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Pergunta da Rodada

Chukwudiebere Maduabum
Estou lendo os posts antigos do Bola Presa e isso influencia as 2 primeiras perguntas, então vamos lá:
1- Eu não sei se mais pra frente vai rolar um post falando do porque do fim do ‘desconhecido do mês’, mas se não tiver, porque parou e essa temporada não rola de voltar não? É muito boa!! Ainda mais vendo depois!!

2- Nesse post o Danilo fala que não tem stats pra provar, mas por análise ele fala que o Spurs é o melhor time defendendo pick n’ rolls… Como tá a lista de melhores defensores de pick n’ rolls hoje? E quão bom é o Spurs defendo pick n’ rolls?

3- Tava viajando aqui e pensei numa coisa…
Se os times tivessem direito a oferecer o máximo apenas pra um jogador e de 85%-90% do máximo que o respectivo jogador possa receber, e daí ninguém pode passar de 80%, a liga ficaria mais equilibrada ou não faria tanta diferença?
2 exemplos: 1º O Kobe recebe o máximo, então o D12 não poderia renovar pelo máximo, e não sei qtos % do máximo o Gasol recebe, mas dependo o Howard teria que baixar muito o salário pra continuar no Lakers.
2º O Big Three de Miami assinou por um contrato baixo, não impediria a formação do trio…

4– Peguei a fórmula de posses no Basket-Refs e queria saber o que o resultado oferece mais ou menos (tipo, o resultado é do jogo ou de cada time, em que eu posso usar ele) e se vc tem o nº de posses de uma determinada partida da NBA e me passsar pra eu ver se estou fazendo certo… E depois, se tiver de bobs, podia fazer um post falando dessas stats ai do Bskt-Reference, falando quais dão pra fazer com o Boxscore normal de um jogo…

Denis: (1) Sei lá porque parou, mas necessitava uma boa dose de pesquisa e horas gastas nos confins da internet. Mas acho que vou tentar voltar nessa temporada, um post por mês não mata ninguém. Vou começar a pesquisar uns jogadores pouco conhecidos que tenham histórias legais. De qualquer forma, legal demais que tem gente que fica fuçando nossos posts antigos!

(2) Ixi, isso é de 2008, na época não tinham números sobre pick-and-roll mesmo. Mas curioso que na temporada passada o Spurs foi um dos piores times (o pior dos Playoffs) defendendo essa jogada. Na temporada passada o Boston Celtics foi o melhor time defendendo o pick-and-roll quando a bola era finalizada pelo jogador que conduz a bola (35% de aproveitamento, 0.7 pontos por posse de bola). Já o pick-and-roll quando finalizado pelo jogador que fez o bloqueio foi melhor defendido pelo NY Knicks (44% de aproveitamento, 0.87 pontos por posse de bola). Tudo segundo dados do SynergySports.

(3) Nessa regra era capaz de jogadores se reunirem e então decidir que todos topariam só 90% do máximo, formando assim outros Big 3, Fab 4 ou qualquer outra combinação de grandes estrelas. Disse isso mil vezes e repito: A NBA é uma liga disputada e competitiva e não faz sentido querer inventar mais mil regras para forçar a barra. E se jogadores bons quiserem jogar juntos eles vão dar um jeito, sempre foi assim e ainda bem que eles tem esse direito de escolha.

(4) O número de posses de bola é de cada time. Acho que se você gosta das estatísticas avançadas descritas no Basketball-Reference a melhor coisa que você pode fazer é acompanhar as rodadas pelo Boxscore do HoopData. Lá eles mostram o número de posses de bola de cada jogo e detalhes avançados de rebote (Rebound Rate), arremessos (TrueShooting%), distância dos arremessos tentados, Usage Rate e todas essas coisas. Esse aqui é o do último jogo da Final, por exemplo.

 

 

Pedro1!!1
O que vocês acham do humor de caras como Rafinha Bastos e Danilo Gentili? Vocês acham que fazer piadas sobre loiras burras e portugueses burros nos dá o direito de fazer piadas sobre negros ou piadas sobre o holocausto? Essa visão de humor faz sentido pra vocês?
Denis: Acho que existe uma pressão surreal sobre os comediantes de hoje em dia. Muito por culpa deles, claro, que querem abraçar o mundo. Eles aparecem na TV trocentas vezes por dia, fazem stand-up, aparecem em comerciais, soltam vídeos na internet e querem atualizar Twitter e Facebook o tempo todo. Simplesmente é impossível ser engraçado o tempo inteiro, não dá. E aí no desespero, por falta de opção, acabam soltando algumas piadas ruins e outras excessivamente preconceituosas e forçadas. Eventualmente dá no saco. Sobre ofender alguns grupos, tem dois lados: Por um alguém sempre vai se ofender, se tem uma enfermeira de personagem no Zorra Total lá vai a Associação Brasileiras de Enfermeiras reclamar e ameaçar processo. Mas por outro lado tem momentos que não precisam forçar a barra, algumas piadas são tão ofensivas que as pessoas comentam só por ser polêmica e não por ser engraçada. Alguns humoristas tem essa veia artística de querer chocar mais do que fazer rir. É um direito deles e pode ser legal, mas eventualmente vai dar merda.

 

Matheus Sales
Na offseason passada vi um de vcs dizendo que iam começar a acompanhar NFL por causa do medo de um locaute na época… Queria saber se começaram á acompanhar mesmo, se gostaram da liga, time preferido, QB favorito ou ainda é bem melhor ir baixando jogos antigos da NBA?
Denis: Não consegui ver NFL. Tem uns jogos legais, uns momentos históricos interessantes e entendo quem goste. Mas mesmo assim não sobrevivo a um jogo inteiro, eita coisa enrolada. Prefiro muito mais os documentários que volta e meia passam falando sobre jogos famosos do passado.

 

thiago batista
Qual o orçamento que vc considera ideal para que as equipes de basquete do brasil evoluam 3vzs mais o seu basquetebol ? peço numero em milhoes. Vc acha que a entrada de times popularmente do futebol como palmeiras e sport, podem dar o up que faltava no basquete nacional? envie tbm pra terminar por favor uma lista dos 10 campeonatos de basquete mais fortes do mundo. PS: Se a NCAA superar algum campeonato ou D-league, inclua tbm. Forte Abraço admiro mto vcs!!
Denis: A pergunta é engraçada por você colocar basquete do Brasil e milhões na mesma frase. Quase ninguém no Brasil alcança essas cifras em patrocínios ou investimentos. Para o basquete evoluir 3 vezes mais são necessários melhores times de base (mais espalhados pelo Brasil, não só em SP de preferência) e muito mais campeonatos das categorias menores. Isso significaria revelar mais e melhores jogadores. Com esses jogadores formados aí tem o desafio de fazer a transição para o profissional, que acho que é o maior problema do basquete brasileiro atualmente. Hoje, quem consegue vai melhorar no exterior, mas a maioria aqui fica mofando como reserva de qualquer time mediano. Com 20 anos não jogam mais a Sub-19 (juvenil) e nem tem jogo ainda pra entrar na rotação de um time adulto. É nessa faixa etária que muita gente desiste, vai fazer faculdade, trabalhar com outra coisa e deixa o basquete de lado.

