Análise do Draft 2017 – Parte 2

Voltamos para analisar mais do Draft 2017! Hora de rever quem foi analisado nas edições anteriores e de relembrar que os SELOS DE QUALIDADE deste ano são os bons, velhos e incansáveis CLICHÊS DE DRAFT!

Parte 1 (Sixers, Lakers, Celtics e Suns)

Parte 2 (Kings, Magic, Bulls, Knicks, Mavericks e Hornets)

Parte 3 (Blazers, Pistons, Jazz, Heat, Wolves, Bucks, Pacers, Hawks, Thunder, Nets)

Parte 4 (Cavs, Nuggets, Warriors, Rockets, Clippers, Grizzlies, Pelicans, Spurs, Raptors, Wizards)

Selo1

‘Estamos muito empolgados com nossa escolha’ – Ah, jura?! Você não se arrependeu um segundo depois dessa decisão que demorou MESES pra fazer? Está para nascer o General Manager que não solte uma dessa. Mas, dos clichês, o menos pior. Não é mentira, é só ÓBVIO. Selo para os times que fizeram o que tinham que fazer!

Selo2

‘Ele era a nossa primeira opção’ – Que feliz coincidência que os 30 times conseguiram o nome que era o primeiro da lista! Ninguém preferia o cara que saiu duas escolhas antes, ficou puto e pegou o outro mesmo assim? Tudo bem, pega mal magoar o pobre do novato, ninguém quer ser segunda opção. Selo para os times que poderiam e queriam fazer mais, mas foram bem mesmo assim.

Selo3

‘Não acredito que ele caiu no nosso colo’ – Essa costuma ser um complemento para a anterior. Não só ele era o primeiro da lista, como o manager está INDIGNADO que seus rivais não aproveitaram essa chance. É um mix de cutucada no rival com a vibe #gratidão que infesta a nova geração. Selo para os times que não devem ver sua vida mudar neste Draft.

selo4

‘Não estamos preocupados com seu histórico de lesões’ – Claro. E eu nem ligo para aquele amigo lindo, alto e musculoso que é super amigão da minha namorada. Selo para os times que até tentam disfarçar, mas mandaram mal.


Selo1

Sacramento Kings

(5) De’Aaron Fox, PG
(15) Justin Jackson, SF
(20) Harry Giles, PF
(34) Frank Mason III, PG

O Sacramento Kings, em um grande plot twist da vida real, deixou a noite do Draft como um dos times mais elogiados na mídia especializada por suas escolhas. Pegaram os jogadores certos, fizeram uma troca coerente e arriscaram com consciência na segunda rodada. Cadê o time que troca por impulso sem pensar no futuro? Cadê o cara que ninguém sabia que existia saindo no meio da primeira rodada? Vivemos uma nova era?! Calma lá!

O problema do time na última DÉCADA não é não ter bons jogadores, nem bons JOVENS jogadores, mas a capacidade de oferecer um ambiente decente para eles evoluírem. Caras ultra talentosos são bons em qualquer lugar. Enfie Kevin Durant ou LeBron James em qualquer ambiente, por mais desfuncional que seja, e eles vão ser candidatos a MVP de qualquer jeito, mas isso não vale para a maioria. Tirando o absurdamente talentoso DeMarcus Cousins, cujo o problema não era sua produção em quadra, praticamente todas as escolhas do Kings foram piorando ao longo dos anos e ficando mais aquém das expectativas iniciais. É muita mudança de técnico, muita falta de plano, ambiente conturbado, mau uso de jogadores, falta de liderança, etc. É tudo isso que precisa mudar, senão Justin Jackson vai ser o novo Ben McLemore, um cara de potencial que é DISPENSADO pelo time poucos anos depois. Ou um Nik Stauskas, um queridinho do dono do time, que pouco tempo depois do Draft foi trocado do nada em uma troca mal planejada que visava abrir espaço para a contratação de jogadores que nunca foram para lá.

Um primeiro passo foi tomado quando eles contrataram o bom técnico Dave Joerger no ano passado e, ainda bem, não o mandaram embora. O time também parece menos desesperado por trocas absurdas e Vlade Divac parece estar menos ansioso e mais disposto a se cercar de pessoas que sabem mais dos meandros de negociação da NBA. Há esperança, mas por enquanto só isso.

