>Preview dos Playoffs – Lakers x Jazz

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“Parem tudo, parece que tem um torcedor legal do Jazz para aquele lado!”
O final da série entre Lakers e Thunder teve um clima muito pouco comum nos playoffs. A torcida derrotada aplaudiu de pé o seu time e os jogadores se cumprimentaram com muitos sorrisos e abraços do tipo “Até a temporada que vem, manda um beijo para a mulher e as crianças”. Mas apesar de diferente, dava pra entender.
O Lakers estava mais aliviado do que feliz em ver a série acabar em 4 a 2. Um jogo 7 seria pressão demais e teriam que enfrentar um time jovem, confiante e com absolutamente nada a perder. Com a vitória no jogo 6 ficou aquela sensação de missão cumprida e sem nenhuma raiva do Thunder, nenhum dos jogos, mesmo os que a torcida esteve mais envolvida, teve situações de provocação ou raiva. E para o Thunder a única razão de raiva seria o movivo dessa única derrota em casa: um arremesso sem marcação que o Westbrook errou, seguido de um rebote ofensivo do Gasol, que fez a cesta da vitória no último segundo do jogo. Se o Nick Collison tivesse bloqueado o espanhol ao invés de bloquear um ser invisível que só ele viu na quadra, o Thunder teria vencido o jogo.
Passada essa raiva é uma sensação de missão cumprida. No ano passado o Thunder foi um dos piores times da NBA e o Lakers o time campeão, um ano depois, sem nenhuma grande mudança nos dois elencos, e o Thunder estava lá jogando de igual pra igual.
E igual pra igual mesmo, a vitória do Lakers deve-se basicamente a duas coisas: garrafão mais forte e elenco com mais capacidade de adaptação. Acho que aqueles campeonatos com final em jogo único tem todo o seu charme, é legal saber que tudo será decidido em um jogo, mas ao mesmo tempo é ainda mais legal uma série de 7 partidas. É jogo demais e dá tempo dos times se conhecerem de verdade e serem obrigados a mudar de características para continuar vencendo. Vencer os dois primeiros jogos com facilidade não é necessariamente sinal de que tudo continuará assim, existem as adaptações.
O Lakers soube se adaptar à surra que estava tomando do Russell Westbrook, a solução foi colocar o Kobe para marcá-lo ao invés do Derek Fisher. Kobe não deixou o Westbrook infiltrar e limitou o jogo do pivete a alguns arremessos de meia distância. O mesmo Kobe soube se adaptar à marcação do Kevin Durant que estava tão complicada nos primeiros jogos, abusou dos cortas para mudar a marcação e forçou mais as infiltrações do que os arremessos de giro, em que a altura do Durant estavam atrapalhando. O mesmo Durant não soube o que fazer com a marcação do Artest, que o dominou em todos os 6 jogos. Na última partida o Durant ao invés de achar uma solução, acertou 3 dos 20 arremessos que tentou. O Thunder é um timaço e tem muito futuro, mas essa série serviu ao mesmo tempo para provar isso e para mostrar que o time ainda tem muitas limitações.
No mesmo dia acabou a série entre Denver Nuggets e Utah Jazz. Também por 4 a 2 mas em um clima bem diferente. Ao contrário dos empolgados jogadores do Thunder, o Nuggets jogou a partida inteira com cara de bunda, tentando provar para eles mesmos que poderiam virar a série, coisa que, no fundo, nem eles acreditavam. O Billups parecia frustrado e forçando o jogo (o Billups! Forçando o jogo!), o Carmelo perdido nas falta de ataque e o JR Smith discutindo até com as cheerleaders se elas passassem na frente dele.
O jogo nem foi tão fácil assim, mas em nenhum momento realmente pareceu que o Nuggets tinha um time melhor. Mesmo sem o Okur desde o começo do jogo 1, o garrafão do Jazz dominou toda a série, aliás me arrisco a dizer que essa contusão foi boa, porque obrigou o Jerry Sloan a usar mais o Paul Millsap, que conseguiu a proeza de ter mais energia que um garrafão que sempre pareceu pilhado, de Chris Andersen, Nenê e Kenyon Martin.
Com as atuações monstruosas do Millsap e o Boozer atacando mais a cesta do que se conformando com o seu arremesso que bate no teto do ginásio, o Jazz venceu a batalha do garrafão. Sobrava para o Nuggets vencer a batalha da armação com o Billups, mas ao invés disso o Deron Williams foi o melhor jogador da primeira rodada dos playoffs e arrasou com qualquer um que tentou marcá-lo. Infiltrou quando quis e acertou as bolas de longe quando deu na telha, dominante!