Essa categoria intermediária é o que o Brasil

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mais precisa. Com isso poderá ter melhores jogadores e, consequentemente, melhores campeonatos e resultados. Talvez essa faixa intermediária seja o lugar ideal para formar novos técnicos também, atualmente parece que não existem 15 bons técnicos para preencher todo o NBB. Sobre times de futebol, não creio que eles sejam tão necessários assim. O basquete cresceria com investimento e torcida. Os times de futebol podem oferecer isso, mas não tem que ser eles de qualquer jeito. Existem muitos exemplos por aí de times sem ligação alguma com time de futebol que fidelizou uma torcida apenas pela combinação de bons resultados e organização.

Por fim, os 10 melhores campeonatos do mundo? Difícil, não é minha praia. Mas considerando investimento, times fortes e representantes em campeonatos continentais dá pra colocar as ligas da Espanha, Itália, Lituânia, Turquia, Grécia e Rússia como as melhores da Europa. A da China está crescendo, mesmo sem nunca ter visto um jogo de lá eu chutaria que ainda não alcançou um Top 10 mundial, embora o investimento seja para isso. Ainda na Ásia eu sei que a liga das Filipinas investe bastante em jogadores gringos, mas não sei se o resultado é decente. Nas Américas a Argentina tem alguns poucos times absurdamente fortes, mas dizem que o campeonato não é tão equilibrado. No México o campeonato nacional está crescendo horrores nos últimos anos, vale a pena ficar de olho para daqui uns anos. A D-League acho complicada porque os times mudam muito, jogadores vão embora de repente. Não sei se tem times tão bons assim, mas certamente tem ótimos jogadores. Já a NCAA é outra categoria, outra faixa etária, difícil comparar.

 

Alcindo
O Varejão já fechou 8 temporadas pelo Cavs, ele é querido pela torcida, tem aquela coisa dá raça e tem médias decentes, vocês acham que seria possível ele ter a camisa aposentada ? (Não pelo talento em si, mas pela conexão dele com o time e torcedores)
Denis: Acho que existe uma chance disso acontecer sim. Alguns times são bem chatos com suas homenagens, como o Lakers, que só aposenta camisas de jogadores muito acima da média. Outros, como o Boston Celtics, premiam caras menos espetaculares, mas acabam favorecendo os que ganharam alguma coisa. Atualmente no Cavs eles tem aposentadas os números 7 (Bingo Smith), 22 (Larry Nance), 25 (Mark Price), 34 (Austin Carr), 42 (Nate Thurmond) e 43 (Brad Daugherty). Na lista tem lendas de lendas da NBA como Nate Thrumond até caras que nunca foram a um All-Star Game como Bingo Smith. Em comum só o fato de terem passado quase uma década em Cleveland. Se o Varejão coroar sua passagem por lá com mais algumas idas aos Playoffs, ganhar mais reconhecimento com indicações ao time de defesa da temporada e continuar sendo tão querido pela torcida ele tem boas chances de ser imortalizado por lá. Bônus se por acaso ele acabar se aposentando em Cleveland, caras de carreiras longas e que só jogam por um time são cada vez mais raros.

 

José
Entao caras é o seguinte… namoro com uma garota da minha idade faz mais de 2 anos, gosto muito dela, muito mesmo, e ela acho ate mais que eu pelo que ela demonstra. Mas tipo ela nao é qualquer uma, é aquela garota especial sabe?! Diferente das outras. Aquela mulher pra casar (obviamente, nao quero fazer isso em pelo menos 10 anos). Nosso relacionamento é daqueles diferentes, é especial, esta muito longe de ser do tipo superficial, e eu amo isso. Tenho 16 anos, e, obviamente, tenho muita coisa pela frente ainda. O problema é que as outras meninas me deixam louco cara… Sou mais ou menos de aparencia e até bom de papo, tipo se eu quiser eu sei que uma hora ou outra eu fico com quem eu quero… Obviamente, nao aquela deusa né, mas as que eu fico me mordendo de vontade eu sei pego, e, detalhe, moro sozinho e ae fica muito facil… Porém nao queria nem pensar nisso, minha namorada faz tudo e mais pra mim, é muito dedicada, me ama demais e tals… Mas porra, eu tenho só 16… Sei que tinha que aproveitar essa idade e, digamos, iniciar a vida sexual de varias garotas qe eu fico me mordendo, e isso seria maravilhoso para mim né (pra qualquer homem). Mas por outro lado quero ser fiel a ela, e fico triste de pensar isso. Nao sei o que fazer, tem horas qe fico louco pra chamar a meninada aki em casa e aproveitar esse tempo(tudo escondido, claro, nao quero terminar o namoro) mas em outras fico puto comigo mesmo por querer isso e nao levar em consideracao o que ela faz e pensa de mim. Me ajudem a tomar uma decisao! Obrigado
Denis: Antes de mais nada… você mora sozinho com 16 anos?! Caralho! Você é um personagem da Malhação? A verdade é que você perdeu, amigo. Você quer duas coisas que entram em conflito, então já vá se acostumando com a sensação de derrota para o resto da vida. Se você resolver tacar o puteiro, vai aproveitar muito, pegar um monte de mulher mas aí vai (1) viver com culpa e com medo de ser pego o tempo inteiro ou (2) ser descoberto e passar a vida pensando que perdeu uma garota especial. Se você se comportar vai (1) envelhecer ao lado dessa garota e pensar que sua vida sexual foi limitada ou (2) ela vai terminar com você daqui uns anos e você vai achar que ser bonzinho não serviu pra nada.

 

conecrew420
O que estão achando da novela Avenida Brasil?
vcs farão algum artigo sobre as paraolímpiadas?
Por que vcs tem essas fotos do Rashard Lewis?
Quem joga no Pan-americano?
Denis: (1) Melhor novela da história. Se não estragar no final entra no seleto grupo de A Favorita e Roque Santeiro. (2) Não, dessa vez não tem cobertura paralímpica como em 2008. (3) Se você confundiu Rasheed Wallace com Rashard Lewis está bloqueado do Bola Presa. (4) Atletas nascidos no continente americano.

 

Thales
A Microsoft jogou no ralo o Paint. Vocês vão conseguir viver com isso ???
Denis: Perturbador. Mas parece simpático o resultado! Xingam a Microsoft quando ela insiste nas coisas de sempre, xingam quando tentam mudar. Eles tem que inovar e arriscar mesmo, vai que um dia até acertam até no Internet Explorer. O importante mesmo é o Wordpad nunca morrer, esse é meu xodó.

