🔒Filtro Bola Presa – A Quarentena

No começo de Março o nosso mundo mudou. O até então distante coronavírus chegou de vez no Brasil e nos EUA, levando no embalo nossa vida cotidiana como a conhecíamos e a NBA numa mesma tacada. Nessas VINTE SEMANAS sobrevivemos na base de lives, conversas via Zoom, maratonas de séries, hobbies redescobertos, trabalho remoto, pães caseiros, documentário sobre Michael Jordan, revoltas sociais, gritos na janela e muitas reprises. A liga e seus jogadores fizeram parte disso tudo e o Filtro Bola Presa está aqui para eternizar tudo o de banal e cotidiano que marcou a quarentena que paralisou a NBA em 2020.


VIAGEM AOS ANOS 1990 DA QUARENTENA

Com o sucesso da série The Last Dance, que em dez episódios contou toda a carreira de Michael Jordan e sua turma ao mesmo tempo em que revelava imagens inéditas da sua última temporada no Chicago Bulls em 1998, o mundo se transportou aos anos 1990. Embalados pela nostalgia dos jogos, da trilha sonora e da memória afetiva, voltamos a discutir tudo o que foi dito e jogado naquela época. No meio da escavação até encontraram o apresentador Ernie Johnson e um jovem Chris Webber explicando o que era uma das novidades daquela época, A INTERNET:

Um dos vilões de The Last Dance é Bill Laimbeer, face mais cruel e violenta da versão Bad Boys do Detroit Pistons bicampeão de 1989 e 1990. Autor de algumas das faltas mais feias que já vimos na NBA, o pivô é hoje técnico do Las Vegas Aces na WNBA. O time resolveu aproveitar o embalo da nostalgia para mostrar para suas jogadoras como o hoje tranquilo treinador era antigamente:

Um dos momentos de maior nostalgia da quarentena foi o reencontro (virtual) de boa parte da geração que conquistou aquela década. Em uma mesma chamada tínhamos Charles Barkley, Dominique Wilkins, Karl Malone, David Robinson, Gary Payton, Reggie Miller e mais uma porrada de gente sensacional. O melhor momento foi quando perguntaram que jogador da atualidade mais lembrava o estilo deles e John Stockton respondeu “Giannis”:

Respostas secas, bom humor misturado com grosseria, muitos amigos na NBA e mais de 20 anos treinando o mesmo time. Gregg Popovich? Não, estamos falando de Jerry Sloan, o Original Bull e que acabou fazendo ainda mais fama como técnico de um Utah Jazz que, ironia do destino, só não foi campeão justamente por causa do Chicago Bulls que o revelou. Depois de anos doente, o treinador morreu durante a quarentena e ganhou homenagem do time de Salt Lake City:

O caso mais bizarro da volta aos anos 1990 veio pelas mãos de Anthony Puccio, jornalista que cobre o Brooklyn Nets. Ele decidiu rever o Jogo 1 da série entre New Jersey Nets e Chicago Bulls pelos Playoffs de 1998, aquela partida que ganhou bastante atenção no documentário The Last Dance ao mostrar um Bulls desatento e pouco focado que só ganhou do OITAVO colocado do Leste na prorrogação. Só que ao ver o fim da partida de novo, Puccio percebeu que houve um ERRO na marcação do placar:

Com o placar em 86 a 84 para o Bulls, Kendall Gill bate um lance-livre, erra e Jayson Williams marca uma cesta de tapinha no rebote ofensivo. Deveria ser o empate, mas apenas um ponto é creditado. Na ficha oficial do jogo vemos a marcação de que Gill teria acertado os dois lances-livres:

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Não que isso necessariamente mudaria o vencedor do jogo e muito menos da série, mas é bizarro perceber que passou batido por mesa, juízes, jogadores e especialmente técnicos e seus assistentes no fim de um jogo de Playoff.

PICUINHA GERADA PELA NOSTALGIA DA QUARENTENA

Sem qualquer capacidade de mudar sua maneira de pensar, Michael Jordan disse que poderia vencer qualquer jogador do seu Charlotte Hornets ainda hoje aos 57 anos de idade mas que não o faria para “não arrasar com a confiança deles”. Só que o Miles Bridges não gostou e chamou pro jogo. Eu queria assistir!

