Saldo da offseason

Faltam poucos nomes importantes ainda sem contrato assinado para a próxima temporada da NBA e são poucas as vagas ainda disponíveis nos 30 times da liga. Depois de um mês de julho bem movimentado, os maiores nomes ainda sem time são Dwyane Wade, Jamal Crawford, Greg Monroe, Jahill Okafor, Rodney Hood, Arron Afflalo e Shabazz Muhammad. O maior deles, Wade, está entre voltar para o Miami Heat, se aposentar ou aceitar uma proposta MILIONÁRIA do basquete chinês, no maior estilo Renato Augusto. O resto está mesmo naquela situação onde times realmente não têm certeza se eles valem o esforço.

Como são poucos e nem tão relevantes, acho que já podemos avaliar que times saíram mais satisfeitos desta offseason entre contratações, trocas e Draft. Como nem todo mundo é Golden State Warriors, a maioria nem sonha com título, então vamos levar em consideração a situação e ambição de cada um. Para quem está passando fome, um bife sem sal pode ser uma vitória.

Os grandes vencedores

Cousins2

Não tem como fugir disso, quem sai dessa offseason com sorrisão no rosto são Golden State Warriors e Los Angeles Lakers. O atual campeão superou o princípio de boataria para logo renovar com Kevin Durant e manter intacta a base do time bi-campeão, depois ainda surpreendeu o mundo ao assinar com DeMarcus Cousins por um valor irrisório. Se tem um time bom e consolidado o bastante que pode se arriscar com o comportamento e a grave lesão de Boogie, é o Warriors. Risco baixo e potencial para ser um time mais imbatível do que já parecia ser.

Como se não bastasse reforçar o time com mais um All-Star, o Warriors ainda viu seus maiores adversários dos últimos anos perderem peças importantes. O Cleveland Cavaliers agora está sem LeBron James, o San Antonio Spurs perdeu Kawhi Leonard e o Houston Rockets, embora tenha mantido suas estrelas, pode sofrer para repetir a mesma defesa do ano passado após as perdas de Trevor Ariza, Luc Mbah a Moute e com a chegada de Carmelo Anthony.

O LA Lakers teve muitos aspectos de decepção, é verdade. Eles queriam Paul George, que já tinha dito que sonhava em jogar em Los Angeles, e o ala decidiu ficar em Oklahoma City. Depois acreditavam que poderiam tirar Kawhi Leonard do Spurs, mas não conseguiram uma oferta que convencesse o time texano. Por fim, rechearam o time com jogadores de gosto duvidoso: Rajon Rondo, Michael Beasley, JaValle McGee e Lance Stephenson são todos caras talentosos que em algum (ou muitos) momentos de suas carreiras se provaram mais problema que solução. Só tem um jeito de fazer todas essas perdas e adições contestadas virarem uma vitória absoluta: LeBron James. Quando um cara desse nível vai para o seu time e ainda se compromete a QUATRO ANOS de contrato, você venceu. Existe o medo de uma decadência, mesmo que sutil, aos quase 34 anos de idade, é verdade. Há também o medo deste ano ser perdido devido ao elenco meio jovem, meio maluco e não vamos negar o pavor de não conseguir grandes coisas na offseason de 2019, a grande aposta do chefão Magic Johnson, mas o maior e mais difícil passo foi dado.


As vitórias menores

PaulGeorge

Além das contratações, existe vitória por manutenção e até subtração. É o caso do OKC Thunder. O time tinha tudo para se desmontar, mas tirou coelhos da cartola para não só manter o bom time do ano passado, como para melhorar suas perspectivas para 2018-19. O primeiro e inesperado passo foi renovar com Paul George, que no fim das contas nem visitou outros times nem deu bola para o LA Lakers, algo que era dado como certo alguns meses atrás. Ao invés disso ele disse que se encontrou no time, que adorou a franquia e jurou lealdade a Russell Westbrook, que até deu uma festa no dia 1º de Julho para celebrar a permanência do amigo.