 

Pedro
Pooo, posta ai sobre o Princeton Offense, to ansioso aqui… Falaram que iam postar e agora venho todo dia aqui checar pra ver se saiu e nada :(
Denis: Calma, mano! Já estou fazendo, mas não fica pronto assim do nada.

 

André
Qual o contrato máximo que pode ser oferecido na NBA hoje???
Denis: Nas atuais regras do novo CBA assinado na ano passado, o contrato máximo da NBA é de 25% do Teto Salarial para jogadores nos seus primeiros 6 anos de NBA, 30% do Teto para jogadores entre 6 e 10 anos de liga e 35% do teto salarial para jogadores com mais de 10 anos de experiência. Nessa temporada isso significa que o primeiro ano de um contrato máximo para um jogador com mais de 10 anos de NBA seria de 19 milhões de dólares.

 

FM
Qual a diferença entre Salary Cap e Luxury Tax Level?
Denis: Salary Cap é o teto salarial da NBA. Porém a NBA é boazinha e os times podem ultrapassar um pouco esse teto sem precisar pagar multas (apenas recebem algumas poucas restrições). Quando o time ultrapassa esse segundo limite, o Luxury Tax, o time paga multas para cada dólar gasto a mais.

 

Pedro Orcino
Olhando umas estatisticas na Basketball reference sobre as estatisticas dos “Finals MVP” me chamou MUITO a atenção como Wes Unseld conseguiu esse importante prêmio com números de 9 PPG e 11.7 RPG. Voces sabem exlicar isso?
Denis: O Wes Unseld era um daqueles caras que não mostravam tudo nas estatísticas. Ele era o líder do time, capitão, ótimo reboteiro e que tinha ótimo passe para puxar contra-ataques logo após pegar o rebote. Ele também foi quem marcou o ótimo Jack Sikma, bom pivô do Sonics na final. Outro motivo foi que o outro candidato a MVP, o Elvin Hayes, cometeu alguns erros críticos durante os Playoffs, como sair com 6 faltas com 10 minutos restantes para o fim do Jogo 7. Quem assistiu a Final de 78 afirma que Unseld foi mesmo o melhor jogador em quadra.

 

Alysson Elias
A pergunta que não quer calar, o Danilo morreu???
Denis: Toda semana essa pergunta… Eu já disse que sim e vocês insistem em repetir. Dá pra respeitar meu luto?

 

Antônio
Seguinte, eu to com uma dúvida cruel. Uns dias atrás eu fui pro aniversário de uma amiga e encontrei uma mina que era muito minha amiga, mas eu disse que gostava dela e ela reagiu muito mal, a gente mal se fala agora. Ela tava com o atual namorado e sempre que eu vejo ela fico muito puto e frustrado de nunca ter pegado ela. Ela chegou e ficou trocando ideia com amigos em comum e eu não tinha pra onde correr. Daí comecei a puxar papo com uma guria muito gata que eu não conhecia, ela era irmã da aniversariante e mora em outra cidade, e passei a me interessar pela guria, mas ela era muito gata! A gente ficou conversando quase a festa inteira, já que eu não queria encontrar meus amigos que estavam junto com a guria que eu gostava e do namorado dela. Tive várias oportunidades de chegar na irmã da aniversariante mas quando tava criando coragem minha carona falou que ia embora. Essa guria tava mesmo afim de mim? Tipo, eu até me garanto, mas ela era muito gata. Ela tava dando mole ou só tava sendo simpática? Já que ela não conhecia quase ninguém na festa, só a irmã. A gente dançou e ficamos bebendo no mesmo copo! Eu dei mole ou não?
Denis: Bom, como dizer? Er… sim, você vacilou grandão. Porque o único jeito de saber se ela tava te dando mole ou sendo simpática era tentando alguma coisa! Você morreu na dúvida e nem teve a chance sempre deliciosa de fazer ciúme na outra garota por estar pegando uma outra muito gata. E eu entendo o sentimento, às vezes uma garota muito bonita intimida, parece pegadinha, mas você já tinha feito o mais difícil que era quebrar o gelo e passado toda a festa de papinho. Da próxima vez vai pra cima da irmãzinha e deixa essa mala sem alça que tá namorando de lado.

 

Guilherme
Vocês já receberam alguma proposta pra levar o Blog pra um portal como aconteceu com o Bala na Cesta? Se não, vocês aceitariam?
Denis: Não recebi, mas claro que aceitaria. Qual o problema em receber para fazer o que já fazemos aqui?

 

Giant
Pra vcs diga três músicas boas para jogar basquete
Denis: Pronto, acabei de dizer pra mim três músicas.

 

Alinne Moraes
Estou linsongeada por tudo que ja fizeram por e queria agradecer todo o carinho que vocês tem por mim.Obrigado a vocês Denis e Danilo são os fans que fazem agente querer trabalhar estou muito feliz em saber que sou muito adimirada. Mais uma vez obrigado.
Denis: Eu realmente espero que a Alinne Moraes saiba escrever “lisonjeada”, “admirada”, “a gente”, “fãs” e que escreva “obrigada” ao invés de “obrigado”. Bola Presa S2 Linne

 

Agente FBI … ops.. JOHN
Onde vcs pegam as fotos que vcs postam? Jogam no google e pegam qualquer uma ou vão em sites específicos? Existem problema de direitos autorais? Pergunto isso pq sempre tive curiosidade e acho as fotos que vcs botam mt picas (as legendas entao, nao preciso nem falar). ABS
Denis: Olá, Agente. Todas as fotos do Resumo da Rodada eu pego no Yahoo! e nos detalhes da imagem tem autor e veículo. As outras eu digito no Google e fico rolando e rolando a página até achar algo interessante. Acho que cometo crimes de direitos autorais fazendo isso, mas ninguém me prendeu até agora. As legendas saem da minha cabeça mesmo, não tem Gina Indelicada kibando nada.

 

Fábio Carvalho
Vi recentemente o filme Unguardable, que conta a história do Chris Herren (ex-nuggets e celtics). Como nunca tinha ouvido falar nele, fui procurar vídeos no youtube e só achei o famoso arremesso sem um dos tênis contra os Lakers e nada mais. Enfim, como nao consegui achar muita (até porque acho que nao jogou nem duas temporadas completas), a pergunta é: vocês lembram dele jogando em 2000 e 2001? Era apenas mais um jogador “mediano”? Ou o que mais impressionava mesmo era ele sequer conseguir ficar em pé depois de tanta droga? Vi que ele nao teve grandes “stats” e era até bem baixo (6-2) para a NBA. Abs!
Denis: Não vi esse documentário sobre o Chris Herren, é bom? Lembro pouco dele, não era das coisas mais fáceis ver jogo do Nuggets em 2000. Mas aquele time não era muito bom, se ele não ficava nem 15 minutos em quadra é porque não tava jogando grande coisa. Mas a carreira dele já estava zoada na faculdade, quando se envolveu com cocaína e heroína, deu até muita sorte de ter sido escolhido no Draft. Era difícil que se recuperasse justamente quando ficou mais rico e famoso.

