Nuggets bate o Lakers (de novo!); Bobcats on fire

Eu prometi que iria voltar a fazer os Resumos da Rodada quando o Los Angeles Lakers estivesse com aproveitamento superior aos 50%. Minha teoria maligna é que quando isso acontecesse eu já teria algum tempo para voltar a escrever aqui diariamente, mesmo que fossem resumos menores do que os de costume, talvez nem citando todos os jogos. Pois é, passou um tempão, aqui estou inaugurando o Bola Presa 2013 (mais novidades ainda hoje!) e o Lakers não consegue ter mais vitórias do que derrotas. Nesse domingo o time perdeu do Denver Nuggets por 112 a 105 e agora tem 15 vitórias e 18 derrotas na temporada para uma incrível 11ª posição no Oeste. Ainda tem muito tempo, mas a questão passa a ser não mais se esse time pode ser campeão, mas se consegue chegar aos Playoffs! Concorda, Avallone? Ontem o Lakers repetiu tudo o que tem feito de errado ao longo da temporada: defesa de transição equivalente a do Sacramento Kings, nenhuma movimentação de bola no ataque, dificuldades para pontuar no garrafão, ajuda nula do banco de reservas, lentidão, inúmeros desperdícios de bola (embora tenha melhorado desde que o Nash (10 pontos, 13 assistências) voltou) e, claro, aquela carinha de frustração/desespero/agonia brilhando em todos os jogadores. Uma pitadinha a mais de frustração na do Kobe (29 pontos, 7 assistências), uma colher de sopa a mais de desespero na do Gasol (11 pontos 5 rebotes). O Denver Nuggets não matou o jogo antes porque foram péssimos no ataque de meia quadra e porque as bolas de 3 não estavam caindo muito. Foram só 38% de acerto nos arremessos em ataques de meia quadra. Mas com os 25 pontos de contra-ataque tudo

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ficou mais fácil, especialmente para Ty Lawson (21 pontos, 10 assistências, 0 turnovers). Considerando que dos 112 pontos, 15 vieram em lances-livres, o Nuggets fez 25 dos outros 97 pontos em contra-ataque. É muita coisa! Mas aí, no último período, o Lakers conseguiu voltar para o jogo na base da… sei lá do que. Não sei explicar. Sei que agora todo jogo o Lakers apanha, apanha, apanha e aí volta nos minutos finais dando alguns sinais de esperança só para depois perder como merecia desde o início. Ontem Kobe fez 17 de seus 29 pontos só no último período, incluindo umas bolas de 3 pontos daquelas que não deveriam valer porque ele usou gameshark e controle turbo. Mas depois de uma delas, quando o Lakers conseguiu diminuir a vantagem para 3 pontos a 36 segundos do fim, aconteceu a jogada que resume a temporada do Lakers: [youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=yAyJKOK_EnM[/youtube] Finalmente quando o Dwight Howard acertou uma rotação defensiva, que ele não tem feito bem ultimamente, o mané dá o toco na mão do cara que melhor fecha jogos para o Nuggets?! Na mão! Tipo,o Gallinari nunca recebeu um passe tão bom do Ty Lawson. Até quando parece que vai dar certo, dá errado. Mas que não coloquemos a culpa no azar, isso é uma falha de Dwight Howard. Anos atrás foi feito um estudo medindo a qualidade dos tocos dos jogadores. Media-se em que situações ele era dado (arremessos valem menos que bandejas) e o que acontecia com a bola depois, o time recuperava a posse de bola ou não? Era impressionante a diferença nos resultados de Dwight Howard e Tim Duncan. Howard costuma dar tocos em bolas com pouca chance de entrar e manda a bola pra fora da quadra, o que devolve a posse para o adversário, Duncan dá o toco em direção a um companheiro de time e recupera a posse. Howard quis o espetáculo, quis mandar pra longe porque ensinaram que é assim que ele vai parar no Top 10 da rodada, aí deu nisso. Poucas posses de bola antes disso, Howard conseguiu outra grande jogada defensiva, mas na sequência errou o passe na saída de bola e o Nuggets recuperou a redonda. O pivô é assim, impressiona às vezes (foram 15 pontos e 26 (!) rebotes ontem), mas frustra no mesmo nível. Sua incapacidade de marcar pontos de costas pra cesta é um atestado de qualidade para Andrew Bynum colocar no currículo. E já falamos de Pau Gasol jogando em câmera lenta? Meu deus, não cabe mais falar do Lakers aqui. Sobre o Nuggets: ainda não convenceram que podem ir além da 1ª rodada dos Playoffs, onde estão empacados nos últimos 10 anos, mas o futuro é promissor. Eles sobreviveram bem ao começo de calendário mais difícil da NBA inteira e já estão em 6º no Oeste. Até agora foram 23 jogos fora de casa (9v 14d) e só 13 em casa (11v 2d), eles podem subir bons degraus nas próximas semanas. Em outro bom jogo da rodada (que ninguém assistiu, com razão) o Charlotte Bobcats bateu o Detroit Pistons por 108 a 101 na prorrogação. Dois dos piores times da NBA jogando em um domingo de Playoff de NFL? Uma prova real de fidelidade dos torcedores. Mas o jogo foi bom de verdade. Boa chance para ver os novatos Andre Drummond (10 pontos, 6 rebotes) e Michael Kidd-Gilchrist (10 pontos, 8 rebotes, 1 toco). Ambos mostram mais do que seus números dão a entender, vale a pena ver eles quando você não tiver opção de um jogo melhor. O Bobcats tinha 18 derrotas seguidas, aí venceu o Bulls no dia 31 de Dezembro e agora já venceu de novo. 2 vitórias nos últimos 3 jogos? ESTÃO PEGANDO FOGO! Agora que a zica passou, acho que vão vencer de vez em quando mesmo, o time não é tão ruim assim. Eles jogam com aquela intensidade defensiva de times de faculdade dos EUA, é bonito de ver, só que no ataque ainda dependem muito da criatividade de Kemba Walker (20 pontos, 7 assistências) e da divindade de Ben Gordon (18 pontos), mas às vezes é o bastante pra vencer. Destaque, na prorrogação, para os 4 pontos importantes de Tyrus Thomas (13 pontos) que fez apenas seu segundo jogo na temporada. Ele pode ajudar muito o Bobcats apesar do histórico de altos e (muito) baixos na carreira. O técnico Michael Dunlap é só elogios ao ala. Outro que jogou bem, mas pelo Pistons, foi Greg Monroe: 18 pontos, 14 rebotes e 6 assistências. Seria candidato real ao All-Star Game se as pessoas lembrassem que o Pistons existe. Top 10 – Jogadas da Rodada [youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=DkHViK8PSh4[/youtube]   Em Phoenix, o Grizzlies venceu o Suns por 92 a 81 e continua naquele grupinho fora de série lá no topo do Oeste. Com o resultado o Grizzlies continua podendo se gabar de ter a melhor defesa da NBA, lá na frente pode por na conta do nosso muso Zach Randolph (21 pontos) que engoliu o garrafão do Suns com molho vinagrete e maionese verde. Outro time na elite do Oeste é o Thunder, que cozinhou o Raptors por 3 períodos até acabarem com o jogo no quarto final. O Raptors melhorou demais nas últimas semanas, José Calderón (10 pontos, 11 assistências) tem se destacado, mas falta muito arroz, feijão (e uma churrascaria inteira) para chegarem no nível do OKC Thunder. Quando Kevin Durant (22 pontos em 11 arremessos), Russell Westbrook (23 pontos, 7 assistências) e Reggie Jackson (7 pontos, todos no último quarto) começaram a jogar pra valer, tanto no ataque como na defesa, adeus Raptors. Fechando a rodada, vitória tranquila do Miami Heat sobre o Washington Wizards. Sim, eu lembro que eles já perderam para o Wizards antes na temporada, mas justamente por isso era difícil imaginar mais um revés. Os dois times estão a anos-luz de distância em termos técnicos, táticos, de talento bruto, de tudo. O jogo foi amarrado e feio por 3 quartos, aí 30 a 11 para o Heat no último quarto e fim de jogo. LeBrão fez 24 pontos, Ray Allen contribuiu com 20 e pelo Wizards o cestinha foi Kevin Seraphin, o meu prêmio de “Da onde ele veio?” da década, que fez 14 pontinhos. Mas ei, peraí que estou aprendendo a vender o blog para conseguir mais acessos. Deixa eu refazer esse mini-resumo do jogo do Heat Wizards: NENÊ JOGA MAL E WIZARDS SÃO DERROTADOS PELO ATUAL CAMPEÃO. Agora vocês clicariam nesse post? Fiz certo? Eu chego lá.   Fotos da Rodada

