🔒Filtro Bola Presa #79

Filtro Bola Presa de volta, dessa vez com uma semana diferente. Sem jogos e com muitos amistosos festivos, temos um montão de coisas do All-Star Weekend para compartilhar. Tem Luka Doncic provando ser o jogador mais feliz desde Steve Nash, shows incríveis de rap, o pior jogo de basquete da sua loja de aplicativos, presença em peso da família Curry e muito mais!

SEXTA-FEIRA DOS NOVATOS

O All-Star Weekend começou na sexta-feira à noite com o… Jogo das Celebridades. Sim, todos preferimos comer pregos do que ver esse negócio, mas a NBA insiste. Entre cestas erradas, basquete desastroso e um anão, estavam também algumas pessoas que sabiam o que estavam fazendo, como Ray Allen e a ótima A’Ja Wilson, a primeira escolhida no Draft da WNBA na temporada passada. Na ocasião ela recebeu um vídeo de parabéns gravado pelo seu jogador favorito, Blake Griffin, e no All-Star Weekend eles puderam finalmente se encontrar pessoalmente:

Depois disso veio o mais animado desafio entre novatos e segundo-anistas. Embora Luka Doncic não tenha sido protagonista da partida, foi ele quem pareceu se divertir mais. Começou no treino pré-jogo, quando acertou o desafio do arremesso do meio da quadra e não quis abrir mão da graninha que tinha sido apostada:

Com a grana do milkshake garantida, Lukinha foi para o jogo querendo se divertir ao lado do outro cara bem alto astral, o armador De’Aaron Fox. Eles se desafiaram para a bola ao alto no início do jogo e Luka até mandou um “olha, eu sou o Fox” quando saiu correndo num contra-ataque:

Por fim, nosso lasanhudo ainda pareceu se divertir demais com o “Desafio do Sussurro” ao lado de Dirk Nowitzki. Um dos dois falava uma frase, o outro tinha que descobrir qual era apenas lendo os lábios. Tudo entre falantes não nativos da língua, para dar um GRAU. É feito para dar errado e deu:

Eles foram melhores no desafio de adivinhar o nome de músicas antigas. Quer dizer, Dirk foi melhor, Lukinha não sabia de nada:

Talvez o lance mais famoso do jogo dos novatos acontecem eu 2000, quando Jason Williams soltou um passe para Raef LaFrentz usando o COTOVELO. O lance seria sensacional em qualquer época, mas numa onde não tínhamos acesso a trocentos vídeos de streetball a um clique de distância, foi para estourar miolos e fazer a cabeça de uma geração:

O divertido dessa semana foi o resgate de uma matéria do jornal espanhol Marca, de 2000, que revela que o meia Djalminha se inspirou no lance do White Chocolate para criar uma nova versão da lambreta: “vi ele colocar a bola para trás e dar um passe com o cotovelo, a partir daí quis fazer igual, mas com os pés”, disse.

E foi assim que nasceu essa jogada aqui:

Enquanto a molecada jogava, Dwyane Wade fazia uma festa para celebrar seu último fim de semana das estrelas na carreira. Como um bom tiozão que se tornou, soltou a voz com o amigo Chris Paul no karaokê:


SÁBADO DAS GINCANAS

Se divertiu vendo o altíssimo nível do desafio dos 3 pontos? Eu acertei meu palpite em Joe Harris, mas Devin Booker, Danny Green, Buddy Hield e Steph Curry poderiam tranquilamente ter levado o caneco. No BballBreakdown, o Coach Nick analisa as diferentes mecânicas de arremesso de cada um dos especialistas:

Quem fez falta no duelo foi Klay Thompson, que parece sempre cansado dessa porra toda que é a vida. Ao ser perguntado sobre qual é sua história favorita sobre Michael Jordan –dono do Charlotte Hornets e anfitrião do evento– ele respondeu: “Space Jam“. Outra grande resposta ele deu sobre seu famoso cachorro, Rocco, ao ser perguntado se era ruim viajar e ficar longe dele: “Acho que ele entende que é preciso sair para ir trabalhar e pagar as contas”.

