🔒Filtro Bola Presa – Pré-temporada

O basquete VOLTOU e com ele chegou também o Filtro Bola Presa, um resumo semanal com tudo o de desnecessário que aconteceu na NBA. Se não passou no filtro da VIDA, se era tão bobo que ficou perdido por aí, lembramos aqui para fazer a vida valer a pena e agradar nossos assinantes. Não nos assina e está encafifado com essa introdução? Então nos apoie no Apoia.se =)

Como a primeira semana de temporada regular começou agora, o que fazemos é relembrar o que aconteceu na Pré-Temporada. Pode até ser amistoso, mas se tem basquete rolando, tem CAUSO também.

Esse período é um dos poucos durante o ano onde os times tem realmente algum tempo para treinar. Os mais velhos usam o tempo mais só para entrar em forma, mas é aí que os novatos se entrosam com os companheios, aprendem os conceitos mais importantes que seus técnicos tem para ensinar e… sofrem bullying.

Marcus Smart, por exemplo, tratou de logo deixar claro para o novato Jaylen Brown quem manda em Boston:

O Phoenix Suns, por outro lado, levou em frente a velha tradição de obrigar os jogadores que estão em seu primeiro ano de andar por aí com mochilas infantis. É muita Elsa pra pouco rookie, e o Tyler Ulis, pequeninho de tudo, realmente parece uma criança.

Rookies

Mas maldade é só nos treinos. Quando os novatos entram em quadra, os seus companheiros os abraçam como irmãos caçulas e torcem pelo sucesso. É só ver a reação do banco do Los Angeles Lakers quando, FINALMENTE, depois de quase dois jogos inteiros, Brandon Ingram fez sua primeira cesta:

Lakers

Tivemos também um caso de QUASE-NOVATO no Memphis Grizzlies. Estamos falando do ala DJ Stephens, que apareceu um punhado de vezes nos filtros do ano passado porque ele dava as enterradas mais INSANAS da D-League. Ele já tinha jogado míseros três jogos na liga, em 2014, pelo Milwaukee Bucks, mas na prática seria mais um rookie no time de Marc Gasol e Zach Randolph. E ele não precisou nem de meia dúzia de jogos de pré-temporada para se tornar um favorito da torcida, até porque só assistir ele AQUECENDO era uma experiência de vida:

Sério, gente. Sério. Como diabos isso é possível?!? O cara é um fenômeno. Até rolou um vídeo do time com Stephens conversando só sobre enterradas com seu companheiro de time, o idoso e especialista Vince Carter. Mas quando tudo parecia certo para termos a Marina Silva do campeonato de enterradas, a tal da terceira via para brigar com Aaron Gordon e Zach LaVine, o Grizzlies cortou o rapaz do elenco. No Facebook a torcida ficou meio puta, mesmo que Stephens não tivesse jogando tão bem assim, é o tipo de cara que, como o vídeo acima mostra, vale a pena só de ver no aquecimento.


É natural para novatos olharem para os caras que eles admiram e ficar dando uma de Ibrahimovic quando foi jogar contra o Ronaldo Fenômeno. Mas não sei se foi exatamente admiração que fez Joel Embiid agir desse jeito na primeira vez que viu pessoalmente o nosso muso do Filtro Boban Marjanovic:


Encerrando a temática novatos, existe ainda o lado B dos iniciantes nessa pré-temporada, são aqueles caras que estão numa posição ainda pior que a do coitado do DJ Stephens. Se o ala deve estar triste porque talvez tenha que voltar para a D-League, imagine quem precisa fazer um teste aberto ao lado de um monte de gente para tentar, talvez, uma vaguinha no fim de um elenco da liga de desenvolvimento? São os open tryouts, uma espécie de PENEIRA que vários times da D-League fazem para que qualquer ser humano com um mínimo de ambição profissional tente uma vaga num time.

O Jake Pavorsky, um branquelo magriça e nanico que escreve no blog Liberty Ballers, sobre o Philadelphia 76ers, conseguiu participar de um desses tryouts e mostrou a experiência que ele viveu ao lado de outros 70 jogadores frustrados (mas sonhadores) que buscavam uma chance no Delaware 87ers:


Já que eu usei uma referência de eleição presidencial no campeonato de enterradas, hora de lembrar de uma entrevista de Steve Kerr sobre quem será o MVP desta temporada.

