Guia de Viagem – Parte 1: Preparação

Em março deste ano o Bola Presa fez sua primeira viagem para assistir pessoalmente a jogos da NBA. Foi uma experiência incrível, de 2 semanas, em que visitamos New Orleans, Houston e San Antonio. Nossas impressões dessa viagem foram registradas, em tempo real, em nosso Instagram com fotos e vídeos e também em podcasts que gravamos de lá mesmo com um gravador portátil. Se você ainda não ouviu, embaixo estão os 4 episódios de nossos podcasts de viagem:

Podcast de Viagem #1 – New Orleans

Podcast de Viagem #2 – Houston

Podcast de Viagem #3 – San Antonio

Podcast de Viagem #4 – New Orleans

Ainda assim, muitos dos nossos leitores e ouvintes queriam mais: recebemos perguntas sobre o planejamento da viagem, os custos, hospedagem, processo de preparação, impressões das cidades, nossas reações ao entrar nos ginásios e nos vestiários e muitos outros aspectos dessa empreitada. Sabemos que assistir a jogos da NBA nos Estados Unidos é um sonho de muitos torcedores aqui no Brasil e acreditamos que ao compartilhar com mais detalhes todo o processo de nossa viagem possamos auxiliar alguns de vocês a planejar melhor e, assim, realizar esse sonho. Vamos lá?


Planejamento

Quando começamos a pensar na viagem, a ideia era cobrir o máximo possível de cidades munidas de times da NBA gastando o mínimo possível de dinheiro dentro de um período de cerca de quinze dias.

Inicialmente, pensamos que a melhor solução serial fazer o famoso “triângulo texano”: Houston, San Antonio e Dallas são cidades muito próximas, as três com times da NBA, e por não serem cidades tradicionalmente turísticas esperávamos que o custo da viagem fosse inferior a lugares como Los Angeles ou New York. Além disso sou torcedor do Rockets, o que tornava o Texas ainda mais especial. Passamos a analisar então o calendário de jogos desses três times na curta janela de dias que tínhamos para realizar a viagem e descobrimos que o San Antonio Spurs enfrentaria o Golden State Warriors em casa nesse período – esse jogo se tornou, então, o eixo da viagem e passamos a pensar os outros detalhes AO REDOR dessa partida, que julgávamos fundamental.

Escolhemos então outros jogos das demais equipes que seriam interessantes e então começamos a perceber que o Dallas Mavericks, jogando uma temporada muito ruim, não teria de fato nenhum grande jogo. A parte da viagem em Dallas parecia, então, a menos interessante – até que o Denis sugeriu que simplesmente deixássemos Dallas de lado em troca de uma outra cidade, mais interessante de visitar, com um time promissor, e que não ficava assim tão longe do Texas: New Orleans, no estado vizinho, a Louisiana.

É claro que nosso foco principal era assistir aos jogos e conhecer os ginásios, mas era também uma oportunidade rara de conhecer outro país e cidades interessantes – enquanto o Denis nunca havia visitado realmente os Estados Unidos, eu sequer já havia deixado o Brasil. New Orleans ganhou portanto força em nosso planejamento por ser, além de dona de um time interessante, uma cidade que verdadeiramente gostaríamos de conhecer e visitar. A ideia ganhou ainda mais força quando percebemos que, por algum motivo bizarro desconhecido, passagens de avião para New Orleans eram MUITO MAIS BARATAS do que passagens para qualquer lugar do Texas – e para a maior parte dos Estados Unidos, na verdade.

Com as três cidades definidas (New Orleans, Houston e San Antonio), passamos a fazer os demais movimentos: entramos em contato com a NBA Brasil para tentar cobrir alguns jogos como imprensa e iniciamos o processo para o visto (além de, no meu caso, o processo para um passaporte, que eu nunca havia tirado). Conforme as coisas iam dando certo, no entanto, mais apertado foram ficando nossos prazos: recebemos credenciais de imprensa da NBA para duas partidas, o que determinava os dias em que deveríamos estar em cada cidade, mas não podíamos comprar as passagens porque nossos vistos demoraram uma eternidade (da minha parte, digamos que não foi nada fácil convencer o entrevistador de que meu emprego fixo era ser BLOGUEIRO DE BASQUETE). O visto para os Estados Unidos é um processo estranho: custa 160 dólares e é basicamente uma APOSTA, um tiro no escuro, porque você paga o dinheiro independente de ter o visto aprovado ou negado. Vi gente não receber o visto simplesmente porque não conseguiu se comunicar direito com os entrevistadores – nessas horas, falar um inglês razoável pode ajudar muito. Por sorte deu tudo certo, mas super em cima da hora para utilizar as credenciais de imprensa e nossa janela de 2 semanas livres, de modo que compramos as passagens e embarcamos o quanto antes. Como vistos para os Estados Unidos duram por 10 anos, o ideal seria ter tirado MUITO ANTES: se você sonha em fazer uma viagem assim, essa deve ser sua primeira preocupação, algo a deixar na gaveta enquanto você pensa em todos os outros detalhes.

