🔒 O dia em que a NBA quebrou

🔒 O dia em que a NBA quebrou

O atual campeão da NBA, vencedor da Liga em 3 das últimas 4 temporadas, subitamente contratou DeMarcus Cousins ainda nos primeiros dias do período de ofertas para os jogadores. Ainda que a contratação gere uma série de questões de encaixe (tanto em termos táticos quanto em questões disciplinares), o simples fato de que o melhor time da NBA contratou um dos melhores, se não o melhor, jogador de garrafão da atualidade foi suficiente para uma sensação geral de DESEQUILÍBRIO. Numa Liga que se orgulha de que todos os times tenham exatamente as mesmas oportunidades, com uma série de regras e detalhes que impedem um time de concentrar todos os recursos, o que pode ter causado essa sensação de desequilíbrio? Quais regras foram torcidas para que o basquete americano, de um dia para o outro, amanhecesse cercado de acusações de estar QUEBRADO?

🔒Contra o legado

🔒Contra o legado

Quando a primeira enterrada aconteceu num jogo de basquete oficial nos anos 30, o mundo ficou horrorizado. Técnicos afirmavam que enterradas eram uma demonstração de altura, não de habilidade, e que não deveriam ser usadas no esporte. Quando Joe Fortenberry foi campeão olímpico de basquete em 1936 nas Olimpíadas de Berlim enterrando algumas bolas, a comunidade esportiva internacional entrou com um pedido para que a altura dos atletas fosse limitada a 1,90m de modo a impedir que o esporte fosse “estragado” por esse tipo de lance. Durante muito tempo, cogitou-se aumentar a altura das cestas de basquete apenas para evitar as enterradas. Quando Kareem Abdul-Jabar começou a dominar o basquete universitário usando enterradas como parte fundamental do seu repertório ofensivo, a NCAA achou que a solução mais simples era proibir o lance, banindo enterradas do basquete universitário por quase uma década.

🔒 Arbitragem na Era do Vídeo

🔒 Arbitragem na Era do Vídeo

Quando a NBA fez sua tradicional pausa no meio da temporada para que ocorresse o All-Star Game, representantes dos jogadores e dos árbitros se reuniram para discutir a conturbada relação entre eles. Esse encontro se fez necessário após meses de confrontos, que já relatamos num post anterior, envolvendo jogadores sendo expulsos, discussões em quadra, Shaun Livingston e um juiz trocando CABEÇADAS e muita, muita reclamação sobre arbitragem por parte dos jogadores na imprensa. Essa percepção de que a “arbitragem está piorando” tomou o imaginário de toda essa temporada e culminou com fãs indignados porque jogos importantes das Finais de Conferência e das Finais da NBA foram comprometidos por erros de apito. Mas essa discussão não é nova – na verdade, estamos assistindo aos efeitos de uma disputa que já tem, pelo menos, 8 anos de duração.

🔒 Bolas de três sob suspeita

🔒 Bolas de três sob suspeita

Quando as bolas de três pontos surgiram na temporada 1979-80, eram vistas como uma aberração. Técnicos e dirigentes achavam que a mudança nas regras não passava de desespero por parte de uma NBA que perdia mais e mais audiência. A imprensa acreditou que o arremesso só seria usado como último recurso, em momentos de total desespero ou então nos segundos finais dos quartos. Para muitos, só veríamos bolas de três pontos em arremessos de quadra inteira no estouro do cronômetro. Os próprios jogadores acharam a adição da linha de três pontos “desnecessária”, uma bobagem em que nenhum jogador “sério” ousaria se apoiar.

O desprezo pelos arremessos de três pontos era justificado: em sua temporada inaugural, apenas 28% desses arremessos foram convertidos. Para termos ideia, três times ficaram abaixo dos 20% de aproveitamento nessas bolas, com o pior colocado acertando míseros 17% em menos de uma tentativa por jogo. Percebemos, portanto, que as bolas de três não eram nada confiáveis, especialmente se levarmos em consideração que nenhum time na temporada 1979-80 acertou menos de 46% dos arremessos que valiam dois pontos, com a média de aproveitamento ficando acima dos 48%. Eram tempos de marcação individual, defesa por zona proibida, em que arremessos de média e curta distância eram uma opção muito mais segura do que qualquer arremesso vindo do perímetro.

🔒Um problema de mentira

🔒Um problema de mentira

Nós falamos sobre o Boston Celtics quando eles trocaram a primeira escolha do último Draft, voltamos a falar deles quando contrataram Gordon Hayward, de novo quando abriram mão de Avery Bradley por Marcus Morris e mais uma vez quando surpreenderam e trocaram Isaiah Thomas por Kyrie Irving. Quando parecia que ninguém mais aguentava ouvir falar sobre esse time, tivemos que trazer de volta à tona quando Hayward machucou o joelho no PRIMEIRO JOGO do ano e mais uma vez quando eles responderam a essa lesão com QUATORZE vitórias seguidas. Tá bom? Não tá bom.

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