Análise do Draft – Parte 4

Ainda tem muito time pra analisar, então sem enrolação, mano!

Parte 1: Hornets, Bobcats e Wizards
Parte 2: Cavaliers, Kings, Blazers, Warriors, Raptors e Pistons
Parte 3 – Rockets, Suns, Bucks, Sixers, Magic, Nuggets e Hawks

 

E se você não nos prestigiou é sinal que precisa lembrar quais são nossos já tradicionais Selos de Qualidade™ que servem para avaliar as decisões de cada time na noite da última quinta-feira.
Twitter: Eu sei que o Twitter pode ser um porre, acredite, já me irritei muito com comentários idiotas durante jogos desses Playoffs. Mas ele é o que junta as melhores coisas das redes sociais: Pode ser engraçado, é o melhor jeito de acompanhar eventos ao vivos e informa bem. E você nem tem essa obrigação de ficar seguindo amiguinho. Lugar onde fakes ainda são respeitados e isso é bom. Selo para os times que mandaram bem demais, que tem jogadores completos na mão e que vão olhar pra trás com orgulho do Draft 2012.

Orkut: Nem me venham falar em Orkutização, elitismo social não tem vez no Bola Presa, mano! Admitam que o Orkut tem bem menos frescura que o ~Feice~ e comunidades geniais como “Uma rodada de suco pra galera” e “Qualquer coisa with lasers”. Bons tempos da internet malandra, moleque e menina. Sem frescuras, cutucadas e com muito stalk. Selo para os times que fizeram como o Orkut: não brilharam, mas fizeram a coisa certa.

4square: Tal pessoa acabou de dar check-in no aeroporto para, sutilmente, dizer que está viajando para o estrangeiro. Aquela mala sem alça se marcou na baladinha X para mostrar que tem amigos. Idiota, mas não chega a ofender. Selo para os times que não pegaram nenhum grande jogador, mas fizeram o que dava na hora.

Instagram: Parece o máximo, parece que vale 1 bilhão, mas cedo ou tarde vão perceber que é só o maior cardápio do mundo e todas as comidas parecem velhas. Tantos anos de evolução tecnológica para as fotos parecerem velhas e borradas? Tá muito errado e não vai demorar para sacarem isso. É o selo para o time está achando que fez uma coisa boa, mas que vai quebrar a cara em breve.

Facebook: O cu das redes socias. A mais popular também. Por que a gente gasta horas da nossa vida vendo as pessoas postarem indiretas para amigas falsas, frases motivacionais e versos de Caio F. Abreu? Não sei. Mas aprendi que tenho muitos amigos felizes, bonitos, que viajam para a Europa e não veem a hora de chegar sexta-feira. Selo para os times que erraram feio e deveriam se envergonhar disso.

….

 

Boston Celtics
(21) Jared Sullinger, SF/PF
(22) Fab Melo, C
(51) Kris Joseph, SF

Tenho minhas dúvidas se manter Kevin Garnett (já confirmado) e Ray Allen (uma possibilidade) é uma ideia tão boa assim, mas falo disso depois. O fato é que o Boston Celtics conseguiu bons jogadores no Draft 2012. Não só de talento puro, mas são jogadores que tem características que podem contribuir com o que faltou no time que ficou a uma vitória da Final da NBA.

A primeira escolha foi Jared Sullinger, um cara que tinha tudo para ser um dos 10 primeiros selecionados não fossem as preocupações com suas dores nas costas, sua hérnia de disco o custou alguns milhões de dólares. Alguns sites especializados fazem listas pré-Draft com os melhores jogadores disponíveis, ignorando idade, potencial, saúde e comportamento, é só técnica. Em nenhuma lista que eu vi Sullinger ficou fora do Top 8! Entre todos os jogadores selecionados, Sullinger foi quem teve os melhores números de porcentagem de rebote defensivo e ofensivo na última temporada universitária. Vale ou não vale o risco para o pior time em rebotes na última temporada da NBA?

A outra escolha do time na 1ª rodada foi o brazuca Fab Melo. No ano passado em Syracuse ele teve problemas de comportamento e mostrou talento nulo no ataque, mas comento essa escolha com um nome: Kendrick Perkins. Há alguns anos o Celtics draftou um pivô enorme, grosso, que não sabia atacar e que vinha direto do colegial, era o homem-que-não-sorri, Perkins. Depois de começo de carreira discreto, ele deslanchou quando encontrou a combinação perfeita: Tom Thibodeau, assistente, e Doc Rivers, técnico, são especialistas em defesa e souberam ensinar isso ao pivô. Além disso Kevin Garnett chegou à equipe e adotou Perkins como seu pupilo. O gigante pouco melhorou no ataque, embora saiba fazer uma coisa ou outra, mas se tornou um dos melhores defensores de garrafão da NBA.