 

Danilo Pedrosa
Curry, Thompson, Barnes, Lee, Bogut – Com Landry, J.Jack, Rush, Biendris, R. Jeferson…Dá pra acreditar pelo menos em playoffs ou tô sendo mto otimista com o Warriors?
Denis: O time é muito bom no papel, mas não são assim todos os times do Warriors nos últimos anos? O problema deles já foi entrosamento, defesa, contusões ou tudo isso misturado. Se Mark Jackson organizar esse time e se Stephen Curry e Andrew Bogut não se machucarem eles podem surpreender.

 

G. Rodrigues
O que esperar do Bulls nessa temp. sem D.Rose? E por que nenhuma grande estrela quer jogar em Chicago?? Sera que eles tem medo de não serem a grande estrela do time (ja que o posto é do Rose) e nunca serão a Estrela maior da franquia, ja que não tem como superar MJ #23? Vlw é admiro muito o trabalho de vocês (ou seu no caso, ja que o Denis não anda postando rs).
Denis: Pô, só eu posto e ainda tenho que ler que não ando postando. Tá difícil assim, mano! O Bulls não tem espaço para assinar novos jogadores, o espaço salarial está todo comprometido com Derrick Rose, Carlos Boozer, Joakim Noah e Luol Deng, então uma estrela só poderia ir lá ganhando salário de mixaria (mais do que eu e você juntos nos próximos 10 ano). O argumento de não ser o maior da franquia não cola tanto, as pessoas vão para o Lakers mesmo sabendo que não serão maiores que Kobe na atualidade e nem que Magic Johnson na história.

 

Rodrigo_BoladoNBA
Eae galera do bola presa gostaria que voces fizessem um post faldn ode como era a NBA na epoca que voces começaram a ver e mande um abraçao pra comunidade do Orkut NBA Basketball
Denis: A NBA era pior do que é hoje e mais difícil de acompanhar, só melhorou. Abraço para a comunidade do Ork… ainda existe Orkut?! Ainda bem! Parabéns aos resistentes.

 

Bruno Lins
Qual o sentido da regra dos 3 segundos no garrafão? não sei porque criar uma regra dessa…
Denis: A regra impede que um pivô fique lá parado embaixo da cesta o tempo inteiro. O jogo teria menos movimentação, menos velocidade, menos bandejas e menos enterradas se tivesse sempre um gigante parado lá.

 

Yuri
Algum pivô draftado apenas pelo potencial físico (Hasheem Thabeet, Kwame Brown etc) já virou realmente um superstar na liga?
Denis: Dwight Howard serve?

 

Pergunta bônus recebida minutos antes da publicação
Anônimo
A minha tia, perguntou por que quando ejaculam na boca dela o gosto demora pra sair? E o gosto é doce ou salgado?
Denis: Dos grandes momentos da TV brasileira

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E como sempre, a chatinha do Altas Horas dá a resposta padrão pra qualquer pergunta: “Pode ser que sim, pode ser que não, mas usem camisinha”. Até sexo querem deixar chato! Especialista mais fajuta da história. Em resumo o gosto varia de acordo com a alimentação, gordura corporal, idade e até quanto tempo o homem não goza. E é forte e espesso, por isso que fica tanto tempo o gosto na boca. De qualquer forma, a lista abaixo é a melhor resposta para o tema que achei na interwebs:
– os europeus, geralmente têm o esperma mais azedo;
– africanos lembra levemente o mel;
– asiáticos, sem gosto algum;
– norte-americanos, lembra ketchup com vinagre
e o esperma brasileiro, ah, este sim, é uma deliciosa salada universal, um gosto moreno de safadeza que desce rebolando, e logo após o esôfago já deixou saudade.

Encerramos por aqui.

>Pai rico, pai pobre

>

“Essa cidade é pequena demais para nós dois”, aí os dois foram embora.

Comentamos bastante aqui sobre a saída do Jerry Sloan do Jazz. O técnico já teve desentendimentos com inúmeros jogadores durante sua longa carreira, bateu cabeça com o Deron Williams nos últimos meses, e dessa vez resolveu dar o fora, estava cansado. Não acho, de verdade, que o Deron tenha feito algo tão horripilante a ponto de tirar do time um técnico que passou metade da sua vida discutindo com armadores, mas a torcida de Utah não concorda comigo. Nas três partidas sem Jerry Sloan, três derrotas para o Jazz, Deron Williams foi bastante vaiado pelos torcedores. Defendemos aqui que o Sloan passou tempo demais no comando do time, sempre nesse limbo em que o time vai para os playoffs mas não tem chance de títulos, e de que era hora de mudar. Por mais difícil que seja, todos os torcedores precisam entender que o objetivo é ganhar títulos e que, volta e meia, é preciso abortar um time bom simplesmente porque ele não será bom o bastante.

Aparentemente, o Jazz estava realmente disposto a mudar as coisas. Negociou silenciosamente possíveis cenários de troca pelo Deron Williams ainda enquanto ele batia cabeça com o Jerry Sloan. Após a saída do técnico, no entanto, as negociações não pararam. Até que, sem nenhum aviso, Deron acabou de ser mandado para o Nets em troca de Devin Harris e Derrick Favors, além de duas escolhas de primeira rodada (uma do Nets, outra do Warriors) e 3 milhões de verdinhas. Definitivamente a negociação já está rolando há muito tempo, apenas aguardando que o Carmelo não fosse para o Nets (aliás, leia tudo sobre a troca do Carmelo para o Knicks em nosso post aqui), mas ninguém sabia dela. Não é legal que o mundo da boataria seja a maior perda de tempo do planeta?

Como todas as trocas do Jazz, temos sempre que levar em conta primeiro os motivos financeiros. O Jazz é o time que mandou Ronnie Brewer e Eric Maynor em trocas por nada apenas para liberar espaço salarial porque Utah é um mercado pequeno e limitado. O contrato do Deron Williams era de gordos 14 milhões, e seria de 16 milhões na temporada que vem, última do seu contrato. No meio desse ano, Deron seria liberado para assinar uma extensão se quisesse, e os boatos já começaram a aparecer de que ele não assinaria a extensão para manter aberta a possibilidade de jogar no Knicks, com Carmelo e Amar’e, caso o Jazz não tivesse chances de título até lá. Bem, o time não tinha muitas chances antes com Sloan e Carlos Boozer, está caindo pela tabela sem os dois e tem problemas financeiros, limitando muito as possibilidades de contratações. Na cabeça dos engravatados do Jazz, o Deron ganharia 16 milhões na temporada que vem (aquela que pode ser encurtada por uma greve e que vai piorar a situação financeira das franquias) apenas para sair da equipe na temporada seguinte, em troca de nada – ou forçando mais uma dessas trocas absurdas, como a do Carmelo. Caso o Deron ficasse no time, os engravatados precisariam decidir se vale a pena extender um contrato e pagar quase 20 milhões de dólares num mercado minúsculo para o armador de um time que, com novo técnico e sem padrão de jogo, precisa pensar em algum tipo de reconstrução. Pensando no bolso, na provável greve da temporada que vem, na situação do Carmelo e em perder uma estrela para o Knicks, o Jazz resolveu fazer a troca agora. Aproveitou as negociações provindas do desentimento do Sloan com o armador, aproveitou que o Nets estava disposto a abrir mão de muita coisa para não sair de mãos vazias depois de perder Carmelo, e aproveitou que a saida do Jerry Sloan é uma boa hora para reconstruir a equipe e pensar na pirralhada. Pirralhada barata, de preferência. Com o contrato de 17 milhões do Kirilenko, que vira farofa ao fim dessa temporada, e escolhas de draft do Nets e do Warriors, o Jazz pode respirar em paz com dinheiro nos bolsos e crianças para criar. O time não vai ser relevante por um bom tempo, mas vai ser uma reconstrução divertida de acompanhar.