Pode parecer bobo (É BOBO) mas o vídeo abaixo é a síntese completa do que vivemos entre Abril e Maio de 2020: muito tempo livre, tédio absurdo de ficar em casa e NOSTALGIA. O cara usou bolinhas e PANELAS para recriar a batida da música Roundball Rock, que fez história como tema das transmissões da NBA na NBC nos anos 1990:

DICAS DE LEITURA DOS ANOS 1990


GAMERS DA QUARENTENA

Meninos jovens que são, os jogadores da NBA gastaram tempo até demais nos videogames nesse tempo livre. Mas como diria Chico Barney, por mim tudo bem. O preocupante é o que a gente deve fazer quando aqueles que gostamos de assistir estão fazendo algo que não necessariamente gostamos de ver. Vamos ver Josh Hart jogar Fortnite mesmo? A maioria escolheu ignorar, mas nem todos. Aqui vemos um viciado em análise tática fazendo um BREAKDOWN de Paul George em Call of Duty:

Não foi videogame, mas teve análise também do famoso jogo de BASQUETE DE FREIRAS em distanciamento social, tudo no estilo de Marv Albert, Charles Barkley e a melhor imitação de Shaquille O’Neal que você vai ouvir hoje:

As pessoas estavam tão SEDENTAS por basquete que rolou até boxscore, estatísticas e SCOUT das freiras:

A NBA resolveu embarcar na ideia e criou um campeonato de NBA 2K entre alguns jogadores. Foi meio constrangedor de assistir e bem pouco divertido, mas rendeu alguns clipes engraçados como esse do Patrick Beverley mostrando que pode ser tão chato (e INTENSO) no videogame como é na quadra:

A bizarrice desse campeonato é não só existir, mas PASSAR AO VIVO NA TV. Isso até rendeu um momento “o que diabos está acontecendo na minha vida” para o CJ McCollum. E é verdade, nem os vídeos de melhores momentos impedem bocejos.

A opção de jogo de Alex Caruso foi nosso bom e velho FIFINHA. Ele jogou com o Manchester City, marcou gol e comemorou com o “Alô mamãe” do “Gaby Jesus”:

Não foram só os jogadores que apelaram para o mundo virtual para ter o que fazer. O Phoenix Suns resolveu continuar sua temporada 2019-20 simulando as partidas restantes no NBA 2k20 e transmitindo as partidas ao vivo via Twitch. O que Suns não contava era com o REALISMO do jogo… logo de cara eles tomaram uma derrota de 150 (!!!) a 136 para o Dallas Mavericks com direito a 50 pontos de Luka Doncic:


ESTATÍSTICAS DA QUARENTENA

Os meses sem basquete possibilitaram que muitos nerds desocupados nos divertissem com análises que normalmente eles não fariam porque, afinal, estariam analisando os Playoffs. Mas tudo bem, nada como transformar o tempo livre em algo produtivo nos momentos em que não se está chorando na cama. Essa foi uma boa hora, por exemplo, para COMEÇAR DO COMEÇO. O Justin Jacobs mostrou um modelo de organização das posses de bola de um jogo da NBA e mostrando todas as maneiras que ela pode acabar. Didático:

Mas quer prova maior do quanto tempo livre as pessoas tinham? Um cara desafiou a ESPN Stats & Info a descobrir qual foi o plus/minus de LeBron James na sétima vez da temporada 2008-09 em que um companheiro de time estava machucado e a temperatura era maior que 12 graus. A resposta? LeBron teve plus/minus de -6 em uma derrota para o Miami Heat a quentes 27 graus na Flórida.

Essa aqui eu adiantei no podcast de Preview/Review sobre o Boston Celtics: 93,4% dos pontos do time na temporada vieram de jogadores com 2,03m ou menos, maior marca de qualquer time na NBA desde os 94,8% do Golden State Warriors em 1989-90. O time até joga com pivô, mas ele não tá lá pra pegar na bola:

O FiveThirtyEight nos mostrou como Khris Middleton é o “melhor do pior arremesso”. A análise mostra que com a permissão do técnico Mike Budenholzer, Middleton passou a arremessar menos de 3 pontos e mais de meia distância, indo contra o que o próprio treinador levou ao time em 2018. Se ano passado 22% dos arremessos de Middleton era de meia distância, agora são 34%! E ele respondeu com o melhor aproveitamento de arremessos da SUA VIDA, finalmente passando bem a frente da média geral da liga, que era onde ele normalmente caminhava:

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O Mike Beuoy juntou dados das últimas VINTE E CINCO temporadas para descobrir que jogadores mais tentaram e quais mais acertaram arremessos em momentos decisivos das partidas. Descobrimos que Michael Jordan era o mais CONTROLADOR de todos, arremessando mais de 50% dos arremessos do seu time em situações decisivas, ele é seguido de perto por Kobe Bryant, LeBron James e Kevin Durant, todos com aproveitamento bem semelhante:

Eu gostei dessa lista trazida pelo Krishna Narsu, um bom jeito de valorizar quem mais se ferra na NBA: ele pegou os dados de matchup da NBA para descobrir que jogadores passam maior porcentagem de seu tempo de quadra marcando All-Stars. O campeão é o pobre Torrey Craig, do Denver Nuggets, que fica 29,6% dos seu minutos defendendo os melhores jogadores do planeta. Logo depois vem Ben Simmons, Dorian Finney-Smith, Royce O’Neale e Luguentz Dort, NOVATO do OKC Thunder que já chegou na liga sendo jogado na fogueira:

DICAS DE LEITURA SOBRE ESTATÍSTICAS


ATIVIDADES EXTRACURRICULARES DA QUARENTENA

A gente adora quando jogadores da NBA mostram outros talentos, seja Victor Oladipo cantando, JJ Redick comandando podcasts ou Serge Ibaka demonstrando seus dotes culinários. Poréeeem… nem todo mundo é bom no hobby, né Giannis?