Kevin Martin tenta matar no peito

 

Kyle Lowry e Reggie Jackson esperam a taça de champanhe

 

Zach Randolph, simplesmente Zach Randolph

 

Sim, ele tem tudo sob controle

 

MEU DEUS EU ADORO FAZER BANDEJAS

 

Frustrado? Eu sei como você se sente, Dwight

Grizzlies e Clippers derrotam os finalistas

Grizzlies e Clippers derrotam os finalistas

A rodada da quarta-feira foi daquelas para passar um recado. Muito se falou de Los Angeles Lakers, San Antonio Spurs e OKC Thunder como os favoritos do Oeste antes da temporada começar. Não sem razão, claro, existiam motivos para esse favoritismo, mas o LA Clippers e o Memphis Grizzlies não gostaram do pelotão intermediário. Ambos são dois dos times mais quentes da NBA no momento e coroaram essa fase com vitórias sobre os finalistas do ano passado: o Grizzlies bateu o Thunder, em Oklahoma City, por 107 a 97. O Clippers venceu o Heat por 107 a 100.

O Memphis Grizzlies tem agora 6 vitórias e 1 derrota na temporada. A derrota foi na estreia justamente para o Clippers, seu nêmesis na última temporada. Depois disso passaram o rodo em todo mundo, incluindo Miami Heat e agora Thunder. No jogo de ontem apanharam de 30 a 20 no primeiro quarto, mas souberam tomar o controle do jogo após um 2º período arrasador. Depois que assumiram a frente do placar a gente só assistiu Rudy Gay (28 pontos) trocar cestas com Kevin Durant (34 pontos, 10 rebotes) até o fim do jogo. A dupla Durant e Westbrook (17 pontos, 13 assistências) está jogando bem como sempre, mas ambos somaram 8 turnovers no jogo. Estão errando muito e em momentos péssimos da partida. Falo sobre o Thunder o que falei do Spurs ontem, estão vencendo e jogando bem, mas ainda não chegaram nem perto do que mostraram na temporada passada.

Pelo Grizzlies, méritos eternos para eles por estarem jogando tão bem mesmo depois de terem perdido OJ Mayo. A equipe continua esmagando todo mundo nos rebotes ofensivos, mas a troca de bolas melhorou muito nessa temporada e um dos motivos é como o time está jogando mais aberto. Marc Gasol sai ainda mais do garrafão para dar passes precisos (4.7 assistências por jogo, melhor da liga entre os pivôs) e Rudy Gay e Quincy Pondexter tem ajudado com bolas de média e longa distância que faltavam ao time. O elenco do Grizzlies está a uma contusão de foder com tudo, mas enquanto estiverem inteiros vão continuar arrasando com favoritos.