Derrick Favors andou sendo muito criticado pelo seu começo de carreira no Nets e esteve em todas as propostas de troca que o time fez por Carmelo Anthony. Favors foi colocado em tantas propostas que não dava mais pra tentar enganar o rapaz e dizer que ele estava nos planos do Nets, ele tinha que ser trocado obrigatoriamente, não havia clima para ele ficar. Para o Jazz, foi uma boa. O rapaz é um excelente defensor, mas está tendo dificuldades de se acostumar com a NBA, comete muitas faltas e ainda não tem o físico necessário para defender em alto nível. No ataque, ainda falta muito para conseguir contribuir com regularidade. Mas dá pra ver que isso é apenas questão de tempo. Favors é um excelente reboteiro, se posiciona bem, é esforçado na defesa e não tenta demais no ataque. Em um ou dois anos, pode ser um grande jogador se tiver os minutos necessários para evoluir. Curiosamente, o Nets – mesmo fedendo e em total reconstrução – não estava disposto a lhe dar esses minutos, talvez preocupado em impressionar Carmelo ou em fugir do pior recorde do Leste de novo. No Jazz, Favors vai bater cabeça com Al Jefferson e Paul Millsap, mas talvez funcione se ele for reserva dos dois jogadores (e o Okur for mandando pra rua, como se cogita), assim como acontecia com o trio Boozer, Okur e Millsap. Na pior das hipóteses, o Jazz tem agora três jogadores de garrafão jovens, talentosos e com potencial pra burro para fazer alguma troca. A única certeza é que o Favors fica: por estar no contrato de novato, ele é o mais barato.

A única coisa estranha para o Jazz nessa troca é colocar a armação do time nas mãos do Devin Harris. Ele tem mais 3 anos de contrato, ganha mais de 8 milhões nas três temporadas, e está longe de ser um líder como Deron. É um dos armadores mais rápidos da NBA, chuta traseiros, mas sua ênfase é em pontuar – e se machucar. Como os grandalhões do Jazz vão reagir a um armador menos disposto a fazer os pick-and-rolls, marca registrada do time por décadas? Será preciso uma mudança completa no esquema tático, mas talvez funcione. Al Jefferson e Millsap mostraram nessa temporada, ao contrário do que se pensava, que rendem muito melhor embaixo da cesta do que nos arremessos de média distância como fazia Carlos Boozer. Talvez as infiltrações de Harris abram espaço para Millsap e Al jogarem bem próximos ao aro, finalizando de frente para a cesta, mas será uma mudança drástica de um esquema de jogo que está em vigor há uns 20 anos. Ou seja, finalmente o Jazz vai ser um time realmente diferente, com um armador muito distinto de todos os outros que jogaram sob comando do Jerry Sloan. Pode demorar, mas as mudanças vão fazer bem para a equipe e as trocas forçam o time a se repensar por completo, evitando o risco de que a mudança de técnico fosse apenas aparente, com o mesmo modelo tático sendo mantido pelo técnico substituto. Por um lado foi um modo de se obrigar a arriscar, a tentar algo novo. Por outro, foi uma mudança bastante controlada e medrosa de quem não quer ficar se preocupando com finanças nos próximos anos.

O Nets, por sua vez, só se preocupa é justamente com os próximos anos. Desde que comprou o time, o milionário russo Mikhail Prokhorov não fez outra coisa além de tentar garantir que o Nets tivesse estrelas relevantes ao se mudar para o Brooklyn daqui a 2 anos. A primeira intenção era ter Carmelo Anthony e o time tentou dar as calças por ele, o único jogador intocável era o Brook Lopez, porque pivôs são raros mesmo que o talento dele de pegar rebotes tenha sido roubado pelos Monstars do Space Jam. Como o Knicks fez de tudo para tirar o Carmelo do Nets e conseguiu porque, no fundo, o Carmelo queria mesmo era jogar com Amar’e, o milionário russo foi tentar outra estrela. O Deron Williams foi uma excelente oportunidade de mandar todas as escolhas de draft e o Derrick Favors que o Nets estava juntando há meses para o Carmelo. Parando pra pensar, o Nets provavelmente seria mais inteligente se mantivesse as escolhas e reconstruísse esse time aos poucos, mas é tudo uma questão de mercado. O time precisa chegar com alguma estrela no Brooklyn para vender ingressos e camisetas, mesmo que não tenha chances de titulo. A reconstrução foi agora colocada um pouco de lado em nome de Deron Williams, tantas vezes ovacionado como um dos melhores armadores da liga. O Favors era novinho e cheio de potencial, seria uma ótima para o futuro, mas Deron e Brook Lopez devem fazer uma dupla mais eficiente desde o primeiro dia – e devem vender mais ingressos e criar barulho, agitação, interesse. É claro que o Deron não ficou feliz em ir para o Nets, ele tinha esperanças de ir longe com o Jazz, adorava Utah por ser um lugar calmo e poder se dedicar à família, e estava flertando com a ideia de ir para o Knicks jogar com os amiguinhos. Agora vai para o primo pobre de New York jogar por um time de merda sem nenhuma chance de playoff nem no Leste, parece castigo! Mas esse descontentamento vai durar pouco: Mikhail não poupou esforços por uma estrela até agora, voou para a casa do LeBron para tentar convencê-lo, se encontrou com o Carmelo e fez trocentas promessas, e agora fará tudo de novo pelo Deron. O milionário vai prometer um elenco de apoio, vai pagar as taxas por extrapolar o teto salarial, vai convencer gente a ir jogar lá usando o nome do Deron, vai fazer campanhas de marketing violentas e tornar o Deron um dos jogadores mais famosos da NBA. O armador vai sair de um time que se livrava de gente boa porque não podia pagar e vai cair num lugar em que todo mundo vai querer jogar porque dinheiro não é um problema. Vai ser ovacionado como um dos maiores da NBA porque todas as oportunidades lhe serão dadas e todas as câmeras estarão apontadas. É outra realidade, e não há vontade de vida calma que vá resistir a isso. Deron agora vai poder fazer o que quiser com os jogadores que quiser,sem bater boca com o Jerry Sloan ou se preocupar com elenco de apoio e finanças. O Nets paparicou o primeiro jogador importante, que era o mais difícil. Agora vai atrás dos outros, nos próximos dois anos, mas deve ser tudo muito mais fácil – nos mesmos moldes de Celtics, Heat e Knicks.

