrapassam o limite salarial, é preciso se livrar dos contratos ruins e ter moderação nos novos. Mas se livrar do contrato de 1 milhão do Devin Brown é exagero, o rapaz não merecia essa humilhação enquanto o Stojakovic enche as orelhas com 14 vezes mais grana. Pra provar o ridículo, Devin Brown voltou a jogar pelo Hornets, fingiu que o namoro não tinha terminado e enfiou 30 pontos no Jazz só pra provar que pode. Ou seja, voltou pra casa corno mas deu um trato na patroa.
O Jazz, aliás, também está nessa onda de economizar dinheiro. O armador draftado nessa temporada, Eric Maynor, que se saiu tão absurdamente bem na ausência do Deron Williams, foi trocado para o Thunder. O Jazz recebe um maluco draftado há muito tempo atrás que nunca vai aparecer pra jogar porque está na Europa comendo umas italianas, enquanto o Thunder consegue finalmente um excelente reserva para Russell Westbrook, ampliando ainda mais o núcleo jovem desse time que vai chutar traseiros num futuro bem próximo. Para completar a troca, o toque mágico, o pó de pirlimpimpim: o Jazz manda Matt Harpring para o Thunder. O vovô tem uma infecção no pé, não deve jogar basquete nunca mais (para nosso azar, porque ele é um dos piores comentaristas de basquete do planeta e vai ficar torrando nosso saco), mas seu salário continuava valendo para o Jazz. Agora, o time paga menos taxas por ultrapassar o limite, embora não esteja nem perto de gastar pouco. Tudo porque nessa temporada resolveram ficar com Paul Millsap e Carlos Boozer, sem no entanto procurar ativamente uma troca pelo Boozer quando ele decidiu não ir embora. Com isso, Millsap tem salário de titular mas minutos de reserva, o time tem uma folha salarial de campeão mas campanha digna de Clippers, e a crise econômica acaba obrigando o time a se livrar de bons jogadores a preço de banana. Essa é uma boa maneira de estragar um time bem rápido: se livrar dos jogadores bons e jovens porque você assinou contratos gigantes para uns jogadores velhinhos. O Suns ficou se livrando das escolhas de draft para não gastar o dinheiro que usava nos veteranos e quase acabou se lascando por isso. Acabou dando sorte com carregadores de piano como o Jared Dudley, mas aprenderam a lição e devem começar a colecionar uns novatos antes que esse time morra e eles tenham que reconstruir tudo do zero.
O Eric Maynor foi uma grande sacada do Thunder, que já estava de olho nele desde a época do draft. O time está uma vitória atrás do Jazz, mas tem também um jogo a menos, então vai ser divertido se o Jazz tiver ajudado justamente o time que grudar em sua cola. Os dois brigam pelas vagas finais para os playoffs do Oeste, com a diferença de que o time de Utah é um time com sérios problemas, como o Denis tão bem relatou, enquanto o Thunder é um time jovem, animado, veloz, que está nessa só para adquirir experiência. Por lá não existe pressa, o Kevin Durant já teve anos de carta branca para arremessar como quisesse não importavam quais fossem os resultados, e agora o time testa seu entrosamento sem muitos compromissos com a vitória. O fato de que as vitórias estão vindo é simples fruto do talento e amadurecimento dessa garotada, já que a equipe teve os bagos para se livrar dos jogadores mais velhos e experientes, mesmo que talentosos, para dar minutos integrais e irrestritos para os pirralhos. O amadurecimento veio rápido, mas o que mais intriga com relação à essa equipe é o ânimo dos jogadores. Desde a temporada passada, quando eles estavam flertando também com uma das piores campanhas de todos os tempos, a animação dos jogadores teve uma crescida assustadora e incendiou o time inteiro. O Thunder decidiu trocentas partidas nos segundos finais na temporada passada inteira, aprendeu a ganhar no quarto período com intensidade e vontade, conseguiram começar a segunda metade da temporada ganhando mais do que perdendo e salvaram o recorde patético se tornando um time a ser levado a sério. Não imagino o que tenha acontecido, mas muito provavelmente foi aquela água secreta do Jordan que o Pernalonga dá pro seu time no Space Jam (pra evitar a pior campanha de todos os tempos, o Nets não precisa apenas seguir o exemplo do Thunder, precisa também dessa água do Jordan urgentemente). Desde o começo dessa temporada esse ânimo ainda está lá, e quando jogadores tão talentosos, que evoluem com velocidade de pokémon, querem o seu sangue com tanta intensidade, fica bem claro que eles vão te dar dor de cabeça. E agora com um armador reserva jovem e talentoso, para manter o mote do resto da equipe. Contratos idiotas e má administração dos salários não apenas estraga equipes, mas também favorece muito quem sabe o que está fazendo. O Thunder agradece, e num par de anos vai colher os resultados enquanto Hornets e Jazz vão estar começando do zero. Pra ver se aprendem.
O doping e a nobreza no esporte

Sorriso simpático do novo inimigo dos
defensores da nobreza do esporte

O Danilo tratou um dos aspectos do caso de doping do Rashard Lewis no seu último post, mas eu acho que o assunto é tão complexo que merecia um texto só sobre isso.

