>Preview – 2010-11 / Washington Wizards

>

Se o Arenas foi punido por essa piada, imagina se 
ele tirasse uma foto com um fuzil tipo o Adriano



Objetivo máximo: Voltar aos Playoffs
Não seria estranho: Ficar fora da pós-temporada por pouco
Desastre: Continuar sendo um dos piores times da NBA

Forças: Muitos jogadores jovens e talentosos e a volta de Gilbert Arenas
Fraquezas: O time é inexperiente, nunca jogou junto e a volta de Gilbert Arenas

Elenco: Veja aqui (somos incompetentes a ponto de lutar por horas com o Blogger sem conseguir colar aqui uma simples tabela que, misteriosamente, conseguimos colar normalmente nos outros Previews, mas assim que entendermos o que aconteceu voltaremos ao normal).

Técnico: Flip Saunders

O Flip Saunders é uma espécie de Rubinho Barrichello dos técnicos da NBA. Ele é muito melhor que a média geral e ganhou destaque por isso, mas nunca conseguiu ultrapassar a linha que separa os bons dos que fazem história. Ele começou sua carreira como técnico em nível universitário, mas brilhou mesmo na CBA, uma liga menor americana. Lá ele ganhou dois títulos, conseguiu promover 23 jogadores para a NBA. Em 1995 foi trabalhar nos bastidores do Minnesota Timberwolves e um ano depois assumiu o cargo de técnico do time.

Lá foi um dos responsáveis por transformar o Kevin Garnett, um pirralho magricelo recém-chegado do colegial, num dos melhores alas de força de todos os tempos. Ao lado de KG, conseguiu levar o sempre fracassado Wolves aos playoffs. Mas aí entra a parte Rubinho: foram sete anos seguidos perdendo na primeira rodada! Não era culpa de Saunders, o time sempre foi limitado, e quando ganhou os reforços de Sam Cassell e Latrell Sprewell conseguiu ir para a final do Oeste, em que perdeu para o Lakers de Kobe, Shaq, Malone e Payton.

No ano seguinte o Wolves, que fez um trabalho ridículo ao tentar renovar os contratos de Cassell e Spree, caiu de produção e Saunders foi demitido. Se mudou então para o Detroit Pistons, que vinha de duas finais de NBA consecutivas. Lá chegou a três finais do Leste, mas perdeu as três. Uma para o Heat, outra para o Cavs e a última para o Boston Celtics. A derrota para o Cavs foi bem traumática, mas nenhum resultado foi completamente absurdo. Mas mesmo assim ficou aquela sensação de Sauders falhar na hora H. Ele, sempre conhecido por seus eficientes sistemas ofensivos, foi acusado de ter feito o Pistons, especialista em defesa, piorar muito nesse quesito. De fato o Pistons não era o mesmo do tempo de Larry Brown, mas não sei quantos times na história conseguiriam manter aquele padrão quase perfeito de defesa do time de 2004 e 2005 por muito tempo.

Depois de tantas derrotas em estágios avançados ele foi demitido, o GM Joe Dumars disse que o time precisava “de uma nova voz” e o dispensou. No ano passado ele foi para o Wizards, onde não teve muita chance de mostrar seu trabalho. As contusões, a confusão e suspensão do Arenas e as trocas de Antawn Jamison e Caron Butler limitaram seu trabalho, que será realmente testado nesse ano. Na pré-temporada já está mostrando suas inovações ofensivas ao escalar nos primeiros jogos três armadores ao mesmo tempo: John Wall, Gilbert Arenas e Kirk Hinrich. Ainda não tenho opinião formada sobre o assunto porque foram só dois jogos de pré-temporada, mas o Bulls arriscou umas coisas assim ano passado com o próprio Hinrich e não deu certo por muito mais do que alguns minutos por jogo.


Há uns três anos a gente fala que a próxima temporada é a da volta do Gilbert Arenas. Por duas vezes erramos por conta de contusões sucessivas dele e no ano passado erramos porque ele resolveu brincar com armas de fogo. Pois é, acontece de tudo nesse mundinho da NBA. Se você não lembra, pode ler sobre o acontecido nesse nosso post da época.

Nesse ano, porém, o foco não esta no novo camisa 9 do Wizards. Ele mesmo está querendo tirar de si toda a atenção, dizendo (mas nem sempre convencendo) que o time é do John Wall, que o novato é um grande talento e que ele não precisa ser mais o nome do time. Em uma ocasião o Arenas disse que queria ser um mentor para o novato e depois disse que “Ele é o Batman, eu sou o Robin”.

Por outro lado, essas declarações do Arenas e sua insistência em não parecer mais tão alegre e receptivo com a imprensa também têm chamado a atenção, criando o oposto do que ele queria e chamando mais a atenção. Acredito, no entanto, que se ele conseguir se concentrar por mais um tempo em só jogar, dar declarações vazias e deixar o jogo do John Wall chamar a atenção, ele irá conseguir o sossego que deseja. Eu não sei se isso é bom para os torcedores, que perderiam um dos caras mais divertidos e que dá algumas das declarações que mais fogem do lugar-comum, mas talvez fosse bom para o próprio jogador. Difícil é saber se ele vai conseguir se segurar.

