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Ninguém usa o dedo mindinho mesmo…

A data limite para trocas nessa temporada está para se concretizar em poucas horas e vários times já mudaram de cara até agora. Continuo aguardando a troca LeBron para o Houston em troca de Steve Francis e 32 escolhas de draft. Enquanto isso não acontece, como se saíram os times que apresentaram suas caras novas?

Ontem, Shaq estreou pelo Suns enfrentando seu antigo coleguinha e rival, Kobe Bryant (parece coisa saída diretamente da novela mexicana Rebeldes, ou ainda da falecida Amigas e Rivais). Para os que aposentaram o Shaq antes da hora, Diesel mostrou que ainda tem fôlego e que não atrapalhou o jogo correria do Suns como se imaginava. O único detalhe, coisinha pouca, é que Shaq não saiu de quadra com a vitória, o que sempre pode atrapalhar as tentativas de deixar uma boa impressão (Nowitzki que o diga). Kobe Bryant jogou pra burro e aquele tal mindinho machucado que podia vir até a precisar de cirurgia parece a maior balela dos últimos tempos. Quem faz 41 pontos com um dedo machucado? Kobe acertou arremessos de todos os lugares e engoliu vivo o time do Suns, não havia muito a se fazer. Shaq demorou um pouco para pegar o jeito mas se saiu assustadoramente bem, correndo bastante, se tacando no chão atrás de bolas perdidas e, curiosamente, começou a se sair realmente bem no jogo só no quarto período, justamente quando seu fôlego deveria estar acabando. “Estou em melhor forma física do que eu imaginava”, soltou o pivô. Isso me lembra uma afirmação recente no departamento médico do Suns, dizendo que as lesões do Shaq não eram problemas estruturais das pernas e joelhos, e sim tecido “não exercitado”. Ou seja, chamaram na cara dura, ao mesmo tempo, os médicos do Heat de burros, o departamento físico do Heat de incompetente, e o Shaq de gordo preguiçoso! Mas quem se importa, os homens que salvaram o Grant Hill de uma vida de contusões agora fizeram Shaq correr para cima e para baixo na quadra em um quarto período.

O mais importante sobre o Suns é que eles continuam capazes de marcar 124 pontos por jogo, mesmo sem Shawn Marion e com a presença de Shaq em quadra. O problema é ter tomado 130 pontos do Lakers, claro, mas a presença de O’Neil no garrafão deve ajudar na defesa quando todos estiverem entrosados. Além disso, Shaq exige atenção redobrada de seus marcadores, o que libera Amaré para agir. Seus 37 pontos mostram o que ele pode fazer quando não é marcado pelos pivôs adversários.

O início do Shaq em Phoenix foi tão divertido que por uns segundos ele até pareceu aquele dos velhos tempos. Que tal essa bela cravada na cabeça?

O Suns só não saiu vencedor porque o Lakers também resolveu mudar de cara e Pau Gasol parece que joga com Kobe desde os tempos do Rá-tim-bum na TV Cultura. Ele parece dominar o conceito dos triângulos e o maior favorecido é, estranhamente, Lamar Odom. Como terceira opção ofensiva ele parece florescer e agora não creio que ninguém em Los Angeles pense em trocá-lo. Pelo menos não nessa temporada, até porque não dá mais tempo.

Outro time com jogador novo é o Hawks, que já jogou duas partidas com Mike Bibby como armador principal. Contra o Lakers, Bibby jogou pouco graças a vários problemas com faltas, mas sua atuação no primeiro quarto me deixou empolgado. Ele dá passes simples e eficientes e parece que instaura no time uma calma, uma vontade de dar um passe a mais. É uma coisa quase sobrenatural que muita gente vai dizer que andei bebendo, claro. Enfrentando seu ex-time na noite de ontem, Bibby esteve mais preocupado em arremessar e foi mortal, acertando 6 dos 10 arremessos que tentou, incluindo 4 bolas de três pontos. Acho que era bem o que o Hawks esperava, alguém que acertasse seus arremessos de fora e soubesse tranquilizar o time no ataque. Do outro lado, o Kings não pareceu sentir muito a falta do Bibby, afinal eles passaram tanto tempo com o Bibby contundido que não deviam nem mais lembrar da cara do sujeito, e seu armário devia ser usado para guardar as meias sujas do resto da equipe. O esloveno Beno Udrih, que o Spurs trocou por uma bolacha de água e sal, tomou as rédeas do Kings com 18 pontos e 10 assistências. E o Artest, que por alguma razão não acha o Bibby um sujeito muito camarada, está tão feliz que até deve ter esquecido do fracasso de seu CD de rap. Artest tem, nos últimos 5 jogos, médias de 25 pontos, 7 rebotes, 4 assistências e 3 roubos, além de estar aproveitando mais de 50% de seus arremessos de dois e de três pontos. Será mesmo que o Kings pretende trocar alguém que está jogando nesse nível e que, sem o Bibby, parece estar feliz em Sacramento? Aliás, quais as chances de deixar o Artest feliz?! Melhor aproveitar enquanto dura.