O segundo passo pode ter sido dado com o armador De’Aaron Fox, um cara de muito talento, personalidade forte e capacidade de ser o líder carismático e talentoso que o time precisa para ter uma identidade e ajudar a evolução do resto da equipe. Ele é muito, muito veloz, defende com muita força e intensidade e sabe achar seus companheiros. A comparação óbvia com John Wall vai além dos dois terem jogado em Kentucky, passa também pela dificuldade de ambos em arremessar de média e longa distância. O jogador do Wizards sempre tentou fazer as defesas pagarem pelo espaço dado a ele com infiltrações e contra-ataques, mas mesmo assim sofreu e sofre bastante. Será que Fox consegue superar essa falha justamente nesta ERA DOS ARREMESSADORES? Quando Kentucky eliminou UCLA no NCAA Tournament Fox se destacou pela defesa pressionada na quadra toda que fez sobre Lonzo Ball, tirando a velocidade do sistema ofensivo adversário e arrancando o protagonismo da estrela rival. Seu time venceu e nasceu uma rivalidade estranhamente alimentada pelos PAIS dos dois atletas, vai entender. Com boa defesa, velocidade e os arremessos de Buddy Hield, Fox pode se tornar o dono da posição que o time procura há tempos. O nível dessa defesa e como ele usa essa velocidade irão definir se ele será um bom armador ou a nova cara da franquia.

O time pegou o reserva de Fox na segunda rodada com Frank Mason III, vencedor do Wooden Award de melhor jogador da última temporada universitária. Para gente como nós que não acompanha muito de perto, é bizarro ver um cara ser o melhor do campeonato e não ser escolhido nem na primeira rodada, mas acontece. Quer dizer, nem tanto. Mason é o vencedor a ser escolhido mais tarde num Draft na história! Mas tivemos outros, como Doug McDermott e Tyler Hansbrough, que não foram selecionados lá em cima. Simplesmente alguns jogadores encaixam direitinho naquele CHATÍSSIMO jogo universitário e rendem lá, mas seu jogo não se traduz na NBA. O citado Hansbrough, por exemplo, era um monstro no basquete universitário, tomando conta do garrafão, usando sua força absurda e vontade quase perturbadora para conseguir todos os rebotes de ataque e ganhar jogos por conta própria. Na NBA ele não era o mais alto, mais forte ou com mais vontade. Acabou desaparecendo. E que tal o campeão Shabazz Napier, que nunca conseguiu nada? Acontece. Mason passará por algo parecido, não será o mais talentoso, rápido ou qualquer coisa do tipo NUNCA na NBA, mas é um jogador inteligente e terá que usar isso para lutar pela vaga de reserva imediato de De’Aaron Fox.

Por fim temos o grande movimento polêmico do Kings. Eles pegaram a escolha 10 que tinham e mandaram para o Portland Trail Blazers em troca das escolhas 15 e 20. Faz sentido sob a ótica de que o time está começando do zero e quer dar uma olhada no máximo de jogadores jovens que puder, mas no caminho eles deixaram passar uns caras que muita gente apostava que poderiam ser muitos bons. Os mais citados são o pivô Zach Collins, selecionado pelo Blazers com essa 10ª escolha, e Malik Monk, escolhido logo depois pelo Charlotte Hornets. Collins brigaria por minutos com Willie Caullie-Stein, mas poderia oferecer mais técnica. Monk foi parceiro de De’Aron Fox em Kentucky e poderia formar, ao lado de Hield, a dupla de arremessadores que faria a alegria do novo armador. Imagina o time correndo e arremessando sem responsabilidade como se não houvesse amanhã?! Vai ficar no sonho.

Ao invés disso eles apostaram em Justin Jackson, que chega para ser o defensor de perímetro que eles procuram há ANOS e em Harry Giles, que saiu do colegial como um dos nomes mais badalados do basquete americano mas que despencou nos rankings depois de sofrer com diversas lesões graves no joelho. Foram três cirurgias nos últimos quatro anos! Depois de ir na segurança com Fox e Jackson, Giles é a aposta que, com um golpe de sorte, podem ter arrancado um baita talento por um preço baixo. Basicamente a mesma coisa que fizeram ano passado com Skal Labissiere. No mundo das ideias, Giles é daqueles alas do estilo Anthony Davis, gigantes que sabem fazer de tudo na quadra. Vai fazer num nível que seja metade do Monocelha? Há vida depois de tanta cirurgia no joelho? Prêmio alto, risco alto.