As passagens de avião se mostraram um divertido trabalho de quebra-cabeças: depois de experimentar com diversas combinações de ida e volta (levando em conta que, por serem próximas, poderíamos encerrar nossa viagem em qualquer uma das 3 cidades) descobrimos que o valor da passagem nas datas que queríamos caía pela METADE, uma verdadeira pechincha, se topássemos iniciar E TERMINAR nossa viagem em New Orleans. Esse é o tipo de coisa que só se descobre testando, passeando por uma infinidade de sites de passagens, e que muda literalmente de uma hora para outra (perdemos uma promoção porque gastamos alguns minutos conversando, e gastamos horas para encontrar a mesma promoção em outro lugar, mais obscuro, quando já tínhamos praticamente desistido de encontrar aquele preço novamente).

Como o preço era irresistível, nosso planejamento final de viagem foi o seguinte: desembarcar em New Orleans, partir para Houston de ônibus numa viagem de cerca de 5 horas, seguir para San Antonio novamente de ônibus em cerca de 3 horas de viagem, dar uma passadinha em Austin (cidade colada em San Antonio, a cerca de 1 hora de ônibus, e que queríamos visitar) e então, DE ALGUM JEITO, fazer todo o trajeto de volta para New Orleans.

Pegar um avião local para voltar a New Orleans já seria mais barato, dada a promoção que conseguimos, do que embarcar para o Brasil direto do Texas, mas depois de fazer as contas percebemos que a melhor ideia seria alugar um carro em Austin e simplesmente dirigir por um dia até New Orleans, deixando o carro por lá. Do ponto de vista legal, basta mostrar a documentação brasileira para alugar um carro nos Estados Unidos, mas estávamos abertos à possibilidade disso não funcionar por qualquer motivo e, então, teríamos que improvisar outra maneira de fazer a viagem – fosse de ônibus, fosse de avião. Uma nota sobre alugar carros: eles são caros demais para locações diárias se você, como nós, precisa fazer uma viagem barata, mas podem valer a pena para viajar entre cidades se você pode rachar o valor com alguém e se você encontrar uma locadora que permita que você pegue o carro em uma cidade e o deposite em outra sem custos adicionais.

Com o trajeto definido, passagens compradas e os dias de jogos para nos guiar, partimos então para os últimos ajustes da viagem.


Hospedagem

Como a ideia era gastar o mínimo de dinheiro, o plano era usar Airbnb sempre que possível. Para nossa surpresa, é possível encontrar quartos muito aconchegantes por preços módicos em cidades sem turismo tradicional como Houston e San Antonio. Se você planeja ver jogos de NBA em cidades pouco badaladas, pode viajar com a garantia de que a hospedagem é impressionantemente barata: para se ter uma ideia, nossa estadia de 4 dias em San Antonio num quarto incrível saiu por 60 reais a diária, o que significou na prática 30 reais para cada um porque rachamos uma cama (pra quem racha blog por mais de uma década, é fichinha). Falaremos melhor do quarto de San Antonio na parte desse guia dedicada à cidade, mas por enquanto basta dizer que a estadia foi incrível e que muitos donos alugam os quartos apenas para conhecer gente nova, cobrando preços simbólicos no processo.