A primeira parte da construção do elenco de apoio em volta do Deron Williams veio hoje mesmo. O Nets mandou o contrato expirante do Troy Murphy e uma escolha de draft de segunda rodada em troca de outros dois contratos expirantes: Dan Gadzuric e Brandan Wright. O primeiro é um pivô reserva para quebrar um galho na defesa, até melhor do que muita gente pensa porque comete poucas faltas e tem bom tempo de bola nos tocos. O segundo, Brandan Wright, pode jogar nas duas posições de ala e foi draftado com muita expectativa, mas ficou preso como refém do maluco do Don Nelson. Mesmo com a saída do técnico, o ala não teve minutos, se contundiu o tempo inteiro, mas ainda se espera que ele possa brilhar com a situação certa e os minutos necessários. Com a saída do Favors, o titular ao lado de Brook Lopez deve ser o Kris Humphries, que passou a jogar muito bem desde que começou a dar uns amassos na Kim Kardashian (vai ver o talento roubado do Brook Lopez foi pra ele). Mas o time precisa de um reserva, e Brandan Wright vai ter esses minutos à disposição para tentar mostrar alguma evolução, qualquer que seja. Já é um começo e garante que o time não fique muito esburacado com a chegada do Deron Williams. Para o Warriors, apenas foi uma questão de abrir espaço salarial se livrando de gente pouco usada, devem até mesmo mandar o Troy Murphy embora antes dele sequer pisar no ginásio.

Essas trocas foram uma boa demonstração de como funcionam os pequenos e os grandes mercados da NBA. O Nets, que se aproxima cada vez mais de um grande mercado em New York, só precisa de uma estrela para então começar a assinar cheques, pagar taxas e montar um bom elenco ao seu redor com veteranos e mais estrelas querendo ganhar títulos. É o que tenta também o Knicks com Carmelo, e o Nets se esforça para não ficar muito atrás da franquia vizinha. Já o Jazz precisa constantemente monitorar os gastos, cortar jogadores e salários, e agora finalmente aceita uma mudança grande para tentar criar um time competitivo e mais barato. Mas, por um tempo, vai ser hora de focar na pirralhada e nas escolhas de draft, e esperar a crise e a ameaça de greve ir embora. Numa liga movida pelo dinheiro, na hora da crise econômica apenas alguns times podem respirar tranquilos. Os outros precisam humildemente ficar um pouco de escanteio.

>Um fim necessário

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As maiores mãos do mundo agora acenam adeus

Foram 23 anos como técnico do Jazz. É quase o dobro da idade do Justin Bieber, é mais do que a idade da maioria dos nossos leitores, é mais do que a idade da maioria dos novatos que entram atualmente na NBA. Quando começou a treinar o Jazz, a Emma Watson sequer tinha nascido, e convenhamos que um mundo sem a Emma Watson não faz nenhum sentido. Faz tanto tempo que o Jerry Sloan estava no comando do Jazz que chegamos a pensar que era uma monarquia, que o cargo só seria abandonado quando ele morresse e seria assumido pelo seu filho, herdeiro do trono. Por isso tem gente dizendo que é a morte de uma era, o fim dos tempos, o apocalipse. Por ser o técnico que passou mais tempo em uma equipe em toda a história dos esportes americanos, imaginar Jerry Sloan fora do Jazz é sinal de horror para muita gente. Mas foram 23 anos, gente. Uma hora, tudo na vida dá no saco.

Jerry Sloan foi um gênio, daqueles que a gente usa para provar que prêmios e títulos são bobagem. Nunca foi campeão da NBA e nunca ganhou um prêmio de técnico do ano (se tivesse ganhado teria sido vítima da maldição e demitido no ano seguinte), mas sua carreira como técnico é fantástica. Comandou o Jazz em duas finais de NBA contra o Jordan, em 97 e 98, e só perdeu porque usar o Jordan é apelação. Treinou um dos melhores times de todos os tempos, com Malone e Stockton. É o terceiro técnico com mais vitórias na história da NBA. E o mais impressionante é a consistência: foram 13 temporadas com mais de 50 vitórias, e apenas 3 temporadas em que seu time não ganhou pelo menos metade dos jogos. Com tudo isso, foi parar no Hall da Fama mesmo estando ainda em atividade. Nenhum título, nenhum prêmio, mas ele sempre esteve lá treinando times incríveis e vencedores mesmo quando o elenco não ajudava, as contusões se acumulavam e os donos da equipe mandavam bons jogadores ou escolhas de draft embora para economizar dinheiro. Lembro de um Jazz horrível, sem nenhum jogador decente, que tinha o porcaria do Raul Lopez na armação e mesmo assim ganhou 42 jogos com atuações incríveis do armador. Lembro do Raja Bell ser longamente improvisado de armador e mesmo assim o time funcionar direitinho. Na época eu dizia que um macaco de circo seria um armador genial no esquema do Jerry Sloan, desde que ele conseguisse aturar o técnico.

Porque o Sloan é um gênio velhinho e todos nós sabemos que os gênios e os velhos são muito chatos. O Sloan obriga os jogadores a colocar a camiseta por dentro do calção, proíbe o uso de faixas na cabeça nos jogos e de celulares nas viagens da equipe. Quem entra em quadra pelo Sloan é quem se esforça mais, quem treina mais e quem obedece mais. Muitos jogadores talentosos como Andrei Kirilenko já mofaram no banco de reservas enquanto Matt Harpring, sem nenhum talento, dava cabeçadas em outros jogadores. Talento sempre foi secundário perto do esforço, o Jerry Sloan vem de uma infãncia difícil e valoriza dedicação e força de vontade acima de tudo. Por isso seus times são tão chatos de enfrentar, lutam até o final e mantêm o plano de jogo. No começo dessa temporada, o Jazz cansou de vencer jogos no final depois de perder por mais de 20 pontos. Coloquem o elenco do Cavs nas mãos do Jerry Sloan e eles não perderão 26 partidas seguidas porque antes disso acontecer terão matado a facadas os adversários. Tudo isso, claro, apoiado por um estilo de jogo rígido e eficiente, baseado em bandejas, pick-and-rolls e pouquíssimos arremessos de três, com pouca frirula e nenhum arremesso forçado. Quem sai do plano vai pro banco.