Será que seu talento musical está no nível do RAP do Aaron Gordon? Bom, o Greek Freak também usou o tempo livre para jogar XADREZ com sua mulher, a ex-jogadora de vôlei Mariah Danae Riddlesprigger, enquanto o bebê do casal dormia. Só que ele logo tomou um BULLYING-IRÔNICO de ninguém menos que Magnus Carlsen, o maior jogador de xadrez da atualidade e que se provou bem entendido no submundo das fofocas da NBA. O norueguês citou a provocação tola de James Harden e disse que “xadrez é difícil, precisa de habilidade, não dá só pra ter 2,13m de altura e enterrar na cabeça de todo mundo”:

A namorada de Giannis seguiu nas notícias ao revelar, em uma live, que era torcedora do Los Angeles Lakers quando era mais nova. CLIMÃO:

Já a opção de Domantas Sabonis veio em algo menos MILENAR que o xadrez: o TikTok…

Mas se você achou Giannis com violão estranho, de alguma forma isso aqui abaixo foi cem vezes pior. O nosso brazuca Nenê resolveu usar o tempo livre para fazer… vídeos pornô? Mas só a parte chata do pornô, com a mesma qualidade de atuação que vemos internet afora:

Pelo menos o Nenê soube quando parar. Melhor que o Jamal Murray, que acidentalmente postou no Instagram um vídeo da sua namorada fazendo sexo oral nele e depois teve que fazer o tradicional post de desculpas culpando um suposto hacker. O jogador e a namorada chegaram até a deletar suas contas no Instagram, mas eventualmente voltaram. Dias depois disso a NBA, EM SUA CONTA OFICIAL, organizou uma conversa ao vivo entre os companheiros Damian Lillard e CJ McCollum. Sem qualquer noção do que é apropriado, McCollum leu e comentou em voz alta um comentário que dizia que sua barba parecia com os PÊLOS PUBIANOS de Murray no vídeo…

Das coisas que jamais achei que iria gostar: ouvir jogadores mega confiantes comentando seus próprios melhores momentos dos tempos de faculdade. Quem me fez pensar nisso foi Devonte’ Graham, do Charlotte Hornets, que usou a quarentena para uma masturbação intelectual da sua própria grandeza nos tempos de Kansas:

A autoconfiança do menino fica clara também no PACOTE DE GULOSEIMAS que ele e sua equipe mandaram para alguns jornalistas em campanha para mais votos no prêmio de Jogador que Mais Evoluiu. Gostei das estatísticas na caixa de cereal:


ROLÊ ALEATÓRIO DA QUARENTENA

A cidade de Los Angeles é conhecida antes de qualquer coisa por Hollywood, pela vida agitada e, claro, pelo trânsito infernal. Então qual é a chance que dois jogadores da NBA se envolvam em um acidente de carro? Ainda mais dois que já jogaram juntos e que fazem parte da lista de atletas FOLCLÓRICOS deste século? Pois Nick Young quase matou (palavras dele) JaVale McGee em um acidente de trânsito:

Só vamos olhar para os céus e agradecer que nenhum dos dois encontrou LeBron James, Anthony Davis e JR Smith  de bicicleta pelas ruas de LA. Uma curva desastrada de Nick Young e adeus temporada do Lakers!

O público da NBA conhece Carlos Arroyo como um bom reserva que teve seus momentos no Utah Jazz e no Miami Heat de LeBron James e Dwyane Wade. O público FIBA conhece Arroyo como um agressivo e dinâmico armador que botava fogo em toda partida de Porto Rico, especialmente na histórica vitória sobre os EUA na Olimpíada de 2004. Só que nenhum dos dois públicos conhece o Arroyo ESTRELA DO REGGAETON!

O Bleacher Report conta como Arroyo bem aos poucos investiu no hobby da música depois que se aposentou em 2016 e como isso acabou virando um novo trabalho e, depois, um sucesso nas paradas latinas.

