Resumo da Rodada 10/5 – O modelo insuficiente

O Houston Rockets revolucionou, nas √ļltimas temporadas,¬†a maneira de se marcar o Golden State Warriors. Nos √ļltimos dois anos, o Rockets venceu mais partidas contra o rival do que qualquer outra equipe – s√≥ nessa temporada regular, o time de Houston venceu 3 das 4 vezes em que enfrentou os atuais campe√Ķes. A receita defensiva envolve principalmente as agora consagradas “trocas de marca√ß√£o”, quando a cada corta-luz sofrido na defesa os marcadores envolvidos no bloqueio invertem os jogadores que deveriam defender. Quando esse tipo de defesa √© bem feita, os jogadores do Warriors deixam de aparecer livres no per√≠metro ap√≥s receber um corta-luz fora da bola e o jogador que tem a bola nas m√£os tem menos tempo para um arremesso limpo ap√≥s receber um bloqueio. Al√©m disso, as trocas tamb√©m impedem que os jogadores do Warriors fiquem livres no pick-and-roll, o corta-luz seguido de infiltra√ß√£o rumo ao aro, e em caso de passe para o garraf√£o for√ßa o elenco, tradicionalmente mais baixo, a ter que jogar de costas para a cesta.

O¬†Warriors encontra apenas duas possibilidades¬†para explorar essa defesa: a primeira √© atacar os rebotes ofensivos, j√° que as trocas de marca√ß√£o desmontam o posicionamento tradicional do Rockets para proteger o garraf√£o e garantir os rebotes de defesa; a segunda √© escolher quem faz cada corta-luz para que as trocas de marca√ß√£o coloquem sempre um defensor “inadequado” em cima de uma das estrelas do Warriors, permitindo o jogo de mano-a-mano. Para tapar esses buracos, o Rockets apostou em jogadores que nunca fossem “inadequados” marcando em qualquer lugar da quadra contra qualquer advers√°rio – essa √© a raz√£o de Clint Capela ficar em quadra, porque consegue marcar tanto no garraf√£o quanto no per√≠metro e n√£o se torna um defensor “explor√°vel” pelos armadores rivais. Al√©m disso, o time investiu em jogadores de grande for√ßa f√≠sica em todas as posi√ß√Ķes – com James Harden e Trevor Ariza antes, e PJ Tucker agora, como os exemplos mais √≥bvios – para conseguir proteger os rebotes independente do lugar em que estejam em quadra.

Por conta disso, o Warriors tem vida muito difícil contra o Rockets em todos os confrontos: precisa escolher entre dar arremessos apressados, sem ninguém verdadeiramente livre, ou jogar no mano-a-mano contra bons defensores, o que acaba sendo tarefa de Kevin Durant dada a sua capacidade de arremessar por cima de qualquer marcação e de qualquer lugar da quadra. Durant foi essencial para que o Warriors vencesse as Finais da Conferência Oeste em cima do Rockets na temporada passada e foi ainda mais importante para vencer os dois primeiros jogos da série atual. Com isso chegamos à principal questão sobre o Jogo 6 de ontem: como o Warriors reagiria a essa defesa tradicional do Rockets sem poder contar com Kevin Durant?

O primeiro ajuste do t√©cnico Steve Kerr foi acionar Andrew Bogut pela primeira vez na s√©rie para ser titular na partida. Ainda que tenha jogado poucos minutos, por ter limita√ß√Ķes defensivas contra o Rockets, o tamanho do piv√ī compensou um pouco a aus√™ncia dos bra√ßos gigantes de Durant nos rebotes; quando Bogut saiu foi a vez de Kevon Looney e at√© mesmo de Jordan Bell, que tamb√©m n√£o havia participado da s√©rie. Ao inv√©s de jogar mais baixo, como o Warriors costuma fazer, Kerr apostou em manter piv√īs em quadra em nomes dos rebotes – e para impedir que o Rockets¬†pudesse jogar mais baixo tamb√©m, for√ßando o time de Houston a manter Clint Capela ou Nen√™ em quadra.