Depois de ficar com o vice da disputa de 3 pontos, Steph Curry sentou na beira da quadra para acompanhar as enterradas e usou uma estranha jaqueta colorida. Sei que a moda dos anos 1990 está de volta, mas achei estranho. Só depois que fui descobrir que era uma versão um pouco maior da mesma jaqueta que ele usou quando acompanhou, no colo do papai, o All-Star Game de 1992:

A melhor enterrada da noite veio de Hamidou Diallo, ilustre desconhecido do OKC Thunder, que pulou ninguém menos que Shaquille O’Neal. O pivô não parecia lá muito confiante de que tudo iria terminar bem…

Mas a surpresa da competição veio quando o rapper J.Cole, que serviu de assistente para uma enterrada de Dennis Smith Jr., levantou da cadeira, pegou a bola e por muito pouco não ganhou uma nota… 8?

E para o ano que vem, que ser humano corajoso vai ter as BOLAS para enfrentar Zion Williamson? O Greek Freak ameaçou ir e fez Donovan Mitchell dizer aquele clássico “se você for eu vou”:

Mas depois ele deu pra trás e disse que ia deixar Mitchell, Zach LaVine e Aaron Gordon e Diallo decidirem o real campeão:


DOMINGÃO DO LEBRÃO

Jogo já começou com emoção com Dirk Nowitzki e Dwyane Wade, os homenageados velhinhos da noite, falando sobre os grandes momentos que viveram no All-Star Game ao longo das carreiras. Desde o suor nervoso da primeira vez até os momentos inesquecíveis ao lado de Michael Jordan, Kobe Bryant e cia.:

Com a partida em andamento, Steph Curry resolveu levar o negócio a sério quando viu Klay Thompson entrando no time adversário. Mandou um “eu marco o Klay”, forçou um erro do adversário e saiu dando parabéns para si mesmo pela defesa:

A vitória moral não estava completa: ele ainda conseguiu cavar uma jogada de QUATRO PONTOS contra Klay, que finalmente descobriu o que o resto da NBA sente ao enfrentá-los…

A dupla do Golden State Warriors se provoca porque está tudo bem em casa, mas para os casais separados era momento de saudade. Dwyane Wade mandou uma ponte aérea para LeBron James para relembrar uma das melhores fotos da história da NBA:

Li por aí uma frase fofa dizendo que na primeira foto Wade não olha para trás porque sabe tudo o que eles têm pela frente; e que na segunda dá uma espiada para curtir a parceria pela última vez. FOFO, mas dá pra interpretar de outro jeito: Wade pode só saber que LeBron também está velho e não confia mais tanto assim que o lance vai dar certo.

Você é daqueles viciados em tênis de basquete e quer ver o que cada jogador usou de especial? O HoopsHype traz uma galeria legal com um festival de cores brilhantes.

O Team LeBron chegou a ficar bem atrás do Team Giannis, mas liderados por Kevin Durant e Damian Lillard, conseguiram a virada. A conta do Blazers no Twitter usou um arremesso de 3 da sua estrela durante a reviravolta para criar uma nova e ótima definição para Lillard: o jogador favorito do seu jogador favorito.

A partida enfim terminou com uma enterrada de costas de Steph Curry. Você pode ter ficado surpreso em casa, mas não se se tanto quando Giannis Antetokoumnpo:

Para ser sincero, o grego não deveria ter reagido assim. Curry já tinha dado um preview no aquecimento:

Com todos em quadra festejando o sucesso de mais um All-Star Weekend, Kawhi Leonard resolveu que era hora de colocar em prática tudo o que aprendeu no curso “Como Humanos Agem” que ele fez para passar despercebido entre nós. Está numa festa? Então dance:


SHOW DO INTERVALO

A pedido do rapper J.Cole, toda a galera em volta dele no show do intervalo era feita de fãs de verdade dele. Nada de claque! Só que para ter esse show de graça no currículo, a galera chegou a ficar CINCO HORAS de pé num outro prédio. Cole se sentiu mal que eles tenham ralado tanto por um show de só 10 minutos, então propôs uma solução: outro show, completo, de graça e exclusivo para quem foi lá vê-lo.

Só espero que ele também tenha feito esse show usando a jaqueta retrô do Hornets:


JOGADA BOLA PRESA DO ALL-STAR GAME

Alguém supera o humor de Nikola Jokic? Difícil bater o cara que é conhecido como The Joker:

Mas Steph Curry tentou. Ele foi desafiado pelo apresentador e humorista Jimmy Fallon a encaixar três frases estranhas e absurdas nas suas entrevistas, veja o seu desempenho:

Curioso que eu e o Danilo tínhamos um jogo parecido quando estávamos na escola. A gente se dava palavras estranhas (tipo “CANDELABRO”) e desafiávamos o outro para que encaixasse isso numa conversa do falecido ICQ. Bons tempos!