Vários times na Europa resolveram colocar TORCEDORES DE PAPELÃO nas suas arquibancadas para não jogar com estádio totalmente vazio e lembrar os jogadores de que existem fãs torcendo por eles mundo afora. E no estádio do Northampton Town, time de QUARTA DIVISÃO da Inglaterra, foi colocada uma foto gigante de Shaquille O’Neal usando cachecol do time:

E nem é montagem! Shaq é um torcedor do time há anos e já gravou até mensagens de apoio ao elenco. Tudo isso porque ele e o dono do time, Kelvin Thomas, são parceiros e donos de uma emissora de rádio nos Estados Unidos.

E vocês sabiam que George McGinnis, membro do Hall da Fama, MVP da temporada 1974-75, duas vezes campeão da ABA e dono de um arremessos bem peculiar era também um COLECIONADOR DE RELÓGIOS DE PAREDE ANTIGOS? Vivendo e aprendendo:

Pra terminar as aleatoriedades, vamos todos nos juntar a Boban Marjanovic e desejar FELIZ ANIVERSÁRIO ao Joãozinho:


TRAGÉDIA DA QUARENTENA

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O caso mais triste da quarentena da NBA aconteceu com Karl-Anthony Towns, que perdeu a mãe para a doença. O pai do pivô do Minnesota Timberwolves também foi contaminado pela Covid-19, mas conseguiu se recuperar. Antes da morte dela ele chegou a publicar um vídeo avisando que a mãe estava em coma e pedindo para que todos tomassem as precauções necessárias para conter a doença:

A mãe de Towns era bastante presente na sua vida e no mundo do basquete e da NBA. Ela e Karl Sr. estavam sempre nas arquibancadas assistindo o filho jogar. Lembra aquela briga do Towns com o Joel Embiid no começo da temporada? Ela tava lá na Philadelphia vendo o jogo e ficou ENLOUQUECIDA na arquibancada gritando para o pivô do Sixers enquanto ele ia embora para o vestiário. Umas das cenas da temporada:

Foi simpático da parte do próprio Embiid, que tem rivalidade de longa data com Towns, de postar mensagem de força no Twitter.


TREINOSDA QUARENTENA

Nem todo mundo na NBA mora em mansão ou tem grande quintal. Veja o caso de Serge Ibaka, que precisou manter a forma correndo pelos corredores de sua casa. Como bem observou Isaiah Thomas, ele teria que correr MIL VEZES esse percurso para fazer alguma diferença, já que com quatro passos fazia ida e volta….


DICAS DE LEITURA DA QUARENTENA


CONSTRANGIMENTO POLÍTICO DA QUARENTENA

Dono do Houston Rockets, Tillman Fertita participou de uma reunião de empresários com presidente Donald Trump para discutir a reabertura do país no meio da pandemia da Covid-19. Trump perguntou a Fertita sobre os “seus jogadores que ganham 20 milhões de dólares” e se o cara que falou sobre Hong Kong ainda trabalha lá: “Ele deve ser muito bom então”, afirmou.


LUTAS SOCIAIS DA QUARENTENA

O primeiro grande movimento social da quarentena foi o dos jogadores tirando dinheiro do próprio bolso e pressionando seus times a ajudarem os funcionários dos ginásios onde eles atuam. A maioria das pessoas lá são contratadas por evento e pagas por hora, então com a suspensão da temporada eles ficariam meses e mais meses sem receber nada. Logo de cara o Dallas Mavericks anunciou que iria continuar pagando todos normalmente, dias depois Kevin Love disse que ia tirar 100 mil dólares para esses funcionários, o que pressionou o time a montar um fundo de ajuda. Eventualmente todos os times da liga apresentaram algum plano de ajuda para não deixar os trabalhadores na mão.

A pressão serviu também dentro das organizações: com encheção de saco da torcida e até de Joel Embiid, o Philadelphia 76ers cancelou a anunciada redução de salários de seus funcionários.

A atuação em prol dos funcionários foi legal, mas a coisa pegou pra valer mesmo meses depois quando George Floyd, um homem negro, desarmado e já rendido, foi morto asfixiado por quatro policiais em Minneapolis. O assassinato gerou revolta na comunidade negra, protestos foram marcados em diversas cidades e logo o assunto tomou proporções raramente vistas na história americana. A NBA estava no meio, começando por Stephen Jackson, ex-jogador que era amigo de Floyd desde a adolescência e que se tornou porta-voz do movimento ao lado de Karl-Anthony Towns, Josh Okogie e outros jogadores do Minnesota Timberwolves, time da cidade onde ocorreu a tragédia:

Entre os jogadores que tomaram as ruas em papel de liderança, muitas vezes falando para a multidão, estavam Malcom Brogdon, Jaylen Brown (que chegou a dirigir QUINZE HORAS para um protesto que ele ajudou a organizar), Russell Westbrook, DeMar DeRozan, Tobias Harris, Stephen Curry, Klay Thompson, o novato Juan Toscano-Anderson, Damian Lillard, Trae Young e muitos outros:

Mas nem todo mundo entrou na onda. Já conhecido por ser simpatizante MAGA (“Make America Great Again”), o jovem Michael Porter Jr. do Denver Nuggets tentou relativizar a situação e pediu para que orasse não só por George Floyd e sua família, mas também pela família dos policiais envolvidos. O veterano Lou Williams retuitou a mensagem com uma resposta: “não”.