Além disso, o Warriors tentou mais do que nunca puxar contra-ataques rápidos. Sabendo que encontraria desafios na defesa adversária que não poderiam ser vencidos na marra por Durant, restou ao time correr para pegar os marcadores fora de posição ou ainda em transição. Dentro desse plano, forçar Capela a ficar em quadra ganhou uma vantagem adicional: ainda nas primeiras posses de bola Draymond Green pegou um rebote defensivo e disparou para o ataque na certeza de que Capela não conseguiria acompanhá-lo, ganhando uma cesta livre do outro lado da quadra. Foram nessas jogadas de transição que Klay Thompson conseguiu também seus primeiros arremessos de três pontos nos raros momentos em que esteve livre por conta do ataque em velocidade.

Na pr√°tica, o que vimos no primeiro quarto esteve perfeitamente dentro do esperado: o Warriors conseguindo rebotes de ataque (foram 4 no per√≠odo), o Rockets trocando a marca√ß√£o, Draymond Green puxando contra-ataques velozes e Klay Thompson arremessando em transi√ß√£o ou acertando bolas dif√≠ceis. A √ļnica coisa completamente fora do esperado foi que ao contr√°rio de tudo aquilo que o Rockets fez nos √ļltimos anos, contrariando toda a revolu√ß√£o defensiva que citamos anteriormente, a equipe de Houston optou por n√£o trocar os marcadores quando Stephen Curry recebia um corta-luz. Ao inv√©s disso, escolheu fazer a “trap”, a “armadilha”, uma dobra de marca√ß√£o em que o jogador respons√°vel por Curry e o jogador envolvido no corta-luz correm para cima do¬†armador, que est√° com a bola em m√£os, tentando “prend√™-lo” na lateral da quadra. A defesa, super agressiva, for√ßou Curry a se livrar da bola – o armador acabou o primeiro tempo com ZERO pontos, mesmo n√ļmero de Durant, que NEM SEQUER ESTAVA NA PARTIDA.

A dobra em Stephen Curry pegou absolutamente todo mundo de surpresa, incluindo o Golden State Warriors e o pr√≥prio Curry, que esperavam enfrentar a marca√ß√£o cl√°ssica que tanto incomodou a equipe nos √ļltimos anos. O resultado inicial dessa surpresa pareceu vantajoso, praticamente tirando Curry do jogo e for√ßando os demais jogadores do elenco a decidirem. Mas n√£o consigo deixar de questionar a L√ďGICA por tr√°s dessa abordagem: se o time foi¬†pensado para enfrentar o Warriors no mano-a-mano e Durant (o jogador que funcionava como solu√ß√£o no jogo individual) n√£o est√° dispon√≠vel, por que RAIOS experimentar com outro tipo de defesa? O Rockets teve diante de si o cen√°rio que mais desejou em anos, mas resolveu que iria transform√°-lo em outro cen√°rio, um mais arriscado e mais imprevis√≠vel, em que o Warriors tinha que reagir a dobras de marca√ß√£o – algo que eles tem um longo hist√≥rico de saber fazer muito bem. Ao meu ver, rolou um pouco de gan√Ęncia: prevendo que Curry deveria arremessar a maior parte das bolas que seriam de Durant, o Rockets n√£o conseguiu resistir √† tenta√ß√£o de “fechar essa torneira” e resolver logo de uma vez.

Apesar dos resultados positivos no primeiro tempo, as rachaduras das dobras em Curry come√ßaram a aparecer¬†logo. Desacostumado com esse sistema defensivo, o Rockets errou uma s√©rie de rota√ß√Ķes e se antecipou demais na hora de fazer a “armadilha”, criando espa√ßo para os demais jogadores do Warriors crirarem jogadas. Curry foi anulado, mas quando o primeiro tempo terminou, Andre Iguodala havia acertado improv√°veis dois arremessos de 3 pontos e Klay Thompson havia convertido OUTROS CINCO.