“Eu acho que Durant será como Gary Johnson, um cara de um terceiro partido que vai vir e tirar alguns votos de Steph, alguns de LeBron e então Damian Lillard vence a eleição. Essa é minha previsão. E quem é o Trump? Não vou responder essa. Ninguém do nosso time”


Nos primeiros dias de treino do Denver Nuggets, quando perguntarem o clássico “o que você fez nas férias?”, Wilson Chandler poderá responder com um único tweet:


 

Às vezes falamos de jogadores que podem não dar muito certo juntos porque ambos “precisam da bola na mão para funcionar”, não é? Um gráfico ajuda a entender quem são esses jogadores que exigem tanto ter o controle. O eixo X mostra quantas vezes um jogador toca na bola no campo de ataque; o eixo Y mostra quanto tempo ele fica com a bola na mão a cada um desses toques

Touches

Minha impressão é que quanto mais os ataques dependem de pick-and-rolls, mais o armador fica com a bola. Só ver Chris Paul e Reggie Jackson lá em cima, eles sempre recebem a bola e ficam insistindo com a mesma jogada até a defesa entregar um espaço. Steph Curry, por outro lado, até recebe a bola bastante, mas não passa tanto tempo com ela na mão, é um ataque mais veloz, dinâmico e focado em passes e arremessos rápidos. Já os coitados dos alas e dos pivôs recebem a bola menos e passam menos tempo com a redonda, são cada vez mais coadjuvantes em uma liga de armadores.


Está bravo por que a temporada começou e a NBA ainda não liberou aplicativo do League Pass para o Playstation 4? Pode ir lá xingar muito no Twitter! Não deve dar resultado, afinal você não é LeBron James, que reclamou da visualização dos box scores no app do celular e ganhou resposta imediata:

O LeBron anda tão exigente com as coisas que foi até visto recolhendo todas as roupas e toalhas sujas do vestiário do Cavs após um treino: “Espero só precisar falar as coisas uma vez, não se pode deixar o vestiário assim”. Essa é a versão velho rabugento do King James?


A fase do Sacramento Kings não é das melhores desde que o mundo é mundo, e as crises não descansam nem na pré-temporada. Dessa vez tivemos o dono do time, Vivék Ranadivé, dando uma entrevista dizendo que se os acionistas minoritários do time estão insatisfeito como dizem por aí que estão, “é só me avisarem que eu mando um cheque e compro a parte deles”. Torta de climão no capricho!

Mas pelo menos o DeMarcus Cousins não se machucou quando tomou um CAPOTE subindo no avião da equipe.

Cuz


Quem não teve a mesma sorte que Cousins foi Mike Budenholzer, técnico do Atlanta Hawks. Ele já estava com a mão em uma tala depois de ter operado o dedo, aí foi trabalhar ~no sacrifício~e aconteceu isso…

Como a cara de dor dedura, ele foi para o vestiário e não voltou mais para o jogo. Antes disso, porém, o Hawks foi punido com uma falta técnica porque o Coach Bud encostou na bola antes dela sair do jogo. Tem dia que é noite…


As batalhas de Joakim Noah contra o Boston Celtics foram épicas em seu tempo de Chicago Bulls. Os times se enfrentaram nos Playoffs, ele se xingou muito com Kevin Garnett e uma nada saudável rivalidade nasceu entre o jogador cabeludo e a franquia verde. O pivô saiu do Bulls, foi jogar no New York Knicks e NADA mudou. A torcida do Celtics, em especial esse jovem fã, ainda gosta de tirar uma da cara dele.

Não há o que responder, Noah, ninguém nunca imitou tão bem o seu arremesso.


Vocês devem estar acompanhando toda a polêmica iniciada pelo quarterback Colin Kaepernick na NFL, certo? O jogador, em protesto contra a violência policial contra negros nos EUA, e dizendo que versos do hino americano celebram a escravidão, decidiu se ajoelhar durante a execução da ‘Star-Spangled Banner’ antes dos jogos do San Francisco 49ers. Atletas em muitos lugares apoiaram o seu protesto, outros apoiam parte dele –defendem a causa mas dizem que o hino não deve ser desrespeitado.

No meio das diversas opiniões, um jogo da NBA mostrou uma reação diferente, no mínimo confusa. Antes de um Philadelphia 76ers e Miami Heat, na pré-temporada, a cantora Denasia Lawrence cantou o hino de joelhos.

Hino

“Usei essa oportunidade para me ajoelhar e também cantar o hino para mostrar que pertencemos a este país e temos o direito de protestar de maneira respeitosa às injustiças que sofremos”, disse a cantora.

Ao que parece, ao menos no mundinho da NBA, a questão se tornou mais de forma do que de conteúdo: ninguém nega o racismo, a violência exagerada contra os negros e nem a necessidade de usar a plataforma do basquete para o protesto. Mas fazer o que? Ajoelhar? Dar as mãos? Falar em público? Em um de seus podcasts, JJ Redick conversa com Chris Paul sobre o incômodo de não saber o que fazer para ter resultados mais práticos.


Ainda na questão racial, o site The Undefeated fez um especial bem curioso. Eles perguntaram a alguns dos jogadores americanos e brancos da NBA como é ser, pela primeira vez na vida deles, uma minoria. Afinal eles são menos 20% do total de jogadores nesta temporada! E pensar que algumas décadas atrás o campeonato inteiro era branco, com alguns negros enfrentando tudo e todos para entrar no jogo.