No resumo do jogo, prestem atenção na jogada em que Gasol simplesmente destrói Kendrick Perkins no garrafão. É muita técnica para o Homem-de-Tijolo defender.

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Se o começo do Grizzlies é impressionante, o do Clippers não fica muito atrás. São 6 vitórias e 2 derrotas. Nas vitórias já bateram Grizzlies, Lakers, Spurs, Hawks e Heat. Nada mal! As derrotas que são curiosas, uma para o Cavs no dia em que Dion Waiters não errava um arremessos sequer, e outra contra o Warriors, quando Steph Curry cavou uma falta de ataque de Chris Paul no último segundo.

O Clippers tem o 4º melhor ataque da NBA até agora e a 10ª melhor defesa. Alguém achou que um time de Vinny Del Negro chegaria nesse ponto de qualidade? E eles tem feito isso de maneira organizada, como se tivessem um técnico de verdade. Vamos dar todo o crédito ao Chris Paul só para não admitir que o VDN esteja fazendo um bom trabalho.

No jogo de ontem o Clippers tomou vantagem dos altos e baixos do Heat. Em um momento do 3º período onde o time de LeBron James (30 pontos, 7 assistências) não conseguia acertar nada, Chris Paul (16 pontos, 10 assistências) e Blake Griffin (20 pontos, 14 rebotes) tomaram conta do jogo. Aí no começo do último quarto Eric Bledsoe (12 pontos em 17 minutos) deu show e abriu 15 de vantagem. Mas o grande momento de Bledsoe foi quando ele deu um toco à lá Dwyane Wade em… Dwyane Wade. Quantas vezes não vimos o armador do Heat subir para tocos em enterradas de pivôs enormes? A idade chega e agora ele que tá sendo rejeitado.

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Muitos outros jogos na rodada. O Indiana Pacers venceu o último período do jogo contra o Milwaukee Bucks por 32 a 17 só para assim perder o jogo por “””apenas””” 99 a 85. Pois é, a vantagem chegou a ser de uns quase 100 pontos, ou isso era o que parecia na hora. O resumo do jogo é um show de “ohs” e “ahs” com as bandejas de Brandon Jennings e Monta Ellis. Em Boston, o Celtics continua sem convencer, mas venceu o Jazz em jogo disputado e apertado, 98 a 93. Em Dallas, o Mavs contou com 25 pontos de OJ Mayo para manter o Wizards como o único time sem vitórias na NBA. O Pistons? Ah, eles saíram dessa. Venceram o Philadelphia 76ers por 94 a 76 fora de casa. O Sixers tem 4 vitórias e 4 derrotas na temporada, mas só 1 vitória e 3 derrotas em casa. Ontem acertaram só 29% de seus arremessos. Pelo Pistons, 19 pontos e 18 rebotes do ótimo Greg Monroe, e legal ver o ótimo novato Kyle Singler (16 pontos, 4 rebotes) como titular. Ele tem sido ótimo até agora!

Jogo bem interessante entre Houston Rockets e New Orleans Hornets. Sabiam que o Rockets é o time que menos tenta arremessos longos de 2 pontos na temporada? Isso que dá ter um nerd de estatísticas como General Manager. Ontem eles usaram seu jogo de infiltrações e bolas de 3 para vencer por 100 a 96, mas quase que perderam quando Greivis Vásquez (24 pontos, 9 assistências) começou a acertar bolas como se estivesse no NBA Jam. James Harden fez 30 pontos, mas o herói foi Chandler Parsons (13 pontos, 10 rebotes) que fez o arremesso da vitória, um fade away dificílimo, no minuto final.

Fechando a rodada, três jogos decididos no final. Em Oakland, um rebote ofensivo a 22 segundos do fim do novato Harrison Barnes (19 pontos, 13 rebotes) em seu melhor jogo da curta carreira, garantiu a vitória do Warriors sobre o Hawks por 92 a 88. Se não fosse ele, Lou Williams (18 pontos) poderia ter continuado seu ótimo 4º período e empatado o jogo. O Bulls bateu o Suns por 112 a 106 com 28 pontos e 14 rebotes de Carlos Boozer, mas só conseguiram na prorrogação, depois do Suns fazer um ótimo 4º período e empatar um jogo que parecia perdido. Algum time tem mais altos e baixos durante um jogo que o Suns nesse começo de temporada? É o humor de Michael Beasley influenciando o time inteiro.

E o que dizer sobre o Charlotte Bobcats? Já passaram 7 jogos e eles tem mais vitórias que derrotas! Como explicar? Onde está seu deus agora? Venceram 3 jogos seguidos e ontem bateram o Wolves com uma bola de Kemba Walker sobre Alex Shved no último segundo. Inexplicável.

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Top 10 da Rodada

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Fotos da Rodada

Apanhar da bola nem sempre é só uma expressão

 

Essa cena é do Rocky 3 ou 4?

 

Chris QWOP

 

Pescotapa do Haslem

 

Cavanha diabólica do Gortat ou barba aparada do Boozer?
Sou mais um bom e velho bigode do Adam Morrison

 

O homem sem face…

 

…que sabe ser um cuzão quando quer

 

-Foi na bola, professor!

 

O pior de todos

O pior de todos

O Fábio Balassiano já comentou hoje mesmo sobre o Charlotte Bobcats no seu blog. Difícil acrescentar muita coisa porque ele disse tudo e o assunto é, no fim das contas, bem simples: O Bobcats é um dos piores times da história da NBA. O elenco, tecnicamente, está no mesmo nível de algumas aberrações da história. Um exemplo é aquele time que sempre cito quando o assunto é estrume, o Denver Nuggets de 2002-03. Mas aquele time ainda tinha a esperança do Nenê em seu primeiro ano e o interminável Juwan Howard ainda em boa forma. Venceram quase 20 jogos, poxa! Quem tem o Bobcats? Corey Maggette em fim de carreira? O mais cru que sushi Bismack Byiombo? Kemba Walker fez alguns jogos bons e Byron Mullens impressionou no começo da temporada, mas também foi mais por falta de expectativa do por talento puro. Nem são como o Nets de uns anos atrás que fediam mas pelo menos tinham talentos perdidos no elenco.