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Nossa única exceção à política de Airbnb foi em New Orleans por motivos de NÃO ENCONTRAMOS QUARTO ALGUM. Não sabíamos disso até chegar lá, mas viajamos justamente no “Spring Break”, um feriado de uma semana inteira para os estudantes nos Estados Unidos em que se viaja muito; New Orleans estava forrado de turistas locais, além de um enorme congresso médico, e uma partida das Finais de uma divisão menor do basquete universitário, e outros eventos diversos, e uma invasão alienígena. Não encontramos quartos, nem hotéis, nem coisa alguma. A solução foi se hospedar numa cidade próxima, bem perto de New Orleans, chamada Slidell. A proximidade deveria ser suficiente para que pegássemos um ônibus até New Orleans todos os dias pela manhã, e por lá encontramos motéis de beira de estrada muito baratos, aqueles de filme em que os assassinos seriais dormem quando estão fugindo da polícia. Uma diária em um quarto com duas camas, chuveiro, internet e televisão à cabo saiu 50 dólares, que dividimos em dois.

Fizemos a reserva no motel e nos quartos de Airbnb pouco antes de viajar, especialmente porque é preciso comprovar o local em que se ficará no momento de chegada ao país, e então só faltava garantir nossos ingressos para os jogos em que não teríamos credencial de imprensa.


Ingressos

Nossas credenciais nos permitiriam cobrir Rockets e Clippers, em Houston, e Spurs e Wolves, em San Antonio. Nossa intenção, no entanto, era assistir a pelo menos dois jogos a mais: Pelicans e Wizards, em New Orleans, e Spurs e Warriors, o PILAR de nossa viagem, em San Antonio. Compramos esses ingressos com antecedência através do StubHub, muito mais adequado aos brasileiros – e que aceita nossos cartões de crédito – do que a concorrência. O aplicativo é simples e gera ingressos que, após impressos, podem ser tranquilamente apresentados nas catracas. Como os ingressos para Spurs e Warriors eram disputados e portanto caros, pegamos ingressos bem distantes, no ponto mais alto do ginásio; para compensar, aproveitamos que os jogos do Pelicans são muito baratos para pegar um ingresso mais próximo, atrás da cesta. Como nunca havíamos assistido a um jogo num ginásio da NBA, o plano era experimentar diferentes lugares e ver que tipo de experiência oferecem.

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Com 4 jogos garantidos estávamos satisfeitos, mas a verdade é que acabaríamos vendo um jogo a mais em New Orleans DE GRAÇA, Pelicans e Pacers, porque o ginásio estava vazio e nos deram um ingresso de presente na porta (algo que contarei com mais detalhes na parte deste guia sobre New Orleans). É muito importante, na hora de planejar a viagem, saber quão disputados são os ingressos de cada time e qual o preço médio dos setores mais baratos. Times como o Pelicans atraem poucos torcedores e portanto os ingressos são mais baratos ou até gratuitos; já times com torcida mais fanática, jogos importantes ou datas especiais podem tornar a tarefa de conseguir um ingresso muito cara ou simplesmente impossível. Um exemplo: não conseguimos assistir à partida entre Rockets e Spurs em Houston porque era a “noite de bobblehead” do Trevor Ariza. Ou seja: juntou uma torcida apaixonada, um clássico local que atrai o público das duas cidades e mais um BRINDE super disputado entre colecionadores (aliás, não deixem de ouvir o podcast especial em que o Denis explica o pesadelo logístico que é para as equipes da NBA produzir um “bobblehead”, esses bonequinhos cabeçudos que balançam, e o sucesso que fazem), o que levou o preço do jogo pras alturas. É preciso levar tudo isso em consideração na hora de planejar quais jogos vale a pena ver e quais vale a pena pular na viagem: no fim vimos Rockets e Spurs num bar, o que também foi uma experiência bacana, e ainda curtimos o pré-jogo na porta do ginásio. Não ache que só porque está lá precisa ver TODOS os jogos disponíveis; às vezes é melhor abrir mão de alguns para poder aproveitar melhor os outros.


Bagagem

Como passaríamos por 4 cidades diferentes, incluindo viagens em ônibus de qualidade questionável (os ônibus de viagem deles são notoriamente mais precários do que os brasileiros), optamos por “viajar leve”, o que envolveu apenas uma mala média para cada um. Pessoalmente, optei por ir com a mala quase vazia e viajei com roupa de baixo suficiente apenas para a primeira cidade, New Orleans: assumi que qualquer Walmart da vida me permitiria comprar meias a preço de banana, além de xampu e demais produtos de higiene. Não era nossa intenção trazer montes de mercadorias (não tínhamos sequer a verba para isso) e portanto passamos pouco tempo fazendo compras, mas gastar uma tarde num mercado comprando cuecas me pareceu parte importante da experiência de conhecer outro país.