Uma grande vantagem do Wizards sobre outros times nessa temporada é que eles não estão sentindo tanta pressão. O time é jovem e os anos anteriores foram tão desastrosos que basta um sinal de melhora que tudo está ótimo, não há pressão para playoffs, passar da primeira rodada ou algo do tipo, como existia com o trio Arenas-Butler-Jamison. Essa pressão menor também ajudará o técnico Flip Saunders a resolver algumas questões difíceis na montagem do time titular.

O armador titular é claro que é John Wall, disso não há dúvida. Também parece óbvio que Gilbert Arenas será o segundo armador. Não só ele já jogou nessa posição e tem tudo para se adaptar com sucesso como colocá-lo no banco poderia trazer uma dor de cabeça desnecessária nesse começo de temporada, talvez mais pra frente. Mas depois disso começam as dúvidas. Kirk Hinrich joga nessas duas posições já ocupadas, mas tem talento para ser titular em qualquer time da liga, talvez por isso está sendo bem improvisado de ala nesse começo de pré-temporada. Uma estratégia meio Don Nelson que exige adaptação do adversário mas que tem uma série de falhas. Além dele, podem jogar na posição Josh Howard, que pode ser muito bom quando está focado, e Al Thornton, que apareceu bem no Wizards depois de vir do Clippers no meio da última temporada. Nenhum dos dois, porém, jogou bem a ponto de convencer como titular absoluto.

Na posição de ala de força a situação é parecida. Yi Jianlian e Andray Blatche já tiveram momentos muito bons e outros péssimos em suas jovens carreiras, os dois precisam de tempo e regularidade para mostrarem o que sabem mas só um pode ser titular. Até já improvisaram o Blatche de pivô algumas vezes, mas tudo o que ele não precisa é ficar quebrando galho nesse ponto de sua carreira. Pelo ótimo fim de temporada passada acho que Blatche ganha a vaga de titular, mas a briga está aberta, o Wizards até já se mostrou disposto a oferecer uma extensão de contrato para o chinês.

A posição de pivô, que era a que mais teve brigas nos últimos antes, principalmente entre Etan Thomas e Brendan Haywood, agora tem dono: JaValle McGee. Além de ser All-Star na categoria força nominal, é um jogador bom e promissor. Com tempo de quadra para pegar o ritmo deve refinar um pouco mais o seu jogo e poderá se tornar uma espécie de Tyson Chandler: bem atlético, especialista em tocos, mas no ataque ajudando só nas pontes-aéreas. Não é nada fantástico, mas o bastante se o resto do time for bom. No fim da temporada passada ele já teve uns jogos muito bons, será legal ver ele se desenvolver nessa temporada.


Na temporada passada nós fizemos aqui um perfil de Abe Polin, antigo dono do Wizards que morreu no ano passado. Depois de sua morte o time ficou nas mãos da mulher de Polin, e então foi vendido à empresa de Ted Leonsis, que já havia sido dono de uma parte do Wizards um tempo atrás (ele foi o cara que vendeu sua parte para Michael Jordan em 2000).

Querendo renovar completamente a equipe, Leonsis fez uma lista de 101 coisas que devem mudar na equipe a partir dessa temporada. E o mais legal é que você pode ver a lista completa no site dele! É só clicar aqui. A lista envolve tudo, desde coisas como “draftar e desenvolver jogadores internacionais” e “manter a relação do time com a família Polin e suas obras de caridade” até “pizzas mais quentes” e “pipocas sempre frescas”. Os banheiros agora estão reformados, eles servem comida vegetariana no ginásio e até está na lista a idéia do time voltar a se chamar Washington Bullets. De John Wall a comida vegetariana é quase tudo novo em Washington.

Como funcionam as assinaturas do Bola Presa?

Como são os planos?

São dois tipos de planos MENSAIS para você assinar o Bola Presa:

R$ 14

Acesso ao nosso conteúdo exclusivo: Textos, Filtro Bola Presa, Podcast BTPH, Podcast Especial, Podcast Clube do Livro e texto do FilmRoom.

R$ 20

Acesso ao nosso conteúdo exclusivo + Grupo no Facebook + Pelada mensal em SP + Sorteios e Bolões + Vídeo ao vivo para discutir Clube do Livro e FilmRoom.

Acesso ao nosso conteúdo exclusivo: Textos, Filtro Bola Presa, Podcast BTPH, Podcast Especial, Podcast Clube do Livro e texto do FilmRoom.

Acesso ao nosso conteúdo exclusivo + Grupo no Facebook + Pelada mensal em SP + Sorteios e Bolões + Vídeo ao vivo para discutir Clube do Livro e FilmRoom.

Como funciona o pagamento?

As assinaturas podem ser feitas pelo Aplicativo PicPay. Baixe, cadastre-se, busque o Bola Presa e escolha seu plano de assinaturas. Você pode pagar com cartão de crédito ou carregar sua Carteira PicPay com boleto ou depósito bancário. Depois de assinar, escreva para bolapresa@gmail.com para mais detalhes de como ter acesso ao conteúdo exclusivo.

DÚVIDAS SOBRE AS ASSINATURAS? Nos escreva: bolapresa@gmail.com

Assine já!