Não veremos o Bobcats jogando bem tão cedo. Mesmo que tenham sucesso no Draft, isso não quer dizer necessariamente alguma coisa a curto prazo. Mesmo times que deram sorte de pegar super estrelas prontas para a NBA, como o Cavs com LeBron James em 2003 ou o Sonics/Thunder com o Kevin Durant em 2007, demoraram anos para ficarem competitivos e ainda tiveram que ter sorte/competência em outros Drafts e trocas, coisa que o Bobcats não fez bem até hoje.

Eu, pessoalmente, torço contra esse Bobcats no dia da loteria do Draft. Cada dia acho mais chato esses times que se afundam de propósito só para conseguir alguma coisa no Draft, eles montam elencos horríveis, abdicam de vencer e deixam a liga insuportavelmente mais chata. Estão fazendo o que está em seu alcance, claro, não vou dizer que é moralmente errado, mas é chato e faço o que posso: torço contra. Assim como acho louvável o que o Houston Rockets faz, sempre tentando trocas e movimentações criativas que tentam fazer o time crescer sem apresentar algo que ofenda seus torcedores. Será que, como já sugeriu tanto o TrueHoop ao longo da temporada, não está na hora da NBA rever as regras do Draft para impedir que os times coloquem tanta coisa ruim em quadra?

A conversa sobre isso fica pra depois, este 8 ou 80 é uma coluna de estatísticas para apresentar, em números, porque o Charlotte Bobcats versão 2012 é um dos piores (ou o pior) times de todos os tempos na NBA

 

– O time tem 7 vitórias em 60 jogos! O recorde negativo da história é de 9 vitórias em 82 jogos do Philadelphia 76ers de 1973. Como as temporadas tem tamanhos diferentes, temos que ir pelo aproveitamento pra saber quem fede mais. O Sixers teve 11% de aproveitamento, esse Bobcats de agora, se perder os dois jogos restantes, acabará com 10.6% e será oficialmente o pior de todos.

– A maior chance de

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vitória do Bobcats nessa reta final foi nessa segunda-feira, quando enfrentou o 2º pior time da temporada, o Washington Wizards, que tem 11 vitórias a mais que Bobcats. Não deu, o perderam por impressionantes 101 a 73. Isso só reforçou uma busca por outro recorde. Em média o time perde seus jogos por 13.9 pontos de diferença, é a pior marca desde 1992, quando o Dallas Mavericks acabou a temporada com média negativa de 15.2 pontos por jogo.

– O Bobcats sofreu 37 derrotas por mais de 10 pontos na temporada. O segundo time com pior marca é o Detroit Pistons, que perdeu 27 jogos por 10 ou mais de diferença.

– O grande time do técnico Paul Silas passou a marca dos 100 pontos em apenas 7 jogos na temporada (4 vitórias, 3 derrotas). Os outros times que menos vezes fizeram 100 pontos foram Hornets (9 vezes), Pistons (13) e Raptors (14).

– O Bobcats tem 27% de aproveitamento em arremessos de meia distância, a média da liga é de 37%. A única região da quadra onde o time tem aproveitamento acima da média são nas bolas de 3 pontos da zona morta. 50% de acerto contra a média geral de 41%.

– Indo para os números avançados, o Bobcats é o time com pior aproveitamento em jogadas de transição, pick-and-roll (na variação de jogadas finalizadas por quem faz o bloqueio) e o segundo pior em jogadas de costas para a cesta, o post-up.

– O Bobcats é também último colocado

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da NBA nas seguintes categorias: pontos por jogo (87.5), rebotes (39.0), pontos em bolas de 3 (11.8), aproveitamento de arremessos (41.4%), aproveitamento de bolas de 3 pontos (29.4%), pontos marcados a cada 100 posses de bola (95.1), pontos sofridos a cada 100 posses de bola (110.3).

– O Bobcats está entre os últimos 5 colocados em: pontos no garrafão (35.4), roubos (6.0), rebotes defensivos (28.6), pontos sofridos (100.8), pontos sofridos em contra-ataque (16.1), aproveitamento de arremesso dos adversários (47%)

 

Corey Maggette para fechar o post

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=YxhJvgKNUCI[/youtube]

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Pois é, tem gente que fica feliz de ir pro Knicks