Devemos começar entendendo o caso do Rashard Lewis em si antes de vermos o caso do doping em toda a NBA. Ele foi pego por ter tomado um composto chamado DHEA, que não é em si uma substância ilegal. Ela se torna, depois de ingerida, androstenediona, que depois se transforma em testosterona, substância essa achada além do nível permitido no teste do Rashard Lewis.

Segundo a lei americana, por mais características de esteróides que a substância tenha, é considerada um suplemento alimentar, por isso é encontrado em lojas do ramo. O Rashard Lewis diz que apenas tomou um suplemento, sem a intenção de melhorar desempenho.

Pela WADA, a Agência Mundial Anti-Doping, o DHEA é considerado um tipo de esteróide e por isso é proibido. As discrepâncias entre as leis nacionais e as leis anti-doping, portanto, fazem com que substâncias proibidas para a prática do esporte sejam tão facilmente encontradas em qualquer lugar.

Um médico entrevistado pelo jornal Orlando Sentinel diz que o produto não é lá muito eficiente na hora de melhorar o desempenho de um atleta do nível de NBA. Essa opinião reforça a idéia de que o Rashard Lewis foi apenas descuidado e não é alguém que se dopa regularmente para melhorar o desempenho. Segundo o mesmo médico, existem até substâncias de características semelhantes e que dão um resultado muito maior, se o Rashard foi infiel aos princípios do esporte, foi burro ao fazê-lo dessa forma tão ineficaz.

O Shaquille O’Neal deu uma entrevista recentemente à rádio da ESPN dizendo que acredita que o Rashard simplesmente deu azar. Ele diz que muitos jogadores da NBA, incluindo ele mesmo, vão nessas lojas de suplemento esportivo e simplesmente compram qualquer coisa que tenha um rótulo bacana que diga alguma coisa que eles querem. “Se diz que emagrece a bunda gorda em dez dias, compramos, mas agora teremos que ter mais cuidado depois desse caso”, em uma tradução livre do que o Shaq disse.

O testosterona é uma das formas mais antigas do doping, foi famosa nas décadas de 70 e 80 junto com os anabolizantes e eram bem óbvios em atletas de esportes femininos. Testosterona é um hormônio masculino e se tomado por mulheres resultam em algumas características masculinas. Em caso famoso, nas olimpíadas de Montreal em 76 as nadadoras da Alemanha Oriental, com estranhas vozes muito grossas, dominaram todas as provas da competição. Quando incomodadas pelas americanas que questionavam suas vozes masculina, as alemãs responderam “Nós viemos para nadar, não para cantar”.

Na NBA, onde todo mundo tem voz grossa, principalmente o Mutombo, não é tão fácil perceber quem toma e quem não toma. Para isso existem os exames anti-doping. Na NBA eles são feitos 4 vezes por temporada, sem aviso prévio da data, em cada atleta. Para muitos críticos é muito pouco, mas a maior crítica está no fato de que não são feitos testes durante a offseason, entre junho e outubro. Para alguns médicos seria tempo o bastante para o atleta usufruir de algumas substâncias que tem poder a longo prazo e ao mesmo tempo se ver livre dos rastros dessa substância quando a temporada começar.

Certa vez o Nowitzki deu uma entrevista a uma TV alemã dizendo não conhecer nenhum envolvido com doping na NBA mas que “alguém pode provar que ele está errado”, seguido de um sorriso que pode ser interpretado de várias maneiras. É comum ver jogadores, principalmente os mais jovens, mudarem bastante o corpo entre uma temporada e outra. Eles chegam magros das universidades, encorpam um pouco antes da sua primeira temporada e para a segunda aparecem já com aquela cara de jogador da NBA. Eles dizem que é apenas musculação e ninguém tem como provar o contrário, mas a falta de testes nesses meses deixa um espaço amplo para as suspeitas.

Só que, embora estejamos falando de esteróides, de homens mais bombados e de mulheres másculas, isso é coisa antiga. O doping não é mais só isso, hoje em dia as drogas de melhoria de desempenho podem ser simplesmente para melhor respiração, ganho de potência, recuperação rápida depois de esforço físico, diminuição de peso, etc. O ciclismo, esporte em que mais se fala em doping, é a maior prova de que um cara não precisa ser do tamanho de um armário para estar dopado.

Os testes feitos pela NBA não são controlados pela WADA. A Liga, assim como praticamente todos os esportes americanos, tem sua própria política anti-doping. O David Stern, inclusive, já criticou abertamente a WADA depois de como foi conduzido o caso do ciclista Floyd Landis em 2006. E assim como os testes são outros, a lista de substâncias proibidas é outra e as punições também.

Alguns podem dizer que a punição foi branda para o Rashard Lewis mas ela segue o padrão da NBA. São 10 jogos de suspensão na primeira vez em que se é pego, 25 jogos de punição para a segunda fez, 1 ano de suspensão na terceira vez e o jogador sai da NBA na quarta. O caso do Chris Andersen, banido por dois anos, não se aplica a essa regra porque envolvia uso de drogas ilícitas socialmente, não de melhoria de desempenho esportivo.

