Resumo da Rodada 13/4 – Dia difícil para o mando de quadra

Quando o Brooklyn Nets abriu 17 pontos de vantagem ainda no começo do segundo quarto, a torcida de Philadelphia já começou a vaiar seu próprio time. A torcida tem fama de ser impiedosa (há um caso famoso de Kris Humphries sendo vaiado de maneira brutal após alguns erros num jogo de PRÉ-TEMPORADA), mas a performance do Sixers certamente não teria recebido aplausos de nenhuma torcida do planeta.

Dizer que o Sixers é um time com limitações não é nenhuma novidade: desde a temporada passada o time tem problemas com seus arremessos de longe, questões sérias de espaçamento (os jogadores jogam muito próximos uns dos outros, e muitas vezes nas mesmas posições), pouca profundidade no banco (especialmente depois das trocas dessa temporada), JJ Redick tem problemas defensivos sérios, Joel Embiid tem problemas de saúde e Ben Simmons não sabe arremessar nem converter lances livres. Mas absolutamente nada disso impediu o Sixers de vencer mais de 50 partidas e se classificar em terceiro lugar no Leste porque os pontos fortes superam as limitações e as estrelas ganham jogos na unha. Nos Playoffs, entretanto, as limitações começam a ficar mais evidentes quando times inteligentes e bem treinados se especializam em enfiar o dedo na ferida. E para azar do Sixers, o Nets é um desses times em que falta tudo, absolutamente tudo, menos PLANO DE JOGO.

Jarrett Allen, a grande figura de garrafão do Nets, cometeu duas faltas nas duas primeiras posses de bola do jogo e ficou evidente que ele seria incapaz de parar Embiid no mano-a-mano. Resultado? Jogou apenas 9 minutos de jogo, o Nets fez um esforço coletivo para dobrar a marcação em Embiid no garrafão e deram todo o espaço do mundo para que ele arremessasse de fora caso quisesse. A mesma estratégia foi usada contra Ben Simmons, com seus defensores dando vários passos para trás e tentando cobrir os espaços dos passes do armador para os jogadores do Sixers que cortam para a cesta. O melhor exemplo disso pode ser visto na jogada abaixo:

Ao invés do defensor subir para apertar Simmons, a defesa apertou JJ Redick e o marcador do Simmons preferiu ficar na frente da cesta para interceptar o passe quando Redick cortou para o aro. A marcação só se aproximou do armador nas jogadas em que Simmons tentou ficar de costas para a cesta, situações em que recebeu até marcação dupla, mas foram raras porque o técnico Brett Brown morre de medo de embolar todo mundo embaixo da cesta.

Enquanto Simmons DESAPARECEU sob esse esquema defensivo, Embiid resolveu usar o espaço para arremessar, mas sem sucesso – errou todas as 5 bolas de três pontos que tentou. Teve muito mais sucesso entrando no garrafão na marra e se aproveitando do fato de que a marcação dupla cometeu erros e chegou atrasada várias vezes para cavar faltas e cobrar lances livres, mas o pivô do Sixers estava claramente baleado, sentindo o joelho, chegou a voltar para os vestiários no meio do jogo e não conseguiu ser tão agressivo quanto a situação exigia. Na sua ausência, Boban Marjanovic usou o espaço que lhe deram fora do garrafão para acertar arremesso atrás de arremesso – suas bolas de média distância são impecáveis – mas ele virou um alvo fácil na defesa quando o Nets escolheu jogar mais baixo e forçar o pivôzão a marcar no perímetro. Falta uma escolha para o Sixers que funcione dos dois lados da quadra.

JJ Redick também foi alvo em todas as posses de bola em que teve que jogar na defesa, incapaz de parar qualquer jogador do Nets individualmente. Para piorar, o Sixers entrou em quadra já prevendo que Redick seria um problema e resolveu que a marcação nunca trocaria após receber um corta-luz – em teoria, isso impediria que o Nets “forçasse” Redick a marcar D’Angelo Russell, por exemplo. O resultado foi o pior possível: o Nets puniu Redick com qualquer um do seu elenco, não precisava ser Russell (podia até ser eu), e a ordem de não trocar no corta-luz colocou os outros defensores do Sixers em situações muito ruins, lutando contra os bloqueios enquanto o Nets dava arremessos rápidos no espaço que surgia. No meio das vaias, incapaz de parar o versátil ataque do Nets, a defesa do Sixers passou a tentar “prever” os corta-luzes para chegar “mais rápido” do outro lado e não ceder espaço para os arremessos – ao que o Nets respondeu DEIXANDO DE USAR o corta-luz já posicionado, batendo livremente para a cesta. Coisa de time bem treinado.