Para muita gente o dia da decisão do LeBron James de ir para Heat foi o símbolo do fracasso do Knicks nos últimos anos. Todos sabem que o time de Nova York passou pelo menos as últimas duas ou três temporadas mais preocupado em abrir espaço na folha salarial do que pensando em basquete de verdade, com LeBron sendo o alvo principal do plano. E pior, Wade e Bosh eram as opções seguintes! Depois de tanto tempo, ficar com sua quarta opção é foda. É como passar anos planejando o casamento com a Alinne Moraes e na hora colocar a aliança no dedo da Wanessa Camargo.
No caso do Knicks até que era uma mulher mais gatinha que a Uanessa, o Amar’e Stoudemire é uma mina bem firmeza pra falar a verdade, mas uma que enjoa rápido. Como já dissemos no post em que comentamos a sua contratação, o Knicks fez a sua parte em garantir pelo menos uma grande estrela para não passar em branco. Quem se arriscou mesmo foi o Stoudemire, que corria o risco de não receber ajuda e ficar mais longe de títulos do que estava em Phoenix. E no fim das contas foi o que aconteceu. O Knicks perdeu a maior parte dos seus alvos e teve que se esforçar para colocar pelo menos alguns jogadores decentes em volta da sua nova estrela.
A maior contratação foi o Raymond Felton. O armador fez boas temporadas no Bobcats nos últimos anos, mas eu fui uma das muitas pessoas que esperava muito mais dele depois de vê-lo ter grandes atuações no seu ano de novato em 2005-06. No seu primeiro ano ele teve média de quase 12 pontos por jogo, nada mal, mas nunca conseguiu superar a casa dos 14. Nas assistências subiu variou de 5 a 7. Ele nunca foi ruim, mas também não foi espetacular como parecia que poderia ser. E ainda falhou em ser o líder do Bobcats. Quando o Larry Brown chegou em Charlotte, quis fazer com que Felton fosse o que o Billups foi naquele time do Pistons que ele treinou e foi campeão em 2004, alguém que controlasse a bola, o ritmo de jogo e chamasse o jogo nos momentos decisisvos. Ele até tentou e chegou a ter bons momentos de quarto período, mas o time só deslanchou quando o Stephen Jackson foi contratado e assumiu esse posto. Na defesa o líder sempre foi Gerald Wallace. Ray Felton era, em suma, o terceiro melhor jogador de um time que nunca foi mais do que o sétimo melhor time da conferência mais fraca da NBA.
Outra questão importante sobre o Felton é como ele vai se encaixar no time do técnico Mike D’Antoni. Mas para isso a gente precisa saber qual vai ser o esquema que o D’Antoni planeja usar. No seu primeiro ano de NY ele mandou o time correr como fazia no Phoenix Suns, era o segundo time mais veloz da NBA com 97,6 posses de bola por jogo. Depois de algumas derrotas humilhantes, resolveu se controlar um pouco e na temporada passada o time era outro. Com um pouco mais de jogo de meia quadra e apelando mais para os pick-and-rolls do que para os contra-ataques, foi apenas o oitavo time mais rápido, com 94 posses de bola por jogo. O que ninguém sabe é se o D’Antoni fez essa mudança porque acredita mais nela ou porque não tinha as peças para fazer diferente. E agora com Felton e Amar’e, vai decidir voltar ao plano anterior ou manter um time ainda rápido, mas um pouco mais controlado?
O time mais rápido passa por um armador rápido. Não tenho dúvidas de que um dos motivos (impossível saber todos) que fez o D’Antoni repensar o seu plano tático foi a incapacidade de fazer o Chris Duhon render em alto nível. Jogar na velocidade não é só ser rápido na corrida, é pensar, passar, driblar, infiltrar e tomar decisões inteligentes enquanto se corre. Steve Nash é o melhor da NBA nisso, Duhon era um rapazinho esforçado. O Felton é um meio termo. Ele sabe jogar na transição, fazia muito bem essas jogadas de contra-ataque com o Gerald Wallace no Bobcats, mas não é um jogador veloz. Eu vejo ele agindo bem em situações típicas de contra-ataque, como bolas roubadas ou tocos, mas não acho que ele tem a capacidade de fazer como o Nash de transformar qualquer posse de bola em um contra-ataque só com um pique e alguns passes longos e precisos.
Se você não é de ver jogos do Bobcats, achei um mix legal com os melhores momentos do Felton. Mas cuidado, já fizeram um mix até do Jerome James mostrando que ele era bom. É só um vídeo, não tire todas as suas conclusões dele. É só pra ter uma idéia mesmo.
Se o D’Antoni pensar como eu, o Knicks do ano que vem deve ser mais parecido com o da temporda 2009-10 do que com o de 2008-09, um time mais devagar. Espero que isso tenha sido levado em consideração na hora da contratação do Felton, que é mais um daqueles jogadores que são bons se você souber o que pedir deles.
Mas se a questão do tempo do jogo é um problema, o pick-and-roll não é. Para quem não sabe o que é um pick-and-roll, recomendo o vídeo abaixo, que explica a jogada ao falar de como ela era usada no Phoenix Suns, quase o tempo todo justamente com Amar’e Stoudemire.
Essa é a jogada que fez o Amar’e fazer 80% dos seus pontos na carreira, é onde ele mostra o seu melhor jogo. E nos últimos anos ainda foi capaz de fazer o pick-and-pop, que é quando, ao invés de correr para a cesta, quem faz o corta-luz fica parado para realizar o arremesso. Quando comentamos a sua contratação, pedimos um armador que soubesse fazer bem essa jogada, e Felton sabe. Sendo um bom passador (mas espere passes mais óbvios que os do Nash) e sendo, ao mesmo tempo, uma ameaça na infiltração e no arremesso vindo do drible, ele tem as ferramentas para fazer a jogada mais básica do basquete.
A outra conquista do Knicks nessa offseason foi ter conseguido um sign-and-trade com o David Lee. Um sign-and-trade é quando você assina com um jogador que era seu e virou Free Agent, caso do Lee com o Knicks, e logo depois o troca para o time que o jogador desejava ir. É um jeito do time não perder o seu jogador por nada e do time que recebe o jogador de abrir mais espaço salarial para receber um novo jogador. A troca foi com o Golden State Warriors, que mandou Kelenna Azubuike (eleito por mim no nosso formspring o jogador mais bonito da NBA), Ronny Turiaf (o melhor dançarino) e Anthony Randolph, um ala que já disputou duas temporadas da NBA e nunca foi citado numa frase sem a palavra “potencial” do lado. Típico caso do jogador que mistura partidas ótimas com outras medíocres e deixa todo mundo com um gostinho de que de lá pode sair alguma coisa interessante. Darius Miles está aí para mostrar o perigo de jogadores assim, e Rajon Rondo para mostrar que de vez em quando os caras deslancham mesmo, e vão até mais longe do que se imaginava. Escolha o seu lado.