Nos EUA, porém, quando o assunto é problema com doping o esporte que vem à tona é o baseball. Há alguns anos a MLB, liga profissional de baseball, viveu um drama descomunal quando inúmeros jogadores foram acusados de doping. A maioria dos casos acabaram se revelando realmente verdadeiros e ídolos do esporte, que poucos anos antes tinham quebrado recordes históricos de home runs, como Barry Bonds, Marc McGwire e Sammy Sosa, ficaram marcados como dopados e seus recordes ganharam um asterisco.

Para o colunista da CBS Gregg Doyel, que cobria o baseball na época em que McGwire e Sosa começaram a quebrar recordes usando substâncias ilegais, a imprensa americana do basquete sofre do mesmo problema que eles sofriam na época que cobriam o baseball no final dos anos 90: são ingênuos. Vêem os jogadores com físico absurdo, vêem poucos casos de doping revelados (foram apenas 6 desde 1999 na NBA) em um mundo esportivo empesteado com casos todos os dias e acham que isso acontece porque no basquete é diferente, é um mundo “sem a cultura do doping”.

O mundo do esporte é realmente entupido de casos de doping. Uso aqui um exemplo dado na matéria “Atletas, dopai-vos” da Dorrit Harazim na revista piauí número 23. A matéria é simplesmente espetacular e trata de vários campos da discussão do doping. Usarei alguns trechos de entrevistas que estão na matéria aqui, mas o ideal é ir lá depois e ler a matéria inteira.

O exemplo dado no início da matéria para mostrar como funciona o mundo do doping é dado pelo fisiologista molecular H. Lee Sweeney. Ele trabalha há anos tentando fazer com que camundongos alterados geneticamente ganhem massa muscular mesmo sem fazer exercícios físicos. A intenção é aplicar esses conhecimentos em humanos com distrofia muscular. Porém, as primeiras ligações que ele recebeu foram de fisiculturistas, levantadores de peso e técnicos e atletas de outras modalidades esportivas que queriam participar de testes mesmo depois de terem sido alertados de que existiam até riscos de morte.

O que leva os atletas a se doparem é bem óbvio: resultados. A grande maioria dos atletas profissionais que chega às grandes competições passa por muitos estágios difíceis e só chega longe por ser obstinada a vencer. Geralmente os que se vêem satisfeitos em competir não chegam longe. Os que chegaram longe também sabem que não chegaram lá só por causa de esforço, chegaram porque o esforço rendeu um resultado. De nada adiantariam as mesmas horas de treino se não rendessem títulos ou medalhas depois. Sem títulos não tem patrocínio, técnicos interessados, clubes interessados e etc.

Porém, nem todos podem vencer, questão estatística. E no desespero por algum resultado se aposta em qualquer coisa, até no doping. Um atleta que veja a si mesmo em vias de perder sua carreria de atleta, à qual dedicou tanto tempo, é uma boa vítima para quem quer vender algum produto e ainda depois lucrar com a vitória. Em um mundo em que o esporte se tornou algo tão grande como negócio e na vida dos atletas, que tem que se dedicar integralmente, o doping tem uma entrada mais fácil.

Mas tudo bem, o doping é comum e sabemos porque existe, mas há uma pergunta mais importante a ser feita atualmente: por que ele é errado?

Os que defendem o anti-doping acima de tudo dizem que lutam pelo esporte limpo, justo, sempre com o culto do amadorismo, da superação humana. Mas ainda há espaço para isso atualmente? Faz sentido defender isso hoje em dia? Primeiro porque estamos chegando na era do doping genético, a própria WADA acredita que o momento desse tipo de doping está chegando (se ainda não chegou e eles não sabem) e contra ele os testes anti-doping são dificílimos, os atletas podem passar impunes. Em segundo lugar e mais importante, transformar o esporte nessa atividade pura seria colocar o esporte como algo à parte da sociedade da qual ele faz parte.

A matéria da piauí coloca essa questão nas palavras do professor de política comparada da Universidade de Michigan Andrei Markovits: “Me horroriza este ambiente inquisitorial à la Torquemada que cerca a questão do doping hoje em dia. Podemos tomar Viagra, antidepressivos, essa pílula, aquela outra – tudo o que quiser. Só os atletas não podem. E por quê? Devido ao ultrapassado ideal de amadorismo e virtude no esporte – conceitos desenvolvidos pela classe dominante inglesa de Oxford e Cambridge, no século XIX”.

Markovitz pode parecer exaltado e exagerado, mas traz à tona boas questões. Essa nobreza do esporte ainda faz sentido hoje em dia? Ela não funciona apenas como discurso para nos emocionar e valorizar o esporte enquanto mascara como nossa sociedade realmente funciona? Afinal, hoje somos uma sociedade movida a lucro e resultados em que tomamos remédios se queremos deixar de ficar tristes para ficarmos felizes e simplesmente diminuímos o tamanho do nosso estômago se queremos ficar mais magros.

Na mesma matéria é citada uma entrevista do Sylvester Stallone dada à revista Time, em que ele não só diz ter usado o HGH, um hormônio de crescimento proibido pela WADA, como diz que recomenda a testosterona para todos com mais de 40 anos porque faz muito bem à sua saúde. Como deixar o esporte e os esportistas de fora de uma sociedade que cada vez mais apela à farmácia na busca de qualquer coisa? Até empresários, jogadores de pôquer e músicos tem usado drogas que aumentam seu poder de concentração. Apenas os esportistas são considerados vilões quando tomam algo para melhorar seu desempenho.

