Garrafão faz a diferença, o Suns não sabe o que faz

>Como hoje, segunda-feira, é dia de Martin Luther King nos Estados Unidos e já é tradição que aconteçam jogos da NBA ao longo do dia inteirinho, ontem foi dia de mini-micro-nano-rodada na NBA. Foram apenas três jogos e nenhum deles era um grande confronto, o contrário do que costuma acontecer nas quintas-feiras quando tínhamos dois ou três jogos mas sempre clássicos. Então vamos dar uma passada rápida pelos jogos mais-ou-menos de ontem para você ter tempo de ver jogos da NBA durante o dia todo e ler nosso post de ontem sobre o Sixers e o técnico Doug Collins.

A rodada começou com o Warriors, que ainda não tinha vencido nenhum jogo fora de casa, enfrentando o Pistons em Detroit. Stephen Curry continua fora após sua bilionésima torção no mesmo tornozelo que ele operou nas férias, se jogasse no Clippers o pé dele já teria descolado do corpo e ido embora. Curry deve voltar terça-feira, mas Monta Ellis segura bem as pontas como armador dessa equipe: não olhem agora, mas ele está entre os 10 melhores da NBA em pontos e assistências por jogo. Eu sou da época em que o Monta Ellis era genial, um dos melhores finalizadores da NBA próximo ao aro, mas ele não sabia arremessar bulhufas e nem armar o jogo. Agora ele é um arremessador espetacular e sabe quando soltar a bola. O problema é conseguir manter uma defesa forte quando ele e Curry estão juntos em quadra.
O Pistons também sofre com lesões, mas quer saber? É bem melhor ver Villanueva fora e finalmente vislumbrar um time de pirralhos entrando em quadra, é o primeiro sinal verdadeiro de que o Pistons pode ter um time no futuro. Ontem jogaram juntos Brandon Knight, Jonas Jerebko e Greg Monroe, só tinha o Prince por lá pra mostrar que não era equipe juvenil.  
O jogo em si mostrou os pontos fortes de cada equipe e o fato de que não possuem as possibilidades de parar os pontos fortes do adversário. O Warriors foi trucidado pelo Greg Monroe no garrafão de um lado, que está jogando demais, mas o Pistons não soube parar o David Lee no outro garrafão. No fim, quem decidiu foi o Monta Ellis, que acertou uma bandeja completamente absurda. É ou não é um dos jogadores com maior controle de bola e de corpo quando sai do chão rumo à cesta?
Continuando a rodada, tivemos o time-do-qual-não-falamos enfrentando o Nuggets e seus quinhentos jogadores bons mas nem tanto. Pra variar todo mundo jogou bem pelo Nuggets, Nenê teve uma bela partida, a equipe joga em velocidade, sabe rodar bem a bola encontrando o companheiro melhor posicionado, é uma beleza. Mas assim que o Nenê ficou mais discreto no jogo, Al Jefferson e Paul Millsap botaram o jogo debaixo do braço e foram pra casa. Dá pra escrever uma tese com esse Jazz sobre a importância de jogadores de garrafão na NBA, porque a partida inteira se transforma quando os dois estão bem em quadra. Nenhum dos dois pode receber marcação dupla quando parte para a cesta porque o outro vai estar lá livre, os arremessos mesmo forçados acabam virando rebotes ofensivos e cestas fáceis, e ainda tem o fato de que ambos são bons arremessadores e o Millsap é genial quando coloca a bola no chão e tenta driblar seus adversários mais lentos, o Nenê ficou desnorteado às vezes. Assim que a defesa do Jazz apertou um pouco e o Nuggets já não tinha mais a mesma confiança para rodar a bola e muito menos para infiltrar no garrafão, Paul Millsap fez simplesmente 14 pontos seguidos de todos os jeitos possíveis: ponte-aérea, gancho, arremesso caindo pra trás, rebote ofensivo, só faltou de costas como o Monta Ellis. O Jazz não é tão bom assim, eles deveriam finalmente feder depois de perder Deron Williams e Jerry Sloan, mas não, eles dão um jeito de ser um baita time e agora é com um garrafão que arranca vitórias do nada, de repente, quando o outro time está cansado e combalido. Bizarro.
Pra fechar a rodada tivemos um clássico da década passada, Spurs e Suns. Esse já foi o confronto mais legal da NBA, as partidas de playoff mais legais da minha vida, mas agora é só um time que continua fazendo tudo direitinho contra um Suns que não faz ideia do que deveria estar fazendo. Tem hora que o Suns resolve voltar a correr e só usa jogadores menores, tem hora que acham que precisam de um garrafão forte e insistem no Robin Lopez, tem hora que acham que vão vencer no perímetro e só usam arremessadores, mas nunca entram num ritmo, nunca parece natural – são apenas uma imitação barata daquilo que um dia foram. Steve Nash e Marcin Gortat funcionam juntos, mas e todo o resto? E uma identidade para esse time que parece mais desconfortável do que nerd em bacanal? O Spurs é exatamente o contrário, entra ano sai ano, mudam os jogadores, chega a pirralhada, Tim Duncan (24 pontos, 11 rebotes, 4 assistências, 2 tocos) está cada vez mais velhinho, mas tudo funciona exatamente do mesmo jeito e sempre há um padrão de jogo. O Spurs venceu, claro, e por favor vamos começar uma campanha para libertar o Steve Nash, ele merece algo melhor no fim de carreira do que o Michael Redd, que joga numa cadeira de rodas.
Fotos da rodada
 Chris Andersen dá uma chave de braço
 – Mamãe, faça isso parar!
 Gordon Hayward ainda está a uns 10 anos de começar a ter espinhas na cara
 De braços dados pra dançar a quadrilha
 Steve Nash grita de pavor por estar preso em Phoenix
Richard Jefferson tenta evitar a dança descontrolada de um Dudley bêbado

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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