Para o Knicks, de novo, foi só uma saída para não sair com nada. Eles tiveram a chance de manter o Lee desde o ano passado, mas sempre se recusaram a oferecer uma extensão de contrato decente para que isso não prejudicasse o espaço salarial do time, agora pagam por isso. Perderam seu melhor jogador nos últimos anos, alguém que poderia jogar ao lado do Amar’e Stoudemire e que já se sabia que se dava bem em qualquer esquema do D’Antoni, para ganhar um monte de resto do Warriors. Azubuike, além de gatinho, sabe fazer seus pontos. Acho bem possível que ele acabe até virando titular nesse time, por falta de opções na posição 2, mas não deve estar para os planos em longo prazo do time.
O Turiaf pode dar certo demais no time. Basta uma de suas danças típicas depois de uma enterrada do Amar’e, para que ele vire um favorito da torcida e alguns tocos e rebotes ofensivos para que se torne a primeira opção do banco de reservas entre os jogadores de garrafão. Já o Anthony Randolph pode dar muito certo se conseguir ser mais regular nos seus melhores dias. Ele é bem alto, tem 2,10m, mas uma mobilidade e velocidade absurda. Para ele, sem dúvida alguma, seria melhor que o time fosse o mais veloz possível, pouquíssimos jogadores da sua altura conseguem acompanhá-lo na transição, e ele ainda é muito fraco tecnicamente para criar jogadas próprias no 1 contra 1 no jogo de meia quadra.
Outro problema é que ele joga na posição 4 e não tem chance alguma de ser pivô por ser muito magrelo. Se ele for ser titular, força Amar’e a jogar de pivô, coisa que ele já fez mas que reclamou de fazer a vida inteira, não seria surpresa se tivesse uma cláusula no contrato dele exigindo que ele fosse um ala de força. Isso sem contar a total incapacidade do Stoudemire de marcar jogadores mais altos que ele. Minhas dúvidas sobre como os dois podem funcionar juntos me fazem achar que Randolph vai vir do banco e que esse banco, se achar o armador certo, pode ser um time mais rápido que a equipe titular.
Talvez já pensando em um pivô que não seja o Eddy Curry para atuar ao lado de Amar’e, eles contrataram o russo Timofey Mozgov, que jogava no Khimki Moscou e na seleção russa. Eu não conhecia nada do jogador, mas pesquisando eu vi vários vídeos dele e recomendo esse que mostra os melhores momentos dele pela seleção russa enfrentando a Grécia. Acho que esse vídeo resume bem que é o Mozgov, um jogador que consegue ser ágil para o seu tamanho, 2.16m, tem um bom tempo para o toco, mas que dificilmente fará pontos na NBA que não sejam de rebotes ofensivos. Talvez o Knicks só queira ele para isso mesmo, um parceiro defensivo para o Amar’e, alguém para jogar 20 minutos por jogo. Se o plano foi esse, parece que foi uma boa contratação, mas melhor esperar para ver uns jogos dele antes.
Depois de analisar prós e contras de cada contratação, temos atualmente esse elenco do Knicks:
PG: Raymond Felton / Toney Douglas
SG: Kelenna Azubuike / Bill Walker
SF: Danilo Gallinari / Wilson Chandler
PF: Amar’e Stoudemire / Anthony Randolph / Ronny Turiaf
C: Timofey Mozgov / Eddy Curry
É um time melhor que o do ano passado, disparado. Também com ótimas opções na posição de ala de força, obrigando alguns deles a atuarem como pivôs durante um tempo do jogo, o que pediria um time mais veloz, o que, por sua vez, não é o que pede ter Raymond Felton no time. Confuso? Um pouco, mas só pro Knicks não perder sua identidade.
Mas apesar do time estar melhor, é longe do time dos sonhos que eles planejaram montar. Com esse elenco e com todos se acertando aos poucos em um esquema tático e uma rotação certa, dá pra imaginar eles indo para os playoffs, mas não passando da primeira rodada.
Antes que isso pareça decepcionante demais, o torcedor pode continuar sua brincadeira eterna de pensar no futuro. Afinal a offseason ainda não acabou mas o Knicks certamente está pensando na do ano que vem. Para a próxima temporada eles tem a liberação dos 11 milhões do contrato do Curry, quase 4 milhões do Azubuike, e Turiaf tem a opção de sair do seu contrato e virar Free Agent. Eles obviamente pensaram nisso na hora de aceitar os dois na troca do David Lee e já miram no ano que vem a tentação de levar para lá Carmelo Anthony. Basta que Melo não acerte uma extensão de contrato com o Nuggets e que tope ir para perto de onde foi campeão universitário. É um plano ainda distante, mas realista. E se nesse ano eles atrairam pouca gente de nome, talvez Felton, Amar’e, Gallinari e uma campanha regular nesse ano seja o bastante para levar Carmelo pra casa.
Depois de tudo isso você pode escolher como avaliar a offseason do Knicks e a nota final vai depender de quanto você é ambicioso. Se você esperava um time fora de série feito do nada como o Miami, a nota é baixíssima. Se você esperava uma evolução em comparação com o time do ano passado, a nota é boa. Se você ainda for um otimista e perceber que já no próximo ano existe uma janela para mais contratações boas, o cenário é ainda melhor. Eu acho que foi um ótimo primeiro passo para colocar o Knicks de volta entre os bons times e fora do grupo das piadas da NBA, mas ainda faltam grandes jogadores para fazer o difícil salto do grupo mediano para a elite.
Golden State Warriors
Uma rápida análise do time que foi citado aqui nesse post, o Warriors. Eles perderam Azubuike, Turiaf e Randolph e ainda podem perder Anthony Morrow, mas ganharam David Lee, o que pode ser mais valioso que todos os outros juntos. São poucos os jogadores de garrafão que dão conta de jogar em alto nível mesmo no ritmo alucinado imposto pelo técnico Don Nelson, mas o Warriors tem dois deles no elenco: Lee e Andris Biendris. Deve ser a primeira vez que o Warrios pode colocar dois jogadores altos em quadra, dois reboteiros natos e ainda assim continuar um bom time na velocidade. Sem contar que Lee ainda sabe arremessar de meia distância e fazer boas jogadas de dupla com Monta Ellis ou Stephen Curry.
Esse garrafão mais forte pode ser o que faltava para o time ser mais regular. Ninguém duvida que o Warriors pode vencer qualquer time da NBA, mas eles também podem perder de todos por 30 pontos de diferença. Mais rebotes e mais jogadores altos podem significar também mais regularidade. Mas para fechar o time seria importante manter Morrow, um dos melhores arremessadores de três pontos da NBA.
Outro contratado foi Dorrell Wright, ex-Heat. Muito irregular, é a cara do seu novo time. Com muita explosão física pode ser bom nem que seja para vir do banco de reservas, onde irá concorrer por minutos com aquele monte de jogador não draftado que o Don Nelson acha pela vida. Vai ser, de novo, um time divertido de acompanhar. Deveria ter um anel de entretenimento na NBA, seria do Warriors todo ano.
As Summer Leagues terminaram e faremos um apanhado geral delas ainda essa semana. Até lá!