ALL-STAR WEEKEND PARALELO DA SEMANA

Enquanto a maioria dos jogadores viajaram para Charlotte para festejar, o ala Reggie Bullock foi para uma missão. Natural da Carolina do Norte, ele achou que essa era uma oportunidade muito boa para usar os holofotes que ele ganha como jogador da NBA para ajudar quem precisa. Em um raro período de folga, ele visitou o Time Out Youth Center, um centro que serve como porto seguro para jovens LGBTQ da região de Charlotte.

O jogador do LA Lakers se tornou um ativista da causa em 2014, quando sua irmã mais velha Mia, que ele ainda chamava de Kevin, morreu esfaqueada. Ele admite que não sabia muito do mundo LGBTQ quando Mia era viva, tanto que nunca a chamou pelo novo nome escolhido e nem nunca a recebeu para um jogo na sua carreira no basquete universitário. Ele tinha medo da reação dos amigos e ela não queria forçar a barra. A tragédia com a irmã trans o fez abrir os olhos: “ouvir as histórias deles me faz ver o que eles passam todos os dias. Estou tentando me educar todos os dias, como homem hétero, sobre como é essa comunidade que eu apoio e defendo”.


VIDA DE VIDEOGAME DA SEMANA

Se você se der ao trabalho de ir em um jogo do Atlanta Hawks nessa temporada, vai reparar uma coisa bem legal em um dos telões que mostram as estatísticas da partida. Quando um jogador acerta muitos arremessos seguidos, aparece uma animação com FOGO atrás de sua foto, exatamente como era no bom e velho NBA Jam do nosso fliperama dos anos 90. A chama só se apaga quando ele erra:

Considerando que no caso desse exemplo o jogador em questão era Vince Carter, não descartamos a chance de uma enterrada com piruetas, mortais e saltos de 8 metros de altura. Mais vídeo game que isso só a “camisa do futuro” que o comissário Adam Silver apresentou antes do All-Star Game:

PIOR VIDEO GAME DA SEMANA

Eu lembro quando o International Superstar Soccer do Nintendo 64 não tinha licença para usar nome dos jogadores de futebol e aí colocava o Lomalio na Seleção Brasileira. Eu preferia o mundo da fantasia com o Allejo mesmo, mas eventualmente eles acharam que alguma referência ao mundo real era necessária. Pois esse mundo do quase-real alcançou um novo ápice com o Basketball Manager 2019: o que aconteceu com a cara dos nossos jogadores?

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MOZÃO DA SEMANA

Na última semana tivemos o Valentine’s Day nos EUA, o equivalente deles ao nosso Dia dos Namorados, e um cara achou que seria uma ótima ideia pedir a namorada em casamento durante um jogo entre HAWKS E KNICKS!

Imagina contar isso para os netos no futuro, que vergonha! E para ficar no tema dos namorados, olha o maior ícone fashion do basquete no mundo aproveitando a data para dar show: Russell Westbrook chegou ao jogo contra o Portland Trail Blazers com uma CAIXA GIGANTE EM FORMATO DE CORAÇÃO. S2


CAUSO DA SEMANA

No podcast do ex-jogador Quentin Richardson, Jimmy Butler conta de quando ele era um mero coadjuvante no Chicago Bulls e finalmente começou a ter espaço no time após as lesões de Rip Hamilton, Luol Deng e Ronnie Brewer. Titular, ele jogou começou o jogo jogando como sempre jogava, o que era, nas suas palavras, era “tentando não fazer merda”. Então, num pedido de tempo, Hamilton puxa ele de lado e pergunta o que diabos ele está fazendo. Ao ouvir a resposta, retruca: “eu espero que você faça merda, aí você vai perceber que não tem mais ninguém no banco para entrar no seu lugar!”

E foi assim, por saber que não tinha mais nenhum reserva para substituí-lo, que Butler finalmente se soltou numa quadra de basquete:


MINIMALISTA DA SEMANA

Quem entra no vestiário do Denver Nuggets sem saber de nada e apenas olhar os tênis de cada jogador deve imaginar que Nikola Jokic é um novato que acabou de chegar e que Torrey Craig é a estrela do time que ganha 20 milhões de dólares e tem trocentos patrocinadores. Apenas comparem a coleção de tênis dos dois:

Seria Nikola Jokic o PEPE MUJICA dos jogadores de basquete? Ele também vai de fusca para as partidas? Que homem humilde!