Faltava mais o quê para o Nuggets tentar? Carmelo Anthony. Mas nem isso deu certo. Mais uma contusão deu certo para o Jazz e sem Andrei Kirilenko o Jerry Sloan teve que colocar o novato Wesley Matthews para marcar o Melo e deu certo demais. Matthews incomodou, sofreu faltas de ataque e ainda foi útil no ataque. Sem Melo em seu melhor nível, sem Billups vencendo o duelo com Deron e sem o garrafão dominante pode-se dizer que o Nuggets foi até longe demais com esse jogo 6. Vitória mais que merecida do Utah Jazz, e olha que eu não falo isso porque sou puxa-saco deles.
Com tudo isso dito, preview da série que começa daqui a pouco!
O que o Lakers precisa fazer para vencer:
Já são dois anos seguidos derrotando o Jazz nos playoffs, o Lakers sabe o que fazer para derrotar seu adversário, a pergunta é se o corpo vai obedecer a mente.
Nos últimos dois anos o Lakers venceu primeiro porque dominou todos os jogos em Los Angeles. Nos jogos em casa o ataque fluiu, o time rodou bastante a bola e o Pau Gasol ganhou todas as batalhas contra Boozer e Okur. Ao mesmo tempo o mesmo garrafão obrigou o Jazz a viver de bolinhas forçadas de longa distância. Para vencer o Utah você precisa obrigá-los a ficar longe do garrafão, onde eles conseguem cestas fáceis e as dezenas de lances livres que cobram por jogo.
O problema do Lakers contra o Jazz sempre foi repetir essas atuações em Salt Lake City. Lá a torcida pressiona, o Jazz joga melhor, ataca mais a cesta e o Lakers acabou dependendo mais do Kobe Bryant, aliás algumas das atuações mais impressionantes do Kobe nos últimos dois anos foram contra o Jazz em Salt Lake. Mas quem está acompanhando o Lakers de perto nessa temporada está vendo que o Kobe está mais irregular que o normal, misturando jogos incríveis com atuações típicas de jogadores comuns. Sem o Kobe ser espetacular é difícil de imaginar o Lakers roubando um jogo em Utah, obrigando o time a vencer todos os jogos em Los Angeles.
Por fim a parte mais difícil para essa série: parar Deron Williams. O Lakers tem um problema crônico com armadores velozes e tomou uma surra do Russell Westbrook, o que esperar do Deron, que está na melhor fase da sua carreira? É bem plausível imaginar que o Jazz rouba um jogo em LA só com ele carregando o time nas costas. Talvez a solução seja colocar o Kobe marcando ele, como fizeram com o Westbrook, mas a estratégia de deixar arremessar é suicídio contra o armador do Jazz. Será que o Ron Artest, mesmo sendo bem lento, salva o Lakers dessa?
O que o Jazz precisa fazer para vencer:
De maneira simplista daria para dizer “Dê a bola para o Deron Williams e assista”. Mas acho que é melhor deixar isso para o quarto período, até lá é melhor jogar basquete de verdade.
O Jazz já venceu o Lakers várias e várias vezes em Salt Lake sem maiores dores de cabeça. Basta um ataque agressivo, que deixa o garrafão do LA com problemas de falta e cobra um monte de lances livres, foi o que eles fizeram com o Denver. Talento eles tem de sobra também, não vão perder porque não tem elenco. Nesses dois anos de derrotas para o LA nos playoffs o grande problema foi que nos jogos fora de casa não foram metade do time que são em casa. Acredito de verdade que o problema do Jazz seja mais psicológico do que tático ou técnico, isso eles tem de sobra para lutar pelo título.
E se nos anos anteriores eu achava que era bem improvável o Jazz vencer porque não tinham o mando de quadra, hoje acho que eles podem superar isso por causa dessa fase especial do Deron Williams. Mesmo que continuem jogando mal longe de Utah, basta um joguinho mais inspirado do seu armador para roubar esse mando de quadra e decidir em casa, lá eles sabem o que fazer. Também vai ser bem importante ver como o Wes Matthews marca o Kobe Bryant, já que nos anos anteriores era o Ronnie Brewer e o Kirilenko que tomaram as surras. Se ele fez um bom trabalho no Melo é possível que também faça contra o Kobe.
Palpite: Lakers 4 x 3 Jazz. Acho que o Jazz tem mais chance do que nunca de vencer o Lakers, aliás acho o Jazz favorito se levarmos em consideração apenas o fim da temporada regular e a primeira rodada dos playoffs. Mas meu coração Lakeriano e a confiança quase cega no Kobe me fazem pensar que a série vai chegar no jogo 7 e que o Lakers não irá perder um jogo 7 em casa.

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