Uns vão, outros vem

>

Varejão mantém a fama dos brasileiros de
serem um povo caloroso e amigo

(enquanto seu cabelo mantém a fama
de que “o que aqui se planta, tudo dá”)

Assim é a vida: enquanto um perde, outro ganha; enquanto um sai da enfermaria, outro se contunde; enquanto um beija a Alinne Moraes, outro dá uns amassos na Preta Gil. É como se o Universo fosse uma equação tentando se balancear. Por isso, quando vi que, repentinamente, Monta Ellis voltaria de sua polêmica contusão para participar da partida de ontem contra o Cavs, fiquei preocupado. Alguém em algum lugar provavelmente iria se machucar feio, e as chances eram boas de que seria no Clippers, no Jazz ou no Houston.

O Clippers, como sabemos, é completamente macumbado e nada lá jamais pode dar certo. Baron Davis, Chris Kaman e Marcus Camby fazem turnos para ver quem fica contundido de cada vez, e se os três ficarem saudáveis ao mesmo tempo o espaço-tempo irá implodir. O Jazz não tem um histórico de contusões mas nessa temporada o negócio está feio, e não há oração mórmon que resolva: Carlos Boozer está de molho, Deron Williams passou um bom tempo fora, o surpreendente Paul Millsap volta e meia se machuca e o Kirilenko vez ou outra não pode sair do banco. Parece que todo mundo no elenco já passou algum momento dessa temporada na lista de contundidos, de verdade – mas dá preguiça de ir checar. Já o Houston não preciso nem falar, McGrady não teve um jogo saudável na temporada e resolveu descansar o joelho de vez, Ron Artest sofre com um tornozelo e Shane Battier com um pé inflamado. Não faz muito tempo em que comentei a fase do Houston como o eterno aguardo da derradeira contusão, a de Yao Ming, que cedo ou tarde teria que acontecer. Ou seja, Monta Ellis voltando para as quadras, meu Rockets enfrentando o Pacers, e tudo na mesma noite. Mal sinal.

Para provar que um raio cai quinze vezes no mesmo lugar, principalmente se esse lugar for um pivô chinês gigante, Yao Ming tomou uma trombada no joelho e, embora tenha tentado voltar pra quadra mesmo assim, nao conseguiu retornar para o segundo tempo. Embora os exames não tenham mostrado complicações, a pancada foi forte e todo mundo sabe que o chinês é feito em Taiwan, então tenho razões para me desesperar. As coisas até que estavam indo bem em Houston apesar das contusões, Yao estava tendo grandes partidas, o time estava usando o gigante como deveria e as vitórias estavam acontecendo. Mas pedir pra vencer o Pacers sem T-Mac, Artest e Yao é chutar o pau da barraca, quero ver o Spurs ganhar qualquer coisa sem Duncan, Parker e Ginóbili!

O causador de tudo isso foi Monta Ellis e sua recuperação alienígena, que obrigou o Universo a se balancear subitamente. De um dia pro outro, Ellis voltou a treinar com o time em jogos leves e, de repente, avisou que estaria em quadra contra o Cavs, foi titular e não sentava para descansar durante o jogo! Muito se falou, quando o Monta se machucou andando de motinho, do Warriors cancelar seu contrato milionário, principalmente porque existiam dúvidas sobre se sua condição física voltaria a ser a mesma. Então o sujeito foi de ter sua saúde em dúvida para jogar 34 minutos no primeiro jogo depois da sua contusão! Não importa quão bem o Monta Ellis esteja, não me interessa que ele esteja enterrando como nos velhos tempos, o Don Nelson deve ser retardado pra colocá-lo para jogar tantos minutos logo de cara. Ah é, tinha me esquecido: o Don Nelson É retardado, e a água é molhada. Continuemos.

O Monta Ellis começou o jogo um tanto enferrujado mas rapidinho voltou a ganhar ritmo e pareceu cada vez mais retomar a confiança no próprio físico, acelerando mais e mais o seu jogo, quase alcançando a velocidade da luz que lhe era tão comum uns tempos atrás. Mas o mais engraçado é que o Warriors fede tanto que, apesar de terem trocado por um armador principal (o Jamal Crawford) de modo que o Ellis não tivesse que ser improvisado na posição, como era a idéia original no começo da temporada, o Crawford se contundiu e a improvisação teve que acontecer mesmo assim. Parece que essa coisa de equilíbrio no Universo acontece lá dentro do próprio Warriors mesmo.