FILHOTE DA SEMANA

Volta e maia comentamos, meio por cima, que não sabemos o que se passa na vida pessoal dos jogadores e como isso pode afetar seu desempenho em quadra. Mas às vezes eles resolvem nos contar. Nesta semana Joe Ingles fez um texto com sua mulher para contar a longa e difícil jornada de diagnóstico de autismo de um dos seus filhos, Jacob.

Ele fala desde a parte da suspeita, das conversas com amigos e pediatras até chegar no diagnóstico, nas sessões de terapia e de como tudo foi rápido.

Tínhamos centenas de perguntas. As perguntas levavam a mais perguntas. Nos foram dadas tabelas, sites para consultar, especialistas para ligar, livros para ler, opções de terapia para levar em consideração. O que devemos fazer primeiro? Como seria nossa lista de prioridades? O que faríamos de cara e o que iríamos esperar? O que é certo? O que é errado?

Os dias foram passando e a culpa cresceu. Tivemos Jacob e Milla muito cedo? Deveríamos ter feito uma dieta diferente na gravidez? Deveríamos seguir com nossas carreiras (em países diferentes)? Deveríamos ter dado outras coisas para as crianças comerem? Vacinas causaram isso?

Destaque para a parte dos países diferentes. Enquanto Joe Ingles é um jogador da NBA que vive em Salt Lake City e passa boa parte da temporada viajando, a mulher dele, Renae, é jogadora de Netball pelo Melbourne Vixens, da Austrália. A temporada do estranho (e divertido) esporte da Sra. Ingles vai de Abril a Setembro, o que quer dizer que durante o ano inteiro sempre um membro da família está em um canto do mundo tentando colocar uma bola numa cesta. Tudo isso aconteceu enquanto sempre um dos dois estava ocupado com trabalho e viagens. Ele também destaca como foi contar tudo para o pessoal do Utah Jazz:

Sentimos que era certo compartilhar a notícia com o técnico do Jazz, Quin Snyder. Não porque queríamos ou precisássemos de alguma coisa, mas porque estávamos cansados, muito cansados. Foi difícil aparecer nos primeiros dias. Quin foi incrível. Honestamente, não podemos agradecer ele o bastante por tudo o que ele fez nas últimas semanas. Ele foi firme nas suas posições de que há coisas mais importantes na vida do que jogar bola. Esse suporte e compreensão são muito importantes e me fez querer jogar ainda mais para ele.

Por fim, Ingles dá detalhes de como está sendo a terapia do filho, como estão tentando ajudá-lo com sua ansiedade social e de como uma intervenção precoce, logo nos primeiros anos de vida, é essencial para ajudar o desenvolvimento do pequeno. E diz que compartilhou a história para que pais de outros autistas saibam que não estão sozinhos e para que busquem as terapias de auxílio o mais cedo possível.


MACHUCADOS DA SEMANA

Nesta temporada tivemos, até a parada do All-Star Weekend, 3.500 jogos perdidos por lesão ou doença nesta temporada. Parece muito, mas são 200 jogos a menos do que na temporada passada na mesma altura do ano.

Para os que ficaram confusos com o número, uma explicação: quando três jogadores, por exemplo, perdem um mesmo jogo por estarem machucados, isso conta três partidas perdidas por lesão.

Os time que mais teve desfalques por lesão foi o Denver Nuggets, com 250. Logo depois aparecem Cavs, Nets, Sixers e Bulls. O time que menos perdeu jogos foi o Portland Trail Blazers, que lidera o grupo dos sortudos logo a frente de Hornets, Pacers, Kings e Suns.


ELOGIO DA SEMANA

Em entrevista dada ao Kevin Garnett, Dwyane Wade fala um pouco de sua rivalidade e amizade com Kobe Bryant. No momento mais legal, Wade conta de um ano em que Kobe ainda estava nos Playoffs, ele já tinha sido eliminado e o Black Mamba se deu ao trabalho de pegar o telefone, ligar para ele e PEDIR CONSELHOS. Se isso não é vencer na vida, não sei o que é:


CIUMEIRA DA SEMANA

No último jogo entre Philadelphia 76ers e New York Knicks, dois ex-companheiros de time se reencontraram após tantas mudanças de time: Boban Marjanovic e DeAndre Jordan estavam dando aquele abraço gostoso quando os ciumentos Jimmy Butler e Tobias Harris foram lá puxar o gigante. TODOS QUEREM BOBAN!


