Resumo da Rodada – 21/4

Existe coisa mais deprimente na NBA hoje do que o Toronto Raptors? O time renasceu na temporada passada, encontrando uma identidade, ídolos e cativou uma torcida apaixonada, que usa e abusa do slogan “We The North” para ter os mais orgulhosos e até futebolísticos fãs da NBA. Poucas cenas são mais legais do que os jogos de Playoff que reúnem uma multidão de pessoas para assistir aos jogos do lado de fora da arena em um telão. O lado triste é que eles só assistem fracassos.

Foi isso que vimos ano passado, quando o Raptors enfrentou o Brooklyn Nets nos Playoffs e, após provocações de Paul Pierce, viu o Nets roubar o mando de quadra dos canadenses logo no esperado Jogo 1. Depois ainda voltaram no Jogo 7 e garantiram a vitória com um toco no segundo final! Passou um ano e cá estamos novamente: uma torcida apaixonada e com cara de bunda assiste Paul Pierce ganhar jogo após jogo em Toronto. São 2 vitórias e 4 derrotas jogando em casa desde que o Raptors montou este que deveria ser o time mais forte de sua fracassada história.

A partida desta terça-feira foi de cortar o coração. O time começou num ritmo ofensivo bom, é o que eles tem de melhor, mas Kyle Lowry novamente sofreu com problema de faltas, ninguém parecia ter a cabeça no lugar para acertar um arremesso sequer e era perceptível o momento do jogo mudando, a confiança dos jogadores do Raptors derretendo. Foram tantos erros que fica até difícil dar o devido mérito ao time do Wizards, que fez um jogo seguro e de boa movimentação de bola, o que nem sempre é garantido com eles. Destaque para Bradley Beal, que pegou fogo e marcou 28 pontos e John Wall, que distribuiu 17 assistências, apenas duas a menos que todo o time do Raptors. Se fosse um jogo de tênis, seria como se o Wizards estivesse só passando a bola para o outro lado e esperando o adversário cometer infindáveis erros não forçados.

Se resta uma esperança ao Raptors, ela está também olhando para os Playoffs do ano passado: em 2014 o Wizards conseguiu a façanha de vencer apenas 1 dos 6 jogos que fez em Washington.

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Como ver o jogo do Raptors estava me deixando com sinais graves de depressão, mudei para o final de Cleveland Cavaliers e Boston Celtics. O placar estava apertado e achei que seria bom ver um basquete disputado e interessante. Foi realmente pau a pau e bem jogado, mas alguém no planeta achou, sequer por um segundo, que o Cavs ia perder?! Já falei dessa teoria antes e acho que é hora de repetir. Para alguns times, contra certos adversários, o jogo de basquete é simplesmente muito longo.

O Boston Celtics tem disciplina tática e vários bons jovens jogadores, mas marcar LeBron James por 40 minutos é demais pra eles. Marcar pontos em cima de LeBron James chega a ser demais para os meninos. E que tal marcar Kyrie Irving? Mesmo (ou especialmente) quando dá certo, o cara acerta um chute impossível atrás do outro. É simplesmente muito talento para um time limitado como o Celtics dar conta. É um confronto que me lembra muito os Memphis Grizzlies/OKC Thunder dos últimos anos, o primeiro era claramente mais organizado e esforçado, mas o Thunder se sobressaia com talento em estado bruto. Não que o Cavs seja só improviso, muito longe disso, mas é visível como eles se podem se dar ao luxo de sair de situações ruins só porque tem alguns dos melhores jogadores do planeta. Não há melhor exemplo do que LeBron James dando um toco em Tyler Zeller e, logo depois, fazendo uma bandeja na marra, no mano-a-mano, para decretar o final da partida no último minuto. LeBron marcou nada menos que 15 dos seus 30 pontos no quarto final do jogo.

“Fizemos eles lutarem por cada arremesso. Isso é um passo na direção certa”, disse Brad Stevens, técnico do Celtics. Eles tem feito tudo certo mesmo, pena que nem sempre o xaveco certo fatura bitoca.

Não é todo dia que vemos Kevin Love ENTERRAR DE COSTAS UMA PONTE AÉREA COMO SE FOSSE O GERALD GREEN, então aproveitem:

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Eu lembro que disse que conseguia visualizar tudo desse Dallas Mavericks, desde uma eliminação rápida e precoce até uma corrida mágica à final da NBA. Mas um colapso tão furioso e rápido eu não tinha visualizado. Tirando o citado e chorado Raptors, não vi time jogar pior nesses primeiros dias de pós-temporada. Vamos listar o saldo do Mavs após essa segunda derrota para o Houston Rockets:

Chandler Parsons machucou o joelho e pode não jogar mais na série

Monta Ellis acertou apenas 13 dos 39 arremessos que tentou nos dois primeiros jogos.

Dirk Nowitzki, depois de ser o melhor jogador do Mavs na primeira partida, deu um show de defesa ruim e fez apenas 3 dos 14 arremessos no Jogo 2.

Rajon Rondo cometeu alguns dos turnovers mais estúpidos dos Playoffs em poucos minutos de jogo, foi substituído e só voltou para tomar uma falta técnica. Trocado por Raymond Felton, ficou de cara emburrada e não deu nem entrevista após o jogo.

– Quando eu digo turnover estúpido eu quero dizer: 8 segundos para atravessar o meio da quadra. Sem. Ser. Marcado. E depois não marcou o lateral e tomou bola de 3 na fuça.

– O Houston Rockets conseguiu 15 enterradas no Jogo 2!

E teve isso aqui, tudo em um período:

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Todos os méritos para o Rockets, que está conseguindo executar com perfeição as triangulações que acham Dwight Howard livre embaixo da cesta, mas são tantos erros grosseiros do Mavs na defesa que não dá pra falar de outra coisa. É tentador falar das 9 assistências de Josh Smith, melhor jogador da partida, 7 delas no último quarto, mas se você analisar as jogadas com calma vai ver que é só um ótimo passador de NBA jogando contra amadores nervosos. Eram tantas linhas de passe aparecendo que Josh Smith até preferiu usar sua visão de jogo do que arremessar bolas de meia distância!

E a pergunta inevitável: quem vai querer Rajon Rondo nessa offseason? E por quanto $$$?

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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