Mas não sei se tem solução. Semanas depois Porter Jr. disse que acha que esse papo de coronavírus está sendo exagerado e usado “para empurrar uma agenda maior” para o controle da população. Ele também disse que nunca foi vacinado. Combo completo.

O jovem ala não foi o único atacado por não embarcar no Black Lives Matter. O mesmo aconteceu com Grant Napear, narrador oficial dos jogos do Sacramento Kings desde o ano 2000 e que foi demitido ao minimizar o movimento e dizer que “todas as vidas importam”. O mais legal é o motivo pelo qual ele soltou a frase: Napear foi desafiado por DeMarcus Cousins! O ex-jogador do Kings, que tinha muuuuita birra com o narrador por ser constantemente criticado nas transmissões, tacou a isca com um tuíte perguntando o que ele achava do Black Lives Matter e o cara caiu como um patinho…

Se você não associou o nome à pessoa, Napear é o cara que em toda grande jogada do Kings nos últimos 20 anos aparece gritando “If you don’t like that, you don’t like NBA basketball”.

Mobilizar multidões e protestar já não é fácil, mas mudar uma sociedade é mais complicado ainda. Para muitos a mudança só pode vir através do voto e de um maior engajamento das minorias nas eleições: nos EUA muitos negros e latinos não votam por falta de envolvimento político, por não se sentirem representados pelos candidatos e até por impedimentos físicos, como poucos pontos de voto em seus bairros e filas quilométricas. Nesse cenário que LeBron James e seu amigo/empresário Maverick Carter criaram a organização More Than a Vote que, segundo eles, servirá não só para incentivar o registro e os votos dos negros como para pressionar políticos depois de eleitos e até para ajudar atletas a falarem diretamente com suas comunidades.

Alguns times da NBA também embarcaram na missão dos votos e vários declararam que irão suas arenas, agora vazias, como locais de votação na eleição deste ano. Detroit Pistons, Atlanta Hawks e Milwaukee Bucks, todos sediados em estados indefinidos na disputa entre Donald Trump e Joe Biden, já anunciaram que irão ceder suas arenas como pontos de voto:


FOTO DA QUARENTENA

O LA Clippers criou uma seção chamada “Behind the JPG” onde fotógrafos explicam a história por trás de grandes fotos da NBA. Nenhuma edição chamou mais a atenção do que essa onde Charlie Widdoes fala sobre quando capturou Lou Williams com gelo no joelho após marcar 36 pontos e 11 assistências nos Playoffs enquanto comia nachos e mexia no celular:

E é ou não assustadora a semelhança entre essa pequena antiga obra de arte e o arremesso de Michael Kidd-Gilchrist? Eram os deuses astronautas? Estou fascinado:

Lembram de quando Trae Young tentou dar uma caneta em Trevor Ariza e tomou um SAFANÃO do veterano? Rendeu uma foto resgatada pela Haley O’Shaughnessy no Twitter que realmente parece que magia de desenho de ação:

Ela também lembrou dessa foto do Zion Williamson voando enquanto pessoas tiram fotos com seus telefones. Normal:

E se você se empolgou com as fotos, veja essa compilação da Mina Kimes de pessoas normais perto de outras grandes demais.


BOAS AÇÕES DA QUARENTENA

Lembram da menina que foi flagrada CHORANDO copiosamente no ginásio do Sacramento Kings quando descobriu que o jogo da NBA que ela ia assistir com a família tinha acabado de ser cancelado por causa de uma pandemia? O time, com a ajuda do Harry Giles, mandou um vídeo para ela e para o irmão para dar um alô, pedir desculpas e convidá-los para assistir um jogo assim que as coisas voltarem ao normal:

Uma das histórias mais legais da quarentena é a de Tara Rappleyea, cheerleader do New York Knicks desde 2016 que também é enfermeira e trabalhou intensamente na linha de frente contra a Covid-19 em Nova York foi uma das cidades mais atingidas pela doença no mundo. Ela conta que sempre precisou ralar na jornada dupla para dar conta dos dois trabalhos e no maior estilo jogador “calando os críticos”, disse que muita gente achou que ela não daria conta. Pois deu. Não largou nenhuma função, ajudou a salvar vidas e vai  dançar de novo no Madison Square Garden quando tudo voltar a ser como era antes:

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MOMENTOS ENLOUQUECEDORES DA QUARENTENA

Vocês também tiveram aqueles momentos na quarentena em que pensaram que AGORA A COISA FOI LONGE DEMAIS? Talvez tenha sido quando você começou a assistir vídeos de receitas sem parar, quando percebeu que tinha limpado a casa seis vezes na semana ou quando resolveu editar (ou assistir) um vídeo de melhores momentos de LOU AMUNDSON


PRODUÇÃO DE CONTEÚDO DA QUARENTENA

Não quero dizer que a vida da galera da SOCIAL MEDIA é exatamente difícil, que se sacrificam como outros profissionais e nem que sou um grande entusiasta do trabalho, mas temos que admitir que produzir conteúdo para redes sociais nessa quarentena onde NADA acontecia foi um desafio e tanto. Um das brincadeiras esses profssionais na NBA arranjaram foi a de criar fundos de tela personalizados para os seguidores, bastava mandar seu nome, cor e o número de preferência e eles criavam um template que imita a camisa do time em questão. Várias franquias fizeram isso, entre elas o Houston Rockets:

Só que alguém lá faltou na aula de História e não percebeu que foi trollado por um NAZISTA. Enfiaram o nome “Adolf” em uma camisa 88, número associado ao nazismo por H ser a oitava letra do alfabeto: HH = Heil Hitler. Tiveram que apagar, mas o print ficou para a história.

A própria NBA também ralou para deixar suas contas nas redes sociais sempre com alguma coisa nova. Em meados de abril chegaram ao ponto de deixar Myles Turner conduzir uma sessão de YOGA. E nada contra yoga, tenho até amigos que são…

O LeagueFits, página que compila fotos dos LOOKS dos jogadores, também ficou sem ter o que fazer com os modelos parados em casa, mas acharam uma elegante saída. Desafiou os seguidores a imitar o visual de jogadores famosos por suas roupas, digamos, diferentes. Abaixo, por exemplo, vemos pessoas inspiradas pelo estilo único de Kyle Kuzma:

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big kuz energy. ⚡️

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LIVES DA QUARENTENA

O New York Times acalentou meu coração com uma matéria que explica as razões pelas quais chamadas de vídeo são tão desconfortáveis e nos fazem sentir ainda mais isolados e até desconectados, diferente de uma ligação telefônica, por exemplo. Foi um alívio para perceber que não estava sozinho e que existem razões por trás disso, não sou apenas antiquado. Dito isso, desafio um fã da NBA que não abriria mão de tudo para fazer parte desse CALL aqui com Tiago Splitter, Manu Ginóbili, Patty Mills e Boris Diaw:

E se fazer chamadas de vídeo nem sempre é legal, assistir a dos outros pode ser. Nessa abaixo Carmelo Anthony conta para Dwyane Wade sobre a vez em que estava nadando no mar, quase se AFOGOU e foi salvo por LeBron James “como se ele fosse MacGyver” nas Bahamas. Será que isso explica por que Carmelo é o único membro do Clube do Banana Boat que não está na clássica foto?

Teve papo também entre Chris Paul e Steph Curry. Os dois conversaram sobre o famoso drible de Curry que deixou o adversário no chão e Paul disse que é o que ele sempre diz em seus camps: “se você defende por tempo o bastante, eventualmente isso acontece com você”. E Curry respondeu “É verdade, e olha que eu nem defendo metade do tempo”:

Em uma entrevista via Zoom já de dentro da Bolha da NBA, o técnico Frank Vogel conquistou o prêmio TIOZÃO DO ANO ao fingir para os repórteres, da maneira menos engraçada possível (e talvez por isso mesmo engraçada depois que você pensa bem), que o som da chamada não estava funcionando. Na verdade era só ele mexendo a boca sem emitir sons. #Humor


AULA ONLINE DA QUARENTENA

No Filtro não tem Momento Alura, mas tem educação. Muita gente usou o tempo livre para ensinar ou aprender, como o técnico Chris Dorsey que fez esse excelente vídeo ensinando algumas das variações da “Jungle Action” que o Denver Nuggets usa com Nikola Jokic distribuindo passes da cabeça do garrafão ou da linha dos 3 pontos. Uma delícia de assistir:

Já o Half-Court Hoops separou um lance que praticamente TODOS os times da NBA usam para conseguir um arremesso de 3 pontos. Ou, no caso do NY Knicks, um arremesso de meia distância. Claro que esse lance não é tão complexo assim, mas mostra como a NBA é uma liga de imitação e que quando coisas começam a dar certo para alguém, logo todo mundo usa:


ENVIADO DOS DEUSES DA QUARENTENA

A gente já conhece o discurso quase messiânico de Kyrie Irving, o que a gente não conhecia era que agora ele já começa a OPERAR MILAGRES. Ou quase isso. Segundo a Roc Nation Sports, a agência de Jay-Z para atletas, um incêndio na casa de um torcedor do Brooklyn Nets destruiu quase tudo na sua casa, sobrou apenas uma camisa de Kyrie Irving. O jogador autografou a peça com os dizeres “Com paz e amor, todos podemos nos curar dos eventos inesperados da vida”. Amém!