E ao mesmo tempo alguns esportistas sofrem intervenções que melhoram sua qualidade como praticantes do esporte, mas que não são consideradas doping. O Tiger Woods fez uma operação para ficar com a visão perfeita, enquanto na NBA o Gilbert Arenas usa câmaras hiperbáricas para simular grandes altitudes, criar mais glóbulos vermelhos e melhorar sua resistência física. Tudo isso não só altera o físico do atleta como é caro e não está disponível para todos. Isso sem entrar no polêmico assunto dos maiôs na natação, em que parece haver, em paralelo à disputa dos atletas, uma competição entre empresas de material esportivo.

Isso tudo foi para fazer a gente pensar um pouco na questão do doping que é vista tão “preto-no-branco” pela crítica esportiva em geral. Acho que esse texto serve para entender como funciona o doping na NBA, no esporte em geral, no caso do Rashard Lewis e principalmente para começarmos a pensar no assunto como um todo ao invés de simplesmente fazer a parte mais fácil que é demonizar o atleta e culpar penas brandas.

Se nem sabemos direito mais o que é doping e qual é o real papel do esporte na sociedade atual (negócio ou nobreza?), não podemos sair disparando críticas para todo lado. Para fechar acho que sou obrigado a terminar da mesma maneira que a Dorrit Harazim finalizou a matéria que inspirou esse texto, com a definição de esporte pelo historiador Christopher Lasch: “O esporte, do qual os Jogos Olímpicos representam o apogeu, mistura talento, inteligência e concentração máxima de propósito – numa atividade que em nada contribui para o bem-estar ou riqueza da coletividade, nem para a sua sobrevivência física. Mas ela é, ao mesmo tempo, a atividade que melhor evoca a perfeição da infância, com regras e limites criados só para aumentar o prazer da dificuldade, e aos quais os participantes aderem por livre e espontânea vontade.”

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Ben Gordon podia tá roubando, podia tá matando, mas tá só pedindo um contrato novo

Promessa não é dívida, promessa é só um jeito de tirar os malas que estão te cobrando do seu pé, mas de qualquer forma, aqui estou eu, como prometido, para falar sobre mais Free Agents que estão aí dando sopa ainda sem time.

Chegou a vez de falarmos sobre os Shooting Guards, os jogadores da posição 2, que assim como os armadores principais, de quem falei ontem, estão à solta atrás de um contrato. Essa semana o Kareen Rush arrumou vaga de novo Kyle Korver no Sixers, enquanto o Maurice Evans será o novo Josh Childress no Hawks, mas além deles ainda tinha muita gente em busca de emprego. Mais ou menos como aquele seu tio, só que com a diferença de que o Ben Gordon não diz que vai em busca de emprego só pra ir no bar.

Falando em Ben Gordon, podemos começar pelo grupo mais interessante dos Shooting Guards disponíveis, o grupo do “Porra, como esse cara tá sem time? Ele é mó bom no videogame!”. Esse time começa com o Ben Gordon e se extende para JR Smith, Devin Brown, Flip Murray e Bonzi Wells.

O Ben Gordon está sem emprego porque ele quer. Ano passado ele recusou uma bela proposta do Bulls porque ele achava que nesse ano receberia propostas melhores, mas ele enxergou mal o mercado e não tem time nenhum com espaço no salário para bancar o que ele quer. É possível que ele continue no Bulls por um salário menor ou, o que é menos provável, assine um contrato de pouca duração com algum outro time, para jogar bem de novo em quartos períodos e mostrar que merece um contrato gordinho.

Com JR Smith, Devin Brown, Flip Murray e Bonzi Wells, o problema é um pouco diferente. Também tem o caso de poucos times terem espaço para oferecer um bom contrato e os jogadores só vão assinar um contrato baixo quando perceberem que não tem outro jeito mesmo, mas além disso os três não são conhecidos por serem bons companheiros de time e que fazem uma equipe melhor, todos tem talento mas são conhecidos como indisciplinados dentro ou fora da quadra. De qualquer forma o talento fala mais alto, secretamente tem muito time por aí juntando coragem pra fazer uma boa proposta para o JR Smith. Em um mundo em que o Chris Duhon e o Kwame Brown ganham contratos milionários, por que o JR iria ficar de fora?

Outro cara de talento, mas que não provou esse talento como o JR Smith, é o Kirk Snyder. Por influência do Danilo eu assisto e acompanho bastante o Houston e já vi ele fazer boas partidas pelo time do Yao Ming, mas por falta de espaço ele nunca se destacou muito e por fim acabou no Timberwolves, ou seja, ninguém nunca mais assistiu a um jogo dele. O cara tem um bom físico, sabe fazer seus pontos e um time que precise de um cara que venha do banco para fazer pontos, trombar com uns caras e pegar uns rebotes poderia gostar dele, seria bacana o Snyder como reserva do Ron Artest no Kings, por exemplo. Mas para isso as pessoas teriam que lembrar que o Snyder existe, o que é mais difícil de acontecer.

Como tinha dito no post de antes, ia falar dos caras híbridos, aqueles que a gente não sabe bem se jogam na posição 1 ou 2. Na dúvida, eu deixei o Delonte West no texto dos armadores principais e o Louis Williams e o Juan Dixon para hoje, assim como deixo o Andre Iguodala para os da posição 3.