Talvez pelo momento econômico em que viajamos, não senti que fiz grandes economias comprando essas coisas por lá ao invés de levá-las comigo, mas também não tive prejuízos e mantive minha mala leve por boa parte da viagem – isso só foi mudar quando começamos a estocar produtos da NBA, que sorteamos para os nossos assinantes quando voltamos para o Brasil. Algumas lojas de times são melhores do que outras (cada uma terá seu destaque adequado nesse guia), mas se você pretende trazer lembranças dos ginásios é importante garantir espaço na mala e abrir o bolso – os times cobram mais caro do que deveriam pelos seus produtos, especialmente em cidades com muitos torcedores ou turistas. San Antonio, abarrotada de turistas argentinos no ginásio, tinha disparado os preços mais abusivos nos produtos; New Orleans, com seu ginásio sempre às moscas, tinha preços levemente mais aceitáveis.


Outros gastos

Levemente encantados pela ideia de talvez jogar basquete em alguma quadra pública na viagem e cientes de que um pé quebrado nos Estados Unidos seria sinônimo de FALÊNCIA FINANCEIRA ETERNA, optamos por fazer um seguro cada um – um processo simples, indolor, completamente realizado através da internet ainda no Brasil, mas que adiciona alguns reais não inicialmente previstos aos custos da viagem. É o tipo de coisa que você se sente um idiota de pagar, mas basta ter que usar e não ter pago para se arrepender amargamente. Talvez valha a pena dizer, no entanto, que NÃO JOGAMOS basquete na viagem, mas tivemos oportunidade, especialmente em Houston – então se você for mais cara de pau do que a gente para se meter numa pelada com estrangeiros e quiser enfiar um gigantesco tênis de basquete na sua mala, saiba que jogar por lá é uma possibilidade e, por favor, faça um seguro porque o basquete lá é PEGADO.

Além disso, ainda que confiantes em nosso cartão de crédito – num mês em que, pasmem, o dólar estava estável e não precisávamos nos preocupar com a flutuação na fatura – achamos uma boa ideia levar alguns dólares em dinheiro vivo, sacados num caixa eletrônico de um banco comum, e num cartão pré-pago que o Denis já possuía para casos de emergência para poder sacar por lá. A verdade é que o dinheiro praticamente não foi necessário, com o cartão de crédito sendo aceito em todos os lugares (até mesmo nos ônibus municipais, em que comprávamos créditos pela internet), com uma única exceção: as barraquinhas de comida nos ginásios aceitam EXCLUSIVAMENTE DINHEIRO. Para quem quer assistir aos jogos munido de um bom cachorro-quente e pipoca sem sal (descobrimos que o Texas nunca ouviu falar dessa coisa estranha chamada SAL) é preciso levar algum dinheiro vivo, mas não muito; em épocas de dólar estável, o cartão de crédito faz todo o trabalho grosso. Mas se você quer cravar exatamente o quanto vai gastar antes mesmo de viajar, talvez seja necessário comprar dólares e esquecer do cartão.

Com passagem de avião, Airbnb e ingressos comprados com antecedência, já tínhamos uma boa ideia de nossos gastos totais, mas separamos um dinheiro extra para emergências, transporte e comida – os ônibus entre cidades, por exemplo, compramos por lá mesmo, já que sabíamos da ampla oferta. Certamente transporte e comida foram os grandes gastos da viagem, e acabaram sendo um pouco inesperados: enquanto economizamos um dinheiro incrível com quartos e hospedagem barata, essas cidades pouco turísticas praticamente não possuem transporte público, o que torna a locomoção muito difícil e cara. Saiba que dinheiro para se mexer de um lado para o outro será uma preocupação recorrente (você vai entender melhor o motivo nas demais partes desse guia), então é preciso se programar. Além disso, a comida é mais cara do que os preços ridículos dos “fast foods” fazem parecer. Ainda assim, acreditamos ter feito uma viagem em conta, apertando os cintos: na prática, metade do custo de nossos 15 dias nos Estados Unidos foi a passagem de avião, que por sua vez compramos em promoção.


Nas próximas partes comentaremos as particularidades de New Orleans, Houston e San Antonio, como são as cidades, os gastos inusitados, as questões com transporte e, principalmente, a experiência de estar num ginásio da NBA, seja como torcedor, seja como imprensa. Até lá!

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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