🔒Filtro Bola Presa #76

Bem amigos ASSINANTES do Bola Presa, o Filtro dessa semana chegou. Tentei me segurar e dessa vez só temos uma menção a James Harden e nenhum recorde do Golden State Warriors. Ao invés disso homenageamos editores de vídeo, Tyreke Evans, OG Anunoby e outros personagens menos conhecidos. E se preparem para o melhor MOMENTO MASCOTE de toda a temporada.

EDITORES DE VÍDEO DA SEMANA

Que atire o primeiro mouse quem nunca se apaixonou um pouco mais por basquete e pela NBA depois de ver um vídeo bem editado. Antes da internet estávamos nas mãos de qualquer coisa que as transmissões da Band ou, depois, da ESPN ofereciam, mas com a chegada dos Napsters e afins tínhamos finalmente a chance de assistir lances e jogadores de quem antes só líamos, ouvíamos falar ou, no máximo, víamos um jogo ao longo do ano. Era abrir o programa e meter um “Vince Carter Dunks Compilation”e torcer para não ser vírus.

Com a chegada do YouTube tudo ficou mais fácil. Mais vídeos disponíveis, mais jogos na TV e hoje o que não falta é editor amador ou profissional unindo lances em uma sequência emocionante que muitas vezes são mais legais do que ver jogos de verdade. Nossa forma de agradecer é sempre a mesma: ir nos comentários e falar “qual o nome da música?”.

Nesta semana dois vídeos muitíssimo bem editados chegaram até nós e não podemos começar o Filtro de outra forma. Primeiro aplaudam de pé o cara da página oficial da NBA que gastou uns bons dias de pesquisa e edição para juntar lances de Stephen Curry e Kyrie Irving para promover o Warriors/Celtics da semana passada. O clássico “Homem não pisou na Lua” versus “Terra Plana” ficou ainda mais poético:

O segundo vídeo impressionante da semana veio de um trabalho de resgate da história. Caçaram uma entrevista do antológico armador Pete Maravich, um dos jogadores mais criativos e inovadores da história do basquete, e uniram a sua fala com lances seus e de jogadores que vieram depois. Na declaração, Pistol Pete diz que seu jeito criativo não é único, mas que é “a forma como o basquete será jogado no futuro”. Também diz que os jogadores estão ficando mais altos, mais fortes, que estão driblando melhor e prevê que o futuro terá mais passes pelas costas, por entre as pernas e com mais movimentos no ar.

Tudo isso para dizer que o basquete será “o esporte dos anos 1970”, mas os argumentos valem muito para prever o basquete e sua popularidade até hoje. É tudo isso e mais as edições de vídeo, claro:

Para terminar, um abraço também para quem não só edita, mas cria vídeos DO NADA. Criatividade acima de tudo, basquete acima de todos:


ADOLESCENTE DA SEMANA

O mundo do basquete está apaixonado por Luka Doncic desde a primeira semana da temporada, mas acho que essa história da vai fazer ainda mais gente gostar do garoto. A NBC conta que em Agosto ele participou de um treino secreto com Steph Curry, tão secreto que nem o Dallas Mavericks sabia que ele estaria lá e poucas pessoas estavam presentes. Era um treino que o astro do Golden State Warriors iria fazer com seu técnico pessoal e o agente de Doncic, Billy Duff, achou que seria um bom teste de fogo para o esloveno. Como a matéria deixa claro, não era nada midiático para “vazar” vídeo no Instagram e fazer social, era Curry querendo treinar coisas novas pra valer:

A ideia do empresário de Doncic não era só que seu cliente tivesse um bom treino, mas que, segundo ele, “visse como as coisas são no topo” e que até os melhores jogadores do mundo estão o tempo todo treinando coisas novas, aprendendo, tomando bronca e sendo corrigidos por treinadores. Já o técnico do Curry, Brandon Payne, conta que o treino é difícil até para Steph, mas que Luka é um “estudioso do basquete” e que soube se virar.