Com a volta do jogador que deveria ser sua estrela, o Warriors deu sinais de ânimo e teve uma boa partida contra um dos melhores times da NBA. Mas, quanto mais o jogo parecia destinado a um placar apertado, maiores eram as chances de derrota no quesito probabilidade: o Warriors vinha de derrota no último segundo para o Thunder num arremesso espírita do Jeff Green, e antes havia perdido também num arremesso de último segundo para o Kings, graças ao John Salmons, num jogo de três prorrogações. Como diria minha mãe depois de ler O Segredo, “a gente atrai aquilo de que a gente tem medo”, e eis que o Warriors se viu ganhando por um ponto mas com a última posse de bola nas mãos do Cavs. Parece até piada. Bola para LeBron, e o resultado vocês podem ver no vídeo abaixo:

Fora o arremesso, o vídeo tem tantos momentos bons que vou até dividir em ítens:
– o Turiaf marcando o LeBron, provavelmente porque ele é o único na equipe que sabe soletrar “defesa” e é capaz de levantar os braços
– o Varejão correndo pra cima do LeBron para comemorar e quase atropelando o Turiaf no processo
– a garota vestida de havaiana (não o chinelo, por favor!) empurrando os jogadores do Cavs e depois mandando eles embora, e tudo rindo
– o Maggette em sua pose “O Pensador
– o Andris Biedrins com sua moda “Jade
– o Monta Ellis e sua cara de “pra quê que eu fui voltar pra essa budega?” enquanto aguarda o replay

Ou seja, a volta do Monta Ellis foi ótima, seus 20 pontos foram impressionantes e ele mostrou ter um fator de cura mutante que ajudará a fazer valer o contrato estratosférico que ele assinou antes da temporada começar (se for demitido, pode tentar uma vaga nos X-Men). Mas ainda falta muita coisa para o Warriors ser um time e não um circo – quem sabe um pouco de consistência e menos narizes de palhaço?

Mas o Ellis não é o único que veio, e o Yao não é o único que foi. O técnico Marc Iavaroni, que estava apenas em sua segunda temporada no Grizzlies segurando um punhado de cocô na mão e tendo que fazer um bolo de chocolate, foi – pro saco. Eu até tinha uma certa vontade de conhecer o sujeito mas não deu tempo, alertamos sobre o potencial do Grizzlies e talvez por isso fosse importante passar a mensagem de que perder o tempo todo não será algo tolerado. Era inevitável, um técnico inexperiente guiando um time porcaria só poderia ser prejudicial para o próprio técnico, era uma situação em que ele só tinha como sair perdendo. Pro time, não fazia muita diferença mesmo quem estivesse no comando.

Já pelo lado dos que estão vindo – no caso, para os playoffs – acrescente o Bobcats. O Denis acabou de falar sobre a equipe e o impacto que tiveram nela Raja Bell e Boris Diaw. Ironicamente eu acabei de falar sobre o Suns e como eles viraram farofa recentemente, e aí está: um sobe, o outro desce. O Bobcats de Boris Diaw engoliu o Suns vivo, quer dizer, se você considerar que o Suns estava vivo depois de perder para o Knicks. O Shaq teve mais uma boa partida e ainda assim conseguiu ser pessimamente utilizado, o time tem menos identidade do que figurante da Malhação e até o Nash deu uma air ball que ficou mais perto de acertar a cabeça de um mesário do que de bater no aro, o que é sinal do fim dos tempos. Para o Universo se equilibrar, para um time lendariamente horrível como o Bobcats chegar aos playoffs, um time sensacional precisa ir para o lixo. Pois então chamem a vigilância sanitária, alguém precisa enterrar o Suns porque o corpo já tá fedendo. Nem meu Houston, que é amaldiçoado, passa tanta vergonha assim.

Mas, como sempre, vale finalizar relembrando que a maldição do Houston cada vez mais parece fichinha perto da maldição dos ladrões de franquia, o time outrora-conhecido-como-Sonics! Lembram como eles perderam trocentos jogos no último segundo como punição por terem se transformado no Thunder? Pois essa maldição vingativa consegue ser mais forte até do que a maldição do Clippers!

O primo amaldiçoado do Lakers jogou sem Zach Randolph, Baron Davis, Marcus Camby e Chris Kaman, todos machucados. Jogadores que estavam tapando buraco também se lascaram, como Brian Skinner, Mike Taylor e até o Mardy Collins, que saiu ainda no primeiro quarto contundido. Como ganhar um jogo assim? Pra piorar, Ricky Davis teve que ser o armador principal titular, e todo mundo sabe que sua simples presença em quadra significa milhões de arremessos sem sentido, nenhum passe para companheiros e uma derrota garantida no currículo. Some isso à melhor partida da carreira do Kevin Durant, com 46 pontos, 15 rebotes e 24 lances livres certos em 26 tentados, e teríamos uma vitória fácil para o Oklahoma! Não foi o bastante: o Ricky Davis causou fissuras no Universo errando todos os seus 6 arremessos mas dando 11 assistências (sem nenhum desperdício de bola!) e o novato Eric Gordon fez 41 pontos, acertando 12 de 19 arremessos. Não adianta, esse tal de Thunder não pode vencer. Mas é bom que o Eric Gordon saia do Clippers o mais rápido possível, ele é bom demais e, assim que um jogador voltar de contusão, é bem possível que o Eric Gordon acabe se lesionando. Isso ou o Shane Battier vai quebrar o cotovelo num acidente jogando peteca em Houston. Torcedor de time amaldiçoado sofre!

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