Jimmy Butler tomou para si rapidamente a responsabilidade de tirar o Sixers daquele buraco e foi responsável por encurtar a diferença no final do primeiro tempo e depois deixar seu time apenas dois pontos atrás no começo do terceiro período. Mas aí D’Angelo Russell usou a meia distância que a defesa do Sixers estava concedendo para manter a vantagem confortável. E quando os titulares do Sixers sentaram, o jogo acabou pra valer. O Nets tinha um plano defensivo, desafiou Embiid e Simmons a arremessarem de longe, deu arremessos rápidos (esticando as posses de bola só no quarto final, já enrolando para o jogo não sair do controle), jogou com maturidade, espaçou bem a quadra jogando com um time mais baixo e tem infinitas opções medianas no banco de reservas para nunca sofrer quando alguém tem que ser substituído.

É claro que o Sixers pode jogar muitíssimo melhor, acertou apenas 3 das 25 bolas de três pontos que tentou, um Embiid saudável faria toda diferença do mundo e a defesa do time voltará consideravelmente diferente para o próximo jogo. Mas o técnico Brett Brown parece incapaz de usar Ben Simmons em situações melhores, em que ele não seja tão exposto pelos adversários. Sei que a falta de arremesso incomoda e a torcida (e o Twitter) só faltou arrancar a cabeça do armador, mas nas vezes em que conseguiu entrar no garrafão e jogou perto do aro, Simmons encontrou bons passes, reagiu bem à marcação dupla e criou espaços – foram os melhores momentos do time no jogo. A resistência a colocá-lo mais nessa situação é incompreensível, e é responsabilidade do técnico. Nesse momento, o Nets parece inteiramente no controle, ditando o ritmo, expondo as falhas e forçando o adversário para fora de seu plano de jogo; se ajustes sérios não vieram rapidamente, já para o Jogo 2, poderemos ver uma das maiores zebras dos Playoffs e uma situação que pode quebrar “O Processo” em definitivo.


Nada é mais familiar para a torcida canadense do que aquela sensação de que TUDO VAI DAR ERRADO num Jogo 1 em casa. Num jogo feio mas sob controle, essa sensação veio no fim do segundo quarto quando de repente o Magic abriu 16 pontos de vantagem em cima do Raptors. A gente já avisou aqui que o Magic tem uma das melhores defesas da NBA, forçando os armadores adversários aos cantos da quadra e, lá, dobrando a marcação e criando uma “parede” para sufocar e induzir o armador a passes forçados, erros e desperdícios de bola. Então era normal que o Raptors levasse algum tempo para se adaptar, tomasse alguns sustos, cedesse alguns pontos de contra-ataque, mas eventualmente encontrasse os espaços para arremesso que a defesa do Magic oferece no lado oposto da bola. O problema foi que Kyle Lowry nunca se adaptou – o armador saiu de quadra ZERADO com 34 minutos de jogo – e os arremessos que o Raptors encontrou, falhou em converter consistentemente.

O que manteve o Raptors na partida foi que a defesa contra o Magic funcionou na maior parte do jogo, de modo que um sistema ofensivo que já é sofrido, tadinho, suou litros para conseguir criar alguma coisa, e que Kawhi Leonard e Pascal Siakam continuaram pontuando para manter o time vivo. Danny Green e Marc Gasol também tiveram funções importantes: o primeiro foi responsável por marcar individualmente DJ Augustin, o jogador mais agressivo do Magic na partida, e o segundo marcou muitíssimo bem Nikola Vucevic. Os dois também acertaram bolas de três pontos importantes para punir a decisão do Magic de pressionar os armadores e de manter Vucevic nas laterais do garrafão. Com eles o Raptors não apenas diminuiu a diferença como também assumiu a liderança no placar no último período.

Mas um jogo feio, de placar apertado e defesas brigadas era tudo que o Magic queria. Nos minutos finais, com a pressão da MALDIÇÃO do Raptors rondando a quadra e a torcida de Toronto emudecida pelo pavor, o Magic estava em seu ambiente ideal: o time se orgulha de brilhar defensivamente nas posses de bola decisivas, quando a defesa realizada no jogo inteiro já teria criado RACHADURAS PSICOLÓGICAS no adversário que, nos minutos finais, permitiriam que uma defesa ainda mais agressiva lhes fizesse implodir. E foi assim, forçando erros de um Raptors assustado, que o Magic tomou a liderança no minuto final.