NÚMEROS E RECORDES DA SEMANA

Com os 14 pontos (!) marcados só na TERCEIRA PRORROGAÇÃO da partida contra o Cleveland Cavaliers, D’Angelo Russell se tornou apenas o SEXTO jogador da história a marcar tantos pontos num tempo extra. O recordista é Gilbert Arenas, com 16, o Earl Boykins marcou 15 no alto dos seus 1,65m de altura.

Sabe quando falamos que não importa o quanto o LeBron James ganhe de salário, é pouco? Aqui está um exemplo:

A audiência da NBA caiu 8% em relação ao ano passado. E a queda foi ainda maior nos jogos televisionados mais cedo, geralmente os que ocorrem no Leste. O provável motivo? Não tem mais LeBron James jogando pelo Cleveland Cavaliers. Os jogos que acontecem mais tarde e que nem sempre são acompanhados pela costa leste por motivos de MADRUGADA, por outro lado, tiveram alta de 4% na audiência. O time que mais atrai telespectadores é, claro, o Los Angeles Lakers.


FAMÍLIA NBA DA SEMANA

No All-Star Weekend vimos muito da família Curry, criada em Charlotte. Lá estavam Dell Curry, que fez carreira no Hornets, e seus filhos Steph e Seth. Os dois são parte do grupo de VINTE E SETE jogadores da liga que tiveram pais que jogaram na NBA, como mostra o Tom Haberstroh na NBC.

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Como o gráfico deixa claro, vivemos o AUGE do nepotismo-meritocrático na liga. E a lista ainda não inclui um bom número de filhos de atletas bem sucedidos mas que não foram da NBA. A mãe de JaValle McGee jogou na WNBA, o pai de Jarrett Allen chegou a ser draftado. E os pais de Kyrie Irving, Dirk Nowitzki, Lauri Markkanen, Ben Simmons e Luka Doncic jogaram profissionalmente fora dos EUA. A mãe de Boris Diaw está no Hall da Fama do Basquete da França. Há também o caso das famílias formadas em outros esportes: o pai de Kevin Knox jogou na NFL!

E tem mais vindo: os filhos de Manute Bol, Scottie Pippen, Dennis Rodman, LeBron James, Dwyane Wade, Kenyon Martin e Greg Anthony são todos muito bem cotados nas listas de melhores dos EUA em cada idade.

Segundo os entrevistados para a matéria, dois fatores são decisivos para esse aumento: genética e dinheiro. A genética faz a primeira parte, que é dar para os meninos o corpo que a NBA exige. O dinheiro, que começou a jorrar mesmo lá pelos anos 1990, deu aos pais as condições de dar aos pequenos melhor qualidade de vida, treinos, técnicos, ginásios em casa e, claro, mentores. Saca só o Zhaire Wade, filho do Dwyane, recebendo uma aula particular do Prof. Harden:


EXPERIÊNCIA DE QUASE MORTE DA SEMANA

A atriz Regina King é uma das indicadas ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar 2019. Provavelmente ela já tem um vestido maravilhoso separado para o evento e torce para subir no palco linda e bela para receber a estatueta. Tudo isso só sera possível, porém, porque a capacidade atlética de Joel Embiid e os deuses do basquete a salvaram DA MORTE. Confira comigo no replay:

Esse ângulo mostra como o tênis de Embiid até fez algumas tranças do cabelo dela balançarem:

Depois desse lance, o Mike Sielski, um colunista do jornal Philadelphia Inquirer, fez um texto dizendo que Embiid deveria jogar com mais inteligência e não deveria arriscar sua saúde em lances assim. Até acho que ele tem alguma razão, mas o mais divertido é clicar no tweet em que ele anuncia a coluna e ver todo mundo REVOLTADO e pedindo para ele apagar:


DICAS DE LEITURA


VÓ USANDO REDE SOCIAL DA SEMANA

Após Zion Williamson machucar o joelho devido a um TÊNIS QUE EXPLODIU, o ex-jogador Carlos Boozer quis mandar um pedido de melhoras para o menino pelo Twitter. Mas é claro que ao invés de marcar o jogador, mandou uma mensagem para o Parque Nacional Zion, em Utah:


GRÁFICOS IRADOS DA SEMANA

No Nylon Calculus, o Todd Whitehead fez não só um ótimo estudo sobre passes na NBA como também uma ótima introdução sobre o tema. Segue:

Tem um cara onde eu jogo chamado Dave. Ele é um pouco acima da média no físico, sim, mas ele não consegue enterrar. Não é super rápido. Ele é mais ou menos um cara normal. Exceto por uma coisa: ele tem esse estranho hábito de sempre interceptar passes. Ou, para ser mais específico, ele sempre intercepta os MEUS passes. Dar um passe de um lado para o outro da quadra? Não, Dave estava esperando lá o tempo todo. Tocar da cabeça do garrafão para alguém sob a cesta. Não, Dave estava preparado para isso também. Começar uma posse de bola com um passe preguiçoso para o lado? Droga, Dave entrou no meio e está fazendo uma bandeja. Porra, Dave!

Você provavelmente conhece um Dave. Todo lugar tem um. Na NBA também, claro, como Andre Iguodala, Robert Covington, Thad Young ou Ricky Rubio, todos são Daves. Mas poderia eu me tornar um Dave? Você poderia? Poderia um cara da NBA, com estudo e treino, virar um Dave? Eu acho que sim.

Tudo isso para mostrar um divertido e informativo compilado de gráficos e números sobre como Giannis Antetokoumnpo, Steph Curry, James Harden e Nikola Jokic fazem seus passes. Afinal, de onde saem suas assistências? De onde saem seus passes para arremessos na zona morta? Onde eles estão quando acham aquele cara livre para uma enterrada? Vale ver o material completo.

Veja o exemplo dos passes para a zona morta do lado direito:

Passes

As bolinhas mostram onde o jogador RECEBEU o passe, a linha começa onde o passe saiu. É interessante ver que James Harden costuma achar companheiros livres do lado direito da quadra quando infiltra pelo lado ESQUERDO, dando passes bem longos. Já Giannis dá passes curtos, geralmente depois de infiltrar e achar o meio do garrafão. Steph Curry é outra coisa, geralmente passando da linha dos 3 diagonal para outro companheiro na zona morta.

Ele analisa também a distância e direção dos passes, e nota que Harden quase nunca passa para quem está a sua esquerda, enquanto Jokic prefere passes curtos (geralmente handoffs) e ninguém passa mais a bola para trás que Giannis, o que reflete a estratégia do Milwaukee Bucks de deixar o grego infiltrar enquanto Brook Lopez e qualquer outro arremessador chegam “atrasados” para aproveitar que toda a defesa foi levada pelo companheiro:

Passes2Não que esses caras de repente se tornam previsíveis com um estudo desses, mas é uma boa maneira, especialmente em uma série de Playoff, de montar uma defesa que tente ao máximo forçar esses passadores espetaculares a tentar coisas que estão menos acostumados a fazer. Informação nunca é demais.


MASCOTES POWER RANKINGS

Os 10 pontos dessa semana vão para Rumble, o BISÃO do OKC Thunder que saiu do All-Star Weekend como o melhor papagaio de pirata da NBA. Ele tirou boas fotos com seu parça Hamidou Diallo, campeão do torneio de enterradas, tirou uma no banco de reservas do Team Giannis e ainda uma com Michael Buffer, o cara que fez sucesso gritando “Let’s get ready to ruuuumble”. Segundo o mascote, “ele não parava de falar Rumble, então tive que tirar uma foto”:

Os 5 pontos vão para todos os mascotes que foram convidados para o All-Star Weekend: Benny, Jazz Bear, Pierre, Clutch, Slamson, Harry e, claro, o anfitrião Hugo. Essa segunda foto não é a imagem MAIS FOFA que vocês já viram na vida?

RANKING

Bango – 45
Coyote, Benny e Franklin – 30
Grizz e Rumble – 25
Raptor – 20
Crunch, Hugo, Jazz Bear, Clutch e Rumble – 15
G-Wiz, Harry e Stuff – 10
Champ, Slamson, Gorilla, Chuck, Pierre, Moondog e Rocky – 5

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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