Resumo 6/5 – Sem pivô, sem problemas

Desde que o Cleveland Cavaliers foi campeão em cima do Golden State Warriors em 2016 com dúzias de rebotes ofensivos de Tristan Thompson, manteve-se a crença de que para vencer o Warriors é necessário controlar os rebotes com um time mais alto e mais forte em quadra. Não restam dúvidas de que em 2016 o time sofreu um baque físico considerável, chegando ao ponto de abrir mão de infiltrações por temor das trombadas e dos tocos. O problema é que desde então ninguém conseguiu repetir a dose: o Warriors foi campeão nas duas últimas temporadas porque, mesmo quando abre mão de jogar com seus pivôs, ainda mantém um time alto e atlético em quadra. E quem abre mão de seus pivôs para jogar de igual para igual descobre que o Warriors é também mais rápido e mais mortal nos contra-ataques. Não parece haver saída.

Nos primeiros jogos da série, a presença de Clint Capela ainda era um eco de 2016: manter um pivô em quadra não apenas criava uma rota de passes para James Harden, jogada essencial para o Rockets ao longo de toda a temporada, como também dava ao time chances de repetir o impacto de Tristan Thompson, coletar rebotes ofensivos e usar sua altura no garrafão. O plano, no entanto, mais atrapalhou do que ajudou: os passes não chegam em Capela, os jogadores mais baixos do Warriors conseguem interceptar as bolas direcionadas ao pivô, sempre há alguém para ficar entre Capela e o aro e o pobre pivô não consegue finalizar de costas para a cesta quando está sendo marcado mesmo por jogadores mais diminutos. A insistência nele cobrou um preço muito caro para o Rockets e deixou o time sem opções de ataque porque seus substitutos (Nenê e Kenneth Faried) não funcionam defensivamente nesse duelo.

No Jogo 4, precisando de uma vitória em casa para empatar a série, o Houston Rockets até usou Capela novamente, mas pouco – o pivô ficou em quadra pouco mais de 20 minutos. Nenê, por sua vez, entrou em jogo por 3 minutos; Faried sequer levantou do banco. E enquanto esteve em quadra, Capela se afastou do garrafão no ataque e recebeu apenas passes eventuais e muito, muito curtos, picados, por baixo da defesa ao invés de pontes aéreas e passes “balão”. O jogador que era fundamental para o Rockets foi praticamente descartado, ficando em quadra em curtos períodos unicamente por ser capaz de defender tanto o garrafão quanto o perímetro. Tornou-se mera arma defensiva, substituível. E ao invés de ser motivo de preocupação, essa foi a melhor notícia que os torcedores do Rockets poderiam receber.

Desde a temporada passada, toda a ideia defensiva do Rockets é que seus jogadores são mais fortes e melhores defensores individualmente do que os adversários do Warriors, de modo que trocar a qualquer corta-luz tornou-se prioridade máxima – com ou sem Clint Capela. Em última instância, isso significa acreditar que o Warriors pode escolher qualquer um dos seus jogadores e colocá-lo contra qualquer defensor do Rockets, no mano-a-mano, e que o aproveitamento ofensivo será PIOR do que aquele que o Rockets conseguirá, com suas bolas de três pontos, do outro lado da quadra. O problema dessa crença é que não apenas a defesa do time de Houston piorou da temporada passada para essa (principalmente pela saída de Trevor Ariza) mas também Kevin Durant parece cada vez mais imparável no mano-a-mano. Quando juntamos atuações incríveis de Durant com erros defensivos do Rockets ao longo dessa série, o resultado foi que toda a esperança desse torcedor que vos escreve foi SUGADA de dentro da alma. Até a noite de ontem, claro.

O que vimos nesse Jogo 4, desde o primeiro minuto, foi o Rockets executando uma defesa impecável com PJ Tucker ultra-confiante na marcação individual de Kevin Durant. Na primeira vez em que tocou na bola, Durant foi obrigado ao mano-a-mano porque todas as tentativas do elenco do Warriors de se movimentar e cortar para a cesta foram meticulosamente interrompidas pela defesa. E aí, quando Durant se preparou para fazer uma jogada individual, PJ Tucker há havia colocado sua mão na bola, marcando apenas da linha da cintura para baixo ao invés de contestar os arremessos. Quando o Warriors resolveu então fazer corta-luzes para afastar PJ Tucker das jogadas futuras, James Harden assumiu a marcação sob os mesmos termos: usar a força bruta para impedir o caminho para a cesta e mãos rápidas para contestar a bola antes de qualquer movimentação de arremesso. Foi uma defesa arriscada, que testou o limite dos juízes, assim como a defesa do Warriors às bolas de três pontos de Harden também desafia os juízes a bancarem o fardo de apitar a toda posse de bola. Enquanto isso, os demais jogadores fizeram o mesmo em todos os lados da quadra, com Stephen Curry sendo desafiado a arremessar no um-contra-um e impedindo passes limpos para Klay Thompson. Apesar de tomar algumas cestas nesse cenário, o Rockets encontrou a confiança de que no mano-a-mano o Warriors teria que suar para converter qualquer bola, o que já é mais do que qualquer time pode sonhar.