Eu sou fã demais do Louis Williams e acho que ele só precisa de espaço e tempo na quadra pra mostrar o quanto é bom. No Sixers, sendo reserva do Andre Miller e às vezes até jogando junto com ele, o rapaz é bom demais e teve grandes jogos nessa temporada. Com o Sixers prestes a ter um time forte com Elton Brand, eu estou torcendo para que o Louis Williams fique por lá, o problema é que as recentes aquisições de Kareen Rush e do nosso querido desconhecido Royal Ivey indicam que o Sixers está se preparando para caso o perca. Caso ele não volte à Philadelphia, quem está interessado em seus serviços é o Cleveland Cavaliers, especialista em armadores que não são tão armadores assim. Eu acho uma boa para o Cavs, o LeBron vai se sentir na seleção americana ao ver que no seu time tem alguém que não precisa de um passe dele para fazer seus pontos, revolucionário.

O Juan Dixon ficou famoso por ser parceirão do Steve Blake. Não no sentido Brokeback Mountain da coisa, mas é que os dois jogaram juntos na Universidade de Maryland, depois jogaram juntos no Washington Wizards e quando viraram Free Agents os dois foram para o Portland Trail Blazers. Aposto que um nunca fez um rap tirando sarro do outro. O Steve Blake ainda está em Portland e não tem espaço lá para o Juan Dixon, então um reencontro não é provável, mas seria triste o Juan Dixon ficar sem lugar nenhum, o cara tem muito talento, sua carreira universitária foi espetacular e na NBA, quando teve chances, chegou a ter média de 12,3 pontos vindo do banco de reservas. Eu gostaria de ver ele no Charlotte Bobcats, contribuindo no banco, ajudando o novato DJ Augustin e Ray Felton.

Assim como o Juan Dixon, os Free Agents da posição 2 têm mais talentos escondidos por aí e os times deveriam ficar atentos. Quem precisa de um bom arremessador poderia ir atrás do vegetariano Salim Stoudamire, que disputou a temporada passada pelo Hawks e é amigão do Gilbert Arenas. Quem precisa de um especialista em defesa tem inúmeras opções, pode ir com a baranga do Mickael Gelebale, que fez uma boa segunda metade de temporada pelo falecido Sonics. Tem também o Yakhouba Diawara, que só não entra no Nuggets porque ele ousa defender, e tem ainda o Quinton Ross, que não é o Bruce Bowen mas teria feito melhor que o Daniel Ewing naquele famoso lance do Raja Bell. Em último caso, para os que acreditam que a vida começa aos 50, ainda tem o Eddie Jones, que era um ótimo defensor na época em que Spice Girls era a banda do momento.

Juntando o talento de arremessar do Salim Stoudamire e a idade do Eddie Jones, temos o Michael Finley, que também é Free Agent. Hoje em dia ele não passa de apenas um arremessador, mas eu já visualizo ele em um uniforme verde entrando nos playoffs só para meter umas bolinhas salvadoras. Se bem que eu, que acho o Morris Peterson um merda, acho que o Michael Finley deveria ir para New Orleans, aquele time cheira título cada vez mais.

Qualquer dia desses continuamos essa excitante série que mostra o drama dos atuais desempregados da NBA. Viramos praticamente um “Profissão Repórter“, mas sem o gatinho do Caco Barcellos.

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Rasheed Wallace levanta a mão pedindo para responder mais uma maratona de perguntas

Bem-vindos a mais uma coluna “Both Teams Played Hard”, seu espaço mais-ou-menos semanal para sanar suas dúvidas, pedir opiniões e falar o que pensa junto com a gente. Quer saber o que seu time deveria fazer para feder menos? Tem perguntas sobre o próximo grande jogador da NBA que vai sumir em 5 minutos? Pedidos de dieta rica em fibras? Problemas sentimentais com a namorada? Estamos aqui para tudo, sente-se no divã do nosso amigo Rasheed Wallace e prepare-se para uma dose cavalar de opinião e, às vezes, humor ácido porque ninguém é de ferro.

Nessa semana temos mais Knicks (pra variar), previsões dos classificados para os playoffs e um peteleco de leve na orelha do David Stern. Leiam enquanto está quente, e nos vemos na semana que vem, na mesma bat-hora, no mesmo bat-canal.

Você:
O Celtics quer trazer Cassel pro elenco agora. Isso ajudaria? Quem eles poderiam trocar em troca dele?

Denis:

O Celtics não tem gente sobrando assim pra poder mandar em trocas. Se eu fosse o Clippers, eu só toparia se fosse por um dos jogadores novos como o Rondo, Tony Allen ou Glen Davis. E acho que desses três, o Celtics só teria coragem de mandar o Tony Allen. Para o Celtics é perfeito e para o Clippers é uma boa conseguir um jogador jovem, mesmo que seja só razoável, e com contrato pequeno antes de perder o Cassell para a Free Agency.


LPS:
1. Porque o Fat Randolph é igualzinho o Sean Kingston?

