>"Tá Olhando o quê, amigo?": Vá pegá-los, tigrão!

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Você se esforça pra continuar com a mesma cara, fala a verdade!

Um dia desses estava respondendo uns questionários de e-mail com perguntas como “o que você fazia há 5 anos atrás”, “4 de suas bandas favoritas” etc, e tinha lá a pergunta “5 coisas que te assustam” e uma das respostas que dei foi fratura exposta. Se tem uma coisa que me assusta mesmo é fratura exposta: o osso quebrado à vista de todos, a pele e a carne rasgadas, é de me gelar a espinha! E me veio a idéia de escrever sobre as contusões. Apesar de meu asco, eu acho a contusão muito digna, de verdade, e não digo isso só porque eu quebrei quase todos os dedos da mão jogando peladas por aí e tenho os dois tornozelos fodidos. O cara que se machuca num jogo – jogo de verdade, não essas peladas de clube –, que se sacrifica para tentar dar a vitória ao seu time mesmo com aquela dor do capeta, merece todo nosso respeito, e sempre tivemos jogadores assim na NBA.

Os jogos do T-Mac com dor nas costas na temporada passada e nessa foram de tirar o fôlego. Era visível no rosto do coitado (apesar da cara de Amaral) que estava sentindo dor e ainda assim mandava 20, 30 pontos por jogo. Claro que o fato de o time feder e depender quase que exclusivamente dele e do Yao ajudaram isso a acontecer, mas ver a garra com que ele jogava cada minuto, a bolsa de gelo que ia direto pro lombo dele quando sentava no banco e a gana com que ele entrava a cada oportunidade era de encher os olhos de lágrimas, orgulho mesmo. Mas não é só o T-Mac que tem seus momentos. Vince Carter, Baron Davis, o todo remendado Iverson, são exemplos dessa beleza de jogo. Às vezes estes jogadores não rendem o esperado e até abaixo do que seus técnicos gostariam, mas convenhamos, alguém aí já tentou jogar sentindo dor? Dá-se um desconto.

Outra passagem que me marcou foi o nariz cortado do Steve Nash nos últimos playoffs contra meu San Antonio. Aquela cabeçada do Tony Parker no pobre canadense doeu em mim, além de doer na cabeça do próprio francês na qual surgiu um calombo enorme (veja o vídeo). O número 13 do Suns saiu para cuidar do corte, se encheu de bandagens e voltou com o nariz estourado, sangrando, teve que sair várias vezes mais durante o final do jogo para refazer os curativos e estancar o sangue, e eu tenho certeza de que foi ali que os Spurs ganharam aquele jogo. O que nao vejo demérito nenhum nessa vitória, mas enfim…

Pode parecer estranho, mas como disse, acho as contusões belas. As expressões de dor no rosto do jogador misturadas com a decepção de poder ficar fora daquele jogo ou de parte da temporada, tenho certeza de que são sentidas por todos os fãs. A contusão do Arenas, por exemplo, que se machucou na véspera dos playoffs na temporada passada, a lamentação dele, o esforço que fez para tentar jogar aquelas partidas antes de se decidir pela operação, é para fã nenhum deixar de acreditar no amor com que este jogador joga o tal do “bola ao cesto”. E não parou por aí, a recuperação para esse começo de temporada também foi digna de aplausos. O esforço que fez para estar 100% e jogar, os trocentos arremessos, a preocupação com a água no joelho, conselhos pedidos ao Kidd e o reconhecimento de que forçou na recuperação – porque todos nós sabemos que o Arenas tem tanto talento quanto problemas psicológicos sérios – e foi novamente “pra faca” mostram todo o contexto que embeleza a contusão.

Posso estar louco, pode me chamar de estranho, mas a NBA não seria tão glamurosa sem as contusões que são capazes de fadar times ao fracasso apenas por tirarem um único jogador de quadra. A beleza da liga também está nas caras horrorosas de dor destes negões altos e fortes (e alguns brancos e amarelos). Que muitos continuem se machucando e dando o sangue pelo jogo, eu e mais alguns agradecem seus sacrifícios e almejam suas dores (mas sem maldade).

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