Selo3

Orlando Magic

(6) Jonathan Isaac, SF
(33)Wesley Iwundu, SF

O ala Jonathan Isaac é mais um daqueles casos famosos do tipo de Kevin Durant e Anthony Davis. O garotinho nanico gosta de jogar basquete, é bom nisso e treina como qualquer armador. De uma hora para outra a BIOLOGIA começa a funcionar de maneira tardia e o cara é maior que um prédio. Temos, então, mais um jogador gigante com toda a desenvoltura de quem sempre gostou de driblar, arremessar e infiltrar. É claro que se ele tivesse mostrado mais coisas em comum com os outros caras citados ele seria a primeira escolha, mas ele tem seu talento. Falta um pouco de explosão no primeiro passo da infiltração para conseguir bandejas com facilidade, mas ele é atlético e depois que pega o embalo consegue fazer um estrago. Seu arremesso de longa distância tem sido bem inconsistente, porém, segundo os olheiros. Não ajuda que ele vai jogar em um time com poucos bons arremessadores e que já sofre para criar espaço na quadra.

Mas embora ele pareça ser um cara de talento, com pouco risco de ser um desastre, também não parece a tábua de salvação do time da Flórida. Existe aqui um sério risco de repetição dos últimos anos, com o time pegando caras que são bons, mas nenhum que realmente TRANSFORMA o time. Elfrid Payton e Aaron Gordon são bons e ainda jovens, mas não revolucionam. O que poderia fazer Isaac quebrar essa fórmula é a sua defesa. Ele tem boa velocidade lateral e uma envergadura de 2,16m (!!!) que o permite, além de marcar no perímetro, dar tocos e fazer a cobertura quando necessário. Uma pena não estar em um time que o ajuda a minimizar suas fraquezas.

Na segunda rodada o Magic foi de Wesley Iwundu, outro ala que tenta entrar na NBA com a etiqueta de 3-and-D. Alguns acharam que ele saiu até cedo demais no Draft, que não é tão consistente nos chutes de longe, mas descobriremos em breve. Em um time sem estrelas (e até poucos titulares absolutos) todos podem sonhar com uma chance de arrancar um espaço na rotação.

O que dá pra criticar no Orlando Magic neste Draft é que eles abriram mão de duas escolhas. A 25 foi para o Philadelphia 76ers em troca de uma escolha de 1ª rodada de 2020, e a 35 foi para o Memphis Grizzlies em troca de uma escolha de 2ª rodada de 2019. Vejo isso como sinal de que o time não queria comprometer mais espaço no elenco e salários com tantos jogadores jovens, mas existiam nomes ainda disponíveis que poderiam ajudá-los. Nada dramático, mas é bom que usem o espaço e dinheiro poupados em boas decisões nas próximas semanas.


selo4

Chicago Bulls

(7) Lauri Markkanen, PF/C

A escolha do finlandês Lauri Markkanen foi pouco discutida por fãs do Bulls no dia do Draft. Isso porque todos estavam muito ocupados falando sobre a troca que levou o time de Chicago a selecionar nesta posição: eles mandaram JIMMY BUTLER para o Wolves para ter essa escolha!!! A revolta da torcida, que não se animou muito com Zach LaVine e Kris Dunn vindo também, não ficou melhor com a contratação de um europeu que poucos conhecem. Mas vamos tentar saber um pouco mais dele, já que da troca falamos aqui.

A primeira vez que vi Markkanen jogar, achei bem impressionante. Não era exatamente um “unicórnio” como Kristaps Porzingis e Karl-Anthony Towns, mas está nessa nova geração de grandalhões que tem mobilidade, alguma velocidade lateral e que não parece estar sempre se mexendo embaixo d’água. Mas analisando mais ele ao longo do tempo consegui dar uma desanimada. Existe um risco de que Markkanen não seja ágil o bastante para a NBA, o que o torne o alvo mais óbvio de uma liga que vive de ter armadores humilhando pobres gigantes lentos em pick-and-rolls. Se isso acontecer, Markkanen será exatamente como descrito na noite do Draft: um Channing Frye que fala finlandês. Impressionante, porque finlandês é uma das línguas mais complicadas do mundo, mas ainda o Channing Frye. Tämä ei ole hyvä. Não que Frye seja péssimo, ele é bem útil na situação certa, só não é o cara que você pega na 7ª posição.

