Preço de banana

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Marcus Camby se contundiu assim que foi informado de que iria para o Clippers

“Que diabos?” Simplesmente não há reação mais adequada ou jeito melhor de começar um post do que esse, afinal o Denver Nuggets acabou de trocar seu melhor defensor, Marcus Camby, por uma escolha de draft de segunda rodada. (na verdade, nem isso, é apenas a possibilidade de trocar a escolha de segunda rodada do Nuggets com a que eles receberam, caso eles prefiram na hora). O felizardo é o sempre amaldiçoado Los Angeles Clippers, beneficiado por uma daquelas trocas que ninguém nesse universo é capaz de explicar. Após ler algumas opiniões, pensar muito a respeito e jogar búzios, a gente aqui no Bola Presa surgiu com algumas possíveis explicações para a troca:

1) O Nuggets queria liberar uma grana. O time já ultrapassa o teto salarial, sendo obrigado a pagar as multas decorrentes, e tantos gastos não estavam servindo pra nada porque o Nuggets não ganha droga de partida nenhuma. Então, já que é pra perder, que pelo menos não seja gastando dinheiro desnecessário dos bolsos do dono da franquia.

2) A intenção é conseguir dinheiro para assinar um Free Agent. Os nomes mais importantes disponíveis no momento são Josh Smith, Emeka Okafor e Andre Iguodala, e o Nuggets pode ter mandado o contrato de 8 milhões do Camby embora para fazer uma oferta bacanuda para um deles. O único problema dessa história é que o Okafor não é tão diferente do Camby assim e Iguodala e Josh Smith estão sendo cotados agressivamente por outros times (Clippers, Hawks, Sixers) que podem pagar mais do que o Denver. Mandar o Camby embora pela possibilidade remota de conseguir um desses Free Agents é coisa de videogame. Ou de Isiah Thomas.

3) O Denver Nuggets acha que defesa é coisa de menininha. Afinal de contas, como o Camby se atreve a dar tocos num elenco que sequer levanta os braços para fingir que está defendendo? A idéia, portanto, deve ser desencanar de vez da defesa, chegar aos playoffs e então perder para o Spurs. Parece um bom plano.

4) Parar de tentar vencer agora e reconstruir o time, pensando no futuro. Com Carmelo Anthony, o Nuggets pode feder um punhado de temporadas, draftar um monte de gente boa e depois voltar pra ativa. Ficar sempre no grupo intermediário, ali na oitava ou nona vaga na Conferência Oeste, é mortal para as franquias. Você não é nem bom o bastante para se dar bem nos playoffs, nem ruim o bastante para se dar bem no draft. O Wolves cansou disso e resolveu feder uns tempos, o Sixers também. Talvez seja a idéia do Nuggets mas, se for, é a maior mancada do mundo com o Iverson. O coitado só se fode, vai parar em time que decide recomeçar do zero e ele já tem uns 40 anos e sem muito tempo pra ficar esperando.

Pelo lado do Clippers, é claro que sempre é bom conseguir a preço de banana um jogador All-Star, líder em tocos na NBA por 3 temporadas seguidas. Peraí, eu disse “preço de banana”? Coisa nenhuma, tente comprar banana no supermercado e diga que pagará com “uma escolha de segunda rodada de draft”! Vão mandar você te catar! O Camby foi mais barato do que banana, foi mais barato do que uma bala de menta, e como dizem, “cavalo dado não se olha os dentes”. Mas apesar de ser de graça, a adição de Camby não deixa de ser um tanto esquisita para o Clippers. Vamos então pedir ajuda para os nossos búzios novamente e ver o que o Clippers pode fazer com o Camby.

1) Utilizar o Camby como ala, ao lado de Chris Kaman como pivô. O resultado é imediatamente um dos melhores garrafões defensivos da NBA, para dar medo em qualquer infeliz que pensar em bater para a cesta. Tocos e rebotes não serão um problema, claro. Mas na parte ofensiva, a dupla é um bocado estranha. Camby não é exatamente um ala e, apesar de ser capaz de correr pra burro, o time parece alto demais para jogar na velocidade constante que um elenco com Baron Davis, Eric Gordon e Al Thornton sugeririam. Camby não vai repor o ataque de Elton Brand, o que deixará muito da pressão ofensiva nas mãos de dois fedelhos, Gordon e Thornton, algo que nunca é boa idéia. Ainda assim, será muito interessante ver como será o esquema tático adotado e como essas peças (que parecem um pouco disconjuntadas a princípio) se encaixam ao longo da temporada.

2) Trocar o Camby imediatamente. A idéia seria pegar um bom jogador praticamente de graça e trocá-lo por uma estrela que pareça se encaixar melhor em Los Angeles, como Josh Smith, por exemplo. Para o Hawks, isso até faria sentido, já que eles definitivamente poderiam usar um pivô e deixar Al Horford jogar em sua posição original, como ala. Mas se o Atlanta topasse algo assim, por que diabos o Nuggets não teria trocado diretamente pelo Josh Smith? Não faz sentido.

3) Colecionar o maior número possível de jogadores com histórico de contusões. Nesse caso, depois de conseguir Baron Davis e Marcus Camby, o Clippers faria uma troca para conseguir o Grant Hill, do Suns, e contrataria o armador Jamaal Tinsley, que em breve ficará sem emprego. No amaldiçoado Clippers, nenhum deles seria capaz de terminar uma temporada vivo.

Com nossos búzios preparados, vamos continuar de olho para descobrir como a troca do Marcus Camby se encaixa nos planos de ambos os times. E assim que alguém morrer no Clippers, a gente também avisa, pode deixar.

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