Foram 21 pontos para Klay Thompson s√≥ no primeiro tempo, um n√ļmero que colocou o Rockets contra a parede e for√ßou a equipe a buscar mais poder de fogo para igualar o placar – se n√£o fossem as duas bolas de tr√™s pontos de Gerald Green, resgatado dos fundos do banco de reservas, o jogo teria sa√≠do completamente do controle, mesmo que ele tome decis√Ķes medonhas em quadra.¬†E o problema principal para o Rockets foi que, tirando uma falha de rota√ß√£o de James Harden e os arremessos r√°pidos em transi√ß√£o, as bolas de Klay Thompson receberam a marca√ß√£o adequada, foram contestadas, a defesa fez as trocas necess√°rias e Klay teve at√© mesmo que acertar bolas de meia dist√Ęncia em jogada individual, do mesmo lugar da quadra em que Durant tradicionalmente acerta as dele. Assim como acontece com os arremessos de Iguodala (que o Rockets OFERECEU DE GRA√áA), s√£o pontos que voc√™ simplesmente aceita quando enfrenta uma das melhores equipes da hist√≥ria e confia no plano de jogo. √Č desesperador, enfrentando um Warriors sem Durant, ir para o vesti√°rio no intervalo com o placar empatado, mas faz parte do poder do advers√°rio quando as bolas que voc√™ quer que sejam arremessadas acabam caindo dentro do aro:

Ao meu ver, as coisas s√≥ desmontaram de vez para o Rockets no segundo tempo quando a mesma marca√ß√£o dedicada a Stephen Curry (a “trap”, a armadilha de dobrar ap√≥s o corta-luz) passou a ser utilizada tamb√©m contra Klay Thompson numa tentativa de “esfriar” o jogador. De novo, minha sensa√ß√£o √© de que a resposta do Rockets foi parte desespero, parte “subiu √† cabe√ßa”: se estava dando certo contra Curry, por que n√£o daria certo contra Klay, n√£o √© mesmo? Por que n√£o “fechar todas as torneiras”? O problema dessa l√≥gica √© que o Warriors voltou para o segundo tempo perfeitamente preparado para enfrentar essas dobras gra√ßas ao talento de Draymond Green.

Em seus melhores momentos na equipe, Green era o responsável por ter a bola nas mãos após um corta-luz e, com passes precisos, punir as defesas adversárias em movimento. Ele é um dos grandes passadores da NBA e tem uma mente incrível para perceber espaços em intervalos muito curtos de tempo. Um dos motivos pelos quais o jogador não foi tão efetivo nessa temporada foi justamente o fato de que o pick-and-roll entre ele e Stephen Curry já é popularmente defendido com trocas que impedem que Green receba a bola ou que tenha espaço livre para a cesta e para passes em movimento. Se o Rockets havia decidido dobrar em Curry, por que não devolver então a Draymond Green a função em que ele brilhou por tanto tempo na Liga? Com ele iniciando o corta-luz e as defesas dobrando em Curry e em Klay Thompson, não lhe faltaram oportunidades de receber um passe livre, atacar a cesta e encontrar seus companheiros Рincluindo o próprio Stephen Curry, se movimentando após o passe. Foi assim que Kevon Looney passou a ser relevante no ataque, por exemplo:

Mesmo quando Klay Thompson se viu obrigado a resolver no mano-a-mano, na meia dist√Ęncia e a defesa em cima dele j√° era eficiente o bastante para for√ßar um arremesso dif√≠cil e contestado, o Rockets decidiu dobrar no √ļltimo instante “s√≥ para garantir” –¬† o que resultou em Kevon Looney pegando rebotes de ataque porque havia um defensor a menos no garraf√£o, Draymond Green recebendo passes para comandar o ataque, ou ent√£o Andre Iguodala recebendo a bola livre no per√≠metro. Dessas op√ß√Ķes, a √ļnica desej√°vel para o Rockets seria o arremesso de tr√™s de Iguodala, mas ele acabou acertando CINCO bolas de tr√™s pontos no jogo, tr√™s delas no segundo tempo – foi apenas a quarta vez NA CARREIRA do Iguodala que ele acertou tantas bolas do per√≠metro. No v√≠deo abaixo, a quinta bola de Iguodala ao receber um passe de Klay, que estava com marca√ß√£o dupla:

Ainda assim, o Rockets entrou no quarto per√≠odo vencendo por 5 pontos, um placar dif√≠cil de ser interpretado – era uma vit√≥ria pelo time estar √† frente mesmo com as partidas incr√≠vels de Klay Thompson, Draymond Green e Andre Iguodala, ou uma derrota porque a vantagem era pequena demais (e fr√°gil demais) num jogo sem Durant e com Stephen Curry inoperante? Minha tend√™ncia (pessimista) foi tender para o lado da derrota porque al√©m disso, 5 pontos parecia¬†ainda menos¬†numa partida em que, em termos gerais, o ataque do Rockets estava funcionando muito bem. As bolas de tr√™s pontos estavam caindo com um bom aproveitamento, James Harden estava jogando em alto n√≠vel (especialmente quando Draymond Green teve que sentar) e recebendo as faltas devidas, Chris Paul teve possivelmente seu melhor jogo pelo Rockets acertando as bolas de fora e abusando dos corta-luzes de Capela na meia dist√Ęncia, PJ Tucker converteu bolas dif√≠ceis da zona morta e at√© Austin Rivers e Gerald Green acertaram arremessos importantes para responder sequ√™ncias do advers√°rio. Diante disso, uma vantagem pass√≠vel de ser destru√≠da com duas bolas de tr√™s pontos de Curry parecia uma migalha pequena demais.

E foi assim que aconteceu: primeiro Stephen Curry converteu uma bola de tr√™s pontos assim que Clint Capela trocou a marca√ß√£o nele, antes da dobra acontecer, depois a dobra rendeu um passe livre para Draymond Green, que devolveu para Curry¬†converter¬†outra bola do per√≠metro. E a√≠, com o jogo apertado, vimos aquela famosa vers√£o medonha do ataque do Rockets que parece querer gastar os minutos do rel√≥gio e arremessar bolas somente no estouro do cron√īmetro. O auge desse horror foi com o time puxando um contra-ataque com 3¬†atacantes contra 1 defensor s√≥ e, por medo de errar um arremesso em transi√ß√£o ou for√ßar um passe, PJ Tucker s√≥ PAROU com a bola na linha de tr√™s e esperou o resto do Rockets (e da defesa advers√°ria) se posicionar. Quando o ataque deu errado e virou uma bola de tr√™s pontos do Iguodala do outro lado, toda a din√Ęmica do jogo mudou, o gin√°sio emudeceu, e o Warriors era novamente favorito para levar¬†a partida. Pouco depois a dobra em Curry “engasgou” com Eric Gordon hesitando, Chris Paul veio do outro lado da quadra e n√£o chegou a tempo, e a√≠ Stephen Curry acertou sua terceira bola de tr√™s pontos no quarto.

O Rockets at√© fez sua parte em responder ofensivamente com James Harden, mas com menos de um minuto no cron√īmetro eis que a dobra em Curry deixa Draymond mais uma vez livre para acionar Andre Iguodala, que dessa vez abre m√£o do arremesso de tr√™s (acertar 5 j√° √© contar com a sorte DEMAIS) e aciona Klay Thompson para um arremesso dif√≠cil, mas que ele adora converter:

O Rockets se tornou o time especialista em fazer o Warriors n√£o jogar como o Warriors, mas n√£o dessa vez: por escolhas defensivas, gan√Ęncia, p√Ęnico, fator surpresa ou qualquer outra explica√ß√£o que surja nos pr√≥ximos dias, o Rockets permitiu que o Warriors fosse o Warriors. Draymond Green, que j√° vinha tendo uma s√©rie fant√°stica, foi simplesmente BRILHANTE nesse Jogo 6 para punir as decis√Ķes defensivas do advers√°rio, e os atuais campe√Ķes voltaram a ser aquele time que pode girar a bola at√© encontrar um bom arremesso – mesmo que ele venha de Iguodala, Shaun Livingston ou, pasmem, Kevon Looney.

Se Klay Thompson tivesse errado algumas das bolas dif√≠ceis que tentou, se Iguodala tivesse acertado arremessos de acordo com seu aproveitamento usual, se Curry tivesse errado arremessos no quarto per√≠odo por estar “frio”, talvez estiv√©ssemos aqui discutindo como o ajuste OUSADO do Rockets foi genial e carregou o time rumo ao Jogo 7. Como essas coisas n√£o aconteceram, s√≥ nos resta olhar com estranhamento para esses ajustes e imaginar se a defesa aplicada no Jogo 5 n√£o teria gerado mais desconforto no advers√°rio do que essa que vimos pela primeira vez justamente num jogo eliminat√≥rio.