Mas bola para frente, sou contra a Kwame Brownzização (ou Evan Turnização) dos jogadores, gosto de ver eles sendo julgados por quem são na quadra, não pela posição em que foram selecionados por algum manager desavisado. O fato é que Markkanen é DESTRUIDOR arremessando de longa distância e poderá, com sorte, trazer o que o Bulls tinha nas noites boas do sempre inconsistente Nikola Mirotic. Se achar o parceiro certo de pick-and-pop, fará chover de 3 pontos. A favor do finlandês está o fato do time não estar mais numa ânsia maluca de Playoffs e vitórias, isso já não é mais plausível após as saídas de Butler e Rondo e a provável dispensa de Dwyane Wade. Assim terá mais tempo e menos pressão para se descobrir nas defesas da NBA.

Mas o Chicago Bulls não parou de irritar pessoas por aí! Eles ainda tinha a 38ª escolha e decidiram… VENDÊ-LA. O time fica numa cidade grande, ganha dinheiro, lota o ginásio todo dia, assume uma reconstrução e aí decide VENDER uma oportunidade de pescar um jovem e baratíssimo jogador? Pior, venderam para o Golden State Warriors, que selecionou o elogiadíssimo (para alguém que sobrou na 38ª posição, claro) Jordan Bell. Talvez o moleque não dê em nada, é até provável, mas quem vai descobrir isso não é o Bulls. O time não parece ter um plano atualmente e, pra falar a verdade, nem tem parecido uma equipe séria e profissional nas últimas temporadas.


selo4

New York Knicks

(8) Frank Ntilikina, PG
(44) Damyean Dotston, SG
(58) Ognjen Jaramazo, PG

Opa, eu estava falando em equipes que não parecem sérias e profissionais? Apresento-lhes o New York Knicks. O Draft foi outro dia mesmo e tanta coisa já rolou nessa novela que isso aqui parece jurássico. No dia da seleção dos novatos, no meio daquela IMBECILIDADE do então General Manager Phil Jackson falar que queria trocar Kristaps Porzingis, os especialistas lembravam que era justamente o Draft o ponto forte do Zen Master no seu tempo de franquia. Encontrar o ala letão e, depois, Willy Hernangomez foi o seu legado. Isso, aliás, é o que fez mais gente botar fé que o francês trava-língua Frank Ntilikina era a escolha certa e o terceiro bom europeu selecionado.

O jovem Ntilikina saiu da França, onde cresceu e joga profissionalmente, para ir ao Draft. Foi selecionado, voltou num caro voo fretado, disputou o Jogo 5 da final local, perdeu (mas jogou bem!), pegou outro voo, foi pra Orlando, treinou com o Knicks e machucou o joelho. No caminho ainda recebeu uma camiseta do time com seu nome errado. Ele já não é a cara do time?

O que mais aconteceu no meio desses dias movimentados? Bom, o senhor que o escolheu para jogar lá, Phil Jackson, foi MANDADO EMBORA. O cara responsável por pensar o futuro do time foi mandado embora logo depois do Draft, logo antes de começar o caos da Free Agency. Ótimo timing, não? Pior, Ntilikina foi muito elogiado por ser um encaixe perfeito para sistema tático dos triângulos que Phil Jackson tanto insiste em usar no Knicks. Ele não monopoliza a bola, é um bom passador e tem um arremesso de fora (embora digam que está longe de ser especialista, começou a chutar mais só no último ano). Na defesa usa sua envergadura COLOSSAL (2,13m! Ele tem 1,96m!!!!) para fazer da vida dos adversários um inferno nas linhas de passe. O encaixe ficou ainda mais perfeito quando um repórter da New Yorker descobriu que o homem que treinou Ntilikina na juventude francesa foi um professor de… GEOMETRIA!

Mas e agora? Como o time vai jogar? Vão tentar manter Derrick Rose? Vão buscar outro armador? O pobre francês não deve ter ideia de como vai ser o seu papel no time nem qual vai ser o time. Resta a ele fazer o básico: trabalhar todos os aspectos do jogo, em especial o drible (grandes chances de haver mais pick-and-roll no novo ataque) e o arremesso.