Denis:
1- Sean Kingston e Zach Randolph serão os próximos na seção “Separados no nascimento”. Mas honestamente eu prefiro o obeso Randolph, o obeso Kingston é MUITO chato com aquelas malditas “beautiful girls”.

2. O que vcs acham do Kenny George, o cara de 7-8 e 360lbs, que consegue enterrar sem tirar os pés do chão?



Denis:
2. Acho que um cara com esse tamanho e que enterra sem sair do chão nunca vai saber o prazer indescritível que é enterrar uma bola.

Danilo:
2. Esses caras gigantes não sabem o prazer de enterrar e têm trocentos outros problemas, e nem estou falando de encontrar tênis (o Kenny George manda fazer sob medida em cima de pares que o Shaq manda para ele de graça), passar pela porta ou encontrar namorada. Estou falando na quadra mesmo, porque o excesso de tamanho vem associado à falta de explosão, velocidade e mobilidade na defesa. Como fã do Yao Ming, tenho uma admiração por esses gigantes que conseguem se encaixar no basquete mesmo assim e, portanto, torço para o George se der bem. Mas se ele um dia tiver minutos na NBA, eu como meu sapato. É muito improvável.

3. O que é preciso para se tornar colunista nesse nobre blog? Sim, não tenho o que fazer e creio que ajudaria escrevendo umas atrocidades de vez em quando.

Danilo:
3. Basta vencer qualquer um de nós dois num duelo de faca até a morte. Pelo menos foi assim que nos livramos dos donos anteriores. Se você tiver medinho de faca, aceitamos também um desafio de basquete jogando 21 corrido. O que aliás vai ser bem mais fácil do que o estágio que o Renzo mencionou.

4. Vou a um evento de animê que vai ter campeonato de basquete. Devo jogar por diversão na manha ou enterrar na cara dos nerds e quebrar as tabelas?

Denis:
4. Se você consegue enterrar e quebrar tabelas, você deve fazer isso SEMPRE! Não importa se em cima de nerds ou de negões de 2,15m. Mas só uma coisa: se você enterra e quebra tabelas, por que você perde tempo vendo esses desenhos de gente amarela? Vá pra uma quadra! Treina! Vira profissional! Desenho amarelo é muito chato! Só Cavaleiros do Zodíaco se salva.

4. É isso mesmo, vá treinar! E não adianta me dizer que você está aprendendo sobre basquete assistindo Slam Dunk. Por acaso algum japonês aprendeu a jogar futebol até agora? O fracasso deles nas Copas acontece apesar deles assistirem milhares de episódios de “Super Campeões” com o tal do Tsubasa dando “Chutes do Arco-Íris” e “Voleios da Garça Sagrada”. Tudo, claro, muito realista.

Caicao:
Por que será que a NBA está perdendo tantos fãs nos EUA? As finais perderam para Familia Soprano, etc.. Será isso culpa do David Stern? Enquando isso a horrorosa MLB e a ótima NFL vem crecendo cada vez mais.

Denis:
Pode ser culpa da Família Soprano, mas não vamos levar em consideração as Finais. O Spurs pode não ser tão chato como muita gente (até a gente!) diz, eles, como ontem no terceiro período contra o Lakers, sabem jogar bonito quando querem. Mas o fato é que ninguém dá a mínima pra isso, hoje todo mundo já odeia o Spurs não importa o que eles façam. E quem gosta do LeBron não assistiu as Finais porque sabia que ele não tinha chance.

Quem não é fanático por basquete não quer ver um jogo bem jogado só, quer espetáculo. E eis que nas Finais de Conferência do ano passado tinhamos Jazz e seus pick-and-rolls, o eterno Spurs, a pura defesa do Pistons e o Cavs e seu jogo amarrado. Não é à toa que não tinha audiência. Em compensação, times que dão show como Suns e Warriors estavam fora e times de massa como Boston, Knicks e Lakers estavam com elencos fracos.

Acho que é tudo isso. E culpa do David Stern, claro! Odeio ele.

Eric:
porque o amigo caicao disse ”a horrorosa mlb”? oq ela tem de horror? abraços

Denis: Acho que a coisa mais horrorosa na MLB é uma temporada regular de 160 jogos. Quem aguenta jogar ou assistir isso? É patético! Se os 82 jogos da NBA já são um número ridículo, imagina o dobro.

Di-W:
Sou torcedor do Knicks, o que não é bom, e outro dia estava pensando, o que também não é bom, em o que poderia ser feito pelo time para melhorar. Naturalmente tirar a anta do Ithomas antes dele fazer mais uma asneira antes do deadline foi a primeira que pensei. Perguntas: O Zach realmente é tão fominha assim? Dá pra conseguir um armador bom mandando ele e alguem tipo Nate na troca? O que presta no Knicks além do Lee ? Pq o Q-rich ainda é titular? nada contra ele mas ele seria um bom jogador vindo do banco na minha opiniao.

Denis:
Uma vez eu disse isso num post, mas repito: um narrador já chamou o Zach Randolph de “Buraco Negro” porque o que chega lá nunca volta. Acho que isso explica tudo.

No Knicks tem gente que presta sim, mas com o problema de que eles são só jogadores medianos e que não mudam a cara do time, mas que poderiam ser muito úteis em times bons em que só fossem reservas. São eles Renaldo Balkman, Nate Robinson, Jared Jeffries e Quentin Richardson. Este último é titular porque deve ser bom de cama, única explicação.