Ontem também foi a estréia do Kidd no Mavs. Dirk estava todo contente e disse que, ao jogar com Nash, aprendeu a importância das assistências precisas que trazem a bola no momento certo, e que isso enfim voltaria com Kidd na equipe. O começo foi promissor, com a ponte-aérea de Kidd para Josh Howard logo no primeiro lance do jogo. Mas o Kidd se atrapalhou um bocado na defesa. Não que Devin Harris seja um grande defensor, mas ser jovem e rápido certamente ajudaria a não ser massacrado sem piedade por Chris Paul: foram 31 pontos, 11 assistências e 9 roubos de bola. Kidd teve mais desperdícios de bola (6) do que assistências (5) e colocar Eddie Jones como titular ao lado de Jason Kidd começa a parecer uma boa idéia para ao menos dar uma apertada na defesa. Mas que tal alguém com menos de 82 anos no Mavs capaz de defender um armador adversário? Acho que Kidd, Eddie Jones e Devean George não se encaixam nessa descrição…

O Nets sem Jason Kidd botou o barco nas mãos do Marcus Williams, que teve 25 pontos, 4 rebotes e 4 assistências. O garoto sempre chutou uns traseiros e muita gente dizia que ele seria titular ainda como novato em qualquer time que não contasse com Kidd ou Nash no quinteto titular. É hora do fedelho passar Hipoglós e provar que só jogou 2 minutos nos últimos anos porque Jason Kidd é um alienígena. Eu aqui, pessoalmente, torço para que Marcus Williams e Devin Harris joguem juntos, sem um ser o reserva do outro. Devin Harris talvez seja o jogador mais veloz de toda a NBA, bate para dentro como um débil mental, mas ao ouvir a frase “passe a bola” seu cérebro compreende “esconda a bola dentro da camiseta e corra para a cesta”. Com os dois armadores juntos, acredito que o Nets ficaria mais balanceado. O problema é que colocar Carter e Jefferson junto com eles em quadra tornaria o time muito baixo. Talvez seja uma idéia para o futuro, quando o Carter estiver vendendo churros na rua, aposentado (diz a lenda que mais da metade dos jogadores da NBA que se aposentam vão à falência).

Com tantas caras novas que mudaram consideravelmente times importantes, o Warriors certamente vai ganhar o prêmio de aquisição mais inútil da temporada. Que diabos de diferença Chris Webber está fazendo para o time de Golden State? Quando ele está em quadra, o time piora significativamente. Quando ele vai para o banco, o time subitamente melhora. Pra mim, isso é um clássico caso clínico conhecido como Complexo de Marbury e Webber deveria ser afundado no banco antes que o pior aconteça. Sorte do Warriors que todo o resto parece funcionar perfeitamente. Baron Davis meteu a cesta da vitória contra o Celtics e Monta Ellis continua a ser um monstro. Ele tem médias de 26 pontos por jogo nesse mês de fevereiro e o mais absurdo: sem acertar uma única bola de 3 pontos. Existe algum armador na Liga capaz de fazer tantos pontos sem nunca sequer arremessar de fora do arco?

Outras trocas aconteceram agora há pouco. O Spurs mandou Brent Barry e Francisco Elson, além de uma escolha de draft, em troca do Kurt Thomas do Sonics. Desde que o Damon Stoudemire chegou, Brent Barry havia se tornado dispensável. Kurt vem para fazer parte do sensacional Clube de Pivôs Veteranos Role-Players do Spurs, um clube cheio de jogadores mais-ou-menos que se saem muito bem e acabam sendo campeões. Kurt Thomas defende, faz o trabalho sujo, pega rebotes e acerta cirurgicamente os arremessos de meia distância depois de fazer o corta-luz. Para o Sonics também é uma boa porque o time é novo e o Thomas é velho, o que não dá muito certo. Se você já teve que dançar com uma velha num baile de terceira idade, sabe do que eu estou falando. Além disso, nessa semana a diretoria do Sonics anunciou que Robert Swift iria ganhar progressivamente mais e mais minutos, rumo à vaga de titular. Loucura ou não, Kurt Thomas estava no caminho do pirralho mais estiloso da NBA.

Para finalizar, meu Houston acabou de se livrar do Mike James! Está ouvindo esses fogos de artifício? Está ouvindo esses gritos de felicidade? Está ouvindo essa rolha voando? Sou eu. Mike James e Bonzi Wells vão para o Hornets em troca de Bobby Jackson, um reserva mais do que decente para a armação do meu Rockets. Mas, como fã, dessa troca eu comento mais depois.

A festa de trocas é sempre divertida e o LeBron não está contente de estar de fora dessa. Depois de alegadamente ter cravado na cara do Dirk como punição por terem levado o Kidd para Dallas, LeBron fez triple-doubles em 100% dos jogos pós-All-Star. Foram dois triples seguidos até agora. Se eu fosse o Cavs, não trocava ninguém não. É melhor um LeBron puto da vida que faça triple-doubles todos os dias do que um reforço meia-boca, tipo o Larry Hughes.

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