Na segunda rodada o time pegou outro não-americano, o sérvio Ognjen Jaramaz, que deverá demorar um tempo até ir para a NBA. Ele já tem 22 anos, mas a maioria dos especialista gringos creem que ele não está pronto para o desafio. Até elogiam sua liderança, importante num armador, e a capacidade de atacar a cesta, mas por enquanto é só.

Antes disso ainda havia selecionado outro cara experiente, o ala Damyean Dotston, de 23 anos. Sua carreira universitária foi conturbada: após dois anos em Oregon, foi expulso após uma acusação de estupro. Ficou um ano sem jogar e disputou sua última temporada universitária na Universidade de Houston. Poucos achavam que ele sequer iria ser draftado, mas o Knicks o chamou na metade da segunda rodada. É um ala que demonstra alguma facilidade em pontuar, mas os especialista estão céticos sobre sua chance de conseguir uma vaga no elenco.


Selo1

Dallas Mavericks

(9) Dennis Smith, PG

A torcida do Knicks vai torcer MUITO para que meu xará não dê certo em Dallas. Os americanos sempre preferem o jogador que eles acompanham pela TV nos jogos universitários do que um europeu que só viram alguns melhores momentos no YouTube. E nesse caso é pior porque existe MUITA empolgação com o potencial de Dennis Smith, o trocentésimo armador escolhido no começo deste Draft e possivelmente o mais atlético deles.

Smith ainda não passa tão bem, toma decisões questionáveis e seu arremesso não é lá muito estável. Mas, na dúvida, ele ataca. Se isso causa às vezes calafrios até quando se assiste o melhor deste estilo, Russell Westbrook, jogar, imagina com um novato. Dá pra entender os medos dos times que selecionaram antes e o deixaram passar, mas dá pra entender a empolgação do Mavs, que há anos busca um armador.

As relações do técnico Rick Carlisle com seus armadores costuma ser de muita cobrança, muita pressão e até controle total. Se as personalidades baterem, a combinação dessa capacidade atlética com um time organizado que sabe como usar suas armas pode render um salto de qualidade na franquia. Mas será que vai ser a tempo de Dirk Nowitzki aproveitar?


Selo2

Charlotte Hornets

(11) Malik Monk, SG
(40) Dwayne Bacon, SG/SF

Se esse Draft acontecesse há uma década, acho que Malik Monk teria sido selecionado bem antes da 11ª posição. Ele é um ala-armador alto, que sabe criar seu arremesso, infiltra, faz bandejas, floaters. Ele é o que chamam de PONTUADOR PROFISSIONAl, daqueles que de repente pega uma confiança maluca e faz muitos pontos seguidos. No passado todo time queria um cara assim: se desse certo ele virava uma estrela, se desse menos certo, virava uma boa arma para vir do banco e botar fogo num jogo.

Mas o tempo passou e essas franquias mais cerebrais descobriram, com a ajuda das estatísticas, que esses aprendizes de Jamal Crawford não são lá muito eficientes. Vencem um jogo ou outro, mas perdem alguns também e a longo prazo oferecem pouco. Um cara 3-and-D, com boa defesa e arremesso de três pontos é mais disputado no mercado que um cara ultra habilidoso que ainda acha que está jogando streetball num parque da cidade.

A questão com Malik Monk é onde, no espectro dos pontuadores, ele vai terminar. Vai desenvolver outros aspectos do seu jogo? Vai se tornar um arremessador mais regular? Vai entender como atuar em equipe? Vai melhorar a defesa, como fez JR Smith agora mais para o final da carreira? Isso tudo irá definir o seu futuro, mas por enquanto dá pra ter alguma certeza que o Hornets vai conseguir tirar umas partidas inspiradas do rapaz, algo muito necessário numa equipe meio morna e cheia de role players de luxo. Um pouco de disciplina e Monk irá ajudar bastante.

Na segunda rodada, o Hornets foi com a força nominal deliciosa de Dawyne Bacon, outro arremessador que vai tentar enfiar um monte de bola de 3 pontos durante as ligas de verão para conseguir espaço no elenco. Como o time ainda tem algumas vagas a serem preenchidas e pouco espaço na folha salarial para contratações de peso, tem chance de conseguir.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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