Como resposta, Kawhi Leonard abortou uma jogada na metade para simplesmente tomar a bola no meio da quadra e resolver ele mesmo: converteu uma bola de três pontos difícil e depois uma bola contestada para empatar o jogo. Era a antítese do que aprendemos sobre o Raptors: um jogador decidido, agressivo, enfrentando as defesas na marra, acertando bolas decisivas, indo contra a TRADIÇÃO desse time de entrar em pânico nos momentos de tensão. Pareciam outros tempos, uma nova era, a troca pro Kawhi a melhor ideia da história da humanidade, a cura para o câncer, a viagem para Marte, uma mudança radical de cultura personificada num único sujeito incapaz de sorrir.

E aí DJ Augustin, o jogador com o qual ninguém se importa, que já foi cortado do Raptors na carreira, que tem RESERVA tatuado na testa, foi lá e converteu uma bola de três pontos sozinho para vencer o jogo e trazer a NORMALIDADE de volta a Toronto:

Destaque: a ordem do Raptors era trocar a marcação após o corta-luz, mas vejam no vídeo acima como Marc Gasol se recusa a deixar Vucevic sozinho por um segundo que fosse, o que cria espaço para DJ Augustin arremessar. Falha defensiva, mas mostra como um jogador como Vucevic (que acertou apenas 3 dos 14 arremessos que deu no jogo) pode fazer a diferença simplesmente EXISTINDO se os adversários tiverem medo dele. E se uma coisa que o Raptors sabe ter é MEDO.

O jogo teria sido bem diferente se o Raptors tivesse convertido as bolas de três pontos livre que teve, se DJ Augustin não tivesse convertido bolas espíritas e se Kyle Lowry não tivesse sido completamente engolido no ataque (embora tenha desempenhado papel importante na defesa). Ou seja, acho que o Raptors deve jogar bem melhor ao longo da série e ainda é favoritíssimo para levar a série. Mas se a defesa do Magic deixar o Jogo 2 amarrado de novo, se a coisa chegar apertada no quarto período e o Raptors implodir outra vez – enquanto o Magic se delicia de prazer porque pra eles é uma questão IDENTITÁRIA quebrar os adversários mentalmente – talvez a série inteira acabe ali. Numa série como essa, o Jogo 2 pode ser inteiramente decisivo.


No terceiro quarto de Spurs e Nuggets, deu tudo errado para a equipe de San Antonio. DeMar DeRozan errou todos os seus arremessos, a marcação dupla forçou LaMarcus Aldridge a arremessos apressados e contestados, Marco Belinelli forçou bolas tão estúpidas que saiu de quadra só pra tomar bronca do técnico Gregg Popovich. O time acertou apenas 27% dos seus arremessos no período, 33% dos lances livres, desperdiçou 4 bolas, marcou ridículos 13 pontos em 12 minutos de basquete. E ainda assim, quando o terceiro período terminou, o Spurs estava à frente no placar e parecia inteiramente no controle da partida.

Esse é o resumo do jogo: mesmo com a partida parelha, com as duas equipes forçando uma à outra para fora de suas zonas de conforto, e com momentos em que o Nuggets pareceu o melhor time em quadra (pedaços do primeiro quarto, a maior parte do quarto período), o Spurs parecia no controle. Mesmo sua pior versão, em que tudo estava dando errado no terceiro período, estava em terreno razoavelmente confortável. Um bom exemplo para isso foi LaMarcus Aldridge, que recebeu atenção especial da defesa do Nuggets e sofreu marcação dupla desde o primeiro quarto: como seus arremessos estavam sob forte marcação e as bolas não estava caindo, o jogador passou a receber menos a bola e trabalhar fazendo corta-luzes, recebendo passes apenas após o bloqueio para arremessos de longa distância. Pode não ser o ideal, pode não ser a bola dos sonhos do Popovich, mas para Aldridge ainda é um BOM ARREMESSO, algo perfeitamente dentro do aceitável e uma concessão pequena num time em que todo mundo pode arremessar. Alguns desses arremessos acertados depois, a defesa do Nuggets já estava em pânico sem saber o que fazer.