O Thunder tinha tudo para cair no esquecimento quando Kevin Durant foi embora há duas temporadas. O time ficava bem mais fraco, não recebia nada em troca e ainda via Westbrook a um ano do fim do seu contrato! Mas eles responderam às especulações de troca com uma renovação imediata de 5 anos com o armador. Um ano depois, quando pareciam empacados com o que tinham, arrumaram trocas por Paul George e Carmelo Anthony. Agora, quando tudo indicava que iam perder a contratação que deu certo (George) e manter a que deu errado (Carmelo), conseguiram a renovação do primeiro e uma TROCA (não só uma dispensa) do segundo. No negócio de Carmelo conseguiram economizar um bom dinheiro e pegar Dennis Schröder do Atlanta Hawks, um armador cheio de problemas e ego gigante, mas que sabe fazer seus pontos.

No ano passado o time foi ESPETACULAR na defesa, especialmente antes da lesão de Andre Roberson e quando Carmelo Anthony estava no banco. Neste ano vão ter Roberson de volta, Carmelo não vai estar lá resmungando por minutos improdutivos e ainda trouxeram o bom Nerlens Noel, que se não é tudo o que esperávamos, sabe ao menos dar seus tocos, roubar bolas e ajudar a proteção do garrafão. Ainda falta arremesso de longe, a produtividade do banco vai depender da adaptação de Schröder e o time precisa ser mais criativo no ataque, mas são problemas muito pequenos perto do desastre que eles poderiam ter sentido nessa offseason. Saldo positivo.

Outro pequeno vencedor dessa offseason foi o Indiana Pacers, nosso querido “time arrumadinho”. Depois de uma temporada 2017-18 surpreendente, impulsionada pela evolução magistral de Victor Oladipo, o time não só manteve sua base como trouxe boa ajuda para fortalecer o banco e compensar a falta de grandes estrelas do elenco.

O principal nome trazido foi o de Tyreke Evans, que deve fazer tudo o que fazia Lance Stephenson, mas com mais consistência, arremesso, visitas à linha do lance-livre e sem assoprar a orelha de ninguém. Como bem disse Kevin Pritchard, General Manager do Pacers, “às vezes Lance era nosso melhor jogador, às vezes era o melhor jogador do time adversário”. Eles também conseguiriam o bom ala/pivô Kyle O’Quinn, que vem de passagem produtiva no NY Knicks, e Doug McDermott, que saiu meio caro (22 milhões por 3 anos) mas que é um arremessador que eles tanto precisavam. O ala teve muitos altos e baixos na carreira, mas é compreensível para um cara que em 4 anos já vai para seu QUARTO time. Isso sem contar as trocas de técnico e trocas de time no meio de temporadas. Tudo o que ele precisava era de um time arrumadinho.

Mais times na mesma situação: o Utah Jazz só se mexeu para renovar com os seus próprios Free Agents (Derrick Favors, Raulzinho e Dante Exum), mas conseguiram isso por bons preços e mantendo a flexibilidade para o ano que vem. O Dallas Mavericks talvez não volte já para os Playoffs, mas quem viu o time nos últimos anos deve estar vibrando com a perspectiva de DeAndre Jordan e Luka Doncic jogando juntos por lá. Finalmente a ladeira parece ter acabado.


Taison ou Messi? O tempo dirá

Masai

Dois dos times mais fortes da temporada passada se mexeram e não sabemos no que vai dar. O Houston Rockets manteve o trio de estrelas, mas viu dois dos coadjuvantes mais importantes irem embora, sem reposição imediata. O Toronto Raptors trocou o maior nome da franquia por um cara que não queria estar lá. E o pior é que tudo pode acabar dando certo.

Daqui vários anos certamente o Rockets não estará feliz de pagar QUARENTA E QUATRO MILHÕES de dólares para a versão de 36 de Chris Paul, mas o negócio deles é ganhar JÁ. E para isso eles tinham que renovar com o armador e também com Clint Capela, último grande Free Agent Restrito a finalmente se acertar com sua equipe. Mas se tem uma coisa que fez o Rockets ficar muito perto de derrubar o Golden State Warriors, foi a sua defesa. A capacidade de enfiar cinco jogadores versáteis em quadra ao mesmo tempo e trocar a marcação a cada corta-luz foi o que fez o vistoso ataque de Steve Kerr parecer um show entendiante de mano-a-mano. Isso será possível sem Trevor Ariza? E eles certamente sentiram falta de Luc Mbah a Moute, um dos melhores defensores de jogadas individuais da temporada passada, que se machucou no começo dos Playoffs e não voltou tão bem.