Mas não só de messianismo vive Kyrie. Ele, por exemplo, começou por conta própria um fundo de 1,5 milhão de dólares para ajudar as jogadoras da WNBA que decidiram não participar da Bolha, seja por motivos pessoais ou de saúde. Antes disso ele já tinha doado dinheiro para pessoas precisando de comida durante a pandemia, doou para bancos de comida e pagou por 50 mil máscaras:


HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO DA QUARENTENA

O cabelo de Lonnie Walker era uma das coisas mais bizarras e divertidas da NBA, especialmente pela sua icônica foto de boné ao ser draftado. O que a gente não sabia era a história por trás daquilo: o armador do San Antonio Spurs se livrou do penteado nessa quarentena e ao revelar o novo visual contou dos abusos sexuais que sofreu quando criança e de como usava seu penteado como uma “máscara para esconder sua insegurança” e medos. Nunca é fácil se abrir assim nem trazer à tona traumas do passado, fazer isso em público é mais complicado ainda. Parabéns a Lonnie Walker e que o corte seja mesmo um sinal de que está tratando e lidando melhor com seus problemas:


RETORNO DA BOLHA DA QUARENTENA

Com o anúncio do retorno da NBA em uma Bolha em Orlando (2020 é fascinante, não?), nosso amigo, tradutor oficial e assinante Thiago Waldhelm fez o que o Buzzfeed não teve coragem: comparou os 22 times que iriam voltar a jogar com princesas da Disney. Eu considerei uma homenagem ao Bola Presa porque LA Lakers e Houston Rockets ficaram especialmente engraçados…

As regras da Bolha pedem isolamento dos jogadores por semanas antes do início da temporada regular e da primeira rodada dos Playoffs. Só depois disso que os atletas poderão receber familiares, esposas e namoradas por lá, todos devidamente testados e quarentenados, claro. O isolamento de jovens homens ricos e mimados levou a um questionamento do caricato comentarista Stephen A. Smith: como esses caras vão sobreviver tanto tempo sem sexo?

Pois um dia depois disso o site Cams.com, que vende serviço de acompanhantes virtuais, disse que ofereceu uma assinatura VIP de seus serviços para todos os jogadores da NBA, mas que nenhum havia respondido a proposta ainda. E de bônus vai o tuíte do Jason Concepcion imaginando como seria uma conversa de Jeff Van Gundy e Mark Jackson sobre o tema numa transmissão de jogo da NBA:

Com os jogadores na seca sexual e sem poder jogar pingue-pongue em dupla, o que restou fazer? Bom, pelo o que acompanhamos no @NBABubbleLife o que restou é muito videogame, treinos e… PESCA. Muita pesca. Vamos com os VINTE E UM melhores momentos dos jogadores na Bolha até agora?

21. Bruno Caboclo honrou o jeito brasileiro de lidar com a Covid-19 e foi o primeiro a furar a quarentena! Richaun Holmes também foi punido: deixou o quarto quando não podia para BUSCAR COMIDA
20. Mais prudente foi Darius Bazley, que perguntou se alguém dentro da Bolha estava vendendo doce
19. Giannis Antetokounmpo aproveitou que divide hotel com o LA Lakers para organizar o aniversário do irmão Thanasis
18. Já pensou como é a rotina de lavar os uniformes de um time de basquete? O OKC Thunder mostra.
17. A gente não sabia, mas Maxi Kleber é o DJ André Marques da NBA
16. O San Antonio Spurs fez um CAMPEONATO MATA-MATA de Cornhole, um tradicional passatempo americano que consiste em atirar sacos. Juro.
15. Joe Ingles mostrou logo que treinou muito na quarentena e que sua impulsão… segue igual a de um professor de matemática
14. Por um instante achei que o Josh Richardson iria mostrar uma caixa de remédio para o bicho!
13. Nikola Vucevic é dos meus: levou seu jogo da Fórmula 1 e um volante para pilotar em seu quarto de hotel (bônus: na matéria do NYT descobrimos que sua mulher chama Nikoleta. Que casal tem mais Força Nominal que Nikola e Nikoleta?)
12. James Harden causou polêmica ao usar uma máscara vista como pró-polícia na disputa do Black Lives Matter: mas ele disse que não sabia e só escolheu uma que cobria toda a sua barba.
11. Em uma breve repetição da sua carreira, Brandon Ingram começou mal no BOLICHE, mas se recuperou com louvor
10. QUEM GANHA? Enes Kanter ou Baianinho de Mauá?
09. Clique neste link que se você quer ver Jusuf Nurkic sentado em uma piscininha de plástico
08. Você já ouviu falar em SPIKEBALL? Eu não, mas a galera do Mavs parece estar se divertindo
07. Adam Silver prometeu novas câmeras, ela só não disse que elas iriam criar consciência e tentar matar humanos
06. Confesso que eu fiquei mais assustado com essa câmera que faz com que vídeos reais pareçam lances do NBA 2K
05. Temos dois CINEASTAS na Bolha: vocês estão curtindo mais os diários em vídeo de JaVale McGee ou Matisse Thybulle?
04. O Denver Nuggets entrou em quadra com um quinteto gigante de Nikola Jokic, Jerami Grant, Bol Bol, Paul Millsap e Mason Plumlee. Daryl Morey não se intimidou e com uma única foto defendeu seu Small Ball.
03. Ben Simmons consegue pescar um peixe, mas ERRA O LAGO na hora de arremessá-lo de volta. Significa.
02. Vinheta do Disney Channel: você prefere Selena Gomez ou Boban + Luka?
01. Mais legal que o amor de Boban e Luka só Tobias Harris com ciúme: ele está com coração partido, Boban tentou o reconquistar com uma conversa na sacada e Josh Richardson diz que “ele nem pensa mais em você”