O brasileiro Fab Melo, se tiver cabeça, pode traçar o mesmo caminho. Seu físico é de dar inveja, seus 2,13m de altura são ideais para um pivô e ele já tem boa noção defensiva, sendo especialmente bom nos tocos. Acho que vai fazer muitas faltas no seu primeiro ano, mas se não tiver cabeça pequena (dizem que Garnett torna um inferno a vida dos pirralhos que não querem aprender com ele) pode seguir o mesmo caminho de Perkins e em poucos anos se tornar o pivô titular do time mais tradicional da NBA.

Na 2ª rodada o Celtics pegou Kris Joseph, atlético ala que foi companheiro de Melo em Syracuse. Na última temporada o Celtics sentiu falta de jogadores com físico melhor na hora de enfrentar times mais novos (todos), então ter Joseph pode acabar sendo útil. Apesar de minutos limitados, deve ser uma aposta barata.

 

Dallas Mavericks
(24) Jared Cunningham, SG
(33) Bernard James, PF
(34) Jae Crowder, SF/PF

Tem muito torcedor do Dallas Mavericks que sofreu na última temporada toda vez que via Brendan Haywood como pivô da equipe. Ele já teve bons momentos na NBA, mas deixa a desejar. Por isso era animadora a ideia de ter Tyler Zeller no elenco. Mas aí, de repente, trocaram a escolha 17 (Zeller) pelas 24, 33, e 34 com o Cleveland Cavaliers. Por que quantidade foi mais importante que qualidade?

A principal preocupação do Mavs nessa offseason é usar o dinheiro aberto por fim de contratos (Jason Terry, Jason Kidd) para contratar bons jogadores. Quanto mais alta a escolha de Draft, mais dinheiro gasto e mens espaço para contratações. Até por isso correu um boato que o Mavs tentou trocar também essa escolha 24 por mais algumas de 2ª rodada, que são contratos não garantidos, ou seja, não contam imediatamente na folha salarial. Acabou não acontecendo e com a negociação da posição 17 pela 24 o Mavs economizou singelos 400 mil dólares.

Se a economia foi pouca (dentro do mundo bizarro dos contratos da NBA), pelo menos deu espaço para o Mavs apostar em diferentes tipos de jogadores. Jared Cunningham é explosivo, sabe atacar a cesta e pode formar uma boa combinação no banco de reservas ao lado de Rodrigue Beoubois, não custa arriscar. Na 2ª rodada pegaram Bernard James, um jogador de garrafão estupidamente forte e com história de vida curiosa: Ele vai ser o novato mais velho da NBA com 27 anos de idade e não jogou basquete competitivo até 2003, que foi quando entrou nas Forças Armadas dos EUA. Serviu no Iraque, Afeganistão, Qatar para só depois ir estudar em Florida State, jogar os 4 anos de basquete universitário e aí ser escolhido no Draft. Mark Cuban, patriota dono do Mavs, se apaixonou pela história de James e não duvidem que isso influenciou a escolha.

Legal o que James disse antes de ser escolhido. “Sou muito diferente desses garotos que estão comigo hoje. Muitos deles não viram muito da vida, só jogaram basquete desde sempre, não sabem como é ter um emprego comum. Eu sei como ser profissional, sou disciplinado e sei ser parte de uma equipe. Alguns dos mais jovens são individualistas, treinaram sozinhos desde criança para chegar aqui. Eu não, tive uma vida inteira antes de disso. O basquete veio depois”. Certamente é uma das histórias mais únicas que eu já vi na NBA. E não acho que algum técnico vai reclamar da disciplina militar de seu comandado.

Por fim, escolheram Jae Crowder também na 2ª rodada. Vi alguns analistas bem empolgados com a escolha, mas outros parecem ter dúvidas se com sua baixa estatura e físico fraco poderá ter o mesmo impacto defensivo que teve em Marquette. Como o Mavs era todo sobre apostas baratas, não custa tentar. Draft discreto do campeão de 2011.

 

Memphis Grizzlies
(25) Tony Wroten, PG/SG

 

O Memphis Grizzlies continua dando chance para os renegados. Depois de dar apoio para Allen Iverson, Zach Randolph e Gilbert Arenas, escolheram no Draft um dos jogadores que todos temiam selecionar por ser preguiçoso, difícil de ser treinado, indisciplinado e meio doido dentro de quadra, Tony Wroten. Sim, eles precisam de um reserva para Mike Conley, mas Marquis Teague não era a escolha mais segura? Até entendo pegar jogadores “arriscados” nesse ponto do Draft, mas acho que tinham uma melhor opção a mão.

De qualquer forma, o que pode ajudar Wroten na NBA é que ele é alto e pode jogar na posição 2 também. Caso suas decisões dentro de quadra não o deixem ser reserva imediato de Conley, terá uma chance de entrar no lugar de Tony Allen, já que OJ Mayo que deve deixar a equipe. Com ótimo físico e velocidade, pode se beneficiar do sistema do Grizzlies, muito bom em contra-ataques.

 

Indiana Pacers
(26) Miles Plumlee, C
(36) Orlando Johnson, SF

Essa foi, sem dúvida alguma, a escolha mais criticada do Draft 2012. Por mais que digam que Terrence Ross ou Dion Waiters saíram cedo demais, tem gente que pensa que Miles Plumlee nem tem talento para ser um jogador da NBA. Não dá pra condenar, quantos branquelos desengonçados de 2,13m que nem foram tão bem na faculdade já brilharam na NBA? Pois é.