Para consolidar a vitória, bastava então provar que do outro lado da quadra a recíproca não seria verdadeira. Com Kevon Looney em quadra, coube a James Harden mostrar que o duelo individual entre eles seria UM MASSACRE – e punir Draymond Green toda vez que ele fosse obrigado a abandonar seu homem para cobrir a incapacidade de Looney, como vemos na jogada abaixo:

O Warriors passou o jogo inteiro, a partir desse momento, tentando encontrar maneiras de impedir que Harden vencesse no duelo individual. Tirar Kevon Looney não funcionou, porque aí quem virou alvo foi Stephen Curry. Para impedir isso, então, o Warriors passou a RECUSAR a troca de marcação – o que o Rockets usou para finalizar mais rápido ou então infiltrar e dar passes para fora. O Warriors passou a experimentar, então, com ceder a troca de marcação e aí, de repente, VOLTAR ATRÁS, desfazendo a troca, ao que o Rockets respondeu usando dois corta-luzes seguidos para afastar os defensores. O Warriors então tentou DOBRAR a marcação em Harden no corta-luz, o que gerou arremessos livres para os outros jogadores. Já no segundo tempo, no total desespero, Stephen Curry chegou a abandonar Harden sozinho no meio de uma jogada porque Draymond Green estava vindo, lá do outro lado da quadra, para assumir a marcação. Nunca vi os atuais campeões tão desencontrados, sem resposta defensiva, tentando tantas coisas diferentes de uma posse de bola para a outra, sem sucesso. Até Klay Thompson, que DORME COM O PERIGO ao tirar totalmente o espaço de aterrissagem de Harden nas bolas de três, passou a ser punido com faltas por uma arbitragem mais preparada para o lance depois das polêmicas do Jogo 1:

Em geral o Warriors não se desesperava tanto com Harden por dois motivos: um é que arremessos de três pontos sob marcação mano-a-mano não costumam ser bolas de alto aproveitamento; o outro é que suas infiltrações costumam ser contestadas por Draymond Green não no aro, mas no TRAJETO para a cesta, o que impede sua progressão, gera trombadas e desafia os árbitros a apitar faltas. Dessa vez, no entanto, Harden é um perigo REAL arremessando sob marcação por conta do seu passo-para-o-lado, e Draymond Green deixou de ser uma preocupação por um motivo simples: o Rockets passou a fazer um corta-luz em Green FORA da bola, impedindo que ele possa correr para o garrafão. Quando Green percebeu o corta-luz e se antecipou, isso queria dizer que o corta-luz estava para trás, entre ele e o jogador que Green deveria estar originalmente marcando, o que gerou arremessos livres para o Rockets. Foi um ajuste simples que permitiu a James Harden uma de suas melhores partidas de Playoffs até aqui – um lembrete de que muitas vezes uma super atuação é mérito de ajustes táticos e da ação de outros jogadores, não apenas da estrela em questão.

Tentar tantas coisas contra James Harden começou a fazer o Warriors cometer ERROS DEFENSIVOS, coisa que a gente não costuma ver essa equipe fazer. Ao não saber se trocava a marcação ou dobrava, se abandonava Harden ou se contestava os passes, o Warriors começou a ter dois jogadores correndo para o mesmo lugar da quadra e começaram a sobrar espaços para os outros jogadores do Rockets atuarem. Foi nesse espaço, também, que PJ Tucker se consolidou como pivô da equipe, conseguindo rebotes de ataque nas costas de um Draymond Green indeciso e trombando com todo mundo no garrafão. Pela primeira vez vimos o Rockets ser, de fato, o time mais forte em quadra mesmo sem ter que ser o mais alto: foi como se Tristan Thompson vivesse dentro do corpo diminuto de 1,96m de PJ Tucker. Acostumado a ter vantagem mesmo sem pivôs graças à altura de Durant, Shaun Livingston e Andre Iguodala, o Warriors pareceu chocado ao não conseguir sequer se aproximar das bolas e ter todas as portas fechadas para o garrafão.