Entre as questões está como é ser branco na NBA, se eles já escutaram algum comentário relacionado a sua cor durante um jogo, se a história de vida deles antes do basquete é parecida com a dos jogadores negros e se eles acham uma explicação para o número de brancos estar sempre caindo.

Entre as respostas mais interessantes está JJ Redick contando que a vez que ele mais se sentiu diferente por ser branco foi quando o antigo dono do Los Angeles Clippers, Donald Sterling, foi flagrado fazendo comentários racistas. Segundo ele, naquele caso, ele percebeu que não era uma questão abstrata e aberta, mas que estavam falando, na prática, do pai de Blake Griffin ou dos filhos de Chris Paul, e de como esse era um assunto bem mais pessoal para seus colegas de time do que jamais seria para ele. Chandler Parsons, por outro lado, disse que o basquete cria amizades e que ele se sente à vontade para discutir questões raciais no vestiário porque ele está falando com amigos.

Por fim, na hora de discutir a falta de brancos e chegar a uma conclusão de que homens brancos não são tão atléticos quanto os negros, Parsons dá um conselho aos jovens caucasianos que buscam seu lugar na NBA: vá jogar golfe.


Em meio a toda essa tensão racial, que tal a Adidas chamar o uniforme branco do Denver Nuggets de “White Pride”, “orgulho branco”?

Pelo jeito o time não tem nada a ver com a nomenclatura desses terceiros uniformes, é tudo da cabeça da fornecedora de material, mas bem que o time poderia ir lá na orelha deles e gritar: PEGA MAL.


Para continuar em assuntos mais sérios, foi durante esta pré-temporada que Derrick Rose se livrou de um processo por estupro coletivo. A mulher disse que foi dopada pelo armador do New York Knicks e mais dois amigos, e eles dizem que foi tudo consensual. O caso é delicado demais para eu, daqui, sem ter acesso a nada, ficar dando pitaco. Mas digo com segurança que é no mínimo perturbador ver o jogador tirando fotos ao lado dos jurados do caso após o julgamento.

Juri

Teve brincadeira do juiz também, que após dar o veredito disse que desejava sorte a Rose na temporada, menos quando fosse para Los Angeles enfrentar o seu Lakers.


Que tal a Jogada Bola Presa do Ano acontecer nos primeiros dias da pré-temporada! Pode? Pode! Blake Griffin conseguiu dar uma SAPATADA na cara de Cory Joseph. Nada comparável a dar um soco no roupeiro, mas ainda assim um feito para a história:


A World Series, a grande final do beisebol, está acontecendo entre duas das franquias mais ZICADAS da história. O Cleveland Indians não ganha um título desde 1948, já o Chicago Cubs não vence o campeonato desde 1908!!! Não existem fotos coloridas destes times com um troféu, amigos!

Como o ano é de quebrar maldições, está todo mundo feliz, em êxtase e agindo de maneira irracional no campo. Só ver o pobre Scottie Pippen tentando cantar a tradicional música “Take Me Out To The Ball Game”, sempre entoada nos jogos por lá:


Um dos problemas da Pré-Temporada é que os repórteres estão precisando fazer matérias para seus editores, mas NADA acontece de verdade. Aí de repente o Klay Thompson conta que teve um pneu furado a caminho do treino e um inspirado jornalista embala: “Que companheiro de time você gostaria de ter para te ajudar quando isso acontecesse?”

O Zaza Pachulia, por sua vez, disse que seu objetivo na temporada é fazer ao menos uma bolinha de três pontos:


Não sei se D’Angelo Russell vai conseguir se estabelecer como uma estrela para a exigente e mimada torcida do Los Angeles Lakers, mas o seu gesto característico de apontar para o braço gritando que tem “gelo nas veias” –uma atitude que não é condizente com quem realmente tem gelo nas veias– já está pegando entre a molecada!

D'Angelo

E já apareceu até em waffles com sorvete!

D'Angelo2


Para a surpresa de NINGUÉM, a Sports Illustrated colocou o Raptor e o Benny The Bull como os melhores mascotes da NBA na atualidade. Mas o maior sinal de que é uma lista séria e honesta com um assunto tão importante está no fato de que o “””””mascote”””””” do Boston Celtics ficou em uma merecidíssima ÚLTIMA colocação.

Celtics2


Você acha que ranquear mascotes é falta de assunto por causa da falta de jogos? Diga isso para o ala do Toronto Raptors Patrick Patterson, que escreveu um texto inteiro sobre como ele é totalmente compra a filmagem de uma continuação para o clássico do cinema ‘Space Jam’.

Space Jam


Mas, sim, tivemos basquete na pré-temporada e podemos encerrar esse primeiro Filtro Bola Presa da temporada relembrando os seus MELHORES momentos!

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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