Para o lugar deles chegaram James Ennis e Carmelo Anthony, que não chegam nem perto de ter o impacto defensivo dos outros nomes. Pelo contrário, Carmelo mais atrapalhou que qualquer coisa no último ano. Segundo notícias que chegam de Houston, o time considera que esses alas que só ficam parados para arremessar no ataque são os mais “substituíveis” do elenco e que por isso eles não quiseram competir com as ofertas feitas para Ariza e Mbah a Moute no mercado. Compreensível, mas os tais nomes ainda não chegaram. Mesmo que o passo para trás tenha sido pequeno, não é um luxo que um time que quer bater o Warriors possa dar.

Já o Toronto Raptors, cansado de voar na temporada regular e apanhar nos Playoffs, resolveu mudar. Mandaram embora o técnico Dwayne Casey e trocaram DeMar DeRozan por Kawhi Leonard. Daqui um ano é possível imaginar dois cenários bastante distintos e plausíveis: (1) o elenco não abraça a chegada de um cara que abertamente não queria jogar lá e que causou a separação de um grupo unido, Kawhi, com toda sua comunicação NULA, simplesmente decide ir embora; (2) Kawhi começa a temporada voando, o resto do time sente a chance de ir longe em uma conferência sem LeBron e todos partem juntos rumo ao sucesso.

Como dissemos ao analisar a troca, o risco do Raptors foi calculado. O General Manager Masai Ujiri perdeu confiança de que o elenco do jeito que estava poderia ir muito mais longe do que já tinha ido, a troca dá a chance de um impulso extra. Se der errado, a reconstrução chega rápido, com os contratos de Kyle Lowry e Serge Ibaka chegando ao fim em duas temporadas.

Mais times na mesma situação: o San Antonio Spurs conseguiu um ótimo jogador no meio de uma confusão sem limites, mas chamar de vitória seria demais. O Chicago Bulls mantém a base jovem e adiciona Jabari Parker ao grupo, mas já começam a pagar caro por caras que ainda não provaram nada. Já o Washington Wizards conseguiu melhorar em talento bruto com as chegadas de Dwight Howard e Austin Rivers, mas o vestiário sobrevive? Nosso querido Memphis Grizzlies reforçou sua ala com os bons Kyle Anderson e Garrett Temple, mas só o tempo dirá se não deveriam ter tacado fogo em tudo.


Os derrotados são os mesmos

Kings

Alguns times bons que poderiam ser grandes derrotados se viraram para amenizar a queda ou até dar a volta por cima, caso do citado OKC Thunder. Colocamos aqui também o Cleveland Cavaliers, que obviamente perde com a saída de LeBron James, mas que conseguiu renovar com Kevin Love, assinou o bom ala David Nwaba e draftou o armador Collin Sexton. Se a ideia do time é não virar saco de pancadas, fizeram o que tinham que fazer. A renovação com Kevin Love também é uma maneira de valorizar seu passe em caso de troca, ao invés de ser mero “contrato expirante”, pode ser negociado para times que queiram contar com o ala pelos próximos anos.

Derrotados mesmo saíram os times ruins que vão passar mais um ano sendo péssimos. O que Sacramento Kings e Orlando Magic tem para tirar dessa offseason? Quase nada. O quase é por causa do Draft, onde o Kings pegou Marvin Bagley e o Magic selecionou Mo Bamba. Ambos parecem até bons jogadores, como explicamos na análise das escolhas, mas não parecem o bastante para mudar os rumos das franquias.

Ficará para a história apenas que o Magic não consegue ter um armador decente no elenco mesmo na ERA DE OURO dos armadores da NBA e que o Kings foi no mínimo DESELEGANTE ao atravessar dois negócios que haviam sido acertados verbalmente: Yogi Ferrell desistiu de ficar no Dallas Mavericks e Nemanja Bjelica pulou fora do Philadelphia 76ers depois de receberem ofertas maiores (e fora de hora) do Kings.

Mais times na mesma situação: O elenco do Detroit Pistons é mil vezes melhor que o dos times citados acima, mas não conseguem ir para os Playoffs no LESTE e pouco mudaram nesta offseason. Bastará um novo técnico e Tony Parker para tirar o Charlotte Hornets do limbo? Com praticamente todos os times fortes do Oeste se reforçando, Minnesota Timberwolves e Portland Trail Blazers saem ao menos pessimistas por mudarem tão pouco seus elencos.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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