Falo sem medo que nunca vimos o Warriors tão EM FRANGALHOS num jogo desde 2016: faltavam espaços para arremessar, o time foi massacrado fisicamente, começou a errar bolas fáceis, ninguém entrou num ritmo de arremessos porque faltavam jogadas desenhadas que chegassem ao fim, o jogo de mano-a-mano não funcionou contra a forte defesa do Rockets e o time cometeu erros defensivos terríveis dada a incapacidade de marcar James Harden. E aí alguns roubos, bolas de três pontos na transição e uma defesa individual de Kevin Durant em Harden depois, eis que o Warriors havia diminuído a diferença do placar – que chegou a ser de 17 pontos – para apenas 2 míseros pontos no quarto período.

Isso porque mesmo com Kevin Durant bem marcado – ele acertou apenas 33% dos arremessos de dois pontos que tentou contra James Harden no jogo – ele ainda acertou mais da metade dos seus arremessos e somou 34 pontos na partida. Além disso, Stephen Curry, visivelmente fora de ritmo nos arremessos – acertou apenas 4 das 14 bolas de três pontos e já tem críticos apontando para seu dedo deslocado, para a falta de ritmo e para o alinhamento das estrelas – mostrou que é um jogador completo infiltrando bem e somando 30 pontos. Em sua pior versão, o ataque do Warriors ainda é bom DEMAIS e capaz de reações explosivas muito, muito rápidas. O time ainda teve uma última chance de empatar o jogo com uma bola de três livre para Kevin Durant, em movimento, e depois uma bola mediana de Curry após o rebote ofensivo. Nenhuma delas entrou, eu guardei o desfibrilador na gaveta e temos uma série empatada:

No quarto período, quando o Rockets queria só enrolar, esperar o jogo acabar e deixar Harden continuar decidindo, finalmente o Warriors optou por deixar Kevin Durant em tempo integral na sua marcação, lutando contra os corta-luzes em alguns momentos e dobrando quando necessário para que Durant retomasse sua posição. Foi a melhor defesa em Harden no jogo, especialmente porque nesses momentos decisivos o Rockets NÃO QUER que a bola saia de suas mãos. Mas foi tarde demais, o jogo acabou antes que o Warriors pudesse completar sua virada.

O que isso significará para o Jogo 5, no entanto, é difícil de prever. Por um lado tivemos um Warriors desesperado, fisicamente dominado, que cedeu rebotes de ataque, confuso na defesa, DESTRUÍDO por um jogo completíssimo de James Harden; por outro, mesmo nessas condições terríveis o time quase levou o jogo para a prorrogação, descobriu que Kevin Durant deveria ficar em Harden o tempo todo e que Kevon Looney não pode ficar em quadra. É triste quando tudo dá certo para um time e o Warriors ainda assim parece tão perto, tão vivo, tão favorito; a única chama de esperança para o Rockets é que não é necessário QUEBRAR esse Warriors, vencer por muito, desmontar seu sistema, humilhar seus jogadores – basta vencer de pouco, por pouco, no sufoco, por mais duas vezes. E isso, aos trancos e barrancos, ainda é possível.


Com exceção do Jogo 1 entre Boston Celtics e Milwaukee Bucks, em que o Celtics venceu a partida, o time de Boston tem sido MASSACRADO no terceiro período. Um time minimamente constante e coerente no primeiro tempo dos jogos, o Celtics inevitavelmente enfrenta alguma adversidade no terceiro quarto, entra em MODO PÂNICO, começa a mandar os esquemas táticos privada abaixo e, no quarto período, já é apenas sombra do que deveria ser, assumindo sua pior faceta de time derrotado, confuso e rachado. No Jogo 2, o time perdeu o terceiro período por 21 pontos (39 a 18); no Jogo 3 a derrota foi por 9 (40 a 31), suficiente para que o time entrasse já desmoralizado no último quarto.

Precisando desesperadamente de uma vitória nesse Jogo 4, o terceiro período precisaria ser diferente. E, dessa vez, pareceria que realmente seria quando Giannis Antetokounmpo e Khris Middleton saíram ambos com 4 faltas bem cedo no quarto. Para termos uma ideia do que isso significa, dos 47 pontos marcados pelo Bucks no primeiro tempo, 28 deles saíram das mãos desses dois jogadores – ninguém fora eles havia marcado mais do que 5 pontinhos. Antetokounmpo está cada vez mais confortável jogando de costas para a cesta contra o Celtics, não permitindo que a defesa dobre nele ao girar rapidamente para o aro e atacando o garrafão por entre a defesa adversária, enquanto Middleton continua seu alto aproveitamento nas bolas de três pontos em transição. Sem os dois em quadra, o Celtics poderia finalmente esticar a vantagem no placar que chegou a ser de 12 pontos no primeiro tempo e garantir a vitória em casa, não é mesmo? Só esqueceram de combinar com George Hill e a defesa impressionante de Ersan Ilyasova e Pat Connaughton no período.