O comparam com um dos caras mais adorados pela torcida de Indiana, Jeff Foster, um pivô branquelo e sem jogo ofensivo que fez carreira no Pacers. Mas Foster era um dos melhores reboteiros de ataque da NBA (embora fizesse só isso) e chegou a ter 25 pontos por jogo quando jogava na faculdade, Plumlee não chegou nem nos 14. Teria sido uma escolha comum na 2ª rodada, uma aposta para fim de banco, mas usar um contrato garantido de 1ª rodada nele foi demais.

Na segunda rodada, para compensar, compraram a escolha 36 do Sacramento Kings e selecionaram o ala Orlando Johnson. Ele jogou todos os anos da faculdade e chega na NBA com alguma experiência, pode ajudar mas não salva o Draft do Pacers.

 

Oklahoma City Thunder
(28) Perry Jones III, SF/PF

 

Peguem o que escrevi sobre Jared Sullinger na escolha do Celtics e coloquem aqui. Perry Jones também era idolatrado pelo seu talento, mas problemas no joelho fizeram todo mundo pensar 10 vezes antes de escolher o versátil ala. Mas o Thunder, com seu elenco já prontinho para o título, não tinha nada a perder. Por que não arriscar?

O grande problema do Thunder é que será praticamente impossível manter esse elenco nos próximos anos. Eles precisam renovar com James Harden e Serge Ibaka, mas se os dois receberem valores de mercado compatíveis com o que jogam (cerca de 9 a 11 milhões por ano para cada um), o Thunder extrapola absurdamente o teto salarial e pagaria multas gigantescas. A solução seria arranjar um substituto para um dos dois o mais rápido possível. Bizarramente Perry Jones pode se encaixar em qualquer lado. Ele tem as características de ser bom controlando a bola e criando situações de ataque

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por conta própria como Harden, mas tudo isso com o tamanho do Ibaka! Uma aberração. Ele tem boas chances de ser um cara muito bom se seus joelhos deixarem, ótima escolha do Thunder.

 

Chicago Bulls
(29) Marquis Teague, PG

 

O Bulls tem um problema enorme em mente agora, precisa decidir se iguala a oferta mirabolante que o Houston Rockets fez pelo seu bom pivô reserva Omer Asik. Mas enquanto não decidem o que fazem com o garrafão, já resolveram o problema no outro extremo das posições.

A contusão séria de Derrick Rose no joelho irá o tirar de um pedaço da próxima temporada e mesmo quando ele voltar, será aos poucos. CJ Watson fez boa temporada, mas nos Playoffs mostrou como é limitado, além de ser Free Agent e poder ir embora. Ou seja, o Bulls precisava de um armador. Não botava fé que iriam conseguir um na 29ª posição do Draft, mas Marquis Teague, armador do time campeão de Kentucky sobrou e foi selecionado. Parece o cara ideal: Tem boa infiltração, sabe criar seu próprio arremesso, mas melhorou muito no jogo de meia quadra com o passar da última temporada. Se compreender bem o ataque do Bulls pode dar certo desde o início. Se até John Lucas rendia armando para o Bulls na última temporada, por que Teague não pode? Ah, o sobrenome não é coincidência. Ele é irmão de Jeff Teague, armador do Atlanta Hawks.

 

Brooklyn Nets
(41) Tyshawn Taylor, PG/SG
(54) Tornike Shengelia, SF
(57) Ilkan Karaman, SF

O Nets está torrando grana em super estrelas. Renovou por 10 milhões por ano com Gerald Wallace, trocaram pelo caríssimo Joe Johnson e ainda querem oferecer um contrato máximo para Deron Williams. Gastando tanto assim com o time titular é capaz que sobre espaço para umas escolhas de 2ª rodada que ganham uma mixaria. Por mixaria entenda “Salário mínimo da NBA, mais do que eu ou você iremos ganhar na vida”. A nota baixa vai pelo fato de terem trocado a 6ª escolha por Gerald Wallace, um cara que virou um Free Agent caro poucos meses depois.

O armador Tyshawn Taylor é bom individualmente, sabe atacar a cesta e cavar faltas. Se conseguir isso na NBA já terá espaço no banco de reservas. Tornike Shengelia tem uma Força Nominal perturbadora, o que não sei se é boa ou ruim. Jogou pouco na última temporada no Valência, difícil prever o que pode render na NBA. Por fim, o que dizer de Ilkan Karaman? Nada, só posso colocar a reação de um torcedor do Nets no momento de sua escolha:

….
A parte importante do Draft já acabou, os times que tiveram escolhas na 1ª rodada já foram avaliados. Mas voltamos mais tarde para fechar a conta, faltam apenas New York Knicks, Utah Jazz, Los Angeles Lakers, San Antonio Spurs, Los Angeles Clippers e Minnesota Timberwolves.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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