Com esse tipo de rigidez, é bem óbvio que o Jerry Sloan arrumou encrenca com muitos jogadores ao longo de seus 23 anos de Utah Jazz. As histórias podem não estar aí, podem não ter ido parar na Contigo!, mas os confrontos aconteceram. Teve muito jogador descontente no banco, muita bronca por cagada feita em quadra, muito jogador querendo fazer o que bem entendesse e tomando surra de chibata. Por isso, os boatos de que o Sloan resolveu abandonar o Jazz por causa das brigas com o Deron Williams me soam completamete absurdos.

Na partida contra o Bulls, na quarta-feira, Deron Williams desobedeceu o técnico em quadra e os dois bateram boca no vestiário, com gente dizendo que tiveram que segurar os dois pra não sair porrada (já pensou um soco das mãos gigantescas do Jerry Sloan?). O Deron disse que discutiram mas que não foi nada de mais, que os dois já tinham brigado mais feio antes e que outros jogadores também já tinham confrontado o técnico com mais violência antes. Ou seja, mais uma discussão na lista de bilhares de um técnico severo. Normal, quando um técnico quer estabelecer uma filosofia desse tipo em uma equipe, proibindo até coisas idiotas como faixa na cabeça, está pronto para enfrentar resistência, confronto e insatisfação. Sloan já lidou com isso por 23 anos, não há razão para imaginar que a discussão com Deron Williams tenha sido tão pior assim. Pelo jeito, ele só está de saco cheio. Sem Boozer, o Jazz tem dificuldades em estabelecer um jogo de meia distância e o pick-and-roll. Está brigando pelas últimas vagas do Oeste, perdendo jogos que deveria ganhar, cheio de altos e baixos nos últimos anos. E o Deron Williams é competitivo, se acha fodão, e quer ter mais liberdade nas mãos. O Sloan juntou tudo isso num pacote, viu que estava passando Big Brother na tevê, e resolveu tirar férias. É justo.

Realmente, Deron Williams é um armador bom o bastante para fazer mais em quadra do que faz atualmente pelo Jazz. Nas partidas em que o Jazz virou o jogo no segundo tempo durante essa temporada, todas foram mérito de um surto criativo do Deron, de ele colocar a bola debaixo do braço e resolver sozinho – ou seja, foram vitórias da desobediência. Jerry Sloan é um dos melhores técnicos que já existiram, é um gênio e está no Hall da Fama antes mesmo de se aposentar. Mas não é por isso que seu estilo não pode ser questionado, que cada situação não deve ser analisada individualmente. Sloan é o técnico ideal para comandar esse Jazz atual, para ensinar Deron Williams, trazer estabilidade a esse time? Talvez não – e isso não é nenhuma heresia. Ficar no time por 23 anos tornou proibido discutir se seria melhor o Sloan tomar outros rumos, e todos os times deveriam discutir continuamente se mudanças são ou não necessárias. Sem o Boozer em quadra e com o jogo de meia distância de Millsap e Al Jefferson tão abaixo do que se esperava, talvez fosse hora de mudar os planos de jogo e deixar Deron arremessar mais, jogar de costas para a cesta, usar o corpo contra os armadores adversários que são sempre menores do que ele. Talvez o time funcione melhor com mais liberdade, usando a criatividade do Deron, talvez o time precise da mudança de ares, de celular nos ônibus, da chance de provar que podem vencer mesmo sem o técnico Hall da Fama. Ou talvez o time simplesmente piore e desande de vez sem a tutela do melhor técnico de sua história. De todo modo, o importante é que agora o Jazz pode debater isso abertamente, pode escolher se mantém o mesmo rumo ou se toma caminhos diferentes. Com Sloan, nada era questionado. Agora, o Jazz pode pensar, matutar e tomar decisões. Por melhor que fosse Jerry Sloan, acho essa rigidez um preço alto demais a se pagar, e o time já estava há tempos demais nesse limbo eterno de se classificar para os playoffs com certa facilidade mas não ter nenhuma chance de título. Agora o time vai ser mais maleável e, quem sabe, simplesmente feder. Isso por si só já seria o bastante para injetar talento novo na equipe e romper o atual ciclo.

Os leitores do Jazz, que adoram tacar cocô na minha cabeça e sabem onde eu moro, vão dizer que eu sou herege. Na verdade sou um grande fã do Jerry Sloan e daquilo que ele faz com seus armadores – o Stockton é, para mim, um dos melhores de todos os tempos e um dos meus três jogadores favoritos deste universo. Ainda assim, Sloan vem de outros tempos. Enfrenta uma nova geração de treinadores nerds e carregados de estatísticas que não perdem tempo proibindo faixinha ou dando eletrochoque nos armadores que não seguirem tudo à risca. São treinadores novos que podem perder seus postos a qualquer momento, gerando mudanças, contrastes, evoluções. Sem isso, os times ficariam estagnados. Jerry Sloan deixa saudade, fico feliz que ele já esteja no Hall da Fama, que ele seja reconhecido mesmo sem ter nenhum anel. Mas era hora de ir embora e deixar o Jazz respirar um pouco, se virar sem ele. Tenho a mesma opinião com o Los Angeles Lakers: por melhor que seja Phil Jackson, já atingimos um momento em que o Lakers precisa urgentemente respirar novos ares para que exista contraste, mudança e evolução. Os finais são tristes mas necessários. O Jazz vai se sair bem, mesmo sem as mãos gigantescas do Jerry Sloan dando tabefes na bunda de todo mundo.

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Cadeiras vazias para ver Chris Paul e Deron Williams, duas peças de museu

Houve um tempo, muito distante, em que a rivalidade entre dois armadores dominava os debates sobre NBA. As donas de casa fofocavam sobre eles na calçada, os bêbados escolhiam o prefererido e ficavam defendendo o queridinho nas mesas de bar, e o pessoal que acompanha basquete e comenta nos fóruns jogava a vida na privada teorizando sobre qual dos dois era melhor sempre que dava um tempinho no Ragnarok. Os armadores eram Deron Williams e Chris Paul, e mesmo que ficar alegando que um era melhor do que o outro fosse a mair perda de tempo (assim como nós dizemos, desde o começo do blog, que é uma perda de tempo surreal comparar dois jogadores diferentes), a rivalidade era muito divertida de se acompanhar.

Os dois foram draftados em sequência, com o Williams indo para o Jazz com a terceira escolha e o Chris Paul indo para o Hornets com a quarta. Por algum tempo Paul pareceu o jogador mais completo enquanto Deron era o melhor pontuador e arremessador, mas os dois foram mostrando mais e mais aspectos de seus jogos até que não dava mais para dizer o que um fazia melhor do que o outro. O que podemos dizer, sim, é que o Chris Paul sempre tinha seu traseiro chutado quando os dois se enfrentavam e, no entanto, começou a receber mais atenção do público com sua atuação monstruosa nos playoffs. Foi parar no All-Star Game duas vezes, muitos consideram o rapaz o melhor armador da NBA, e o Deron Williams foi ficando um pouco de lado e ainda não foi parar no jogo das estrelas, o que é um crime tão grande quanto deixar a Alinne Moraes tetraplégica.