Com Kyrie Irving incapaz de acertar um arremesso sequer no terceiro quarto, Terry Rozier queimando arremessos de longe e Jayson Tatum decidido a salvar o jogo sozinho, o Boston Celtics perdeu mais uma vez o terceiro quarto, dessa vez por 10 pontos, foi atropelado pelos reservas do Bucks (que fizeram 32 pontos no jogo contra SETE do Celtics), viram o controle do jogo escapando por entre os dedos e aí, numa tentativa desesperada de virar o jogo no quarto período, foram recebidos pela temível imagem de um ANTETOKOUNMPO DESCANSADO em quadra.

O grego marcou 17 pontos só no quarto final, rumo aos seus 39 pontos, e isso nem foi o pior: sua proteção de aro foi espetacular, o pilar perfeito para que o Bucks como um todo pudesse abarrotar o garrafão de defensores, minimizar as infiltrações e puxar contra-ataques. Kyrie Irving teve o pior aproveitamento de arremessos em um jogo de Playoffs em casa em toda sua carreira, acertando apenas 7 de 22 arremessos – um aproveitamento similar àqueles 8 de 22 que ele prometeu que nunca mais aconteceria nessa série – assumidamente porque o garrafão do Bucks estava intransitável e, apesar do espaço aparente no perímetro, os defensores sempre chegam minimamente a tempo para atrapalhar os arremessos de fora. A troca rápida de passes do Celtics parece não ter muito efeito porque a rotação do Bucks é impressionante e Kyrie Irving tem algum sucesso cortando rapidamente contra a defesa. O problema é que ao invés de continuar a movimentação de bola após os cortes, abrindo mão da bola para prosseguir em movimento e forçar a defesa a decidir persegui-lo ou continuar no garrafão, Irving simplesmente corta e finaliza contra uma enxurrada de defensores. Entendo que sua criatividade parece muitas vezes a única solução possível, mas nessa série essa criatividade não tem trabalhado em função de uma movimentação que force a defesa adversária ao erro – pelo contrário, ela oferece justamente aquilo que a defesa do Bucks está pronta para receber. Sem ele, no entanto, o Celtics tornou-se uma equipe burocrática que não tem resposta quando a defesa do Bucks funciona – as jogadas TRAVAM quando não conseguem o resultado desejado, sem que exista uma rota de fuga, uma jogada de segurança ou um plano B. Não é à toa que Marcus Smart, que tem coragem de sobra e bom senso em falta, arremessou SETE bolas de três pontos no jogo voltando de lesão, acertou apenas uma e teria arremessado outras sete se Kyrie Irving tivesse deixado. A ausência de soluções contra o Bucks é tanta que aquele que tiver mais coragem vai acreditar ter sempre a única saída – e a única coisa que sairá, de fato, é o Celtics da pós-temporada se as coisas continuarem assim.

Ao fim do jogo Irving, questionado sobre ter arremessado mais de 20 bolas, disse que “faz parte” e que deveria ter arremessado mais de 30. Sua lógica é que seus arremessos são os melhores que o time tem conseguido, o que é em parte fantasia, em parte mérito da defesa do Bucks que nega ao Celtics aqueles espaços óbvios que caracterizam uma boa jogada, o que mergulha o Celtics em dúvidas sobre se a movimentação está funcionando, se os arremessos deveriam estar sendo dados, e acaba dando carta branca para jogadores como Irving e Smart assumirem demais a responsabilidade de “concertar” o que PARECE não estar funcionando.

Soma-se a isso o fato de que o Celtics não faz NENHUMA ideia do que fazer contra Antetokounmpo e temos receita para desastre. Se antes forçá-lo a virar as costas para a cesta era essencial para que a defesa fechasse nele, agora o grego vira de costas, protege a bola, bate pra dentro, cava faltas, finaliza contorcendo seu corpo e ainda enterra em cima de alguém. Nunca vimos o grego jogar num nível tão absurdo, principalmente porque ele nunca havia sido DESAFIADO nesse nível: foi uma boa defesa por parte do Celtics que acabou forçando o jogador a ter partidas ainda mais espetaculares e encontrar mais recursos para ser eficiente. O Celtics precisa tentar outras estratégias defensivas e ver se Giannis continuará reagindo à altura, na velocidade da luz, ou se eventualmente baterá numa parede de desenvolvimento. A série já parece perdida, mas encontrar o limite de Antetokounmpo é a única esperança para um time que já parece derrotado quando volta dos vestiários para o segundo tempo por não ter ideia do que pode fazer.

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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