MASCOTES POWER RANKING

A missão dos seres de pelúcia é entreter e divertir o público que frequenta os ginásios da NBA. O que fazer quando não há nem NBA e nem previsão de público para quando ela voltar? Mas os mascotes da NBA não sossegaram, levaram suas pelúcias pra casa e trataram de tentar nos divertir lá da casa deles mesmo. Fiquei surpreso que não moram no ginásio? Sim, mas é só porque sou ingênuo.

A mascotada começou mostrando união, reunindo toda a galera numa chamada de vídeo para discutir os rumos da NBA, da nação e do entretenimento de pelúcia…

Eles também se reuniram para fazer uma chamada de vídeo com Robin Lopez no dia do seu aniversário. Todos se reuniram, preparam a casa, encheram bexigas, pintaram cartazes e desejaram parabéns ao… Brook. Só ao Brook Lopez.

Eles também mostraram união ao entrar na modinha do #DontRushChallenge no Instagram. Bobo, mas melhor que blogueira de 30 anos de idade pulando de sapato em sapato. Mas basta de ações coletivas, vamos DISTRIBUIR PONTOS para os melhores! Hoje vamos dar VINTE PONTOS para Benny The Bull, que simplesmente arrasou na quarentena. Sua principal contribuição foi entrar no mundo dos podcasts com o seu Between Two Horns: é como se a Marina Abramovic usasse uma fantasia vermelha de pelúcia.

O nome do podcast é uma referência a Between Two Ferns, um programa de entrevistas do humorista Zach Galifianakis que acabou até ganhando uma versão em filme em 2019. O Benny também aproveitou a nostalgia dos anos 1990 para nos apresentar a seu avô, o Grandbull:

Ainda na nostalgia, vale relembrar de quando Rocky imitou Michael Jordan em uma enterrada: teve de tudo, desde patrocinadores até uma LÍNGUA GIGANTE pendurada na sua boca. Genial, mas não vale pontos porque aconteceu há 30 anos!

Se coisa velha valesse pontos a gente iria premiar também o Coyote, que relembrou de quando ele foi EXPULSO de uma partida. Mais legal que a história veio à tona porque foi tema de uma pergunta no programa Jeopardy:

Voltando aos dias atuais, hora de dar DEZ PONTOS para Hooper, mascote do Detroit Pistons que encheu sua própria casa de sabão só para um bom vídeo de exercício. Parabéns pela boa forma, amigo!

E CINCO PONTOS de brinde para Hugo, mascote do Charlotte Hornets. Bem legal seu vídeo mostrando os altos e baixos da sua jornada nas baladas vida afora. Imagina a cara de decepção das garotas ao descobrir que ele trabalha num time da NBA mas não é jogador. Nada de pegar o ZAP da Kendall Jenner, amigo…

RANKING DA TEMPORADA
Benny – 50
Coyote – 45
Stuff – 35
Jazz Bear – 30
Bango – 25
Clutch – 20
Rocky- 15
Rumble, Hooper, Harry, Blaze, Boomer, Raptor, Burnie, Slamson e Crunch – 10
Hugo – 5


 

DICAS DE LEITURA SOBRE MASCOTES

BÔNUS

O futebol voltou no Brasil e já tivemos mascote fazendo CHURRASCO NA ARQUIBANCADA VAZIA!

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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