Entre os elogios a Doncic estão seu controle corporal, o jogo de pernas e como ele desacelera de repente para se livrar do defensor. Mas além da parte técnica, Payne exalta o seu ENTUSIASMO: o treino que era para ser de uma hora teve TRÊS. Tudo a pedido de Doncic, que recusou todas as ofertas para parar. E ele ainda foi fazer musculação depois. O lado negativo? O novato ainda precisa aprender a RESPIRAR melhor, algo que o próprio Curry já teve que trabalhar com Payne.

Vale a leitura da matéria completa, que ainda dá detalhes de como é o fim do treino, uma combinação absurda de arremessos que precisam ser feitos em sequência para treinar a capacidade dos jogadores de arremessar mesmo com o corpo cansado, situação típica de fim de grandes jogos.


TÁTICA DA SEMANA

Alguns Filtros atrás escrevi sobre como um time universitário usava nome de jogadores famosos para facilitar a comunicação sobre os rivais. Bom, ao que tudo indica o Philadelphia 76ers faz a mesma coisa, segundo o Bleacher Report. No vídeo abaixo, ouvimos a comissão técnica de Brett Brown gritando “DIRK! DIRK” para indicar a ação de Luke Kornet pelo NY Knicks:


JOGADA BOLA PRESA DA SEMANA

Jogada ruim tem toda semana, o que impressiona nesta são os desastres REPETIDOS. Lembram do capote que Steph Curry tomou na semana passada ao tentar uma bandeja? Aconteceu de novo, só que dessa ao vez ao COMEMORAR (mais) uma enterrada de Klay Thompson:

Também na semana passada PJ Tucker entrou para os anais da Jogada Bola Presa ao não pegar a bola tocada por Eric Gordon numa saída de bola, lembram? Dessa vez ele resolveu cobrar a saída de bola num fim de jogo apertado e deu nisso:

Entre as jogadas novas temos dois grandalhões tentando fazer o que não sabem. Quem fez pior, Davis Bertans ao tentar mandar uma ponte aérea pelo San Antonio Spurs...

…ou Steven Adams com o Euro Step que prova que a Nova Zelândia fica bem longe da Europa?

Por fim temos Kyle Anderson com a jogada mais MEDROSA do ano. Sabemos que ele prefere passar a bola a arremessar, mas o Memphis Grizzlies tinha poucos segundos para se salvar de uma virada vergonhosa contra o Denver Nuggets (estavam vencendo por 25 pontos!) e ele simplesmente ficou perdido. O único arremesso que acertou, justo o mais difícil, foi só depois de ter pisado fora da quadra:


FRASE DA SEMANA

Nós não precisamos de contexto. Apenas precisamos saber que OG Anunoby diz que “não há nada de errado com queijo cottage”


INTIMIDADES DA SEMANA

Você sabia que Bradley Beal tem uma mesa de pingue-pongue em casa com as suas iniciais? Que tem um cinema privativo? Ou que sua TV é do tamanho de uma cidade? Ou que ele tem aquelas máquinas de arremesso de mini bolas de basquete em mini cestas? Não só você não sabia como não queria saber, mas a NBA mostrou:

Muito mais legal é a casa do Isaiah Thomas, onde os filhos dele jogam basquete dentro de casa e SÃO ENTREVISTADOS pelo pai após as partidas. É media training infantil que chama:


DICAS DE LEITURA


ESTATÍSTICAS DA SEMANA

No Twitter, o World Wide Wob sempre aponta para o FG% Saving Club, o grupo de jogadores que sempre evita arremessar aquelas bolas do meio da rua no fim dos quartos só para não estragar a porcentagem de aproveitamento dos tiros de 3 pontos. Kevin Durant, contra o Boston Celtics, segurou o arremesso para ele não valer e, vejam só, acabou acertando:

Lembra aquele gráfico que sempre colocamos aqui de tempos em tempos com os líderes em total de cestas de cada ponto da quadra? Agora o Kirk Goldsberry traz também os jogadores com os PIORES aproveitamentos em cada posição:

Vemos algumas coisas curiosas aí:

  • Russell Westbrook está acertando apenas 14% dos seus arremessos de 3 de frente para a cesta. QUATROZE!
  • PJ Tucker é líder em total de bolas da zona morta esquerda, mas é também o com pior aproveitamento
  • LaMarcus Aldridge é líder na meia distância esquerda e o pior na direita
  • Para entrar na lista é preciso ter dado ao menos 50 arremessos em cada zona

Se um armador como Westbrook erra tantas bolas de 3, tem pivô aí que não consegue errar. Brook Lopez chegou a 31 jogos seguidos com ao menos uma bola de 3 pontos feita, se tornando o recordista entre jogadores com ao menos 2,13m de altura (o número parece arbitrário, mas nos EUA é a marca simbólica dos caras com 7 PÉS de altura). Ele superou a marca de Dirk Nowitzki e Karl-Anthony Towns:

Bom, não ia passar um Filtro sem citar James Harden, né? O Barba fechou o mês de Janeiro com média absurda de 43.6 pontos por jogo! Ele se tornou apenas o QUARTO jogador da história a ter um mês com média superior a 40 pontos por jogo, se juntando a Wilt Chamberlain (óbvio), Elgin Baylor e Kobe Bryant:

Com a derrota para o Dallas Mavericks nessa quarta-feira, o New York Knicks chegou a 40 derrotas em 50 jogos na temporada. A pior marca da sua HISTÓRIA nessa altura de um campeonato. Na foto, o momento em que Enes Kanter finalmente saiu do castigo do técnico David Fizdale, foi ovacionado pela torcida e beijou o escudo do time no centro da quadra:


REAÇÕES DA SEMANA

O Karl-Anthony Towns não é o jogador mais bonito da NBA, mas não merecia esse susto do juizão também:

No vestiário do LA Clippers, os companheiros de Tobias Harris não aceitaram que sua camiseta tem as costuras para fora mas não está do avesso:

E o que dizer da total FALTA DE REAÇÃO de um irritado Vlade Divac, que estava assistindo ao jogo entre Clippers e seu Sacramento Kings no meio da torcida e viu uma vizinha ganhar 500 dólares:


FEITOS ATLÉTICOS DA SEMANA

Com o histórico de lesões do Nerlens Noel eu até fiquei angustiado de ver essa jogada, mas no fim tudo deu certo: ele perdeu um tênis, abriu um ESPACATE, mas a bola acabou primeiro nas mãos de Paul George e, depois, na cesta:

Não menos impressionante foi Dennis Smith Jr, que resgatou seu lado criança, colocou na cabeça que o lado de fora da quadra era LAVA e conseguiu salvar a posse de bola:

Bônus para o fato do lance estar em câmera lenta e na frente do banco de reservas do Toronto Raptors, com Jonas Valanciunas e Greg Monroe revoltados que o juiz não marcou uma pisada na linha.


AULA DE TEATRO DA SEMANA

Quando um time ganha todo mundo vira palhaço. Ainda bem, estão corretíssimos. No OKC Thunder, Jerami Grant e Paul George resolveram dar uma entrevista onde um interpretou o outro. Ficou péssimo:

Russell Westbrook estava bem humorado de um jeito mais solitário e artístico:


SUBSTITUTO DA SEMANA

Uma das notícias mais tristes desta temporada foi a lesão de Victor Oladipo. Ele sofreu uma ruptura do tendão do quadríceps, considerada rara entre jogadores de basquete, e não joga mais nessa temporada. Após ser operado em Miami, gravou um vídeo para os torcedores do Indiana Pacers agradecendo o apoio e incentivando os companheiros:

Quem deve ganhar muito espaço com a saída de Oladipo é Tyreke Evans, que começou a temporada mal mas que parece um pouco mais participativo de um tempo para cá. Nesta primeira semana ele já ganhou protagonismo: foi dirigir na neve e bateu o carro…