Por outro lado, o Nuggets não encontrou ao longo da partida bolas que fossem difíceis porém desejáveis, confortáveis. Jamal Murray só teve à disposição arremessos desequilibrados de meia distância, Jokic e Millsap só tiveram arremessos de longa distância. Apenas Gary Harris brilhou nas bolas de longe, mas não foi o bastante para que o time se sentisse no controle. Assim que algumas bolas de três pontos do Nuggets começaram a não cair e o foco do Spurs era inteiramente fechar o garrafão, recuando seus marcadores em direção à cesta, ficou evidente que nem as bolas livres eram exatamente aquilo que o time de Denver queria. Do outro lado, o Nuggets é quem teve dificuldade em proteger o garrafão, já que a preocupação com os arremessos longos de dois pontos expôs o fato de que o time não tem um protetor de aro – Paul Millsap que o diga:

A boa notícia para o Nuggets é que o time foi ficando mais tranquilo e confortável à medida que o jogo caminhava para o fim, com a melhor versão do time acontecendo no quarto período. Foi lá que a defesa encaixou de verdade, que eles entenderam os padrões do Spurs e forçaram o adversário a arremessos difíceis. Aos pouquinhos foram diminuindo a distância e o Spurs começou a esticar as posses de bola. Mas na hora de dar o passo decisivo, que era virar o jogo na ÚLTIMA POSSE DE BOLA, eis que o Spurs deu a Jamal Murray o arremesso de meia distância que tanto lhe atormentou o jogo inteiro – e que ele errou para sacramentar a derrota.

No nosso preview dos Playoffs no podcast, previ que essa era a série mais passível de uma “zebra”, ou seja, do time com mando de quadra sair derrotado. Mas depois desse primeiro jogo, acredito que a situação do Nuggets é até melhor do que das outras “zebras” da noite: Sixers teve limitações sérias expostas, Raptors implodiu e não teve respostas para a forte defesa do Magic, enquanto o Nuggets foi melhorando ao longo da partida, teve chances reais de vencer o jogo e não viu um Spurs dominante em nenhuma área de quadra, apenas mais “controlado”. Se o Nuggets souber manter o controle e a defesa que usou no quarto período, encontrando algum espaço de conforto no ataque, a série ainda pode ir longe.


Na única vitória do time da casa na noite de ontem, o Warriors não teve muitas dificuldades em bater o Los Angeles Clippers. A verdade é que o placar elástico (121 a 104) não conta quão bonitinha foi a resistência do Clippers, que aguentou como conseguiu e teve momentos incríveis na partida. Chegaram até a liderar o jogo por pouquinho no meio do segundo período, especialmente com Montrezl Harrell se mostrando um pesadelo para o “small ball” do Warriors: ele é rápido demais no garrafão para ser explorado e ficar pra trás nos contra-ataques, mas ainda forte e atlético o bastante para explorar o garrafão adversário. Lou Williams também manteve o desempenho da temporada regular, imparável quando costura a defesa e arremessa em movimento. O problema é que o Warriors foi simplesmente DEMAIS; tanto a defesa quanto o ataque funcionaram em alto nível demais por tempo demais. Nos momentos em que o Clippers diminuiu o ritmo, a defesa engoliu; e quando o placar estava apertado, o Warriors tinha jogadas GENIAIS e CRIATIVAS como essa aqui abaixo para fazer no meio do jogo, como se fosse a coisa mais banal do mundo. São coisas que outros times guardariam a sete chaves para usar numa jogada decisiva, e eles fazem a qualquer hora do dia:

E quando a vantagem do Warriors está saindo de controle e você precisa apertar a defesa para não ser atropelado, o Stephen Curry vai lá e mete uma bola ABSURDA dessas, que faz você sentar na calçada, chorar e pedir uma pizza pra ajudar a esquecer:

Os 15 rebotes, recorde da carreira de Curry, foram mais um feito do time do que um evento pessoal: DeMarcus Cousins teve uma noite muito, muito difícil, afobado no ataque e na defesa e saindo com 6 faltas, e o Warriors optou por jogar mais baixo, com os outros jogadores protegendo o garrafão para Curry pegar os rebotes e puxar os contra-ataques. Deu certo, devolveu protagonismo ao armador e manteve uma pressão constante no Clippers – que, uma hora, IMPLODIU a equipe inteira, que se viu obrigada a jogar a toalha.

Foi um bom trabalho do Clippers, que provavelmente vai querer deixar Harrell e Lou Williams mais tempo em quadra da próxima vez, mas a disparidade dos times é simplesmente grande demais e não há muito que se possa fazer além de resistir bravamente e, com sorte, forçar o Warriors ao seu melhor basquete, o que já seria o melhor presente que poderíamos ganhar.

 

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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