Como troca, acho que o Randolph não tem muito valor, não. Ele tem má fama na liga e o contrato dele é imenso, não vejo nenhum time que possa querer ele por enquanto.

Charles:
O new Orleans na minha opnião é um dos times mais bem organizados em quadra da NBA, não sei se vocês concordam, mais tem um sério problema, mesmo com excelente armador, um pivô reboteiro, um ala chutador (em má fase claro, mas um chutador), e o West muito bem obrigado. O homem dá posição 2, o que define muitos ataques, que tem que acompanhar o Paul no contra ataque, tá falhando, que é o Morris Peterson, Pargo e Jackson são essenciais vindo do banco pra manter o ritmo do jogo na minha opnião, então. Qual a Solução pra esse problema com esse atual elenco ?

Danilo:
O New Orleans na temporada passada sentiu muita falta de um homem pra posição 2, ou seja, um armador que arremesse bem. Contratar um jogador com essas características e um bom arremesso de 3 pontos era a prioridade da equipe e então algum gênio na gerência do Hornets acordou um dia e achou que o Morris Peterson era esse homem. Até a mãe do Mo Pete sabia que ele se encaixava tão bem nesse papel quanto o Shaquille O’Neal no papel de gênio no filme Kazaam.

Quando jogava no Raptors, o Peterson até tinha uns bons jogos mas às custas de jogos absurdamente terríveis. Ele é aquele cara que arremessa não importa o que esteja acontecendo, nos dias bons e nos dias ruins. A sorte do Hornets é que o técnico Byron Scott sabe tirar o Peterson de quadra quando ele está fedendo. O azar do Hornets é que o Peterson está fedendo o tempo inteiro, então praticamente não fica mais em quadra. O jeito é jogar com dois armadores principais, o que não é um problema tão grande porque o Bobby Jackson estava acostumado com esse papel no Kings e o Jannero Pargo é fã do próprio arremesso de longa distância. Aliás, fico feliz que o Pargo tenha enfim conseguido um lugar para ele na NBA, ele é mediano mas merece estar jogando. Seus minutos no Hornets, no entanto, são menos méritos dele e mais culpa do Mo Pete fracassado.

Com o atual elenco, jogar com dois armadores principais é o que resta. Nos dias em que as bolas de fora do Stojakovic estão caindo, principalmente, funciona perfeitamente bem. Mas para a próxima temporada é bom que o imbecil que contratou o Mo Pete tenha uma idéia melhor dessa vez ao invés de chamar, sei lá, o Marbury ou o Gary Payton.



Vítor:
1- A NBA ta querendo sacanear o Varejão ou foi sem intenção com essa foto?

Denis:
O que pega mal MESMO pro Varejão, que todo mundo vê e comenta, é esse cabelo ridículo, e isso não é culpa da NBA.


2– Percebi que na carreira toda do Shaq ele conseguiu meter uma bola de três, vc consegue arranjar esse vídeo ?

Denis:
Achei um vídeo só, bem mal feito, com som zoado e que diz que o Shaq fez duas bolas de 3 até aquele momento. Dá uma olhada aqui.

3- Você acha que talvez um dia Yao troque de time ou ele vai ficar no Houston até os 40?

Danilo:
Tenho certeza absoluta de que o Yao nunca sairá do Houston. Os motivos se extendem para muito além das linhas, invadindo o extra-quadra. Nem a NBA e nem o Houston Rockets são bobos o bastante para ignorar o que a presença do Yao Ming significa para o impacto da Liga no mercado emergente chinês. Graças ao Yao, o Houston se tornou uma marca reconhecida e lucrativa na China, e isso não se joga fora. Até o Shane Battier tem tênis próprio por lá! E vale sempre lembrar que a camiseta da NBA mais vendida na China não é do Yao, e sim, do Tracy McGrady, verdadeira unanimidade por lá.

Não importa o que aconteça, o Houston montará seu time em volta do pivô chinês, seja porque pivôs dominantes são raríssimos e constituem peça fundamental para esperanças de título, seja porque os chineses agora não vivem mais apenas de arroz e podem gastar verdinhas em produtos e camisetas do Houston Rockets. Da parte do Yao, não só tenho certeza de que ele sabe que o tipo de identificação que seu povo tem com ele e o Houston são agora por toda a vida, como também aposto que ele não estaria disposto a passar por uma nova adaptação em território extrangeiro. Ele já faz parte da consideravelmente grande comunidade chinesa em Houston, acostumou-se com a cidade e as pessoas, e tem uma casa por lá em que mora junto com os pais. Não vai ser de lá nunca, talvez nem quando se aposentar. E vai continuar morando com os pais…

Marcelo:
Por que será que os Clippers não se mandam de LA? Lógico, deve haver um monte de motivos contratuais importantes, mas seria muito melhor para a franquia jogar em outra cidade, vocês não acham? Do jeito que vai, sempre será o “primo pobre de Los Angeles”, a “Portuguesa da NBA”. Sempre dará razão a esses clichês idiotas. Cidades sem time nos EUA têm aos montes.