TEMPO LIVRE DA SEMANA

Você sabe a principal diferença entre quem escreve por hobby e quem escreve profissionalmente? Tempo. É incrível o que as pessoas são capazes de produzir quando elas recebem tempo para pensar em alguma coisa, planejar e colocar em prática. No The Ringer, o Zach Kram gastou um tempo inestimável para descobrir a ORIGEM da vaga que os jogadores ocupam em cada time. Parece confuso, mas não é tanto: cada jogador ocupa uma vaga no elenco e ela tem uma história. O cara chegou via Draft, troca ou como Free Agent? Se foi no Draft, essa escolha já era do time ou teve origem em outra troca? Fazendo essas perguntas, o autor buscou as origens mais distantes em cada time da NBA. Abaixo, o vencedor:

RInger

O Seattle Supersonics, em 1977, draftou o pivô Jack Sikma. Anos depois ele foi trocado por Alton Lister e a escolha de Draft que virou Gary Payton. Este, por sua vez, no último ano do seu contrato, foi para o Milwaukee Bucks em troca de Ray Allen e Jeff Green. Enquanto Allen saiu do time como Free Agent, Green ficou na franquia durante sua mudança para Oklahoma City e só foi trocado anos depois, para o Boston Celtics, por Kendrick Perkins. Em uma troca de 3 times que ainda envolveu Detroit Pistons e Utah Jazz, Perkins saiu e no seu lugar chegou Enes Kanter, que depois foi negociado por Carmelo Anthony. Nesta temporada, quando a árvore estava prestes a quebrar com uma dispensa, o Atlanta Hawks entrou no jogo para aceitar Carmelo em uma troca e mandar de volta Dennis Schroeder. UFA!

Essas linhas do tempo acabam quando um jogador sai do time como Free Agent, se aposenta ou é dispensado. Novas árvores nascem com contratações e Draft. Por mais que a maioria das vagas na NBA não tenham nascido nos anos 1970, é um trabalho DO CÃO caçar tudo isso. Eu gostei especialmente da árvore que eles fizeram com tudo o que envolveu a histórica troca de Carmelo Anthony para o NY Knicks:


MASCOTES POWER RANKING

Os 10 pontos dessa semana vão para o Jazz Bear. Na última semana um MORCEGO invadiu o ginásio do Utah Jazz e não havia nenhum Manu Ginóbili para salvar a pátria! Calhou que um urso gigante de pelúcia precisou aparecer para capturar o bicho. Ele acertou uma marretada nele ao invés de colocá-lo na rede? Sim, mas o trabalho foi feito:

Os 5 pontos vão para o Crunch, mascote do Minnesota Timberwolves. Ele fez aniversário, reuniu um monte de amiguinhos na festa e fez o que toda festa deveria ter: dança ensaiada e devidamente sincronizada entre diferentes animais peludos.

RANKING

Bango – 45
Franklin e Benny – 25
Raptor – 20
Grizz, Crunch e Coyote – 15
G-Wiz, Hugo, Jazz Bear, Rumble, Stuff e Clutch – 10
Champ, Gorilla, Harry, Chuck, Moondog e Rocky – 5


MAIS MASCOTES DA SEMANA

Você tem 20 minutos sobrando? Então arranje, porque temos uma PARTIDA DE HOCKEY entre os mascotes da NHL. É fantástico que isso exista e INACEITÁVEL que a NBA não copie para o seu All-Star Weekend. Pra que botar música no intervalo se podemos ter uns minutos de animais nos entretendo? É a única coisa que precisamos imitar do hockey. Quer dizer, isso e a tradição de ARREMESSAR PEIXE na quadra, claro:

Mas o grande momento para todos os fãs de mascotes nesta semana foi o nascimento de uma conta no Twitter chamada Mascots Minute Silence. Ela nada mais é do que uma compilação de fotos que mostram mascotes em campos de futebol durante minutos de silêncio que homenageiam algum falecido. ÉPICO:

Sério, como não tinham feito isso antes?!

Amém.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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