Depois de ver a “pior vers√£o” dos dois times ao longo da s√©rie, j√° que as defesas dos dois times for√ßam os ataques a um basquete pouco vistoso, dessa vez pelo menos fomos presenteados com vers√Ķes muito mais interessantes das duas equipes. James Harden e Chris Paul continuam nunca tendo marcado 30 pontos cada um em um mesmo jogo, mas foi por pouco: Harden conseguiu 35 pontos numa partida incr√≠vel, com Chris Paul somando 27. Do outro lado, por sua vez, pudemos lembrar de como o Warriors √© completo, confia em seus jogadores mais secund√°rios a ponto de depender de Looney e Bogut, coloca at√© seus piores arremessadores em situa√ß√Ķes de converter bons arremessos, como foi o caso de Iguodala, e reage surrealmente bem √† press√£o – n√£o apenas a press√£o psicol√≥gica de um jogo decisivo, j√° que Stephen Curry fez 33 pontos s√≥ no segundo tempo, mas a press√£o DEFENSIVA, as “armadilhas”, as dobras, as marca√ß√Ķes agressivas de quadra inteira. Esse Warriors √©, em si, uma revolu√ß√£o t√°tica que s√≥ foi poss√≠vel gra√ßas a jogadores completamente fora do padr√£o, quase “indesej√°veis” no basquete da d√©cada passada: um armador que arremessa de longe demais mesmo sendo diminuto em Curry, um piv√ī baixinho que arma jogadas em Green e um arremessador que nunca bate a bola em Klay. Que a esses tr√™s tenham se somado Iguodala e Durant √© apenas m√©rito da diretoria, da gest√£o de teto salarial e do acaso,¬†o que n√£o ofusca de modo algum como um esquema t√°tico transformou aquilo que era “estranho” em MODELO A SER SEGUIDO, simultaneamente combatido e imitado.

No dia em que o Rockets nos permitiu ver esse esquema t√°tico em plena a√ß√£o novamente, sai derrotado de quadra. O time de Houston tamb√©m faz parte da revolu√ß√£o t√°tica dos √ļltimos anos e abra√ßou ainda mais a “revolu√ß√£o estat√≠stica” do que o rival, mas o modelo que prop√Ķe de basquete continua sofrendo um golpe duro demais aos olhos do p√ļblico: n√£o consegue vencer o Warriors nos momentos mais¬†decisivos da temporada. Faz parte do esporte o fato de que quando dois modelos s√£o colocados frente-a-frente, apenas um pode sagrar-se vencedor. O modelo do Rockets n√£o ter funcionado mais uma vez contra o seu maior rival (embora funcione contra todos os demais times da NBA, como prova o aproveitamento da equipe nos √ļltimos anos) √© uma realidade triste demais e que certamente nos faz questionar¬†a efic√°cia e a proposta desse modelo. Ainda assim, h√° algo no “quase” que √© po√©tico e encantador: uma vis√£o que foi levada ao seu m√°ximo pode n√£o ser suficiente para vencer um obst√°culo ou uma dificuldade em particular, mas ainda assim √© a melhor vers√£o de si mesma que pode existir. E no esporte, n√£o h√° nada mais incr√≠vel do que ver planos t√°ticos, elencos e treinadores tornarem-se as melhores vers√Ķes de si mesmos – mesmo quando, em oposi√ß√£o a um dos melhores times de todos os tempos, essas vers√Ķes n√£o forem suficientes. √Äs vezes n√£o √© porque algo deu errado que necessariamente tenha sido feito algo errado; nosso m√°ximo pode ser insuficiente, e s√≥ nos resta admirar o advers√°rio. Celebremos o Warriors, e que as Finais da Confer√™ncia Oeste nos apresentem outros modelos sendo levados ao seu extremo – mesmo quando forem insuficientes.

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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