Denis:
A NBA é um puta negócio milionário e pode ter certeza que o Clippers vai embora de LA rapidinho quando começar a dar prejuízo. Las Vegas e Oklahoma City estão babando pra ter um time da NBA e se ninguém comentou do Clippers trocar de cidade é porque os negócios vão bem.

Philipe:
vcs acham q uma troca entre T-Mac e Ben Gordon resolveriam a situaçao dos dois times(houston e chicago)?

Danilo:
Não, essa troca não ia resolver a situação de ninguém. Quer dizer, talvez resolvesse a situação do Ben Gordon, que odeia ser reserva e obviamente seria titular no Houston. Mas o T-Mac está há anos-luz de ser o que o Chicago precisa. Mais um arremessador de fora pra quê? Ele é melhor defensor e passador que o Gordon, chama a responsabilidade pra si, mas o garrafão vai continuar uma porcaria no ataque e é isso que preocupa o Bulls.

Do lado do Houston, não vejo como a chegada de Ben Gordon melhoraria o time, ele não faz nada demais que o T-Mac não faça melhor. Qualquer troca entre Houston e Chicago, como alguns rumores inventaram, deveria obrigatoriamente incluir o Kirk Hinrich. O Houston precisa é de um armador para cadenciar o jogo, mas também tenho minhas dúvidas sobre como o Hinrich se encaixaria no esquema do técnico Rick Adelman. Realmente não sei se eu faria a troca T-Mac + Alston por Hinrich + Gordon ou algo assim. O bom da coisa é que como essa troca não deve acontecer nos próximos 2 mil anos, nem tenho que pensar muito sobre o que eu acho dela.

Rodrigo Lakers:
1- Na opinião do blog, quem serão os 8 classificados para os Playoffs nas duas conferências? O T-Wolves ainda tem chances?

Denis:
1 – No Leste: 1-Boston, 2-Detroit, 3-Cleveland, 4-Orlando, 5-Toronto, 6-Washington, 7-Chicago, 8-Atlanta.
No Oeste: 1-Phoenix, 2-San Antonio, 3-Dallas, 4-Portland(por ser o campeão da divisão), 5-New Orleans, 6-LA Lakers, 7-Denver, 8-Golden State.

O Wolves só teria chance se todos os jogos que sobrassem até o fim da temporada fossem contra o Suns.

Danilo:
1 – No Leste: 1-Boston, 2-Detroit, 3-Toronto, 4-Orlando, 5-Cleveland, 6-Washington, 7-Atlanta, 8-Indiana.
No Oeste: 1-Phoenix, 2-New Orleans, 3-San Antonio, 4-Portland, 5-Dallas, 6-Denver, 7-Lakers, 8-Houston (se eu não acreditar, quem vai?)

Eu boto fé demais nesse Wolves, acho um dos times de mais futuro, o Ryan Gomes continua sendo meu jogador bucha-de-canhão favorito, mas se eu dissesse que eles vão pegar playoffs esse ano seria enviada imediatamente uma equipe da polícia para meu apartamento me acusando de compra e venda de alucinógenos proibidos. Deixa pra lá, fica pra temporada que vem.

2- Porque o Leandrinho amarela no Pré-Olímpico e contra o Lakers sempre acaba com o jogo?


Denis:
2- O Leandrinho não amarela na seleção, é o Valtinho que não é o Nash.

3- Quem é melhor? Kwame Brown, Samaki Walker, Olowakandi ou a minha mãe?

Denis:
3- Desses aí, o melhor que eu vi foi o Samaki Walker, porque mesmo sendo ruim ninguém nunca esperou nada dele. Mas sua mãe eu não conheço, um dia marcamos uma pelada com os leitores do Bola Presa e você pode levar ela. Na pior das hipóteses, ela leva um lanchinho e já foi mais do que o Kwame já fez por mim.

Renan Ronchi:
Por que os drafts da NBA de antes chegavam a ter 10 ROUNDS se tinham menos times?? Com 10 rounds até eu era draftado…

Denis:
Não sei. Mas li por aí que isso foi coisa do David Stern para fazer parecer ser mais difícil, e com isso ser mais valorizado, ser um jogador da NBA. Tudo pela publicidade. Mas claro que essa não é a explicação oficial.



Linelson:
O que o Miami Heat deve fazer com Shaq?

Denis:
Acho que a melhor coisa que o Heat pode fazer é torcer para ele não continuar se machucando toda semana e usá-lo. Não sei quantos times podem e/ou estão dispostos a pegar um pivô claramente no fim de carreira e pagar 20 milhões por ano pra ele, então na falta de negócio, use-o. Ele, quando saudável e aproveitado, é, pelo menos, ainda um dos 10 melhores pivôs da NBA.

Danilo:
Eu sou um dos que se recusam a admitir que o Shaq está velho. Em parte porque isso seria admitr que eu estou ficando velho, o que nunca é bom. Mas eu ainda acho que ele transforma o jogo em quadra, cria espaços e é uma presença defensiva (literalmente) grande. Ainda não é hora de mandar o Shaq virar porteiro de boate.

Sbubs:
Eu admiro a paciência de vocês em responder idéias de trocas. parabéns.

Denis:
Eu acho muito idiota ficar a vida toda cogitando trocas. Mas como é nisso o que eu penso quando estou entediado no trabalho, eu respeito quem pergunta!