Mas essa rivalidade agora é velharia, tipo Kinder Ovo que custava 1 real. Os dois armadores estão fora das quadras por uns tempos e seus reservas, dois novatos, estão chutando traseiros. Todo aquele papo de que o draft desse ano tinha uma boa safra de armadores não era só papo pra te comer, temos Brandon Jennings marcando 55 pontos e transformando o Bucks, Tyreke Evans assumindo a armação do Kings e tornando o time bizarramente bom, tem o Stephen Curry quebrando um galho no Warriors sem Stephen Jackson e tentando sobreviver ao circo, o Ty Lawson fazendo miséria no Nuggets quando o Billups vai pro banco, o Toney Douglas sendo um dos poucos aspectos positivos do Knicks e jogando melhor do que o titular Chris Duhon, o Jonny Flynn impedindo o Wolves de ter a pior campanha da NBA apesar das contusões (o Nets também ajuda o Wolves a não ter a pior campanha) e além de todos eles temos os novatos que substituem Chris Paul e Deron Williams: são o Eric Maynor e o Darren Collison.

Os dois também foram draftados em sequência, também com o Jazz escolhendo primeiro. Mas ao invés da terceira e quarta escolha, foram draftados na vigésima e na vigésima primeira. Mas, nessa safra de armadores abençoada por deus e bonita por natureza mas que beleza, os dois chutam traseiros como não se imaginaria de escolhas tão altas, principalmente levando em conta que armadores costumam levar mais tempo para pegar as manhas da NBA do que jogadores de outras posições.

Quando o Chris Paul torceu o pé, a impressão que deu foi a de que o time estava fedendo tanto que ele até preferiu se contundir pra ir assistir ao filme do Pelé. Das dez partidas que disputou, Chris Paul venceu apenas três, e isso enquanto marcava quase 24 pontos por jogo. Era bem claro que ele estava tendo que pontuar completamente sozinho, e como o Tracy McGrady aprendeu nos seus tempos de Orlando, dá pra fazer 60 pontos num jogo e ainda perder se o teu time não souber nem amarrar o cadarço. Sem o Chris Paul, quem assumiu a responsabilidade de armar esse time incapaz de acertar a cesta foi o Darren Collison, e o pirralho já ganhou três partidas – e só tendo disputado cinco. A derrota de ontem para o Heat, por exemplo, só veio nos segundos finais depois de um arremesso certeiro do Udonis Haslem, o que mostra que o rapaz não apenas está no caminho certo mas também está tornando seu time mais eficiente sem carregar tanto o fardo ofensivo. Com 15 pontos e 6 assistências de média nas partidas como titular, Collison está abrindo espaço para outros jogadores aparecerem, como o também novato Marcus Thornton, escolha de segunda rodada, que marcou 22 pontos por jogo desde que o Chris Paul foi passear. A verdade é que esse time fede, fede muito, e fedia mesmo quando o Paul levou a equipe aos playoffs e impressionou todo mundo a ponto da gente não perceber o tamanho da bomba (tipo um cara feio com uma namorada gostosa, você acaba pensando algo como “ele não deve ser tãaaaao feio assim). Se ele continuar segurando o rojão sozinho, o time não apenas vai estagnar como vai acabar torrando os últimos traços de paciência do armador, que pode, no maior estilo “Tropa de Elite”, simplesmente pedir pra sair.

Enquanto isso, em Utah, parece existir uma espécie de maldição que aflige as filhas dos armadores do Jazz. Assim como o Fisher enfrentou problemas com a saúde de sua filha que, por fim, acabaram gerando um acordo que permitiu ao armador voltar a Los Angeles (e ao Lakers) para poder estar perto dos maiores centros médicos, Deron Williams também pediu dispensa do Jazz por uns tempos para lidar com problemas de saúde de sua filhota. Ficamos na torcida de que não seja nada sério, que o Deron Williams possa voltar às quadras feliz e tranquilo, e que essa maldição não seja tão séria quanto a que faz o Clippers sempre feder ou o Wizards sempre ter alguém contundido. Nas duas partidas em que o Eric Maynor teve que assumir a armação titular da equipe, suas atuações foram incríveis. Contra o Sixers foram 13 pontos e 11 assistências, e contra o Cavs foram 24 pontos e 4 assistências. Mais do que isso, Maynor mostrou domínio nas jogadas de “pick-and-roll” que tanto fizeram a fama de Stockton e Deron Williams, apresentando um grande entrosamento com o Carlos Boozer. Parte disso parece ser culpa do Jerry Sloan, porque parece que se um anão de biquini for colocado pra armar o jogo no Jazz vai dar tudo certo, lembro de ver jogadores bizarros assumindo a posição em momentos de desespero e funcionando bem, como Gordan Giricek, o Raja Bell por quase uma temporada inteira, e até o Kirilenko, todos bem fora de sua posição natural.

Para o Jazz, saber que o Maynor se deu tão bem na função e que o Sloan deixa a vida dos armadores tão fácil é uma descoberta essencial. Esse começo de temporada não está sendo fácil para a equipe e Carlos Boozer e Paul Millsap são como pistoleiros de faroeste, ou seja, a cidade é pequena demais para os dois juntos. Ambos precisam de minutos, mas os dois precisam de bons armadores que permitam o “pick-and-roll” para que possam render satisfatoriamente. Se Millsap entrar em quadra acompanhado do Maynor, o Jazz ganha um banco de reservas que não deve muito à dupla titular Boozer-Deron, e isso não é pra qualquer um. Além de ser uma base para o futuro, já que a equipe se comprometeu com o Millsap pelos próximos anos, é uma garantia de que as mesmas jogadas podem ser usadas pelo escalão reserva, que sempre foi um dos grandes pontos fracos do Jazz.

Da próxima vez que Jazz e Hornets se enfrentarem, e provavelmente o Hornets vai estar fedendo bem mais do que o Jazz, ninguém mais vai estar de olho no duelo entre Chris Paul e Deron Williams. Todo mundo vai querer ver Eric Maynor e Darren Collison se pegando, porque as duas equipes parecem destinadas a ter uma tradição de armadores rivais. O universo conspira para que sejam draftados em sequência, para que tenham chances no time titular ao mesmo tempo, e vai conspirar para grandes partidas entre os dois pelos próximos anos. Tudo graças à melhor safra de armadores puros que a NBA já viu, e olha que nem temos o Ricky Rubio nessa brindadeira ainda. Se bobear, é sorte dele: no meio de tanto, tanto talento, ele teria que suar as pitangas para fazer jus aos seus companheiros de posição. Afinal, armadores que substituem Chris Paul e Deron Williams à altura tem que ser espetaculares – e olha que nenhum deles fez 55 pontos. Ainda.